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segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Senegal: Droga apreendida pela Marinha - A identidade dos transportadores revelou.

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 As pessoas envolvidas no caso dos 750 kg de cocaína apreendidos pela Marinha foram todos identificados. Cinco em número, o diário L'Observateur revelará seus perfis quando da apresentação na segunda-feira.

Laghmouri Saïd, de origem marroquina, nasceu em 20 de julho de 1985 em Levallois, França. Ele foi ativo na restauração.

Fayçal Bout Baur, marroquino, nasceu em Agadir em 15 de dezembro de 1987. Com residencia na cidade de Metz, foi abordado pelo cartel. Ele se destacara em atividades profissionais nada gratificantes.

Sean Robert Chapman é conhecido no ambiente marinho, onde evoluiu como pescador.

Amadou Mboup, francês de origem senegalesa, nasceu em Diabalé, em Fouta. Com sede na França, ele trabalhou como empresário.

John Silos, sul-americano, nascido em 9 de setembro de 1968, trabalha na arquitetura colonial holandesa.

Kane, a única dama da banda presa em Nord Foire, é esposa de um emigrante de Fouta, especificamente de Agnam.

A. Athie, que vendeu por 7 milhões, o barco que transportava os remédios, também faz parte das alpacas.


fonte: seneweb:com 

Presidente angolano condecora Rafael Marques pela luta contra a corrupção

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 Rafael Marques, jornalista e activista

O Presidente angolano João Lourenço condecorou nesta quinta-feira, 7, mais de 70 personalidades e instituições que se destacaram nos ramos das artes, cultura, ciência, empreendedorismo, desporto e activismo social.
No seu discurso, Lourenço destacou a figura do jornalista e activista Rafael Marques como “alguém que desde muito cedo teve a coragem de se bater contra a corrupção crescente que acabou por se enraizar na nossa sociedade”.
Rafael Marques, que se manifestou agradecido pala distinção presidencial, assegurou que vai continuar a dar o seu melhor na luta contra a corrupção: “Continuaremos com este estímulo presidencial a ser mais acutilantes e a fazer melhor o nosso trabalho”.
Lourenço reconheceu, no entanto, que “este reconhecimento tem leituras e reacções díspares a julgar pelos estereótipos criados ao longo do tempo quando a corrupção era encarada como algo normal em função de quem a praticava”.
Entretanto, ele disse sentir-se confortado ao “saber que encontrará da grande maioria da opinião pública nacional e internacional muita e melhor aceitação”.
Outra personalidade distinguida foi o jornalista e escritor Sousa Jamba, uma figura ligada à UNITA e que se manifestou “surpreso com a condecoração”.
O músico Eduardo Paim também fez parte da distinção presidencial, feita para assinalar mais um aniversário da Independência de Angola.

fonte: VOA


Angola, 44 anos de independència

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 Agostinho Neto homenageado hoje por João Lourenço

O Presidente angolano João Lourenço, deposita, nesta segunda-feira, 11, uma coroa de flores na estátua do Fundador da Nação, António Agostinho Neto, no Largo da Independência.
O acto marca o 44o. aniversário da Indepedência de Angola, cujo acto central da efeméride terá lugar na Kibala, província do Kwanza Sul, e será presidido pelo vice-Presidente Bornito de Sousa.
As comemorações, no entranto, decorrem em todo o território nacional, sob o lema "Unidos pelo Desenvolvimento de Angola".
A Independência de Angola foi proclamada a 11 de Novembro de 1975, pelo primeiro Presidente Agostinho Neto.
Este acontecimento deveu-se, em grande parte, aos acontecimentos militares e políticos que ocorreram um ano antes em Portugal, aquando da Revolução de 25 de Abril de 1974.
O controlo do país estava dividido pelos três maiores grupos nacionalistas MPLA, UNITA e FNLA, pelo que a independência foi proclamada unilateralmente, pelos três movimentos.
O MPLA que controlava a capital, Luanda, proclamou a Independência da República Popular de Angola às 23h de 11 de Novembro de 1975, pela voz de Agostinho Neto dizendo, "diante de África e do mundo proclamo a Independência de Angola”, culminando assim o périplo independentista, iniciado no dia 4 de Fevereiro de 1961, com a luta de libertação nacional, estabelecendo o governo em Luanda com a Presidência entregue ao líder do movimento.
Holden Roberto, líder da FNLA, proclamava a Independência da República Popular e Democrática de Angola à meia-noite do dia 11 de Novembro, no Ambriz.
Nesse mesmo dia, a independência foi também proclamada em Nova Lisboa (Huambo), por Jonas Savimbi, líder da UNITA.
Logo depois da declaração da independência iniciou-se a guerra civil angolana entre os três movimentos.
Esta guerra durou até 2002 e terminou com a morte, em combate, do líder histórico da UNITA, Jonas Savimbi.
Depois da morte em 1979 de Agostinho Neto, foi escolhido José Eduardo dos Santos para dirigir o MPLA e o país.
Ele deixou o poder em Setembro de 2017, quando João Lourenço, eleito meses antes líder do MPLA, depois de Santos ter decidido não concorrer, ganhou as eleições.

fonte: VOA

Evo Morales renuncia à presidência da Bolívia

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 Após convocar novas eleições, líder esquerdista cede à pressão das Forças Armadas e da Polícia, entregando o cargo "para que meus irmãos não sejam ameaçados". Vice e outras autoridades também se demitem.

Bolivien Präsident Evo Morales kündigt Neuwahlen an (picture-alliance/dpa/J. Karita)
O presidente da Bolívia, Evo Morales, renunciou neste domingo (10/11) ao cargo, após quase 14 anos no poder, numa declaração transmitida pela televisão do país: "Estou renunciando para que meus irmãos não sejam ameaçados. Lamento muito este golpe civil."
Em seguida seu vice-presidente, Álvaro García Linera, também entregou o posto. Antes, os chefes das Forças Armadas e da Polícia exigiram que abandonasse o cargo, para que a estabilidade e a paz pudessem regressar ao país.
O chefe da instituição militar, Williams Kaliman, e o comandante da polícia, Yuri Calderón, leram declarações separadas, nas quais pediam a demissão de Morales. Reeleito em 20 de outubro para um quarto mandato, ele estava sob suspeita de fraude eleitoral. A Bolívia atravessa uma crise social e política desde o dia seguinte ao pleito.
Horas antes da renúncia, Morales ainda anunciara a convocação de novas eleições, após a Organização dos Estados Americanos (OEA) ter recomendado a medida devido às suspeitas de irregularidades no último escrutínio. Dois ministros e o presidente da Assembleia Nacional, Victor Borda, também já tinham renunciado a seus cargos.
Os Estados Unidos e a União Europeia haviam apoiado a convocação de novas eleições presidenciais na Bolívia. Por sua vez, o principal candidato oposicionista nas eleições passadas, o ex-presidente Carlos Mesa, dissera que o líder esquerdista não deveria se candidatar no próximo pleito.
Evo Morales era presidente desde 2006, como líder há mais tempo no poder na América Latina. Na eleição de outubro, ele venceu com dez pontos de vantagem sobre o rival Mesa, o que lhe garantiu um novo mandato logo no primeiro turno.
No entanto, a apuração de votos ficou inexplicavelmente interrompida durante quase um dia inteiro, provocando acusações de fraude e desencadeando protestos, greves e bloqueios de rodovias.
Após as demissões no governo, também a presidente do Supremo Tribunal Eleitoral (TSE), Maria Eugenia Choque Quispe, apresentou sua renúncia "irrevogável" para ser "investigada", na sequência do relatório da OEA.
O Ministério Público boliviano já anunciou que processará os membros do TSE devido a irregularidades "muito graves" detectadas pela OEA, que podem ter levado a "erros criminais e eleitorais relacionados com o cálculo dos resultados oficiais".

AV/efe,lusa

Camarões terá eleições legislativas e municipais em fevereiro de 2020

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Depois de adiar a realização de eleições duas vezes, o Presidente camaronês, Paul Biya, agendou os pleitos legislativos e municipais para 9 de fevereiro de 2020.

fonte: DW Africa
Kamerun Wahl l Präsident Paul Biya (picture alliance/AP Photo/S. Alamba)
O presidente camaronês, Paul Biya, durante a votação presidencial de 9 de outubro de 2018
As eleições legislativas e municipais nos Camarões, que foram adiadas duas vezes desde 2018, vão decorrer em 9 de fevereiro de 2020, anunciou a Presidência da República num decreto publicado este domingo (10.11).
As anteriores eleições legislativas realizaram-se em 2013 para um mandato de cinco anos, mas o Presidente camaronês, Paul Biya, reeleito em 2018, adiou a realização de eleições por duas vezes.
Em 11 de setembro, Paul Biya anunciou que pretendia "convocar um grande diálogo nacional" no final do mês para tentar acabar com o conflito entre grupos separatistas e as forças de segurança.
Kamerun Präsident Paul Biya Paul Biya completou 37 anos no poder esta semana
Poucos dias depois, a Frente Social Democrata, que lidera a oposição camaronesa, exigiu uma "amnistia geral" dos detidos associados à crise separatista do oeste anglófono, além de "um cessar-fogo" como condição para participar no "grande diálogo nacional" proposto pelo Presidente.
De acordo com os dados da organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch, os conflitos entre os grupos separatistas e as autoridades já provocaram mais de dois mil mortos desde 2017 e forçaram mais de 530 mil pessoas a deixar as suas casas.
No poder há 37 anos
Na quarta-feira passada (06.11), o Presidente camaronês completou 37 anos no poder com comemorações em todo o país. Paul Biya, de 86 anos, cumpre um mandato de sete anos, que só termina em 2025.
Em 2008, o chefe de Estado dos Camarões eliminou o limite de mandatos da Constituição, o que lhe permite permanecer no poder indefinidamente.
Camaroneses questionam o estado de saúde e a capacidade do Presidente de idade avançada de governar o país. Paul Biya delega cada vez mais tarefas ao secretário-geral da presidência, Ferdinand Ngo Ngo.
Paul Biya é o segundo Presidente há mais tempo no poder em África, depois de Teodoro Obiang, que governa a Guiné Equatorial desde 1979.

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Presidentes africanos para sempre

Guiné Equatorial: Teodoro Obiang Nguema

Teodoro Obiang Nguema Mbasogo é atualmente o líder africano há mais tempo no poder, depois de, em 2017, José Eduardo dos Santos ter deixado o cargo de Presidente de Angola, que ocupava também desde 1979. Neste ano, Obiang chegou ao poder através de um golpe de estado contra o seu tio, Francisco Macías. Nas últimas eleições no país, em 2016, Obiang afirmou que não voltaria a concorrer em 2020.

Guiné-Bissau prepara-se para eleições em clima de incerteza

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 Boletins de voto para presidenciais de 24 de novembro já chegaram à CNE, numa altura em que o Presidente José Mário Vaz ainda não se pronunciou sobre o pedido de demissão de Faustino Imbali do cargo de primeiro-ministro.

fonte: DW Africa
Foto de arquivo: Assembleia de voto nas legislativas de março de 2019.
Foto de arquivo: Assembleia de voto nas legislativas de março de 2019.
A caminho das presidenciais de 24 de novembro, as autoridades guineenses receberam neste fim de semana os boletins de voto e os restantes materiais eleitorais necessários para a realização do pleito na data marcada.
"Com a recepção desses materiais, quero assegurar a todos que a lógica eleitoral está garantida para que o ato eleitoral possa decorrer", garantiu José Pedro Sambú, presidente da Comissão Nacional Eleitoral.
"Convido todos os atores políticos implicados no processo para juntos, de forma concertada, franca e em observância dos princípios e valores da integridade eleitoral, fazermos do dia 24 de novembro o dia da festa da democracia", acrescentou.
Os materiais eleitorais, produzidos em Portugal, foram entregues à CNE pelo embaixador de Portugal na Guiné-Bissau, naquela que é a tradicional participação de Portugal em garantir apoio logístico às eleições guineenses. António Alves de Carvalho pediu obediência à ordem constitucional para cumprir o calendário eleitoral: "As eleições presidenciais devem efetivamente decorrer em 24 de novembro próximo, encerrando o ciclo eleitoral deste ano".
Faustino Imbali Faustino Imbali apresentou o pedido de demissão na sexta-feira (08.11).
O diplomata português exortou ainda os atores políticos guineenses no sentido de garantirem a transparência, clareza e inquestionável validação do ato eleitoral.
CEDEAO a postos
O Presidente cessante da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, ainda não se pronunciou sobre o pedido de demissão apresentado na sexta-feira (08.11) por Faustino Imbali, a poucas horas de terminar o prazo dado pela CEDEAO para a demissão do Governo nomeado pelo chefe de Estado guineense. A nomeação de Faustino, contestada pela comunidade internacional, não se efetivou devido à resistência do Governo no poder, liderado por Atristides Gomes, resultante das eleições legislativas de 10 de março.
Entretanto, seis chefes de Estado dos países membros da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) chegam a Bissau no próximo sábado, 16 de novembro, para avaliar a situação política no terreno, antes das eleições presidenciais do dia 24.
Os chefes de Estado do Níger,  da Nigéria, da Costa do Marfim, de Gâmbia e da Guiné-Conacri devem reafirmar a posição da comunidade internacional de sancionar quem perturbar o processo eleitoral em curso. A visita será antecedida de uma missão dos chefes do Estado-Maior das Forças Armadas da CEDEAO, segundo uma fonte do ministério dos Negócios Estrangeiros do país ouvida pela DW. A CEDEAO já fez saber, na cimeira extraordinária de sexta-feira passada, que vai reforçar os militares da sua força de manutenção de paz  na Guiné-Bissau para garantir a segurança ao processo eleitoral.
Ouvir o áudio 04:01

Guiné-Bissau prepara-se para eleições em clima de incerteza

A campanha eleitoral em curso na Guiné-Bissau termina a 22 de novembro e a votação está marcada para o dia 24. O Governo guineense liderado por Aristides Gomes tem denunciado alegada tentativa por parte dos partidos de oposição e do Presidente cessante de  adiar a votação.
A comunidade regional lembra a José Mário Vaz que é um Presidente interino desde 23 de junho, quando terminou o seu mandato, e que todos os seus atos devem ser validados pelo primeiro-ministro, Aristides Gomes, a fim de lhe conferirem legalidade. A CEDEAO acusa o Presidente cessante de violar a Constituição ao nomear Faustino Imbali como novo primeiro-ministro à revelia das leis do país.
Jomav sem medo
O candidato às presidenciais de 24 de novembro José Mário Vaz disse este domingo (10.11) não ter medo de ninguém e que entrega a sua cabeça "à Virgem Maria" e aos guineenses. Falando num comício em Canchungo, localidade perto da terra onde nasceu, em Caliquisse, José Mário Vaz acusou o atual primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, natural de Canchungo, de estar a pedir à comunidade internacional que sancione o Presidente cessante.
O político guineense disse não ter ódio e nem querer vingar-se de ninguém, que apenas quer ficar na história da Guiné-Bissau, daí que pede um segundo mandato para desenvolver o país. José Mário Vaz voltou a avisar que a Guiné-Bissau "está ameaçada" e desta vez acusou "um filho de Canchungo" (Aristides Gomes) de ser um dos culpados pela situação.
O Presidente cessante afirmou ainda que "os adversários já estão com medo" depois de terem dito que era ele quem temia ir às eleições presidenciais. "As eleições deviam ser já amanhã", preconizou José Mário Vaz, salientando o que disse ser "grande adesão popular" à sua candidatura.

Guinea-Bissau DDR Afrika PAIGC Konrad Naumann bei Luís Cabral in Bissau (Bundesarchiv/Bild183-T0111-320/Glaunsinger)

Estará Angola preparada para as eleições autárquicas de 2020?

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A 11 de novembro de 2020, Angola vai celebrar 45 anos de independência. Mas estará o país preparado para realizar as primeiras eleições autárquicas? A DW África ouviu a opinião de analistas. 
fonte: DW Africa




Angola Stadtansicht von Luanda (Imago/GlobalImagens/R. Oliveira)

A maioria dos angolanos na diáspora acredita que é possível realizar as eleições autárquicas em Angola no próximo ano, altura em que o país celebra 45 anos de independência. Mas também há quem tenha sérias dúvidas, tendo em conta que o tempo é curto até 2020. Além disso, nota-se uma ausência de ideias claras sobre como fazer funcionar o poder local descentralizado nos municípios.
Onofre dos Santos, ex-juiz conselheiro do Tribunal Constitucional angolano, que foi diretor-geral das eleições em Angola, disse à DW África que "o futuro de Angola vai passar [seguramente] pelas eleições autárquicas".
Onofre dos Santos, ehemaliger Richter am Verfassungsgericht von Angola O ex-juiz Onofre dos Santos é a favor das municipais
O jurista não duvida que se trata de um desafio para o país, mas que poderá ser salutar: "Vai haver mais pessoas que vão aparecer, que não são necessariamente partidárias, e que poderão ser até independentes". Onofre dos Santos espera que haja "criatividade suficiente para estas eleições autárquicas serem um avanço democrático significativo".
Onofre dos Santos admite que exista alguma "incerteza", não apenas no plano financeiro para a organização e realização dos escrutínios já em 2020. "Estamos tão perto de 2020 que eu olho com algum pessimismo para a possibilidade de se realizar eleições autárquicas em todo o território de Angola como a gente gostaria. Idealmente seria assim, não só pela questão financeira. Tudo isto implica um processo de divulgação das ideias, o que é que é preciso, o que é que se espera de um poder autárquico", afirmou.
A descentralização necessária
Em março de 2018, o Presidente angolano, João Lourenço, propôs a realização das primeiras eleições autárquicas em Angola no próximo ano, propondo uma implantação de forma faseada. Presentemente, ainda persistem dúvidas sobre o formato e o momento exato para a ida às urnas a nível municipal. Angola nunca elegeu os representantes do poder local, que, até à data, são nomeados pelos governos provinciais, por sua vez indicados pelo governo central.
Ouvir o áudio 03:30

Primeiras autárquicas em Angola em 2020: Sim,mas ...

O jornalista angolano Gabriel Baguet Júnior crê na realização de eleições autárquicas em 2020 se houver um enorme esforço do executivo liderado por João Lourenço para a descentralização do poder político e administrativo.
"A descentralização será fundamental por vários eixos. Mas o primeiro eixo é, de facto, levar o conhecimento e, sobretudo, levar o desenvolvimento às pessoas. A extensão territorial de Angola, quer no plano terrestre quer no plano marítimo, implica essa imperativa opção estratégica".
Autarcas verdadeiramente independentes
O jornalista angolano avisa que o Governo de Luanda não pode adiar mais a realização das eleições autárquicas, porque estas são essenciais para reduzir as assimetrias entre as províncias no plano económico, social e cultural. Para este cidadão angolano, as autárquicas vão levar às populações aquilo que o Executivo tem tido dificuldades de realizar em termos de políticas públicas para o desenvolvimento local.
Portugal | Angolanischer Filmemacher Zézé Gamboa (DW/J. Carlos) O cineasta Zézé Gamboa é pela descentralização
"Porque ao longo, quer do processo de guerra civil, quer no período pós-guerra civil e agora no contexto de paz, o que se verifica é que o Executivo tem tido uma enorme dificuldade através dos governos provinciais de aplicar um conjunto de políticas públicas que surtam de facto os seus efeitos e tragam benefícios às populações, muitas vezes completamente distantes daquilo que é uma decisão governamental", disse Baguet à DW África.
O cineasta angolano Zezé Gamboa não sabe se o país está ou não preparado para realizar as eleições em 2020. Diz que cabe aos políticos avaliarem quais são as dificuldades. "Se as eleições tiverem lugar e se forem bem organizadas, o que importa é a descentralização em relação ao poder central", defende.
"Mas espero que os autarcas tenham um poder real e não estejam subordinados ao poder central. Portanto, que eles tenham poder de decisão sobre o desenvolvimento da autarquia [que representam]", acrescentou. Caso contrário, não vale a pena realizar eleições autárquicas em Angola, diz o cineasta.

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