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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Sabe por que Portugal deixou de matar touros na arena?

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Como em tudo o que vem de antigamente, a questão das touradas está cheia de opiniões antagónicas e impulsos primários. 
Saiba por que desde 1840 Portugal deixou de matar touros na arena.

O caso é recente e impressionante, da corrida de 30 de abril de 2011 na praça de touros da Maestranza, em Sevilha, e teve dois 
protagonistas, José Maria Manzanares e o touro Arrojado. Touro e toureiro numa dança perfeita. 
Em Espanha mata-se o touro no final de cada faena, é a regra vigente e aceite e, se não existisse, nunca teria sentido o que 
aconteceu naquela tarde na Maestranza. Manzanares indultou o touro, há décadas que tal não acontecia em Sevilha.
O que significa indultar o touro, na tauromaquia? Reconhecer-lhe grandeza de igual para igual, e para o toureiro perceber nobreza
 no animal.
 É muito raro tal acontecer e naquela lide foi de tal forma, que provocou comoção em todos os que enchiam a que é uma das maiores
 catedrais de toureio do mundo. Manzanares ia deitando o olhar ao diretor da corrida, interpelando-o para que lhe concedesse o privilégio
 de deixar viver o touro. De repente lenços brancos começam a agitar-se, no público todos choravam, emocionados, o momento era de elevação
 misteriosa.
Inesquecível, e ainda está disponível no YouTube para quem quiser ver. Por tudo o que possa vir a acontecer às touradas, esse espetáculo e, 
felizmente, muitos outros deixarão memória inefável na arte tauromáquica. Por cá a evolução da chamada tourada à portuguesa conduziu um pouco
 à recíproca, reduzindo bastante quando não mesmo suprimindo o toureio a pé, pelos chamados matadores.
O toureio a cavalo e a pega do touro por forcados são fórmulas exclusivamente portuguesas, a que nos habituámos e que, ao contrário do que se pensa, 
têm conquistado mais adeptos e novos públicos. João Moura ainda não tinha 18 anos e já toureava a cavalo com passos geniais em que fintava o touro e 
desafiava as leis da física, como se de uma dança se tratasse, à maneira de Manzanares no episódio citado. A sua marca é indelével e mudou a forma de 
tourear a cavalo.
Aspeto curioso é que os touros sejam conhecidos em Portugal apenas pela ganadaria donde provêm, enquanto em Espanha cada touro tem um nome que todos
 fixam e 
referem. Isso faz que a dupla cavaleiro e cavalo se sobreponha à dupla toureiro e touro, o que pode justificar a distância a que estamos dos espanhóis na forma de
 viver a festa brava.
O filho do Marquês morto na arena
Desde 1840 que deixámos de matar o touro na arena, bastante antes de se proibir formal e definitivamente os touros de morte, em 1928. Temos um episódio de 
contornos míticos que está lavrado em fado e dá conta da morte do conde dos Arcos, filho do Marquês de Marialva, na praça de Salvaterra de Magos, colhido 
por um touro. O nobre terá descido à arena, caminhado para o touro que acabara de lhe matar o filho e, estático, deixou abater-se sem qualquer reação.
Correrá para sempre na história que o rei D. José ficou tão impressionado com o episódio que proibiu, a partir desse dia, os touros de morte nas touradas reais. 
Os factos indicam contudo que morreu num acidente no campo, mas a história permanece viva no imaginário tauromáquico.
A questão dos touros de morte está ligada a uma tradição que nos tempos modernos do discernimento e do respeito inalienável ficou vazia no conteúdo. 
No entanto, ainda estamos em tempo de transição, e as dúvida e o impasse têm marcado mais a forma de olhar para o fenómeno do que a certeza absoluta. 
Isso acontece desde que em 1836 D. Maria II promulgou a lei de Passos Manuel que decretava a proibição definitiva da morte dos touros na arena. Nem um ano durou,
 pela tristeza que provocou em todos, vindo a ser revogada.
A desobediência lusa à bula papal de Pio V, de 1567, em defesa da vida dos que enfrentavam os touros, foi total, até D. Sebastião, grande aficionado da festa, em vésperas
 de partir para África, matou touros em Xabregas com lança e rojão. E sabemos o que aconteceu quando se tentou proibir os touros de morte em Barrancos, conduzindo a
 situações de exceção, aí e em Monsaraz, com a justificação de se tratar de uma manifestação cultural.
A expressão pegar o touro pelos cornos tem raiz tauromáquica e é sinónimo de bravura, e utilizamo-la diariamente para distinguir pessoas capazes de atos corajosos. 
O Al Andaluz, território e cultura que outrora incluía grande parte da Península Ibérica e um pouco do sul de França, bebe muita da tradição taurina de antigamente. 
O flamenco faz parte das artes cénicas principais em Espanha, evanescentes dessa tradição de há muitos séculos e faz parte das celebrações familiares na Andaluzia. 
A evocação da festa brava é evidente em quase todos os movimentos e cantares, com a sensualidade ao rubro.
Os maravilhosos quadros de Júlio Pomar que compõem a série de tourada nunca poderão ser considerados atentados à moral e aos direitos dos animais. Há que não 
cair no logro de fazer tábua rasa de tudo o que no passado advogámos e agora condenamos, assim como há que parar de defender o indefensável. Mas, se sabemos
 mais e temos mais consciência do valor da vida vegetal e animal, temos muito para mudar, para lá de proibir o que nos provoca repulsa ou enoja. Talvez venha mesmo
 a mexer com a forma como nos alimentamos.
Não estamos a conseguir erradicar a fome do mundo sem recurso a organismos geneticamente modificados. Alimentamos os peixes em viveiros com rações que conduzem
 ao crescimento rápido e pouco saudável e sempre que os agitadores dos ditos viveiros avariam a oxigenação da água morrem milhões de peixes. Praticamos pesca 
desportiva, tiramos fotografias com exemplares com que ganhámos medalhas. O peixe pescado à linha é muito valorizado na praça e no restaurante sem que o aspeto da 
tortura animal e morte lenta nos impressione. O marisco vivo não fala nem grita quando o colocamos na panela ou grelha, mas está vivo e mexe quando o fazemos. 
Os tempos que medeiam a morte e a rigidez cadavérica de um peixe são fundamentais para a qualidade do sushi mas a dor e o sofrimento do animal não são tidos em conta.
 Não podemos dar connosco a defender o indefensável, mas também não devemos ter dois pesos e duas medidas nos julgamentos. Pode ser que a prazo o mundo se torne vegan,
 é uma tese que corre e faz sentido.
Estamos lentamente a mudar a forma como nos alimentamos. E também a forma como nos divertimos. É profundamente saneador da existência humana acabar com o 
sacrifício animal por diversão. Quando no início do séc. XX o imperador do Japão percebeu que tinha de ocidentalizar costumes e hábitos para conseguir estabelecer pontes comerciais
e de contacto com o mundo ocidental, e anunciou que tinha começado a comer carne no palácio imperial, houve uma revolta popular grande. O budismo proíbe o derramamento de sangue
 de inocentes, o que inclui os animais. O Gujarate, na Índia, é vegetariano e desenvolveu, tal como os japoneses, grande requinte e sofisticação de sabores. A Tailândia á uma
língua fina e muito extensa de território que absorveu praticamente todas as influências que por lá passaram.
A ideia de proteína principal e acompanhamento não existe na cozinha peruana, onde a diversidade é o aspeto mais importante. É um lugar-comum dizer que temos de saber donde vimos
para perceber para onde vamos e não é a olhar para trás que vamos conseguir andar melhor. O tempo é de discernimento e atitude. Era bom ter sempre alegrias como a que José Maria Manzanares
me proporcionou naquele dia, mas sei que isso não vai acontecer porque vamos deixar de ter touradas. Tenho pena, mas talvez ainda bem.


fonte: euronews







ANGOLA: CINCO PARA MIM, QUATRO PARA TI (TUDO PARA NÓS!)

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A Assembleia Nacional (do MPLA) aprovou hoje, na generalidade, a proposta de Lei de Base das Privatizações, que permite aos pequenos subscritores uma participação de até 20% no capital social das empresas a vender. O documento foi aprovado com 135 votos a favor, do MPLA, 44 contra da UNITA e oito abstenções da CASA-CE.

Aanteceder a discussão da proposta de lei, que actualiza o diploma legal sobre esta matéria, em vigor desde 1994, a bancada parlamentar da UNITA, maior partido da oposição, solicitou a “retirada temporária” da agenda deste documento, por necessidade “de maior concertação política”, considerando a necessidade de um “largo consenso a nível do parlamento”, para o aproximar de posições.
A bancada parlamentar da UNITA, que viu o seu pedido (como esperado) rejeitado, considerou também urgente a realização de um estudo aprofundado sobre como esta proposta de lei pode beneficiar grupos de cidadãos “excluídos no actual formato da lei”, nomeadamente os antigos combatentes.
A UNITA considerou também ser urgente a criação de condições, “com transparência”, para que angolanos com acção e vocação empresarial, hoje descapitalizados por enciclopédicos incumprimentos do Estado/MPLA, possam concorrer às privatizações, ou seja, “impedir que empresas públicas caiam nas mãos de quem não sirva”.
Na apresentação do documento, o ministro das Finanças, Archer Mangueira, disse que a proposta de lei do executivo visa ajustar o regime de privatizações ao novo contexto constitucional, político e socioeconómico prevalecente.
Segundo Archer Mangueira, o ajustamento à lei em vigor tem ainda como objectivo acolher novas modalidades de privatizações consentâneas com uma maior participação de investidores particulares e com a maior arrecadação de receitas para o Estado, sem prejudicar a transparência e a eficiência do processo, como é o caso das privatizações, por via dos mercados de valores mobiliários.
Em declarações à imprensa, o titular da pasta das Finanças disse que está em curso um diagnóstico prévio das empresas com potencial para privatizar.
Archer Mangueira destacou que a privatização por meio da Bolsa de Valores permite “transparência” e um sistema de negociação multilateral e de compensação e liquidação “seguro”, além da participação de pequenos subscritores, ponto bastante questionado pelos deputados durante os debates.
“Os fundos de investimentos são o veículo apropriado para a massificação da participação de pequenos investidores. Ou seja, daqueles que têm pequenas poupanças e que queiram aplicar em empresas, os chamados investimentos em carteira por via de acções”, acrescentou o ministro.
Consta que para uma população de perto de 30 milhões, cerca de 20 milhões de pobres preparam-se já para a encher o sistema bancário com ordens de compras de acções dessas empresas…
O governante salientou que, com esta proposta de lei, é intenção do Executivo, em alguns sectores, ter “menos [presença do] Estado e, noutros, ter uma participação muito maior do sector privado”.
“O Estado vai continuar presente naqueles sectores que ainda devem constituir reserva do Estado, noutros, terá um papel mais regulador, de promotor e de supervisor”, frisou.
“A primeira grande diferença é a introdução da modalidade de privatização por via da bolsa, que vai permitir que haja um processo mais transparente. Vamos evitar que as privatizações se façam, como se faziam no passado, por via de adjudicação directa como principal modalidade”, referiu Archer Mangueira, certamente estribado na sua experiência nas Finanças que, recorde-se, já vem do tempo em que era ministro de José Eduardo dos Santos.
Por outro lado, realçou Archer Mangueira, a proposta do novo regime jurídico prevê a avaliação prévia do estado financeiro das empresas, com vista a se assegurar que tenham “capacidade de fazer ‘report’ financeiro, que tenham o saneamento financeiro assegurado e com capacidade, pelo menos potencial, para trazer retorno financeiro a quem vai aplicar a sua poupança na aquisição dos activos da empresa”, ao contrário do que acontecia anteriormente.
No seu relatório de fundamentação, o Governo refere que o balanço global das privatizações realizadas entre os anos de 1990 a 2005 – período em que foram realizados dois grandes programas de privatizações – é demonstrativo da necessidade de se imprimir uma nova dinâmica nesses processos, com foco no aumento da rentabilidade para o Estado e na dinamização efectiva da actividade económica desenvolvida pelas empresas objecto de privatização.
“Com efeito, as privatizações realizadas durante esse período confrontaram-se com vários obstáculos relacionados com a morosidade dos processos de adjudicação, a predominância do ajuste directo e uma reduzida arrecadação de receitas pelo Estado”, salienta o documento.

O maná da demagogia

Segundo a secretária de Estado para Finanças e Tesouro, Vera Daves, o processo de privatização das empresas públicas vai permitir que as mesmas sejam mais eficientes, rentáveis e geradoras de mais postos de trabalho.
A secretária de Estado, que não aponta as empresas a serem privatizadas (isso depende dos interesses estratégicos de domínio do país por parte do MPLA), explicou em Outubro que o processo implica uma radiografia às instituições, melhorar processos e estruturação, para que contribuam para o desenvolvimento da economia nacional.
Vera Daves, que falava à imprensa na abertura da primeira Feira do Investidor, em representação do ministro das Finanças, Archer Mangueira, referiu que várias companhias e empresas públicas serão privatizadas nos próximos tempos, uma actividade que será igualmente antecedida por um concurso público rigoroso. Sendo que o significado de “rigoroso” também depende da análise dos peritos do… Comité Central do MPLA.
O Governo pretende privatizar mais 74 empresas a médio prazo. Globalmente, pretende vender a sua participação nessas empresas, a maioria das quais opera no sector industrial.
O país introduziu em 1994 a legislação sobre privatizações, para aumentar a eficiência, produtividade e competitividade da indústria angolana, e o resultado da privatização “made in MPLA” está à vista. Por um lado resultou em corrupção, roubalheira, peculato. Por outro, permitiu o proliferar do peculato, da roubalheira e da corrupção.

Privatizar como prova de vida

Onovo Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), instituído em Junho por decreto presidencial, vai assumir o processo de privatização das empresas estatais. O IGAPE substitui, em termos de denominação, o anterior Instituto para o Sector Empresarial Público (ISEP).
O novo instituto é criado como um “órgão especializado ao qual incumbe a regulação e monitorização do Sector Empresarial Público”, bem como a “execução da política e programa de privatizações e reestruturações, a gestão e o controlo das participações financeiras do Estado”. Vai ainda assegurar o “acompanhamento e supervisão da gestão dos activos financeiros e dos fundos públicos” e dos empréstimos concedidos pelo Estado.
Em concreto, caberá ao IGAPE, entre outras missões, elaborar a política e o programa de privatizações e reestruturações nas empresas públicas, bem como executar os procedimentos inerentes, desde logo através da emissão de pareceres.
O Governo prevê privatizar 74 empresas públicas a médio prazo, sobretudo do sector industrial, processo que até 2017 permitiu um encaixe financeiro para o Estado de quase 20 milhões de euros.
Isto mesmo consta de uma informação enviada aos investidores e que refere que Angola privatizou entre 2013 e 2017 um total de 29 pequenas empresas, que renderam ao Estado 23,4 milhões de dólares (19,6 milhões de euros).
“Angola pretende privatizar mais 74 empresas a médio prazo. Globalmente, o Governo pretende vender toda a sua participação nessas empresas, a maioria das quais opera no sector industrial”, lê-se no documento, que recorda que a política de longo prazo do Governo é que as empresas que não sejam obrigadas a permanecer na esfera pública, por questões políticas, “devem ser privatizadas”.
Contudo, o documento não adianta quais as empresas a privatizar ou o montante que o Governo estima arrecadar com essas operações.
“O Governo quer que futuras privatizações sejam realizadas através de um processo claro e competitivo, para o qual, na medida do necessário, as leis de privatização de Angola serão actualizadas”, acrescenta o documento.
As fábricas de cerveja Cuca e Ngola, a empresa de café Liangol, a transportadora Manauto ou a fábrica de vidro Vidrul são algumas das empresas históricas privatizadas. Entre 2001 e 2005, o Governo chegou a identificar 102 empresas para privatização total ou parcial, processo que não chegou a ser concluído.
Entretanto, o Presidente João Lourenço criou, por despacho de 20 de Fevereiro de 2018, uma comissão de preparação e execução do processo de privatização em bolsa das empresas públicas de referência, que será coordenada pelo ministro de Estado e do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior.
Esta comissão, que integra ainda os ministros das Finanças e da Economia e Planeamento, deverá assegurar, segundo o documento, a realização dos objectivos definidos pelo Titular do Poder Executivo (João Lourenço), nomeadamente “garantir a integridade dos sectores estratégicos do Estado” e assegurar o “redimensionamento do sector empresarial público, o aumento da eficiência, da produtividade e competitividade da economia das empresas”.
Além disso, deve também “assegurar a maximização da arrecadação de receitas resultados do processo de privatização” e “possibilitar uma ampla participação dos cidadãos, através de uma adequada dispersão do capital, dando particular atenção aos trabalhadores das próprias empresas e aos pequenos subscritores”, lê-se no mesmo despacho presidencial.
O presidente da Comissão de Mercados de Capitais (CMC) de Angola, Mário Gavião, garantiu em Novembro de 2017 que estavam criadas as condições, por parte da instituição, para que as primeiras empresas angolanas cheguem à bolsa de acções em 2018.
“O que falta na verdade é que as empresas adiram ao mercado. Tem havido interesse, há um conjunto de empresas que têm mostrado interesse em participar, nesta primeira fase. Depende dos accionistas das empresas, mas as indicações que nós temos é que muito provavelmente haverá em 2018 a abertura do mercado de acções”, adiantou.

Multiplicação de comissões

Não é por falta de comissões que a “coisa” não avança. Por despacho presidencial, João Lourenço criou uma comissão cujo objectivo é preparar e implementar o processo de privatização, via Bolsa de Valores, de empresas públicas ditas de referência.
A referida comissão é coordenada pelo ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes, e integram os titulares das Finanças, Economia e Planeamento, os secretários para os assuntos Económicos, das Finanças e Tesouro do Presidente da República.
Fazem também parte os presidentes dos conselhos de administração do Instituto do Sector Empresarial Público (ISEP), da Comissão de Mercado de Capitais (CMC) e da Bolsa da Dívida e Valores de Angola (BODIVA).
De acordo com o despacho presidencial, publicado em Diário da República, de 20 de Fevereiro, o resultado do trabalho desta comissão deve assegurar a realização dos objectivos definidos pelo Titular do Poder Executivo, como garantir a integridade dos sectores estratégicos do Estado, assegurar o rendimento do sector empresarial público, o aumento da eficiência da produtividade da economia e das empresas.
Por outras palavras, a comissão deve promover o fomento empresarial e o reforço da capacidade empresarial nacional, assegurar a maximização da arrecadação de receitas resultantes do processo de privatização, promover o mercado de acções e dinamizar a actividade do mercado de capitais angolano, e em particular da BODIVA, são, entre outros, resultados esperados.
A comissão, de acordo com o diploma, é orientada a interagir com os departamentos ministeriais que superintendem o sector de actividade das empresas do sector empresarial público, indicadas para privatização, bem como as próprias empresas elegíveis, de modo a obter as informações necessárias para o correcto diagnóstico legal e financeiro das mesmas.
Para o cumprimento das funções, a referida comissão é apoiada por um grupo técnico coordenado pela secretária de Estado para as Finanças e Tesouro, Vera Daves, que vai proceder ao levantamento e diagnóstico legal e financeiro das empresas elegíveis e com potencial para a privatização em bolsa de valores.
Propor medidas de reestruturação e saneamento financeiro, bem como os ajustamentos juridico-legais de que as empresas elegíveis necessitem antes do processo da privatização, são entre outras atribuições deste grupo técnico.
O actual governo, como os anteriores, está com os tambores da falsidade aquecidos para, numa poluição sonora, de muito má qualidade, e que intriga a maioria dos angolanos, tentar arranjar um novo bode expiatório (Savimbi já deu o que tinha a dar para o regabofe do MPLA) para justificar um eventual desastre económico. Isabel dos Santos está na “pole position”.


Folha 8 com Lusa

Perito sugere fim de missão da ONU na Guiné-Bissau em 2020.

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Um relatório de avaliação ao Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau propõe o fim da missão em 2020 e a reconfiguração da presença da organização no país.
fonte: DW África
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O documento, divulgado na página das Nações Unidas, foi realizado por um perito independente a pedido do secretário-geral, António Guterres, e vai ser analisado na sexta-feira (14.12) pelo Conselho de Segurança da ONU, que vai discutir igualmente a situação política na Guiné-Bissau.
Apesar de, desde o fim do conflito político-militar em 1999, não ter havido "violência generalizada" no país, o relatório considera que a Guiné-Bissau se tem "mantido submersa num estado de instabilidade política crónica que poderá tornar-se mais volátil durante as eleições".
"À medida que o país entra num novo ciclo eleitoral, que se prevê que dure até meados de 2019, entende-se que tanto a UNIOGBIS, como a ECOMIB (força de interposição da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), são elementos dissuasores para as possíveis sabotagens ao processo", refere o documento.
Caso as eleições decorram, mesmo com atrasos, e as tensões políticas não atinjam proporções de crise, o relatório recomenda que se "deve considerar a possibilidade de reconfiguração da UNIOGBIS e estabelecer novas prioridades" para "refletir um pilar de paz e segurança mais coerente, ágil e eficaz, mais em sintonia com os pilares de desenvolvimento e de direitos humanos".
Assistir ao vídeo01:35

Guiné-Bissau: Mulheres ameaçam boicotar eleições

Processo faseado
Nesse sentido, o perito recomenda que o fim da missão decorra em três fases, nomeadamente a fase eleitoral, a fase imediatamente a seguir às eleições e a fase de transição e saída.
Na primeira fase, até junho de 2019, a UNIOGBIS manteria a configuração atual com prioridade para o apoio às eleições legislativas e presidenciais.
Na segunda fase, a decorrer entre junho e dezembro do próximo ano, a presença da ONU "deveria centrar-se no estabelecimento de condições para levar a cabo um programa de reformas".
"Esse enfoque deverá incluir os preparativos para o plano de transição da UNIOGBIS em coordenação com as autoridades nacionais e associados internacionais", enquanto as restantes componentes da presença da Nações Unidas se "ocupariam de promover a boa governação", assessoria e apoio estratégico ao Governo para o "fortalecimento das instituições democráticas", refere o documento.
Em relação à terceira fase, a terminar o mais tardar a 31 de dezembro, consistiria na transferência gradual das áreas da UNIOGBIS à equipa da ONU no país.
O perito recomenda que a reconfiguração da UNIOGBIS tenha logo início após a conclusão do ciclo eleitoral com o estabelecimento de uma missão política na Guiné-Bissau mais reduzida e dirigida por um representante especial.
O gabinete das Nações Unidas no país foi estabelecido em após o fim do conflito político-militar.
O atual mandato da UNIOGBIS termina em fevereiro de 2019.

Cabo Verde apresenta um país "em movimento" no fórum de doadores em Paris.

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Governo de Cabo Verde defende a passagem do sistema de ajuda pública ao desenvolvimento para um sistema que promova o investimento, produção, comércio e integração em redes.
fonte: DW África
Frankreich Paris Geberkonferenz Kap Verde (Büro des Premierministers der Kapverden)
"Construindo Nova Parceria para o Desenvolvimento Sustentável de Cabo Verde"
O Governo cabo-verdiano pretende nesta Conferência Internacional de Doadores e Investimentos de Paris (11/12.12.) mobilizar cerca de dois mil milhões de euros.
O objetivo é financiar o desenvolvimento do arquipélago lusófono nos próximos anos.
Em entrevista à Televisão de Cabo Verde, o vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, explicou que a estratégia não é endividar mais o país, mas atrair mais investimentos.
"O que estamos aqui a lançar sobre a mesa não é mais ajuda pública ou mais endividamento público. O que queremos é mostrar que Cabo Verde é um país de oportunidades onde os investimentos podem ser rentáveis e onde podemos criar as condições para que o país possa atingir um patamar de desenvolvimento no quadro daquilo que é o PEDS (Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável) que visa colocar Cabo Verde num patamar de país desenvolvido".
Fórum dividido em duas partes
Por isso mesmo, a conferência de Paris está dividida em duas partes: a primeira, nesta terça-feira (11.12.) dedicada aos parceiros tradicionais de Cabo Verde como a União Europeia, as Nações Unidas, Luxemburgo, Portugal, BAD (Banco Africano de Desenvolvimento), Banco Mundial e CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental). A esses juntam-se novos parceiros da Europa do Leste e dos países árabes
Frankreich Paris Geberkonferenz Kap Verde (Büro des Premierministers der Kapverden)
Primeiro-ministro de Cabo Verde Ulisses Correia e Silva (primeiro a contar da esquerda)
.A estratégia do Governo cabo-verdiano é "garantir as necessidades de financiamento para a economia cabo-verdiana nos setores dos transportes, das energias, da água e saneamento, da qualificação dos recursos humanos, da requalificação urbana e da criação de condições para que todas as ilhas possam ter um patamar de desenvolvimento superior. É esse o desafio que está sobre a mesa e nós temos contado com o apoio de vários parceiros", destacou o vice-primeiro-ministro Correia.
Alavancar investimento privado
O segundo e último dia da conferência (12.12.) vai centrar-se em oportunidades para alavancar o investimento privado e conta com a participação de mais de 200 participantes nacionais e estrangeiros do setor privado, que terão a oportunidade de apresentar os seus projetos, para que possam obter o acesso ao financiamento.
O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, advoga que Cabo Verde tem de passar do sistema de ajuda pública ao desenvolvimento para um sistema que promova o investimento.
"O país não será sustentável via ajuda pública ao desenvolvimento. Ajuda pública ao desenvolvimento será apenas uma alavanca para podermos abrir portas mais fortes para o investimento privado".
Ajuda da OCDE
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Cabo Verde apresenta um país "em movimento" no fórum de doadores em Paris

Na abertura de portas para o investimento privado, Cabo Verde conta com a preciosa ajuda da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). É o que se pode depreender das palavras do Director de Cooperação da OCDE, Jorge Silva.
"Não vamos conseguir cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 2030 sem o financiamento privado. Eu gostava de sublinhar a circunstância que na conferência internacional que Cabo Verde está a organizar aqui em Paris não só as organizações internacionais, os governos e os doadores participem neste diálogo, mas também o sector privado mostrando de uma forma muito eloquente que Cabo Verde está a olhar para essa Agenda 2030 numa perspectiva que não é apenas de diálogo entre Estados mas também com o sector privado".
Nesta Conferência Internacional de Doadores e Investimentos que decorre sob o lema "Construindo Nova Parceria para o Desenvolvimento Sustentável de Cabo Verde", as autoridades do arquipélago estão a "apresentar um país 'em movimento' e as medidas a serem tomadas para dar vida à visão de uma "economia circular" integrada" e "explorar oportunidades para um envolvimento mais estratégico com fornecedores das finanças públicas e privadas em apoio às intervenções transformadoras de desenvolvimento".
Os representantes cabo-verdianos estão a apresentar Cabo Verde como "um país parceiro estável e confiável, com registo de realizações", e "ligar os investidores privados às principais oportunidades de desenvolvimento" neste país.

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