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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Há poucos dias, foi em Menaka que foi visto ao lado de notáveis ​​tu...

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Crise financeira em São Tomé e Príncipe.

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Vários bancos estão a falir em São Tomé e Príncipe, transformando o Estado no maior cliente dos bancos que sobrevivem para salvar o sistema financeiro.
fonte: DW África
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Banco Central de STP
Os bancos presentes na praça financeira de São Tomé e Príncipe lutam pela sobrevivência. Dos oito bancos existentes, a maioria foi atraída pela tão anunciada exploração conjunta de petróleo entre a Nigéria e o arquipélago, em 2006.
Mas com o arrefecimento dos negócios ligados à indústria petrolífera, na fronteira marítima entre os dois Estados, os bancos injetaram na economia são-tomense dezenas de milhares de euros, em 2012.
Quatro anos depois, os bancos começaram a acumular prejuízos face à lenta recuperação do capital, principalmente quando surgiram problemas político-institucionais, nos últimos anos. Como consequência, registou-se a falência de alguns desses bancos. 
Felisberto Castilho, ehemaliger Präsident der STP Banks Association
Felisberto Castilho, ex-presidente da Associação dos Bancos de STP
Banco de desenvolvimento para STP?
Face a este quadro, o economista Felisberto Castilho, que foi presidente da associação dos bancos de São Tomé e Príncipe entre 2015-2017, reconhece que "de facto, o sistema financeiro vem vivendo alguma crise associada à baixa do preço do petróleo nos países produtores que suportam o Orçamento Geral do Estado são-tomense, como é o caso da Nigéria, Angola ou Gabão."
Castilho sublinha que "dentro de pouco tempo, passaremos de oito para cinco instituições bancárias."
Segundo vários economistas, a falência dos bancos deve-se sobretudo a créditos malparados, sobretudo nos setores do comércio e do crédito à habitação. Este é problema que afeta também o tecido empresarial do arquipélago e que está na origem do "seu gradual desaparecimento".
Cosme Rita, vice-presidente da Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços de São Tomé e Príncipe, considera que "os bancos comerciais não são mais favoráveis, porque não ajudam no desenvolvimento do país. Para os agentes económicos, entendemos que um banco de desenvolvimento é o mais ideal."
Queda das exportações
Para atrair investimento estrangeiro, o Governo de São Tomé e Príncipe elaborou um conjunto de leis que visava melhorar o ambiente de negócios. Em janeiro de 2017, foram introduzidas várias reformas monetárias e fiscais, mas a produção interna continua muito abaixo do desejado.
Galerie Anbau und Verarbeitung von Kakao in São Tomé
Produção de cacau em STP
Dados recentes do Banco Central indicam que as exportações de cacau, pimenta e baunilha atingiram somente 9 milhões euros, enquanto as importações chegaram aos 130 milhões euros.
Com a queda do preço do cacau no mercado internacional em 2016, a economia são-tomense registou um impacto negativo na economia. O cacau é o principal produto de exportação e atração de divisas.
Segundo o Fundo Monetário Internacional, em 2017 o crescimento económico desacelerou ligeiramente, situando-se nos 3,9 por cento do Produto Interno Bruto, devido a uma diminuição na entrada no país de fundos provenientes do exterior.
Para salvar o sistema financeiro, que "está praticamente parado", o Estado passou a ser o príncipal cliente dos bancos, como afirma Felisberto Castilho, também diretor geral do BGFI Bank: "Em 2018, tivemos um equilíbrio do nosso resultado graças a umas aplicações que nós fizemos com o Estado. Temos é que felicitar o Estado."
Petróleo não é a solução
Ainda assim, continua a haver esperança no negócio do petróleo. Nos últimos tempos, a zona económica exclusiva de São Tomé e Príncipe atraiu cinco empresas petrolíferas, entre elas a americana Kosmos Energy, que prometeu realizar os primeiros furos de prospeção em 2019.
Mas Cosme Rita, da Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços, entende que o petróleo não é a melhor alternativa para o país.
"O petróleo é um adicional, mas não é mais prioritário. Vai contribuir para o desenvolvimento, mas temos que aproveitar os recursos oriundos dessa exploração petrolífera para desenvolvermos outras áreas que são fundamentais como o turismo e agricultura", sugere Rita.

Zimbabué: Presidenciais marcadas para 30 de julho.

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fonte: DW África
Presidente zimbabueano anunciou a data das eleições presidenciais esta quarta-feira. Emmerson Mnangagwa disse também que se vai candidatar à Presidência.
O chefe de Estado do Zimbabué, Emmerson Mnangagwa, anunciou esta quarta-feira (30.05) a data de 30 de julho para as eleições presidenciais zimbabueanas, cumprindo a promessa de organizar uma votação desde que subiu ao poder, em novembro de 2017.
Mnangagwa, também líder da União Nacional Africana do Zimbabué - Frente Patriótica (ZANU-PF), no poder desde a independência em 1980, garantiu também que irá apresentar-se à votação.
Mnangagwa tornou-se Presidente do Zimbabué após uma intervenção militar do Exército, que pôs cobro ao regime de Robert Mugabe, que liderou o país desde a independência.
Como principal opositor terá Nelson Chamisa, que lidera o Movimento para a Mudança Democrática (MDC, na sigla inglesa), político que sucedeu a Morgan Tsvangirai, líder histórico do partido que morreu em fevereiro vítima de doença prolongada.
Além de Chamisa, existem vários outros candidatos de partidos políticos pouco expressivos.
Mnangagwa tem estado a tentar fazer regressar o Zimbabué à cena internacional e declarou que pretende que as eleições presidenciais de julho decorram de forma "livre e transparente", tendo convidado várias organizações internacionais para monitorizar a votação como observadores eleitorais.


Mulher de quase 50 anos tem aparência adolescente.

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Apesar da idade, a modelo se passaria facilmente por uma adolescente de 17/18 anos.

Mulher de quase 50 anos tem aparência adolescente

A modelo japonesa Risa Hirako é dona de uma das belezas mais intrigantes do mundo. Prestes a completar 50 anos de idade, ela apresenta uma figura jovem, que muitas meninas de 17/18 anos invejariam.
Hikaro se tornou uma espécie de sensação nas mídias sociais, com mais de 200 mil seguidores no Instagram.
A modelo nasceu em 14 de fevereiro de 1971, em Tóquio, no Japão, mas muitos pensam que ela aparenta ser pelo menos duas décadas mais jovem.
Ela faz questão de usar as redes sociais para compartilhar seu estilo de vida saudável, inundando o espaço de fotos da sua alimentação e sucos feitos na hora.
fonte: noticiasaominuto

BRASIL: Com decisão judicial, Temer retira benefícios de Lula.

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Governo federal suspendeu a disponibilidade de automóveis oficiais e o pagamento de viagens aéreas, além de ter afastado seguranças e assessores.

Com decisão judicial, Temer retira benefícios de Lula

O presidente Michel Temer cumpriu decisão judicial nesta terça-feira (29) e retirou do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva benefícios que ele tem direito como mandatário do Palácio do Planalto.
O governo federal suspendeu a disponibilidade de automóveis oficiais e o pagamento de viagens aéreas, além de ter afastado seguranças e assessores, cujas exonerações foram publicadas no "Diário Oficial da União".
Na semana retrasada, o juiz federal Haroldo Nader, da 6ª Vara Federal de Campinas, determinou liminarmente a retirada imediata dos benefícios do petista. A decisão partiu de pedido do advogado Rubens Gatti Nunes, coordenador nacional do MBL (Movimento Brasil Livre).
A intenção do Palácio do Planalto é devolver os privilégios caso o petista seja solto. Ele está preso desde abril em Curitiba.
A ideia inicial de Temer era suspender apenas os benefícios de segurança e transporte, mantendo os assessores pessoais, que costumam ter como função ajudar na preservação de objetos históricos recebidos no exercício do cargo. Com a decisão judicial, contudo, ele teve de suspender todos os privilégios.
Segundo lei sancionada em 1986, e regulamentada em 2008 pelo próprio petista, todo ex-presidente tem direito a dois veículos oficiais com motoristas pagos pela Presidência da República.
Ele tem à disposição ainda um total de seis servidores públicos -quatro seguranças e dois assessores pessoais-, além dos dois motoristas.
A regalia é também oferecida hoje aos ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Dilma Rousseff.

Em 1969, foi criada uma aposentadoria para ex-presidentes. O direito, no entanto, foi revogado em 1988, com a promulgação da atual Constituição Federal.
fonte: notíciasaominuto

BRASIL: Entenda alguns pontos da greve dos caminhoneiros e o acordo com governo.

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A última versão do acordo proposto pelo governo vai muito além do preço do diesel.

Entenda alguns pontos da greve dos caminhoneiros e o acordo com governo

A greve organizada pelos caminhoneiros começou nas redes sociais e em grupos de WhatsApp e chegou às ruas do Brasil no dia 21 de maio. Oito dias após a paralisação, foram visíveis os impactos em todo o país. No entanto, muitas questões ficaram no ar. O UOL reuniu algumas explicações sobre as manifestações. Confira.

Líderes do movimento

A proposta de greve foi motivada pela insatisfação dos motoristas com a escalada dos preços do diesel. Porém, a categoria dos autônomos é difusa e não existe uma organização que possa ser apontada como líder única da paralisação. As entidades envolvidas na greve foram: CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos), que congrega a maioria dos sindicatos de motoristas autônomos, Abcam (Associação Brasileira de Caminhoneiros) e Unicam (União Nacional dos Caminhoneiros do Brasil).
Como a manifestação não tinha uma única liderança à frente, as negociações com o governo foram mais complexas, pois muitos autônomos afirmam não ser representados por ninguém.
Greve agora é de quem quer 'derrubar o governo', diz Abcam
Greve de patrão?
Especialistas avaliaram que a greve seria, na verdade, um locaute. Ou seja: prática de empresários de um setor de contribuir, incentivar ou orientar greve de trabalhadores para atender interesses dos patrões, e é proibida pela legislação brasileira.
As manifestações se alastraram com rapidez pelo país e tiveram a presença da CNT (Confederação Nacional do Transporte), entidade que representa as transportadoras. A CNT participou de reuniões com caminhoneiros e ministros, além disso, houve apoio de associações patronais ao movimento.
O governo federal encampou essa suspeita e a Polícia Federal abriu 37 inquéritos em 25 estados para investigar o caso.
O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) vai abrir um procedimento preliminar para investigar se houve atuação das transportadoras.
A CNT afirmou que não participa, não incentiva nem apoia a paralisação de caminhoneiros, e que não tem conhecimento de empresas envolvidas no movimento.
Participações
As paralisações contaram com a participação de caminhoneiros autônomos, responsáveis por do transporte de cargas pelas rodovias brasileiras, e também caminhoneiros empregados em transportadoras, o que levantou a suspeita de incentivo das empresas ao movimento.
Outras categorias manifestaram apoio, como motoristas de vans escolares e motoboys, assim como entidades empresariais não diretamente ligadas aos caminhoneiros, como a Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso).
Acordo final
O UOL destaca que a última versão do acordo proposto pelo governo vai muito além do preço do diesel. Os caminhoneiros conseguiram que o governo oferecesse, além da redução dos combustíveis, medidas que eles vinham reivindicando há anos, como o estabelecimento de um valor mínimo para o frete.
O governo anunciou que vai cortar preço em R$ 0,46 por litro de diesel nas refinarias. A medida terá um impacto de R$ 9,5 bilhões no Orçamento:
- Corte de 10% no preço do diesel da Petrobras nas refinarias por 60 dias, subsidiado pelo governo;
- Corte de impostos sobre o diesel.
- Reajustes da Petrobras não possam mais ser feitos diariamente, e sim a cada 30 dias.
Além de mexer nos preços do diesel, os autônomos conseguiram:
- Isenção de pedágio pelo eixo suspenso de caminhões (quando o veículo roda vazio) em rodovias municipais, estaduais e federais;
- Reserva de 30% do frete da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para caminhoneiros autônomos;
- Criação de uma tabela com preço mínimo para o valor do frete;
- Negociar para que a Petrobras passe a permitir a contratação de autônomos no transporte de cargas;
- Cumprir regras da ANTT sobre a renovação de frotas na contratação de transporte de carga;
- Não voltar a cobrar imposto sobre a folha de pagamento de empresas do setor de transporte de carga;
Negociar para que os estados deixem de cobrar, nas rodovias estaduais, pedágio sobre eixo suspenso em caminhões vazios; se necessário, a União acionará a Justiça.
Preço do diesel
O aumento no preço do diesel é reflexo de fatores internos e externos. A nova política de preços da Petrobras é um dos fatores internos. Desde julho do ano passado, a estatal reajusta os preços seguindo as movimentações no mercado internacional. Se o dólar ou o petróleo sobem, como tem acontecido, a petroleira repassa imediatamente o aumento para as refinarias. Essa política acarreta reajustes até diários.
De julho do ano passado até antes da greve, o preço da gasolina nas refinarias acumulou alta de 57,78%, e a gasolina, de 57,34%. A inflação oficial no Brasil acumulada entre julho de 2017 e abril de 2018 (último dado disponível) foi de 2,68%.
No exterior, os preços do petróleo, definidos em dólar no mercado internacional, estão em alta devido a uma queda na produção e a tensões geopolíticas. A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de rever o acordo nuclear com o Irã gerou temores de que os iranianos passem a produzir menos petróleo. As negociações entre a Coreia do Norte e a diplomacia norte-americana agrava esses temores, que acabam pressionando os preços do petróleo para cima.
Outro fator é o fato de o dólar estar em alta no mundo todo. A economia norte-americana está crescendo e há expectativas de que o Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) aumente as taxas de juros para manter a inflação controlada.
fonte: noticiasaominuto

ANGOLA: ESTADO INJECTA MAIS UNS LARGOS MILHÕES NO BPC.

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O Estado angolano necessita de injectar 31.500 milhões de kwanzas (115 milhões de euros) no Banco de Poupança e Crédito, para completar o capital social do maior banco nacional, em processo de reestruturação devido ao volume de crédito malparado.

Ainformação consta da análise da auditoria externa às contas de 2017 do BPC, totalmente detido pelo Estado, elaborada pela UHY – Auditores & Consultores, e que alerta desde logo que a “capacidade do banco para continuar as operações depende do sucesso das suas actividades futuras, da manutenção dos depósitos dos seus clientes e da continuação do suporte financeiro dos seus accionistas”.
Os auditores recordam que já foram realizados aumentos do capital social do BPC nos montantes de 90.000 milhões de kwanzas (480 milhões de euros, à taxa de câmbio do período) em 2017, mais 90.000 milhões de kwanzas (480 milhões de euros, à taxa de câmbio do período) em 2016 e 36.000 milhões de kwanzas (190 milhões de euros, à taxa de câmbio do período) em 2015.
O Estado angolano é accionista do BPC, através do Ministério das Finanças (75%), do Instituto Nacional de Segurança Social (15%) e da Caixa de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas (10%), que suportaram, na proporção da sua participação, o financiamento do aumento de capital do banco, no âmbito do processo de reestruturação em curso, devido ao volume de crédito malparado.
“Não obstante, para além de o capital social não se encontrar integralmente realizado pelos accionistas no montante de 31.500 milhões de kwanzas, a sua realização tem ocorrido em grande parte através da emissão de Obrigações do Tesouro em moeda nacional (não indexadas à taxa de câmbio de qualquer moeda estrangeira), remuneradas a uma taxa de juro fixa de 5% e com maturidade de 24 anos”, alerta a análise dos auditores.
Os accionistas do BPC aprovaram na sexta-feira, em assembleia-geral, o relatório e contas referente ao exercício de 2017 e o Plano Estratégico para o quinquénio 2018-2022. O banco registou um Produto Bancário positivo de 50.900 milhões de kwanzas em 2017, mas o resultado líquido do exercício foi negativo em 73.100 milhões de kwanzas (395 milhões de euros à data de 31 de Dezembro último).
O BPC registou em 2017 um buraco de 5.200 milhões de dólares (4.300 milhões de euros), de activos com baixo desempenho e em incumprimento, essencialmente crédito malparado, o segundo pior registo da história da banca em Angola.
Os dados constam do prospecto da emissão de ‘eurobonds’ de 3.000 milhões de dólares (2.500 milhões de euros), a 10 e 30 anos e com juros acima dos 8,2% ao ano – concretizada pelo Estado angolano este mês -, que foi enviado aos investidores.
No mesmo mês – Dezembro de 2017 -, o Estado angolano já tinha emitido títulos de dívida pública no valor de 231 mil milhões de kwanzas (1.080 milhões de euros) a favor da sociedade estatal Recredit, para compra de valor equivalente de crédito malparado do BPC, que tentará depois cobrar.
Segundo a informação do BPC, o processo de saneamento da carteira de crédito, iniciado em 2017 com a Recredit, deverá estar concluído até final deste ano.
Em 2014, um volume de crédito malparado superior a 5.700 milhões de dólares (4.755 milhões de euros) obrigou à intervenção do Estado no Banco Espírito Santo Angola (BESA), constituindo este o maior buraco da banca do país. Após o colapso do BES português, o BESA foi transformado, por decisão dos novos accionistas e conforme exigência do Banco Nacional de Angola, em Banco Económico, a 29 de Outubro de 2014, avançando também um aumento de capital e a entrada da petrolífera Sonangol no capital social (39,4%).
Em 2017, a administração do BPC constituiu 72,7 mil milhões de kwanzas (392,2 milhões de euros) para “imparidades e provisões” do exercício de 2016, reflectindo nas contas uma perda potencial ou efectiva de quase 400 milhões de euros em créditos concedidos anteriormente.
Em 2015, o BPC tinha 406 agências em todo o país, com 5.354 trabalhadores, números que subiram, respectivamente, para 443 e 5.530 até final do ano seguinte. Entretanto, a instituição iniciou um processo de redução do número de agências em todo o país.

Saber como está a banca

No início de Janeiro, o Presidente João Lourenço ordenou uma avaliação às participações detidas pelo Estado ou empresas públicas em bancos nacionais e estrangeiros, a realizar por um grupo de trabalho liderado pelo ministro das Finanças.
Este grupo de trabalho, liderado pelo ministro Archer Mangueira, procedeu “à avaliação de todas as participações sociais detidas pelo Estado, empresas públicas ou empresas de domínio público em instituições financeiras bancárias nacionais e estrangeiras”.
O Estado angolano, através da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol), detém participações em vários bancos nacionais e estrangeiros.
Em Portugal, a Sonangol detém uma posição de 14,87 por cento do capital social do banco Millennium BCP, que representava, em 2016, uma perda potencial de 365,7 milhões de euros, face ao investimento inicial.
No relatório e contas de 2016 da Sonangol, então liderada pela empresária Isabel dos Santos, recorda-se que o investimento da petrolífera no banco português começou em 2007, então com 180 milhões de acções (que no final de 2015 chegaram a cerca de 10.530 milhões), inicialmente no valor de 525,6 milhões euros.
Dez anos depois, o saldo desse investimento representa um “justo valor”, nas contas de 2016, de 150,4 milhões de euros, contra o saldo inicial de 516,1 milhões de euros nas contas do final de 2015, além de um peso na estrutura accionista que passou de 17,84% (2015), para 14,87%, devido ao aumento de capital realizado pelo Millennium BCP.
Em Dezembro de 2016, a então presidente do conselho de administração da Sonangol, Isabel dos Santos, confirmou que a petrolífera pediu um reforço da participação no capital do Millennium BCP, cujo maior accionista passou a ser o grupo chinês Fosun.
“A participação da Sonangol no banco Millennium BCP continuará e foi efectuado um pedido de reforço da participação da mesma”, disse Isabel dos Santos, que foi exonerada do cargo na petrolífera a 15 de Novembro, pelo Presidente João Lourenço.
A sociedade pública angolana Recredit anunciou em Agosto último que previa alargar a compra de crédito malparado a mais quatro bancos comerciais, por 765 milhões de euros, depois de já ter acertado a aquisição com o estatal Banco de Poupança e Crédito (BPC).
Segundo informação prestada pelo presidente do Conselho de Administração da Recredit, Vicente Leitão, aquela sociedade estava a negociar a aquisição do crédito malparado de cinco bancos comerciais angolanos, além do BPC também o BCI, Banco Angolano de Investimentos (BAI), Banco Keve e Banco de Negócios Internacional (BNI).
No entanto, o administrador afirma que a instituição não é um “banco mau”, por não comprar activos para vender, mas sim para recuperá-los, em termos do interesse da economia nacional e não apenas do interesse financeiro.
“Não somos um banco mau. Não compramos para vender. Comprámos para transformar”, afirmou Vicente Leitão.
Recorde-se que em Março de 2017 o presidente do Conselho de Administração do estatal Banco de Poupança e Crédito (BPC), Ricardo D’Abreu, definiu como prioritária a reposição da capacidade operacional da instituição, mas a reestruturação deverá cortar mais de 20% dos postos de trabalho.
Informações veiculadas no dia 31 de Março do ano passado pelo semanário económico angolano Expansão referiam que o plano de reestruturação do BPC, aprovado pelos accionistas, implicaria a redução de 1.200 postos de trabalho (de um total superior a 5.000) e o encerramento de 124 das 400 agências do banco estatal.
“A função de intermediação do banco, em particular a de crédito, passa pela capacidade de, com prudência, concretizar o binómio criação de valor para os clientes e para o banco. Todos, empresas e particulares, podem contar com uma gestão ética, profissional e responsável”, afirmou, por seu turno, o novo homem-forte do maior banco angolano.
“O banco vive um momento muito particular da sua história. Queremos sanear e reestruturar o BPC. Vamos fazê-lo para que o banco sirva convenientemente o Estado, seu único accionista”, disse em Outubro de 2016 o ministro das Finanças, Archer Mangueira.
Na mesma altura foi empossada uma nova administração no banco estatal, que passou a ser liderado por Cristina Florência Dias Van-Dúnem, que fora vice-governadora do Banco Nacional de Angola (BNA), passando então a presidente do conselho de administração e administradora não executiva da instituição.
Depois, por decisão dos accionistas, a administradora foi exonerada, ao fim de menos de seis meses no cargo, substituída por Ricardo D’Abreu, outro antigo vice-governador do BNA, agora com mandato, tal como os restantes administradores, até 2021.
“Dada a elevada importância sistémica do BPC no sistema financeiro, bem como na sua estabilidade, os accionistas acreditam que estão criadas as condições para devolver ao BPC a sua reputação e rentabilidade nos próximos exercícios”, referiu o Ministério das Finanças.
Folha 8 com Lusa

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