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Ucrânia: Lula se recusa a entregar munição para tanques.

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domingo, 24 de julho de 2022

Guerra na Ucrânia: os novos planos da Rússia para o conflito.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, diz que armas ocidentais de longo alcance mudaram geografia da guerra.
Armas de longo alcance fornecidas pelos EUA mudaram o cálculo de Moscou, diz Lavrov — Foto: Getty Images via BBC O foco militar da Rússia na Ucrânia não é mais "apenas" o leste, disse o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov. Em entrevista à mídia estatal russa, ele indicou que a estratégia de Moscou mudou depois que países aliados forneceram à Ucrânia armas de longo alcance. A Rússia agora teria que empurrar as forças ucranianas ainda mais longe da linha de frente para garantir sua própria segurança, argumentou. Seus comentários foram feitos após os Estados Unidos anunciarem que forneceriam à Ucrânia mais armas de longo alcance. A Ucrânia receberá outros quatro sistemas avançados de foguetes Himars para conter o avanço das tropas russas, elevando o número total para 16, disse o chefe do Pentágono, Lloyd Austin. Enquanto isso, a primeira-dama ucraniana Olena Zelenska dirigiu-se ao Congresso dos EUA nesta semana pedindo mais sistemas de defesa aérea para "nos ajudar a parar esse terror contra os ucranianos". A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro, alegando falsamente que os falantes de russo na região de Donbas, no leste da Ucrânia, sofreram um genocídio e precisavam ser libertados. Cinco meses depois, a Rússia ocupou partes do leste e do sul do país, mas falhou em seu objetivo original de capturar a capital ucraniana, Kiev, e desde então afirmou que seu principal objetivo era a libertação de Donbas. Os EUA acusaram a Rússia de se preparar para anexar partes da Ucrânia. Desde fevereiro, países ocidentais fornecem à Ucrânia armas cada vez mais poderosas para usar em sua defesa contra as forças russas. Lavrov diz que isso forçou a Rússia a expandir ainda mais seus objetivos. "Não podemos permitir que a parte da Ucrânia controlada pelo [presidente ucraniano Volodymyr] Zelensky... possua armas que representem uma ameaça direta ao nosso território", disse Lavrov em entrevista à jornalista Margarita Simonyan, conhecida comentarista da TV e editora-chefe da emissora estatal russa RT. "A geografia é diferente agora", disse ele, citando as regiões do sul de Kherson e Zaporizhzhia como os mais recentes objetivos da Rússia. As forças de Moscou já ocupam partes de ambas as regiões. Estima-se que Rússia tenha perdido 700 tanques neste ano — Foto: Getty Images via BBC Estima-se que Rússia tenha perdido 700 tanques neste ano — Foto: Getty Images via BBC Lavrov se referiu especificamente ao sistema de foguetes de longo alcance Himars (fornecido apenas recentemente pelos EUA) com o qual a Ucrânia teve algum sucesso. Por dois dias consecutivos, as forças ucranianas usaram os Himars para atingir uma ponte estratégica em Kherson (cidade ocupada). A ponte Antonivskyi é uma das duas pontes das quais a Rússia depende para abastecer as áreas que capturou na margem oeste do rio Dnipro, incluindo a cidade de Kherson. O chanceler russo descreveu as ações de fornecimento de armas à Ucrânia como uma "raiva impotente" e um "desejo de piorar as coisas". Mas Austin, do Pentágono, disse que foi a "invasão cruel e não provocada" da Rússia que estimulou a comunidade internacional a agir. Os planos russos de anexação A aparente expansão dos objetivos russos também foi assinalada nesta semana pelo porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, John Kirby, que disse que a Rússia já está fazendo planos para anexar grandes áreas do território ucraniano. Ele acusou Moscou de usar um "manual" semelhante à tomada da Crimeia, quando anexou a península ucraniana organizando um referendo simulado em 2014. Kirby disse que a Rússia está instalando funcionários pró-russos ilegítimos para administrar regiões ocupadas da Ucrânia. Essas novas "administrações" então organizariam referendos locais para se tornar parte da Rússia, possivelmente já em setembro. Os resultados das votações seriam usados ​​pela Rússia "para tentar reivindicar a anexação do território ucraniano soberano", disse Kirby. A Crimeia foi anexada pela Rússia em 2014 após um referendo organizado às pressas — visto como ilegal pela comunidade internacional, no qual os eleitores optaram por se juntar à Rússia. Muitos apoiadores de Kiev boicotaram a votação e a campanha não foi livre nem justa. Votações semelhantes realizadas em outras partes da Ucrânia quase certamente passariam por uma situação semelhante, com qualquer oposição à adesão à Rússia amplamente suprimida. Kirby disse que estava "expondo" os planos russos "para que o mundo saiba que qualquer suposta anexação é premeditada, ilegal e ilegítima", e prometeu que haverá uma resposta rápida dos EUA e seus aliados. As áreas visadas para anexação incluíam Kherson, Zaporizhzhia, Donetsk e Luhansk, disse ele — as mesmas regiões que Lavrov diz serem agora objetivos russos. g1.globo.com

A curiosa ilha que 'muda de país' duas vezes por ano.

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A ilha dos Faisões, na fronteira entre a França e a Espanha, muda de país duas vezes por ano. É inusitado – mas por que isso acontece? Dos elevados mirantes sobre a cidade de San Sebastián, no País Basco (Espanha), os visitantes podem ver um dos caminhos bíblicos mais antigos e românticos do mundo: o Caminho de Santiago de Compostela. O trajeto epopeico até o túmulo de São Tiago, no extremo noroeste da Espanha, é bastante frequentado. Ele atrai e desperta o interesse das pessoas há séculos. Todos os anos, centenas de milhares de andarilhos e peregrinos vêm de longe até aqui, mas eu não sou um deles. Em vez dos vales profundos que serpenteiam em direção às igrejas, meu destino é outro, completamente diferente: um local estranho e desabitado chamado Ilha dos Faisões. Tentando entender melhor o País Basco Espanhol, encontrei por acaso esta faixa de terra com menos de um hectare enquanto pesquisava os mapas ilustrados dos Pirineus Ocidentais. Ela fica no Rio Bidasoa (perto da foz, no Golfo de Biscaia), entre as cidades fronteiriças de Hendaye, na França, e Irun, na Espanha. A intrigante Ilha dos Faisões é governada por cada uma das nações vizinhas a cada seis meses, de forma alternada. É um registro histórico da rivalidade entre os dois países. Irregularidades fronteiriças podem ser encontradas em toda a Europa — e em outras partes do mundo. Mas uma ilha com 200 metros de comprimento que troca de país duas vezes por ano é algo profundamente estranho. E, curiosamente, poucas pessoas sabem alguma coisa sobre a Ilha dos Faisões. História por toda parte Aprendi sobre esta ilha misteriosa antes de chegar para vê-la de perto. Eu estava na companhia de Pía Alkain Sorondo, arqueóloga que promove tours a pé pela região. Como a maioria das pessoas nesta parte da Espanha, ela se sente na obrigação de manter as histórias do País Basco vivas — não importa o quão inusitadas possam ser. "Adoro contar a história do nosso patrimônio", conta Sorondo, enquanto caminhamos pela fronteira franco-espanhola a leste de San Sebastián. De certa forma, estamos voltando no tempo. Deixamos para trás diversos terrenos industriais, prédios de apartamentos e bares de pintxos — um tipo de aperitivo servido no pão, típico do País Basco. À nossa frente estão os restos arqueológicos de uma antiga ponte construída pelos romanos e a ilha propriamente dita. "A história está escondida ao longo das margens deste rio, mas a maioria das pessoas anda por aqui sem saber de nada. É isso que estou tentando mudar", afirma ela. Ao chegar ao nosso destino (um parque em frente à ilha, nas margens do rio), nos deparamos com uma vista especial. A Ilha dos Faisões, com formato elíptico e coberta de árvores, fica a apenas 10 metros do lado espanhol do rio, e a 20 metros do lado francês. Sua importância histórica é tão grande que raramente ela é aberta aos visitantes. No centro, há um enorme monumento, parecido com uma lápide, com inscrições. Ele dá uma ideia do peso dos séculos de história do local. Imponente, o monumento celebra a reunião onde foi negociado o Tratado dos Pireneus, que selou a paz entre a Espanha e a França em 1659. "Aprender a história por trás deste local é como uma descoberta", conta Sorondo. "É quase uma ilha-fantasma." Ao longo da história, a Ilha dos Faisões recebeu uma série de nomes diferentes. Para começar, o nome atual — Isla de los Faisanes em espanhol, Faisai Uhartea em basco ou Île des Faisans, em francês — é um erro. "Não existem faisões na Ilha dos Faisões", reclamou o romancista francês Victor Hugo ao visitar o local, em 1843. E, de fato, só há patos-reais, com suas cristas verdes, e aves migratórias. No centro da ilha, um monumento celebra o local onde foi negociado o Tratado dos Pireneus, entre a França e a Espanha, em 1659 — Foto: Foto: Mike Maceacheran via BBC No centro da ilha, um monumento celebra o local onde foi negociado o Tratado dos Pireneus, entre a França e a Espanha, em 1659 — Foto: Foto: Mike Maceacheran via BBC Nos tempos dos romanos, a ilha era conhecida como "Pausoa" — palavra basca que significa "passagem" ou "passo". Os franceses traduziram para "Paysans" (camponeses), que depois virou "Faisans" (faisões). Com o passar do tempo, o nome Ilha dos Faisões permaneceu. A modesta ilha finalmente ganhou importância em 1648, após um cessar-fogo no final da Guerra dos Trinta Anos, entre a França e a Espanha. Ela foi escolhida como um espaço neutro para demarcar as novas fronteiras entre os dois países. Ao todo, foram realizadas 24 reuniões de cúpula, com escoltas militares de prontidão para o caso das conversações fracassarem. Apenas 11 anos mais tarde foi celebrado o acordo de paz, chamado Tratado dos Pireneus. Para marcar a ocasião, foi organizado um casamento real. Em 1660, o rei Luís 14, da França, se casou com Maria Teresa, filha do rei da Espanha, Filipe 4°, no local da declaração de paz. Pontes de madeira foram construídas para facilitar a passagem, e os membros da realeza chegaram em carruagens e barcos do Estado. Foram encomendados tapetes e pinturas. Diego Velázquez, pintor da corte de Filipe 4° e autor da obra-prima As Meninas (um retrato de Margarita Teresa, outra filha do rei Filipe, com suas damas de honra), foi encarregado de organizar boa parte das festividades. A Ilha dos Faisões acabou sendo tão simbólica como metáfora de paz que os dois países decidiram que a custódia do território seria conjunta. A Espanha seria responsável por ele entre 1° de fevereiro e 31 de julho, e a França assumiria o comando nos seis meses restantes de cada ano. Surgia naquele momento o menor condomínio do mundo. Os condomínios, no direito internacional Por definição, os condomínios são locais determinados pela existência de mais de um Estado soberano. O termo é derivado do latim condominium: "com" significa "conjunto", e "dominium" quer dizer "direito de propriedade". Ao longo dos séculos, diversos países se envolveram em disputas geográficas sobre condomínios. Governos passaram décadas argumentando sobre detalhes de quem é dono do quê e por qual razão. Normalmente, os condomínios não são centros de impérios, mas sim anexos geopolíticos experimentais. O Tratado dos Pireneus — acordo de paz entre a Espanha e a França, assinado em 1659, foi negociado na Ilha dos Faisões e definiu as fronteiras entre os dois países — Foto: Foto: Prima Archivo/Alamy via BBC O Tratado dos Pireneus — acordo de paz entre a Espanha e a França, assinado em 1659, foi negociado na Ilha dos Faisões e definiu as fronteiras entre os dois países — Foto: Foto: Prima Archivo/Alamy via BBC Atualmente, há oito condomínios destes pelo mundo. Eles incluem o Lago de Constança, um condomínio tripartite entre a Áustria, a Alemanha e a Suíça; além do distrito de Brčko e do território em disputa da República Sérvia, ambos na Bósnia-Herzegovina. Existem também a Área de Regime Comum, que é uma região marítima compartilhada pela Colômbia e pela Jamaica, e a região de Abyei, reivindicada pelo Sudão e pelo Sudão do Sul. O Rio Mosel e seus afluentes Sauer e Our formam um condomínio fluvial compartilhado entre a Alemanha e Luxemburgo. Já o Golfo de Fonseca é um condomínio tripartite entre Honduras, El Salvador e Nicarágua. Por fim, a Antártida é o maior e mais importante condomínio, teoricamente continental, governado pelos 29 signatários do Tratado da Antártida, que possui status consultivo. No dia da minha visita à Ilha dos Faisões, o território estava sob administração espanhola. Um grupo de pessoas explorava os recantos da ilha de caiaque e, em terra, apenas uma pessoa parava para tirar fotografias. Além de administrar o jardim, fazer a manutenção do atracadouro dos barcos, discutir direitos de pesca e monitorar a qualidade da água, não há muito para os espanhóis fazerem. Visitantes só são autorizados na ilha em raras ocasiões, como nos dias de transferência semestral de poder, quando a ilha fica repleta de atividades com a cerimônia oficial, bandeiras, delegados, diplomatas e toda a pompa oficial; ou em tours ocasionais específicos para visita ao patrimônio local. Mas um fenômeno alarmante que reverbera entre as comunidades fronteiriças é a quantidade de imigrantes tentando cruzar ilegalmente o rio da Espanha para a França. No dia anterior à minha chegada, um cidadão estrangeiro havia se afogado ao tentar atravessar o rio a nado. E, enquanto Sorondo e eu conversávamos sobre a história e a política do País Basco, um barco da polícia vasculhava as águas em busca do corpo. A Ilha dos Faisões só é aberta ao público nos dias da transferência semestral de poder ou para tours pelo seu patrimônio histórico — Foto: Foto: Eqroy/Alamy via BBC A Ilha dos Faisões só é aberta ao público nos dias da transferência semestral de poder ou para tours pelo seu patrimônio histórico — Foto: Foto: Eqroy/Alamy via BBC Dados atuais da ONG Irungo Harrera Sarea, com sede em Irun, no lado espanhol, estimam que até 30 migrantes cheguem todos os dias buscando uma passagem segura para o norte, até a França. Como um canal de maré, o Rio Bidasoa tem uma diferença de altura brutal de 3 a 4 metros, fluindo para um lado e para o outro da fronteira oficial, na ponte da rodovia nacional, como um ataque direto. "Este ainda é um lugar de renovação da esperança para muitas pessoas", observa Sorondo, "mas também é uma armadilha mortal." Com estas palavras dolorosas pairando no ar, apenas um pensamento passa pela minha cabeça enquanto deixo o local. A Ilha dos Faisões pode ser uma nota de rodapé histórica esquecida. Mas, no nosso mundo matizado e imprevisível de disputas por fronteiras e apropriações de terras, é um símbolo de paz que precisa ser sempre lembrado. g1.globo.com

Burkina: Embalo congratula-se com "progressos" na segurança.

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O presidente da Guiné-Bissau, recentemente escolhido para chefiar a CEDEAO, "louvou o governo" do Burkina pelos "avanços no terreno", considerando que os ataques diminuíram "ligeiramente". "A questão da segurança não é apenas uma questão de Burkina Faso, é uma questão sub-regional", acrescentou ele durante uma coletiva de imprensa após uma reunião com o presidente de transição de Burkina Faso, Paul-Henri Sandaogo Damiba. Desde 2015, como seus vizinhos Níger e Mali, Burkina Faso está em uma espiral de violência, atribuída a movimentos jihadistas armados afiliados à Al-Qaeda e ao grupo Estado Islâmico, que causaram milhares de mortes e quase dois milhões de deslocados. No final de janeiro, o tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba derrubou o presidente Roch Marc Christian Kaboré, acusado de não ter conseguido conter a violência jihadista, e fez da restauração da segurança sua "prioridade". Mas o país continua sendo alvo de ataques mortais, como o massacre de Seytenga (norte) em junho, onde 86 civis foram mortos. O Sr. Embalo também abordou a questão do momento da transição no país, uma questão "muito importante" segundo ele. A CEDEAO e as autoridades de Burkinabè concordaram no início de julho com uma transição de 24 meses, antes que os civis retornem ao poder. “As áreas que consideramos as mais importantes e nas quais o governo de transição deve (focar) são o desafio de segurança, questões humanitárias, o retorno à ordem constitucional”, resumiu Embalo. Sua visita ao Burkina Faso deve terminar na segunda-feira. fonte: https://seneweb.com/

Rússia vive êxodo de profissionais críticos à guerra.

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As últimas correções feitas antes das férias escolares na Rússia podem ser as últimas da vida profissional da professora de matemática Tatiana Chervenko. Ela espera manter o emprego no próximo ano letivo, mas ainda está incerto. A docente se tornou um incômodo para a direção da escola em Moscou devido a seu posicionamento decidido contra a guerra na Ucrânia. "Estão me pressionando, devagar mas com constantemente, mesmo envolvendo coisas que parecem triviais", conta, em entrevista à DW. Como exemplo, Chervenko mostra um caderno de exercícios com a margem rabiscada de caneta. Um rabisco realmente inofensivo feito por um aluno. "Não tinha prestado atenção, é claro, mas a diretora me repreendeu por isso. Eu não teria cumprido meu dever. Eu deveria ter chamado os pais do aluno na escola. Só por esses rabiscos!" Quando a Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro, centenas de russos saíram às ruas contra a "operação militar especial" ordenada pelo presidente Vladimir Putin. Chervenko era uma deles. Embora o protesto tenha sido pacífico, foi presa e teve que pagar uma multa equivalente a cerca de 300 euros. Em seguida, foi chamada pela diretora da escola para uma conversa sobre suas opiniões políticas: "Sabemos da sua ação. É inadmissível." Chervenko perguntou por que, já que fora ao protesto em seu tempo livre. "Ela respondeu: sim, mas os pais de seus alunos podem ser contra." Desde então, a administração da escola a em na mira. "Simplesmente vão embora" A história de Tatiana Chervenko não é única: funcionários públicos estão sendo intimidados em toda a Rússia. Eles ouvem que quem é contra a guerra é contra o Estado, e por isso deveriam abandonar seus cargos voluntariamente. Ameaças dirigidas a reitores de universidades russas partiram recentemente da Duma, a câmara baixa do parlamento russo. O presidente da Casa, Vyacheslav Volodin, do mesmo partido de Putin, o Rússia Unida, declarou: "É uma questão de segurança do nosso Estado. Trata-se do futuro do nosso país. É por isso que vocês, queridos reitores, devem estar cientes de sua responsabilidade, com toda tolerância. Se não, simplesmente vão embora. Levantem-se e vão embora." Estima-se que mais de 100 mil profissionais russos já deixaram país por medo de perseguição. Os que ficam, arriscam seus empregos e liberdade. "Há uma espécie de guerra fria civil acontecendo na Rússia", diz professora. As últimas correções feitas antes das férias escolares na Rússia podem ser as últimas da vida profissional da professora de matemática Tatiana Chervenko. Ela espera manter o emprego no próximo ano letivo, mas ainda está incerto. A docente se tornou um incômodo para a direção da escola em Moscou devido a seu posicionamento decidido contra a guerra na Ucrânia. "Estão me pressionando, devagar mas com constantemente, mesmo envolvendo coisas que parecem triviais", conta, em entrevista à DW. Como exemplo, Chervenko mostra um caderno de exercícios com a margem rabiscada de caneta. Um rabisco realmente inofensivo feito por um aluno. "Não tinha prestado atenção, é claro, mas a diretora me repreendeu por isso. Eu não teria cumprido meu dever. Eu deveria ter chamado os pais do aluno na escola. Só por esses rabiscos!" Quando a Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro, centenas de russos saíram às ruas contra a "operação militar especial" ordenada pelo presidente Vladimir Putin. Chervenko era uma deles. Embora o protesto tenha sido pacífico, foi presa e teve que pagar uma multa equivalente a cerca de 300 euros. Em seguida, foi chamada pela diretora da escola para uma conversa sobre suas opiniões políticas: "Sabemos da sua ação. É inadmissível." Chervenko perguntou por que, já que fora ao protesto em seu tempo livre. "Ela respondeu: sim, mas os pais de seus alunos podem ser contra." Desde então, a administração da escola a em na mira. "Simplesmente vão embora" A história de Tatiana Chervenko não é única: funcionários públicos estão sendo intimidados em toda a Rússia. Eles ouvem que quem é contra a guerra é contra o Estado, e por isso deveriam abandonar seus cargos voluntariamente. Ameaças dirigidas a reitores de universidades russas partiram recentemente da Duma, a câmara baixa do parlamento russo. O presidente da Casa, Vyacheslav Volodin, do mesmo partido de Putin, o Rússia Unida, declarou: "É uma questão de segurança do nosso Estado. Trata-se do futuro do nosso país. É por isso que vocês, queridos reitores, devem estar cientes de sua responsabilidade, com toda tolerância. Se não, simplesmente vão embora. Levantem-se e vão embora."

Angola: Partidos debatem como acabar com "intolerância política", mas MPLA faltou.

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O período eleitoral em Angola decorre num clima de "intolerância política", lamentaram os participantes partidários no debate sobre "eleições transparentes com tolerância", este sábado (23.07), em Luanda. O debate pré-eleitoral seria entre representantes das três principais forças políticas, mas o membro do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), Domingos Betico, não compareceu. Apenas a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) e a Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE) se fizeram representar. A má gestão do processo angolano de reconciliação nacional e a partidarização da imprensa pública foram apontadas como as principais razões que põem em causa a tolerância no país. O partido no poder é várias vezes acusado de destruir as bandeiras dos seus concorrentes. Mas o MPLA nega as acusações. O caso mais recente registou-se no último fim de semana, quando na noite de sábado (16.07) um grupo de jovens retirou todas as bandeiras da UNITA que estavam hasteadas no Largo da Independência em Luanda, deixando apenas as do MPLA. No debate deste sábado (23.07), o deputado e secretário da UNITA em Luanda, Nelito Ekuikui, diz que o seu partido pretende fazer uma campanha eleitoral com base no respeito e na tolerância. Angola Wahlen l Nelito Ekuikui Nelito Ekuikui, deputado e secretário da UNITA em Luanda Esta é a razão que levou o partido do galo negro a transferir o ato de abertura da campanha eleitoral para Luanda, para que o seu principal rival, o MPLA, fizesse o seu ato político na capital angolana, segundo Ekuikui. "Faremos noutra altura. Isso é para não criar climas que depois nos culpem de aspetos que não agradam a nenhum de nós. Por isso, queremos que não haja diferenças profundas que nos levam a ambientes menos bons. Estou certo de que vamos conseguir", disse à DW. Nelito Ekuikui apela ao partido no poder a optar por discursos de tolerância. "Hoje os angolanos querem é um discurso que visa buscar a unidade, pacificar os espíritos para levar Angola ao desenvolvimento. Para existir uma luta devem existir duas vontades", defendeu. "Angola precisa avançar” A tolerância política deve ser uma tarefa de todos os angolanos, diz o jurista Hélder Chihuto, candidato a deputado da CASA-CE pelo círculo eleitoral na província de Luanda. Nesta luta contra a intolerância, os partidos têm uma "missão especial", afirma Chiuto. "Não podemos endossar a responsabilidade de moralizar a sociedade aos partidos políticos. É um problema de âmbito coletivo. É uma missão coletiva da sociedade. Do ponto de vista institucional, os partidos têm uma missão especial, que é promover dentro da organização que os seus militantes se pautem pelo respeito pela diferença", sublinhou. Angola Wahlen l Hélder Chihuto Hélder Chihuto, candidato a deputado da CASA-CE pelo círculo eleitoral na província de Luanda "Se continuarmos com os discursos beligerantes que frustra àquilo que é o processo de harmonia de reconciliação efetiva do ponto de vista político interpartidário entre as lideranças políticas, isso não é saudável para a nação. Nesta fase das quintas eleições gerais, Angola precisa avançar", frisou. Benvinda Aguiar, diretora executiva da Associação para Cidadania e Ensino de Qualidade (ACQUA), que promoveu o debate, entende que a mobilização dos meios do Estado ao serviço do partido no poder representa um ato de falta de tolerância. "O partido no poder ocupou praticamente os bens do Estado para a sua atividade. Quando o partido tem uma atividade, todo o país para. Para nós, isso é falta de tolerância. Se há abertura para todos, então todos devem ter espaço", considera. Com este debate, a ACQUA pretende incutir na sociedade angolana que há intolerância no país e que esta deve ser combatida, explica a diretora executiva. "Temos acompanhado a intolerância. Quando chega este período, os partidos e principalmente a juventude acham que todos devem apenas pertencer a um partido. A competição parece ser mais imposição que outra coisa", concluiu. fonte: DW Africa

ANGOLA: PERDER UM OLHO OU OS DOIS?

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O presidente da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, evoca os “pais da nação”, prometendo cumprir o ideal de construir a pátria angolana e pediu um debate entre os candidatos presidenciais. Se estivéssemos num Estado de Direito Democrático… Adalberto da Costa Júnior, que marcou o arranque da campanha eleitoral em Benguela, ladeado dos nº2 e nº3 das listas da UNITA, Abel Chivukuvuku e Justino Pinto de Andrade, respectivamente. Cantando e entoando “gatunos fora” e “MPLA caiu”, os militantes e simpatizantes da UNITA seguiram os três políticos numa caminhada festiva, em tons de verde e vermelho – as cores da UNITA -, que encheu as ruas de Benguela com uma enorme massa humana e terminou no campo adjacente ao aeroporto. Mostrando a diferença entre um Estadista e um ditador, Adalberto da Costa Júnior recordou o fundador da UNITA, Jonas Savimbi, e o seu sonho de realizar a pátria angolana, mas destacou que este era também um projecto de Holden Roberto, fundador da FNLA, e do primeiro presidente de Angola, Agostinho Neto, do MPLA, partido que governa o país desde a independência. “Três pais da nação” que, sublinhou, “pensaram numa Angola para os seus filhos, uma Angola de dignidade, de riquezas e de oportunidades”, prometendo resgatar os ideais que “foram esquecidos e perdidos”, assumindo a “missão de realizar a pátria mãe de todos os angolanos”. No discurso repetiu as críticas à comunicação social pública (sumptuosamente sustentada pelo dinheiro roubado ao Povo) devido à parcialidade na cobertura eleitoral, salientando que “há um partido que teve transmissão directa dos seus comícios”, ao contrário dos outros partidos. “Esperei que não houvesse mais diferenciação com o início da campanha, mas afinal enganei-me, afinal há partidos que são mais do que outros?”, questionou o dirigente do “Galo Negro”. Vincando os apelos à alternância, o presidente da UNITA disse que “já não é tempo de promessas, é tempo de balanços”, tendo em conta que o país é independente há 46 anos, e lamentou a degradação do estado democrático e de direito e a diminuição das liberdades, nos últimos cinco anos, coincidindo com o mandato de João Lourenço, que se recandidata ao cargo. O líder da UNITA apontou também os “parentes e amigos mortos” que estão na lista para votar, avisando que o partido está atento e estimando que há mais de 2,5 milhões de pessoas falecidas que constam como eleitores. “Desde 1996 que não se faz a depuração dos mortos nas listas. Querem enganar quem? Vão aceitar ir às eleições com essas listas?”, perguntou Adalberto da Costa Júnior, pedindo aos milhares de militantes e simpatizantes que ajudem nesta verificação e tomem conta da segurança do voto, “organizadamente”. Frisando a necessidade “de um país diferente com uma liderança comprometida em servir o país”, Adalberto da Costa Júnior ironizou com a construção da Basílica da Muxima, anunciada esta semana pelo presidente angolano e recandidato, que acusou de estar a tentar “comprar” a igreja. Alertou ainda para o facto de o governo estar em gestão, uma vez que, com o início da campanha eleitoral para as eleições marcadas para 24 de Agosto, o Presidente “não pode assinar nada”, nem fazer “os contratos simplificados que financiam o seu partido”. Apontou também a necessidade de assegurar que a campanha decorre em ambiente pacífico, de tolerância e de harmonia, insistindo em que se ignorem as provocações. “Onde te provocarem, vai embora, onde virem uma emboscada, vai embora, não é atitude de cobardia, é de inteligência”, salientou Adalberto da Costa Júnior, insistindo nos apelos à não violência. Adalberto da Costa Júnior repetiu as ideias de que vai “governar para todos, os que votaram e não votaram”, saudando “todos os partidos e lideranças” deixando o convite à realização de debates entre todos os candidatos, que considerou um dever. “Os cobardes fogem, vamos punir os cobardes, não estão à altura do seu povo maravilhoso. Nós não temos medo, nós estamos seguros do apoio do povo”, disse Adalberto da Costa Júnior. A IMPORTÂNCIA DE TER MEMÓRIA Adalberto da Costa Júnior apela, e bem, à não violência. No entanto, todos sabemos do que o MPLA é capaz. Todos sabemos que o MPLA não sabe viver sem ser no Poder. O regime do MPLA está morto, só ainda não sabe. E, convenhamos, como ainda não sabe não terá problemas em completar o que deixou a meio em 1992: o massacre de cidadãos Ovimbundus e Bakongos, onde morreram 50 mil angolanos, entre os quais o vice-presidente da UNITA, Jeremias Kalandula Chitunda, o secretário-geral, Adolosi Paulo Mango Alicerces, o representante na CCPM, Elias Salupeto Pena, e o chefe dos Serviços Administrativos em Luanda, Eliseu Sapitango Chimbili. O massacre ocorreu depois de uma fase de paz que se seguiu aos acordos do Alto Kauango e de Bicesse, celebrados em Maio de 1991. A guerra civil entrou então numa nova fase e prolongou-se por mais dez anos. “Foi naturalmente um dia horrível. Estava-se a discutir a paz”, recordou em Outubro de 2012 à DW Filomeno Vieira Lopes, líder do Bloco Democrático. Ele lembrava-se bem da data que interrompeu o processo de paz em Angola. Filomeno Vieira Lopes estava fora de casa quando começaram os bombardeamentos. Foi apanhado de surpresa, sobretudo numa altura em que se tentava encontrar soluções políticas para o problema. “Matava-se tudo. Matavam-se todos os que tivessem alguma ligação com a oposição.” Milhares de apoiantes e até dirigentes da UNITA foram assassinados em Luanda e em outras localidades do país, mas a sanha do MPLA, cujo ADN assassino já mostrara todo o seu potencial em 1977 (nos massacres de 27 de Maio), também não poupou a FNLA. “Foi a primeira vez, na história da guerra civil angolana, que políticos morrem em combate”, escreveu o jornalista Emídio Fernando no livro “Jonas Savimbi: No lado errado da História”. Até hoje, permanece por esclarecer quem ordenou o massacre. O número de vítimas também nunca foi confirmado, mas estima-se que tenham morrido cerca 50 mil pessoas. Números que os sipaios do MPLA, contestam: “Acho que, às vezes, a comunidade internacional empola. Houve uma manipulação desses resultados. Eventualmente fala-se das pessoas que morreram pela UNITA, mas também morreu muita gente pelo lado do governo. A UNITA quando ocupou o Uíge matou muita gente do MPLA e quando ocupou o Huambo, fez o mesmo,” justifica Mário Pinto de Andrade. Os assassinatos ocorreram após as eleições presidenciais e legislativas de 1992, as primeiras na história do país. Nem o candidato do MPLA, José Eduardo dos Santos (que esteve no Poder durante 38 anos), nem o seu adversário, Jonas Savimbi, da UNITA, conseguiram maioria absoluta nas presidenciais. Mas a segunda volta nunca se realizou. A guerra civil reacendeu-se com o massacre e prolonga-se até 4 de Abril de 2002. O massacre também dizimou muitos membros dos grupos étnicos Ovimbundu e Bakongo, historicamente tidos como adversários do MPLA. De facto, como antes, como agora, como no futuro, o MPLA quis neutralizar todos os que pensavam de maneira diferente do regime. Foi uma tentativa de decapitar a UNITA. Tanto que fala-se em milhares de mortos, eventualmente até em cerca de 50 mil. É certo que também o próprio vice-presidente da UNITA, Jeremias Chitunda, tal como Mango Alicerces [secretário-geral da UNITA] e Elias Salupeto Pena [sobrinho do líder do partido, Jonas Savimbi] foram mortos nesse massacre. Na história do MPLA, os massacres, ou as purgas, ou o que se lhe quiser chamar, são uma regra estratégica do regime, mesmo até para os próprios simpatizantes do MPLA que, eventualmente, se atrevam a pensar de forma diferente dos líderes. O tema, como outros, ainda é tabu em Angola e desconhecido pelas novas gerações, embrutecidas, formatadas e manipuladas pelo MPLA. Estes massacres, quer o de 27 de Maio de 1977, quer o de 1992, são os mais visíveis pelo número de vítimas, mas o MPLA tem muitas outras histórias porque ao longo da guerra – embora a UNITA obviamente também tenha cometido grandes erros – o MPLA, até pelo poder militar que tinha, massacrou muita gente inocente. A paz e reconciliação em Angola nunca se conseguirá com base na mentira ou com a construção de memoriais. Um dia destes o MPLA vai provar que o massacre do Pica-Pau em que, no dia 4 de Junho de 1975, perto de 300 crianças e jovens, na maioria órfãos, foram assassinados e os seus corpos mutilados no Comité de Paz da UNITA em Luanda… foram obra da UNITA. Como irá provar que o massacre da Ponte do rio Kwanza, em que no dia 12 de Julho de 1975, 700 militantes da UNITA foram barbaramente assassinados, perto do Dondo (Província do Kwanza Norte), perante a passividade das forças militares portuguesas que garantiam a sua protecção, foi obra da UNITA. Ou de, entre 1978 e 1986, centenas de angolanos terem sido fuzilados publicamente, nas praças e estádios das cidades de Angola, uma prática iniciada no dia 3 de Dezembro de 1978 na Praça da Revolução no Lobito, com o fuzilamento de 5 patriotas e que teve o seu auge a 25 de Agosto de 1980, com o fuzilamento de 15 angolanos no Campo da Revolução em Luanda. Ou de, em Junho de 1994, a Força Aérea ter bombardeado a Escola de Waku Kungo (Província do Cuanza Sul), tendo morto mais de 150 crianças e professores, bem como entre Janeiro de 1993 e Novembro de 1994 ter bombardeado indiscriminadamente a cidade do Huambo, a Missão Evangélica do Caluquembe e a Missão Católica do Kuvango, tendo morto mais de 3.000 civis. É verdade, reconhecemos, que tudo o que de mal se passou, passa ou passará em Angola é sempre culpa da UNITA. Desde logo porque as balas das FALA matavam apenas civis e as das FAPLA/FAA só acertavam nos militares inimigos. Além disso, como também é sabido, as bombas lançadas pela Força Aérea do MPLA só atingiam alvos inimigos e nunca estruturas civis. Como dizia um outro sipaio do MPLA, que para ser director do Pravda do regime (Jornal de Angola) teve de ser operado e passar a ter o cérebro para o intestino, de seu nome José Ribeiro, “quem viveu tantos anos sob o regime de Jonas Savimbi e agora prospera à sombra do mundo da mentira elevada ao nível mundial, jamais consegue perceber o sentido da liberdade nem respeitar os direitos dos outros”. Terá sido, aliás, por influência desta tese de José Ribeiro que o actual ministro da Defesa de Portugal, João Gomes Cravinho, disse, em entrevista ao jornal português Expresso, que Jonas Savimbi era um “Hitler africano”. Em síntese, quem estiver sempre a recordar o passado deve perder um olho. fonte: folha8 Mas quem o esquecer deve perder… os dois. Folha 8 com Lusa

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