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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Realiza-se esta quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023, em Yamoussoukr...

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Obama defende liberdade, justiça e respeito que a história de Berlim simboliza.

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Vídeo - Obama em Berlim.


fonte: euronews.pt



Por que o Brasil e agora? - " Caro leitor, entenda o que está por trás dessa manifestação de rua que está agitando o Brasil "

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Paradoxalmente, a culpa é de quem deu dignidade aos pobres, uma renda não miserável para comprar o que sempre foi um sonho.

JUAN ARIAS/EL PAÍS
Está gerando perplexidade, dentro e fora do País, a crise repentina que eclodiu no Brasil com o surgimento de manifestações de rua, primeiro em cidades ricas como São Paulo e Rio, estendendo-se por todo o País e envolvendo brasileiros no exterior.
No momento há mais perguntas para se entender o que está ocorrendo do que respostas. Há apenas um consenso de que o Brasil, até agora invejado internacionalmente, vive uma espécie de esquizofrenia ou paradoxo que ainda precisa ser analisado e explicado.
Iniciemos com as perguntas:
Por que surge agora um movimento de protesto como os que vêm ocorrendo em outros países do mundo, quando durante 10 anos o Brasil viveu anestesiado pelo seu sucesso compartilhado e aplaudido mundialmente: O Brasil está pior hoje do que há 10 anos? Não, está melhor. Pelo menos está mais rico, tem menos pobres e aumenta o número de milionários. Está mais democrático e menos desigual.
Como se explica, então, que a presidente Dilma Rousseff, com um consenso popular de 75% - recorde que chegou a superar o do popular Luiz Inácio Lula da Silva -, foi vaiada repetidamente na abertura da Copa das Confederações em Brasília por 80 mil torcedores da classe média que puderam dar-se ao luxo de pagar até US$ 400 o ingresso?
Por que saem para a rua para protestar contra o aumento de preços dos transportes, jovens que não usam esses meios de transporte porque têm carro, algo impensável há 10 anos?
Por que protestam estudantes vindos de famílias que até há pouco não teriam sonhado em ver seus filhos pisarem numa universidade?
Por que a classe C aplaude os manifestantes, essa classe C que veio da pobreza e que pela primeira vez em sua vida conseguiu comprar uma geladeira, uma TV e até um carro usado?
Por que o Brasil, sempre orgulhoso do seu futebol, parece estar agora contra o Mundial, chegando a empanar a abertura da Copa das Confederações com uma manifestação que resultou em feridos, detenções e medo nos torcedores que chegavam ao estádio?
Por que esses protestos, em alguns casos violentos, num país invejado até pela Europa e Estados Unidos pelo seu quase desemprego zero?
Por que se protesta nas favelas onde os habitantes viram sua renda duplicada e recuperaram a paz que lhes fora roubada pelo narcotráfico?
Por que, de repente, levantaram-se em pé de guerra os indígenas que já têm 13% do território nacional?
Os brasileiros são mal agradecidos àqueles que melhoraram sua vida?
A resposta a essas perguntas que deixam muita gente, a começar pelos políticos, perplexa e assombrada, poderia se resumir em poucas questões:
Em primeiro lugar, pode-se dizer que, paradoxalmente, a culpa é de quem deu aos pobres um mínimo de dignidade: uma renda não miserável, a possibilidade de ter uma conta em um banco e acesso ao crédito para poder comprar o que sempre foi um sonho para eles.
Talvez o paradoxo se deva a isso: ter colocado os filhos dos pobres na escola, da qual não desfrutaram seus pais e avós; ter permitido aos jovens, brancos, negros, indígenas, pobres ou não, ingressar na universidade; ter dado a todos acesso gratuito à saúde; ter libertado os brasileiros do antigo complexo de culpa de "cachorros de rua"; ao ter conseguido tudo aquilo que converteu o Brasil em apenas 20 anos num país quase do primeiro mundo.
Os pobres que chegaram à nova classe média conscientizaram-se de que deram um salto qualitativo na esfera do consumo e agora querem mais. Querem serviços públicos de primeiro mundo, que não há; querem uma escola que ofereça um ensino de boa qualidade, que não existe; querem uma universidade moderna, viva, que os prepare para o trabalho futuro. Querem hospitais com dignidade, sem meses de espera, sem filas desumanas.
E querem tudo o que ainda lhes falta politicamente: uma democracia mais madura, em que a polícia não continue agindo como na ditadura; querem partidos que não sejam, na expressão de Lula, um "negócio" para enriquecer; querem uma democracia onde exista uma oposição capaz de vigiar o poder.
Querem políticos menos corruptos; querem menos desperdício em obras que consideram inúteis quando ainda faltam casas para 8 milhões de famílias; querem uma justiça com menos impunidade; querem uma sociedade menos abismal nas suas diferenças sociais. Querem ver na prisão os políticos corruptos.
Querem o impossível? Não. Ao contrário dos movimentos de 68, que queriam mudar o mundo, os brasileiros insatisfeitos com o já alcançado querem que os serviços públicos sejam como os do primeiro mundo. Querem um Brasil melhor. Nada mais.
Escutei alguns afirmarem: "Mas o que mais quer essa gente?" A pergunta me lembra a de algumas famílias onde, depois de darem tudo aos filhos, segundo elas, eles se rebelam.
Os pais esquecem às vezes que faltou algo que, para o jovem, é essencial: atenção, preocupação pelo que ele deseja e não pelo que às vezes lhe é oferecido. Necessitam não apenas ser ajudados e protegidos, conduzidos pela mão, querem aprender a ser eles os protagonistas.
E aos jovens brasileiros, que cresceram e tomaram consciência não só do que já têm, mas do que ainda podem alcançar, está faltando justamente isso: que os deixem ser mais protagonistas da sua própria história, ainda mais quando demonstram ser tremendamente criativos.
Que o façam, isso sim, sem mais violência, pois violência já sobra nesse maravilhoso país que sempre preferiu a paz à guerra. E que não se deixem cooptar por políticos que tentarão se envolver no seu protesto para esvaziá-lo de conteúdo.
Podia-se ler num cartaz, ontem: "País mudo é um país que não muda". E outro, dirigido à polícia: "Não disparem contra meus sonhos".
Alguém pode negar a um jovem o direito de sonhar?
TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO. 

fonte: estadao.com.br


CPLP volta a focar na Guiné-Bissau.

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A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa pondera envio de uma missão parlamentar à Guiné-Bissau ainda antes das eleições gerais apontadas para o final deste ano.
O Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) se reuniu nesta terça feira (18.06) na capital moçambicana Maputo onde ficou decidido que poderá determinar uma data para enviar uma missão parlamentar à Guiné-Bissau.
A informação foi confirmada, nesta quarta feira (19.06), por Vicente Guterres, presidente do Parlamento Nacional de Timor-Leste e da Assembleia Parlamentar da CPLP, após um encontro à porta fechada na sede da CPLP, em Lisboa, antes de uma audiência dos parlamentares da CPLP com o presidente português Cavaco Silva.
CPLP parceira
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa não reconheceu o Governo de Transição da Guiné-Bissau saído do golpe de Estado de 12 de abril de 2012. Por isso, pretende agora tomar uma atitude.
Assunção Esteves, presidente da Assembleia da República portuguesa, disse em conferência de imprensa que, depois dos progressos registrados, a situação na Guiné-Bissau exige de todos disponibilidade de colaboração.
Helder Vaz, diretor-geral da Organização lusófona, disse à DW África que "a CPLP encontrará as melhores respostas para apoiar o processo de normalização da Guiné Bissau, para que o povo da Guiné-Bissau possa finalmente encontrar a tranquilidade e a estabilidade para desenvolver os imensos recursos naturais que o país possui."
"A CPLP é um parceiro da Guiné-Bissau e sê-lo-á sempre", enfatizou Vaz.
Segundo Vaz e Guterres, a CPLP está recetível a prestar "um apoio firme, efetivo e substancial", "mas que conduza a Guiné-Bissau a encontrar o seu caminho para que o guineenses possam pensar com suas próprias cabeças e marchar com os seus próprios pés", destacaram.
Risco de greve de fome
Os apoios aos quais as autoridades se referem abrangerão, por exemplo, os setores da saúde e da educação. Para José Ramos-Horta, representante especial das Nações Unidas (ONU) para a Guiné-Bissau,estas ajudas não devem estar sujeitas às sanções da comunidade internacional.
Vicente Guterres e Helder Vaz
João Lourenço, primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional de Angola, assegurou, numa conversa com jornalistas, que "Luanda mantém as portas abertas" para ajudar a Guiné-Bissau retornar à normalidade constitucional.
A situação neste país de língua portuguesa, incluindo a preparação das eleições legislativas e presidenciais a cargo do recém-constituído Governo de Transição, também dominou a reunião informal dos Presidentes de Parlamentos dos Países de Língua Portuguesa, que teve lugar esta terça-feira na capital portuguesa.
Durante os trabalhos no Parlamento português,  o representante especial da ONU para a Guiné-Bissau fez uma explanação exaustiva do panorama político, económico e social daquele país lusófono.
Numa entrevista publicada nesta quarta-feira (19.06) por um diário português, o ex-presidente timorense, José Ramos-Horta, agora a serviço da ONU, adverte sobre a possibilidade do país vir a sofrer uma situação greve de fome.
Questionado sobre este cenário, Vicente Guterres deu conta de possíveis contactos com as autoridades de Bissau no sentido de se encontrar respostas em conjunto, se for o caso.
"Vamos apelar ao executivo para que possa rapidamente ser feito algo para que não haja fome em nenhum país da CPLP. Muito menos na Guiné Bissau que está a passar por um momento especial e difícil", explicou Guterres.
fonte: dw.de/Africa

Obama visita África para contrariar o desapontamento dos africanos.

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O presidente americano Barack Obama estará de volta a África na próxima semana, naquela que será a sua segunda visita ao continente.

No Senegal, África do Sul e Tanzânia o presidente americano vai reafirmar o seu apoio as democracias africanas e ao progresso económico, e falará acerca da importância dos direitos humanos.

O presidente Barack Obama durante a sua vigência fez menos de 24 horas num país da África Subsaariana, e até então a sua única viagem a essa região foi em 2009 quando visitou o Gana.

Na ocasião ele discursou perante o parlamento ganense acerca da democracia, oportunidades e resolução de conflitos, e evocou no seu entender que chamou de verdade fundamental.

“O desenvolvimento depende da boa governação…É o ingrediente que está a faltar até então em muitos lugares, para se avançar. É essa mudança que pode desbloquear o potencial de Africa.”

No Senegal, a primeira paragem do presidente Obama, será acolhido pelo seu anfitrião, o presidente Macky Sall, que recentemente esteve de visita a Casa Branca no passado mês de Março na companhia de outros líderes africanos, Ernest Koroma da Serra-Leoa, Joyce Banda do Maláui e José Maria Neves de Cabo-Verde.

Essa passagem por Senegal reflecte o apoio dos Estados Unidos a democracias emergentes, segurança alimentar, aos programas de saúde e luta contra a Sida.
Obama deverá ali falar sobre os esforços conjuntos da luta de contenção do terrorismo com os países africanos, e as ameaças de grupos islâmicos extremistas em países como o Mali e a Nigéria.

O conselheiro adjunto de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Den Rhodes diz que o presidente Obama está consciente do desapontamento do facto de até então ter visita a África em apenas uma ocasião, e está determinado a mudar esse sentimento.

“Os Estados Unidos poderiam estar a ceder a sua posição de liderança no mundo se o presidente americano não estivesse profundamente engajado em África. E isso é o que vai fazer.”

Jendayi Frazer, uma antiga alta funcionária da administração do presidente George W. Bush, e actualmente a trabalhar no Conselho para as Relações Externas, diz que os Africanos e muitos líderes locais sentiram-se abandonados pelo actual governo.

“Que ele não tenha estado engajado, que ele não tenha tido mais diálogo com eles, e que a sua administração não tem tido uma maior influencia, particularmente quando eles comparam com os engajamentos importantes que estão a ter com a China.”

Julius Agbo, da Brookings Institution dá créditos ao presidente Obama pelo reforço das instituições democráticas, iniciativas de paz e segurança, e de segurança alimentar. Para ele a administração Obama assegurou os níveis de ajuda, mas os africanos continuam desapontados com o baixo nível de investimentos directos americanos.

“Os africanos na sua maioria têm estado desapontado com o facto de os Estados Unidos não estarem a investir o suficiente no continente o que poderia teria ter ajudado a garantir emprego para milhões de jovens formados que se encontram desempregados.”

Na África do Sul, o país que a Casa Branca considera como um modelo para África, o presidente Obama vai debater os progressos económicos e democráticos. Ele deverá encontrar-se com o enfermo antigo presidente Nelson Mandela.
Jenday Frazer fala da importância dessa passagem pela África do Sul.

“A África do Sul é a maior economia da África Subsaariana, e tem uma forte democracia e instituições fortes apesar dos desafios que se impõem, e certamente que há grandes problemas, mas é de importância estratégica para os Estados Unidos, pela sua grande influência na União Africana e ao nível da região, particularmente na África Austral.”

Obama colocou deliberadamente o Quénia, o país donde é originário o seu pai, de fora da sua agenda de digressão. O presidente Uhuru Kenyatta assim como o vice-presidente têm por julgar no Tribunal Penal Internacional acusações de crimes contra humanidades ligados a violência pós-eleitoral de 2007/08 naquele país.

fonte: VOA

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