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sábado, 15 de março de 2014

Senegal: O emprego dos jovens - Macky Sall anuncia o início de projectos com um forte potencial de mão de obra.

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O Chefe de Estado anunciou o lançamento, este ano, de projectos inovadores com elevado potencial de mão de obra, como Prodac e Papejf que irão impulsionar a criação de empregos. Ele pediu aos jovens para assumirem a liderança.

O governo pretende se concentrar em sectores com elevado potencial de criação de emprego, disse ontem, Macky Sall, no encerramento do Fórum Nacional sobre Emprego de Jovens. Sectores visados ​​incluem, entre outros, a agricultura, o artesanato, a tecnologia da informação e comunicação. O presidente anunciou para o início deste ano, o Projeto de Apoio para a promoção da juventude e das mulheres ( Papejf ) e do Programa de áreas agrícolas comunitárias ( Prodac ).
Estes dois projectos estruturantes apoiados pelo Banco Africano de Desenvolvimento ( BAD ) vão, de acordo com o chefe de Estado, possibilitar " a criação de 300 mil empregos nos próximos 5 anos e vão reforçar a capacidade de gestão de 7.000 jovens. " Estes novos postos de trabalho, observou ele, serão adicionados à 5.500 criados em 2013. Uma declaração que não levou em conta os 4.000 professores contratados e 10.000 jovens recrutados pela Agência Nacional de Assistência à Seguridade de Proximidade.
O Chefe de Estado considera que a política nacional sobre o emprego dos jovens deve ser abordada em três dimensões, rejuntando assim, representantes dos empregadores neste fórum, Baïdy Agne que revelou a aproximação " multidimensional " da problemática de emprego dos jovens. Macky Sall argumentou que sobre o plano macro-económico, isso tenderá a favorecer o potencial de investimento da força de trabalho e fortalecerá a empresa senegalesa institucional e financeiramente. Por fim, o Chefe de Estado deseja reforçar a capacidade da juventude para desenvolver as suas próprias iniciativas. Ele lembrou aos jovens, o papel do primeiro plano que eles devem desempenhar no desenvolvimento do trabalho, através do auto-emprego e a criação de PME ou SMI, demonstrando inovações.
Este convite de Macky Sall expõe as recomendações de Mor Talla Kane, presidente do Comitê Científico do Fórum. Ele demandou uma melhor integração das preocupações do emprego dos jovens no quadro macro-económico e das políticas públicas. Sr. Aliou Sow, presidente do Conselho Nacional da Juventude acredita que o sonho agora está ativado com o apoio da questão do " emprego dos jovens " no Plano Senegal emergente (PSE). " Não nos resta mais do que se meter ao trabalho e cultivar o nosso jardim como diz Voltaire ", declarou ele.

Mor Talla Kane recomenda uma coalizão nacional
As soluções podem ser consideradas para fazer face a questão do emprego dos jovens em nosso país, afirmou Mor Talla Kane, presidente da Comissão Científica do Fórum. Ele fez várias recomendações para se chegar a uma coalizão nacional para o emprego de jovens. De acordo com ele, deve-se favorecer a abordagem de cadeia de valor, a fim de gerar negócios e foco profissionalizante em setores com elevado potencial de crescimento. Para fazer isso, ele disse que o governo deveria incentivar o voluntariado, ampliar o acesso às profissões liberais ( advogados, notários, etc. ) e proibir o acúmulo de funções assim como o trabalho clandestino. A esses esforços o governo deve adicionar a criação de mecanismos de financiamento inovadores. Mor Talla Kane recomendou que " taxas simbólicas " são aplicadas em determinados setores como mineração e as remessas para apoiar as políticas de emprego dos jovens. Mody Guiro, em nome dos trabalhadores, disse que a criação de empregos não deve ser o negócio do governo, mas apenas " um desafio para todos. "

Baïdy Agne : " A hora de agir é agora "
O representante da entidade patronal e presidente do Conselho Nacional de Empregadores ( CNP ) Baïdy Agne disse que, o momento é de ação concernentemente à problemática de emprego dos jovens. Ele solicitou, para este efeito, a aceleração da implementação do Pse que irá criar a cada ano, 150 mil empregos " decentes e produtivos" . Presentes as empresas como "o futuro da juventude ", Agne Baïdy propôs dez alavancas sobre as quais, as soluções podem ser encontradas para promover o emprego dos jovens. Entre outras coisas, ele pediu mais produtividade no trabalho e flexibilidade na contratação. Ele igualmente sugeriu as trocais comerciais mais pujantes no espaço da CEDEAO, um mercado de 200 milhões de pessoas "que ainda não beneficiam do Senegal. "

Por: Maguette NDONG

# lesoleil.sn

Sociólogo acende polémica sobre regime de Angola.

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Paulo de Carvalho terá defendido que o fato de Rafael Marques estar vivo é a prova de que, em Angola, vigora uma democracia. Marques e o escritor José Eduardo Agualusa, em resposta, falam em "ameaça" e "ditadura".



O Sociólogo Paulo de Carvalho

O sociólogo angolano Paulo de Carvalho envolveu-se ao longo da semana numa polémica com outros nomes da intelectualidade agolana, nomeadamente o jornalista Rafael Marques e o escritor José Eduardo Agualusa. Carvalho teria defendido, conforme a Agência Lusa, que o fato de Marques estar vivo é a prova de que, em Angola, não vigora uma ditadura. Mais tarde, à imprensa angolana, o professor catedrático da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto divulgou nota se retratando.

"Em momento algum eu terei dito que o 'activista Rafael Marques estar vivo prova que Angola é democracia', como erradamente se afirma no título do artigo", diz a nota.

Jornalista e ativista angolano Rafael Marques
"Esta afirmação é de autoria do articulista e não de minha autoria. O caso de Rafael Marques foi realmente citado, para dar conta que às vezes nos excedemos dizendo que há ditadura em Angola, quando de facto está em curso um processo de democratização. E só quem nunca viveu em ditadura pode achar que, em ditadura, Rafael Marques estaria vivo e viajaria para onde bem lhe apetece, entrando e saindo de Angola também quando lhe apetece. Em relação a Rafael Marques, foi isto que foi dito apenas. E o caso citado ocorreu de facto. Só me faltou dizer ontem que, depois da minha intervenção, obviamente que ninguém na sala da Fundação Mário Soares a terá contestado", lê-se na nota publicada no Rede Angola.
"Uma ameaça velada", diz ativista angolano 

O debate teve lugar no Centro de Estudos Africanos do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas de Lisboa. O tema era "Sistema democrático e direitos de cidadania em Angola".
Rafael Marques, autor do livro "Diamantes de Sangue", publicado apenas em Portugal pela editora Tinta-da-China, é alvo de um processo movido, em Lisboa, por nove oficiais angolanos visados pelo trabalho de investigação sobre as violações dos direitos humanos nas Lundas, zona diamantífera de Angola. Mesmo após a retratação do professor, Marques afirma conhecer "a atitude de Paulo de Carvalho", garantindo que as suas palavras são "uma ameaça velada que tem estado a ser feita por vários membros do regime e aqueles que procuram mostrar trabalho ao presidente José Eduardo dos Santos como seus defensores".

"Há um prémio maior para aqueles que procuram derrotar, destruir a imagem e mesmo colocar em perigo ou eliminar Rafael Marques", garante o jornalista. "Tenho estado "a receber indivíduos que me vêm fazer propostas - uns em nome do presidente, outros em nome próprio - sempre com a ideia de que quem me tirar fora do jogo terá uma recompensa muito grande e o Paulo de Carvalho é o tipo de intelectual orgânico que segue nessa linha", explica.
Agualusa rejeita existência de avanços no processo democrático

Escritor angolano José Eduardo Agualusa
Outro que se manifestou contrário à declaração de Carvalho foi o escritor José Eduardo Agualusa. Para o escritor, os avanços democráticos que eram esperados no fim da guerra não foram constatados. "Pelo contrário", afirma, "se há uns 10 anos atrás a esperança era de que Angola caminhasse para uma democracia, hoje a percepção já não é essa, infelizmente".
"Nos últimos anos não se tem avançado nesse sentido", diz Agualusa, lembrando que se aprovou "uma Constituição menos democrática, que reforça todos os poderes do Presidente da República" e se assiste "ao enriquecimento da família presidencial" e a "um assalto à imprensa independente por pessoas próximas do Presidente". "Tudo isto são sinais de que não estamos a caminhar para uma democracia. Muito pelo contrário, estamos a aproximar-nos da ditadura".

Agualusa acha que este tipo de declaração marca "um estágio de desenvolvimento " da academia angolana. "Ainda não avançou muito e, portanto, os académicos têm pouca possibilidade de se fazerem ouvir e pouca liberdade", considera o escritor. "De qualquer forma, penso que há algumas universidades, sobretudo privadas, que têm feito algum esforço no sentido de criar um pensamento angolano independente, livre. Mas tudo isso depende do resto, do contexto geral, do regime", acrescenta.
Rafael Marques promete não se deixar intimidar
"O que o Paulo de Carvalho ignorou aqui é que a minha vida não é representativa de todos os angolanos", frisa. "O facto de haver um crítico não significa que os outros não tenham sido mortos e que a vida dos outros valha menos. Vários cidadãos angolanos têm demonstrado como países como Cuba, que tem críticos na cadeia e em liberdade, nem por isso é considerada uma democracia porque não conseguiu matar todos os críticos", afirma.

"Como cidadão, tenho uma mensagem para o Presidente da República, que é o mandante destes assassinos: eu continuarei a falar com toda a liberdade que a minha consciência ditar e defenderei sempre os mais fracos e os que não têm voz", conclui Rafael Marques.

# DW.DE


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