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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Senegal: Basquete Feminino - O Presidente Macky mima as campeãs da África - As Leoas recebem, cada uma, um apartamento e 10 milhões de FCFA.

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Após vários adiamentos, foi finalmente, nesta segunda-feira, 28 de dezembro de 2015 que o presidente Macky Sall honrou as Leoas do basquete, vitoriosas nas últimas competições de basquete feminino, realizadas em Yaoundé, nos Camarões, no salão de banquetes do palácio presidencial.

Como promessa, as homenagens da República seriam deste tamanho.
Três meses após a sua coroação, as leoas, notadamente do Estado Senegalês decidiram pagar os ingressos para aqueles que se juntaram a seus clubes, elas enfim receberam as homenagens merecidas da nação durante uma cerimônia de decoração forte em emoção.

Durante o seu discurso, o Chefe de Estado revelou o "prêmio especial" há muito aguardado pelos jogadores que têm permitido o Senegal vencer pela décima primeira vez o campeonato africano de basquete feminino. Assim, o Presidente ofereceu 20 apartamentos de 120 m2 para as Leoas, por um preço unitário de 20 milhões, e a soma de 10 milhões de francos CFA para cada um dos 27 membros da delegação senegalesa que participaram na competição continental. Congratulando-se também com a determinação e o apoio 12º GAINDÉ, o presidente decidiu conferir-lhes a soma de 10 milhões de nossos francos. O Chefe de Estado aproveitou o seu discurso para revelar que "um palácio de esportes será construído no pólo urbano de Diamniadio, ao lado do centro de conferências Abdou Diouf. Ao longo de um período de trabalho de 12 meses, ele disse que o Centro Desportivo terá 11,5 hectares.

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Moeda "mais popular" da África completa 70 anos.

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A moeda Africana de 14 nações, o Franco da Comunidade Financeira da África, o Franco CFA, completa 70 anos.

Uma declaração do Banque Centrale de l´Afrique de l'Ouest ou do Banco Central da África Ocidental em Dakar para marcar a ocasião nesta segunda-feira, manifestou sua satisfação pela força da moeda ao longo de 70 anos.

A moeda tem uma taxa fixa de 63.500 francos CFA equivalente a 100 euros.

Bloco econômico

Criado em 26 de dezembro de 1945 pela França, o franco CFA é a moeda comum para quase todos os países de língua francesa na África Ocidental e Central.

Os 14 países têm uma população estimada em cerca de 300 milhões de habitantes.

Oito dos países membros: o Senegal, a Costa do Marfim, o Togo, o Benin, o Burkina Faso, o Mali, o Níger e a Guiné-Bissau estão na África Ocidental e têm um bloco econômico regional, conhecido como UEMOA.

União monetária

Os seis restantes: o Chade, o Camarões, o Congo, a África Central, o Gabão e a Guiné Equatorial (antiga colónia espanhola que entrou para a zona CFA em 1985) estão localizados na África Central.

Os países acima têm também uma união monetária regional, a União Económica da África Central ou CEMAC.

A Guiné-Bissau, que se juntou a UEMOA em 1997, é o único país de língua não francesa que utiliza o CFA.

Apoio militar

A outra excepção é a Guiné (Conakry), cujo fundador, Ahmed Sékou Touré que fez o país ficar fora do acordo franco CFA depois de um divórcio difícil com a França após a independência em 1958.

O acordo para a criação do franco CFA foi iniciado pelo francês General Charles De Gaulle com benefícios, tais como, reservas minerais para exportação exclusiva para a França.

O outro aspecto do acordo estipula que os líderes da zona CFA se beneficiariam de apoio político e militar da França para permanecer no poder.

Obs.: O Blog djemberém não deixa você fora do alcance de notícias tão importantes como esta. Por isso fique de olho, pois a satisfação do editor de Djemberém vai além do seu interesse manifestado em acomapanhar todos os dias, as notícias difundidas aqui. A tradução do Inglês para portugues assim como do francês para português são feitas pelo editor com o maior cuidado, deixando você sempre pronto para compreender o que se divulga. 2016 promete e certamente as edições devem ser produzidas e divulgadas a partir da Guiné-Bissau, pais do editor deste Blog, Samuel Vieira.

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Os dirigentes do Burundi querem fora das conversações os que participaram na tentativa do golpe.

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Presidente Yoweri Museveni da Uganda (à esquerda) cumprimenta os delegados à frente das negociações para pôr fim à crise política no Burundi em 28 de dezembro de 2017. FOTO | STEPHEN Wandera

O governo do Burundi exigiu a exclusão dos golpistas das conversações de paz que começou nesta segunda-feira em Uganda

As negociações para acabar com a violência no Burundi começou no "Entebbe State House" com quatro ex-presidentes a frequentar as negociações mediadas pelo presidente Yoweri Museveni.

Sr. Pierre Buyoya, o Sr. Sylvester Ntibantunganya, Sr. Domitien Ndayizeye e o Sr. Jean Batista Bagaza assistiram à sessão inaugural para desenhar a agenda para as negociações.

A agenda

O primeiro vice-presidente do partido no poder CNDD-FDD, o Sr. Victor Burikukikiye, disse na reunião e na presença de representantes de diferentes países e agências internacionais que seria "errado incluir as pessoas que participaram do golpe fracassado".

"Antes de começarmos as negociações, há coisas que devem ser abordadas. Aqueles que participaram da tentativa de golpe não devem participar ", disse ele, acrescentando que a agenda deve ser agradável e deve reflectir os recentes acontecimentos no Burundi.

Mas, o presidente Museveni disse que as partes em conflito não salientaram condições para antes das negociações.

"Não desperdicemos essa chance, colocando condicionalidade. Vosso povo está morrendo, vamos salvá-lo em primeiro lugar. Se a casa está queimando, você deve eliminar o fogo em primeiro lugar, e depois investigar a causa ", disse o presidente Museveni.

Um terceiro mandato

O Presidente Museveni também prometeu enviar uma equipe para Burundi para investigar as mortes de civis.

Pelo menos 240 pessoas foram mortas desde que a crise do Burundi começou em abril, com mais de 200.000 pessoas que fugiram do país.

A violência começou depois da decisão controversa do Presidente, Pierre Nkurunziza, de concorrer a um terceiro mandato.

As demandas da oposição

Envio de uma força internacional de paz
Alteração do artigo 129 da Constituição para permitir que os partidos políticos com menos de 5 por cento possam ter cargos no governo
Fim da Corrupção
Distribuição igualitária dos recursos
Desarmar e parar Intervenção da milícia
Acabar com a violência política

As exigências do governo

Sem força de paz internacional
Os golpistas não devem participar nas conversações
Investigar o papel do Ruanda no conflito

Fim da violência política

Opinião - Abdulai Keita: Uma “passada” sobre o voto do dia 23.12.2015, dos deputados da ANP (o Parlamento bissau-guineense).

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                                                  Abi Keita    
                        
Como sempre nos últimos anos, aqui na migração, na Suíça, quando a situação se anuncia na minha terra natal, a Guiné-Bissau, de estar novamente à beira da perpetração e/ou de continuação de mais um acto de instabilidade político-civil e/ou, político-militar, fico sem sossego. Mas daqueles muito “Sem-sossegos” muito terríveis, que levam a muita falta de sono durante noites e noites.


Vi-me mergulhado outra vez na mesma situação de espírito, sem querer; após ter aprendido no dia 11 de Dezembro do corrente que o Programa do Governo do PAIGC dirigido pela Sua Exa. Sr. Eng°. Carlos Correia tinha sido entreque na ANP para efeitos de debate, aprovação (com críticas ou sem), mantendo-se em como está (status-quo = nha boka ka stá lá), ou rejeição pura e dura.

Bom. Não vale a pena reproduzir aqui os episódios ocorridos desde então no prédio “Colinas de Boé” do Alto-krim de Bissau. A sede da ANP. O mundo interessado no assunto viu e já sabe tudo.

Mas depois veio a hora “H” do dia (23.12.2015), onde o acto de votação teve lugar. Tendo produzido um dos jamais vistos episódios caricatos naquele órgão legislativo. Surpresa total. 56 abstenções; 45 votos a favor; e 00 votos contra.

Aprendi a nova pouco antes das 12h00 neste mesmo dia, via blogosfera. Estava prestes a sair da casa para umas pequenas compras com o meu netinho de 10 anos.
Vendo-me com aquela cara “grunha”, ele (meu neto), talvez preocupado, pergunta-me: “algo está mal, Papá (assim me chama)”?

A minha resposta pronta e a quente foi: “o Programa do Governo caiu na Guiné-Bissau, no Parlamento”.
Ele então continuando, carrega. “E agora”?

“Agora…, agora vai o país entrar na “sakalata” grande, se os deputados continuarem nesta mesma linha daqui a 15 dias”, expliquei.

De regresso a casa, telefono via Skype a um sobrinho, estudante de informática no Brasil. Depois dos “Salamaleikums”, eis a minha pergunta para ele. “O que contas sobre o voto do Programa na ANP, hoje”?

“O quê, hoje? Votaram? Não estou dentro do assunto”, respondeu do outro lado.
“Sim votaram”, disse eu. E passei a explicar os resultados do voto. Seguidos dos meus comentários, do genero feito ao meu neto.  Fim dos tais comentários  e para a minha surpresa, lá vem explicar-me o meu sobrinho.

“Heh, Titio, se é assim então o Programa passou. Não foi chumbado, nada”.
“Passou? Como?” Foi a minha pergunta logo de seguida.  

“Passou”!, continuara ele. “Porque não houve nenhum voto contra, Titio. Isto é claro! Mesmo com as 56 abstenções. Passou! Porque imagine”, continuou ele tentando explicar-me, “o Primeiro-Ministro teria chegado a ANP e, apresenta o seu Programa; e que todos os 101 deputados teriam dito: ‘oh, Senhor Primeiro-Ministro, nô boka ka stá lá!’. Em outras palavras: Nós não temos nenhuma atitude acerca do seu Programa. Nem a favor e nem contra. Vai fazer o que quiser. Porque a abstenção, é a não votação ou votação em branco, é isto que isso significa! Ele então simplesmente iria arumar o seu Programa e ir-se embora; indo começar ou continuar o seu trabalho na base desse seu Programa, sobre o qual, efectivamente, os deputados ter-se-iam pronunciado que não teriam nenhuma atitude acerca. Nem contra, nem a favor. Claro! Eu, no seu lugar, arumava o meu Programa e ia continuar o meu trabalho. Sobretudo quando tem agora, ainda por cima, 45 votos,  sim. 00 votos, contra. O Programa passou”!, Titio, concluiu ele.

Contei ao meu concunhado suíço (Historiador, diplomata em exercício e o autor, entre outros, do livro “Joseph KI-ZERBO, Para quando a África? Entrevista com René Holenstein”, PALLAS, 2006, Rio de Janeiro, 172 p.) a mesma “passada” de votação e teve a mesma reação e opinião.

Voltei hoje com essas reações e opiniões que partilho, já sem a cara “grunho” à blogosfera e fui surpreendido com o artigo do “OdemocrataGB” sobre um comunicado do PAIGC que vai no mesmo sentido. “Afinal o Programa foi aprovado”, se diz no documento (http://www.odemocratagb.com/comuni-cado-do-paigc-afinal-foi-aprovada-mocao-de-confianca-do-primeiro-ministro/; acessado no dia 24.12.2015).

Boa prenda de natal diss a mim mesmo, então. Para todos nós bissau-guineenses. Se todos os outros atores, nos principais postos de comando nas estruturas centrais do nosso Estado neste momento, também compartilham desta opinião. Opinião muito lógica.

Senão, que sigam para o Supremo Tribunal de Justiça. Com a seguinte atitude bem democrata, legal e pacífica. Qualquer veredicto daí pronunciado deverá ser acatado incondicionalmente por todos os implicados.

Ao país seria assim evitado a transferência de mais um mau embrulho para o novo ano à porta. Mais um fardo de “sakalata” desnecessário.

E eu ia poder dormir, um pouco, mais à vontade. Podendo sobretudo comunicar ao meu netinho: “eh…, agora…, agora, a Guiné-Bissau não vai entrar, mais uma vez, na “sakalata” grande, dentro de 15 dias. Porque o Programa, afinal, passou com 45 votos, com o sim e 00 votos, contra. O resto, as 56 abstenções, talvez foi um lapso dos seus protagonistas em relação ao objectivo visado, que não conta. Aliás, neste momento e situação, só interessa aos analistas”.

Aguardando, espero e desejo boa sorte a todos nós bissau-guineenses. Que, mais uma vez, prevaleça o BOM SENSO. Bons dias festivos e uma entrada com muita paz, felicidade e de muita tranquilidade para o ano 2016.   

Amizade.
A. Keita




[*] = Por Abdulai Keita, Pesquisador Independente e Sociólogo (DEA/ED)

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