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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Para os marfinenses, o caminho para a Europa passa por Dakar.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Elas se rejuntam na capital senegalesa, para poder aceder o "eldora" europeu.
Une rue de Dakar / Flickr CC


Durante a última década, muitas empresas internacionais se deslocaram de Abidjan para Dakar, após a agitação política na Costa do Marfim. Esta mudança foi acompanhada por uma transferência de pessoal dessas empresas, muitas vezes consistindo-se de europeus. Mas, diz Fraternité Matin, que juntamente com a mudança que ocorreu, a migração de mulheres jovens da Costa do Marfim para a capital senegalesa foi observada.

Os candidatos à imigração para a Europa, as marfinenses que desembarcam em massa em Dakar, na esperança de encontrar um marido europeu, de preferência francês, que oferecem a oportunidade de aceder a uma nova vida no velho continente pode ser lido no enquete de Fraternité Matin. O  fenômeno da investigação.

Serviços de imigração do Senegal registraram um número crescente de visitantes provenientes de Abidjan. No início da crise da Costa do Marfim, foram principalmente os jovens que vieram estudar em Dakar, mas, desde 2004, eles vêm mais sob o pretexto de turismo.

As marfinenses que procuram casamento com homens europeus esforçam-se por juntar todas as suas economias para concluir este projeto: o custo de bilhete de avião Abidjan-Dakar fica em torno de 200 mil a 300 mil francos CFA (menos de 500 euros) e o custo de vida em Dakar é muito elevado. Na temporada turística, elas vivem praticando pequenos comércios, algumas servem nos bares à noite ou às vezes reduzem-se a prostituição.

Tudo começa quando da alta temporada, quando as mulheres jovens percorrem os locais mais exclusivos, as estações balneárias, os bares ao redor do Plateau, onde elas são mais propensas a cruzar com os turistas europeus e outros.

Algumas encontram por sorte seus Príncipes Encantado que irão levá-las para a Europa, onde elas possam viver legalmente. Mas muitas ficam na esperança ano após ano, mas como há alguns turistas europeus que procuram mais uma diversão e por isso não fazem crescer o seu relacionamento com essas meninas até chegar ao casamento. Finalmente, até mesmo para a "sorte" daquelas que conseguem chegar à Europa, há um grande risco de caírem na prostituição.

fonte: Lu Fraternité Matin / slateafrique.com


OPINIÃO: CAMARADA HENRIQUE ROSA, NA DESPEDIDA.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Filomeno Pina


Guardamos a sua contribuição cultural, politica e social, no fundo do baú das melhores recordações deixadas aqui entre nós, com amor à Pátria será lembrado, tanto no tempo, como no espaço que lhe serviu de berço, no lugar que ocupou em vida, no chão que pisou nos momentos difíceis da Guiné-Bissau (mais um golpe de Estado), sendo capaz de erguer a imagem de Estado. Comportamento que mereceu destaque e condecoração internacional por parte de França, assim como de outros Países Africanos, que viram neste mandato de transição uma mudança positiva da imagem do País, com sinal de tranquilidade deixada, que permitiu o bom funcionamento das instituições até novas eleições. Tudo isto, como prova de competência e maturidade politica de Henrique Rosa, que, chamado nesta missão, abandonou a sua vida privada sem hesitar, arregaçando as mangas para servir o Povo, como bom filho da Terra.
Com autêntica postura de Magistrado da Nação, guardamos a imagem de firmeza, serenidade, simplicidade, espírito solidário, capacidade e experiência humana com que soube levar o País a bom porto. Terminou o mandato, sublinhando o País com a dignidade que ele merece, saindo pela porta grande e aplaudido pelo Povo.
Com a Guiné-Bissau abraçada junto ao peito sem "largar", até aos últimos segundos da sua vida,   estas forças sucumbiram, mas o contributo de GUINENDADE ficou como prova de amor eterno deste Camarada, pelo Povo.
Ficará entre nós o seu contributo em vida, será lembrado como um objecto espiritual vivo, nas recordações do empenho pela causa do País, dando tudo sem limites físicos e intelectuais, sabendo agir com humildade, tranquilidade e, com carácter, que pautou sempre pela verdade dos factos, pela Justiça, pela defesa de valores humanos, pela protecção da vida em primeiro lugar, pela coragem demonstrada na acção politica, sempre que chamado para servir o País, fê-lo com dignidade reconhecida.
Vestiu e usou a "farda" de Presidente do País, usou-a e despiu-a, com muita dignidade, contida positivamente neste exercício do seu mandato. Como um Guineense humilde e de grande paixão pela Terra-Mãe, como um simples cidadão, foi um dos mais respeitados Presidentes durante o exercício de sua Magistratura como Chefe de Estado, neste curto período de transição na Guiné-Bissau.
Ainda hoje recordamos a sua postura de um verdadeiro Chefe de Estado, esta sua finura e perfil de Estadista, tendo sido simplesmente, o primeiro Presidente da República na Guiné-Bissau, que “arrolou” os seus bens pessoais e materiais, entregando, de seguida uma cópia ao Ministério das Finanças, antes mesmo do início do seu mandato de transição, para que, na sua retirada merecesse uma eventual análise comparativa em relação a seus bens pessoais.
Uma prova inequívoca de sua transparência, confiança democrática depositada nas Instituições de Estado e honestidade pessoal.
Esta vontade política notória de introduzir outro padrão de comportamento mais justo, para servir de exemplo no País (acção contra a corrupção), até aqui nunca dantes observada em nenhum outro Presidente e até então no País, ninguém.
Nenhum chefe de estado ou ministro do aparelho de Estado o tinha feito ainda, o que demonstra que este HOMEM fez emergir uma nova imagem, na praça política de Bissau, como aquela a ser seguida.
Uma postura com ideias novas na política Guineense, pautadas pela frontalidade e determinação com que ficou demonstrada a sua convicção e transparência na acção, com perfil de justiça igual para todos. Perdemos hoje, novamente, uma voz importante, Ele sucumbiu, deixando um só nome e recordação, o Camarada Henrique Rosa, o "pioneiro" que quis honrar e servir o seu Povo, com dignidade, amor e transparência em tudo que fez, até ao último dia da sua vida.
Demonstrou lucidez, espírito crítico, capacidade de análise politica e social até aos últimos momentos de vida. Vi um Homem doente longe da nossa Terra, mas com uma mente sã e muito culta, com sensibilidade nas análises que fazia, trazendo sempre à luz destas matérias, os prós e contras de cada uma das situações por Ele avaliadas, vi de perto um grande cidadão do mundo, que o Pai do Céu chamou para junto Dele, só.
Um grande filho do Povo, terminou hoje a sua missão, aqui já não está, só mesmo as suas ideias, atitudes e postura, lembradas para sempre entre nós, como um bom filho da Guiné-Bissau.
Que DEUS lhe dê eterno descanso e Glória, paz à sua alma e sentidos pêsames à família enlutada.
Djarama. Filomeno Pina.

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