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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Começa Congresso do MPLA em Angola.

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Sede do MPLA.
AFP / Issouf Sanogo                                                      Cristiana Soares                                                       

O MPLA, partido no poder em Angola, abriu as portas do debate em Luanda, para o IV Congresso Extraordinário. Na sessão de abertura, o líder do partido, José Eduardo dos Santos, acusou o Ocidente de ingerência nos assuntos internos dos países do continente africano.
O IV Congresso Extraordinário do MPLA (Movimento para a Democracia e Libertação de Angola), o partido no poder em Angola decorre sob o lema “MPLA - mais democracia, mais desenvolvimento”. Os congressistas vão avaliar o grau de cumprimento do Programa de Governo apresentado nas eleições de 2008 e vão ajustar a moção de estratégia, aprovada em 2009. Daqui deverão sair as linhas de força para o que se deverá transformar no Programa de Governo do MPLA para 2012-2017.
Na abertura do IV Congresso Extraordinário do MPLA, teve a palavra o líder do partido. José Eduardo dos Santos, que é, também, Presidente de Angola, falou do desempenho do seu executivo, reconheceu-o como positivo e anunciou eleições autárquicas no país depois do sufrágio de 2012. Nos mais de trinta minutos de discurso, tempo teve ainda para apontar a crise económica e financeira internacional como uma das causas para o atraso de alguns compromissos assumidos em 2008.
Mas as palavras mais acaloradas de José Eduardo dos Santos foram dirigidas para fora o continente africano. O presidente de Angola acusou o Ocidente de ingerência nos assuntos internos dos países africanos., com o objetivo do "acesso fácil às matérias-primas".
Segundo o líder do MPLA, os países industrializados ocidentais sob a forma de “vários pretextos ou critérios" estão a levar a cabo "intervenções militares condenáveis para condicionar a resolução de problemas internos de outros países soberanos". José Eduardo dos Santos acrescentou ainda que África está a ser utilizada como "campo de ensaio", cujo objetivo "é o acesso fácil às matérias-primas e o ressurgimento do neocolonialismo".
Em Angola, a oposição diz que o Governo não cumpriu as promessas eleitorais. Em declarações à Agência Lusa, o porta-voz da UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola), Alcides Sakala, diz que em Angola continuam a persistir "os grandes problemas sociais".
A mesma opinião tem o presidente do FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola), Ngola Kabango. O líder do FNLA considerou que estes três anos o MPLA governou "de maneira pouco organizada e pouco eficiente".
Com a colaboração do nosso correspondente em Luanda, Avelino Miguel.
Avelino Miguel, correspondente em Luanda.

Fonte: AFP



 

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