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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Rússia: EUA/UE e suas 'sanções apavorantes'.

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EUA/EU e suas 'sanções apavorantes'. 20267.jpeg

EUA/EU e suas 'sanções apavorantes' "Ninguém espanta porco-espinho, só com bunda pelada."[provérbio russo] 

  • A China já criticou fortemente, oficialmente, todas as sanções; disse que não servem para nada. Outras seis cidades no leste da Ucrânia rebelaram-se. Dmitryi Olegovich Rogozin, Embaixador Extraordinário Plenipotenciário e vice-primeiro ministro da Rússia, encarregado da indústria da Defesa, declarou que a Rússia responderá palavras, com palavras; e ações, com ações. Por exemplo, disse que, se os EUA tentarem causar dano à indústria aeroespacial russa, os russos podem mandar astronautas, eles mesmos, para a Estação Espacial Internacional. Oleg Tsarev, uma das figuras políticas mais populares do leste da Ucrânia abandonou oficialmente a corrida presidencial; disse que sua participação é impossível. 

  • Mikhail Dokin, figura destacada do Partido das Regiões, e amigo próximo do prefeito de Carcóvia Gennadi Kermes - que sofreu atentado à bala e está em estado crítico num hospital israelense, declarou que também está pensando em desistir da candidatura à presidência. Pilotos russos informaram que o sinal de GPS sobre a Ucrânia parece ter sido degradado pelos EUA. Os EUA fizeram o mesmo na Líbia, e durante o massacre de 8/8/08 em Ossétia. Por sorte, a constelação de satélites GLONASS operam em plena capacidade (24) e já assumiram todas as frequências.

  •  O secretário de Estado dos EUA John Kerry: "Hoje, que a Rússia tenta mudar a paisagem de segurança da Europa do Leste e Central, temos de deixar absolutamente claro para o Kremlin, que o território da OTAN é inviolável e nós defenderemos cada polegada dele." Em Kiev, o Setor Direita e os maidanistas estão brigando entre eles.Turchinov admite que essa operação falhou: "Gostaria de dizer francamente que no momento as estruturas de segurança não conseguem retomar rapidamente sob seu controle a situação nas regiões de Donetsk e Luhansk. O pessoal de segurança encarregado da proteção dos cidadãos está sem apoio. Mais que isso, algumas dessas unidades ou ajudam ou cooperam com os terroristas. 

  • Nossa tarefa é, antes de tudo, deter a disseminação da ameaça terrorista para todas as regiões da Carcóvia e Odessa." Foi anunciado pelas autoridades militares na Rússia, que dois recém-chegados participarão do desfile do próximo dia 9/5, "Dia da Vitória", em Moscou: uma unidade da Spetsnaz, com os novos uniformes à prova de bala e rifles com silenciador; e uma unidade de Infantaria Naval da Frota do Mar Negro que levará a bandeira da República Russa da Crimeia. 

  • Pode-se facilmente imaginar a fúria dos attachés da OTAN, convidados para assistir ao desfile (como são sempre convidados, anualmente). Boris Nemtsov, ativista neoliberal pró-EUA cometeu suicídio político, ao mostrar-se na TV da Junta de Kiev, e comparar Putin a Stálin. Não que tenha grande coisa a perder, dado que seu partido "Parnas" não descola do 1-dígito, nas pesquisas eleitorais. Nemtsov, Khodorkovsky, Kasparov e Navalnyi e alguns outros, já são, absolutamente, cadáveres políticos. No mesmo programa da TV da Junta de Kiev no qual falou Nemtsov, Iurii Lutsenko, conhecido nacionalista ucraniano, declarou, com ares de máxima seriedade, que "o código genético do povo ucraniano dá aos ucranianos a habilidade de viver longe de mentiras, mas o código genético de filhos de Gengis Khan os faz desejar viver em mentira e disseminar a sífilis patriótica".

Esse comentário sobre a 'genética' soou particularmente cômico, porque Lutsenko estava sentado ao lado de um judeu (Nemtsov), em programa de TV cujo apresentador é judeu (Savik Shuster) e está co-organizando a conferência que convidou Nemtsov a Kiev com outro famoso judeu (Khodorkovsky).  Fico pensando por que esses judeus, que são usualmente super sensíveis a questões "genéticas", mantiveram-se calados e sorridentes enquanto um nacionalista neonazista afirmava, a sério, que os genes asiáticos dos russos os tornariam menos capazes de resistir a mentiras de uma suposta "raça" ucraniana.
  • EUA e União Europeia adotaram mais sanções simbólicas contra a Rússia, que só ajudam numa direção: convencer os russos de que o ocidente não pode tomar e não tomará qualquer medida punitiva significativa contra a Rússia. Os EUA estão noticiando entusiasticamente que as sanções estão fazendo a Rússia sangrar horrivelmente, por efeito de uma fuga de capitais. Há uma certa saída de capitais, mas é capital especulativo, que, como aconteceu em 08/08/08, está sendo sacado por plutocratas ocidentais, em movimento para ser 'noticiado'; e rapidamente o dinheiro voltará para a Rússia. Até aqui não se vê qualquer sinal de desinvestimento, pela simples razão de que os plutocratas ocidentais não têm interesse algum em sofrer as consequências desse movimento.
Talvez eu já tenha escrito sobre ele, mas há um excelente ditado russo sobre ameaças vazias: "Ninguém espanta porco-espinho, só com bunda pelada."
É precisamente o que EUA e UE tentam fazer agora: querem espantar a Rússia com sanções que ferirão muito mais EUA e UE, que a Rússia. E não só isso. 
A simples noção de que impedir 15 ou 30 pessoas de viajar à Eurozona por seis meses abalaria a alma de gente que resistiu por 900 dias contra o cerco de Leningrado pelas forças alemãs (e que passou fome, frio, sede, sob raids aéreos diários da Luftwaffe) é risível.


A boa notícia é que Turchinov já admitiu que perdeu Lugansk e Donetsk Oblast [província], e que agora lhe resta impedir que os mesmos eventos atinjam outras partes da Ucrânia como asregiões de Odessa e Carcóvia [mapaemhttp: // www.ukrainetravel.co / images / REGIONS / ukrain_region.59.jpg Minha sensação pessoal é que a Carcóvia também já foi. Mas Odessa pode ser mais complicada. E a situação em Dnepropetrovsk é ainda mais complexa.
O que pode acontecer é uma desintegração da Ucrânia, em duas etapas. Na primeira etapa, as regiões de Lugansk, Donetsk e Carcóvia separam-se e formam sua própria república independente. Na sequência, uma relativa calmaria, as futuras eleições presidenciais (assumindo-se que venham a acontecer), a questão das aposentadorias, os preços sobem e o fim, completo, do fornecimento de gás russo à Ucrânia. Então, ao longo do verão e início do outono, o resto da Ucrânia explodirá em protestos sociais, que empurrarão regiões como Odessa ou Zaporozhie a romper, enquanto os oligarcas e neonazistas combatem uns contra os outros pelo controle de Kiev.  

Como fator mais poderoso, que afetará o processo de desintegração da Ucrânia, haverá o boom econômico da Crimeia. Se, ano passado, os ucranianos comparavam a prosperidade econômica dos russos e dos cidadãos da União Europeia, esse ano eles compararão a situação econômica na Ucrânia-da-Junta (que chamo de "Banderastão")  e a da Crimeia.
Quanto à República Popular de Donetsk, terá de se integrar á Rússia, mais cedo ou mais tarde, nem que seja por razões de segurança.
Daí que só reste rir, da mais recente ejaculação de conversa fiada, de Kerry. O que, exatamente, significa(ria) "nós temos de deixar absolutamente claro para o Kremlin, que o território da OTAN é inviolável e que defenderemos cada palmo dele"?! 
Será que Kerry acredita seriamente que alguém - qualquer pessoa, mas muito menos, ainda, os russos - acreditaria que os tanques russos estejam prestes a atacar a OTAN? E ainda falta(ria) explicar como, exatamente, a OTAN planeja lutar contra a Rússia, se a Rússia 'já ocupou os Estados Bálticos' (que a Rússia não quer e dos quais a Rússia não precisa)... 
Kerry está-se convertendo em bufão ridículo em tempo integral, que faz Hillary parecer racional.
Uma última coisa: Tenho ouvido que quase 70% dos norte-americanos não estão felizes com Obama nem com o modo como Obama está administrando a crise ucraniana; enquanto a popularidade de Putin não baixa dos 80% de aprovação.
Pode-se concluir que o povo russo e o povo dos EUA têm pontos de vista bem semelhantes. Azar, mesmo, da plutocracia parasitária que pôs no poder uma não entidade do quilate de Obama.
[assina] The Saker
# pravda.ru


Kerry termina visita a Angola com elogios a parceiro “muito importante”.

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O secretário de Estado dos EUA esteve reunido com o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, com quem debateu O papel de Angola na África Central. Fora da agenda de John Kerry ficou o movimento revolucionário.


O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, terminou esta segunda-feira (05.05) uma visita oficial de dois dias a Angola. Em Luanda, afirmou que o país é um parceiro "muito importante" para os Estados Unidos e elogiou Angola na “liderança e participação” nos esforços do continente para por fim aos conflitos em África.
As declarações foram feitas já depois de se ter reunido com o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, com quem debateu o reforço das relações bilaterais e o papel de Angola na África Central.
O papel de Angola na presidência rotativa da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos nos próximos dois anos e os interesses dos Estados Unidos no país são a principal razão que levam John Kerry a tecer amplos elogios a Angola na sua visita ao país.
“Um tema importante é a questão dos Grandes Lagos. Essa é a grande novidade”, afirma Paulo Gorjão, investigador do Instituto Português de Relações Internacionais e Segurança (IPRIS), que salienta o papel do país na região e lembra os “muitos elogios” que Angola tem recebido.
“Na República Democrática do Congo é conhecida há muitos anos o papel influente que Angola tem. E ligaria esta questão à própria candidatura de Angola a um dos lugares não permanentes do Conselho de Segurança da ONU”, para o biénio de 2015-2016, acrescenta o investigador.
“E Angola terá seguramente uma palavra a dizer nessa altura em matérias que dizem respeito a África”, defende Paulo Gorjão, lembrando que estes temas não desaparecerão da agenda até ao final deste ano.

Interesses económicos em foco

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, com o seu homólogo angolano, Georges Chikoti
Por outro lado, os interesses económicos bilaterais terão levado o líder norte-americano a viajar até Luanda para terminar a visita que o levou também à Etiópia, República Democrática do Congo e Sudão do Sul.
“Angola sempre teve em empresas norte-americanas parceiros, mesmo quando as relações entre o MPLA [Movimento Popular de Libertação de Angola] e os Estados Unidos eram inexistentes ou más”, lembra Paulo Gorjão.
Segundo o analista, nos últimos dez aos, as relações entre os dois países deram “um salto enorme do ponto de vista qualitativo” e essa é uma realidade que veio para ficar. “Durante muito tempo, essas relações económicas centraram-se muito na componente energética. Os Estados Unidos são um importador importante do petróleo angolano e essa realidade continuará, apesar de a própria realidade energética norte-americana estar a mudar”, observa.
Mas há ainda outros interesses. “Eventualmente poderá haver vendas de um ou dois aviões, eventualmente da Boeing a Angola. John Kerry traz um pacote financeiro para suportar o aprofundamento das relações bilaterais entre os dois países”, revela o investigador.

Direitos humanos não são prioridade
Apesar das críticas da Human Rights Watch, que apelou ao secretário de Estado norte-americano John Kerry para se preocupar com a "violação de direitos humanos", o líder norte-americano pouco se centrou na questão.
Segundo Paulo Gorjão, a questão não é olhada pelos Estados Unidos como uma prioridade. “Os países ocidentais têm por regra, uma opinião relativamente crítica – ou pelo menos um pouco crítica - relativamente a alguns aspectos de Angola na questão dos direitos humanos, mas o que é um facto é que, nomeadamente na Comissão de Direitos Humanos, Angola não é um recorrente violador de direitos humanos. E, portanto, essa questão tem sempre mais empolamento na sociedade civil e nos media do que propriamente no plano político”, explica.
O secretário de Estado norte-americano defendeu ainda que Angola está empenhada em melhorar o nível de vida dos angolanos. Algo que o investigador do IPRIS defende que é visível nos “investimentos maciços na área das infraestruturas um pouco por todo o Estado angolano”.
Desse ponto de vista, defende, parece “indiscutível que há desde o final da guerra civil há uma vontade de melhorar as condições, de fazer investimentos na área das infraestruturas. Por outro lado, explica, “evidentemente que esta realidade convive com uma realidade em que Angola tem elevados níveis de corrupção, com muito ainda para fazer, com queixas de natureza diversa”, explica.
Na visita a Luanda, o secretário de Estado norte-americano John Kerry salientou que o objetivo dos Estados Unidos não se circunscrevem aos negócios, mas também à construção de uma parceria para o futuro com o país e continente.
O político frisou que África é um continente em mudança, já que oito das dez economias que mais crescem no mundo estão neste continente.
“Vozes descontentes” fora da agenda

Pedrowski Teca (esq.), membro do "Movimento Revolucionário de Angola"
Após a sua chegada a Luanda, John Kerry manteve encontros com a comunidade empresarial norte-americana em Angola. Esteve reunido com seu homólogo angolano, Georges Chikoti, e com o ministro das Finanças, Armando Manuel. Foi também recebido pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.
Quem não teve oportunidade de falar com o chefe da diplomacia norte-americana foram os jovens membros do denominado movimento revolucionário.
Teca Pedrowski, um dos membros do movimento, contou à DW África que contactaram a Embaixada norte-americana para tentar marcar uma audiência com John Kerr, mas a resposta foi não, porque o secretário de Estado já tinha uma “agenda apertada”. “Isso demonstra que não há abertura, não há oportunidades para as vozes descontentes”, lamenta Teca Pedrowski.
Esta visita de Kerry enquadra-se numa ofensiva diplomática do executivo angolano. Recorde-se que na semana passada o chefe de Estado de Angola foi recebido em França, ao mais alto nível, assim como no Vaticano. Teca Pedrowski lamenta que as relações políticas se orientem cada vez mais por interesses económicos. Os Estados Unidos não constituem exceção.
“A história, desde a independência de Angola, em 1975, é sempre de interesses, económicos principalmente, não importando a situação dos direitos humanos, a transparência e a boa governação”, critica.
Liberdade reprimida
Várias organizações de defesa dos direitos humanos apelaram a Kerry no sentido de abordar em Angola problemas como a repressão da liberdade no país. Teca Pedrowski, porém, registou os apelos com algum ceticismo.

Interesses económicos bilaterais marcaram visita de John Kerry a Angola
“Acredito que possa tocar em alguns assuntos, mas são assuntos leves como a exigência de mais transparência, principalmente nas empresas petrolíferas, que devem divulgar os pagamentos feitos e as transacções económicas”, afirma o jovem revolucionário.
Por outro lado, duvida que John Kerry tenha abordado “o que é mais importante neste momento, que é tocar na longevidade no poder de José Eduardo dos Santos, que é um factor de corrupção no país e de má governação.”
No passado sábado (03.05) vários jovens foram temporariamente detidos pela polícia quando tentavam participar, na Praça da Independência, em Luanda, numa manifestação a favor da liberdade de imprensa. O problema foi no entanto rapidamente resolvido antes da chegada do secretário de Estado norte-americano.

# DW.DE



Espanha; O futebolista senegalês Pape Diop respondeu a crise de racismo com dança.

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Le milieu de terrain sénégalais de Levante, Pape Diop (c).
O meio-campista, o senegalês, Pape Diop (c). © DR

Poucos dias após o caso do jogador Daniel Alves, um novo ato de racismo marcou o campeonato de futebol espanhol de domingo. Desta vez, foi o senegalês Pape Diop, que foi alvo de gritos de macaco. Ao qual ele respondeu ... com dança. 
Uma semana após atirarem uma banana no brasileiro Daniel Alves - que havia respondido comendo a banana, atraindo uma onda de apoio internacional - um novo incidente racista no domingo, 4 de maio manchou a imagem do futebol espanhol. Pape Diop, meio campo senegalês de Levante, foi vaiado com gritos de macaco por fãs do Atlético de Madrid. Ele respondeu esboçando alguns passos de dança. 


"Isso me afetou muito, reagiu Diop após o jogo. Que eu estava indo para marcar um canto e uma parte dos adeptos do Atlético começou a gritar macaco. Para neutralizar o caso, comecei a dançar, mas eu não insultei ninguém. Eu acho que é uma falta de respeito que ocorre em todos os campos, é uma provocação. Eu não sei se você pode chamar isso de racismo, mas devem para com os gritos de macaco. "

" Por 11 anos, é a mesma coisa "
Uma semana antes, com Daniel Alves disseram isso: " faz 11 anos que eu estou na Espanha, por 11 anos e é a mesma. " Longe da onda de indignação mundial sobre o incidente envolvendo o jogador brasileiro do FC Barcelona, o episódio, segundo Diop, à imprensa espanhola pouco fez para reagir  nesta segunda-feira. " A pequena dança de Diop, para os fãs do Atlético foi muito" até escreveu o El Mundo Deportivo, admitindo, por sua vez que " ... as presumíveis crises de racismo também... como não importa qualquer outro insulto. "
A filmagem do incidente mostrou vários fãs gesticulando cara de macaco para o meio-campista. Na primeira, o gesto de Diop, enquanto o " Atleti " perdeu por 2-0 e queimou um curinga na corrida pelo título, essa dança foi vista como uma provocação por parte de alguns jogadores de Madrid e a partida terminou com um abandono mais cedo de campo. Após a partida, uma delegação de jogadores do Atlético, no entanto, veio ao vestiário para se desculpar com a comunidade senegalesa.

Veja o vídeo: AQUI.

#( Com AFP)



Novo governo da Guiné-Bissau será formado até ao mês de Junho - Ramos-Horta.

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Valença - O representante das Nações Unidas na Guiné-Bissau, José Ramos-Horta, disse sábado que o novo governo guineense deverá estar formado até Junho, mês que "será histórico" para aquele país africano de língua oficial portuguesa.


"Se tinha alguma dúvida há seis meses, depois de muito diálogo, intensos contactos com todos os actores políticos e militares, estou convencido que em Junho teremos governo na Guiné-Bissau", afirmou hoje Ramos-Horta, de visita a Portugal.
Em causa está o resultado das eleições guineenses de 13 de Abril, que deram a maioria absoluta ao Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), liderado por Domingos Simões Pereira, para formar governo dois anos depois de um golpe de Estado.
O representante das Nações Unidas defende a necessidade de "compreensão" para com o primeiro-ministro eleito, dando-lhe "tempo" e "sem pressão de ninguém", para que possa constituir "o melhor governo" para o país.
O ex-primeiro-ministro timorense falava à margem da homenagem que lhe foi feita sábado pela Câmara de Valença, no norte de Portugal, recebendo a medalha do município pelo seu passado político e pela defesa da paz e reconciliação em Timor-Leste.
Além desta homenagem, Ramos-Horta reuniu-se naquela cidade com o secretário de Estado dosNegócios Estrangeiros e da Cooperação, Luís Campos Ferreira, apelando à intervenção da diplomacia portuguesa junto da comunidade internacional para desbloquear um apoio financeiro de "emergência" ao novo governo a formar por Domingos Simões Pereira.
"Há mecanismos de apoio previstos pela União Europeia para o próximo ano, mas o povo guineense não pode esperar até 2015. Precisamos de apoio de Junho até Dezembro deste ano. São algumas dezenas de milhões de dólares necessários para os próximos seis meses", explicou o representante das Nações Unidas.
Além do pagamento de salários a funcionários públicos, a aquisição de medicamentos, de equipamentos de saúde ou a importação de alimentos são áreas prioritárias, disse ainda.
"O povo guineense fez a sua parte, comportou-se (nas eleições) com exemplaridade, com grande civilidade, regressámos à ordem constitucional. Agora cabe à comunidade internacional cumprir com as suas promessas e obrigações, morais e éticas", apontou Ramos-Horta.
# portalangop



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