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quarta-feira, 23 de junho de 2021

Remessas dos angolanos em Portugal sobem 53,6%

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As remessas dos trabalhadores angolanos a residir em Portugal subiram 53,6%, para mais de um milhão de euros, em Abril, recuperando da queda registada durante o ano passado devido à pandemia de Covid-19, segundo dados oficiais. Refira-se, entretanto, que o número de portugueses com um património avaliado acima de um milhão de euros cresceu em 2020, à imagem do que aconteceu no resto do mundo. Há mais 19 mil portugueses que passaram a integrar o clube dos mais ricos.

De acordo com os dados do Banco de Portugal, os emigrantes angolanos em Portugal enviaram 1,09 milhões de euros para o seu país, o que representa uma subida de 53,6% face aos 690 mil euros que tinham enviado em Abril do ano passado, já num contexto de pandemia de Covid-19.

Como tradicionalmente, os valores das remessas dos angolanos são muito significativos relativamente aos valores enviados pelos africanos dos países de língua portuguesa, que no total enviaram, em Abril, 3,58 milhões de euros, representando uma subida de 53,6% face aos 2,3 milhões enviados em Abril do ano passado.

Em sentido inverso, as remessas enviadas pelos portugueses a trabalhar em Angola subiu 1,1%, passando de 9,4 milhões, em Abril de 2020, para 9,5 milhões de euros, em Abril deste ano.

No total das remessas enviadas pelos trabalhadores portugueses nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), regista-se uma subida de 0,9%, com as verbas a aumentarem de 10,1 milhões para 10,2 milhões de euros.

A nível global, as remessas dos portugueses diminuíram 0,47%, descendo de 281,4 milhões de euros, em Abril de 2020, para 280,12 milhões, em Abril deste ano.

Em sentido inverso, os estrangeiros a trabalhar em Portugal enviaram 39,9 milhões de euros, o que representa uma subida de 24,3% face aos 32,1 milhões de euros enviados em Abril do ano passado.

Recorde-se que as remessas enviadas para os países da África subsaariana caíram 12,5% no ano passado, para 42 mil milhões de dólares (34,7 mil milhões de euros), mas excluindo a Nigéria, o valor das verbas enviadas pelos emigrantes subiu 2,3%.

De acordo com os números divulgados em Maio deste ano pelo Banco Mundial, no relatório sobre os fluxos de remessas, o dinheiro enviado pelos estrangeiros para os seus países de origem aumentou no ano passado para América Latina e Caraíbas (6,5%), para a Ásia (5,2%) e para o Médio Oriente e Norte de África (2,3%), tendo registado a maior queda na África subsaariana, que viu as verbas enviadas pelos emigrantes descerem 12,5%.

“O declínio foi quase inteiramente devido à quebra de 27,7% nas remessas para a Nigéria, que vale 40% do total da região”, lê-se no documento divulgado em Washington.

“Excluindo a Nigéria, as remessas para esta região aumentaram 2,3%”, com fortes subidas na Zâmbia (32%) e em Moçambique (16%), prevendo-se que este ano aumentem 2,6%, sustentadas pelas melhores perspectivas de crescimento nos países de elevados rendimentos”, acrescenta-se no documento.

Relativamente aos custos de enviar dinheiro, a África subsaariana mantém-se a região mais cara, com os emigrantes a terem de pagar, em média, 8,2% de taxas para um envio de 200 dólares, o que compara com a média de 6,5% a nível mundial, e é quase o triplo da meta dos Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (3%).

Lusófonos poderiam ser… o futuro

Os nove países de expressão oficial portuguesa seriam a décima maior economia do mundo, valendo 1,8 biliões de dólares, ficando abaixo do Canadá e acima da Coreia do Sul, numa lista liderada pelos Estados Unidos da América.

De acordo com a base de dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), a junção do Produto Interno Bruto (PIB) de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste daria uma riqueza de 1,8 biliões de dólares, equivalente a cerca de 1,5 biliões de euros.

Entre as economias lusófonas, o Brasil é, de longe, a maior, com um PIB avaliado em 1,4 biliões de dólares, o que compara com os 257 mil milhões de dólares de Portugal, a segunda maior economia lusófona, e com os 485 milhões de São Tomé e Príncipe, a mais pequena.

De acordo com as previsões do FMI, o valor destas economias vai crescer 9,1% no próximo ano, chegando ao final de 2022 com uma riqueza total de 2,014 biliões de dólares, equivalentes a 1,65 biliões de euros.

Acima da economia lusófona estão os Estados Unidos, com 22 biliões de dólares, a China, com 16 biliões, e depois Japão, Alemanha, Reino Unido, Índia, França, Itália e Canadá.

Em Setembro de 2018, quando o primeiro-ministro português, António Costa, se preparava para visitar Angola, o coordenador do Observatório da Emigração em Portugal recordou a necessidade de se facilitar a circulação de pessoas entre os países lusófonos.

“Acho que, no âmbito de reformulação da política imigratória portuguesa, é importante ter sistemas que facilitem a circulação entre os países lusófonos, ou, pelo menos, entre a maioria”, afirmou Rui Pena Pires em declarações à Lusa, recordando que esta foi uma promessa de campanha do PS.

“Também não vale a pena tentar começar logo com todos, mas era útil. E a iniciativa de Angola (em vigor desde 31 de Março de 2018, de facilitação de entradas, com vistos on-line) pode contribuir para o desenvolvimento de iniciativas bilaterais entre angolanos e portugueses”, afirmou Rui Pena Pires.

“Estou certo que isso [essa facilitação de circulação de pessoas dos países lusófonos] vai acontecer, mais tarde ou mais cedo, porque esse era aliás um dos objectivos do programa do Partido Socialista e do actual primeiro-ministro”, relembrou.

Contudo, desta visita de António Costa, a Luanda, que “se segue a um período de esfriamento nas relações entre Portugal e Angola”, Pena Pires esperava só “um desgelo” nas relações políticas.

“Se esta visita trouxesse um degelo já seria bom, o resto depois faz-se, já seria uma enorme vitória no campo das relações externas portuguesas, porque não é possível, quando as relações não estão no seu melhor, tratar com sucesso as pequenas grandes coisas, quase instrumentais”, afirmou.

Para Rui Pena Pires não há problemas particulares dos emigrantes portugueses em Angola, os das transferências de salários, algumas vezes em atraso, afectam qualquer emigrante de qualquer origem naquele país e resultam de questões económicas e não de problemas políticos ou de qualquer tensão.

Contudo, considerou, “se as relações [entre os dois países] ficarem desbloqueadas, depois já se pode tratar do resto por outros canais.”

De resto, aquilo que se espera sempre destas visitas políticas relativamente à emigração “é a garantia de segurança e de igualdade de direitos dos emigrantes portugueses face ao resto da população, e condições.

A emigração para Angola começou a crescer na viragem do século XX para o século XXI, antes disso não teve grande expressão. E é precisamente na mesma altura que começa o regresso dos emigrantes angolanos em Portugal ao seu país de origem, adiantava Pena Pires, ou seja, no período em que a situação política e económica começou a estabilizar.

“Temos um indicador bom que nos demonstra isso que é o das remessas dos emigrantes. E este é o período em que as remessas vindas de Angola começam a ultrapassar o valor das remessas dos angolanos em Portugal para o seu país de origem”, referiu.

Para se ter uma ideia, acrescenta, “no ano 2000 as remessas de Angola para Portugal eram de 11 milhões de euros e de angolanos no nosso país para Angola eram de 14 milhões. Em 2017, para Angola foram sensivelmente os mesmo valores de 2000 mas de emigrantes portugueses para Portugal vieram 245 milhões. O envio de remessas de angolanos para Angola estagnou e as de portugueses no mercado angolano para Portugal foram multiplicadas por mais de 20”.

Assim, defendia o responsável do Observatório, “se usarmos o indicador das remessas como um indicador indirecto da evolução da emigração, o que concluímos é que a de portugueses para Angola cresce de uma forma sustentada a partir de 2004, 2005 e 2006, início do processo de paz, e tem alguns picos, sobretudo em 2007 e 2008, com a abertura da primeira crise, e depois em 2012”. E só em 2016 regista a primeira quebra.

Portugueses europeus e portugueses africanos

Mas, diga-se, a culpa não é só dos portugueses de hoje que, ao contrário dos de ontem, procuram sacar tudo o que podem, começando o exemplo pelos governantes, passando pelos gestores e administradores públicos e restante casta.

A culpa também é nossa que colocamos os de ontem, muitos dos quais deixaram mesmo o cordão umbilical em Angola, ao mesmo nível dos de hoje, ou muitas vezes a um nível bem mais baixo.

Em Angola causa alguma estranheza o facto de, apesar da presença massiva de portugueses, eles nunca serem mencionados nos balanços do Serviço de Migração e Estrangeiros sobre a expulsão de expatriados.

E estranha-se porquê? Porque, mesmo considerando que esses cidadãos são súbditos de sua “majestade” António Costa, as vítimas dos serviços de migração são por regra africanos e, de quando em vez, uns chineses.

E Maio de 2009, o Semanário Angolense dizia que “aos outros imigrantes é exigido o cumprimento da lei, mas aos portugueses não”. E acrescentava: “Muitos até falsificam documentos e dizem-se naturais de Malange – maioritariamente “nasceram” em terras da Palanca Negra –, Huíla, Benguela, mesmo sem nunca lá terem estado”.

E o jornal concluía: “É urgente investigar e descobrir quem promove e protege essa invasão silenciosa de portugueses”.

É verdade que são aos milhares os portugueses africanos que agora nasceram de gestação espontânea, uma espécie de mercenários que nada têm em comum com muitos outros portugueses de outrora, esses sim africanos de alma, umbigo e coração.

Os novos descobridores vêm para a África rica (caso de uma parte de Angola) sacar tudo o que for possível e depois regressam à sua normal e tipificada forma de vida, voltando a ter a porta sempre fechada aos africanos.

Com a conivência consciente das autoridades angolanas, que não dos angolanos, Portugal aposta tudo o que tem (lata) e o que não tem (dignidade) nos muitos mercenários que têm as portas blindadas e sempre fechadas, remetendo para as catacumbas todos aqueles portugueses que sempre tiveram a porta aberta.

Como é que se vê a diferença? É simples

A grande diferença é que os portugueses europeus, os que agora aceleram na tentativa de chegar à cenoura na ponta da vara de Angola, sempre consideraram (quiçá com razão) que até prova em contrário todos os estranhos são culpados.

Já os portugueses africanos, os que deram luz ao mundo, os que choram ao ouvir Teta Lando, Elias Dia Kimuezo, Carlos Lamartine ou os N’Gola Ritmos, entenderam que até prova em contrário todos os estranhos são inocentes.

Em África, os portugueses africanos aprenderam a amar a diferença e com ela se multiplicaram. Aprenderam a ser solidários com o seu semelhante, fosse ele preto, castanho, amarelo ou vermelho. Aprenderam a fazer sua uma vivência que não estava nas suas raízes.

Na Europa, os portugueses aprenderam a desconfiar da diferença e a neutralizá-la sempre que possível. Aprenderam a ser individualistas mesquinhos e a só aceitar a diferença como exemplo raro das coisas do demónio.

Com o re(in)gresso de milhares de portugueses africanos ao enlatado Portugal europeu, a situação alterou-se apenas por breves momentos. Tão breves que hoje, 45 anos depois da debandada africana, quase se contam pelos dedos de uma mão os que ainda se assumem como portugueses africanos.

Isto é, muitos dos portugueses europeus que foram para África tornaram-se facilmente africanos. No entanto, ao re(in)gressarem às origens ressuscitaram a velha mesquinhez de um país virado para o umbigo, de um país de portas fechadas. Voltaram a ser apenas europeus.

Nessa mesma leva regressaram muitos portugueses africanos nascidos em África. Esses não re(in)gressaram em coisa alguma. Mantiveram-se fiéis às suas raízes mas, é claro, tiveram (e ainda têm) de sobreviver.

Apesar disso, só olham para o umbigo de vez em quando e as suas portas só estão meio fechadas.

Acresce que muitos destes acabaram por constituir vida em Portugal, muitos casando com portugueses europeus. Por força das circunstâncias, passaram a olhar mais vezes para o umbigo e a porta fechou-se quase completamente.

Chega-se assim aos filhos, nados e criados como “bons” tugas europeus. Estes só olham para o umbigo e trancaram a porta. Por muito que o pai, ou a mãe, lhes digam que até prova em contrário todos (brancos, pretos, amarelos, castanhos ou vermelhos) são inocentes, eles já pouco, ou nada, querem saber disso.

Por força das circunstâncias, os portugueses africanos diluíram-se no deserto europeu, foram colonizados e só resistem alguns malucos que, por força dos seus ideais, admitiram que o presente de Portugal poderia estar na Europa, mas sempre e desde sempre tiveram a certeza que o futuro estava em África.

Folha 8 com Lusa

Um Datacenter para estabelecer a soberania digital do Senegal.

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Diamniadio (Dakar) - terça-feira, 22 de junho de 2021- O Presidente da República, Macky Sall, inaugurou o primeiro datacenter Tier 3 no Estado do Senegal. Esta cerimónia centrada no tema da Soberania Digital foi uma oportunidade para destacar todas as conquistas do programa “Smart Senegal”, cuja implementação foi confiada à ADIE.

Graças à intensificação da transformação digital, o Estado do Senegal tem investido na construção de infraestrutura digital de última geração. Construído no âmbito do programa Smart Senegal, cuja implementação está a cargo da ADIE, o Diamniadio National Datacenter oferece os níveis de segurança, conectividade e hosting necessários para a consolidação da nossa soberania digital.

O comissionamento do Data Center Diamniadio confirmará o posicionamento do país como pólo tecnológico regional. Com efeito, de acordo com o Director-Geral da ADIE, o Estado do Senegal possui, com o Datacenter Diamniadio, uma das maiores infraestruturas de armazenamento e hosting de dados de África (Mais de 1000 m2 de salas técnicas e 1,4 MW de potência).

“Este Datacenter é o motor da transformação digital do Senegal: está ligado à fibra óptica do Estado que liga o território nacional em 6.000 km, mas também ao cabo submarino cuja chegada está prevista para o final de 2021 e que irá reforçar a capacidade da Internet de nosso país com mais de 100 Gb / s, expansível para 16 Tb / s; promove o funcionamento do balcão único dos Serviços do Senegal, que está presente em todos os departamentos e onde os cidadãos podem ter acesso a todos os serviços administrativos ”, explicou Cheikh Bakhoum.

A segurança e redução dos custos de alojamento de dados do Estado, mas também de empresas do sector privado, nomeadamente start-ups, são garantias oferecidas pelo Estado que instalou, nos limites desta infra-estrutura, dois espaços de 250 m2 respectivamente para a administração e o setor privado nacional e internacional.

“Além da administração que é a principal beneficiária deste Datacenter, convido o setor privado nacional e todos os atores do ecossistema digital a se apropriarem agora desta moderna infraestrutura tecnológica”, lançou o ministro da Economia Digital e Telecomunicações, Yankhoba Diatara.

Este Datacenter, a base da soberania digital do Senegal, deu ao Chefe de Estado a oportunidade de ampliar e galvanizar a experiência local, recebendo a contribuição de jovens engenheiros senegaleses. “Os nossos jovens engenheiros vão continuar a gerir este Datacenter nacional, símbolo da nossa soberania digital, com vista a estimular uma economia digital fecunda e geradora de empregos”, prometeu o Presidente Macky Sall.

Ele também instruiu o governo e todas as estruturas estaduais a hospedar, doravante, todos os dados e plataformas estaduais nessa infraestrutura compatível e a proceder com a rápida migração de dados hospedados no exterior ou em outro local da Administração em instalações que não cumpram os padrões internacionais.

Paralelamente a este evento, o Chefe do Estado procedeu à inauguração por videoconferência com as várias estruturas beneficiárias, outros projectos do programa Smart Senegal (Espaces Senegal Services, Estúdios de gravação universitária, Smart Classrooms do liceu Kennedy e do Talibou Dabo Centro, centros de comando das forças de defesa e segurança ...).

O programa Smart Senegal, realizado com o apoio técnico da Huawei, é financiado pelo Estado no âmbito da cooperação sino-senegalesa por um valor total de 150 milhões de dólares, ou 84 bilhões 488 milhões de francos CFA.

O programa tem cinco componentes necessários para a transformação digital do país: A chegada de um cabo submarino para fortalecer a banda larga, Konectel com wi-fi nos principais logradouros do país, Cidade Segura com implantação de câmeras de vigilância nas grandes cidades, Educação inteligente voltada para apoiar universidades e outros estabelecimentos de ensino; Espaços de Serviços do Senegal que são balcões únicos criados em 45 departamentos para aproximar os cidadãos da sua administração.

fonte: seneweb.com

Costa do Marfim: as consequências do divórcio entre Laurent e Simone Gbagbo.

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De volta à Costa do Marfim, o ex-presidente Laurent Gbagbo pediu o divórcio oficialmente, selando seu rompimento com Simone Ehivet Gbagbo. A separação deles corre o risco de criar agitação entre os partidários deste no histórico, especialmente dentro da Frente Popular da Costa do Marfim (FPI), onde a ex-primeira-dama é uma figura importante.

Acabado de retornar à Costa do Marfim, o ex-presidente Laurent Gbagbo pediu o divórcio de sua esposa, Simone, com quem formou um formidável tandem no poder por dez anos, até sua prisão em 2011. Uma ruptura familiar, política, mas também religiosa.
O comunicado de imprensa do advogado de Laurent Gbagbo saiu na segunda-feira. O ex-chefe de Estado "resolveu" pedir o divórcio em tribunal "por causa da recusa repetida durante anos por Dama Simone Ehivet de consentir em uma separação amigável". Eles estão casados ​​desde 1989 e tiveram duas filhas juntas.

O caso já fascinou os marfinenses e alimentou os debates antes do retorno de Laurent Gbagbo em 17 de junho, após dez anos de ausência. Simone Gbagbo iria ao aeroporto para receber o marido, absolvido em março pela justiça internacional? Todos sabiam que ele tinha que viajar com Nady Bamba, uma ex-jornalista de 47 anos, sua companheira desde o início dos anos 2000, a quem está unido por um casamento tradicional.

O casal que se separou após sua prisão

Simone Gbagbo foi para o aeroporto de Abidjan. Ela foi encontrar seu marido visivelmente sem entusiasmo, disse algumas palavras para ele no meio da multidão e saiu.

Eles não se viam há dez anos. Em 2011, eles foram presos após se recusarem a reconhecer a vitória presidencial de seu rival Alassane Ouattara. Uma crise que matou mais de 3.000 pessoas em ambos os lados.

Laurent Gbagbo foi enviado a Haia para ser julgado por crimes contra a humanidade. Ele foi finalmente absolvido em março. Simone Gbagbo foi condenada na Costa do Marfim em 2015 a 20 anos de prisão e, em seguida, anistiada em agosto de 2018, após sete anos de detenção.

"Gbagbo torna-se católico de novo"

Uma das primeiras saídas de Laurent Gbabgo em Abidjan aconteceu no domingo em um lugar muito simbólico: a Catedral de São Paulo em Abidjan. "Gbagbo torna-se católico de novo", é a manchete desta segunda-feira. Ou seja, ele não é mais um evangelista, aquele movimento religioso tão caro a Simone.

Se isso importa tanto, é porque Simone Gbagbo, 72 anos, não é apenas uma ex-primeira-dama, mas uma importante política. Se todos estão se perguntando qual será o papel que Laurent Gbagbo, de 76 anos, terá no futuro, a questão também se coloca para ela.
Ambos eram oponentes ferrenhos de Félix Houphouët-Boigny, o primeiro presidente do país, de 1960 a 1993 e lutaram por um sistema multipartidário. Eles se fortaleceram na militância, foram para a prisão. Em 1982, ela participou da criação da Frente Popular da Costa do Marfim (FPI) por Laurent Gbagbo. Ele ainda é o presidente e ela a segunda vice-presidente.

"Da tendência política, vamos cara a cara"

“A festa ainda não se reuniu para falar sobre a questão (do divórcio), mas tem certeza que terá repercussão”, admite uma fonte do FPI, uma formação já dividida.

Para Rodrigue Koné, analista do "Institute on Security Studies" (ISS), haverá "um sério conflito de liderança" e "não será fácil para Laurent Gbagbo". “Da tendência política, ficamos cara a cara”, disse ele. Simone Gbagbo conseguiu se estabelecer em como alterar o ego político de seu marido. “Ela falava em voz alta de que Laurent Gbagbo pensava baixinho”, segundo ela.

Apelidada de "Dama de Ferro", ela foi acusada de estar ligada a "esquadrões da morte" contra partidários de Alassane Ouattara, a quem sempre odiou. E foi ouvida pela justiça francesa a respeito do desaparecimento do jornalista franco-canadense Guy-André Kieffer em 2004 em Abidjan. “Ela é suspeita de ter usado uma linha até o fim, radical”, resume Rodrigue Koné.

“Ela tem uma força considerável”, acrescenta Rinaldo Depagne, analista do International Crisis Group (ICG). Vindo de uma origem muito popular, ela "abriu caminho para um mundo de pessoas e homens ricos".

Simone Gbagbo continua sendo apelidada de "mamãe" por seus apoiadores. Para Rinaldo Depagne, é sempre “muito ouvido”, mas “num círculo muito pequeno”. "Ele é a festa. Ele é o ídolo. Se fosse ela de volta do exílio, não teria havido esse fervor nas ruas."

fonte: seneweb.com

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