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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

A guerra e o atraso de Angola.

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O discurso oficial da ditadura angolana atribui o atraso do país à guerra. A guerra foi responsável por uma total devastação, e por isso o país tem demorado muito tempo a erguer-se e a recuperar.

Por Rui Verde (*)

Ainda agora o governador do Malange fez eco desse pensamento quando num discurso afirmou: “Agostinho Neto, independência nacional, José Eduardo dos Santos, paz, reconciliação nacional e reconstrução nacional até às bases do desenvolvimento, e João Lourenço, desenvolvimento e prosperidade.”
Esta tripla estratificação explicaria por que razão o mandato de José Eduardo dos Santos fora um fiasco para Angola em termos económico-sociais. Tal aconteceu devido ao facto de o ditador-presidente ter estado ocupado com questões de guerra e paz. E já o próprio José Eduardo tinha afirmado, no seu surreal discurso do Estado da Nação de Outubro de 2016: “Muitos questionam por que razão não começámos este processo [diversificação da economia] muito antes, mas na verdade ele começou há muito tempo, só que não havia condições objectivas no nosso país para avançarmos mais depressa. Quando terminou a guerra em 2002, Angola e o Cambodja eram os países do mundo que tinham mais minas anti-pessoal e anti-tanque.”
José Eduardo usa o argumento da guerra, em particular as minas espalhadas pelo território, para justificar todo o atraso económico angolano e a dependência do petróleo. Não explica como gastou os mais de US $309 biliões de receitas fiscais derivadas da exportação de petróleo e de poupança líquida do Estado, arrecadados entre 2002 e 2014.
Esta teoria pode encontrar eco na propaganda, mas não na realidade. Estamos perto de 2017, a guerra terminou em 2002. Passaram-se, portanto, 15 anos.
Façamos um pouco de história comparada.
Em 1945, terminou a Segunda Guerra Mundial, com a derrota da Alemanha nazi. A própria Alemanha fora invadida pelos exércitos anglo-americano, de um lado, e russo, do outro. No final, a capital, Berlim, era o rosto da devastação do país.
Costuma-se chamar a este ano – 1945 – o ano zero da Alemanha. O país ficou sem nada. “Milhões de metros cúbicos de entulho eram a única coisa que restava das metrópoles alemãs depois do final da Segunda Guerra Mundial. (…) Os bombardeios às cidades alemãs haviam deixado 20 milhões de desabrigados no país. Quatrocentos milhões de metros cúbicos de entulho tinham de ser removidos. Um comparativo para demonstrar a situação: dos 750 mil habitantes de Colónia antes da guerra, haviam restado 40 mil.
Quinze anos depois, 1960. A Alemanha Ocidental é dos países mais desenvolvidos e prósperos do mundo. Aconteceu o chamado “milagre económico”. Entre 1952 a 1960, o investimento aumentou 120% e a economia cresceu 80%.
Isto quer dizer que, se é verdade que a guerra destruiu a Alemanha, tal não foi razão para que, 15 anos depois, a Alemanha não fosse um dos países mais prósperos do mundo. Foram precisamente os mesmos 15 anos que não serviram para Angola.
Dirão que Angola não é a Alemanha. Certo, mas daqui deriva que, se Angola não cresceu e não se tornou um país próspero depois de 2002, não foi por causa da guerra, mas por outros condicionalismos: a má governação, a apropriação da riqueza por uma pequena clique dominante, a corrupção, a falta de educação e a falta de investimento na população.
A diferença entre Angola e a Alemanha no pós-guerra é que Angola teve uma classe dirigente não democrática cujo único objectivo foi enriquecer e gozar dos despojos da guerra. Os generais vitoriosos sentiram o direito ao saque. Ganharam a guerra, e agora tudo é deles. Sentiram-se verdadeiros Senhores da Guerra, donos do país, do povo, das riquezas.
Essa – e não a própria guerra – é a única razão pela qual Angola não evoluiu depois do conflito.
A guerra não pode continuar a servir de alibi para o atraso, a ganância e a corrupção da ditadura angolana que mantém o país na miséria.

“Mesmo com guerra, Kabila será obrigado a sair”.

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blaise

A República Democrática do Congo (RDC) está mergulhada num conflito político que se tem agravado desde o término oficial do mandato presidencial de Joseph Kabila, ocorrido na segunda-feira última, dia 19.

Por Sedrick de Carvalho
No dia seguinte, 20, pelo menos 19 pessoas morreram durante distúrbios onde forças policiais dispararam contra manifestantes que exigiam a saída imediata do presidente no poder. Dados da ONU local apontam que, para além das mortes, mais de 45 pessoas ficaram gravemente feridas.
No dia 23 de Outubro mais de 20 indivíduos congoleses democráticos em Angola foram detidos quando se preparavam para protestar contra a permanência de Joseph Kabila na presidência, numa altura em que Kabila se encontrava em Luanda para participar numa reunião da Região dos Grandes Lagos.
Blaise Zimambu, congolês democrático a residir em Angola há 10 anos, falou ao F8 sobre a instabilidade política que se regista no seu país. Em 2011 esteva em Kinshasa, capital da RDC, onde foi exactamente para participar nas manifestações contra Kabila que se proclamara vencedor das eleições que aconteceram naquele ano, o início do segundo mandato presidencial que terminou nesta semana.
Em Kinshasa, Kabila nunca ganhou. Blaise Zimambu é natural de Kinshasa. Através de contactos com familiares e amigos que têm participado em manifestações, Zimambu confirma que “a situação no Congo está péssima, aquilo está mal mesmo”, tanto que “alguns amigos foram feridos na repressão policial de terça-feira”.
Zimambu afirma que em 2011 “ele já não devia governar” porque “na verdade ele perdeu” nas eleições. Kabila manteve-se no poder “porque é a pessoa que tem a força através do armamento que controla”. A Constituição congolesa determina que apenas pode ser presidente durante dois mandatos. Desde o ano passado que Kabila tem tentado alterar a lei magna do país para permitir que ele concorra ao terceiro mandato consecutivo. Para isto tem um forte aliado: o presidente de Angola, José Eduardo dos Santos.
Para além de Kinshasa, que é o centro das manifestações, Matadi e Lumbubashi são outros dois locais onde se verificam fortes protestos com violência policial à mistura.
O acordo assinado em Kinshasa para reorganização do ciclo eleitoral seguinte não é bem visto pelos populares, e Zimambu adianta que “este acordo não é bom porque o mandato dele terminou e por isso tem de deixar o poder de qualquer forma”. E “qualquer forma” significa que “mesmo com guerra os congoleses vão continuar até ele sair”.
A Conferência Episcopal Nacional do Congo (CENCO) emitiu uma declaração na quarta-feira, dia 21, onde exige aos políticos congoleses um acordo que ponha termo à crise política antes do Natal. Muitos congoleses desejam que Joseph Kabila, o principal motivo da instabilidade, acate a exigência da Igreja Católica. Blaise Zimambu deposita esperanças nesta exigência. Questionamos o que fará se o regime congolês não cumprir, e em resposta disse: “Então em Janeiro estarei no Congo para participar nas manifestações”.
Étienne Tshisekedi, principal líder da oposição e presidente do partido União para a Democracia e Progresso Social (UDPS), declarou recentemente que o derrube de Joseph Kabila, se necessário, acontecerá pela força do povo. As declarações de Tshisekedi serviram de motivação ao povo congolês.
Em 2011, depois das eleições, Blaise recorda que Joseph Kabila cercou a casa do líder político com vários tanques de guerra em posição de disparos. Ninguém estava autorizado a sair da residência.
Perguntamos a Blaise em quem votaria caso o presidente Kabila Jr. fosse derrubado. O escolhido de Zimambu encontra-se preso – Jean Pierre Mbemba. Desde 2008 que o antigo vice-presidente do governo de transição da RDC, de 2003 a 2006, que Mbemba se encontra preso por ordem do Tribunal Penal Internacional. Em alternativa, o congolês aponta Moise Katumbi, ex-governador da província de Katanga e actualmente um dos principais adversários de Joseph Kabila.

#jornalf8.net

2016» PRESIDENTE DA REPÚBLICA GARANTE QUE GOVERNO DE SISSOCO VAI TERMINAR A LEGISLATURA.

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O presidente da República garantiu esta quinta-feira durante uma conferência com os estudantes do centro de formação profissional Brasil-Guiné-Bissau que o executivo de Sissoco vai funcionar até o fim desta legislatura.

José Mário Vaz que falava com estudantes garantiu igualmente aos estudantes que o governo de Sissoco não é governo de roubar o dinheiro de estado. “Garanto-vos uma coisa: aí de quem tomar o dinheiro de estado? Este governo não é de tomar o dinheiro de estado mas sim de esforçar para construirmos o nosso país,”.

Por outro lado, prometeu criar empresas para dois melhores alunos deste centro de formação profissional para mais adiante afirmar que os dois primeiros melhores alunos do centro “ vamos ajudar na criação da sua empresa. Gostaria que parte desses estudantes transformasse nos homens de sector privado”, concluiu.
Entretanto o ministro da função pública Tumane Baldé que acompanhou o presidente nesta visita afirmou que o país não se constrói com PhD mas com mãos de obra qualificada.
Tumane balde reconheceu igualmente que a maioria potências do mundo indústrias, o alicerce das suas economias reside exactamente nas escolas técnico-profissionais que produzem mãos de obra qualificada que “é mais valiosos que ouro e diamantes”.
Conosaba com radio sol mansi/Por: Nautaran Marcos Có

DIZEM: POPULAÇÃO DE ANGOLA EXCEDERÁ 67 MILHÕES DE HABITANTES EM 2050 .

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Angola terá uma população estimada em 67,92 milhões de habitantes em 2050, de acordo com a Projecção da População 2014-2050 elaborada pelo Instituto Nacional de Estatística de Angola e quinta-feira apresentada em Luanda.

O documento foi apresentado pela técnica do INE, Eliana Quintas, que adiantou que nessa data haverá 33,54 milhões de homens e 34,87 milhões de mulheres, sendo que mais de 40 milhões residirão nos centros urbanos e os restantes 27,89 milhões nas zonas rurais.

Eliana Quintas disse ainda que a densidade populacional de Angola mais do que duplicará face aos 21,5 habitantes por quilómetro quadrado de 2014 para 54,5 habitantes por quilómetro quadrado.

A projecção da população total do país, rural e urbano, e de cada província, assim como as características demográficas foram estimadas através do programa RUPAGG desenvolvido pelo Departamento de Censos dos Estados Unidos da América, destinando-se a disponibilizar informação desagregada sobre a evolução da população angolana por grupos etários, sexo e área de residência.

Para a elaboração da Projecção da População 2014-2050, o INE contou com a colaboração do Ministério da Saúde, assistência técnica do Fundo das Nações Unidas para a Infância, ICF Internacional, através do Programa de Inquéritos Demográficos e de Saúde (“Demographic and Health Survey”) e do Fundo das Nações Unidas para a População.

O Censo da População e Habitação de 2014 revelou que a população de Angola era nesse ano de 25,78 milhões de habitantes, dos quais 12,49 milhões do sexo masculino.

Conosaba com Macauhub

«BOAS FESTAS!» PRESIDENTE DA GUINÉ-BISSAU DESEJA A TODOS OS GUINEENSES UM FELIZ NATAL E UM PROSPERO ANO NOVO .

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