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quinta-feira, 3 de março de 2016

Angolanos dizem adeus a Lúcio Lara.

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O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, rendeu ontem homenagem a Lúcio Lara, no dia em que foi a enterrar no Cemitério do Alto das Cruzes.

No velório organizado na antiga sede da Assembleia Nacional, por sinal, o último endereço de trabalho de Lúcio Lara, o Chefe de Estado cumprimentou a família do grande combatente.
Nas antigas instalações do Parlamento angolano, onde Lúcio Lara serviu como deputado até Novembro de 2003, quando decidiu abandonar devido à sua saúde, estiveram os titulares dos órgãos de soberania, membros do Bureau Político e do Comité Central do MPLA. Mas também outras figuras, entre representantes dos órgãos de defesa, segurança e ordem pública, líderes religiosos, membros do Corpo Diplomático e de organizações sociais do partido e da sociedade civil.
Em Angola para o enterro de Lúcio Lara, o Presidente da República de São Tomé e Príncipe, Manuel Pinto da Costa, também foi à antiga sede do Parlamento angolano, render homenagem ao Comandante Tchiweka. “Estive com Lúcio Lara muitas vezes durante o período da nossa luta pela liberdade. Era um verdadeiro lutador, incansável pela causa da independência de Angola e não só”, assinalou o líder santomense.

Amigo do Povo

Manuel Pinto da Costa referiu-se a Lúcio Lara como ser único que entregou toda a sua vida pela libertação do povo angolano e também de África, em geral. “Foi uma entrega total por estas causas e no caso de São Tomé, foi um grande amigo do povo”, disse o Chefe de Estado santomense, que antes de ir à antiga sede do parlamento angolano, foi recebido pelo Presidente José Eduardo dos Santos, com quem privou durante cerca de 30 minutos.
Cabo Verde também rendeu a sua homenagem a Lúcio Lara, através de Cristina Fontes Lima. A presidente da Mesa do Conselho Nacional do PAICV disse que o arquipélago “tem também um bocadinho de Lúcio Lara, uma figura maior da história angolana, companheiro de Amílcar Cabral e de todos os combatentes pela liberdade da pátria, de Angola e de África”.
“Apresentamos as nossas condolências à família, mas sobretudo queremos destacar o exemplo para as novas gerações”, disse a dirigente do PAICV, que destacou em Lúcio Lara o homem que lutou por ideais, pela independência e que se manteve coerente, preso a valores e a princípios, que acima de tudo merece ser seguido. “O PAICV quer precisamente mostrar esse respeito e inclinar-se perante a memória de Lúcio Lara”, declarou.

Humildade imbatível

“Igual a ele só ele mesmo. Era um ser único, com visão estratégica incrível e imbatível em humildade e simplicidade.” Foi assim que o nacionalista e um dos mais conhecidos dirigentes do MPLA, Manuel Pedro Pacavira, descreveu o amigo e companheiro de causa, Lúcio Rodrigo Leite Barreto de Lara, o Comandante Tchiweka, que foi ontem a enterrar no Cemitério do Alto das Cruzes. O veterano do MPLA entende que do mesmo modo que se diz que o Presidente Neto devia ter vivido mais tempo, o camarada Lúcio Lara, com 86 anos de idade, morreu jovem. “Penso que ele podia ter ficado mais tempo connosco e com saúde”, argumentou o político, realçando a entrega de Lara à causa da libertação de Angola em particular, mas de todas as colónias europeias em África.
Apesar da diferença de idades – contava apenas 20 anos quando do seu primeiro encontro com Lara em Brazzaville - Manuel Pedro Pacavira recorda que ambos tiveram o mesmo percurso histórico e político. “Estivemos sempre juntos, à excepção do período em que nos separámos em Brazzaville quando eu fui para a cadeia e ele ficou no exterior”, assinala.
Um leve sorriso invade-lhe o rosto ao lembrar do “feliz acaso” de ser o primeiro escolhido por Agostinho Neto para ir estabelecer um “contacto preciso” com o camarada Lúcio Lara em 1960. “Tinha que contactá-lo aonde ele estivesse”, sublinha Pacavira, realçando que Neto tinha chegado a Luanda proveniente de Portugal e desconhecia o paradeiro dos outros, que também não sabiam aonde se encontrava Neto. “Neto tinha apenas uma ideia de que Lúcio se encontrava em Tanjir e mandatou-me para Brazzaville à procura dele. Felizmente, quando chego a Ponta Negra encontro já os contactos de Lúcio Lara, isto em Fevereiro de 1960”, assinala o nacionalista, que recorda ter sido nesse encontro, e já em Brazzaville, que, com Lara, foram lançadas as bases para uma organização clandestina e traçado um plano de luta.

Sacudir o colonialismo

Sobre o significado do encontro, Manuel Pedro Pacavira resume apenas que, no conjunto, foi apenas fruto da “determinação de dois homens colonizados que pretendiam sacudir o colonialismo, dois angolanos cansados da opressão colonial”. O nacionalista recorda de um outro encontro com Lúcio Lara, já depois do 25 de Abril de 1974. “Havia nessa altura necessidade de um contacto entre os camaradas que estavam no interior e que se encontravam no exterior. Mais uma vez em Brazzaville, o primeiro dirigente que encontrei foi justamente o camarada Lúcio Lara”.
Manuel Pedro Pacavira recorda um terceiro encontro com Lúcio Lara, que considerou, tal como os anteriores, outro momento histórico. “Eu e o camarada Hermínio Escórcio estávamos encarregues da organização interna da recepção da primeira delegação do MPLA, que regressa a Angola no dia 8 de Novembro de 1974, chefiada por Lúcio Lara. Andámos sempre juntos. Lúcio Lara, até à vinda do Camarada Presidente Neto, não dava um passo sem a minha companhia. Quando tivéssemos que sair para fora de Luanda, ou ir ter com as autoridades portuguesas era sempre comigo, até que chegou Neto e entregámos as coisas ao Camarada Presidente”, lembra.
O histórico do MPLA considerou a lealdade, a humildade e a extraordinária visão estratégica, como qualidades fortes de Lúcio Lara. Conta que enquanto outros hesitaram e distanciaram-se até, apontando defeitos no Presidente Neto, Lúcio Lara manteve-se sempre ao seu lado. “Tudo isso fruto da capacidade e visão estratégica, por ser capaz de perceber quem era o melhor entre nós. Por ver em Agostinho Neto as qualidades de um guia, um líder capaz de levar o processo até às últimas consequências a favor do povo angolano”.
Manuel Pedro Pacavira nota outras peculiaridades de Lúcio Lara, a quem qualificou de “marxista puro” e de uma simplicidade incomum. “Era uma pessoa simples, extremamente austera, além de incontroverso nas suas convicções políticas. Um marxista de verdade”, frisou. O veterano do MPLA diz desconhecer se Lúcio Lara frequentou alguma escola marxista, mas está convicto de que nas suas práticas do dia-a-dia era brilhante, um marxista puro, que sempre acreditou não só numa Angola unida, mas numa só África. “Era um marxista com uma visão africanista. Um africanista de verdade. África para os africanos. De modo algum numa perspectiva da negritude, mas um africanista na verdadeira essência. Ele morreu a pensar que África é uma só”, conclui.
O presidente da FNLA, Lucas Ngonda, também esteve no velório. Em declarações à reportagem do Jornal de Angola, o deputado destacou a dimensão de Estado de Lúcio Lara. Ngonda defendeu que ao falar-se dos movimentos de libertação é preciso consciência de que passados 40 anos, todas as figuras que lutaram para que Angola tenha a identidade que tem hoje, deixaram de ser figuras partidárias. “São figuras nacionais e fazem parte da memória colectiva e da identidade histórica do país”, frisou.
O político assinalou que como militante da FNLA, caminhou numa margem diferente da de Lúcio Lara, mas que o destino era o mesmo. “O nosso combate era o mesmo, e o resultado a que chegámos era o esperado: o fim do colonialismo português”.

Onofre dos Santos

Onofre dos Santos, juiz conselheiro do Tribunal Constitucional, destacou a preocupação de Lúcio Lara em relação à preservação da história, pensando sempre na vertente histórica dos acontecimentos registados em documentos que deram lugar ao projecto Fundação Tchiweka de Documentação. “Sem documentação não há História, e o Centro de Documentação Tchiweka equivale praticamente à Torre do Tombo em Portugal”, disse.
O magistrado considerou o acervo documental reunido por Lúcio Lara e a mulher, um tesouro de valor inestimável. “Temos realmente um manancial para a juventude estudar porque todos nós temos ideias feitas, preconceitos, mas temos a obrigação de procurar a História a partir dos detalhes e os factos que só os documentos nos podem dar”.
Onofre dos Santos considerou Lúcio Lara um homem extraordinário, que dedicou uma vida inteira à luta de libertação nacional. “Com humildade, com empenho, e sem nunca vacilar, tornou-se essa figura extraordinária não só para Angola, mas para toda a África, e a melhor homenagem que as pessoas podem fazer é estudar a documentação que deixou”, referiu.
O ex-Presidente de Cabo Verde Pedro Pires expressou a sua solidariedade para com a família de Lúcio Lara e com o povo angolano. Também foram enviadas mensagens de Aurélio Martins, presidente do MLSTP/PSD, de São Tomé e Príncipe, do Comité Central do Partido Comunista de Cuba e do Comité Central do Partido Comunista Português.

Indubitável verticalidade

Ao ler o elogio fúnebre, já no Cemitério do Alto das Cruzes, o vice-presidente do MPLA, Roberto de Almeida, destacou o papel de Lúcio Lara na luta clandestina, na criação do MPLA, na luta de libertação nacional, na conquista da Independência e na manutenção da integridade territorial do país.
Roberto de Almeida sublinhou a fundação do Clube Marítimo Africano, do Movimento Anti-Colonial em que Lúcio Lara participou ao lado de Agostinho Neto, Amílcar Cabral, Noémia de Sousa e Mário Pinto de Andrade. O vice-presidente do MPLA realçou que Lúcio Lara foi co-fundador do partido.
A forma de ser e de estar, disse, demonstravam o exemplo de humildade e de modéstia de Lúcio Lara. “Não só pela sua forma de estar e de se apresentar, como também pela sua entrega à causa do povo, amor à pátria e ao próximo, valores que perseguiu na sua vida com indubitável verticalidade e determinação”, disse. Roberto de Almeida sublinhou que Lúcio Lara dedicou também o seu trabalho à educação das crianças de outros países, através da participação nos acampamentos de pioneiros, do movimento juvenil e estudantil internacional.
“Despedimo-nos hoje de um nacionalista da primeira hora, que ajudou a desbravar os tortuosos caminhos que os angolanos trilharam, com confiança e determinação, por isso merecedor do título de precursor da independência nacional”, disse Roberto de Almeida, realçando que Lúcio Lara foi um patriota convicto e de uma verticalidade ímpar.
O secretário de Estado dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Clemente Cunjuca, referiu na mensagem que Lúcio Lara foi um destacado activista e dirigente do nacionalismo angolano, grande precursor da organização dos pioneiros de Angola e do sistema de educação nas zonas libertadas e dinamizador dos centros de instrução revolucionária.

Exemplo de Humildade


Clemente Cunjuca sublinhou que Lúcio Lara foi um artífice da luta de libertação nacional ao lado do primeiro Presidente da República de Angola, Dr. António Agostinho Neto. “Apesar da sua reconhecida trajectória, como destacado comandante de tropas e dirigente político, Lúcio Lara recusou ser patenteado ao grau militar de general, por não se considerar um militar de profissão”, disse.
O secretário de Estado referiu que Lúcio Lara recusou de forma “expressa e oficial”, gesto revelador de “um profundo exemplo de humildade e de comprometimento desinteressado com a causa libertária do povo angolano”.
Paulo Lara, filho de Lúcio Lara, falou em nome da família. Destacou as qualidades do seu pai como nacionalista que soube conciliar as actividades políticas e familiares. “Desculpa-nos por falarmos um pouco mais de ti, rompendo a tua modéstia e simplicidade. Mais do que pai dos teus filhos, foste um dos pais do teu Movimento, o MPLA. Aprendemos contigo que o ser-se família de um dirigente não significava ter-se mais direitos ou regalias, mas sim, mais deveres. Que os direitos não devem medir-se em função das descendências, mas sim pelas capacidades e méritos de cada um”, disse.
Paulo Lara também agradeceu o apoio do  Estado angolano, através do Presidente da República, e da direcção do MPLA. Também participaram nas exéquias fúnebres, Deolinda Guisimane, membro do Conselho de Estado da República de Moçambique, e Victor Ramalho, membro da Comissão Política Nacional do Partido Socialista de Portugal. Também estiveram presentes os representantes da Federação Democrática das Mulheres, da Organização das Mulheres de Cabo Verde, da União das Mulheres da República do Congo Brazzaville, da Organização das Mulheres de São Tomé e Príncipe, da Liga das Mulheres da SWAPO, e da Organização das Mulheres do Partido Trabalhista do Brasil.
#http://jornaldeangola.sapo.ao/

ANGOLA: MANUEL VICENTE DESMENTE MAS NÃO CONVENCE.

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manuel-vicente-angola

O Vice-Presidente da República, Manuel Domingos Vicente, declarou hoje que são falsas e atentatórias ao seu bom nome informações veiculadas pela imprensa de todo o mundo, com excepção para a que pertence ao regime, sobre o seu suposto envolvimento em factos que estarão a ser objecto de uma investigação, em Portugal.

Eis o comunicado emitido por Manuel Vicente e recebido na Redacção do Folha 8:

“Tem estado a ser veiculadas pela comunicação social notícias dando conta do meu suposto envolvimento em factos que estarão a ser objecto de uma investigação conhecida por “Operação Fizz”, conduzida pelas autoridades judiciárias portuguesas.
Desconheço se o veiculado pela comunicação social corresponde ou não àquilo que estará a ser efectivamente investigado. Porém, os relatos apresentados por diversos órgãos de comunicação a meu respeito, para além de não corresponderem à verdade, atentam gravemente contra o meu bom nome, a minha honra, imagem e reputação.
Na verdade, sou completamente alheio, nomeadamente, à contratação de um magistrado do Ministério Público português para funções no sector privado, bem como a qualquer pagamento de que se diz ter beneficiado, conforme relatos da comunicação social, alegadamente por uma sociedade com a qual eu não tinha nenhuma espécie de relação, e que não era nem nunca foi subsidiária da Sonangol.
Quanto ao processo arquivado, ao que sei uma simples averiguação de origem de fundos relativos à compra de um imóvel, confiei a minha representação a um advogado, o qual apresentou comprovação cabal da origem lícita dos fundos, com o que o processo não poderia deixar de ter sido arquivado – comprovação essa que, se necessário, poderá ser renovada.
O envolvimento do meu nome na investigação ora em curso, não tem, pois, qualquer fundamento; não obstante, estou totalmente disponível para o esclarecimento dos factos na parte em que me dizem respeito, de modo a pôr termo a qualquer tipo de suspeições, e, com certeza, tudo farei para que sejam devidamente reparados os graves danos causados à minha pessoa.”

Uma tradução linear

O vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, diz ser “completamente alheio à contratação” do procurador Orlando Figueira, para o sector privado, assim como a “qualquer pagamento” de que alegadamente aquele magistrado beneficiou.
O actual vice-presidente de Angola reagia, por insistência – segundo apurou o Folha 8 – do Presidente José Eduardo dos Santos, às notícias (ocultadas pelos órgão do regime – Jornal de Angola, TPA, RNA e Angop) sobre o seu suposto envolvimentos em factos relacionados com a investigação da “Operação Fizz”, conduzida pelas autoridades judiciárias portugueses, e que levou à detenção e à medida cautelar de prisão preventiva de Orlando Figueira, antigo procurador do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP).
Manuel Vicente, antigo presidente da Sonangol, salienta que o seu envolvimento na investigação portuguesa “não tem, pois, qualquer fundamento”, porém manifesta-se “totalmente disponível para o esclarecimento dos factos (…), de modo a por termo a qualquer tipo de suspeições”.
Quererá essa disponibilidade dizer que Portugal não precisa de emitir, através da sua Procuradoria-Geral, uma carta rogatória para a nossa PGR, solicitando os seus bons ofícios para notificar Manuel Vicente, pedindo respostas às perguntas processuais que depois – se dadas – seriam enviadas para Lisboa?
Quererá essa disponibilidade dizer que Portugal não precisará de notificar Manuel Vicente para que este seja ouvido em Lisboa ao abrigo da convenção de auxílio judiciário da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), situação que só por si garante a Manuel Vicente que não será detido nem impedido de regressar a Angola?
Quererá essa disponibilidade dizer que Manuel Vicente constituiu de facto um advogado no sentido de este contactar o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) para calendarizar o interrogatório?
Quanto ao processo arquivado por Orlando Figueira, no início de 2012, no comunicado, o vice-presidente angolano refere que, ao que sabe, foi uma “simples averiguação de origem de fundos, relativos à compra de um imóvel”. “Confiei a minha representação a um advogado, o qual apresentou comprovação cabal da origem lícita dos fundos, com o que o processo não poderia deixar de ter sido arquivado – comprovação essa que, se necessário, poderá ser renovada”, acrescenta.
Orlando Figueira, com licença sem vencimento desde Setembro de 2012, está indiciado por corrupção na forma agravada, branqueamento de capitais e falsidade informática, encontrando-se em prisão preventiva, no estabelecimento prisional de Évora.
No mesmo processo, foram ainda constituídos arguidos, o advogado Paulo Blanco, por suspeitas de corrupção activa, e uma entidade colectiva, que oficialmente ainda se desconhece qual é.
O procurador Orlando Figueira foi responsável, entre outros, pelos processos “BES Angola” e pelo “Caso Banif”, relacionado com capitais angolanos, tendo arquivado este último.

O Senhor Petróleo

Não sendo de origens abastadas, como é que Manuel Vicente se torna numa das figuras mais ricas do regime? Em 1991 entrou para a Sonangol como funcionário e ocupando o cargo director-adjunto até 1998, chegando a presidente um ano depois.
Foi Manuel Vicente quem liderou negociações com os gigantes mundiais do petróleo, como a Exxon Mobil, a Chevron, a Total, a Elf ou a BP. Em 2011, o ultimo ano de Manuel Vicente na Sonangol, as receitas da petrolífera ascenderam a cerca de 34 mil milhões de euros, montante que coloca a empresa ao nível dos gigantes mundiais como a Amazon ou a Coca-Cola.
A gestão de muitos milhões, feita por meios opacos, de há muto que colocou a Sonangol no radar da corrupção. Isso mesmo foi dito pela Global Witness e Fundo Monetário Internacional.
Em 2011 a Sonangol teve 34 mil milhões de euros de receitas. Nesse ano o FMI detectou um buraco nas contas nacionais de Angola de cerca de 32 mil milhões de dólares americanos entre 2007 e 2010. Um montante que, alegadamente resultante das receitas de direitos petrolíferos, que a Sonangol nunca transferiu para o Estado. A gestão de Manuel Vicente fica igualmente marcada por 4,2 mil milhões de despesas não registadas da Sonangol.
Embora pouco transparente, o sucesso de Manuel Vicente na Sonangol catapultou-o para o círculo íntimo do presidente, sentando-o ao mesmo nível de ‘Kopelipa’ e ‘Dino’, para além de interlocutor-mor dos negócios com Isabel dos Santos e os filhos de José Eduardo dos Santos.

No meio de todo este imbróglio importa recordar que, em 2013, depois da abertura, em Portugal, de investigações criminais por suspeitas de branqueamento de capitais contra João Maria de Sousa, procurador-geral da República, o general ‘Kopelipa’ e o próprio Manuel Vicente, José Eduardo dos Santos anunciou formalmente o fim da “parceria estratégica com Portugal”.
#http://jornalf8.net/

Conflitos forçam moçambicanos a fugir de Tete.

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Apesar de as tensões entre RENAMO e FRELIMO terem diminuído nos últimos dias, moradores continuam a abandonar os distritos de Moatize e Tsangano. Violência gera refugiados e afeta comércio e rede hoteleira.
Terminal dos transportes de Moatize, onde chegam muitos refugiados
Apesar de não ter havido registo de confrontos militares nos últimos dias entre homens armados da RENAMO e as forças de segurança da FRELIMO na província de Tete, várias pessoas continuam a abandonar as regiões de Nkondedzi e Chibaene, nos distritos de Moatize e Tsangano.
Em Nkondedzi, mais de seis mil moçambicanos já terão atravessado a fronteira para o Malawi à procura de segurança. Algumas centenas optaram por encontrar refúgio noutros pontos da província de Tete.
O criador de gado Raúl Macaza, que vive na comunidade próxima aos locais dos confrontos, retirou há uma semana todo gado daquela zona, por temer novas confrontações. Macaza passou toda a noite a levar os animais a pé de Nkondedzi até a vila de Moatize.
“Eu também não podia ficar lá sozinho, com os animais, enquanto os donos estão a sair. As casas estão fechadas, os currais sem animais. Naquele dia fui obrigado a tirar o gado”, conta.
Moradores que ainda resistiam em deixar suas casas decidiram sair em busca de lugares mais seguros. Eles alegam que as forças de defesa estão a cometer atrocidades contra as pessoas que ainda continuam nas comunidades.
Raúl Macaza, de Nkondedzi: "As casas estão fechadas, os currais sem animais. Fui obrigado a tirar o gado"
“Quando as forças de defesa chegam costumam queimar as casas. Nós estamos cansados de dormir no mato”, relata Lasten Gift, que se refugiou em Nkondedzi.
Gift vivia na zona de Ndande. Apesar de perder a casa, deixou um terreno agrícola. Mas agora receia regressar por medo de morrer. “O problema é que quando as forças de defesa chegam, matam as pessoas que estão a trabalhar. Temos muito medo de andar e fazer a nossa vida”, relata.
Um transportador de passageiros que opera na rota que liga a cidade de Tete à vila de Angónia, no norte da província, diz que nas últimas semanas tem transportado muitos residentes de Nkondezi que procuram abrigo em Moatize. Os refugiados só pretendem retornar aos seus locais de origem quando já não houver tensão político-militar.
Tensão político-militar
A RENAMO reitera que, a partir deste mês, vai governar nas seis províncias onde reclama ter vencido nas eleições de 2014. Facto que também está a precipitar a fuga de pessoas de Nkondedzi, por receio de novos confrontos.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) na província de Tete garante que há calma e tranquilidade em Nkondedzi e Chibaene. “Na província de Tete, a situação político-militar está calma. Mas o que pode acontecer nos próximos dias não sabemos. Esperemos para ver”, afirma Luís Núdia, porta-voz do comando provincial em Tete.
Luís Núdia, porta-voz do comando provincial da PRM em Tete diz que a situação está calma em Nkondedzi e Chibaene
O governador da província, Paulo Auade, disse ao canal de televisão moçambicano STV que os refugiados no centro de Kapise, no Malawi, onde se encontram muitos moçambicanos, são malawianos assolados pela seca, que procuram ajuda. “Não há nenhum refugiado. Aqueles que estão no Malawi são deslocados. Se verificar bem, tem mais crianças e mulheres do que homens armados”, ressalvou.
Enquanto prevalece a tensão político-militar muitas empresas que operam na província de Tete começam a acumular prejuízos, devido à retração de investimentos. “Se não houver estabilidade política, obviamente não haverá estabilidade económica. O económico nunca se separa do político”, alerta Hermínio Nhantumbo, vice-presidente do Conselho Empresarial de Tete.
O setor hoteleiro também está a ressentir-se dos impactos do recrudecimento dos ataques em Nkondedzi. Nos últimos dias, vários hotéis em Tete registam uma ocupação diária de apenas três a quatro pessoas.
“As empresas estão restringidas a investir em Tete, porque as coisas não estão como antes. Com estes conflitos, o fluxo dos hóspedes tende a reduzir”, relata Clemente Ibrahimo, administrador de um hotel em Moatize.
As mineradoras que operam em Tete evitam pronunciar-se oficialmente sobre os impactos da tensão política, alegando que o assunto cabe às autoridades governamentais.
#dw.de

O ex-ministro da Defesa da Zâmbia liberado após a prisão breve.

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O ex-ministro da Defesa da Zâmbia Geoffrey Mwamba foi preso quarta-feira por perfuração ilegal.

O porta-voz da Polícia da Zâmbia Charity Chanda disse a repórteres que o Sr. Mwamba foi preso e detido na Delegacia Woodlands sob a acusação de perfuração ilegal.

O empresário de Lusaka rico foi liberado mais tarde de vínculo, disse sua equipe de advogados de oito membro.

Ele é susceptível de aparecer no tribunal em breve, acrescentou a equipe.

Sucessão caótica

Sr. Mwamba foi ministro do presidente falecido Michael Sata, mas eles se desfez do cargo devido as diferenças na chefia no norte da Zâmbia de onde o ex-vem.

Após a morte do Sr. Sata em 2014, o Sr. Mwamba ofereceu a si mesmo durante um congresso a sucessão caótica para substituí-lo, mas foi derubado pelo Sr. Miles Sampa, que era na época líder de um partido de oposição, a Frente Democrática.

Depois que o partido do governo estabeleceu o incumbente Edgar Lungu como candidato na eleição Janeiro de 2015, o Sr. Mwamba optou por sair e depois se juntou ao Partido Unido para o Desenvolvimento Nacional.

Polícia da Zâmbia em 27 de fevereiro de 2016 prendeu 21 jovens na propriedade Luanshya  do Sr. Mwamba levando junto com eles algumas supostas "armas ofensivas".

Direitos humanos

Mais tarde a polícia exibiu facões e uma pistola, como parte dos itens que foram recuperados da propriedade que estava sendo usado como um ginásio por alguns jovens do partido UPND.

O líder do Partido Hakainde Hichilema descreveu a ação como supressão dos direitos humanos.

A polícia teve que disparar gás lacrimogêneo para dispersar quadros de UPND que haviam escoltado Sr. Hichilema e comitiva do Sr. Mwamba quando a situação virou incontrolável.

#africareview.com

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