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domingo, 8 de novembro de 2020

SITUAÇÃO EM ANGOLA PREOCUPA EMBAIXADOR DA PAZ

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O Embaixador para a Paz Mundial, João Kanda Bernardo, manifesta-se preocupado com os acontecimentos que têm marcado a sociedade angolana nos últimos tempos e toma medidas de prevenção de conflitos. Para além de contactos feitos recentemente junto de gabinetes de chefes de governos de três potências mundiais, o Embaixador Kanda foi também recebido nesta terça-feira 03.11.2020, pelo Ministério das Relações Exteriores da Alemanha, apesar de o país ter entrado outra vez em quarentena.

Durante a audiência ocorrida no Ministério alemão, o “Pacificador Universal” e o seu homólogo abordaram também a Campanha “Peaceful Society” que visa formar jovens angolanos na Alemanha como “Mediadores de Conflitos” e realizar audiências semestrais entre actores relevantes da sociedade civil angolana e da comunidade internacional, onde serão abordadas questões tangentes a direitos humanos em Angola, para permitir que a comunidade internacional compreenda melhor os problemas de Angola e tome posições mais eficazes, com a finalidade de buscar soluções, que possam contribuir para uma melhor interpretação e aplicação do “ius Regni” e “ius Maestatis” neste país que celebra o calar das armas desde 2002.

Ambas as partes consideram a audiência da terça-feira muito produtiva. A informação sobre este importante encontro também foi tornada pública através de um Post no twitter do Embaixador Robert Dölger, Director-Geral do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha para a África subsahariana e Médio Oriente (na foto com o Embaixador Kanda).

Finalmente, Angola será o terceiro país africano, onde o Embaixador Kanda poderá aplicar a Campanha “Peaceful Society“ que só termina em Maio de 2023, pois o Diplomata da Paz considera preocupante o nível de saturação do povo angolano diante a actual realidade social que o país atravessa, cuja a génese é conhecida por todos os cidadãos lúcidos.

A data para a formação dos jovens angolanos na Alemanha está prevista para o primeiro Semestre de 2021, mas ainda não foi definida tendo em conta as actuais restrições impostas pela Covid-19, que também limitam o número de pessoas em reuniões. Porém as audiências para a auscultação da sociedade civil angolana junto da comunidade internacional já estão marcadas.

O Pacificador diz também que o clima prevalecente no seio da sociedade angolana, demonstra que o Povo não está preparado para aceitar uma eventual nova vitória nas eleições de 2022 do partido que governa Angola desde 1975, mesmo que este venha a ganhar sem fraudes, assim como o partido que governa Angola há quase meio século também não está preparado para uma derrota eleitoral contra os seus adversários políticos. Razão pela qual há necessidade de se encontrar medidas inteligentes de compreensão fácil para todos, a fim de se evitar situações menos bons durante e depois das eleições gerais previstas para 2022 e continuar-se com o bom trabalho da manutenção da Paz alcançada em 2002.


fonte: folha8


O que dizem os PALOP sobre a vitória de Joe Biden?

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Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique já felicitaram o Presidente eleito dos Estados Unidos. Líderes africanos lembram que os EUA são um importante parceiro e esperam que as relações sejam reforçadas com Joe Biden.



Cabo Verde foi o primeiro dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) a reagir aos resultados das presidenciais norte-americanas. O Presidente e o primeiro-ministro cabo-verdianos felicitaram ainda no sábado (07.11) Joe Biden e Kamala Harris pela anunciada vitória nos Estados Unidos, onde reside a maior comunidade cabo-verdiana na diáspora.  

"Felicito Joe Biden e Kamala Harris pela sua anunciada vitória na eleição presidencial americana e auguro o reforço das relações históricas e culturais entre americanos e cabo-verdianos e da cooperação entre os dois países", escreveu o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, numa mensagem divulgada na sua conta oficial na rede social Facebook.

Estima-se que vivam nos Estados Unidos da América mais de 300 mil cabo-verdianos e descendentes, a maior comunidade fora do arquipélago. O chefe de Estado exortou que esta eleição "possa vir a atingir um nível que corresponda ao do relacionamento humano entre os dois povos".

Deutschland Berlin US Wahl 2020

Também o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, usou a rede social Facebook para dar os "parabéns" a Biden e Kamala Harris, pela eleição: "Cabo Verde conta com a nova Administração Americana no reforço das relações diplomáticas, económicas e de parceria para o desenvolvimento com os EUA, país que alberga a maior comunidade cabo-verdiana no exterior e com o qual Cabo Verde tem uma relação de mais de 200 anos", recordou o primeiro-ministro.

"Parceiros estratégicos"

Por seu turno, o chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, felicitou este domingo (08.11) o Presidente eleito dos Estados Unidos, destacando os norte-americanos  como  "parceiros estratégicos" para Moçambique.

Numa mensagem divulgada na sua página do Facebook, Filipe Nyusi saudou também Kamala Harris, a vice-presidente eleita, destacando o "facto histórico que reforça a necessidade da aposta na promoção da mulher".

"Os Estados Unidos da América são parceiros estratégicos de Moçambique e temos certeza de que a nossa cooperação continuará firme e, como sempre, em prol do bem-estar dos nossos dois povos", declarou o chefe de Estado moçambicano.

USA I Menschen feiern Joe Bidens Wahlsieg in Oakland

Apoaidores de Biden celebram a vitória nas ruas da Califórnia

"Livre e transparente" 

Assim como Nyusi, o Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, também felicitou este domingo a vitória de Joe Biden nas presidenciais norte-americanas num processo de contagem de votos que descreveu como "livre e transparente".

Numa mensagem endereçada a Joe Biden, em nome do povo guineense e em nome pessoal, Umaro Sissoco Embalo formula "votos de sucesso" pela "ampla vitória" nas eleições de 03 de novembro, confirmada no sábado, "por meio de um processo de contagem de votos livre e transparente".

Na mensagem, divulgada à imprensa, o chefe de Estado guineense salienta que Joe Biden merece aquela "importante designação democrática decidida pelo povo", que teve em conta uma "nova abordagem diplomática nos acordos internacionais para resgatar os valores e princípios do multilateralismo" para fortalecer as "ferramentas necessárias para se manter a paz e a segurança" no mundo.

"Espera-se que os Estados Unidos da América sejam um parceiro fundamental na estratégia de segurança e desenvolvimento da República da Guiné-Bissau", refere Umaro Sissoco Embaló.

O Presidente guineense espera igualmente um reforço da cooperação, bem como "um mercado aberto para as exportações de matérias-primas da Guiné-Bissau nos próximos cinco anos no âmbito da Lei do Crescimento e Oportunidades para a África".

fonte: DW África


Sob Biden, alinhamento do Brasil aos EUA dará lugar a relação mais fria.

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Estratégia de Bolsonaro na política externa com Washington, definida por analistas como "alinhamento automático", não tem precedentes na história da diplomacia brasileira. Com a vitória de Biden, cobrará seu preço.


Nas semanas anteriores à eleição, Bolsonaro e seu entorno manifestaram diversas vezes apoio a Trump

"Eu te amo", disse Jair Bolsonaro a Donald Trump em setembro de 2019, em Nova York, para receber de volta um "é bom revê-lo". O diálogo ocorreu na Assembleia Geral da ONU, quando o presidente brasileiro se empenhava em se aproximar do americano oferecendo concessões sem receber contrapartidas objetivas.

A estratégia de Bolsonaro na política externa com os Estados Unidos, definida por alguns analistas como "alinhamento automático", não tem precedentes na história da diplomacia brasileira. E, com a vitória do democrata Joe Biden, cobrará seu preço: esfriamento na relação bilateral com a nação mais rica do mundo e maior isolamento de Brasília no cenário internacional, segundo especialistas ouvidos pela DW Brasil.

A vitória de Biden, porém, não deve num primeiro momento trazer grandes prejuízos econômicos ao Brasil e tende a resguardar cooperações nas áreas de comércio e investimentos já em andamento, dado o pragmatismo do presidente americano eleito.

Nas últimas semanas, Bolsonaro e seu entorno manifestaram por diversas vezes apoio a Trump. No início de novembro, o presidente brasileiro disse à CNN Brasil estar confiante na reeleição. Antes, em 20 de outubro, ele havia declarado que esperava comparecer à posse do republicano: "Espero, se essa for a vontade de Deus, comparecer à posse do presidente brevemente reeleito nos EUA. Não podia esconder isso. Não interfiro, é do coração”.

Um dia depois, Carlos Bolsonaro, filho do presidente e vereador pelo Rio de Janeiro, divulgou no seu Twitter uma foto se ajoelhando, usando boné com a bandeira dos Estados Unidos e portando um fuzil, com a mensagem "'MERICA #freedom". A exibição de armas de fogo é uma marca dos apoiadores mais radicais de Trump.

Além do presidente, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, era outro apoiador do americano. Em 2017, antes de virar chanceler, ele escreveu num artigo que Trump poderia "salvar o Ocidente". No cargo, evitou confrontar a Casa Branca mesmo quando havia interesses brasileiros em jogo, como quando o governo americano estabeleceu restrições à importação de aço do Brasil ou derrubou a candidatura de um brasileiro ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A relação bilateral Brasil-EUA

Os dois países têm um histórico de proximidade diplomática que começa já em 1822, quando os Estados Unidos foram a primeira nação a reconhecer a independência do Brasil. Sob Bolsonaro, porém, a natureza e a intensidade desse alinhamento foram inéditas, afirma Fernanda Magnotta, senior fellow do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e coordenadora do curso de Relações Internacionais da FAAP.

Uma das novidades da política externa bolsonarista foi incorporar um forte teor "ideológico e identitário" à aliança com os americanos, jogando por terra algumas tradições da diplomacia brasileira. "Não se tratou de olhar para os Estados Unidos como um parceiro prioritário e aliado necessário, mas como fonte de um exemplo ou modelo que a gente deveria mimetizar abaixo da linha do Equador."

Além desse componente identitário, o governo Bolsonaro optou por permitir avanços dos interesses americanos em pautas diversas, como comércio, defesa e energia, em troca de buscar o comprometimento da Casa Branca com temas mais complexos e de menor impacto imediato, como o processo para o Brasil se tornar um membro da Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCDE), ainda incerto e sem prazo para ser concluído.

"Embora esses assuntos não sejam uma novidade, o jeito de negociar mudou. O Brasil se tornou mais permissivo, e os americanos, que têm sido mais duros ao estabelecer as barganhas, usaram uma estratégia conhecida como 'issue linked', uma barganha condicionada: 'Se vocês [Brasil] toparem fazer tal coisa, talvez nós apoiemos vocês nessa terceira coisa.'" O problema desse tipo de negociação, explica Magnotta, é que o Brasil acabou cedendo em diversas demandas estratégicas, obtendo de volta apenas promessas retóricas.

Em junho último, por exemplo, o Palácio do Planalto desistiu de indicar o brasileiro Rodrigo Xavier ao cargo do presidente do BID, tradicionalmente ocupado por um latino-americano, para apoiar o nome do americano Mauricio Claver-Carone, que acabou efetivado.

Em setembro, o governo brasileiro zerou o imposto de importação sobre 187,5 milhões de litros de etanol americano, pelo prazo de 90 dias, num gesto para agradar a Casa Branca e contra os interesses da bancada do agronegócio brasileiro. O Planalto também não reagiu a decisões dos EUA para restringir a importação do aço brasileiro.

"Se olharmos para os números do comércio, o Brasil não está usufruindo dessa aproximação. Nunca tivemos uma balança comercial com os Estados Unidos tão desequilibrada como a que temos agora. Essa aproximação valoriza muito mais elementos retóricos, que energizam algumas bases políticas, do que interesses estratégicos”, diz Magnotta. "Isso nos faz lembrar aquela frase clássica de que países têm interesses, não amigos. Quando o governo Trump tinha interesse em escantear o Brasil, o fez sem pensar duas vezes".

De janeiro a setembro de 2020, o Brasil registrou um déficit na balança comercial com os Estados Unidos de 3,1 bilhões de dólares, contra um déficit de 374 milhões de dólares em todo o 2019, e de 271 milhões de dólares no ano anterior, segundo dados do Ministério da Economia.

Dawisson Belém Lopes, professor de política internacional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), cita que Brasil e Estados Unidos também foram muito próximos em outros três momentos históricos, mas sempre acompanhado de uma pretensão dos brasileiros em auferir algo concreto. Após a Segunda Guerra Mundial, havia a expectativa de o Brasil se beneficiar de um tipo de Plano Marshall para a América do Sul, durante a ditadura buscou-se o estreitamento da cooperação militar, e no governo Fernando Collor, aproveitar a promessa de crescimento econômico durante a ascensão do neoliberalismo.

Com Bolsonaro, Lopes afirma que o alinhamento ocorreu sem a expectativa de reciprocidade, e se baseou muito mais numa relação entre pessoas do que entre países. "O grau de assimetria e desinstitucionalização é inédito", afirma.

Enquanto se sintonizava ao presidente dos Estados Unidos, Bolsonaro foi "queimando pontes" com países da Europa, com seus vizinhos da América Latina e com a China. À medida que Trump sair de cena e Biden buscar o realinhamento com a Europa, o Brasil tende a ficar mais isolado, avalia o professor da UFMG.

A relação entre os dois países nos próximos anos pode vir a lembrar o período em que Jimmy Carter era presidente dos EUA, de 1977 a 1981, compara Lopes. Nessa época, o governo ditatorial brasileiro, sob o comando dos militares, perdeu margem de manobra na arena internacional e "havia hostilidade da Casa Branca aos regimes que desrespeitavam os direitos humanos".

Pragmatismo evita prejuízo maior

Apesar do isolamento maior do Brasil, a vitória de Biden, conhecido por ser pragmático, não deve em si gerar consequências econômicas graves para o país, pois seu governo vai priorizar a agenda interna, em meio à pandemia de covid-19 e a recuperação econômica. Lopes aposta na manutenção da cooperação em áreas como investimento e comércio, ressalvadas possíveis sanções em produtos ligados ao agronegócio, caso o Palácio do Planalto não demonstre empenho em combater o desmatamento e as queimadas.

Magnotta, do Cebri, tampouco projeta uma grande ruptura entre os dois países, mas uma reorientação, pois haverá forças e interesses comerciais se mobilizando para evitar perdas significativas. Do lado brasileiro, isso pode passar pela readequação das frentes de contato no Itamaraty com os Estados Unidos, já que Araújo é muito associado ao trumpismo, e a um incremento na pressão para que o governo tenha um olhar mais atento a pautas ambientais e sociais – tema sensível para os democratas e para a plataforma de Biden.

"Não é só uma questão moral, mas de competitividade no ambiente de negócios. Se o Brasil não atentar a esse tipo de pauta, ficará isolado. O Trump dava alguma abertura para o Brasil pensar diferente. Mas, com o alinhamento entre europeus e americanos, será difícil seguirmos da mesma forma", diz.

Uma oportunidade para o Palácio do Planalto, seria aproveitar que Biden deverá dar continuidade à política de guerra comercial com a China, e buscar obter vantagens para o Brasil dessa disputa entre as duas potências.

Ela também vê um impacto simbólico da eleição de Biden que pode vir a afetar a tentativa de reeleição de Bolsonaro em 2022. "Tudo o que acontece nos Estados Unidos, sobretudo na política, repercute como ondas que chegam atrasadas no mundo e geram ciclos de legitimação. Assim como a vitória de Trump em 2016 gerou lideranças análogas em outros lugares, talvez uma derrota em 2020 possa também fortalecer grupos de oposição e empurrar mais para o canto da cena política as figuras populistas", estima Fernanda Magnotta.

fonte: DW África






Joe Biden: "Vamos ser uma nação unida, uma nação sarada"

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PR eleito dos EUA defende que é tempo de unir a América. A vice Kamala Harris faz história e diz: é a primeira mulher no cargo, mas não será a última. Americanos celebram e líderes do mundo inteiro parabenizam Joe Biden.



O Presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, defendeu na noite de sábado (07.11) que é tempo de sarar e unir a América e de fazer com que o país volte a ser respeitado no mundo. No seu primeiro discurso após o anúncio no sábado da vitória nas eleições presidenciais de terça-feira, Biden prometeu ser o Presidente de todos os americanos, os que votaram nele e os que votaram contra.

Dirigindo-se aos eleitores que votaram no Presidente e candidato republicano, Biden disse: "compreendo a vossa desilusão esta noite. Eu também já perdi um par de vezes, mas agora vamos dar uma oportunidade uns aos outros".

Afirmando que esta noite "todo o mundo está a olhar para a América", o Presidente eleito dos Estados Unidos disse que o seu país "é um farol para o mundo".

"Restaurar a alma da América"

"Concorri a este cargo para restaurar a alma da América, para reconstruir a espinha dorsal desta nação, a classe média, para fazer a América respeitada no mundo outra vez, e para nos unir aqui em casa", afirmou perante uma multidão em Wilmington, no estado de Delaware.

USA Wilmington | Rede Joe Biden und Kamala Harris nach dem Wahlsieg

Biden: "É tempo de pôr a retórica dura de lado. (...) Não são nossos inimigos, são americanos"

Após ser apresentado pela vice-Presidente eleita, Kamala Harris, que disse que Biden seria "Presidente de todos os americanos", o Presidente eleito reclamou uma "vitória clara, uma vitória convincente".

Lembrou que, com 74 milhões de votos contados, é o Presidente eleito com mais votos na história dos Estados Unidos. Prometeu ser um chefe de Estado "que não procura dividir, mas sim unir, que não vê estados vermelhos ou azuis, mas apenas os Estados Unidos". "Vou trabalhar tanto para os que não votaram em mim como nos para os que votaram", garantiu.

O democrata disse ser tempo de os dois lados "se ouvirem outra vez". "É tempo de pôr a retórica dura de lado, baixar a temperatura, olharmos uns para os outros outra vez e fazer progressos. Temos de parar de tratar os nossos opositores como inimigos. Não são nossos inimigos, são americanos", afirmou.

Controlar a pandemia

Sublinhando que a sua primeira tarefa será controlar a pandemia do novo coronavírus, Biden disse que essa é a única forma de voltar a uma vida normal e anunciou a criação de um grupo de cientistas de topo e especialistas para ajudarem a definir o plano de ação que entrará em vigor em 20 de janeiro, quando Biden e Harris tomam posse.

Ainda se referindo à pandemia, o Presidente eleito, que é católico, citou o hino católico preferido do seu filho Beau, que morreu de cancro em 2015, desejando que essas palavras reconfortassem todos os norte-americanos que choram a morte de entes queridos devido ao novo coronavírus.

No final do seu discurso, Biden apelou novamente ao espírito de união: "Vamos ser a nação que sabemos que podemos ser. Uma nação unida, uma nação reforçada, uma nação sarada. (...) Nunca houve nada que tivéssemos tentado e não tivéssemos conseguido quando o fazemos juntos".

USA Wilmington | Rede Joe Biden und Kamala Harris nach dem Wahlsieg

Joe Biden foi anunciado no sábado (07.11) como vencedor das eleições presidenciais de 3 de novembro, segundo projeções dos 'media' norte-americanos. Segundo as projeções, Biden totaliza 290 "grandes eleitores" do Colégio Eleitoral, derrotando o candidato republicano e atual Presidente Donald Trump. A posse de Biden como 46.º Presidente dos Estados Unidos está marcada para 20 de janeiro de 2021.

"Sou a primeira mulher no cargo, mas não serei a única"

Entretanto, a vice-Presidente eleita dos Estados Unidos, Kamala Harris, afirmou no discurso da vitória que, sendo a primeira mulher a aceder ao cargo, não será a última. Harris agradeceu aos norte-americanos por terem votado pela "esperança, unidade, decência, ciência e verdade" para iniciar "um novo dia" no país. 

"Embora possa ser a primeira mulher neste cargo, não serei a última. Porque cada menina que nos vê esta noite, vê que este é um país de possibilidades", disse, em Wilmington, no estado do Delaware. 

Vestida de branco como as sufragistas, no mesmo ano em que se comemorou o centenário do direito das mulheres a votar nos Estados Unidos, Harris garantiu que não teria chegado a este momento sem aquelas ativistas e sem os milhões de norte-americanas que votaram nas presidenciais de 3 de novembro. 

A vice-Presidente eleita prestou também homenagem a "gerações de mulheres, negras, asiáticas, brancas, latinas e nativas norte-americanas que, ao longo de toda a história, abriram caminho para o momento desta noite". 

USA Wilmington | Rede Joe Biden und Kamala Harris nach dem Wahlsieg

A ainda senadora democrata pelo estado da Califórnia proferiu o discurso antes da intervenção do Presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, a quem agradeceu por ter "tido a audácia" de "escolher uma mulher como vice-Presidente". 

Harris comprometeu-se a trabalhar "para salvar vidas e derrotar a pandemia" de Covid-19, para reconstruir a economia e combater a crise climática e para "eliminar a raiz do racismo sistémico no sistema de Justiça e na sociedade" norte-americana, razão dos protestos deste ano nos Estados Unidos. 

No início da intervenção, Kamala Harris citou o líder do movimento dos direitos cívicos John Lewis, que morreu este ano: "A democracia não é um estado, é um ato", usando esta citação para refletir sobre "a luta e o sacrifício" que implicam proteger esta forma de Governo. 

Festa nas ruas dos EUA

Milhares de pessoas foram para as ruas de várias cidades norte-americanas, incluindo Los Angeles, Nova Iorque, Filadélfia, Atlanta e Washington, D.C., para festejarem a eleição de Joe Biden como próximo Presidente dos Estados Unidos da América.

As celebrações incluíram música, danças, champanhe e multidões reunidas em locais que até há pouco tempo estavam vazios por causa da pandemia de Covid-19, tal como e baixa de Los Angeles. 

Em Nova Iorque, viveu-se um ambiente de festa que não se via na cidade há muito tempo, principalmente depois de esta ter sido uma das cidades mais afetadas pela primeira vaga da pandemia de Covid-19. 

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Norte-americanos celebram vitória de Biden

O bastião democrata da costa leste foi palco de diretos sucessivos nas televisões, que mostravam muitas pessoas com máscaras, bandeiras, cartazes pró-Biden e Harris, com expressões de grande euforia e esperança no futuro. 

Em Washington, D.C., as pessoas manifestaram a sua alegria na praça Black Lives Matter, onde houve festa rija, e junto à Casa Branca, que continuará a ser ocupada por Donald Trump até 20 de janeiro. O Presidente ainda não fez qualquer declaração de derrota ou concessão.

Líderes parabenizam Biden

No exterior, o resultado das eleições norte-americanas também suscitou reações entusiásticas. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, felicitou Joe Biden "calorosamente" e garantiu que Bruxelas está "pronta a intensificar a cooperação com a nova administração", enquanto o chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, disse ser "um grande dia para os Estados Unidos e a Europa".

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Jens Stoltenberg, saudou a eleição de Biden, que classificou como um "forte apoiante das relações transatlânticas", recordando que "a liderança dos EUA é tão importante como sempre num mundo imprevisível".

USA I Menschen feiern den Wahlausgang in Washington

Cidadãos celebram em frente à Casa Branca

O Presidente francês, Emmanuel Macron, e os chefes dos Governos do Canadá, Justin Trudeau, do Reino Unido, Boris Johnson, de Itália, Giuseppe Conte, foram outros líderes mundiais que já saudaram a vitória de Biden nas eleições norte-americanas.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, também felicitou a vitória de Biden, salientando a importância da "amizade transatlântica" entre Washington e Berlim para ultrapassar os "grandes desafios atuais".

Em África, as felicitações foram acompanhadas de anseios para o futuro: "Também chegou a hora de dar às nossas mulheres a chance de ocupar um cargo tão alto no nosso país e até mesmo a posição de número um", disse o ministro do Gabinete da Nigéria, Festus Keyamo, no Twitter, referindo-se à Kamala Harris.

"Kamala Harris ilumina o túnel para muitas mulheres que continuam a defender a igualdade de gênero e inclusão na liderança", escrever no Twitter Anne Waiguru, uma das duas governadoras do Quénia, onde o presidente da Suprema Corte aconselhou o Presidente do país a dissolver o Parlamento por não ter deputadas suficientes.

fonte: DW África


PRESIDENTE MENTIROSO...

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Algumas das principais estações de televisão dos Estados Unidos da América, como ABC, CBS e NBC, cortaram o discurso do candidato Presidente no horário nobre, enquanto a Fox News, referência informativa do Partido Republicano, desmentiu as alegações de Donald Trump. E se fosse por cá? Seriam confiscadas e os seus responsáveis detidos. Com todos os seus defeitos, é a diferença entre democracia e Estado de Direito e… Angola.

Adivisão no canal de notícias conservador está a aprofundar-se cada vez que Trump repete as alegações de fraude eleitoral.

“Não vimos nada que constitua fraude ou abuso do sistema”, disse o correspondente da Casa Branca para a Fox News, John Roberts, em directo, da mesma sala de imprensa em que o Presidente falara segundos antes. Nos estúdios, em Nova Iorque, os apresentadores repetiam continuamente. “Não vimos nenhuma prova”.

Enquanto isso, as três principais estações de sinal aberto – NBC, ABC e CBS – cortaram e desmentiram veementemente o discurso de Trump em pleno directo.

“Temos de interromper Trump porque o Presidente fez uma série de afirmações falsas”, disse o jornalista Lester Holt, apresentador do NBC Nightly News, um dos três programas de notícias mais seguidos na televisão em sinal aberto.

O mesmo foi feito por David Muir, apresentador do noticiário mais seguido no país, com oito milhões de telespectadores diários, o ABC World News Tonight.

“Simplesmente não houve prova, em nenhum desses estados, de que haja votos ilegais”, disse.

Em seguida, o jornalista explicou que, devido à pandemia do coronavírus, a votação por correspondência aumentou, quebrando recordes: mais de 100 milhões de norte-americanos votaram antes, o que prolongou o escrutínio.

A CBS, a terceira em audiências, iniciou um apuramento de factos quando Trump terminou o discurso e desmentiu todas as acusações de “fraude” e “corrupção do sistema”.

Mais contundentes foram os serviços de informação da rádio pública norte-americana, NPR: “Trump, mais uma vez, reivindicou falsamente a vitória nas eleições de 2020. Ele não ganhou. Os votos ainda estão a ser contados”, afirmou.

Por sua vez, os canais pagos de notícias CNN e MSNBC, conhecidos por posições mais liberais, comentaram duramente: “Que noite triste para os Estados Unidos”.

Trump “está a tentar atacar a democracia com uma série de falsidades. Mentira após mentira após mentira”, lamentou o apresentador Jake Tapper.

No programa da CNN, Rick Santorum, um comentador do partido de Trump e ex-senador, declarou-se “impressionado e decepcionado” depois de ouvir o Presidente.

Praticamente nenhum grande meio de comunicação corroborou as acusações de fraude eleitoral feitas pela campanha de Trump.

“Trump disse sem provas que a eleição foi corrupta e fraudulenta”, publicou Nicole Carroll, editora do USA Today, um dos jornais generalistas mais lidos nos Estados Unidos.

O Washington Post, o New York Times e o Los Angeles Times também desmentiram o Presidente.

Da mesma forma, a Justiça da Geórgia e do Michigan negou provimento aos primeiros processos movidos por Trump, que depende do apoio mediático da Fox News, que se vai diluindo, e de plataformas “alternativas” que surgiram nas redes sociais.

Folha 8 com Lusa

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