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BAMAKO E IYAD ENGAJADOS NA MESMA LUTA CONTRA EIGS NO MALI: Cuidado com o efeito bumerangue!

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Há poucos dias, foi em Menaka que foi visto ao lado de notáveis ​​tu...

segunda-feira, 31 de maio de 2021

ANGOLA: Choça com (todos) eles!

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


O Banco Nacional de Angola (BNA) confirmou que o dinheiro encontrado na posse de um oficial das Forças Armadas Angolanas, e que pertencia à Casa de Segurança do Presidente João Lourenço, saiu de um banco comercial, sem revelar a identidade do banco. Por outras palavras, o BNA revelou que o país é uma espécie de casa da mãe-joana onde vale (quase) tudo.

O escândalo multimilionário envolvendo valores em dólares e em euros voltou a abalar os angolanos (20 milhões dos quais passam fome às segundas, quartas e sextas, às terças, quintas e sábados nada têm para comer e ao domingo perguntam a Deus que mal Lhe fizeram), tendo como epicentro a Casa de Segurança da Presidência da República que integra a vasta lista de instituições do Estado que estão sob investigação de corrupção.

O envolvimento de altas patentes militares em casos de corrupção e em crimes de peculato (roubo) já era de domínio público, mas nunca foram admitidos pelo Ministério Público (desde sempre uma passiva sucursal do MPLA) que sempre alegou falta de provas para sustentar as várias denúncias. Aliás, mesmo agora a Procuradoria-Geral da República tem de ter todo o cuidado por que os ladrões generais podem alegar, citando João Lourenço, “que viram roubar, participaram no roubo, beneficiaram do roubo mas que não são… ladrões”.

A detenção na semana passada de um major responsável das finanças da banda musical da Presidência da República (major Paulo Lussaty), encontrado na posse de malas com dez milhões de dólares e quatro milhões de euros, foi a ponta do iceberg que apressou a PGR (depois de superiormente autorizada) a divulgar um comunicado e a Presidência da República, a reboque, produzir um despacho de exoneração de seis oficiais generais.

A PGR confirmou também o envolvimento de oficiais das Forças Armadas Angolanas afectos à Casa de Segurança do Presidente da República, por suspeita de crimes de peculato, retenção de moeda, associação criminosa e a apreensão de valores monetários em dinheiro sonante, guardados em caixas e malas, na ordem de milhões, em dólares, em euros e em kwanzas, bem como residências de luxo, viaturas topo de gama e outros objectos de elevado valor.

O Ministério Público informou que a prática dos factos que estiveram na base da abertura do aludido processo remonta há muitos anos (o MPLA está no Poder há 45 anos), sem detalhar quantos, e prossegue a sua tramitação, encontrando-se para o efeito, em fase de instrução preparatória.

Com mais este escândalo milionário, várias vozes são consensuais em afirmar que “são nojentas as fragilidades do sistema financeiro do país, que continua exposto, sem poder detectar os vários assaltos ao erário público”.

O Presidente João Lourenço, “vestindo” sem grande assertividade a indumentária de ser o último a saber, substituiu seis oficiais generais na Casa de Segurança da Presidência da República, mantendo impávido e sereno o Ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, general Pedro Sebastião.

A suposta limpeza de João Lourenço (se fosse mesmo uma limpeza seria de cima para baixo) surgiu dias depois do major Paulo Lussaty, oficial da FAA em serviço na Presidência e chefe das finanças da banda musical, ter sido detido no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro quando tentava viajar para o estrangeiro com 10 milhões de dólares e quatro milhões de euros.

Em nota, a Casa Civil da Presidência da República informou que “depois de ouvido o Conselho de Segurança Nacional”, João Lourenço exonerou os tenentes-generais Ernesto Guerra Pires, do cargo de consultor do ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Angelino Domingos Vieira, do cargo de secretário para o Pessoal e Quadros.

Ainda na mesma nota informa-se que José Manuel Felipe Fernandes foi exonerado do cargo de secretário-geral da Casa de Segurança do Presidente da República; João Francisco Cristóvão, do cargo de director de Gabinete do Ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Paulo Maria Bravo da Costa, do cargo de secretário para Logística e Infra-Estruturas da Casa de Segurança do Presidente da República, e o brigadeiro José Barroso Nicolau, do cargo de assistente principal da Secretaria para os Assuntos dos Órgãos de Inteligência e Segurança de Estado.

Pedro Lussaty era um leal servidor das FAA que, certamente formado e formatado pelo MPLA, “apenas” era dono (provisório) ou fiel depositário, de 45 imóveis, dos quais uma penthouse em Talatona, cinco apartamentos em Lisboa, um apartamento na Namíbia; dois iates de luxo, dezanove malas abarrotadas de dólares, euros e kwanzas, duas dezenas de relógios de luxo revestidos de diamantes e ouro rosa e quinze viaturas topo de gama e comprovativos de avultadas e ilegais transferência bancárias para fora do país.

Jonas Savimbi dizia aos seus seguidores: “Vocês estão a dormir e o MPLA está a enganar-vos”. Será que João Lourenço esteve (e continua a estar) a dormir e, por isso, o MPLA o enganou? Ou, pelo contrário, este é mais um caso de, citando João Lourenço, alguém que “viu roubar, participou no roubo, beneficiou do roubo mas não é ladrão”?

É que o património roubado pelo major Pedro Lussaty não foi conseguido em meia dúzia de dias, nem poderia ter sido constituído sem a cobertura de muitos altos dirigentes do partido e não apenas de meia dúzia de oficiais superiores das FAA. Também neste escândalo da Casa de Segurança da Presidência, o exemplo deve partir de cima.

O que terá a dizer sobre isto o general Pedro Sebastião, Ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República? Das três, uma. Ou se demite, ou é demitido ou o próprio Presidente se demite.

Ao ser detido no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda, o também chefe das Finanças da banda musical da Presidência da República, não conseguiu justificar a origem do dinheiro.

O ministro da Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República é o principal inspirador, ou guru, de João Lourenço, ou não tivesse uma (de)mente brilhante. Recordam-se que Pedro Sebastião afirmou no dia 6 de Fevereiro de 2018 que as Forças Armadas deviam ser auto-suficientes e contribuir, em tempo de paz, para o desenvolvimento económico e social da nação? Terá sido isso que fez Pedro Lussaty e os seus camaradas da Casa de Segurança?

Folha 8 com VoA

ANGOLA: Perdão sem compromisso é humilhação às vítimas.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Os grandes homens erram e, tendo elevada estatura, ética, moral e republicana, reconhecem os mesmos, penitenciando-se ante a memória das vítimas e dos governados, numa meritória e solene atitude de humildade. Um “grande homem”, diferente de “homem grande”, faz da desculpa um princípio verdadeiro, imparcial, geral e abstracto, isento de matreirice rasca! Um líder distingue-se de um dirigente, porque enquanto aquele privilegia a justiça e os órgãos de soberania fortes, este último, favorece os algozes, escondendo por debaixo do pedestal a covardia dos assassinos e atingindo as vítimas, nominalmente identificadas.

Por William Tonet

Quem tendo magistratura de gestão pública é forte com os fracos e fraco com os fortes, escrutina limitações intelectuais e retórica rasca de mediano dirigente, alcandorado ao poder, tal como o cágado, quando refastelado no topo de uma árvore.

CAPITULO I – Os assassinatos em massa, autorizados, determinados, orientados, exclusivamente, por Agostinho Neto, com a célebre e funesta Ordem Superior: “Não vamos perder tempo com julgamentos”, em 27 de Maio de 1977, em Angola, determinaram a lei da barbárie.

Foi a institucionalização do GENOCÍDIO que assassinou 80.000 (oitenta mil) militantes e simpatizantes do MPLA, por delito de opinião, constituindo-se no segundo maior, depois do cometido por Adolph Hitler, durante a Segunda Guerra Mundial, em que exterminou milhares e milhares de judeus, em câmaras ardentes, fuzilamentos, afogamentos e lançamentos do ar e ao mar de adversários, tal como a Polícia Política de Agostinho Neto: DISA praticou em obediência ao presidente do MPLA/Estado.

Eu, vítima sobrevivente desta barbárie, preso, no dia 19 de Julho de 1977, por Carlos Jorge Cajó, influente membro da DISA e assassino contumaz, por sinal um “ex-canoa” (preso do Campo de São Nicolau, no período colonial), obrigado a beber, face às sevícias, água de fezes, passar dias inteiros sem comer, receber espancamento sádicos, sem razão, regularmente, nunca esquecerei, este martírio, esta barbárie, este GENOCÍDIO!

Nunca pactuarei com a mentira nem polirei a imagem do maior responsável, pelo maior GENOCÍDIO, em África depois da II Guerra Mundial! Ele será incapaz de ser apagado da minha memória, pelos rios de sangue, em que naveguei e vi esvaírem-se camaradas inocentes.

Nunca aceitarei a retórica de ter havido uma tentativa de golpe de Estado por parte das vítimas, nem que me invadam a mente com milhões e milhões de barras de ouro.

O 27 de Maio foi a consagração da maldade de um homem, convertido em herói, por fazer da eliminação dos adversários, o modus operandi de se manter no poder.

No 27 de Maio de 1977, não havia dois lados beligerantes, mas um: de Agostinho Neto, Lara e C.ª, quais vampiros assassinos, que sugaram o sangue de milhões, sem dó nem piedade, muitas vezes superando, pelo “modus operandi”, a PIDE-DGS-colonial e a GESTAPO de Hitler.

Nunca esquecerei aquele, inesquecível e triste dia, em que o meu algoz (Carlos Jorge – Cajó), num sadismo indescritível, irrompe o local onde os presos estavam a ser espancados e a esvair-se em sangue, dando-me um forte golpe, com um ferro, na parte traseira da cabeça e, no final, manda-me limpar o salão da tortura (cerca de 30 m2), coberto de sangue, com a língua. Este era o masoquismo do DISA Cajó, pupilo de um não menos insensível chefe; Agostinho Neto, que sem razões, por obsessão ao poder, espancava e assassinava cidadãos inocentes, como faz qualquer GENOCIDA!

Eu, ASSUMO: Agostinho Neto, para mim, ao formar um exército de carrascos covardes e assassinos, que prendiam por sadismo e matavam sem julgamento, converteu-se num médico profundamente insensível e assassino, que torturou milhares de camaradas inocentes, que nunca lhe quiseram derrubar, pelo uso da força bélica!

Nunca aceitarei receber um título ou certidão de óbito
tendo como pano de fundo a imagem ou estátua de Agostinho Neto.
Seria o mesmo que aceitar que Angela Merkel concedesse
certidões de óbito aos judeus junto à imagem ou à estátua de Adolph Hitler. 

É uma escabrosa e monstruosa MENTIRA alguém, no seu juízo perfeito, afirmar ter havido, em Maio de 1977, uma tentativa de golpe de Estado, por parte de um grupo de cidadãos/militantes e, por via disso, determinaram a reacção dantesca e desproporcional do governo “socialista de sanzala” do MPLA, segundo Artur Queiroz, logo, MENTEM! São MENTIROSOS CONSCIENTES!

Condeno essa retórica, por ter sofrido na alma e na pele a maldade de Neto e dos seus “Tontons Macoutes”, Cajó, Pelinganga, Veloso, Wadjimbi, Moscovo, Laborinho, Marta, Ludy Kissassunda, Onambwe, Tony Laton e tantos outros, que assassinaram e prenderam inocentes, por covardia e boçalidade mental.

Intelectualmente, Agostinho Neto e a sua equipa de algozes de A a Z, eram medíocres (será que deixaram de o ser?) e quem defende a prática de assassinatos selectivos por parte de um governo é mentecapto, por assentar a retórica, na mentira, falsidade e vampirismo ideológico.

Gostaria de acreditar na totalidade do discurso do Presidente da República, do dia 26 de Maio de 2021, pela parcial ousadia, ao falar em perdão, num gesto POSITIVO, mas, depois, ao colocar as vítimas como responsáveis dos assassinatos e de terem “morrido e ficado presas”, mancha o gesto de desculpas, pois esconde a maldade do MPLA/77, por debaixo do tapete e dos covardes assassinos no casaco, num claro indício de branqueamento da imagem do maior responsável pelo GENOCÍDIO: Agostinho Neto!

Na política não há coincidência, pois quem rememorar os últimos actos de João Lourenço esbarrará na homenagem à tortura e aos assassinatos sem julgamento, ao elogiar, também, a título póstumo, um outro genocida, do MPLA, Ludy Kissassunda, como um grande patriota. Francamente. É preciso haver memória e noção de que o MPLA não é Angola, nem Angola é o MPLA.

Se Ludy Kissassunda, ex-director da tenebrosa DISA, foi um grande patriota, por fazer parte de uma funesta “clique da morte”, condecorado em Diário da República, ele é, exclusivamente, herói e patriota do MPLA, enquanto este partido estiver no poder, com capacidade de esconder a motivação e verdade, sobre quem assassinou adversários internos e inimigos, por delito de opinião. Um assassino só é herói no seu covil, no seu séquito, nunca num país plural e intelectualmente higiénico, principalmente, quando ainda campeia a acção canibalesca dos algozes do 27 de Maio de 1977.

CAPÍTULO II – Quando, no 27 de Maio de 2021, ouvi, na RTP-África, num programa de Victor Hugo Mendes, Artur Queiroz falar, com propriedade masoquista de golpe de Estado, mortes de comandantes e civis, por parte dos alegados fraccionistas e de estes terem tido julgamentos em tribunais marciais, só me restou a catalogação de asno, pois os seus informantes, enganaram-no, são mentirosos e tornaram-no, igualmente, um mentiroso, como se fosse alguém com o cérebro ligado ao intestino grosso, um falsário, um mercenário no jornalismo, que acredito não assumir. No pedestal da sua idade, não aceite, cavalgar, unicamente, com a retórica dos algozes, quer estes estejam em Portugal ou Angola, para não se converter em mais um assassino ideológico.

Falar em blindados de última geração, na posse da 9.ª Brigada é colocar-se ao ridículo, pois só os mentirosos têm essa barroca retórica. Nunca, houve, naquela época, blindados de última geração, em Angola, mas o BRDM-2 e os tanques T34 e T55 e os angolanos só tripulavam os BRDM (carros de assalto) da URSS e não superavam os dos sul-africanos, nem eram uma enormidade. Eram poucos, pouquíssimos, menores que os números que tinham timbrados nas laterais. Sabe dizer, quantos eram? Não, porque o seu informante é MENTIROSO! Vou rememorar-lhe, a mente e dos seus informantes mentirosos, os tanques foram utilizados, pela primeira vez, depois da independência para a libertação do Soyo, numa ofensiva saída de Caxito (Janeiro a Fevereiro de 1976) e estes, eram exclusivamente tripulados por cubanos. Só depois desta libertação, houve uma formação de militares angolanos, para domínio destas máquinas, porque até aí, só dominávamos os BRDM. No final do curso, foi nomeado como comandante, o valoroso, esse sim, herói, Mariano Eduardo João Luís, o homem que travou, com o seu BRDM-2 o tanque sul africano, em 1975, antes de 11 de Novembro. Portanto na Batalha de Kifangondo nunca participaram tanques, como está no monumento, mas BRDM-2.

É a verdade histórica!

Já reparou, que todos quantos querem emprestar higiene intelectual à história são diabolizados? Eu já fui e sou uma dessas vítimas, pois tive a batoqueira retórica acusatória de ser agente da CIA, da UNITA, Savimbista, violador de crianças, não ser jurista, quando os meus algozes saberem de direito, menos que um aluno do 2.º ano, tal as barbaridades que cometem contra o Direito e as leis em vigor. Coincidentemente, são, por falta de argumentos, os mesmos epítetos, lançados contra o actual inimigo do MPLA: Adalberto da Costa Júnior, presidente da UNITA.

O MPLA, ninguém me contou, eu vivi, desde os três anos de idade, quando o meu pai me levou para os húmus libertários, da qual, aliás, sou o cidadão n.º 813, natural da 1.ª Região Político Militar do MPLA, logo sei do que falo, tendo, ainda o suporte de testemunhos dos reais protagonistas.

Mais, senhor Queiroz é uma grosseria dizer que os nitistas mataram o comandante Nzanji e os demais comandantes ligados a Neto. MENTIRA! Ninguém, se não eles mesmo o fizeram, para alimentar a narrativa de golpe de Estado, com sangue a correr e os assassinatos selectivos, para depois os imputar as vítimas, já presas e assassinadas, como magistralmente, o fizeram, com o controlo dos meios de imprensa públicos, Neto, Lara, Iko Carreira, Ludy e C.ª.

A retórica da tentativa de golpe, surge como justificativa, para encobrir um GENOCÍDIO que depois fugiu ao controlo do seu mentor-chefe, Agostinho Neto, que, caro Queiroz, jurou: “Não vamos perder tempo com julgamentos”. Uma pronúncia ditatorial, GENOCIDA!

É MENTIRA ter havido tribunais marciais militares, pois os seus contactos, os algozes, deram-lhe falsas informações, que o ridicularizam, quando as pronuncia, porquanto ninguém foi julgado, senão pelas balas assassinas. Ainda assim quero que aprenda, definitivamente, uma verdade, publicamente, assumida, por mim, quem matou os comandantes, Nzanji, Bula, Saidy Mingas e companhia, foi Tony Laton, assessor de Onambwe. Ainda está vivo e o chefe, logo, desafio-o a provar o contrário, na presença dele, para não continuar a navegar, nos mares dos algozes, podendo ainda trazer para debate os covardes, Cajó, Veloso, Pelinganga, Wadjimbi, Marta, todos feitos “heróis de sarjeta”, pelo volume dos macabros assassinatos.

Por outro lado, quando doravante, quiser falar da 9.ª brigada, peça-me alguns subsídios, não sou detentor de muitos, como outros co-sofredores, mas são credíveis. Já se perguntou, porque razão o comandante da 9.ª Brigada, David Moisés, “Ndozi”, e o seu chefe do Estado Maior, França Ndalu, não terem ido presos, como responsáveis máximos da unidade, ao contrário do resto da cadeia de comando?

Sabe que cerca de 15 mil militares, foram parar às fedorentas masmorras do regime e de lá só saíram 497 vivos?

É hora das pessoas que quiserem falar do 27 de Maio de 1977, higienizarem as línguas, como imperativo de ética, moral e verdade, pois misturar-nos com algozes é de quem adora chafurdar na lama e subverter a história.

O senhor Artur Queiroz, repito, talvez mal informado, diz que o MPLA lutou pela independência. Sim! Mas falta com a verdade quanto ao seu real propósito, pela própria prática, onde se nota, somente um projecto de manutenção do poder, para substituir o colono e perpetuar-se, sem nunca ter um verdadeiro projecto de sociedade, de tal monta, que em 46 anos de poder absoluto (quiçá, precise de mais 100 anos), não consiga elaborar um programa eficaz, sequer, para limpar Luanda, cheia de monturos de LIXO, numa verdadeira indecência, em pleno século XXI.

O MPLA não tem um programa capaz de fornecer água, regularmente, aos cidadãos, pese ter gasto milhões e milhões de dólares;
Não tem escolas e hospitais públicos decentes, capazes de atenderem os cidadãos;
A miséria e a fome, principalmente, no tempo de JLO, superam as do período colonial;
As doenças e epidemias aumentaram mais do que no colonialismo;
A educação é pior do que no tempo colonial.

A justiça do MPLA é negativamente, pior que a justiça colonial, que prendia e julgava os revolucionários, muitos saindo das cadeias vivos, como Agostinho Neto, ao contrário da barbárie nas cadeias do MPLA/Estado. Eu sei do que falo, porque estive na Cadeia de São Nicolau, com o meu pai, no tempo colonial, lá estudei e aprendi uma profissão, mas depois da independência, estive preso na República Popular de Angola, no 27 de Maio de 1977, altura em que quatro membros da família foram injusta e barbaramente presos: Guilherme Tonet (meu pai); dois tios meus: Alberto e Fernando Tonet, ambos enterrados vivos e eu: William Tonet. A diferença das cadeias (colonial e actual) é abismal, tal como comparar uma pocilga e uma suite, de um hotel de 5 estrelas…

Os índices de vida, todos, pioraram com a chegada de Neto/MPLA, ao poder. Foi inaugurado o capitalismo incubado e a corrupção, em 1975, com a criação das “Lojas do Povo” e “Loja dos Dirigentes”, contrários a filosofia socialista. Se, em 1976 e seguintes, quisesse comer queijo, fiambre, bom azeite, bife de carne de primeira, tinha que comprar ou corromper um trabalhador, para que esse cedesse o cartão da Loja dos Dirigentes. Essa é a prova da corrupção se ter iniciado no tempo, sendo o subsídio milionário de Eugénia Neto, desde 1979 e, agora, os montantes guardados por Carlos São Vicente, seu genro, uma prova incontornável…

Mais, o MPLA, não venceu nenhuma guerra no Kuito Kwanavale ou Kuando Kubango, contra os sul-africanos e UNITA. Perdeu-a(s)! Quem tinha o projecto de derrotar a UNITA, não negociar, com fantoches e lacaios dos apartheid, não aderir ao multipartidarismo, sempre foi o MPLA.

A UNITA dizia defender a democracia, a economia de mercado e a realização de eleições, até então inexistentes na República Popular de Angola.

Ora, depois da guerra de 1987/88, a UNITA, tendo este partido, conservado a Jamba, Likua, Mavinga e Longa, as suas principais e emblemáticas bases e capital política, levado o MPLA a negociar directamente, com Jonas Savimbi, alterar a Constituição partidocrata, adoptar o multipartidarismo, a democracia e a realização das eleições, não fica difícil, perceber quem perdeu e ganhou…

Sobre a Comissão de Lágrimas e o seu papel, ao dizer que Pepetela, Manuel Rui, Luandino Vieira e C.ª apenas ouviram todos os presos, tendo sugerido a sua libertação é uma mentira escabrosa, pois seria bom, perguntar ao Pepetela, porque depois de ouvir o Abel António vindo de Moscovo e o Carlos, estes foram imediatamente, assassinados. Estou disposto ao contraditório e exibição de provas!

Falar do 27 de Maio de ouvir dizer, pela voz dos algozes e não ter a versão das vítimas, não deve orgulhar quem se diz jornalista, por mais de 5, 6, 7, 8, 9 10 ou 100 décadas, sob pena de, aí sim, ser considerado, activista da morte, mercenário da pena, pois não deve ser, sem razão, que num dado momento do seu percurso, acusou o MPLA de implantar um socialismo de sanzala, alegadamente, dizem, as fontes do sistema, com nome e rosto, para forçar um contrato de trabalho.

Por outro lado, acredito que, doravante, qualquer escroque, que ofender a memória das vítimas do 27 de Maio de 1977, por 30 dinheiros, terá a resposta devida, pois não vão continuar imunes no púlpito da mentira e covardia.

Finalmente, lanço um desafio, um repto, incluindo ao Presidente da República: abrace(m) a VERDADE, a humildade, a ética, a sinceridade e a imparcialidade histórica. Mas se quiserem continuar no caminho errado da história, mostrem-nos um local, uma sala, uma repartição, um quartel, uma esquadra, onde haja um buraco de bala, um arsenal de armas, uma base militar, um carro de combate, um Kamaz, em posse dos fraccionistas. Mais, se nós invadimos a Rádio Nacional de Angola, mostrem o RM (registo magnético) de uma gravação de Nito Alves, Zé Van Dúnem ou outro, anunciando a tomada do poder, a destituição de Agostinho Neto e a instalação de um novo regime. Sabem porque é que isso não é feito, até hoje, porque só houve um lado, que exterminou, logo tem o regime de alimentar a retórica da MENTIRA maliciosa e covarde, porque quem dá um golpe de Estado, ao tomar uma rádio ou televisão, a primeira coisa que faz é produzir declarações, anunciando o controlo da situação, ainda que esta venha a ser de curta duração.

fonte: folha8

Mali suspenso das instituições da CEDEAO após golpe militar.

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Em resposta ao recente golpe dos militares, os chefes de Estado da CEDEAO decidiram este domingo suspender o Mali da organização sub-regional da África Ocidental. Prometem também garantir uma transição pacífica no país.


Nana Akufo-Addo, Presidente do Gana

A decisão consta do comunicado final da cimeira extraordinária realizada em Acra, capital do Gana, e que contou com a presença de 12 Presidentes dos países membros da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Os chefes de Estado prometem também garantir uma transição pacífica no Mali, de acordo com a declaração final lida pelo Presidente do Gana, Nana Akufo-Addo: "Aproveito esta oportunidade para reiterar, em nome da CEDEAO, o nosso empenho em apoiar uma transição pacifica no Mali com o objetivo básico de restaurar a ordem democrática e de trabalhar para garantir a estabilidade no Mali e na região."

O tema principal da cimeira que teve lugar este domingo (30.05) foram os recentes desenvolvimentos políticos no Mali, com a estabilidade do país e de toda a região do Sahel como base de discussão, assim como a solução para a difícil questão de reação ao duplo golpe de Estado dos militares malianos.

O coronel Assimi Goita, homem forte no Mali desde o golpe de Estado que liderou em 18 de agosto de 2020 com um grupo de oficiais, prendeu o Presidente Bah Ndaw e o primeiro-ministro Moctar Ouane na segunda-feira passada (24.05). Acabariam por ser libertados na quinta-feira (27.05).

Goita participou na cimeira da CEDEAO

"A delegação da CEDEAO reuniu-se com o coronel Assimi Goita, vice-presidente do Governo de transição, sobre a situação vigente no país, em busca de estratégias para acabar com a crise", disse Nana Akufo-Addo.

Mali Oberst Assimi Goita, neuer Übergangspräsident

Coronel Assimi Goita

Na mesma altura em que se discutia a grave crise maliana, no Gana, pelo menos cinco pessoas, um polícia e quatro civis morreram num suposto ataque jihadista num posto de controlo no sul do Mali.

"Estamos em tempos de desafios e perigos extremos para todo o Mali e a sub-região. Os grupos terroristas ainda estão ativos, manipulando as comunidades. Estamos muito preocupados e não há tempo a perder. Temos de agir rapidamente para não pôr em causa os esforços que o Mali enfrenta", afirmou, partir de Nova Iorque, o subsecretário geral da ONU para a paz, Jean-Pierre Lacroix.

Macron ameaça retirar tropas

No sábado (29.05), o Presidente francês, Emmanuel Macron, ameaçou com a retirada de cerca de 5.100 militares franceses do Mali, caso o país caminhe na "direção" de um "islamismo radical", depois de ter considerado "inaceitável" a prisão do Presidente e do primeiro-ministro malianos.

O Mali sofreu dois golpes militares em nove meses e passa por uma crise profunda de múltiplas dimensões como segurança, política e económica, depois do desencadeamento das rebeliões de independentistas e jihadistas, no norte, em 2012.

As ações de grupos armados filiados da Al-Qaeda e do Estado islâmico, bem como a violência de todos os géneros, alastrou-se para o centro do Mali, assim como para os vizinhos Burkina Faso e Níger, apesar do empenho das Forças Armadas da Organização das Nações Unidas (ONU) e africanas.

fonte: DW África

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Uma mulher, vários maridos: governo sul-africano quer legalização.

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De acordo com a lei proposta, uma mulher teria permissão para se casar com mais de um homem ao mesmo tempo, se assim desejasse. Espera-se que um projeto de lei formal seja apresentado ao Parlamento até 2024.

Além disso, de acordo com o Departamento de Assuntos Internos, o objetivo da política de casamento é estabelecer uma base política para regulamentar os casamentos de todas as pessoas que residem na África do Sul.
“O estado de casamento contemplado permitirá aos sul-africanos e residentes de todas as orientações sexuais, crenças religiosas e culturais, entrar em casamentos legais que estarão de acordo com os princípios de igualdade, não discriminação, dignidade humana e unidade na diversidade, conforme estabelecido na Constituição ”, afirma o texto do Sencaféactu.

fonte: seneweb.com

Senegal: Aumenta a controvérsia sobre o A320 neo presidencial.

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O Senegal vai tomar posse de um novo Airbus A320 neo em meados de julho, para substituir o A319 presidencial de vinte anos. Seu preço desconhecido gerou polêmica no país.

O governo anunciou para 16 de julho de 2021 a entrega do novo A320neo encomendado em junho de 2019, e de acordo com um comunicado para substituir o A319 presidencial construído em 2001, "adquirido em segunda mão em novembro de 2010, colocado em serviço em março de 2011 e degradado ”. Após duas décadas de operação, explicou o porta-voz Omar Gueye, o A319 batizado de La Pointe Sarène exigia “visitas técnicas frequentes e caras, e consequentemente longos períodos de imobilização e gastos com aluguel de aeronaves para garantir as missões presidenciais”. Pelo contrário, o A320neo tem apenas vantagens: é “mais eficiente em termos de combustível e mais eficiente pelo seu raio de ação. Isso reduz consideravelmente os custos de manutenção e operação, bem como os gastos com escalas técnicas ”.

Nenhum preço obviamente para o novo dispositivo destinado ao chefe de estado Macky Sall, que não se sabe se é uma versão ACJ. “Um avião presidencial está no campo militar. São coisas que não podemos divulgar neste momento por motivos de segurança ”, sublinhou o porta-voz. A Airbus não publica mais os preços de tabela de seus aviões, mas em 2018 um A320neo custava US $ 110,6 milhões. Parte dela já paga, sendo o saldo esperado na hora da entrega. O A319 presidencial será vendido.

Isso não impede a polêmica, num momento em que o Senegal está sofrendo como todos os outros países com as consequências da pandemia de Covid-19 e enfrenta dificuldades econômicas sem precedentes (com, em particular, um teto para a dívida e o esgotamento dos direitos de saque especiais ).

fonte: seneweb.com

SENEGAL: Ela desvia 41 milhões de seu pai para ir para o exílio no Canadá com seu marido.

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Aïda Mbaye está perdidamente apaixonada pelo marido.

Gerente da empresa "Légumes d´or Sarl" de seu pai Gora Mbaye, ela desviou 41 milhões de francos CFA.

Após sua desistência, ela informa seu marido, Papa Ababacar Cissé Thiam, e oferece a ele um exílio de ouro no Canadá.

O marido, sem hesitação, aceita entregando seu passaporte, relata The Daily.

Melhor, o marido contata um vendedor direto, a quem deu 7 milhões de francos CFA em troca de papéis.

Mas, seu sonho de ir para o exílio no Canadá vai morrer.

O pai, que descobriu o carrossel, denuncia a Divisão de Investigação Criminal (DIC) que prendeu sua filha e seu marido.

fonte: seneweb.com

Comunidade internacional discute tentativa de golpe no Mali.

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O Conselho de Segurança das Nações Unidas reúne-se esta quarta-feira (26.05) numa sessão de emergência para discutir a situação no Mali, um dia depois da destituição do Presidente de transição e do primeiro-ministro.


Líder do golpe Assimi Goita (esq.), Bah Ndaw e Moctar Ouane

O vice-presidente de transição no Mali, o coronel Assimi Goita, anunciou na segunda-feira (24.05) que demitiu o Presidente Bah Ndaw, bem como o primeiro-ministro, Moctar Ouané, assegurando que "o processo de transição continua o seu curso" e que haverá eleições em 2022.

O líder do golpe que em agosto de 2020 depôs o Presidente Ibrahim Boubacar Keita justificou a ação com uma "crise de muitos meses a nível nacional", em referência às greves e várias manifestações convocadas no país por atores sociais e políticos.

Mali I Nationalfeiertag in Bamako

Coronel Assimi Goita

Mas a justificação não acalma os receios de um novo golpe de Estado no país, apenas nove meses depois. Esta terça-feira (25.05), o enviado especial da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Goodluck Jonathan, chegou a Bamako para se encontrar com as autoridades malianas e discutir a detenção dos líderes da transição pelo Exército.

"Estamos aqui porque há alguns desenvolvimentos que preocupam a CEDEAO e, como equipa de mediação, tínhamos de vir e ouvir o que aconteceu. Não podemos dizer nada muito definitivo até falarmos com o povo, a sociedade civil, os cidadãos do Mali, o Exército e aqueles que estavam no Governo", declarou.

Apelos internacionais

O secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou, na terça-feira (25.05), à "calma" e pediu a "libertação incondicional" dos líderes civis do Mali. A União Africana, os Estados Unidos da América, o Reino Unido e a Alemanha condenaram também a tentativa de golpe de Estado. França, segundo o Presidente Emmanuel Macron, está disposta a ir mais longe.

"Condenámos de forma veemente, juntamente com a União Africana e a CEDEAO, a detenção do Presidente de transição, do seu primeiro-ministro e colaboradores. O que os golpistas militares levaram a cabo foi um inaceitável golpe de Estado dentro de um golpe de Estado. Estamos prontos para impor sanções contra os responsáveis", avisou Macron.

Belgien EU-Gipfel l Französischer Präsident Macron

Presidente da França, Emmanuel Macron

A detenção de Ndaw e Ouané ocorreu horas após o anúncio da composição de um novo Governo formado pelo primeiro-ministro, que terá causado desconforto entre os líderes do golpe de agosto pela exclusão de dois comandantes militares.

O diretor do Centro de Investigação para Análise Política, Económica e Social no Mali, Etienne Fakaba Sissoko, aponta duas razões para a exclusão dos ministros da Defesa, Sadio Camará, e da Segurança, Modibo Koné, do Governo de transição:

"Modibo Koné, o [antigo] ministro da Segurança, aparece em muitos relatórios das Nações Unidas sobre abusos. E o coronel Sadio Camara é acusado de estar demasiado próximo da Rússia - com desvantagens para outros parceiros, como a França. Esta é uma das razões que explicaria a sua expulsão do Governo: estaria prestes a assinar acordos importantes com a Rússia. Portanto, há questões geopolíticas e geoestratégicas em jogo. Há potências internacionais em ação que têm grandes interesses no Mali."

"Transição continua o seu curso"

Numa declaração lida na televisão nacional, na tarde de terça-feira, o vice-Presidente de transição, Assimi Goita, garantiu que, apesar da demissão do Presidente e do chefe do Governo, "o processo de transição continua o seu curso" e haverá eleições em 2022.

Era essa a missão do Governo de transição empossado em setembro, quando a Junta Militar liderada por Goita aceitou passar o poder para as mãos dos civis, sob pressão internacional. E esse poderá ser o ponto-chave dos últimos acontecimentos.

"Criticam-se frequentemente estes soldados quando se tentam proteger a si próprios. Participaram num golpe de Estado e sabem quais são os riscos. Tiveram de abandonar o Governo, mas não receberam quaisquer garantias de impunidade. Isso pode levar a uma situação como esta", explica o diretor do centro de estudos Afriglob, Boubacar Salif Traoré.

Apesar do ambiente de incerteza e tensão, o coronel Assimi Goita insistiu no "compromisso infalível" das Forças Armadas do Mali em defender a segurança do país. No entanto, não indicou pormenores sobre o paradeiro de Bah Ndaw e Moctar Ouané.

fonte: DW África

terça-feira, 18 de maio de 2021

SENEGAL: Pausa musical de Youssou Ndour: - Halima Gadji homenageia o artista.

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A pausa musical de Youssou Ndour trouxe a Halima Gadji suas mais belas frases em homenagem a ele. No Instagram, a atriz elogiou a artista.

Palavra de Fana

“Hoje quero prestar homenagem a um artista cuja carreira e longevidade admiro: Youssou Ndour. Cantor com fama internacional, pai de família, o “rei do mbalax”; que usou sua notoriedade em benefício de causas humanitárias.

Jornada inspiradora

Seu início me inspira porque é graças à sua perseverança que ele é o artista que conhecemos hoje. Vindo de uma família pobre, seu pai não queria que ele fosse um artista. Apesar desse obstáculo, sua paixão pela música o levou a fazer seu primeiro violão com arame, pois não tinha como comprar.

Artista planetário

Durante seus primeiros sucessos, ele nem percebeu o impacto que sua música teve no público. Foi através dos olhos de seus fãs e colaboradores que percebeu a importância de sua arte. Apesar de suas colaborações com Paul Simon, Manu Dibango e Jean-Jacques Goldman, apesar dos shows e discos de ouro, ele também tem sua cota de detratores.

Palavras do pai

Quando nos conhecemos, disse a ela o quão preocupada eu estava, como mulher, neste setor. Ele me fez entender que eu tinha que ser forte, mesmo quando a estrada estava cheia de armadilhas, porque inevitavelmente será. Ele me aconselhou a nunca esquecer meus valores. Ele é um homem de família e falou comigo como se eu fosse sua filha. Com ternura, respeito e consideração. Esta conversa deixou uma impressão em mim e ainda sigo seu conselho ao pé da letra. "

fonte: seneweb.com

Biden exibe sua diferença de Trump, libera declaração de imposto.

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O presidente democrata está renovando uma tradição interrompida por seu antecessor, que se recusou a cumprir esse exercício de transparência.
 
Joe e Jill Biden ganharam pouco mais de US $ 600.000 em 2020, de acordo com a declaração de impostos que eles divulgaram na segunda-feira, 17 de maio, continuando uma tradição interrompida por Donald Trump. Desde Richard Nixon, meio século atrás, os presidentes americanos publicaram esses documentos fiscais detalhando as fontes de renda e os impostos pagos, mas Donald Trump se recusou a cumprir esse exercício de transparência durante seu mandato. Em 2020, Joe Biden e sua esposa Jill, professora da universidade pública, relataram uma renda bruta de $ 607.336. Eles pagaram $ 157.414 em impostos federais, uma alíquota de 25,9%. Eles também pagaram $ 28.794 em impostos ao estado de Delaware, onde estão domiciliados.
 
A vice-presidente Kamala Harris e seu cônjuge Doug Emhoff, advogado, relataram uma renda mais substancial: $ 1.695.225 brutos, sobre os quais pagaram $ 621.893 em impostos federais, ou 36,7%. Eles também pagaram US $ 125.004 em impostos para o estado da Califórnia e Doug Emhoff, sozinho, pagou 56.997 em impostos para a capital federal Washington. Doug Emhoff, um proeminente advogado do entretenimento, tirou licença sem vencimento de seu gabinete quando Kamala Harris foi escolhida por Joe Biden como sua companheira de chapa.

As duas famílias no executivo americano veriam seus impostos aumentarem se Joe Biden conseguir levar adiante seu enorme plano de ajuda à família e de gastos com educação, que será financiado por um aumento de impostos para a maioria dos americanos.

 
De acordo com investigação do New York Times, que conseguiu obter documentos fiscais de Donald Trump, o ex-presidente republicano havia conseguido reduzir sua cobrança de impostos a zero em 11 dos 18 anos de registros obtidos pelo diário, e não 'pagos apenas $ 750 em 2016 e 2017.

fonte: seneweb.com

Líderes africanos procuram soluções para a dívida em Paris.

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O Presidente da França reúne-se hoje em Paris com líderes africanos para debater o relançamento do crescimento. A aposta é no envolvimento dos parceiros e na criação de um pacote de "apoio massivo" às economias.

De acordo com a Presidência francesa, "a cimeira pretende aprofundar duas linhas de ajuda: a criação de um pacote massivo de apoio para o continente africano, para superar o choque da pandemia e, por outro lado, lançar as base para um novo ciclo de crescimento que beneficiará os povos africanos, mas que pode ser também um motor de crescimento para toda a economia mundial".

A Cimeira sobre o Financiamento das Economias Africanas, promovida por Emmanuel Macron, acontece um dia depois de a França ter anunciado o perdão da dívida de mais de 4 mil milhões de euros ao Sudão.

E também surge na sequência da divulgação de um pedido de apoio dos líderes africanos, em 15 de abril de 2020, no Financial Times e no Jeune Afrique, afetados não só pelo impacto da pandemia na saúde, mas também na economia, que viu as debilidades já existentes agravadas pelas medidas de restrição necessárias para impedir a propagação do vírus.

Receio do risco de divergência entre ricos e pobres

Na iniciativa participam dezenas de presidentes de nações africanas, como os de Angola e Moçambique, líderes do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Africano de Desenvolvimento, Organização Mundial do Comércio, Banco Mundial, Organização das Nações Unidas, União Europeia e União Africana.

Apesar de o continente ter registado um número relativamente baixo de óbitos, cerca de 130 mil, o equivalente às mortes no Reino Unido, por exemplo, os responsáveis do Eliseu, salientam principalmente o efeito na economia e, consequentemente, na vida das pessoas, cujo rendimento 'per capita' só deverá voltar aos níveis anteriores à pandemia em 2023 ou 2024.

Frankreich Emmanuel Macron und Abdalla Hamdok

Emmanuel Macron, Presidente da França, e Abdalla Hamdok, primeiro ministro do Sudão

"Temos muito receio do risco de divergência entre as economias africanas, e entre estas e as economias desenvolvidas", afirmou um dos responsáveis, na linha da diretora executiva do FMI, quando disse recear que uma das consequências da pandemia, além do "grande confinamento", fosse "uma grande divergência" entre África e o resto do mundo em termos de relançamento do crescimento económico.

 Necessidades maiores que as ajudas

O continente já recebeu avultadas verbas para combater a pandemia e relançar o crescimento, mas as necessidades de financiamento são significativamente maiores do que as ajudas recebidas.

"O FMI estima que os países africanos tenham necessidades de financiamento equivalentes a 370 mil milhões de euros até 2025, daí a ideia de aumentar de forma massiva a ajuda de emergência a África", que sofreu o mesmo que os outros países, mas não tem os instrumentos financeiros que os países mais desenvolvidos colocaram à disposição das suas economias.

O Banco Central Europeu, por exemplo, disponibilizou 750 mil milhões de euros em estímulos à economia da região, enquanto os Estados Unidos da América aprovaram um pacote de ajuda no valor de 1,65 biliões de euros, o maior de sempre, o que contrasta com a fraca capacidade financeira dos países africanos.

O FMI vai emitir 550 mil milhões de euros em Direitos Especiais de Saque (DES), que serão depois distribuídos pelos membros em função das quotas, o que dará 28 mil milhões de euros para África, dos quais 19 mil milhões de euros estão reservados para a África subsaariana.

fonte: DW África

segunda-feira, 17 de maio de 2021

ANGOLA: Sipaios do regime transformam fruto da Eva em casa de Adão…

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O ambiente político está tenso, podre, raivoso, como nunca antes. A porcaria e podridão verbal substituíram a civilidade e urbanidade política, porque, num de repente, o MPLA, melhor, muitos dos dirigentes da sua “Geração 2017”, prefere baixar ao submundo fecal, principalmente, quando falhos de argumentos e retórica para vencer os adversários políticos.

Por William Tonet

Os ataques a Adalberto da Costa Júnior, a campanha demoníaca da comunicação social pública e privada instrumental, mostram o pavor que o seu oponente tem. É irracional não ter tempo de antena o líder da UNITA, mas terem os seus detractores, agenciados pela secreta partidocrata. Voluntária ou involuntariamente, isto denota receio do cabeça-de-lista do MPLA em confrontá-lo num debate pré-eleitoral.

Quando um partido prepara uma sala sumptuosa para quem diz ter baixos salários e em atraso, não custa perceber que se poderá estar na presença de agentes infiltrados de baixo quilate, face à desarticulada verborreia de, sendo trabalhadores dos armazéns, saberem que o chefe que trabalha na Maianga levou 400 milhões de Kwanzas para ir comprar uma MAÇÃ!

Vergonhosa comparação, que repugnaria Eva, que seguramente nunca aceitaria que a serpente deste politiqueiro perfurasse a sua, como fez Adão, no paraíso. Confundir maçã, com mansão, não é burrice, mas traição, não só do autor mas dos promotores deste teatro de fantoches.

Definitivamente, este MPLA precisa de higiene intelectual, porque está a banalizar a política e a instrumentalizar os tribunais, como o Supremo que, para agradar ao chefe “ordens superiores”, confisca as contas da UNITA, esta última no cifrão citado pelo fantoche: 400 milhões. Putrefacta justiça!

Os autodenominados mais iluminados, preparados para governar, não conseguem ver o óbvio: a incompetência de quatro décadas e meia. Ela grassa no seu interior, numa clara demonstração de analfabetismo do abecedário de gestão da administração pública, de tal monta que desconseguem contar, até hoje, as vassouras e baldes, para limpar a cidade capital (talvez precisem de mais 55 anos), onde vive o próprio presidente do MPLA e da República, não nominalmente eleito.

Nesta esquina cabe como uma luva o provérbio chinês: “Onde a água é poluída, o peixe morre; onde o governo é injusto, o povo se revolta. Uma nação sem justiça perece, mesmo que seja grande”.

Se a maioria da elite do MPLA continuar covarde, impávida e serena, sem aconselhar o seu presidente, face ao rumo desastroso do país, por causa das mordomias, não se poderá eximir de culpas no futuro, quando a insatisfação social invadir as avenidas.

É preciso agir, com consciência republicana e não raivosa, como a implantada, cegamente, contra os adversários internos, para os humilhar, como no caso do clã José Eduardo dos Santos, quando poderiam optar pela conciliação interna, para resolução dos grandes diferendos.

O Presidente da República não teve pejo para consolidar o seu poder e satisfazer os novos colonialistas, que vêm pela forma de investidores, atrelados no FMI (Fundo Monetário Internacional) de fazer o jogo ocidental, arremessando farpas abjectas, contra quem lhe entregou o poder de bandeja, evitando, inclusive que passasse no crivo eleitoral interno, onde as hipóteses poderiam ser mais difíceis ou diminutas.

Na antiga capital colonial: Lisboa, a decisão inamistosa de eleger Dos Santos (responsável de o MPLA ser o partido mais rico do mundo e os seus dirigentes em proprietários vorazes), como o maior gatuno, maior corrupto, maior marimbondo, foram pecados capitais. Em Angola, em África, na América Latina, Ásia e no Médio Oriente, quando isso acontece, o resultado é inverso e a desgraça acompanha o consulado do “humilhador”.

O descalabro económico e social do país, face ao emotivo erro primário, indicia como a permanente navegação, em águas turvas do MPLA, é perniciosa para a maioria dos angolanos. Quem é incompetente de se reconciliar internamente, não tem capacidade de reconciliar o país, face às semelhanças camaleónicas, que porta.

Se depois de terem confiscado toda a riqueza ilícita ou lícita do clã Dos Santos, prendido o filho varão, arrestado o património dos seus lugares tenentes: Kopelipa e Dino, uma pergunta não se cala, porque não melhora a situação, se afinal eles eram a causa da situação? É preciso reflectir e a desculpa esfarrapada de não se ter recuperado tudo, não colhe.

Hoje é revoltante ver ao que chegamos, com o alto índice de desemprego, para atender aos caprichos do FMI, que aumenta os impostos e a inflação, em prejuízo do empresariado angolano e beneficio dos investidores estrangeiros, que em três anos, dominam a economia nacional.

É revoltante ver como está o Kero e o Candando, não tanto pelo que já não têm de itens, mas pelo elevado número de trabalhadores que não tendo nada a ver com a corrupção e as birras entre JES e JLO, estão a votar as famílias à fome e à miséria.

É um crime ver a SONANGOL entregar à TOTAL, petrolífera francesa, para gestão e exploração as bombas de combustível, quando uma demissão da estatal, poderiam potenciar os empresários angolanos. Isso não é economia de mercado. É CRIME DE MERCADO, passível de procedimento criminal, por comprometer a própria independência material, ante a inépcia dos dirigentes defenderem uma independência imaterial.

A educação está mais elitizada, distante dos pobres e da qualidade requerida, num país que quer sair do subdesenvolvimento os professores não deveriam ter salários de miséria. Um empregado de limpeza, ganha mais do que um docente universitário, que tem uma avença mensal indigna, entre 50 a 60 mil, cifra que alimenta a mediocridade do ensino neste nível, porque se as instituições fingem que pagam, os professores fingem que ensinam.

Mas, o mais grave é haver um Executivo, que aplaude uma instituição, como a Escola Internacional, com uma propina trimestral de 5 milhões de kwanzas, quando o salário de um ministro não chega a 1 milhão, indiciando a manutenção da corrupção, estando repleta de filhos dos governantes. Num país sério, seriam alvo de procedimento criminal, esta e outras instituições do mesmo quilate especulativo, mas, infelizmente, Angola ainda não é, nem um país sério, nem Estado de direito e democrático.

Lutemos e unamo-nos, para construir, todos, na próxima aurora, uma terra de harmonia social, justiça e alternância política, distante da habitual fraude e batota eleitoral.

fonte: folha8

[Tribuna] Macron e África: O bom, o mau e o perigoso (Carlos Lopes).

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O executivo francês, que acolhe a cimeira sobre o financiamento das economias africanas no dia 18 de maio, está na vanguarda de uma mudança de discurso no continente. Mas sua abordagem ainda tem pontos cegos, diz o economista Carlos Lopes (Guiné-Bissau).

Não há dúvida de que Emmanuel Macron é enérgico em sua abordagem dos "fundamentos" da relação entre a França e suas ex-colônias africanas. Esta nova dinâmica, caracterizada pelo desejo de mudar certas práticas que marcaram a "Françafrique", exige, em particular, ir além do chamado recinto para abarcar todo o continente.

Os menos atentos serão dispensados ​​de se perderem, pois há tantas frentes abertas. Do debate sobre o retorno dos objetos de arte às trocas estruturadas com pensadores africanos “rebeldes”, da abertura de arquivos sobre temas sensíveis (como a morte de Thomas Sankara) à comissão de estudos sobre o genocídio Tutsi em Ruanda e em memória de a guerra da Argélia. Além disso, há o muro verde africano, a saúde, a revolução digital ou a reforma do franco CFA e, finalmente, o aumento do papel de Paris na luta contra o Jihadismo no Sahel ...

A esta longa lista junta-se a próxima cimeira dedicada ao financiamento dos países africanos, marcada para 18 de maio na capital francesa.

    Bom

A França está na vanguarda de uma mudança de discurso no continente. Isso se deve à sua insistência em que a África deve ser tratada como uma entidade geopolítica comum, levando em consideração sua diversidade.

    “O debate sobre a dívida soberana africana criou uma avenida para a França

A Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) enterrou assim a pregação da moda no país que consiste em dividir o continente em dois, entre a "África negra" e o Norte da África. A forma como Paris lida com os conflitos na Líbia e os recentes dilemas da sucessão no Chade demonstram uma compreensão da dinâmica intra-africana que é pragmática e - portanto - revigorante.

A liderança dos EUA sob a administração do presidente Trump encerrou quase todos os debates sobre bens públicos globais, deixando o campo aberto para outros participantes. A França aproveitou este espaço com entusiasmo.

A organização da Cimeira do Clima de Paris proporcionou uma boa plataforma inicial. Em seguida, a França se envolveu em questões multilaterais fundamentais, como impasses comerciais, a tributação de gigantes da tecnologia ou, mais recentemente, o questionamento do nacionalismo de vacinas.

A China e uma série de novos jogadores também estiveram presentes, mas o know-how comunicativo do presidente Macron frequentemente lhe permitia roubar o show.

O acirrado debate sobre como administrar a dívida soberana africana criou outra avenida para a França dentro do G7 e até mesmo do G20. Foi Paris quem primeiro propôs a revisão da abordagem atual, incluindo através da eliminação da dívida africana em vez de seu alívio e através do acesso imediato aos Direitos Especiais de Saque (SDRs) não utilizados do Fundo Monetário Internacional (FMI), a fim de fazer Economias africanas mais líquidas.

    "O Acordo Verde Europeu pode afetar negativamente a transformação da África

A pressão sobre os campeões franceses para reavaliar as oportunidades de investimento na África e a mobilização da diáspora para se envolver mais no empreendedorismo no continente também são louváveis; assim como o aumento nas alocações de ajuda ao desenvolvimento.

    O pior

Mas os velhos hábitos são difíceis de morrer. Embora o crescimento dos investimentos estrangeiros diretos (IED) franceses na África tenha sido notável nos últimos cinco anos (eles se multiplicaram por dez em valor entre 2000 e 2017, de acordo com o Tesouro), esse boom beneficiou muito pouco os setores do futuro .

A maior parte do IED permanece destinada a combustíveis fósseis (47% do estoque de IED francês na África em 2017) e ao comércio tradicional de matérias-primas.

Dentro da Organização Mundial do Comércio (OMC), a rodada de desenvolvimento de Doha está estagnada e a França, entre outros países, não está disposta a relançá-la.

Pior ainda, a implementação do "Acordo Verde" europeu pode ter um impacto negativo no processo de transformação estrutural em África.

O tom unilateral dos debates atuais sobre as novas regras para um comércio mais verde não é um bom presságio. Ele lembra aquele utilizado durante as negociações de anteriores Acordos de Parceria Econômica (APE) que levaram os africanos a aceitar, sob pressão da União Europeia (UE), condições que lhes eram desfavoráveis. Diante desse assunto furioso que, no entanto, será decisivo para a recuperação pós-Covid-19, a França vira o rosto.

Se a próxima cúpula sobre financiamento for qualificada por Emmanuel Macron de "N.

fonte: seneweb.com

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