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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Corruption Watch exige novas investigações no caso "Angolagate".

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A organização não governamental Corruption Watch condena a decisão da Suíça de não reabrir o caso "Angolagate". E promete examinar a decisão do Ministério Público daquele país nos próximos dias.



Uma decisão que põe em causa a vontade das autoridades suíças de acabar com o crime financeiro. É desta forma que o diretor da Corruption Watch, Andrew Feinstein, classifica o anúncio feito pelo Ministério Público suíço, de que não vai reabrir o caso de corrupção "Angolagate", que envolve contratos entre Angola e a Rússia.
“Obviamente, tanto nós, Corruption Watch, no Reino Unido, como a Associação Mãos Livres, em Angola, estamos extremamente desapontados e surpresos perante esta decisão", declarou à DW África.
Fenstein coloca em questão o interesse das autoridades suíças em fazer justiça: "Acreditamos que levanta sérias questões acerca do compromisso das autoridades suíças de investigar corretamente e resolver casos de crimes financeiros, que, consideramos, é claramente o caso.”
O "Angolagate" refere-se a uma série de contratos celebrados entre a Rússia e Angola no final dos anos 90, nos quais o país lusófono devia reembolsar com vendas de petróleo a dívida contraída junto dos russos.
As transações financeiras relativas a esta operação ocorreram através de contas bancárias na Suíça, implicando agentes públicos angolanos, proprietários de sociedades intermediárias e empregados de banco suíços.
Pierre Falcone, empresário francês envovido no tráfico de armas para Angola e no caso "Angolagate"
A quem não interessa a reabertura do processo?
Nos últimos anos, as autoridades judiciárias de Genebra examinaram e investigaram o caso e acabaram por fechar os procedimentos em 2004 e 2010.
Em abril de 2013, um relatório intitulado "O acordo corrupto de dívida Angola-Rússia" serviu de base a uma denúncia penal, agora descartada pelo Ministério Público suíço, que considera que esta denúncia [de cidadãos angolanos e da Corruption Watch] não apresenta nenhum elemento novo que justifique uma reabertura do procedimento".
Mas Andrew Feinstein tem uma explicação diferente para a decisão anunciada: “Acho que se deve ao facto de o caso lhes criar uma série de dificuldades em relação a informações adicionais sobre correntes de dinheiro que podem estar ligadas a corrupção através de contas bancárias suíças, sobre o facto de as instituições financeiras suíças facilitarem estas operações."
Feinstein acredita que se pretende proteger os Governo envolvidos no caso. "E, claro, cria dificuldades em relação aos Governos de Angola e da Rússia, que estiveram envolvidos nestas transacções”, explica.
Apesar de o Ministério Público suíço alegar a inexistência de novos elementos que justifiquem a reabertura do processo, a Corruption Watch garante que foram apresentadas questões que não estavam disponíveis na altura dos mais recentes procedimentos penais do Ministério Público de Genebra, em 2010.
O diretor da Corruption Watch compara as provas de ontem com as de hoje: “Se olharmos para os documentos que foram apresentados ao tribunal, quando Genebra tentou, de uma forma muito pobre, investigar este caso, há uns anos atrás, vê-se que providenciámos uma quantidade significativa de informações novas."
Informações sobre os beneficiários das transacçõess, novas declarações do perito privado que testemunhou na investigação inicial. E sabemos que o tribunal de Genebra desconhece cerca de um terço do relatório que apresentámos, que envolve aquilo a que chamamos “o caso do Chipre” desta transação.
Arkadi Gaydamak, empresário bilionário israelita nascido na Rússia
Corruption Watch não desiste
De acordo com a Corruption Watch, um dos protagonistas do “Angolagate” terá aberto contas bancárias no Chipre, através das quais fez elevadas transferências de dinheiro, desconhecidas tanto pelo tribunal de Genebra como pelos seus próprios parceiros de negócio, que o terão processado duas vezes fora da Suíça.
Também a recente detenção de um dos elementos-chave do processo, o empresário russo Arcadi Gaydamak, sem que tivesse sido interrogado sobre o Angolagate e libertado dias depois, leva a ONG a questionar as autoridades suíças.
Andrew Feinstein mais uma vez questiona o comportamento das autoridades suiças: “Estou realmente preocupado. Pensei que as autoridades suíças estavam a limitar estas transações fáceis de dinheiro de origens duvidosas por altas figuras políticas de todo o mundo. Mas este caso e o comportamento das autoridades em relação ao Sr. Gaydamak sugerem o contrário.”
Depois do "fracasso da Suíça", diz a Corruption Watch, a ONG garante que vai continuar a explorar as opções ao seu dispor para convencer procuradores e jurisdições afetados por este caso a iniciar novas investigações.
# dw.de

Angola: Eduardo dos Santos vai ser substituído pelo próprio filho - Marcolino Moco.

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Eduardo dos Santos vai ser substituído pelo próprio filho - Marcolino Moco

Pergunta: Neste congresso termos novidades em termos de sucessão do Presidente da República.
Marcolino Moco: Como sabe, eu fui sendo afastado da política activa, dentro do MPLA, pelos habituais golpes baixos, orquestrados pelo Presidente dos Santos e seus apoiantes, e nunca me interessei em regressar para esse campo, com base em rebaixamentos, que não é minha maneira de fazer política. Esta situação impede-me de saber o que se vai passar no Congresso anunciado. Mas tenho a sensação que nada acontecerá de especial, que vá ao encontro do que eu desejaria para o MPLA, que não passa necessariamente pelo simples problema da sucessão. Se estivesse atento veria que este problema até já está resolvido. Com os últimos acórdãos do Tribunal Constitucional (233 e 319/2013), com todo o tipo de manipulações a que dos Santos já nos habituou, com as declarações do Presidente nas entrevistas a SIC e uma TV brasileira, em que deixou bem vincado que afinal nem o camarada Vicente serve, é preciso estar muito distraído para não ver que, se o céu não cair, ele vai ser substituído pelo actual Presidente do Fundo Soberano de Angola que é um dos seus próprios filhos. Como de certeza me tem acompanhado, eu, para o que penso que seja bom para Angola e seus habitantes, estou mais interessado na mudança da natureza do regime, que já posso classificar de "monarquia absoluta" mal disfarçada na face de democracia republicana, do que na sucessão concreta do Presidente dos Santos, algo que não tira nem acrescenta nada, em si.
Pergunta:  Do seu ponto de vista, quais são os assuntos que poderão dominar o congresso.
Marcolino Moco: O grande problema começa no facto de que não há espaço para agendas que possam ser diferentes das agendas do Presidente, ou ao menos para discutir a agenda do Presidente, porque esta nem sequer é a que vem nos papéis. Alguns espertinhos ao me lerem vão dizer que estou a revelar segredos do partido. Não. Todos se lembram de como o Presidente virou publicamente a agenda do Partido e de todo o país, depois das eleições de 2008. Por outro lado, só vem para o Congresso quem aparentar que é apoiante muito fervoroso do Camarada Presidente, mesmo que este não tenha nenhum adversário pela frente. O esquema é mais ou menos o que existia no meu tempo. Mas há uma diferença enorme: naquele tempo discutiam-se agendas do Partido. Provavelmente, as últimas discussões neste formato terminaram no tempo em que o camarada João Lourenço era Secretário-Geral e depois foi "congelado". Também não me venham dizer que isso é segredo, nem espero que o camarada JL se incomode por eu dizer isso. Mas o descalabro começara antes, com a saída de Lopo do Nascimento, como Secretário-Geral, em 1998, com uma ala com que eu e o camarada França van-Dúnem fomos conotados, só porque tínhamos tido altos cargos na partido e no Estado. Quando o meu amigo me pediu esta entrevista, nem eu sabia que o Lopo ia despedir-se da política activa e em plena Assembleia Nacional. Sem pessimismo absolutamente nenhum, "é o fim da picada". Mas ele deixou uma mensagem oportuna aos jovens. "Fim da picada" é para a nossa geração escassa de renovadores, de que Lopo era líder natural, dentro do MPLA. Mas eu entendo que há coisas que cansam e ninguém de nós é eterno e ou insubstituível. As mudanças irão chegar, necessariamente, porque a situação é insustentável, mas não será nesse Congresso. Evidentemente tenho de descontar: não sou mago, para poder adivinhar o futuro. De resto, o meu pensamento e minhas propostas, mesmo que não passem nos meios de comunicação social de impacto, são bem conhecidas, dentro e fora país.
Pergunta:  Espera-se uma remodelação profunda a nível do Bureal Político? e do Comité Central?.
Marcolino Moco: Espera-se e muito grande (muitos risos). O camarada Bento Kangamba, se for absolvido pela "chata" justiça brasileira, ascenderá finalmente ao BP. Nem que seja necessário um aval da justiça portuguesa, a pedido das autoridades portuguesas. Se isso não acontecer, outros jovens e "velhos" turcos, verão finalmente o seu desejo de brilhar no meio desse lamaçal realizado. É esta a realidade de muitas as áfricas. Não somos os únicos. É esse combate que Lopo deixou para os mais jovens, no âmbito de um "novo pan-africanismo. Que Deus lhe deia saúde e força, para que mesmo de fora da política activa, possa ajudar, com a luz das suas ideias, que agora não terá mais razão de conter.

Marcolino Moco

# angola24horas

Kadafi mandou derrubar o avião em que 157 morreram, diz o ex-embaixador.

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Esta foi a primeira vez que uma fonte interna, parte do governo de Kadafi, falou sobre o incidente. Declarção está em um novo filme dirigido por Christian Olgiati.


Segundo o livro, estupros eram uma prática diária de Kadafi Foto: AFP

Segundo o livro, estupros eram uma prática diária de Kadafi
Foto: AFP.
Desde o fim do regime de Muammar Kadafi, na Líbia, morto pelos rebeldes em outubro de 2011, muito já foi publicado e dito sobre o ex-líder. Mas, agora, um novo filme dirigido por Christian Olgiati, com depoimentos inéditos de pessoas que tinham muita proximidade com Kadafi, apresenta um retrato amplo do ex-líder brutal e contraditório.
Ali Aujali, o ex-embaixador do regime de Kadafi nos Estados Unidos, começou a carreira na diplomacia líbia poucos anosdepois de Kadafi chegar ao poder em 1969.
Fiquei surpreso ao presenciar, na luxuosa embaixada líbia em Washington, o depoimento de Aujali, no qual ele praticamente despedaçou o ex-líder.
Aujali passou para o lado dos rebeldes em fevereiro de 2011 e se transformou no embaixador deles nos Estados Unidos.
Segundo Aujali, não havia nada de bom no homem cujo regime ele serviu pela maior parte de sua vida adulta. Ele contou muitos segredos do regime de Kadafi e nós checamos todas as acusações que podiam ser checadas.
O embaixador contou algumas histórias que não puderam ser confirmadas, como a acusação de que um homem foi amarrado a dois carros e arrebentado ao meio depois de reclamar que Kadafi havia mantido relações sexuais com sua esposa.
Mas, pudemos checar outras acusações.
Uma foi a que afirmava que em 22 de dezembro de 1992, quase quatro anos depois de o voo 103 da Pan Am explodir sobre a cidade escocesa de Lockerbie, Kadafi ordenou a derrubada de um 727 da Lybian Arab Airlines, o voo 1103.
Um total de 157 pessoas, entre líbios e estrangeiros, morreram.
Depois da queda de Kadafi, a esposa britânica de uma das vítimas tentou fazer com que o novo governo líbio abrisse um inquérito.
Jornalistas juntaram declarações de pilotos dejatos militares na área do incidente, controladores de tráfego aéreo e funcionários da companhia aérea.
Primeira declaração
O mais importante a respeito da declaração de Aujali é que esta foi a primeira vez que uma fonte interna, parte do governo de Kadafi, falou sobre o incidente.
E Aujali afirmou que tinha "100%" de certeza sobre suas declarações.
Segundo o depoimento dele, uma bomba com um cronômetro foi colocada dentro do avião. Houve uma falha no detonador e então Kadafi deu a ordem para o avião ser derrubado perto do aeroporto de Trípoli.
Aujali afirma que o motivo para esta ação era mostrar ao Ocidente, através da imprensa controlada pelo governo líbio, como as sanções internacionais impostas depois de Lockerbie estavam prejudicando os cidadãos comuns da Líbia.
A história divulgada pelo governo líbio é que, sem conseguir comprar peças de reposição, os aviões do país não podiam voar com segurança e os mortos no acidente eram vítimas do que Kadafi gostava de chamar de terrorismo ocidental.
O corpo de Kadafi passou dias em exibição em Sirte, onde se formaram longas filas de líbios ansiosos para vê-lo Foto: AFP
O corpo de Kadafi passou dias em exibição em Sirte, onde se formaram longas filas de líbios ansiosos para vê-lo
Foto: AFP
Mas, a explicação oficial também podia variar. Depois de um tempo, o governo prendeu um piloto de um jato MiG da Força Aérea líbia e seu instrutor, alegando que eles tinham colidido com o 727.
O instrutor de voo, Majid Tayari, nos encontrou em umhotel de Trípoli. Ele insistiu que não houve colisão e disse que viu uma parte da cauda do avião indo em direção do jato onde ele estava.
Algo atingiu a parte de baixo do MiG e iniciou um incêndio. Ele e o piloto conseguiram ejetar seus assentos.
Pedaços da fuselagem do 727 atingiram o jato em alta velocidade e perfuraram o MiG.
O gerente de segurança da Libyan Arab Airlines em 1992, Mahmud Tekalli, também questiona a versão de uma colisão entre o 727 e o jato. Ele acredita que avião do voo 1103 foi deliberadamente destruído.
Fomos até o local do acidente e negociamos nossa entrada com a milícia que faz a guarda do aeroporto de Trípoli.
Na estrada já vimos os destroços do 727 em boas condições, protegidos pelo clima do deserto. Com os destroços nestas condições, as causas do acidente poderiam ser investigadas.
'Escondendo as fraquezas'
Nos encontramos com outra fonte interna, parte do governo de Kadafi. Em uma ilha particular no Oceano Pacífico, conversamos com Lutz Kayser, um projetista de foguetes alemão que trabalhou para Kadafi na década de 1980.
"Ele era uma pessoa boa, humilde e eu tinha a impressão de que ele estava escondendo suas fraquezas atrás de uma fachada", disse Kayser.
A esposa de Kayser, Susanne, afirma que Kadafi era "charmoso e poderia enfeitiçar os passarinhos para eles saírem das árvores", mas acrescentou que depois ficou decepcionada, pois ele não conseguiu estabelecer uma "utopia" na Líbia.
Em Havana, Cuba, entrevistamos Frank Terpil, um fugitivo da Justiça americana que dirigia uma espécie de empresa de assassinatos para Kadafi na década de 1970. O papel dele era matar dissidentes líbios em outros países.
"Kadafi pensava que qualquer um que fosse um dissidente seria eliminado. Ele contratou muitas pessoas em Londres", disse Terpil.
Outro que entrevistamos depois de meses de tentativas foi Urs Tinner, um engenheiro suíço que trabalhou para Abdul Qadeer Khan. Khan já foi considerado o homem mais perigoso do mundo.
Khan desenvolveu armas nucleares para o Paquistão e, depois, ofereceu tecnologia nuclear para qualquer país que tivesse o dinheiro necessário. Kadafi era o cliente mais lucrativo de Khan.
Tinner afirmou que não sabia que Khan era um "proliferador nuclear" mas quando percebeu isto, deu a informação para a CIA, que interceptou um navio com as peças para uma centrífuga.
Também descobrimos provas de que Kadafi abusou sexualmente de meninas.
E uma das guarda-costas do ex-líder, que agora vive escondida, nos contou que acabou com medo de Kadafi.
"(Uma noite) Estávamos indo assistir a execução de 17 estudantes. Eles não foram enforcados. Foram mortos a tiros. Fomos proibidas de gritar. Recebemos ordens para aplaudir", disse.
# notícias.terra.com.br






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