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segunda-feira, 21 de março de 2022

China: Boeing 737 cai com 133 pessoas a bordo.

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O avião da China Eastern Airlines, que caiu na região de Guangxi, no sudoeste da China, "causou um incêndio" em uma montanha, segundo a televisão estatal. Nenhum relatório estava imediatamente disponível.

Um avião da China Eastern Airlines que transportava 133 pessoas caiu na segunda-feira, 21 de março, no sudoeste da China, informou a televisão estatal, sem fornecer um relatório imediato.

O Boeing 737 caiu perto da cidade de Wuzhou, na região de Guangxi, e "causou um incêndio" em uma montanha, disse a CCTV, acrescentando que equipes de resgate foram enviadas ao local.

De acordo com a mídia local, o voo MU5735 da China Eastern Airlines decolou pouco depois das 13h, horário local (5h GMT) da metrópole sudoeste de Kunming. Seu destino era Cantão, a cerca de 1.300 quilômetros de distância.

fonte: seneweb.com

Ucrânia rejeita rendição de Mariupol exigida pela Rússia.

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Governo ucraniano recusa-se a depor as armas na sitiada Mariupol, contrariando a exigência da Rússia, que em troca propunha abrir corredores humanitários. Guerra já obrigou 10 milhões de pessoas a fugir, diz a ONU.


A Rússia ordenou, no domingo (20.03), às forças ucranianas que abandonem a cidade de Mariupol, cercada há semanas e em grande parte já destruída, até à manhã de segunda-feira. Em troca, as forças russas autorizariam dois corredores humanitários para saída da cidade.

No entanto, a vice-primeira-ministra da Ucrânia, Irina Vereshuchuk, recusou a rendição. "Não se pode falar em rendição, deposição de armas. Já informámos o lado russo sobre isto", afirmou, em declarações ao canal ucraniano Pravda, citadas pela agência Associated Press. "Eu escrevi: em vez de perderem tempo em oito páginas de cartas, abram o corredor", afirmou.

A agência de notícias russa TASS avançou que os residentes de Mariupol tinham até às 05h00 de segunda-feira para responder à oferta das forças russas. O chefe do centro de controlo da Defesa Nacional Russa, Mikhail Mizintsev, anunciou, citado pela agência espanhola EFE, que todos os elementos do exército ucraniano poderão abandonar a cidade entre as 10h00 e as 12h00, bem como todos os "mercenários estrangeiros".

Ukraine Menschen fliehen aus Mariupol

Habitantes de Mariupol deixam a cidade a pé.

3 mil mortos em Mariupol

A cidade sitiada de Mariupol, que tem sofrido episódios de bombardeamento pesado das forças russas, está sem alimentos, água e energia. Os relatos que saem da localidade são de uma extrema violência e destruição, com cadáveres espalhados pelas ruas. 

Num comunicado hoje divulgado, a organização não-governamental Human Rights Watch (HRW) lembrou que as autoridades locais estimam em 3.000 o número de mortos na cidade, que terá 80% dos edifícios destruídos. Nem um número nem outro foi verificado de forma independente.

"Residentes que escaparam [de Mariupol] disseram que hospitais, escolas, lojas e inúmeras casas foram danificadas ou destruídas por bombardeamentos. Muitos disseram que os seus familiares ou vizinhos sofreram ferimentos sérios ou, nalguns casos, fatais, de fragmentos de explosivos", pode ler-se no texto da HRW, que recorda os ataques russos a hospitais e a um teatro que albergaria centenas de pessoas.

A organização realçou que as populações civis devem poder aceder a assistência humanitária e ser retiradas de forma segura. "A Rússia está proibida de obrigar civis, de forma individual ou em massa, a viajar para cidades russas ou para países como a Bielorrússia".

A HRW sublinhou que o Tribunal Penal Internacional, a comissão de inquérito do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas e outras jurisdições relevantes "devem investigar potenciais crimes de guerra em Mariupol, com vista a processar os mais responsáveis".

Desde 24 de fevereiro, a invasão russa causou pelo menos 902 mortos e 1.459 feridos entre a população civil, incluindo mais de 170 crianças, e provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, entre as quais mais de 3,3 milhões para os países vizinhos, indicam os mais recentes dados da ONU. Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

fonte: DW Africa

ANGOLA: DISCRIMINAÇÃO E A FORÇA DAS PALAVRAS(Pedro Santana Lopes ex-Primeiro Ministro de Portugal)

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Não gosto de colocar a colher em águas turvas, mas como sei do que o regime é capaz, não poderia ficar calado, ante a (mais uma) boçalidade, secundada por um estranho coro de políticos, intelectuais e “tudológos”, que se julgava com maior higiene intelectual, mas…

Por William Tonet

O mundo não está em paz. As guerras continuam! Em África, começando por Angola onde as populações, mais de 20 milhões de pobres, principalmente as do Sul do país, são invadidas e agredidas, diariamente, pelas políticas económicas, cruéis, danosas e dolosas, que vitimam à fome e sede, milhares de cidadãos.

Na Somália, na Líbia, onde a invasão da NATO e EUA, demonstram, 11 anos depois, que a dita civilização ocidental, para lá da destruição e da implantação do caos, não consegue mostrar, até hoje, aos líbios, que a democracia do ocidente é melhor do que a ditadura de Khadafi, que dava pão, água, educação e saúde.

No Sudão do Sul, no Mali, no leste da República do Congo, etc., a morte continua.

No Médio Oriente, o Iémen continua sob invasão da Arábia Saudita, que espalha a morte e a destruição, ante o cínico mutismo do Ocidente, face ao peso do petróleo… Na Europa, pela invasão da Rússia à Ucrânia, morrem jovens inocentes, que nunca assinaram um pacto de agressão e morte…

Lançar as sementes do amor, da paz, da tolerância, da liberdade de expressão, da liberdade de imprensa, da liberdade de movimento, em todos os “chãos” e mentes de todas as cores e etnias planetárias, contra os belicistas, os senhores da morte, os fomentadores das indústrias bélicas, que preferem aumentar as armas do que acabar com a fome e miséria, em todo mundo, é, deve ser, um compromisso de cada mulher e homem de bem, em Angola e no mundo.

O mal do mundo é a incoerência de muitos políticos que, olhando à direita, avançam em sentido contrário, dando azo à discriminação, ao racismo, à manutenção do subdesenvolvimento dos povos e dos ditadores. As declarações de Marcelo Rebelo de Sousa, filho do antigo governador colonial de Moçambique, no 18 de Março, na Ponta Milibangalala, para inauguração de um empreendimento do grupo português Visabeira, raiam a suspeição: “Eu tenho passado a vida a viajar pelo mundo a ver se ultrapasso o feitiço de Moçambique, e não consigo. Começo nos países irmãos de língua portuguesa, tento encontrar lá família, e o feitiço de Moçambique não sai da minha alma. Depois viajo para outros continentes, chego às ditas grandes potências e digo: é agora que eu esqueço Moçambique. Mas só me lembro de Moçambique”.

Já agora Presidente Marcelo, porque não falou com a RENAMO, o MDM, os outros partidos da oposição, que pensam diferente da FRELIMO e com a sociedade civil? Porque não se indigna com a fome, miséria, corrupção e permanente fraude eleitoral? É ingerência nos assuntos internos de outro Estado, dirá. E apoiar a ditadura é o quê?

E de racismo em racismo, desembarcamos na Figueira da Foz, onde Santana Lopes, ex-líder do PSD e ex-primeiro ministro, actual presidente da Câmara não deixou dúvidas sobre o racismo incubado que circula por entre as suas veias, na recepção (18.03.22) a um grupo de 42 ucranianos, ao escrever nas redes sociais: “Não há palavras. A receber a Dasha, loirinha, de olhos azuis”! Incrível!

O comentário valeu, por parte de muitos portugueses do bem, reacções, como esta: “Oh! que lindo, também podíamos tentar arranjar uns sírios loirinhos e de olhos azuis para o Dr. acolher com tanta emoção”, ou “Desde que sejam loirinhos, de olhos azuis e pele clara o Dr. recebe de braços abertos”, eis os representantes da indignação.

São atitudes destas que geram sentimentos racistas de todas as latitudes, que devem ser condenados, vigorosamente, pelos cidadãos de bem, para que não mais se repitam actos vivenciados, nas fronteiras da Polónia, em que as cores classificavam a urgência de fuga do teatro de guerra na Ucrânia, invadida pela Rússia.

Veja os links, para outra percepção sobre o conflito:
https://www.youtube.com/watch?v=YsJE8WStrGI
https://www.youtube.com/watch?v=OsLkWjhkCNc
https://www.youtube.com/watch?v=OsLkWjhkCNc

Os membros do DAESH devem ser libertados, pois já fez jurisprudência a aprovação da União Europeia e dos Estados Unidos a aceitação do mercenarismo de Estado, e Portugal não ficou atrás, quando um(a) juiz(a), atendeu ao pedido, estranho, de um alegado criminoso, condenado, a cumprir pena, Mário Machado, para ser libertado, com o propósito de ir para a Ucrânia juntar-se às tropas mercenárias que estão ao lado do governo.

Este é mais um exemplo, de muitas guerras, em África serem alimentadas, instigadas e comandadas, por mercenários saídos das antigas potências coloniais. Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa, têm impressões digitais, na manutenção das ditaduras, que estamos com elas. Colapsou o Direito Internacional.

MESMO A ESTUPIDEZ DEVE TER ESTATUTO

O MPLA baixou muito no assassinato de carácter dos adversários de quem tem medo. Nunca um seu presidente teve tanto medo de um líder da UNITA, como agora: 2017-2022!

Adalberto da Costa Júnior esteve nos Estados Unidos para tratar de um desejo da maioria dos angolanos: melhor governação, respeito pelas liberdades, transparência, fim da fraude eleitoral, eleições autárquicas e democracia participativa, onde os eleitores sejam capazes de escolher o Presidente da República, que actualmente, pela atípica Constituição, se esconde nas saias de um partido político. Adalberto foi e está a defender a necessidade de um projecto de sociedade, com a formação de um poder constituinte e eleição de uma Assembleia Constituinte, que Angola nunca teve. Tem palco! Aqui e, lá!

No outro lado da esquina, vendo-se, quiçá, abalroado, no imediato, que coincidências suspeitas, em política, que não as há, João Lourenço vai (foi), também, aos Estados Unidos, mas, curiosamente, marcando as diferenças; cuidar de si, da sua individualidade.

Foi para uma das mais caras clínicas do Estado de Orlando, tratar (dizem) dos dentes, deles, muito precisará, obviamente, em ano eleitoral, para mastigar melhor, a carne dos adversários, principalmente, os feitos inimigos.

Dizem, também, médicos oficiosos, precisar de um check up, na próstata. Sim ou não, tudo incrimina, porque os pobres, nem um dólar/dia têm para comer, enquanto o “pai grande” esbanja…

A justificativa estapafúrdia, mas que parece colher é a necessidade obsessiva de poder continuar a baçular e cafricar a Constituição, a justiça e a CNE, para o único objectivo: manutenção do projecto de poder, instalado desde 1975, pelo MPLA, que remete os povos para o desemprego, injustiça, ditadura, fome e miséria!

Não tem palco. Interna e, externamente!

Os angolanos estão diante de duas estadias. Duas leituras. Duas normalidades políticas. É crime? Não!

Então o que leva tantos soldados do mal a lançarem balas e bombas contra o líder da UNITA, que em qualquer latitude, teve uma acção trivial?

Entre a coerência e a irracionalidade, tem imperado a boçalidade analítica de uma tribo, que se considera a mais preparada, para dirigir, exclusivamente, o país de todos, mas cujos índices de “rafeirismo intelectual”, são cada vez mais abjectos. Indescritível!

Os “homens novos” do MPLA/JLO, não só denotam um verdadeiro desnorte, como um descomunal temor de perderem as mordomias e o poder, havendo uma fiscalização internacional imparcial e rigorosa, durante o pleito eleitoral.

Na mente, dos bajuristas e bajurafeiros, campeia como nunca, o síndroma das crateras, que poderão engolir a lógica da batota, inviabilizando o perigar da renovação da fraude eleitoral e renovação de mais um mandato do actual presidente.

Isto estremece. Mete medo. Impede a reflexão ponderada, nas hostes governistas.

Na comunicação social pública, paga com dinheiro de todos nós, nunca desde 2017, ela chafurdou, tanto, na lama, contra os valores sagrados do jornalismo racional, assestando golpes abjectos e assassinos, contra um político, Adalberto da Costa Júnior, visto como adversário e inimigo, quando a imprensa, não os tem e deve estender o contraditório a todos actores, não fazendo trabalho sujo da partidocracia…

Nem José Eduardo dos Santos, adversário de Jonas Malheiro Savimbi, por mais de 30 anos, demonstrou tanto medo. E, reconheça-se, o líder do Galo Negro tinha um desempenho verbal, mobilizador, intelectual e linguístico superior, mas o ex-presidente de Angola, nunca exibiu, publicamente, tanto temor, ante o adversário. Geria-o internamente. Penso!

Mais, nunca a artilharia comunicacional, que era má mas nem ela nem Dos Santos desceram tão baixo, na diabolização, de tal monta que nunca se ouviu o dito “arquitecto da paz”, atacar a intimidade: direito subjectivo do líder do Galo Negro. O inverso é verdadeiro. Ambos atacavam as esferas externas, os projectos ideológicos e afins…

Mostravam ser verdadeiros políticos, que não chafurdavam no esgoto sanitário, no combate político, entre si.

Infelizmente, a tribo política angolana, principalmente a do MPLA, viu João Lourenço baixar, ou ser empurrado, os degraus da arbitrariedade, ao ponto de chegado ao(s) poder(es) (partido e República), vilipendiar pejorativamente, a intimidade de quem, de bandeja, lhe entregou tudo. A moda de muitos assimilados e complexados, na antiga capital colonial, Lisboa, o novo presidente chamou Eduardo dos Santos de marimbondo.

Foi uma baixaria desnecessária e que não abona o autor, pelo contrário. Atacar de forma desproporcional, sem fundamentar é (foi) uma indecorosa calúnia: “imputação mentirosa que ofende a honra ou a dignidade de alguém”, diz o direito. Foi triste! Deplorável!

Um provérbio angolano, afirma: “Quando um soba te entrega o cajado e a cadeira, ao sentares nela, se começas a ofendê-lo, nada na vida te vai correr bem, nem mesmo a tua lavra vai florir”. Outro diz: “A calúnia é como a besta, deixa o visco por onde passa”. Coincidência ou não, nada dá certo, desde aquela altura (2017), no consulado de JLO, de tal monta que pode estar prestes a ser declarado o coveiro político do MPLA, tão baixa vai a popularidade. Mas ao invés de tentarem inverter o rumo, apostam tudo na batota, na fraude eleitoral, na INDRA, na diabolização, no assassinato de carácter, na mentira deslavada e abjecta.

É vergonhoso ver correr, a céu aberto, diariamente, tanta “diarreia mental”, em todos os órgãos de comunicação social do regime e afins, contra um homem só, sem direito a contraditório… É obra! Ao ponto de terem dito, que o esperma do pai só penetrou, 50% no óvulo da mãe. E se assim fosse, ele só é 50% angolano. Besta infâmia!

Quando assim é, então existe a certeza de o homem poder, sem armas, só com inteligência, modéstia e humildade, qual FORMIGA, derrubar o ELEFANTE… Daí que a manada desnorteada e, na pretensão de aumentar a bajulação a João Lourenço, esteja com um conjunto de mentiras a causar mais danos à imagem do bajulado.

O último post criado nos laboratórios (com dinheiros públicos) do “CRIMPLA” sobre a visita de Adalberto da Costa Júnior aos Estados Unidos, mostra o abalo provocado na máquina do MPLA/João Lourenço, cujo desempenho, no cômputo dos anteriores presidentes do partido no poder, tem sido dos mais sofríveis, só superado pelo do genocida Agostinho Neto, cuja carteira de assassinatos (80.000) tem o carimbo no 27 de Maio de 1977.

ACJ foi mesmo recebido e isso não é crime de lesa pátria, nem deveria ser motivo de tanta “masturbação política”, por ser normal nas relações entre políticos e forças partidárias no mundo.

A publicação denota, pese o apoio de “intelectu(ais)aloides”, que nem fazer montagem de “fake news” consegue(m) sequer enganar bebés de infantário…

Já agora a notícia é de que estação de televisão: da SIC ou da TV LIVRE?

Vejam que o falsário, nem conseguiu sequer apagar uma das estações, exibindo desta forma, não só o espírito satânico, como o analfabetismo editorial…

fonte: folha8

ANGOLA: SERVIÇOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS EM ESTADO DE COMA.

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Os médicos angolanos vão voltar a paralisar a partir de segunda-feira, por tempo indeterminado, funcionando apenas com 25% da força de trabalho para assegurar os serviços mínimos, anunciou o Sindicato Nacional dos Médicos de Angola (SINMEA).

Segundo a declaração de greve aprovada no sábado em assembleia-geral, a paralisação é extensiva a todas as unidades sanitárias, a partir das 8:00 do dia 21 de Março de 2022, por tempo indeterminado.

Enquanto durar a greve, ficam suspensos os trabalhos nas enfermarias, seminários, internatos de especialidade, admissão e alta de pacientes, assim como passagem de relatórios, atestados médicos e certificados de óbitos. Contudo, serão garantidos serviços mínimos “na ordem dos 25% nos bancos de urgência e cuidados intensivos para atendimento aos doentes críticos (vermelhos e laranjas)”, acrescenta o documento.

Esta é a segunda greve em três meses, depois de uma paralisação de uma semana, em Dezembro passado.

A 20 de Setembro do ano passado, o SINMEA remeteu à tutela um caderno reivindicativo que tinha como linhas de força o reenquadramento e indemnização do médico e presidente do sindicato, Adriano Manuel, uma vez que a situação se enquadra na violação da lei sindical, melhoria das condições de trabalho e aumento do salário dos médicos.

O Ministério da Saúde (Minsa) “respondeu por escrito com menosprezo e de forma insultuosa, matando as esperanças daqueles cuja missão é salvar vida”, razão que levou à greve de Dezembro, suspensa após negociações com o executivo que se comprometeu a dar resposta ao caderno reivindicativo em 90 dias.

Os profissionais de saúde queixam-se, no entanto, de pouco ter sido feito, já que volvidos 100 dias sobre a moratória apenas foi resolvido o primeiro ponto, relativo ao afastamento de Adriano Manuel, e parcialmente sobre a actualização da carreira médica.

O presidente do SINMEA, médico pediatra, encontrava-se afastado do seu posto de trabalho desde 2020, depois de ter denunciado a morte de dezenas de crianças em apenas um dia no banco de urgência do Hospital Pediátrico David Bernardino, o que lhe valeu um processo disciplinar e a transferência para a área dos recursos humanos do Ministério da Saúde.

Na sua declaração de greve, o SINMEA aponta várias preocupações como o aumento da taxa de mortalidade em crianças menores de 5 anos (uma das mais altas no mundo), “gritante” falta de medicamentos essenciais para combater doenças como a malária e falta de recursos humanos.

Segundo o SINMEA, apesar de terem sido criadas novas unidades sanitárias, não têm sido abertos concursos públicos para recrutar médicos e enfermeiros.

“Desde 2020 que não são realizados concursos públicos para recrutar novos médicos. Continuam a ser construídas unidades sanitárias com alta tecnologia, sem recursos humanos previamente formados para o efeito, enquanto os serviços de atendimento primário continuam num declínio permanente”, critica o SINMEA, lamentando igualmente a contratação de médicos em Cuba, em detrimento de profissionais formados em Angola.

O SINMEA denuncia também os baixos salários e “acelerado desgaste físico e psíquico dos nossos profissionais”

A assembleia-geral dos médicos afeCtos ao SINMEA realizou-se no sábado, no auditório João Paulo II da Universidade Católica de Angola, contando com cerca de 340 médicos, além de 2500 médicos espalhados pelo território nacional e no exterior do país, através da plataforma digital zoom.

MÉDICOS SÃO CRIMINOSOS? GOVERNO INSINUA QUE SIM

No início de Dezembro, recorde-se, o Ministério da Saúde manifestou-se surpreso com a greve dos médicos, apelando aos profissionais que regressassem ao trabalho, porque a maioria das reivindicações estavam atendidas. Por outras palavras, os médicos ou são marimbondos ou… “criminosos”. Não está mal.

A posição foi expressa pelo secretário de Estado para a Área Hospitalar, Leonardo Europeu, que tem negociado com o Sindicato Nacional dos Médicos de Angola.

Segundo Leonardo Europeu, o caderno reivindicativo apresentado em Setembro pelo sindicato, “mereceu uma resposta em tempo”, salientando que as negociações tiveram início no dia 1 de Dezembro.

“O sindicato convocou uma assembleia na qual saiu como resolução a realização da greve no dia 6, mesmo assim o Ministério da Saúde reagiu, convidando o sindicato para negociações, as quais tiveram lugar desde o dia 1, foi o primeiro dia de negociações, abordamos o ponto 1 e 2 do caderno”, referiu.

Sobre o primeiro ponto reivindicativo, a recolocação imediata do presidente do sindicato, bem como a nulidade do processo disciplinar que teve a nível do Hospital Pediátrico David Bernardino, o governante angolano disse que foi já atendida, com a passagem de duas guias para o seu reenquadramento na Maternidade Lucrécia Paim ou Hospital Américo Boavida, à sua escolha.

“No segundo dia estivemos a debater os pontos números três, quatro, cinco e seis, os quais têm a ver com a questão salarial e os subsídios, tivemos participação dos técnicos do Ministério das Finanças e do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, e ficaram esses pontos de serem levados para as titulares da pasta para subsequentemente se encontrar um caminho para a questão da resolução salarial dos profissionais”, salientou.

De acordo com Leonardo Europeu, foram informados que o Ministério das Finanças estava a trabalhar (devagar, devagarinho, parados… como sempre) para o aumento salarial de forma global, a questão dos subsídios e a abordagem do Imposto sobre Rendimento do Trabalho, horas acrescidas e outros assuntos.

Leonardo Europeu sublinhou que quando se está em negociações não se pode partir para a greve, considerando que esta é uma atitude “contrária ao diálogo”.

O governante angolano criticou na altura o facto de supostamente não estarem a ser garantidos os serviços mínimos definido por lei durante as greves.

“Temos uma coisa a chamar a atenção, existem questões que devem ser cumpridas durante a greve que é o não cancelamento dos serviços mínimos, dos quais faz parte o internamento, uma chamada de atenção aos colegas, um paciente operado que está no internamento pode complicar em algum momento, pode ter hemorragia, infecção, outras questões mais, um apelo a quem estudou medicina, quem sente as necessidades de saúde da nossa população para voltarem às posições de trabalho”, exortou.

Leonardo Europeu disse que o Governo tem vindo a melhorar as condições de trabalho e das infra-estruturas, com novos equipamentos, nomeadamente aparelhos de ressonância magnética, de laboratório, ecógrafos, além de aumentar o número de profissionais com a admissão de mais 28.000 profissionais.

A propósito da greve, Adriano Manuel têm lamentado o tipo de medicina que é feito actualmente no país, “sem qualidade absolutamente nenhuma, sem material de biossegurança, sem laboratórios”. Essa parte Leonardo Europeu não viu, não leu e ninguém o informou.

“Nós fazemos uma péssima medicina. Há doentes que em Angola morrem e que deviam ter sido salvos, se eventualmente as condições tivessem sido criadas. Como não estão criadas, os doentes morrem, principalmente na periferia. O que nós não queremos é que isso continue a acontecer, por isso é que partimos para a greve”, disse Adriano Manuel. Essa parte Leonardo Europeu não viu, não leu e ninguém o informou..

“Nós precisamos de ter uma melhoria das condições de trabalho. Temos hospitais que não têm nenhum laboratório, nem um raio-X, não têm o básico para se praticar medicina de qualidade. Temos hospitais que não têm nem medicamentos, absolutamente nada. Somos obrigados a mandar os nossos doentes comprarem medicamentos nas farmácias, muitos doentes vêm a convulsionar e não temos medicamento para travar a convulsão”, explicou Adriano Manuel. Essa parte Leonardo Europeu não viu, não leu e ninguém o informou.

Adriano Manuel criticou ainda a falta de melhoria do sistema de saúde primário, o que leva a enchentes nos hospitais terciários, que se poderiam evitar com investimentos na medicina preventiva, e não curativa. Essa parte Leonardo Europeu não viu, não leu e ninguém o informou.

“O facto é de que na base não se resolver absolutamente nada e estamos a querer resolver o problema no sistema de saúde curativo. O grande problema de Angola é o sistema de saúde primário, a prevenção, o Governo quase ou nada investe na prevenção e não investindo vamos encontrar doentes que poderiam muito bem ser abordados na periferia vêm aos hospitais terciários onde ficam acumulados e morrem porque devido à exiguidade de recursos humanos”, disse Adriano Manuel. Essa parte Leonardo Europeu não viu, não leu e ninguém o informou.

Folha 8 com Lusa

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