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terça-feira, 31 de maio de 2011

Missão empresarial caboverdiana chega hoje a Guiné Bissau.

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Foto: Ilustração 

Segundo nota da instituição, a ida dos empresários cabo-verdianos acontece devido à “nova imagem de governação e, em particular, à diplomacia económica lançada pela CCIAS junto da sua congénere de Cabo Verde”, do Grupo de Sotavento e Barlavento.

Uma missão empresarial cabo-verdiana estará em Bissau entre hoje (31) e sábado para estabelecer parcerias com empresários guineenses, de acordo com a Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços (CCIAS) da Guiné-Bissau.
Segundo nota da instituição, a ida dos empresários cabo-verdianos acontece devido à “nova imagem de governação e, em particular, à diplomacia económica lançada pela CCIAS junto da sua congénere de Cabo Verde”, do Grupo de Sotavento e Barlavento.
O documento acrescenta que os empresários estão interessados em investir em atividades económicas do setores da produção e importação de produtos, produção e comercialização de rações para animais, vidros, madeira e derivados.
A construção civil, tecnologias de informação e comunicações e o imobiliário são outros do setores de interesse para os empresários cabo-verdianos.


fonte:  REDAÇÃO TCV

ENTREVISTA: Se não estiver unida, a África vai desaparecer.

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O Presidente desde 2010 da Junior Chamber International, JCI e TI Expert, nascido em Camarões, Roland Kwemain é da opinião de que o continente Africano vai perder do mundo, se ele não tiver união. Após ter participado no recente Fórum Pan-Africano para a Paz e Desenvolvimento, em Lomé, Togo, apelidado PAXAFRICANA, Kwemain é do ponto de vista que a unidade Africana deve ser gerada a partir da base.

Ele observou que o maior desafio da África é a ausência de homens e mulheres com visão. Nesta entrevista exclusiva com africanews.com, acrescentou que a unidade Africana não pode vir de cima.

Qual a sua opinião sobreo Fórum Pan-Africano para a Paz e Desenvolvimento?
Kwemain: O Fórum Pan-Africano para a Paz e Desenvolvimento foi batizado PAXAFRICANA. Esta é uma fundação presidida por Edem Kodjo, o ex-secretário da OUA e do ex-primeiro-ministro togolês. O principal objetivo do PAXAFRICANA é trabalhar para a paz e o desenvolvimento em África, através de redes com os ex-presidentes Africano, de primeiros-ministros, ministros dos Negócios Estrangeiros e ex-dirigentes das instituições internacionais para atingir um Renascimento Africano. O tema do simpósio internacional, realizada em Lomé, Togo de 17-19 maio foi: a integração como um meio para renascimento Africano. Três ex-chefe dos Estados; Olusegun Obasanjo, da Nigéria, do Gana, Jerry Rawlings, e Thabo Mbeki da África do Sul e um presidente eleito, Faure Nyasingbe de Togo estavam entre algumas das melhores mentes do continente Africano que participaram do simpósio. Estas pessoas vieram do fundo de ciência e tecnologia, pesquisa, ciências humanas, liderança, diplomacia internacional e magnatas, repensar cinqüenta anos do Renascimento Africano após a independência. Os participantes procuraram em suas mentes sobre como alcançar o renascimento tão necessário em África.

É a paz e o desenvolvimento as questões preocupantes na África hoje, depois de cinquenta anos de independência?

Kwemain: Se há uma parte do mundo com um grande desafio em termos de paz, peço desculpa, é a África. Nós somos o número um em termos de conflitos em todo o mundo, incluindo os conflitos internos e externos. No caso do desenvolvimento, são muito ricos em termos de recursos, mas em termos de desenvolvimento, a África é rejeito o mundo.

O que o fórum sugere como uma solução para os muitos problemas que assolam o continente Africano?

Kwemain: Chegamos à conclusão de que, os cinquenta e três países Africanos só podem alcançar o desenvolvimento que vemos em outras partes do mundo, se estamos unidos como um só povo. A solução está a ser unir africanos como um povo. Ainda estamos voltados para a visão de Nkwame Nkrumah, que ele propôs em 1960. Temos de estar unidos. E isso deve vir da base.

Hoje, vemos um líder Africano que tem vindo a promover a unidade Africana, o financiamento da UA, mas o mundo persegue-o e no resto da África não há uma tomada de posição sobre o assunto. Onde está a unidade, então?

Kwemain: Eu concordo totalmente com você. Você pode ver agora que a África como um continente não é unida. Nós temos que voltar atrás e fazer nosso dever de casa. O sonho de Renascimento Africano deve vir com uma visão. Um dos maiores desafios no continente Africano é a ausência de visão. Na maioria das vezes não temos a visão do que queremos fazer. Até a Bíblia diz que os homens sem visão perecerão. Nós não entendemos que existem muitas coisas que podemos começar, sem necessariamente estarmos ansiosos para ver o fim ou apreciá-lo. Nós não temos grandes homens e mulheres de visão. Eu acredito em renascimento Africano, mas eu não pude vê-lo. Levaram-se muitos anos para que a União Europeia chegou a se concretizar. Tudo começou com cerca de cinco países. Um dos maiores erros da UA é que é uma associação de chefes de Estado. Eles poderiam ter começado a partir de um modesto dois, três, quatro ou cinco. Eu tenho um problema com o fato de que todos os países Africanos começaram como membro da OUA e agora UA. Deve vir da vontade dos dirigentes, que querem estar unidos e, posteriormente, vir junto. Ele não pode ser automaticamente cinquenta e três países Africano. Não é possível. A UE começou progressivamente, passando de um estágio a outro.

Mesmo com algumas das melhores mentes que temos hoje na África, deve ainda voltar para a base e começar tudo de novo?

Kwemain: Nós temos que começar tudo de novo. A fundação foi errada. Começamos a construir uma casa com uma base errada. É por isso que somos obrigados a entrar em colapso.

Como a África de hoje pode fazer sua voz ser ouvida no mundo no cenário global muito competitivo?

Kwemain: As mudanças que estamos observando hoje, na África, as atividades dos jovens, as pessoas não contentes com a liderança é uma oportunidade para o renascimento para ganhar terreno. Temos que usar os meios de comunicação social. As fronteiras criadas pelos colonizadores e mantido pelos nossos líderes, entrará em colapso se não houver pressão da população. Antes do incidente da Tunísia, país que visitei duas vezes como o Presidente Mundial da JCI 2010 e em 2009, eu estava lá para o Congresso Mundial da JCI. Se eu tivesse dito que dois meses depois o sistema entraria em colapso, ninguém acreditaria. Mas a partir de minhas conversas com tunisinos, eu deduzi que eles não estavam satisfeitos com a qualidade de sua liderança. Como é que está o sistema hoje em dia? Meu sonho e esperança é que a unidade que estamos procurando deve vir da base. Olhe o que aconteceu na Costa do Marfim. Tenho vindo a discutir com os jovens e o debate não é só no nível superior, é na base. Todo mundo tem opinião dele ou dela.

Estas opiniões não são aqueles dos líderes. Portanto, algo está acontecendo. Estou esperançoso. Com os meios de comunicação social, novas tecnologias, as coisas estão mudando muito rápidamente. Então, minha opinião é que se não houver união, não podemos ir a qualquer lugar. Devemos começar a espalhar a notícia através de nossos websites, facebooks, twitters e muito mais. Uma das apresentações focadas no lugar da África há dois mil anos, antes da vinda de Jesus Cristo. Matemática, Química, a maioria das ciências foram feitas na África. No Egito, tivemos faraós negros, Jesus Cristo foi para o Egito, Moisés estava no Egito. África tem sido um grande continente, mil anos atrás. É muito importante para nós saber parte da história africana. Devíamos começar por conhecer a nossa história. Como muitos jovens conhecem a história dos Camarões? Nós não sabemos quais as pessoas que lutaram pela nossa independência e, quando não sabemos, nós sentimos que não temos uma história, que não é verdade. África tem tido grandes homens e mulheres na história da humanidade. É lamentável, o que vemos hoje. A partir de nossas escolas primárias, devemos começar comemorando nossos heróis. Nós permitimos que o mundo ocidental escrevesse os livros de história africana e de suas próprias perspectivas.

Eu não quero colocar culpa no mundo ocidental. Devemos parar de culpar e reclamar. Se fôssemos unidos, o que viria para matar Kadhafi? E ninguém se levanta contra ele. Isso é o que acontece a uma casa que está dividida. Temos que voltar à prancheta de desenho e que poderia ser um projeto de uma centena de anos. Olhe para a história dos EUA, na China. Deve levar algum tempo. A Unidade Africana não pode vir de cima. Eles falharam conosco. Ela só pode vir da base. Unidade a partir da base será mais forte do que a unidade de cinqüenta e três líderes Africanos. Essa foi uma das resoluções do Simpósio.

Depois de tudo bem na conversa de Lome, Togo, resoluções não terão o fim nas gavetas como os casos anteriores foram?

Kwemain: Todo mundo ficou comprometido. Quando você olha para o calibre dos participantes, não estou certo de que veio a perder o seu tempo em Lomé. A maioria deles estão no final de suas vidas, como pessoas acima de setenta anos. Edem Kodjo tem 74 anos hoje. Nesta idade se você não é verdadeiro para si mesmo, quando você vai ser? Houve também uma mistura de a geração de novos e velhos no simpósio, com pessoas próximas, como Alain Foka, de Camarões e jornalista da RFI, Claude Grunitsky, co-fundador da Trace TV, ele é inferior a quarenta anos e é um togolês, o filho de Marcus Garvey chamado Júlio Garvey estava lá e muitas outras mentes multiplas de África, que estão com menos de cinquenta anos e estavam lá. Eles querem fazer avançar a agenda do renascimento Africano. Assim, as pessoas deixaram Lomé com as seguintes questões pertinentes em mente, os nossos governos devem ser apoiados na busca para o renascimento Africano, certificando-se que não deve haver nenhum visto para os africanos que viajam dentro da África.

Deve haver integração e livre circulação de pessoas. Por que um camaronês tem que ter um visto para o Gabão, África do Sul? Esta é uma decisão política. Quando as pessoas se movem em torno do continente, vamos ver o impacto econômico positivo e de negócios. Vemos os exemplos de empresas Africanas indígenas que estão fazendo grande em todo o continente; ECOBANK, após 20 anos de operações em 30 países Africanos, executado por um togolês e um nigeriano. Há MTN. Estas são as empresas Africanas, de propriedade de africanos. Estes são exemplos que dão esperança de que podemos chegar juntos, como empresários e mulheres. Se não estamos unidos, a África vai desaparecer, que não é o nosso sonho.

  Obs.: O texto sofreu correções em virtude da tradução simultânea do inglês para o português não casar os termos nas expressões convenientemente. Samuel.
 Fonte: Africanews

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Da Irlanda Até Polônia: Resultados da Turnê Europeia do Presidente Norte-Americano.

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Uns renomados cientistas políticos da Rússia responderam às perguntas feitas pela nossa emissora relativamente aos resultados da visita de 6 dias realizada pelo presidente dos Estados Unidos a vários países europeus, da Irlanda até a Polônia.
Perguntamos a Serguei Karaganov, presidente do Conselho de Política Externa e Militar da Rússia, qual é, em sua opinião, o significado principal da viagem europeia de Barack Obama.
Ele saiu-se bem para não ser criticado, especialmente por ter, na realidade, abandonado a Europa ao não se ter apresentado, inclusive, na recente cúpula Estados Unidos/União Europeia.
Durante a visita, naturalmente, Barack Obama disse tudo quanto devia ter dito, e de uma forma muito acurada e elegante – observou Serguei Karaganov. – Barack Obama manteve conferências amistosas com os mais altos dirigentes de vários países, nas quais visou também seu próprio interesse político. É o que se pode dizer, sobretudo, das suas viagens para a Irlanda e a Polônia. Acontece que as comunidades irlandesa e polonesa dos Estados Unidos possuem uma forte influência sobre a vida política nacional. Portanto, Barack Obama pretende granjear a simpatia dessas comunidades na preparação para as próximas eleições presidenciais. Quanto à turnê pela Europa acabada de terminar, Barack Obama encorajou os Europeus repetindo que os vínculos entre os Estados Unidos e a União Europeia, tanto os tradicionais como os novos, são extremamente importantes para Washington. Entretanto, entre as principais prioridades dos Estados Unidos já se situam várias outras regiões e países, tais como, por xemplo, a China, o Paquistão, a Índia, o Próximo Oriente e também a Rússia até certo ponto.
Quando no início de sua presidência Barack Obama anunciou uma política de reinicialização das relações entre os Estados Unidos e a Rússia e declarou não haver mais necessidade de instalar no território da Polônia uma base estadunidense de defesa antimíssil estratégica, a maioria dos Poloneses acolheu negativamente aquela notícia. Que foi que mudou desde então? – perguntamos a Fiodor Lukianov, redator-chefe da revista “Rússia Dentro da Política Global”.
A Polônia ficou extremamente vulnerada com o fato de ter Barack Obama cancelado os entendimentos já assinados prevendo estacionamento de uns antimísseis americanos nesse país – confirmou Fiodor Lukianov. – Portanto, era agora importante para o presidente dos Estados Unidos provar que a Polônia não havia sido marginada nesses planos. Entretanto, não foram revelados muitos detalhes concretos. Acho que os planos dos Estados Unidos pressupõem, em todo caso, que a preferência recairá, no fim de contas, na Europa Meridional. Porém, é minha opinião pessoal – disse Fiodor Lukianov. – E foram pronunciadas em Varsóvia umas palavras muito importantes, ou seja, que a reinicialização das relações entre os Estados Unidos e a Rússia aproveita não somente aos dois Estados, como também ao mundo inteiro.
Acha que foi suficientemente profunda a discussão da problemática da segurança internacional durante a visita do presidente dos Estados Unidos à Europa? Fizemos esta pergunta a Dmitri Danilov, especialista sênior do Instituto de Estudos Europeus junto à Academia de Ciências da Rússia.
Evidentemente que durante a turnê europeia de Barack Obama foi um tema fundamental – respondeu Dmitri Danilov. – Os presentes na cúpula do “Grupo dos Oito” analisaram em suas sessões o problema da segurança nuclear. Porém, muitos observadores sustentam que foram de longe mais importantes os encontros bilaterais de Barack Obama com os dirigentes de outros países, designadamente com o presidente russo. Ele e Dmitri Medvedev trocaram opiniões sobre o planejado sistema de defesa antimíssil, mas, infelizmente, aí não se vislumbra, hoje como ontem, uma aproximação entre as posições dos dois lados. Porém, o tom dos debates não foi brusco, talvez, tendo em vista o encontro dos ministros da Defesa dos países da OTAN e Rússia, marcado para 9 de junho. A propósito, depois da cúpula em Deauville, Barack Obama abordou novamente o tema da defesa antimíssil, mas agora já em Varsóvia, durante os contatos com os dirigentes poloneses. Sublinhou que a aproximação entre os Estados Unidos e a Rússia não vai prejudicar os interesses dos aliados norte-americanos, sobretudo na Europa Central e Europa Oriental. Como se sabe, a Rússia preconiza construção de um sistema estratégico de defesa antimíssil comum. É uma condição importante para criação de uma atmosfera de confiança mútua, predizibilidade e transparência na área político-militar. Acho que isso interessa não somente aos russos.
Acabam de ouvir opiniões de vários politólogos russos que comentaram os resultados da visita do presidente dos Estados Unidos à Europa.

Fonte:Vozdarússia


Resultados do Encontro do “Grupo dos Oito”: da Líbia Até Átomo Civil.

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foto: EPA
 Na semana passada, uma cidade francesa pequena na costa do canal da Mancha foi durante dois dias a capital política não oficial do mundo. Os mais altos dirigentes dos oito países mais desenvolvidos e influentes reuniram-se em Deauville para analisar os problemas mais prementes da atualidade. Um dos resultados mais importantes da cúpula do “Grupo dos Oito” consiste em que o regime de Muamar Kadafi foi proclamado ilegítimo por unanimidade. Nessa situação bastante complicada, o Ocidente espera que a Rússia intervenha como mediador.
A declaração final emitida pelos presentes no encontro do G8 ocupa vinte e cinco páginas. Este ano, uma atenção especial foi dedicada aos países árabes. O “Grupo dos Oito” apóia as mudanças políticas e democráticas no Extremo Oriente e na África Setentrional. E não somente apóia verbalmente, como também promete ajuda política e financeira a essas regiões. Bancos internacionais estão prestes a liberar 20 bilhões de dólares ao Egito e à Tunísia.
O ponto mais problemático no mapa da África Setentrional continua sendo a Lívia. A Rússia poderia desempenhar um papel importante no solucionamento desse conflito, posto que mantêm estreitos contatos com o Governo de Kadafi e com os insurretos. Na coletiva de imprensa final da cúpula, o presidente Dmitri Medvedev aproveitou para formular novamente a posição de Moscou. Disse:
A Rússia sempre advogou a necessidade de uma solução pacífica. Fomos visitados por uns representantes das forças novas de Benghazi e também nos consultamos com uma equipe política de Trípoli. Quanto mais rapidamente acabar a operação militar, tanto melhor para todos os que vivem na Líbia. Estamos interessados em que a Líbia continue como um Estado independente, livre e soberano capaz de defender seus interesses no cenário internacional.
Os presentes na cúpula examinaram também a situação na Síria. Os oito países ameaçaram adotar uma série de medidas se o Governo desse país não lançar umas reformas democráticas. Todavia, o documento não diz uma palavras sobre umas decisões concretas contra Damasco. O fato é um mérito da diplomacia russa – disse em coletiva de imprensa o vice-chanceler Serghei Riabkov. A Rússia não é adepta de sanções; portanto, insistiu em sua visão de que a situação na Síria difere absolutamente da criada na Líbia. Damasco, que está orientada para reformas, poderá solucionar os problemas internos se prosseguir nessa vida. Nada legitima encaminhar solucionamento da questão da Síria para o Conselho de Segurança.
Um outro tema importante foi a segurança nuclear. Todos os presentes no encontro são unânimes em que convém escolher mais criteriosamente os locais para construção de usinas nucleares e alcançar um melhor grau de defesa contra acidentes tecnológicos e naturais – frisou Dmitri Medvedev. Disse mais adiante:
Todos os colegas disseram que o acidente na usina japonesa “Fukushima 1” foi uma provação muito dura, uma situação muito dramática. Todavia, ninguém pôde indicar uma alternativa para a energia atômica. Porque os hidrocarbonetos, isto é, o petróleo e o gás, já são usados muito, sendo sempre alvo de críticas por serem muito caros. Sim, tecnologias “verdes” são ótimas, mas até o momento só podem satisfazer um pequeno grupo de países.
Existe, entretanto, mais uma questão em suspenso. É o programa nuclear iraniano. O “Grupo dos Oito” mostrou-se seriamente preocupado com o fato de estar Teerão ignorando as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e as reivindicações da Organização Internacional de Energia Atômica. Não há quem conteste o direito de cada país a ter uma indústria nuclear para fins civis, mas esta há de assentar em umas determinadas obrigações. Porém, como constataram os dirigentes do G8, estas são são cumpridas pelo Irã.
Houve também uns entendimentos não constando do texto da declaração final que para a Rússia se afiguram não menos importantes. Dmitri Medvedev e Nicolas Sarkozy combinaram plenamente as condições do contrato para compra de uns porta-helicópteros “Mistral”. Moscou vai comprar quatro, dos quais os primeiros dois serão construídos na França e os demais, em estaleiros russos. Falou-se também sobre o terrorismo como sendo uma ameaça real. Há ainda 10 ou 12 anos, o Ocidente não dava ouvidos ao problema do terrorismo no Cáucaso Setentrional. Agora, porém, os Estados Unidos estão preparados para pagar cinco milhões de dólares pela informação sobre o paradeiro de Doku Umarov. Tanto a Rússia como os Estados Unidos estão certos de que a ameaça principal parte da “Al-Qaeda”. Urge derrotar essa organização. O terrorismo internacional só pode ser combatido em comum.
“Opção Renovada a Favor da Liberdade e Democracia”: assim foi intitulada a declaração final da cúpula realizada sob a divisa “Mundo Novo, Ideias Novas”.

Fonte: Vozdarussia.

sábado, 28 de maio de 2011

Unicef e Japão distribuem livros escolares para crianças da Guiné-Bissau.

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Projeto do Unicef, em parceria com o governo japonês, distribui livros escolares para 300 mil crianças na Guiné-Bissau.  Da Redação, com Rádio ONU.

Bissau - Miraide Bassam e Floriano Cherno nunca tiveram livros. Na região de Quinara, na Guiné-Bissau, onde vivem, é comum as crianças terem pouco ou nenhum contato com qualquer tipo de material didático.

Por meio de um projeto do Fundo das Nações Unidas para Infância, Unicef, em parceria com o governo do Japão, 300 mil crianças ganharam livros escolares na Guiné Bissau este ano.

Miraide, de 11 anos, contou à Rádio ONU o que achou da novidade. "Gostei muito. Sinto-me muito feliz de ter recebido os livros", disse.

O inspetor regional de Educação, Júlio Iala, lembrou a chegada dos livros na região. "Você podia ver mesmo a satisfação das crianças. O dia que o caminhão trouxe os materiais, as crianças e o próprio diretor que estavam na escola abandonaram e ajudaram a descarregar o carro", contou.

O inspetor contou que a entrega do material didático teve grande impacto na qualidade das aulas. "Você pode imaginar como os nossos professores são artistas. Sem nenhum livro de leitura ou de concretização das aulas, davam as suas aulas, alguns até tiravam do seu bolso e fotocopiavam livros para poder ter dois ou três livros na sala de aula. É um alívio para a educação, porque não se pode fazer ensino de qualidade sem material didático", afirmou.

Com sorte, algumas famílias mais abastadas também fotocopiam livros. Mas a maioria só consegue pagar pela cópia de um ou dois exemplares, de modo que as crianças dificilmente chegam a ter o material completo.

Mesmo o custo de fotocópias é um grande fardo para as famílias. O presidente da Associação dos Pais e Encarregados da escola de Miraide e Floriano, Luis da Silva, falou sobre a dificuldade de pagar pelo material didático.

"Para nós, essa recepção foi um milagre. Tiraram de nós um fardo muito pesado. A recepção de livros é um alívio em termos econômicos. O dinheiro que gastaríamos, por exemplo, na compra de um livro dá para fazer outras coisas em casa com a família", explicou.

Além da entrega de mais de 1 milhão de livros, o projeto também inclui aulas de alfabetização de adultos. A chefe do Programa de Educação do Unicef na Guiné Bissau, Tomoko Shibuya, falou sobre os benefícios do curso.

"Já apoiamos cerca de 3 mil adultos, a maioria são mulheres. Depois de sair desse curso, começaram a escrever carta, a ler, fazer cálculos para os negócios. Elas podem também fazer calendários de vacinação e de consultas pré-natal", contou.

A mãe de Miraide, Luisa Vaz Fernandes, de 45 anos, disse que o programa a ajudou a participar do estudo dos filhos.

"Ficamos muito motivados, porque as crianças agora já conseguem ler um pouco com a ajuda dos pais, comemorou."

Os impactos positivos do projeto também foram reconhecidos por um dos alunos, Floriano, de 13 anos. Ele elogiou o Japão, mas admitiu não saber onde fica o país. "Não, eu não conhecia. Nós temos muita dificuldade de chegar lá,"revelou.

Perguntei a Floriano o que achava de um país tão longe enviar doações para a sua terra. Ele pensou e agradeceu o gesto japonês. "Muito obrigado por ter nos oferecido os livros,"disse.

O agradecimento de Floriano foi repetido pelos pais dos alunos e professores. Alguns, lembravam, preocupados, da tragédia que atingiu os japoneses após o terremoto e tsunami de março.

Este foi o caso do professor e diretor da escola de Miraide e Floriano, Francisco Antônio, que mandou um recado de solidariedade.

"Nós queremos endereçar as nossas mensagens ao governo japonês pelo último acontecido. Os nossos sentimentos, não é? É tudo,"falou.

Moradores de Quinara manifestaram a sua solidariedade com o Japão, país doador de livros que devem ajudar crianças como Floriano a conhecer mais países longínquo.

Fonte: Africa21

sexta-feira, 27 de maio de 2011

QUÉNIA: a vida de crianças na prisão.

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Joyce J. Wangui, AfricaNews repórter em Nairóbi, no Quênia crédito da foto: As autoridades da prisão.
Uma visita a esta escola maternal, alguém diria que a crianças levam uma vida normal. Elas brincam e correm livremente, aliadas a muros de concreto altos e portões de ferro da prisão. Estas crianças não sabem mesmo que estão na prisão, o único lugar que elas chamam de casa. Elas estão na prisão por cometerem um crime, sendo que nasceram de mulheres que quebraram a lei e foram presas.

 Estamos na Prisão de Mulheres em Langata, uma instalação de segurança máxima, 10 km da capital do Quênia, Nairóbi. O presídio abriga cerca de 700-1000 presos.

Nesta prisão, há mais de 50 crianças menores de quatro anos de idade que vivem dentro da prisão com suas mães, que estão cumprindo penas por crimes que vão de homicídio, roubo, seqüestro ao tráfico de drogas. Estas são as mais jovens detentas do Quênia, que é de mantererem-se em companhia de suas mães como as que servem suas condições de prisão.

Desde o início, essas crianças de olhar jovial como o passear no parque infantil do jardim de infância, fazendo todo tipo de jogos de criança. Aquelas que ainda são jovens demais para andar são levadas por suas mães, que jogam com elas no chão ou em balanços. Um erro seria esse parque para um parque infantil, a única diferença é que os seus responsáveis ​​estão vestidos com uniformes de prisão. Ao contrário de outras crianças na educação normal, o cenário aqui é diferente.

As crianças estão acostumadas a prédios iguais, as mesmas pessoas a cada dia. Elas não têm acesso ao mundo exterior e estão privadas da "diversão" de que gozam as outras crianças. Elas não podem visitar os parques, campos de show, piscinas e áreas de piquenique. Elas não podem ir de férias a destinos emocionantes. O único lugar que elas chamam de lar é caracterizada pelo escuro, frio e corredores de células que são muitas vezes superlotados, tornando o local abafado e de despejo. E, apesar de reabilitação da prisão de seu status anterior dilapidado ha um aspirador de muita facilidade e apresentável, ainda é muito longe para a educação de uma criança.

A agonia da mãe

Para a maioria das mães, a situação é angustiante. Elas estão divididas entre uma rocha e um lugar duro, seja para dar presente a seus filhos ou passar o seu tempo com eles.

A maioria das presidiárias, que falou na condição de anonimato compartilha sua situação com a África News. Elas temem que, se os bebês sejam levados para longe delas, elas sofrem nas mãos de terceiros, incluindo parentes. Algumas também acreditam que elas perderiam sua ligação inicial com seus bebês, uma vez que a mãe e a criança são separadas.

Criar um filho em uma cela de prisão não é um mar de rosas, admite * Maria, mãe aos 27 anos de idade, de uma menina de cinco meses de idade. Maria estava grávida de seu segundo bebê, quando ela foi presa por roubo. E durante seu parto, ela admite que as enfermeiras que cuidavam dela eram rudes e negligentes. "Eu quase morri porque as parteiras eram muito lentas para atender a mim. Uma enfermeira particular rebocava de insultos sobre mim, me chamando de criminosa, devido ao meu ataque", disse entre lágrimas. Agarrando sua filha no peito, ela planta amorosos beijos nas bochechas do bebê, quando ela revela seus piores medos para este repórter.

"Eu me pergunto o que vai acontecer comigo quando o meu filho vai ser tirado de mim. Ela é a minha alegria, minha inspiração e razão de viver. Ela me faz ver a vida com uma atitude positiva. Todo o meu mundo vai acabar quando o meu anjo lindo é tirado de mim. "

* Amelda, uma mãe de 35 anos, preso por tráfico de drogas está bastante arrependida. Ela lamenta a vida feliz que ela tinha, antes da sua detenção e do estilo de vida despreocupado que emanava da venda de drogas. "Na época eu não me importei, mas agora que estou na prisão, eu estou tão preocupada. Minha preocupação vai para o meu filho de volta  para casa. Quem vai lhe dar uma educação adequada? Quem vai dizer-lhe que as drogas são perigosas?"

Amelda deu à luz seu filho enquanto servia o seu primeiro ano na prisão. Após cinco meses, os sogros vieram e o levaram embora, com medo de que a vida na prisão iria quebrar a criança.

"Embora os meus sogros, ocasionalmente, levararam o meu filho de mim, o nosso vínculo está gradualmente desaparecendo. Ele mal me reconhece, e ele parece distante", admite ela. Como Amelda, a maioria das mães têm medo que as crianças deixam de voltar para casa. Elas se preocupam com a sua manutenção e isto os leva a sofrer de estresse e depressão. Aquelas sob estresse severo enfrentam uma dupla penalização, enquanto as jovens enfermeiras as mantêm em confinamentos na prisão.

Multi-tarefas como mãe e prisioneira não é fácil para a maioria das mães, mas elas têm pouca escolha. Elas têm de fazer malabarismos entre o aleitamento materno, participando da reabilitação e fazendo deveres da prisão. As crianças, por outro lado, terão de se contentar com doadores de cuidados na prisão, que muitas vezes não mostram muito amor por essas jovens como suas mães.

Estilo de vida diferente

A formação normal de uma criança requer que a mãe e a criança fiquem juntas. No entanto, ser mãe na prisão é algo que coloca desafios para ambas as partes. A vida na prisão, segundo os especialistas, pode fazer ou quebrar uma criança, dependendo da orientação que recebe, enquanto a mãe está presa.

Em uma entrevista anterior com Susan Nandwa da Save the Children Organization of Hope, ela argumenta que nenhuma ligação excede a de uma mãe ao seu filho. "Ninguém pode educar uma criança melhor do que uma mãe. Mães são muito importantes na educação dos seus filhos. Assim, quando a mãe vai para a prisão, ela assume um significado totalmente novo."

Na prisão, as crianças têm pouca oportunidade para se unir ou formar relacionamentos com outros membros da família em especial, seu pai e irmãos e irmãs, e isso pode afetar o seu up-bringing.

Outra presioneira, * Sarah, que foi condenada pelo assassinato de sua irmã, vem de uma família pobre. Ela tem um bebê de oito meses de idade que está sempre doente. Seu bebê contraiu pneumonia quando tinha dois meses. Os medicamentos prescritos para ela pelos médicos da prisão são muito caros, apesar da escassa ajudas que ela recebe de seus familiares.

"Tenho medo de que minha filha possa morrer. Muitas vezes ela está à beira da morte e é só pela graça de Deus que ela ainda está viva." A menina parece muito frágil, e os olhos lacrimejantes e todo branco só pode fazer um grito.
Sarah está cumprindo uma sentença de 16 anos. Ela denuncia as duras condições da prisão, mas admite que preferiria ver seu filho morrer na prisão do que fora, com parentes hostis.

Educar uma criança na prisão, de acordo com peritos de crianças não é a melhor coisa. A solidão não é propícia para uma criança em crescimento, disse um especialista da criança, que não quis ser identificado. O especialista acrescenta que a vida de uma criança é definida pelas regras rígidas e rotinas da vida na prisão.

"A criança tem que se alinhar com a sua mãe todas as manhãs para as votações nominais e seguir os comandos dos oficiais. Em caso de chuva ou excesso de raios de sol ou mesmo se a criança está doente, tem que acompanhar sua mãe durante as atividades de rotina", disse o especialista.
Algumas prisioneiras em Langata, a prisão de mulheres no Quénia.
Um relatório da ONU sobre a violência contra bebês e crianças pequenas que vivem na prisão com suas mães mostra que as crianças que vivem com mães presas podem levar "vida saudável", que pode afetar muito o seu futuro.

"A prisão não é um ambiente saudável para os bebês e crianças jovens. As mães ficam, inevitavelmente, sob estresse, as prisões tendem a ser ruidosas e a privacidade é difícil. A estimulação é severamente restringida. Muitas prisões seguram bebês e crianças pequenas e têm instalações do pessoal especialmente treinado para algumas jogadas pobres e exercícios, e o desenvolvimento de habilidades motoras é restrito ", diz o relatório parcial.

Melhoria da situação

A oficial encarregado da prisão, Grace Odhiambo, dá uma percepção diferente da prisão. Uma socióloga de profissão, Odhiambo tem orgulho em iniciar algumas medidas de reabilitação na instalação. Em seu mandato de seis anos, muita coisa já melhorou. Agentes penitenciários se tornoram mais amigável para os presos por considerá-los como seres humanos normais, ao contrário de antes, quando olhovam para eles e soltovam palavrões em seus rostos.

"As células são limpas. Detentos dormem com fardamentos limpos e comem alimentos bons. O viveiro de prisão é animador, higiénico e razoavelmente equipado com brinquedos do bebê", diz ela.

Além disso, os detentos aprendem certas habilidades, tais como o uso de computadores, como executar pequenas empresas para arranjos do cabelo, irrigação, entre outros. Odhiambo também foi reconhecido por iniciar dia de abrir prisões. "Em várias ocasiões, nós permitimos que os visitantes entrem para ver os presos e levar seus filhos fazendo a ligação com suas mães sob 'bloqueio'. Ela acrescentou: "Convidamos os pastores e palestrantes motivacionais para trazer esperança para os presos."

A senhora humilde acredita que a prisão não deve incidir apenas sobre as medidas punitivas, mas deve residir na reabilitação dos presos através de aconselhamento e abraçando os presos como seres humanos normais.

Um de seus destaques vai para a melhoria da paternidade, ainda que remota, nas prisões. Isso, segundo ela, aumenta o vínculo entre mãe e filho. Ela também dá palestras motivacionais para as crianças deixadas para trás pelas mães em prisão.

"O estigma da prisão de uma mãe, muitas vezes se espalha para seus filhos, que são muitas vezes rejeitadas pelos vizinhos e parentes. E sem educação adequada, eles muitas vezes se tornam delinqüentes ou acabam nas ruas".

Odhiambo é o destinatário de um prestigioso prêmio - o prêmio Outstanding Serviço Prisional do Trabalhador da empresa canadense International Correções e Associação de Prisões (ICPA).

As estatísticas mostram que as mulheres representam menos de 7 por cento dos presos na África Sub-Saara da África, mas o número está aumentando. No Quênia, a população de mulheres presas já ultrapassou a dos homens, com os números recentes que mostram o aumento de 42%, quase duas vezes mais rápido que seus colegas homens.

Com a modernidade  na maioria das capturas em instituições estatais africanas, essas prisioneiras que viraram mães só esperam que a vida atrás das grades em breve melhore para garantir um futuro melhor para seus pupilos.

* Os nomes em asteriscos não são os nomes reais  das presas.

Fonte: Africanews

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Pontos de reflexão para o Futuro de África.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Para ouvir a rádio click no Link: minitexto em vermelho, depois na página da ONU click em ouvir.
Escute as considerações de João Soares Gama, embaixador da Guiné-Bissau junto da ONU.




Lei de crimes informáticos aprovada em Angola; persiste a polémica.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Foto: Isaías Samakuva, o presidente da UNITA, o maior partido da oposição. O seu partido acha que a nova lei serve a interesses do poder. (Lusa)  

Por Manuel Vieira, DW

O parlamento angolano aprovou a lei que protege dados pessoais e regula comunicações eletrónicas e serviços da sociedade de informação. Os deputados remeteram, no entanto, para nova apreciação alguns artigos.

Mesmo aprovada uma parte destas leis que regulam o uso da internet em Angola, a polémica continua. A bancada parlamentar do PRS, Partido da Renovação Social, a segunda maior força da oposição, mostrou-se preocupada com as alegadas inconformidades do ponto de vista jurídico-legal e político previstas neste pacote legislativo - e que no seu entender violam a Constituição da República.

Sapaulo António, presidente da bancada do PRS, diz que o pacote peca gravemente do ponto de vista jurídico, legal e político ao violar a Constituição e os seus artigos. Sapaulo António vai mais longe e faz a seguinte acusação: "Com estes diplomas, o regime pretende limitar e reprimir os seus cidadãos pondo em causa os direitos e liberdades (leia mais sobre as críticas ao projeto abaixo)."

Já a UNITA, maior força politica da oposição no parlamento, na voz de Silvestre Gabriel Samy, o líder da bancada parlamentar, defendeu um uso que considera apropriado, para as tecnologias de informação e de comunicação: "As tecnologias de informação e comunicação devem servir o povo e não determinados objetivos estratégicos que concorrem para a hegemonia do poder e do domínio."

Partido no poder finca pé

Por seu turno, o MPLA, partido maioritário e no poder, na voz de Virgílio de Fontes Pereira, o presidente do grupo parlamentar, defendeu: "Faz todo o sentido que toda a alteração avulsa que se pretende introduzir seja compatibilizada com a aprovação do código penal." Recorde-se que o código penal angolano tem aprovação prevista para o corrente ano legislativo.

O ponto cinco da agenda, de trabalhos referente a lei de Combate à criminalidade no domínio das tecnologias de informação e telecomunicações e dos serviços da sociedade de informação, foi retirado da agenda, porque o texto terá de ser alinhado com o código penal angolano - atualmente em revisão.

Com 161 votos a favor, 23 contra e sem nenhuma abstenção, os parlamentares aprovaram na especialidade a proposta de lei-quadro das comunicações eletrónicas e dos serviços da sociedade da informação (leia mais sobre a legislação, considerada controversa, nos links abaixo).

Ainda neste pacote legislativo, foi aprovado com 162 votos a favor, 22 contra e 0 abstenções o diploma sobre a protecção dos dados pessoais.

Autor: Manuel Vieira (Luanda)
Revisão: Nádia Issufo/Renate Krieger
Fonte: DW

quarta-feira, 25 de maio de 2011

25 de Maio: Dia de África - uma visão da imprensa espanhola sobre o nosso continente.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


1 - Texto original em espanhol. 2 - Tradução para o português.

Espanhol:
1 - El miércoles 25 de mayo se celebra el día de África, un continente que ocupa el 22% del planeta y donde viven más de 900 millones de personas y que pese a su riqueza natural no produce casi nada excepto pobreza, hambre, conflictos armados y enfermedades como el sida...

Português: 
2 - Nesta quarta, 25 de maio se celebra o dia de África, um continente que ocupa 22% do planeta onde vivem mais de 900 milhões de pessoas e que apesar de sua riqueza natural não produz quase nada exepto a pobreza, fome, conflictos armados e doenças como a sida ou HIV.

Ministro da Defesa anuncia reforma de pelo menos 1.300 militares e polícias.

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Bissau - O ministro da Defesa da Guiné-Bissau, Ocante da Silva, anunciou hoje (terça-feira) que pelo menos 1.300 soldados e polícias vão ser reformados, prevendo-se também a criação de uma Caixa de Previdência Militar.
 
"Calculamos, segundo um estudo, que efectivamente dispomos de uma massa suficiente de quadros militares que estão em condições legais de irem para reforma", afirmou Ocante da Silva aos jornalistas.
 
Indagada sobre o número de pessoas que estão em condições de ser reformados, o ministro da Defesa guineense explicou que são "um pouco mais de 1.300".
 
Ocante da Silva explicou que o número de pessoas a reformar foi calculado com base no recenseamento realizado em 2008 às forças de segurança e defesa do país.
 
O governante guineense disse que a lei define os militares a a ser aposentados em função da idade e das patentes que ostentam.
 
Acrescentou que o processo vai decorrer durante cinco anos, lamentando que o mesmo já deveria ter começado em 2009.
 
"Mas, temos um atraso de quase dois anos, tivemos de rever aquela lista e na base da análise do estado-maior General das Forças Armadas e do comando da polícia teremos a lista definitiva dos beneficiários", salientou.
 
Em relação à Caixa de Previdência Militar, Ocante da Silva disse que é uma Caixa de Previdência Social, mas especificamente orientada para os militares e as forças policiais e de segurança.
 
 
Segundo o ministro, as quotizações do empregador (Estado) e dos elementos das forças armadas e de segurança vão ser depositadas naquela caixa para "assegurar a perenidade do pagamento do fundo de pensões".
 
Nos primeiros cinco anos, segundo o ministro, o fundo de pensões será assegurado pela comunidade internacional.
 
O ministro da Defesa falava num seminário de sensibilização sobre a reforma dos sectores de defesa e segurança, organizado pelo movimento da sociedade civil em parceria com o Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD). 

Fonte:  Angola Press

Cuidado - o oportunismo pode estar a espreita!

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Certo dia num taxi nas áreas do Camama II, dois senhores que ocupavam o mesmo banco que eu, o banco de trás iam a conversar, quando um, intrigado queria saber por que os negros pararam para esta sorte de miséria, pobreza, sistemas de governação péssimos, crise de sobrevivencia, ganância e muitos outros males que assolam o país e a Africa no geral.
O outro que por sinal religioso, lembrou-lhe a história dos gêmeos biblicos: Esaú e Jacob (1) . Disse-lhe que a sorte dos pretos foi traçada neste drama biblico. Esaú ao ter perdido os direitos de primogenito e não ter recebido as bençãos do pai Isaque, e por ter sido negro, trouxe toda a miséria que hoje os negros bem sabem representar. Para ele, esta é uma questão divina.
E pôs a situação dos negros num ângulo de "sem solução humana".Muitos religiosos assim como este senhor, talvez acreditem na história e deem-lhe razão. Afinal, é desde antiguidade que os negros vivem e lutam pela vida. Chegou mesmo a dizer que os negros devem tudo aos europeus, "nem sistema de escrita tinham" referindo-se à época em que os exploradores chegaram em africa.
Eu parei a ouvir por um bom tempo e depois, com todo respeito que os bons hábitos africanos nos ensinaram eu falei. Embora não concordasse com a história biblica, que para mim abre margem para questionar o soberano inquestionável e pelo grande desejo de não escambar para outros horizontes, foquei-me no caso África, africanos e miséria.
Muito antes de esplicar-lhe que a sorte dos negros não foi traçada naquele drama biblico e que o caso africano tem solução se se quiser, surpreendi-lhe: OS NEGROS AFRICANOS DESENVOVLVERAM UM PÉSSIMO HÁBITO DE NÃO QURER APRENDER COM A HISTÓRIA, ESPECIALMENTE OS QUE SE ENGAJARAM NAS LUTAS PELA LIBERTAÇÃO DA ÁFRICA. Seguidamente, falei-lhe dos principais problemas que puseram a Africa na maré em que agora está. E muitos assim como eu não teriam apontado outros senão a ESCRAVATURA e as INDEPENDÊNCIAS.
Como assim? Será que os grandes revolucionários como Kwame Nkrumah (Gana), Félix Houphoouet-Boigny (Costa do Marfim), Samora Machel (Moçambique), Jomo Kenyatta (Quênia), Ahmed Sékou Touré (Guiné), Nelson Mandela (Africa do Sul), Amilcar Cabral (Guiné Bissau), Patrice Lumumba (RDC), Sam Nujoma (Namíbia), William Edward Burghardt Du Bois (Activista Cívico e Líder Pan-Africanista) Habib Burguiba (Tunísia), e muitos outros não aprenderam com a história. E a sua luta pelas diversas indepenêcia não valeu em nada? É simples ver que a memória destes muitos onde a maioria já não faz parte dos vivos, continua a ensinar-nos a história.
Tão logo, pensei na entrevista que baixei do YouTube que data de 1992, referente a campanha eleitoral do preseidente Eduardo dos Santos. Nas suas palavras iniciais o presidente explica: "O que me fez entrar... em primeiro lugar, no grande Movimento Nacionalista, foi a rejeição de todos os valores que o colonialismo aqui impôs." Quais eram estes valores o presidente aponta: "a subjugação, a opressão, a falta de liberdade, falta de independência nacional. Éramos um povo colonizado, tinhamos todos os nossos direitos não respeitados." E numa situação como esta "qualquer angolano consciete, patriota tinha que associar-se a todos aqueles que queriam mudar a situação de dominação estrangeira a que o povo angolano estava submetido." Concluiu o presidente.
Eu nem um pouquinho duvido que tenham sido estas as motivações que levaram Agostinho Neto, o presidente dos Santos, Armando Guebuza (Moçambique), Jonas Savimbi, Robert Mugabe (Zimbábue), Joseph Desiré Mobutu (Zaire), Lorant Gbagbo (Costa do Marfim), Omar Bongo Ondimba (Gabão), Sani Abacha (Nigéria) e muitos outros a aderirem ou a criarem os movimentos Revolucionários da altura. A sede de ver a África livre da subjugação estrangeira. E tem mais, para muitos destes revolucionários o ódio era maior ao verem a opulência ostentatada por aqueles que tiranizavam o povo indígena. A vida tranquila como bagre em água calma, que levavam. Totalmente folgados a custo dos nativos oprimidos.
E então se começaram a traçar os planos para livrar-se da stiuação. A luta pela libertação. Embora hoje se diga que os ventos do norte não precisam soprar cá mais pro sul, naquela altura, já era uma vitória ouvir que o Gana, a Libia, ou mesmo a Nigéria, tinham conseguido a Independência. Isto energizava as lutas e afinava a determinação de continuar a lutar. Algo estava subliminarmente implícito nestas lutas. O apoio externo. E muitos dos que tiveram que apoiar as lutas de libertação, se não eram aliados dos colonizadores, pelo menos tinham relações diplomáticas entre si. Para não dizer que também queriam encontrar espaço nestas terras virgens, robustas, onde tudo brota e tudo cresce. É válido o velho ditado: "Ningem dá sem esperar algo em troca" onde eu acrescento "nem que seja um simples obrigado."
Justamente aqui, é onde entra a reflexão. É de ressalvar que os europeus já passaram por estas e piores situações, por exemplo, sem contar com os impérios, a inquisição e as burocracias dos séculos que já se foram, enfrentaram as duas guerras mundais que se acontecessem em África, abdico-me em comentar as repercursões, basta lembrar que a pobreza de há 36 anos é da culpa do colono. Entre a Iª e a IIª guerras mundiais, a Europa conheceu os piores ditadores que já viveram: Adolfo Hitler, Benedito Mussolini, Joseph Stalin, António de Oliveira Salazar. A China tinha o seu Mao-Tse Tung, a Cuba tinha o seu Fidel de Castro, o Vietnam tinha o seu Ho Chi Minh etc. Ditadores ou não, pelo menos foram pessoas que fizerem os outros agir primeiro e pensar depois. Apesar de serem uma das nossas principais desgraças como africanos, os europeus ou os caucusianos têm uma capacidade de análise muito aguçada e fazem tudo o que podem para não repetir erros. E uma das grandes técnicas tem sido usar os africanos e a África para acelrarar a resolução dos seus problemas. Infelizmente até agora esta tática continua a funcionar.
Voltando ao caso África, africanos e Miséria. Só o desejo de recuperar África e o que estava nas mãos estrangeiras falava mais alto. No caso Angola, o desejo de ter a casa do branco, o carro do branco, o dinheiro do branco, as joias do branco, viver a vida do branco parecia falar mais alto e era a insónia para muitos que estavam a liderar a luta. Posso dizer que os INDEPENDENTISTAS COMBATERAM COM IDEAIS NOBRES, MAS SEM VISÃO FUTURISTA. Ao passo que lutavam para libertar África dos colonizadores, A FALTA de visão futurista os empurrava para os Neocolonialistas (que eles mesmos, na sua maioria viriam a se tornar). Segundo dados, por exemplo, no caso de Angola, eles não pouparam ninguém, expulsaram toda classe executiva e administrativa, todos juízes, advogados, professores, médicos etc. Sem se fazer um inquérito de quantos nacionais estavam em altura para os substituir, quantos tinham de ser formados ou capacitados. Quantos anos de vida teria a admistração pós-Independência, como era exatamente a administração colonial, etc. Pelo visto ninguém se preocupou. Faz-me lembrar do grande contraste com Félix Houphouet-Boigny mencionado a cima, que ao contrario de muitos lideres africanos, preferiu uma transição cuidadosa de governo ao invés de independência, pois segundo ele “a independencia política sem a independência económica, nada valia”. Claro, sem subestimar muitos lideres que pediram independencia e foram muito bem sucedidos. O grande ponto aqui é a REFLEXÃO antes de se tomar uma decisão importante. Pois, o que as vezes parece ser solução, nem sempre é a melhor.
Voltando ao caso Angola, o país ficou num vazio, sem pernas próprias para andar. País jovem e já com muitos problemas por resolver, desde o cumprir de promessas até intrusos por eliminar. Isto explica a razão de apenas 2 anos depois da independêcia, ter sido levado a cabo um dos piores genocídios, holocautos, limpeza étnica, linchagem, não importa como o chamem, já ocorrido em África. As estruturas de base estavam tão desorganizadas que deu vasão para a entrada daquilo que novamente o Presidente Eduardo dos Santos em bom tom fez referência no polêmico discurso de 15 de abril de 2011. O surgimento de FANTOCHES ao serviço de potências externas, sendo ele o nº. 1. Neste episódio, ele evocava o que aconteceu a ele, ele viveu e vive o fantochismo e sabe como é duro. E teme que o país continue neste síclo. Mas será pior ainda se continuar em suas mãos digo eu. Preparado e instruido nas escolas soviéticas, dos Santos passou a ser o novo Free-Lancer para os interesses Russos e Cubanos em Angola e mais tarde a França e os Estados Unidos se terão juntado. E muitos deles teriam o petróleo e os diamantes vendidos para eles por 30 anos.
Hoje, vendo o descontetamento generalizado contra a Administração de Eduardo dos Santos e seus ministros, Angola tem vindo a viver uma nova era de revoluções e Movimentos Revolucionários. Que começou com os acontecimentos ao norte de África no fim de 2010 e para nós cá ao 7 de março de 2011 e deu a luz movimentos como: o MD7 (Movimento Democrático 7 de Março, o qual tutelo), a Nova Revolução do Povo Angolano, o MRIS (Movimento Revolucionário de Intervenção Social), o MPDA, o MRAn, a Central Angola que congrega uma vasta gama de revolucionários, etc.
A visão ou objectivo de muitos destes movimentos revolucionários é a eliminação do Regime JES-MPLA, se eliminação soa extremista demais, então é para dizer “BASTA de Eduardo dos Santos e sua Prole!” que estes movimentos organizados estão a lutar. É de realçar a posição a partidária que os jovens que fundamentalmente constituem estes movimentos demonstram, estão sem ambições pessoais, e é o simples desejo de liberdade que os impele à luta. Almejam uma Angola melhor, uma Angola livre de burocracia, cleptocracia, tirania, uma Angola boa para se viver, uma Angola Democrática e pátria mãe de todos, uma Angola que se possa dizer, Rica! Exatamente aqui, coincidem com os independetistatas. Querem as mesmas liberades dos péssimos valores que para nós hoje os neocolonialistas – em muitos casos piores que os colonizadores – implantam entre nós.
E é exatamente esta a razão do meu texto, apelar à cautela a todos estes vigorosos jovens, que mesmo entre a ameaça de morte, não baixam a cabeça, mesmo sob perseguição, organizam e convocam às manifestações. Meus compatriotas e herois, tenhamos muito cuidado com os apoios externos; não querendo falar dos angolanos na diáspora, não é a eles que me refiro, refiro-me aos que apoiram os revolucinários de outroura e hoje os fizeram seu refens, refiro-me a estes que transformaram os revolucionários de outroura em tiranos insesíveis e lhes tiraram os ideais pelos quais lutaram, refiro-me a estes que tudo o que mais querem é garantir seu espaço no petroleo, nos diamantes, no café, no algodão, na madeira, nos minérios, na força produitiva africana, refiro-me a estes que outroura aclamaram Muamar Kadhafi, Jonas Savimbi, Holdem Roberto e muitos outros como grandes líderes, mas que quando viram que seus interesses ameaçados, viraram as costas e mudaram de jogadores e hoje caçam os que ainda restam quais pulgas, refiro-me a estes que matêem tiranos no poder desde que cumpram com seus interesses e viram-se subliminarmente contra todos aqueles que se abdicam deles, refiro-me a todos aqueles que ainda vêem a África como celeiro público, refiro-me aos que fingem que nos querem o bem.
Se o presidente Eduardo dos Santos aconselhou os seus militantes a manterem-se vigilantes contra nós eu aconselho-vos a mantermo-nos vigilantes contra as pontências externas e seus fantoches. A tática deles nós já sabemos, "Ajudar e Desajudar”.
Por ora, viva a Liberdade e a Democracia para Angola.
(1) Na bilbia cristã esta hitória está em Geneses cap. 25, vers. 19 – 34 e todo cap 27 do mesmo livro.
Mbanza Hamza, o soldado esquecido
Nota: para os que quiserem fazer uma critica ou dar um parecer mais abrangente ou os que não poderem postá-la no espaço dos comentários desta página, podem fazê-lo através do e-mail: nozcinquenta@live.com .
Fonte: Angola24horas

terça-feira, 24 de maio de 2011

Acompanhe aqui: A Semana da África nas Universidades Brasileiras e em outros locais públicos.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



A XIII SEMANA DA ÁFRICA 2011 está programada do dia 25 ao dia 28 de maio e contará com atividades culturais, recreativas e de reflexão, envolvendo mesas-redondas, cursos, exposição, projeção de filmes e o Prêmio Kabengele Munanga sobre temas voltados para a África. O evento, organizado pela ONG Fórum África, já é tradição neste mês, quando se comemora, em 25 de maio, o dia da África.
O evento tem caráter sociocultural e visa a desconstrução dos estereótipos criados sobre a África, e a construção de um novo olhar sobre a população africana.

ABERTURA OFICIAL DA XII SEMANA DA ÁFRICA

África: expressões culturais, diáspora e criatividade.

ABERTURA:

Prof. Dr. Saddo Ag Almouloud (PUC/SP) - Presidente do Fórum África
Prof. Dr. Kabengele Munanga (USP) - Presidente de Honra de Fórum África
Prof. Dr. Boni Yavo (Universidade Nove de Julho) - Presidente de Honra de Fórum África
Sr. Antonio Donato, Vereador da Câmera Municipal de São Paulo
Deputado Estadual José Cândido – São Paulo-SP
Deputado Estadual Simão Pedro – São Paulo-SP

LOCAL: Câmara Municipal de São Paulo - Viaduto Jacareí, 100 - Bela Vista, 1º andar.
DATA: quarta-feira 25/05/2011 HORÁRIO: 19h00.

DEBATES E REFLEXÕES

CONVIDADOS

Excelência Sr. Ibrahim Gaye Cônsul Honorário do Senegal em Belo Horizonte, Diretor Centro Cultural Casa África

CURSO COORGANIZADO COM O CEA-USP:

África: expressões culturais, diáspora e criatividade.

De Quinta-feira a Sábado - de 26 a 28 de maio de 2011
LOCAL: USP - Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universitária. Prédio de Filosofia e Ciências Sociais da FFLCH-USP

As inscrições serão prévias e o curso dará direito a certificado de participação.

PROGRAMAÇÃO DO CURSO:

TEMA 1: O desafio da proteção e promoção da diversidade das expressões culturais do mundo negro

LOCAL: USP - Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universitária. Prédio de Filosofia e Ciências Sociais da FFLCH-USP, Sala 119
DATA: Quinta-feira: 26 de maio
HORÁRIO: das 14h00 às 17h00.

CONVIDADO:
Prof. Dr. Salloma Salomão Jovino da Silva
Departamento de História do Centro Universitário Fundação Santo André
Coordenador: Pr. Dr. Kabengele Munanga - USP


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TEMA 2: Contribuição da África e sua diáspora à ciência e patrimônio da humanidade

LOCAL: USP - Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universitária. Prédio de Filosofia e Ciências Sociais da FFLCH-USP, Sala 111
DATA: Sexta-feira, 27/05/09
HORÁRIO: das 14h00 às 17h00.

CONVIDADO:
Prof. Dr. Acácio Sidnei Almeida Santos
Departamento de Antropologia da PUC/SP
Coordenador: Prof. Dr. Boni Yavo - UNINOVE

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Tema 3: Criatividade, criadores africanos.

CONVIDADA:

Profa. Dra. Marta Heloísa Leuba Salum (Lisy Salum)
Divisão Científica / Etnologia Africana
Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo
Coordenador: Sr. Meite Hamadou

LOCAL: USP - Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universitária. Prédio de Filosofia e Ciências Sociais da FFLCH-USP, Sala 18
DATA: Sábado, 28/05/2011
HORÁRIO: das 09h00 às 12h00

PREMIO KABENGELE MUNANGA
LOCAL: USP - Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universitária. Prédio de Filosofia e Ciências Sociais da FFLCH-USP - Sala 8
DATA: Sábado, 28 de maio de 2011
HORÁRIO: Das 14h00 às 17h00.

Apresentação em forma de sessões coordenadas, seguidas de debates sobre os trabalhos selecionados para concorrer ao prêmio.

SHOW DE BUKASSA KABENGELE

DATA: 28/05/2011 HORÁRIO: 20h00

LOCAL: Biblioteca Alceu Amoroso Lima – Rua Henrique Schaumann, 777, São Paulo - SP

COQUETEL E PREMIAÇÃO: 19h00

JANTAR BAILE
O encerramento das atividades será um jantar de confraternização, com pratos típicos de diversos países africanos; Música africana.
DATA: 11 de junho de 2011 às 21h00

V SEMANA DA ÁFRICA DE 23 A 25 DE MAIO DE 2011
Tema: Bahia: a revisitação das matrizes civilizatórias africanas na diáspora
http://www.vsemanadaafrica.com.br/

PROGRAMAÇÃO

ABERTURA:

Local: Auditória da Reitoria da UFBA – Canela

DIA: 23 de Maio (segunda–feira)

17h20–Recepção

18h00– Sessão solene de abertura da Semana da África

Msc. Augusto Cardoso - Comissão Organizadora

Drª. Reitora Dora Leal Rosa
Dr. Fernando Schmidt
Dr. Almiro Sena
Dr. Reitor Lourisvaldo Valentim
Dr. Marcio Meireles
Dr. Jaime Sodré
Dr. Mamadu Lamarana Bari

Saudação musical:

Kainã e Luisinho do Jeje
Srª. Wil Carvalho e Dão – Hino Nacional Brasileiro
Coral do Colégio Estadual Renan Baleeiro
Dudu Rose – Senegal
Palestrante: Prof. Dr. Jaime Sodré

DIA 24 DE MAIO (TERÇA–FEIRA)

SESSÕES TEMÁTICAS

Local: Faculdade de Economia / Auditório UFBA – (Praça da Piedade)

MESA – 01

9h00 – 10h30

Prof. Dr. Ubiratan Castro – Semelhanças Civilizatórias Bahia África
Prof. Jorge Portugal – A civilização Africana e a Diáspora na Educação
Profa. Myriam Fraga – A África em Jorge Amado
Prof. Dr. Lívio Sansone – UFBA e Estudantes Africanos
Prof. Dr. Mamadu Lamarana Bari– A experiência Africana na Bahia
Moderadora: Milene de Macedo Sena - Especialista - educação–UFBA

Intervalo: 10h30 – 11h00

Mesa - 02

11h00 – 12h30

Dr. Rogério Andrade Barbosa – Contos Tradicionais Afro-brasileiros e a Educação
Sra. Cleidiana Ramos – A cobertura jornalística africana na Bahia e no Brasil
Dr. Elias Sampaio – Redes sociais e a civilização Afro-baiana
Dr. Eraldo Moura Costa – A cooperação baiana no campo da saúde para África
Poeta José Carlos Limeira – uma poética africana e uma poética Afr-Baiana
Moderadora: Ardjana F. Rubaldo (Mestranda - Estudo Feminista-UFBA)

12h30 – 1h30 – Almoço

Mesa – 03

1h30 – 15h00

Profª. Msc. Vilma Reis – Papel civilizatório das mulheres: África e Bahia
Dr. Hippolyte Brice Sogbossi - Etnicidade e culturas na África e sua importância na Diáspora.
Dr. Paulo José Gonçalves de Souza – UNEB e os estudantes africanos.
Dr. Ailton Ferreira – SEMUR- Salvador e a ação civilizatória africana.
Msc. Victor Insali – África e Direitos humanos - Guiné-Bissau
Moderadora: Cremilde Alves – (Mestranda Sociologia –UFBA)

15h00 – 15h30 - Intervalo

SESSÃO DE COMUNICAÇÃO

15h30 – 18h00
Apresentação de trabalhos pelos estudantes
Moderadora: Lidiane Duarte Varela (Graduanda Odontologia - UFBA)

DIA 25 DE MAIO

9h00 – 11h30
Dr. Rogério Andrade Barbosa – A literatura e contos tradicionais afro-brasileiros e africanos.
Victor Insali – Carta Africana - Guiné-Bissau
Dr. Nirlene Nepomuceno - Universo da diáspora afro-latino-caribenha
Prof. Msc. Camilo Afonso - Cooperação África e Bahia
Prof. Dr. Claudio Furtado - Pensamento Africano
Profª. Drª. Maria de Lurdes Siqueira - Ação civilizatória das mulheres africanas na Diáspora.
Moderador: Eduardo Carneiro (Eng. Civil – UNIFACS)

ENCERRAMENTO

15h00
A Colaboração Culturais Brasil África
Dr. Albino Rubim – Intercâmbios Culturais e real Colaboração Brasil África
Apresentação Cultural dos Estudantes Africana (Dança da Família)

SEMENTE DO FUTURO

DIA 28 DE MAIO (sábado)- VILA VELHA - CRIANÇAS

- GRIOT / GRIÔS

9h00 – 11h00
Grupo de Teatro da Biblioteca Infantil Monteiro Lobato
Estudantes Africanos Contadores da Historia (GRIOT / GRIÔS)

Fonte: Blog Esperança-Garcia

Estudantes são-tomenses no Brasil estão a viver na rua.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
 
Numa carta endereçada ao Primeiro Ministro Patrice Trovoada, os estudantes são-tomenses no Brasil, dizem que há 9 meses que não recebem a bolsa de estudo. A lei brasileira não permite que os estudantes exerçam actividade profissional remunerada. “Existem colegas em situações extremas, sem moradia há mais de cinco meses disputando albergues noturnos com os pedintes e sem abrigos, porque perderam as suas casas nesses infindáveis meses sem auxilio do MEC-STP”.

Carta de Estudantes balseiros no Brasil
Brasil 18 de maio de 2011


Excelentíssimo srº 1º ministro e chefe do governo, srº Patrice Emery Trovoada.
Nós os estudantes bolseiros de São Tome e Príncipe na Republica Federativa do Brasil vimos por este meio suplicar a vossa mais alta e urgente intervenção junto ao ministério da Educação, para que o que denominamos de tentativa de banalização de vidas humanas.
Srº 1º ministro, seria inútil nesse momento expor características e condições em que vive e estuda os bolseiros do país que a vossa senhoria governa, uma vez que esse assunto é tão corriqueiro nesse espaço e o consideramos bastante agastado.
Não sabemos se é do conhecimento da vossa senhoria, mas nesse momento vamos ha nove intermináveis meses sem bolsa de estudos, quando o Ministério de Educação e Cultura de São Tomé e Príncipe sabe de antemão ser esse o nosso único meio de subsistência e é-nos vedado qualquer exercício profissional remunerado, sob pena de ser-nos retirada a vaga nas universidades.
Srº 1º ministro, temos percebido um total desproposito, falta de humanismo e vontade de resolver, ou se não minimizar os inúmeros problemas que nos assolam nesse lugar.
Existem colegas em situações extremas, sem moradia há mais de cinco meses disputando albergues noturnos com os pedintes e sem abrigos, porque perderam as suas casas nesses infindáveis meses sem auxilio do MEC-STP.
Existem estudantes que resolveram abandonar tudo e regressar mesmo faltando dois semestres para terminarem os estudos e que no entanto não encontram nenhum feedback do MEC-STP.
É inadmissível que volvidos 36 anos de independência e sendo STP dependente em quase 100% da universidades estrangeiras para formar seus quadros, não exista dentro do MEC um sector que responsabilize pelos bolseiros, e se existe ou sempre existiu é extremamente incompetente ou aquém das funções à que foi concebido. Em pleno ano 2011 o sector se quer tem um meio eletrônico de comunicação ( email, pagina, telefone, etc) para que possamos nos comunicar. O que esta a se passar; Somos relegados a nossa sorte?
É inconcebível que alguém que sinta a sua vida, para não querer dizer a dignidade em perigo queira regressar e não tenha como fazê-lo porque simplesmente o ministério não da uma única resposta ou aceita sob pena de apresentares termo de conclusão do curso.
As poucas informações de que dispomos são de uns ou outros colegas que ao regressarem resolvem nos passar. Essa semana começou a circular um “boletim” em que nos é solicitado o recadastramento, quando o ano já vai no quinto mês, e só conseguimos isso porque algum “ sortudo” achou o tal formulário e resolveu colocar na comunidade dos bolseiros que criamos no facebook.
Será o recadastramento extremamente tardio função da crise mundial?
Queremos também alertar a vossa senhoria para a seguinte situação, a que caracterizamos de ma fé ou “cegueira funcional” do MEC-STP. No Brasil existe uma bolsa emergencial que é dada aos alunos estrangeiros em situação de sobrevivência alarmante. Esse beneficio só é concedido mediante uma rigorosa avaliação dos órgãos social (vistoria a sua casa) e psiquiátrico (exame psicológico) das universidades à cada um dos alunos.
Os bolseiros santomenses como não podia deixar de ser foram alguns deles agraciados com esse beneficio, e para o nosso espanto foi suspenso porque o MEC-STP informou ao MEC-Brasil de que temos vindo a receber bolsa regularmente não havendo necessidade de sermos contemplados. Eis o email da direção do MEC-Brasil recebido por nós e que passamos a expor;
“> Subject: RES: Estudante Santomense do PEC-G - STP > A Bolsa Emergencial que foi concedida aos estudantes santomenses duraria até o momento em que o Governo de São Tomé efetuasse o pagamento de suas bolsas atrasadas. A DCE recebeu a confirmação do Governo de São Tomé confirmando a regularização do pagamento das bolsas “.
Por tudo isso que foi exposto pedimos ao nosso 1º ministro, ao ministro da Educação, ao PCD, ao MLSTP, aos partidos sem assento parlamentar, as Igrejas, e todas as pessoas que almejam o desenvolvimento de STP que comunguem esforços urgentemente e nos tirem dessa “trincheira” em que nos submeteram ou se não, façam com que aqueles que não suportam mais regressem. Não podemos estar a assistir a situação degradante e humilhante dos nossos compatriotas e colegas serenamente sem fazer nada. SÃO VIDAS HUMANAS.
Só para fazer um reparo a um triste facto que temos acompanho pelos medias;
Nos últimos tempos os santomenses têm se tornado gélidos ao sofrimento dos seus irmãos assistindo vidrados sem se quer mexer uma única palha. Os valores que sempre nos nortearam têm sido substituídos por espíritos frios e de um falso slogan “deixem-nos trabalhar”.
A ganância tomou conta de nós e já não se observa o que é fazer uma boa política e o que é criar instabilidade, tudo isso para não falar em crise de competências.
Pedimos desculpa caso haja alguns exageros, mas queira o senhor 1º ministro entender que as nossas vidas estão em perigo eminente neste país longínquo e é extremamente difícil descrever o que realmente estamos passando, e o fizemos no calor do desespero.
Um bem haja a todos e que DEUS abençoe as nossas boas ações.

Ekigilson da TrindadeViegas
Andre Neto da Cruz
Aldameide d´Assunção
Hermenegildo Souza Ponte
Cleide Katy Boa Morte

Fonte: Tela Nón

DNA de Strauss-Kahn foi encontrado na roupa da suposta vítima, diz TV.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

DA FRANCE PRESSE, EM WASHINGTON.
Amostras do DNA do ex-diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Domique Strauss-Kahn, foram encontradas nas roupas da camareira de hotel que o acusa de abuso sexual, afirma a emissora de TV americana NBC.
Um porta-voz da polícia se recusou a confirmar esta informação, pedindo que o tribunal fosse consultado, mas este também se recusou a fazer qualquer comentário.
Os resultados dos exames de DNA efetuados em Strauss-Kahn, em sua suposta vítima e na suíte do hotel Sofitel, onde os fatos teriam ocorrido, eram aguardados para o início desta semana. Segundo a NBC, o esperma de Dominique Strauss-Kahn foi encontrado na gola da camisa da suposta vítima, cuja identidade não foi revelada pelas autoridades americanas.
Uma porta-voz do tribunal, Erin Duggan, havia declarado nesta segunda-feira de manhã que nada seria comunicado antes do processo, e repetiu a mesma coisa nesta segunda-feira à tarde.
O francês renunciou ao cargo esta semana após ter sido preso sob acusação de crimes sexuais contra uma camareira de um hotel em Nova York. Ele foi libertado nesta sexta-feira após pagamento de fiança de US$ 1 milhão e uma caução de US$ 5 milhões. Ele teve ainda de entregar todos os seus documentos de viagem e usar uma tornozeleira de localização.
O agora ex-diretor-gerente do FMI foi acusado formalmente de tentativa de estupro e agressão sexual contra uma camareira do hotel Sofitel de Nova York, onde se hospedou há uma semana. Em uma audiência realizada na segunda-feira (16) estiveram presentes sua mulher e sua filha, Camille, ambas muito emocionadas. Strauss-Kahn responderá por sete acusações apresentadas pela promotoria.
De acordo com a acusação, a camareira teria entrado no quarto do hotel acreditando que ele estava vazio. Strauss-Kahn estava no banheiro tomando banho. Ao sair, ele a "cercou por trás e a tocou de maneira inconveniente" e "a obrigou a cometer um ato sexual", alegam.
Strauss-Kahn deixou o hotel rapidamente, mas acabou sendo detido a bordo de um avião quando tentava voltar à França, a apenas dois minutos da decolagem.
Caso seja declarado culpado, Strauss-Kahn --cuja prisão abalou o Partido Socialista Francês, que pretendia lançá-lo como candidato nas eleições presidenciais de 2012-- pode ser condenado a até 74 anos de prisão. O julgamento será em 6 de junho.

Fonte:  Folha SP

segunda-feira, 23 de maio de 2011

“Primavera Árabe” Promete Montanhas de Ouro.

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Photo: EPA
Washington começa a construir um “modelo positivo de democracia” no Próximo Oriente. O campo de ensaio para tais experimentos americanos já está pronto. São a Tunísia e o Egito. Na primavera deste ano, os dois países já demonstraram sua aspiração a uma democracia genuína mediante evoluções que conduziram á substituição dos regimes governantes. Tanto o Cairo como Tunes serão por isso premiados pelos Estados Unidos com umas importâncias vultosas se destinando à consolidação das transformações democráticas. Tudo isso consta do discurso programático de Barack Obama, intitulado poeticamente “Primavera Árabe”.
Pelo visto, esse discurso “árabe” do presidente estadunidense será uma pedra basilar da História Contemporânea. Possivelmente, não para o mundo inteiro, mas com certeza para os países do Próximo Oriente.
Como se depreende do pronunciamento de Barack Obama, os Estados examplares a nascerem nas terras da Tunísia e do Egito deverão induzir transformações democráticas e reformas econômicas nos outros países regionais. Está previsto que, por exemplo, o Egito receberá 2 bilhões de dólares para construção de um futuro luminoso. Entretanto, quem continuar obstinado, como, por exemplo, o dirigente sírio Bashar Assad, não receberá nada do generoso tio do além-Atlântico. Todavia, receberá a Oposição. E depois? Veja-se os exemplos de Hosni Mubarak e Ben Ali. Portanto, seria melhor que o senhor Assad saísse do caminho – recomenda Barack Obama ao presidente sírio.
Entretanto, os princípios de ação fundamentais de Washington continuam, segundo Barack Obama, os mesmos. São, é claro, o não-recurso à violência, defesa dos Direitos Humanos e apoio ás reformas políticas e econômicas. Se há quem continue em dúvida, é só olhar como estão defendendo abnegadamente os Estados Unidos esses princípios na Líbia, no Iraque e no Afeganistão.
De uma maneira geral, Barack Obama falou quase sempre sem rebuços. Só uma frase: Nosso sinal é simples: se os senhores assumem riscos e compromissos na aplicação de reformas, receberão um apoio total dos Estados Unidos. Devemos também envidar esforços para obter contato imediato com os que vão decidir o futuro, isto é, com a juventude. Um esquema compreensível, pois já funcionou bem no Egito e na Tunísia. É, pois, perfeitamente lógico supor que o Irã agora seja um alvo imediato dos Estados Unidos – diz Aleksei Pedtserob, ex-embaixador da Rússia na Líbia. E continua:
Os Americanos, naturalmente, continuam conduzindo sua linha voltada para a introdução de suas próprias normas democráticas no Próximo Oriente. Porém, não se dando ao trabalho de pensar se esses países estão ou não preparados para a aceitação da democracia de tipo ocidental. São países com uma história, umas tradições e uma religião diferentes. Até agora, foram dados dois passos práticos, ou seja, a ajuda prestada ao Egito e à Tunísia. Bem, e o terceiro passo é o Irã, é o apoio à Oposição iraniana.
Aí surge mais uma pergunta: mas donde vai Barack Obama tirar o dinheiro necessário ao seu programa para o Próximo Oriente. E logo vem mais um acontecimento histórico: na última segunda-feira, a dívida federal dos Estados Unidos alcançou o máximo previsto em lei para superar 14 trilhões de dólares. O secretário das Finanças dos Estados Unidos, Timothy Geitner, declarou que o problema do déficit orçamental ameaça minar a economia do País e a segurança nacional. Entretanto, dinheiro nunca faltará para a exportação da democracia à guisa americana – aponta o professor Ivan Safrantchuk, do Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscou. E continua:
Os Estados Unidos possuem um grande orçamento para fins políticos externos, o maior do mundo. Por isso, mesmo com umas dívidas tão vultosas, encontrar umas centenas de milhões e, possivelmente, uns bilhões de dólares para novos programas no segmento da política externa pode ser difícil, porém não impossível.
Por um lado, não se deverá esquecer que a “Primavera Árabe” é um discurso programático voltado, o mais provável, para aumentar o ranking de Barack Obama no caminho para as eleições presidenciais já não tão distantes. Por outro lado, segundo apontou em entrevista à nossa emissora Evgheni Satanovski, presidente do Instituto de Estudos do Próximo Oriente, os Estados Unidos estão sempre cometendo um mesmo erro. Porque, segundo Karl Marx, eles sempre apóiam seus próprios coveiros. Só que no caso não é o proletariado e sim os islamistas radicais.

Fonte: Voz da Rússia

domingo, 22 de maio de 2011

Investido o Presidente da Costa do Marfim, Alassana Ouatarra.

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Veja o vídeo da investidura do Presidente Alassana Ouatarra.

Rússia Comemora 90º Aniversário Natalício de Andrei Sakharov.

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Photo: RIA Novosti
 Em 21 de maio é comemorado na Rússia o 90º aniversário natalício do acadêmico Andrei Sakharov, um cientista, humanista e figura social brilhante do século XX. Uma personalidade relevante da História nacional e mundial, “Prêmio Nobel da Paz”, um físico e defensor dos Direitos Humanos extraordinário. Seu nome é sinônimo da responsabilidade assumida por todo cientista pelas consequências dos seus trabalhos. E, ao mesmo tempo, ele é símbolo da luta pela liberdade, um dos valores mais importantes da humanidade.
Quev é que a figura desse grande pensador significa para o mundo contemporâneo e para a Rússia oficial, científica e inteletual? A questão é tema da conferência internacional “Andrei Sakharov: Preocupação e Esperança – 2011”, atualmente realizada em Moscou. O encontro juntou pesquisadores, figuras sociais e políticos russos e estrangeiros. Segundo assinalou Vladimir Lukin, ouvidor federal dos Direitos do Homem, os pontos de refência morais sustentados por Andrei Sakharov são igualmente atuais para a época soviética e para a contemporânea. Disse mais adiante:
É uma figura sem paralelo revelando um caráter multifário e genialidade. Ele foi um destacado pensador que lutou pelos Direitos do Homem na vida política e na vida social. Lutou de uma forma tenaz e abnegada, com um risco e um empenho enorme. Todavia, não encarava esse problema de uma maneira unilateral, não agia com um fanatismo excessivo. Ele era cientista; portanto, escutava as opiniões de outras pessoas e as sintetizava.
Desde meados do século passado, Andrei Sakharov, um “pai” da bomba de hidrogênio, manifestava-se energicamente pelo fim dos ensaios nucleares e pela proibição da pena de morte. Ele era contra a entrada de tropas soviéticas no Afeganistão. Essas suas atividades granjearam-lhe o “Prêmio Nobel da Paz”. Em sua terra natal, entretanto, o cientista foi privado de todos os títulos honoríficos e mandado para o exílio donde voltaria triunfalmente só com o início da “perestroika”. Andrei Sakharov torna-se então deputado federal. Em todas as sessões do Legislativo ele sempre sobe à tribuna com pressa de externar o quanto se havia nele acumulado ao longo dos anos de um silêncio forçado. E também preparava uma variante de Constituição federal, chegando a encaminhar aquele seu projeto a Mikhail Gorbatchiov. Todavia, já não tinha tempo para receber uma resposta. Em 1989 Andrei Sakharov deixou o mundo dos vivos, não tendo seu coração suportado tantas provações. Como diz o comissário para os Direitos Humanos do Conselho da Europa, Thomas Hammarberg, Andrei Sakharov era um ouvidor nacional informal, um líder moral que hoje faz falta à Europa. E continua:
O que me admira é que agora, 22 anos depois de sua morte, ele ainda continua como uma figura extremamente importante e que os temas por ele levantados continuam atuais. Ele defendia os direitos da mídia, ele falava da necessidade do livre acesso à informação. Muitos desses problemas ainda subsistem. Refiro-me não somente à Rússia, mas também a muitos países europeus.
Agora, porém, as ideias de Andrei Sakharov vêm adquirindo um sentido novo e está chegando a hora de seu retorno. Mikhail Fedotov, presidente do Conselho para o Desenvolvimento da Sociedade Civil e para os Direitos Humanos junto à Presidência federal da Rússia, declarou que quem lê nos nossos dias os pronunciamentos de Andrei Sakharov fica com a impressão de que ele estava descrevendo o dia de hoje. E explica:
Pode-se encontrar em suas obras muitas recomendações precisas sobre o que hoje deveríamos fazer. Anotei só algumas. “Diante de uma catástrofe econômica iminente e o trágico agravamento das relações interétnicas, vão se operando no País uns processos poderosos e perigosos. Se nos deixarmos levar pela corrente nos deixando embalar pela esperança de umas mudanças graduais para melhor, as crescentes tensões poderão fazer explodir nossa sociedade produzindo as sequelas mais trágicas.” Dá a sensação de terem estas palavras sido pronunciadas ontem. Mas foram escritas há mais de 20 anos. Isso, porém, não significa que estejamos marcando passo. É-nos importante ganhar a vastidão do desenvolvimento moderno. E então vai tudo dar certo nas áreas da modernização e democratização.
Nos últimos anos de vida do acadêmico, sua ação social e política, embora tivesse ascendido ao primeiro plano, não ensombrou as realizações profissionais do destacado cientista. Quando trabalhava com desenvolvimento da arma termonuclear, Andrei Sakharov julgava ser isso necessário para manter o equilíbrio mundial, mas ao mesmo tempo era ciente do perigo colossal do que se ocupava. Foi por sua iniciativa que em 1963 a União Soviética, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha assinaram em 1963 o “Tratado para Proibição dos Ensaios Nucleares sob a Água, no Ar e no Espaço”.
Todavia, o dom da previsão de Andrei Sakharov deixa os contemporâneos não menos admirados do que seu talento científico. Em 1974, ele escreve para a revista estadunidense “The Saturday Review” um artigo intitulado “O Mundo dAqui a Meio-Século”, no qual, além do mais, o acadêmico prediz o nascimento da “Internet”. “Dentro de 50 anos – dizia -, prevejo a criação de um sistema informativo global que torne acessível a cada um e em qualquer minuto o conteúdo de qualquer livro e qualquer artigo, assim como a obtenção de quaisquer dados. Então desaparecerão todas as barreiras no caminho de intercâmbio de informações entre os países e as pessoas.” Passaram-se desde então 15 anos, e eis que em 1989, ano da morte do humanista, é formulado o conceito de “Teia Mundial”. Andrei Sakharov julgava ser a desunião da humanidade um perigo grande para sua existência e não parava de argumentar que somente uma colaboração igualitária, a transparência e o respeito pela personalidade permitiriam preservar a civilização. Pelo que vemos, essas ideias do grande cientista e defensor dos Direitos Humanos continuam atuais ainda hoje.

Fonte: Vozdarússia.

Novo caso de Ebola grave em Uganda.

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Um morto por febre mortal, a população toma medidas para evitar a sua propagação.



Em Uganda, confirmaram que o vírus de Ebola já matou uma menina de 12 anos de idade. Uganda não teve um caso confirmado de Ébola desde 2007. Nesta foto, uma equipe de médicos examina um homem suspeito de estar infectado com o vírus Ebola em 20 de dezembro de 2007. (Claude Mahoudeau / AFP / Getty Images).
Kampala, Uganda - Uganda está lidando com um novo surto do vírus Ebola.
Ebola matou uma menina de 12 anos no distrito de Luwero de Uganda, cerca de 45 quilômetros ao norte de Kampala, o Ministério da Saúde do Uganda e Estados Unidos Centers for Disease Control (CDC) confirmou esta semana.
"As investigações do laboratório confirmaram que o Ebola seja a causa da doença e da morte", disse o Dr. Anthony Mbonye, ​​comissário de Uganda para a saúde da comunidade sobre o ressurgimento do vírus mortal que não tem sido visto em Uganda durante anos.
"Apenas um caso é considerado uma epidemia, porque ela pode se espalhar rapidamente e é altamente fatal", disse Mbonye.
O mais recente surto de Ebola em Uganda, em 2008, matou 37 pessoas. Autoridades de saúde estão monitorando mais de 30 pessoas que tiveram contato com a menina infectada. Uma enfermeira que tratou a menina mostrou alguns sinais de Ebola e está sob vigilância, informou as autoridades de saúde.

"Apenas um caso é considerado uma epidemia, porque ela pode se espalhar rapidamente e é altamente fatal." - Dr. Anthony Mbonye, ​​ comissário de saúde da comunidade em Uganda.
O vírus e a doença derivam de seus nomes do local do primeiro foco em 1976, o vale do rio Ebola na vizinha República Democrática do Congo.
A febre hemorrágica ebola é mortal, mas evitável. A doença ocorre em toda a África Central e Ocidental.
De acordo com o CDC uma pessoa que sofre de Ebola tem um início súbito de febre alta com qualquer das seguintes características: cefaléia, vômitos, dores musculares e nas articulações, sangramento através das aberturas do corpo (olhos, nariz, gengivas, ouvidos, ânus) e de urina reduzida. Ebola só pode ser transmitido através do contato direto com fluidos corporais de uma pessoa infectada ou ao corpo de alguém que morreu da doença.
Para minimizar o risco de contrair o vírus Ebola, as pessoas devem evitar o contato direto com fluidos corporais (sangue, saliva, vômito, urina e fezes), através do uso de luvas, máscaras e batas. As pessoas também devem evitar a lavagem das mãos comunais.
Ebola foi identificado pela primeira vez em 1976, próximo ao rio Ebola na República Democrática do Congo. A doença ocorre em toda a África Central e é suspeito de ser contraído através do contato com macacos. Um surto no Congo, antigo Zaire, matou 250 pessoas em 1995.

Em Uganda, em 2000, mais de 400 pessoas foram infectadas com o vírus Ebola e 224 morreram por causa do vírus.
Em Uganda funcionários estão trabalhando para garantir que este continua a ser um caso isolado e para que não se espalha. Uganda é o único país em África que montou um laboratório que possa testar o Ebola. Antes que as amostras de sangue teriam que ser enviadas para a Europa e os ugandenses nos EUA estão a dar atenção aos avisos de saúde.
Esta manifestação vem num momento em que os ânimos estão elevados na sequência da recente "pé-de-obra" protestos anti-governo contra alta dos alimentos e dos custos do combustível e da posterior reação violenta por parte da polícia. Alguns ugandenses vêem o novo surto de Ebola como sintomática do fracasso do governo em geral no que diz respeito à saúde.
"Ebola? O regime é o culpado! O sector da saúde entre os setores mais subfinanciado em Uganda sem reserva de dinheiro para a investigação e emergências ", disse o residente em Kampala, Derrick Opio.
Outro exemplo da importância do governo ugandês é que o sistema de saúde é uma luta da nação contra o HIV / SIDA.
Na década de 1990 Uganda foi louvado como um líder global na luta contra o HIV porque conseguiu reduzir drasticamente a sua taxa de infecção pelo HIV. No entanto, estudos recentes indicam esses ganhos foram anulados e a taxa de infecção de HIV está aumentando rapidamente.
Após o primeiro caso de HIV / AIDS ter sido diagnosticado, perto do Lago Vitória, em 1982, a prevalência de infecção pelo HIV em Uganda aumentou para 29 por cento da população adulta em áreas urbanas de Uganda em 1986.

Fonte: Globalpost 
 

  

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