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sexta-feira, 4 de abril de 2014

OPINIÃO: Homenagem a Sua Excia...

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PAZ À SUA ALMA, QUE DEUS LHE DÊ ETERNO DESCANSO E GLÓRIA...

Subiu ao patamar dos que partem sem regresso, na hora que o Pai do Céu chamou, e será sempre assim com qualquer um de nós, responder com vida, para chegar sem ela, e sem tudo que for material, cabendo somente a alma nessa passagem estreita, para se elevar junto a Ele, diria que regressados ao "pó", no lugar da igualdade do comum dos mortais. Cá se nasce, e cá se morre, cada um no seu dia.

Hoje, não está mais neste mundo a - Sua Excia. Sr. Dr. Koumba yalá Kobdé Nhanca - que deixa memória da sua passagem terrena neste mundo, como politico carismático, fundador do PRS (Partido Politico), ex-Presidente da República da Guiné-Bissau e cidadão Guineense. 

Politico defensor da Paz, da Democracia e do  Estado de Direito para a Guiné-Bissau, retirado da politica activa, quando anunciou em Janeiro, que partia, "...com a consciência tranquila, de quem sempre lutou para uma vida melhor para os seus concidadãos", e em síntese,  desistindo de se candidatar nas Presidenciais de Abril de 2014. 

Foi um grande líder politico Guineense, persistente, objectivo, de grande impulso ideológico, como político também era nacionalista e patriótico nas suas convicções. 

No combate politico, revelou-se sempre conhecedor profundo da historia cultural e política do Povo Guineense, foi um líder frontal, combativo, que dizia tudo directamente sem mandar "recados", de acordo com o seu pensamento político, sendo que, foi o que foi como politico e, fez o que sabemos durante o exercício da sua liderança politica, dando sempre o seu melhor em busca de sucesso, para o seu Povo. 

Sua vida política ficou registada com momentos importantes de mudança na Guiné-Bissau, tanto do ponto de vista político e cultural, como do social e económico do País. Aqui ficam algumas leituras  nos Links  abaixo, para sua memória:




Chegou a sua hora Camarada, o momento de responder a Deus. Aqui fica o adeus sentido, uma pequena homenagem com sentimento de gratidão pela sua contribuição politica e cidadania activa, ao longo de mais de três décadas ao serviço do Povo Guineense. 

Nesta hora do adeus, sinto que não foi desta que voltamos a cruzar fala, meu mais velho, o acaso assim determinou, mas, fica um até amanhã Camarada..., e os meus sentidos pêsames à família enlutada.

Djarama. Filomeno Pina.

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Dr. Kumba Yalá


Perfil: Morreu Kumba Ialá, o eterno candidato à presidência guineense.

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O homem do barrete vermelho, que morreu em Bissau aos 61 anos, candidatou-se à Presidência da República em todas as eleições ocorridas desde 1994. Eleito em 2000, viria a ser deposto em 2003 por um golpe de Estado.

O ex-Presidente Kumba Yalá.

Kumba Ialá Kobde Nhanca, ou simplesmente Mohamed Ialá, ficou conhecido por se apresentar com um barrete vermelho, característico dos homens da etnia balanta, que só o podem usar depois de submetidos ao fanado (circuncisão), cerimónia de passagem à idade adulta. Sem este ritual, um homem balanta, mesmo com 50 anos, não é considerado adulto.
Antes de ser Presidente da República em 2000, o fundador do Partido da Renovação Social (PRS) era tido como um dos políticos mais ambiciosos e populares da Guiné-Bissau, facto comprovado pelos excelentes resultados alcançados nas eleições realizadas no país.
“Estou plenamente consciente das responsabilidades que me aguardam e asseguro-vos, desde já, que farei tudo o que estiver ao meu alcance para que as legítimas expectativas criadas em torno da minha candidatura sejam inteiramente satisfeitas”, declarou na altura.
Naquelas que foram as primeiras eleições livres e multipartidárias realizadas em 1994, Ialá obrigou o falecido Presidente João Bernardo “Nino” Vieira a uma impensável segunda volta nas presidenciais, tendo saído derrotado por apenas 4% dos votos.
Filósofo, teólogo e político
Licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa e em Direito pela Faculdade de Bissau, cursando ainda Teologia na Universidade Católica de Lisboa.

A DW África entrevistou Kumba Ialá por diversas vezes
Kumba Ialá nasceu em Bula, a 30 quilómetros a norte de Bissau, a 15 de Março de 1953, filho de pais camponeses.
No início da década de 90, após a abertura ao pluralismo em Bissau, é um dos co-fundadores da Frente Democrática Social, ao lado de Rafael Barbosa, um dos históricos da luta pela independência.
No rescaldo do conflito militar, que assolou a Guiné-Bissau entre 7 de Junho de 1998 e 7 de Maio de 1999, período em que é acusado pela actual oposição de se ter refugiado no interior, acabaria por vencer as presidenciais.
“Porque isto é que é a democracia. Quem estiver a governar temos que deixá-lo para que governe, para que realize o seu programa”, sublinhou então Ialá.
Quarenta e três meses no poder
Ao longo dos 43 meses em que esteve no poder, no início do novo milénio, Kumba Ialá não correspondeu às expectativas da população guineense, que já vivia abaixo do limiar da pobreza e ficou ainda mais fragilizada ao longo da sua governação.
Durante o seu mandato, por exemplo, houve sempre grandes tensões sociais. Ialá demitiu, remodelou cinco primeiros-ministros e mais de cinquenta ministros e secretários de Estado. E a sua pouca sensibilidade para questões da ordem política deitaram por terra a sua popularidade e levaram ainda ao descontentamento dos militares.
“Queremos é transformar o país para criar uma nova geração de políticos e da organização do Estado da Guiné-Bissau dentro do espírito de paz, solidariedade e estabilidade para o interesse de todos os guineenses”, disse o fundador do PRS.
Em 2003, Ialá converteu-se ao Islão, em Gabu, 200 quilómetros a leste de Bissau. Já publicou dois livros de pensamentos político-filosóficos, cuja edição esgotou rapidamente na Guiné-Bissau.
Quando jovem, jogou futebol como avançado-centro ou extremo-esquerdo no Louletano, clube da cidade de Loulé, sul de Portugal. Rezam as crónicas que Kumba Ialá era um bom rematador, rápido e com “drible”.
Abandono da política em 2014
Kumba Ialá, que fez 61 anos no passado dia 15.03, abandonou a vida política ativa no início de 2014, dizendo na altura que "tudo na vida tem o seu tempo".
Ialá apoiava a candidatura independente de Nuno Nabian à Presidência da República na campanha para as eleições gerais, marcadas para 13 de abril.
O homem do barrete vermelho recorreu a várias citações da Bíblia para argumentar que chegara a hora de deixar o seu lugar a outros, não deixando de parte a ideia de que poderia vir a ser “senador da República”.
O eterno candidato à presidência guineense morreu esta sexta-feira (04.04.14) devido a doença cardíaca, a menos de dez dias da realização de eleições e em plena campanha eleitoral.
Kumba Ialá (centro) apoiava a candidatura independente de Nuno Nabian (esq.) à Presidência da República.

Fonte: VOA - A voz de Kumba Yala: AQUI
# DW.DE




É tempo para "momento de reflexão" na Guiné-Bissau, estima primeiro-ministro de Cabo Verde.

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O primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, defendeu hoje que a morte de Kumba Ialá deverá motivar um momento de reflexão e levar toda a classe política da Guiné-Bissau a procurar pontes para "um grande entendimento nacional".

"O importante é que toda a classe política guineense pense no diálogo, na busca de pontes para um grande entendimento nacional, para uma grande reconciliação nacional", disse o chefe de governo cabo-verdiano.

Em declarações à Lusa após uma reunião em Lisboa com a ministra da agricultura, Assunção Cristas, José Maria Neves enviou condolências à Guiné-Bissau e à família do ex-presidente guineense, que morreu hoje em Bissau, afirmando que este será "um momento de reflexão para a busca de soluções".
Manifestando uma "grande admiração" pelo povo guineense e pela Guiné-Bissau, e recordando que os cabo-verdianos devem muito ao país de Kumba Ialá, o primeiro-ministro de Cabo Verde apelou aos políticos guineenses que "se orientem no sentido da realização do bem comum".
O governante defendeu ainda a busca de um caminho de liberdade, democracia e paz e a reconstrução de um Estado de direito para que "a Guiné-Bissau possa relançar os alicerces do seu desenvolvimento".
O ex-Presidente da Guiné-Bissau Kumba Ialá morreu hoje, aos 61 anos, devido a problemas de saúde. O corpo encontra-se na morgue do hospital militar de Bissau, vigiado por militares.
De etnia balanta, o político guineense fundou o Partido da Renovação Social em 1992, a segunda maior força política do país, e foi Presidente da República entre 2000 e 2003, tendo sido deposto por um golpe militar.
Kumba Ialá, que fez 61 anos a 15 de março de 2014, renunciou à vida ativa política a 01 de janeiro deste ano, alegando "haver um tempo para tudo", decidindo apoiar o candidato independente às presidenciais, Nuno Nabian.
# rtp.pt

Guiné-Bissau: Morreu Kumba Yala, ex-Presidente da Guiné-Bissau.

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O ex-Presidente da Guiné-Bissau Kumba Yala morreu hoje, aos 61 anos, devido aproblemas de saúde, disse à agência Lusa fonte próxima do ex-chefe de Estado.

Morreu Kumba Yala, ex-Presidente da Guiné-Bissau

Kumba Yalá, o emblemático homem do gorro vermelho, que morreu hoje em Bissau, candidatou-se à Presidência da República na Guiné-Bissau em todas as eleições desde 1994, foi eleito em 2000, mas deposto em 2003, por um golpe de Estado militar.


O ex-Presidente da Guiné-Bissau morreu hoje devido a doença cardíaca, disse à agência Lusa fonte próxima do ex-chefe de Estado, que adiantou que o corpo de Kumba Yalá se encontra em câmara ardente no Hospital Militar de Bissau.

Kumba Yalá, que fez 61 anos a 15 de março de 2014, renunciou à vida ativa política a 01 de janeiro deste ano, alegando "haver um tempo para tudo", e decidiu apoiar o candidato independente às presidenciais, Nuno Nabian.

O ex-Presidente da Guiné-Bissau derrubado por um golpe de Estado em 2003 desistiu assim da corrida às eleições gerais (presidenciais e legislativas), adiadas por diversas vezes e agora marcadas para 13 de abril, com 13 candidatos presidenciais e 15 partidos a concorrer à Assembleia Nacional Popular.

O fundador do Partido da Renovação Social (PRS) recorreu a várias citações da Bíblia para argumentar que chegara a hora de deixar o seu lugar a outros, não deixando de parte a ideia de que poderia vir a ser "senador da república".

Durante o anúncio da sua saída da vida política ativa, de acordo com a Rádio França Internacional (RFI), Kumba Yala afirmou que partia "com a consciência tranquila" de quem "sempre lutou para uma vida melhor para os seus concidadãos".

Kumba Yalá citou o Rei Salomão, que alegara haver tempo para tudo na vida terrena. A sua decisão de deixar a vida política seria irrevogável.

Filho de agricultores, é natural de Bula, poucos quilómetros a norte de Bissau.
A sua imagem de marca era o barrete vermelho, que trazia sempre nas aparições públicas.
Foi candidato a todas as eleições à Presidência da República desde 1994, ou seja, desde que há pluralismo democrático no país.

Nas eleições de 1994, como líder do Partido da Renovação Social, desafiou o então chefe de Estado, general João Bernardo "Nino" Vieira, mas saiu derrotado numa segunda volta renhida.
Chegaria ao poder em 2000, com os analistas da política guineense a afirmar que os eleitores "estavam cansados do PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde)", o partido histórico que tinha mergulhado o país numa guerra civil de 11 meses.

Kumba Yalá só ficaria na cadeira presidencial durante três anos, sendo destituído num golpe de Estado militar.

Candidatou-se novamente à Presidência da República nas eleições de 2005, em que foi o terceiro candidato mais votado. Não teve votos suficientes para disputar a segunda volta, mas foi decisivo com o seu [partido] PRS para fazer eleger "Nino" Vieira, que disputou a segunda volta com Malam Bacai Sanhá.

"Nino" não terminou o mandato porque foi assassinado em casa, em Bissau, em março de 2009, obrigando o país a organizar eleições presidenciais antecipadas.

Desta vez, na segunda volta contra Malam Bacai Sanhá, Kumba Yalá foi derrotado nas urnas e exilou-se em Dacar (Senegal) e depois em Rabat (Marrocos).

Em janeiro de 2012, quando foi anunciada a morte de Malam Bacai Sanhá, vítima de doença, Kumba Yalá, de etnia balanta, filho de agricultores de Bula, reaparece em cena e volta a candidatar-se à presidência.

Juntamente com outros candidatos, queixou-se de fraude eleitoral e a 12 de abril promoveu uma conferência de imprensa para anunciar que não aceitava participar na segunda volta contra Carlos Gomes Júnior.

Poucas horas depois deu-se o golpe de Estado militar que conduziria ao atual período de transição.
Para trás ficava a sua filiação no PAIGC quando adolescente, a criação do PRS e os comícios que mobilizaram multidões.

Desportista, refugiou-se em Portugal para fugir ao serviço militar (ainda no tempo colonial). Fez o liceu em Loulé e em Lisboa e, segundo a sua biografia oficial, licenciou-se em Filosofia e Teologia em 1981. Formou-se ainda em ciência política em Berlim e, em 1987, chefiou uma delegação do PAIGC a Moscovo (ao 70.º aniversário da revolução de outubro).

Ainda segundo a mesma biografia, em 1990 saiu do PAIGC e quatro anos depois foi eleito deputado já pelo PRS. Em 1995 concluiu a licenciatura em Direito, em Bissau. Era casado e tem vários filhos.

No meio do seu percurso político, entre as corridas eleitorais, converteu-se ao islamismo, mas raras foram as vezes em que foi chamado pelo nome que adotou quando se converteu: Mohamed Yalá.
Simplesmente continuou a ser Kumba Yalá, ou Koumba Yalá Kobde Nhanca, mesmo nas camisolas usadas na campanha.

O Blog Djemberém apresenta suas condolências à família e partilha o mesmo sentimento de dor e de consternação junto à família em...Laço de Luto.

# noticiasaominuto

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