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segunda-feira, 23 de novembro de 2020

[Série] De Gaulle e a África (2/4): Quando Senghor o chamou de "o pai da independência do Senegal".

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Com a morte do General De Gaulle, falecido na noite de 9 de novembro de 1970, o primeiro Presidente da República do Senegal, Léopold Sédar Senghor, decretou uma semana de luto nacional (ver documento). Como os presidentes Bokassa, Pompidou e Nixon, o poeta presidente expressou sua tristeza nas colunas da edição de 11 de novembro do jornal Le Soleil. Em editorial, L. S. Senghor lamentou o desaparecimento do que considerava "o pai da independência do Senegal". Depois do primeiro episódio de nossa série dedicado à relação ambígua entre De Gaulle e a África, lesoleil.sn oferece a você, na íntegra, o editorial de Senghor.
“Serei breve. Como você, estou cheio de tristeza.
Junto com todos os senegaleses, fiquei arrasado esta manhã quando soube da morte do general De Gaulle. Era como algo não natural, como se sua poderosa vitalidade há muito desafiasse a morte. Com todos os senegaleses, portanto, soube desta morte, como se fosse um cidadão senegalês, um dos responsáveis ​​por este país, ou melhor, um familiar. E aqueles sentimentos que eu estava tendo, que ainda tenho, tenho certeza que todos os senegaleses sentem por mim.
Claro, para um francês, o general De Gaulle é quem salvou a França da provação mais terrível de sua história, ainda mais terrível do que a ocupação do país durante a Guerra dos Cem Anos. Mas, para nós, o general De Gaulle era tanto, senão mais. Porque sem ele não seríamos independentes hoje. 


Foi ele quem nos permitiu finalmente realizar nosso ideal de independência nacional e cooperação amigável com a França.
Não seria extraordinário se fosse só o Senegal, se fosse só a África negra, mas isso é todo o continente, é o terceiro mundo. Com efeito, no rescaldo da Segunda Guerra Mundial, onde fomos usados, na melhor das hipóteses, como meios e não como fins, o General De Gaulle lutou, arriscando várias vezes a vida para defender, especialmente para conseguir , a favor do Terceiro Mundo, ou seja, dois bilhões de pessoas, a ideia de independência nacional para todos: de igualdade entre os povos, grandes e pequenos, desenvolvidos e subdesenvolvidos, em o concerto das nações, que é a melhor forma de conseguir uma cooperação organizada.
Acrescentaria que o general De Gaulle foi um dos mais constantes opositores do racismo, desta moderna doença dos povos. Ele afirmou na conferência de Brazzaville, o espírito anti-racista da França: "pela razão e pelo sentimento". Ele previu, a um governador-geral, que lhe expressou seu medo de ver o sangue africano invadir o sangue francês com a ascensão dos indígenas da África à cidadania, que o futuro estava na miscigenação.
É, pois, natural, senegalês e senegalês, que choremos, hoje, na pessoa do general De Gaulle, com o libertador, o pai e o amigo da nossa independência. Léopold Sédar Senghor ”.

fonte: lesoleil.sn


ANGOLA: PAPAGAIA AMBULANTE

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Alguma daquelas crianças que morreram, devido à fome, no Cunene, Cuando Cubango, Huíla, Bié, Huambo… era filha, filho, neta, neto ou familiar directo da Luísa Damião? Alguma daquelas muitíssimos milhares de crianças que ficaram fora do sistema escolar, por falta de escolas e de professores, é filha, filho, neta, neto ou familiar directo da Luísa Damião?

Por Domingos Kambunji

ALuísa Damião, a vice-presidente do MPLA que dá carinho e solidariedade aos familiares das zungueiras que a polícia do MPLA mata, à semelhança de muitos outros dirigentes do MPLA, está a transformar-se numa caricatura patética demasiado macabra e matumba.

Há quem pense que ficaria mais barato ao Departamento de Informação e Propaganda do Bureau Político do Comité Central do MPLA contratar um papagaio para ecolaliar ambiguidades e falácias do que sustentar a Luísa Damião a vender banha da cobra. Também há quem pense que a Luísa Damião não tem capacidade para pensar porque a única coisa que faz é vomitar verborreias, preparadas pelos sobas da Matilha de Predadores Ladrões de Angola, vulgarmente designada por MPLA. Um papagaio faria o mesmo papel, com um menor custo de manutenção alimentar e em despesas de representação.

Quem tem acompanhado o percurso político da Luísa percebe facilmente que ela é capaz de dizer algo e o seu contrário, nas suas apresentações públicas em defesa da matilha de predadores.

Já era assim no tempo do José Eduardo dos Santos, quando a Luísa ia para os comícios do Partido Comunista de Portugal dizer que a MPLA, o Zécutivo, “estava fortemente empenhado na resolução dos principais problemas da população, em particular na criação de oportunidades para a realização dos sonhos e aspirações da juventude angolana”… Nesse tempo o MPLA estava fortemente empenhado em enriquecer os seus dirigentes através da roubalheira!

Agora, como vice-kapanga da matilha, diz que o Joãocutivo “está fortemente empenhado na resolução dos principais problemas da população, em particular na criação de oportunidades para a realização dos sonhos e aspirações da juventude angolana”…

Quando o João se reformar, devido à grande invalidez que está a demonstrar, a Luísa irá dizer que o próximo MPLAcutivo “estará fortemente empenhado na resolução dos principais problemas da população, em particular na criação de oportunidades para a realização dos sonhos e aspirações da juventude angolana”?

O que os angolanos têm a certeza é de que o Joãocutivo, tal como o Zécutivo, está fortemente empenhado devido ao fiado que andou a pedir no estrangeiro. Não se vislumbra a possibilidade de honrar os compromissos que assumiu sem aumentar a miséria entre os 20 milhões de pobres no nosso país, porque falta o kumbu.

As aberrações são tão gigantescamente estúpidas que, ainda há poucos dias, o Joãocutivo culpava um partido da oposição e deu ordem para espancar e matar jovens por se manifestarem contra a incompetência da governação da Matilha dos Predadores Ladrões de Angola. Passados poucos dias esse tipo de manifestação passou a ser legal e a polícia até protegeu o direito à Liberdade de Expressão de jovens angolanos.

É hora de apresentar queixa em tribunais internacionais, que defendem os direitos humanos a sério, e exigir a responsabilização criminal e civil, a título individual e colectivo, dos membros da Matilha dos Predadores Ladrões de Angola pelas mortes e feridos provocados pela polícia obediente às ordens superiores baixadas pelos membros da matilha. Não adiantará muito apresentar queixa nos tribunais obedientes à matilha porque, ainda há poucos anos, assistimos à condenação a penas de prisão dos 15+2, por se manifestarem contra a corrupção e em defesa da democracia e dos direitos humanos no nosso país.

O Laborinho dos Rebuçados e Chocolates tem dinheiro para pagar essas indemnizações, porque não lhe falta kumbu. Até tem uma filha, segundo dizem, a estudar, não na Universidade Assassino Agostinho Neto, mas numa daquelas universidades muito caras do estrangeiro!…

Esperar discursos inteligentes da Luísa Damião é o mesmo que aguardar que o nosso país abandone rapidamente a posição 156 a nível mundial, em qualidade de vida em geral, graças à governação de Netocutivos, Zécutivos e Joãocutivos, entre os países mais atrasados do mundo, e se aproxime dos primeiros lugares a nível mundial, ocupados pela Dinamarca, Noruega, Suécia, Suíça…

A grande diferença entre esses países e a Re(i)pública da Angola do MPLA está no facto de os dirigentes políticos desses países não terem estado envolvidos directa ou indirectamente na fundação de uma guerra civil, no fuzilamento de muitas dezenas de milhar de cidadãos nacionais e na Acumulação Primária de Riqueza através da roubalheira, como a matilha que nomeou a Luísa Damião para exercer as funções de papagaia.

Nota. Todos os artigos de opinião responsabilizam apenas e só o seu autor, não vinculando o Folha 8.





PRESIDENTE DE ANGOLA: JOÃO LOURENÇO INVERTE PODER DE BOBBIO

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O tempo é um bom conselheiro e, por vezes, o tempo a seu tempo, leva-nos a rememorar, não só princípios como o de “o poder corrompe e o excesso do poder corrompe muito mais”, como a tese de algumas figuras importantes do mundo das ciências e da política mundial, como o italiano Norberto Bobbio, pela ousadia da sua tríade: poder económico, poder ideológico e poder político, em contraste com a tese de Aristóteles e John Locke, defensores do poder paternal; poder despótico; poder político, para o alcance do poder.

Por William Tonet

Ojurisconsulto nascido no coração da Itália, considerou, em pleno século XX, que o eixo tradicional do poder, não descurando as teses anteriores, apresenta novas fórmulas para a sua afirmação, ascensão, manutenção e controlo de um país, inspirando um seu conterrâneo, o empresário Sílvio Berlusconi, a chegar ao poder, fundamentalmente, através da construção de um forte e amplo império económico: clube de futebol, AC Milan, cadeias de televisão, rádio e jornal, todas empresas, com forte influência no pensamento decisório do cidadão/eleitor, que o catapultaram, por várias vezes, ao cadeirão de primeiro-ministro.

Ao que parece, este político terá inspirado, a “contrarium sensu”, João Lourenço, na afirmação do seu poder unipessoal, elegendo a lógica de esvaziamento do capital económico, dos seus antigos companheiros de rota, arrestando-lhes ou confiscando o património imóvel, móvel e financeiro, para, reduzidos a zero, afastarem a veleidade de ousar ou atentarem uma concorrência ao seu consulado.

Tendo os tribunais, magistrados judiciais e do Ministério Público do seu lado, a coragem de ser o primeiro no regime (depois da sociedade civil e dos partidos políticos da oposição) a hastear mais alto, o combate aos crimes contra a corrupção, por falta de outra estratégia começa a ser perniciosa, por, na morte económica de um corrupto do MPLA, mil trabalhadores inocentes irem para o desemprego.

Logo, o que poderia ser uma alavanca para a moralização do agente público, distante das vaidades umbilicais, converteu-se, em três anos, numa âncora perniciosa, que se alimenta da desgraça dos povos, na explícita demonstração de ser impossível regenerar um regime, cujas linhas programáticas jamais se afastarão da abjecta lógica de “os fins justificam os meios”, para a manutenção do poder, logo, indiferentes, ao aumento da pobreza e miséria geral.

Hoje, o cenário de 5, 10, 15 ou 50 corruptos na cadeia, despidos de capital económico e bens patrimoniais, confiscados e a definhar, por falta de capacidade de gestão do raivoso executivo é menos importantes, para o cidadão comum, quando na outra margem, se avoluma um exército com mais de 30 mil desempregados.

A incompetência, ao inverter a tese de Norberto Bobbio, não conseguiu separar as águas, quando poderia fazê-lo, racionalmente, por duas vias:

a) Responsabilização criminal do empresário, face ao comprovado cometimento de ilícitos públicos; peculato, nepotismo, branqueamento de capitais, etc.;

b) Separação das empresas, os empregados e a livre circulação do capital.

Com esta visão, estando o povo carente de comida, poderia, eventualmente, repito, eventualmente, sendo a corrupção, também, um “crime de esponja”, converter-se o encarceramento prisional (face os nefastos exemplos de outros países: Itália; Espanha; Argentina; Brasil), resultante de uma pena de 8, 12 ou 16 anos, na obrigatoriedade de:

a) Pagamento mensal de 1 milhão de dólares, ao Tesouro nacional;

b) Construção de um empreendimento comercial, industrial ou agro -industrial, em igual número de províncias (por exemplo, se condenado em 8 anos, um em cada uma das 8 províncias);

c) Criação de emprego e manutenção de 85% da força de trabalho, com contratos por tempo indeterminado;

d) Construção, apetrechamento de uma escola pública, com laboratório e biblioteca, incluindo o pagamento da manutenção mensal e o salário dos professores;

e) Construção de um centro médico, equipado com laboratório de análises clínicas e uma sala de operações, com a obrigatoriedade de remunerar o corpo administrativo e clínico;

f) Agravar em 5% o pagamento do imposto em vigor, no país;

g) Reduzir, depois de 6 a 12 meses, a força de trabalho estrangeira, a uma cota entre 2,5 a 5%.

Isso permitiria, na actual crise económica interna e internacional, agravada pela inesperada pandemia do COVID-19, a estabilidade social, manutenção de empregos, rotação de capitais, aumento de depósitos bancários, recuperação de capitais, imprescindíveis para alavancar as empresas angolanas.

Infelizmente, opções raivosas geram recuperações pífias e resultados obtusos, que agravam a situação das populações, que não comem corrupção mas comida. E, sem comida à mesa, por falta de trabalho dos pais, despedidos das empresas dos eventuais corruptos, refira-se, todos, do partido do Presidente da República, os jovens, legitimamente, no ganho de consciência têm de se manifestar, para que o país não se mantenha no futuro indefinido, refém, exclusivamente, de uma força política.

Falta um pouco de posicionamento mental abrangente de João Lourenço, patamar exigível para quem exerce a função, temporária, de Presidente da República deveria almejar ser considerado como Presidente de todos angolanos, com um coração aberto e plural, para acolher todas as franjas e sensibilidades nacionais.

A sua insensibilidade em relação ao bem maior: a vida dos cidadãos é assustadora, basta rememorar a indiferença, aquando da tentativa de suicídio de uma ministra do seu gabinete, pela forma abjecta como foi demitida; na comunicação social. Durante o período, em que a senhora, esteve internada, não se dignou em visitá-la.

Depois, o mutismo, quanto ao assassinato do jovem médico Sílvio Dala e, mais recentemente (11.11.20), do estudante de engenharia Inocêncio N’landu atemorizam, porque esperava-se um pronunciamento apaziguador do mais alto magistrado do país.

Daí que esperar uma grandeza comportamental na qualidade de Chefe de Estado, pai de todos, independentemente, das desavenças políticas, uma mensagem de condolências a Isabel dos Santos era pedir demais. Não foi bom, demonstrando um certo rancor. Se as desavenças da Isabel dos Santos são com a justiça, o Presidente da República deve colocar-se acima das baixas querelas, para dar lustro à sua governação, como sendo imparcial e, não carimbá-la com raiva e ódio.

BATEU NO FUNDO

Apolítica do Titular do Poder Executivo levou o país a bater no fundo. Inegavelmente! Nada dá certo. Nada deu certo. Dificilmente, na obtusa visão, “entregacionista” da riqueza nacional, ao capital estrangeiro, alguma coisa dará certo.

Não basta uma simples maquilhagem, numa poção venenosa, para se acreditar ter ela perdido propriedades perversas, principalmente, quando estas são a identidade de um sistema laboratorial, comprometido com a intolerância, discriminação, incompetência, má-gestão da coisa pública e corrupção qualificada.

Nenhum clone supera a matriz, ao ponto de desmoronar os caboucos fundantes, por mais que seja apurada a pirotecnia da transição e a beleza do fogo-de-artifício, para iludir a maioria.

E, se dúvidas houvesse, basta rememorar a indignação emotiva e comovente de dois prelados católicos, nomeadamente, o bispo do Bengo, Dom Camuto e Frei Joaquim José Hangalo, veja vídeo (*), expressando o sentir e gemer de milhões de fiéis impotentes face à selvajaria com que a Polícia, no afã de proteger, exclusivamente, o Executivo e não o Estado, arremessa bastões, cães, gás lacrimogénio e balas, contra corpos de indefesos manifestantes.

Oremos, todos, TODOS, enquanto cristãos, a favor destes servos do Senhor, que de forma destemida, dando nome aos bois, entregaram os seus corpos, a sua segurança, as suas vidas, em prol da(s) flor(es), covardemente, arrancada do NOSSO JARDIM!

Se, a maioria, com sensibilidade humana, não se indignar, não continuar a indignar-se, amanhã, eles, os algozes, voltarão, impunemente, em função da colectiva omissão, para destruir as restantes flores e assassinar, com as balas dos arsenais, o que resta do jardim de todos…

Não podemos esperar, por mudanças de quem não muda, em nome da manutenção do sádico poder, por esta razão, a hora é esta, porque a fome, deixou de ser futuro. Ela mata, miseravelmente, no presente, o sonho de milhões, duplicadamente, mil milhões desprotegidos, que um dia, ingenuamente, acreditaram, no senso de justiça de quem levantou o cajado da boa governação.

Debalde!

Por isso, hoje, estamos proibidos de abdicar da fé, da força da moral, que banha os angolanos, cujo compromisso é o cartão de cidadania, com estatuto de EQUIDADE!

Não basta falar, falar, falar, triplamente, fazê-lo para gáudio do FMI e Banco Mundial, de combate aos crimes de corrupção, arremessando, selectivamente, contra antigos camaradas de rota, armas da raiva, do ódio, da exibição afirmativa, para consolidação do poder absoluto de um homem, quando os cidadãos definham a fome, engrossando os exércitos do desemprego, prostituição e delinquência, por inexistência de um projecto – país, um projecto – sociedade.

Um órgão de magistratura do país, comprometido com a cidadania e os Direitos Humanos, não pode, orgulhar-se em partilhar o mesmo pedestal, onde desfilam as corjas de assassinos, homicidas e intolerantes, sob pena de, confundindo-se os papéis, a delinquência ter estatuto institucional.

Senhor Presidente da República, ao refugiar-se nas vestes de presidente do MPLA, para atirar farpas em seara alheia, quando o escrutínio popular o desafia a mostrar competência na gestão do país, da coisa pública e não na manutenção do fracasso, não lhe fica bem. Assumir erros é, também, sinal de grandeza, o inverso é sinal de pequenez.

A UNITA não pode ser o eterno bode expiatório, uma vez, não ter responsabilidade, na manutenção de uma incompetente e complexada equipa económica, que raciocina com as piores normas do Fundo Monetário Internacional, utilizadas em países, cuja liderança não tem sentido e orgulho nacionalista.

As medidas paliativas, entre as quais a absurda, de a miséria, entranhada no dorso dos famintos e miseráveis, pagar impostos, contribuem, apenas e só, para afundar a esperança dos empresários, dos cidadãos e de uma juventude, cada vez mais sedenta de um futuro, cujo alcance acredita, hoje e agora, estar na força da rua.

Nas manifestações. Persistentes, até que a bússola da esperança devolva, não o diálogo desigual, mas a equidade legal.

O que as gentes, os jovens reclamam é a gritante falta de capacidade governativa, cuja (in)competência é avaliada, pelo aumento vertiginoso da fome, miséria e desemprego, sem que a resolução, possa ser alimentada, através da porrada e do assassinato.

A juventude patriótica, está cada vez mais ávida de uma oportunidade, um país plural, uma democracia participativa, com eleições regulares e autárquicas obrigatórias, livres da fraude e batota, capazes de melhorarem, por exemplo, o saneamento básico, o asfalto das ruas, a iluminação pública, o fornecimento de água, o emprego, as escolas, os postos médicos, que o Bairro São Pedro da Barra, cuja degradação é o pico da crónica incompetência de um governo que não se regenera.

E (foi), o centro deste vulcão de pobreza, que inspirou, o jovem, Inocêncio Matos Nlandu, no terceiro ano de engenharia a denunciar, em manifestação constitucional, também, o estado calamitoso do bairro, que o viu nascer, crescer e morrer, assassinado, com um covarde e institucional tiro na testa, no dia 11.11.20, na Av. Brasil, em plena luz do dia.

E, assim, ASSASSINARAM, o sonho de um futuro engenheiro, menino de 26 anos, desarmado, erguendo, apenas o inofensivo esquadro do saber, que atemoriza os ditadores. Por esta razão, sem razão, quais vampiros, destroçaram, o outro sonho, o sonho maior, de um pai e uma mãe, pobres, verem gorado o fruto do seu apertar de cinto, para verem gorada a batalha do juntar das migalhas, para, enfim, num dia, lagrimarem de alegria, com o filho, a hastear o canudo de licenciado em engenharia. Um curso que poderia ajudar a revolucionar a degradação do Bairro São Pedro da Barra, onde inexiste, a raiz “quadrada comida”.

Por isso de nada vale, acreditar, ter sido o seu ASSASSINATO, um acto isolado. Não! Ele é fruto do “modus operandi” do regime: FORÇA E VIOLÊNCIA, contra os pobres, os excluídos, os discriminados.

Não haja, nenhuma dúvida, pois, basta, cada um de nós, interpretar, o deprimente e ditatorial aparato policial, montado na Faculdade de Engenharia, quando alunos e professores queriam, vestidos de roupas pretas (cor de luto), apenas manifestar, ao colega “Nlandu”, abruptamente afastado do convívio dos vivos, sentimentos de pesar.

Quando as faculdades, centros do saber, são selvaticamente, policiadas, para impedir a expressão de solidariedade humana, estamos diante do precipício, comandado por gente, mentalmente, comprometida com o sadismo, quais “vampiros-robotizados”, programados para a gestão única do poder, alimentado com sangue humano.

Assim nada poderá travar a força da revolução social. Uma REVOLUÇÃO SOCIAL, que se augura, sem violência, sem armas e sem movimentos guerrilheiros, em respeito a Constituição atípica e, agora, irreversivelmente, iniciada pela força de uma juventude, cada vez mais comprometida com o futuro do país, das liberdades e da democracia.

Na próxima edição, a história de Abimeleque

(*) https://www.facebook.com/jornalfolha8/posts/2996963130404096






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