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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Rússia: Pelé prestigia a abertura da Copa das Confederações ao lado de Putin.

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19.06.2017
 
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Pelé prestigia a abertura da Copa das Confederações ao lado de Putin
O maior atleta do século XX assistiu à partida de abertura da Copa das Confederações junto com o presidente russo, Vladimir Putin, em São Petersburgo
Eduardo Vasco, Pravda.ru
Pelé esteve nas tribunas da Arena Zenit, ao lado do presidente da FIFA, Gianni Infantino, e do presidente da Rússia, Vladimir Putin, para prestigiar o jogo de abertura da Copa das Confederações, entre a seleção anfitriã e a Nova Zelândia, neste sábado (17).
Quando chegou aos assentos, Putin cumprimentou longamente o ex-futebolista e após o primeiro gol da Rússia, aos 31 minutos do primeiro tempo, os dois voltaram a se cumprimentar, separados por Infantino.
Depois da partida, vencida pela Rússia por 2 a 0, Pelé afirmou ao canal Sportv que, ao se cumprimentarem, Putin disse que quando era criança admirava o "Rei do futebol". "Aí eu falei: bom, não era tão criança assim porque você não é muito mais novo que eu", contou o ex-craque brasileiro, aos risos
Pelé, tricampeão mundial (1958, 1962 e 1970), estreou em Copas do Mundo contra a antiga União Soviética, da qual a Rússia é a herdeira oficial, em jogo vencido pelo Brasil por 2 a 0. Esse fato originou a amizade que Pelé tem com a Rússia, segundo suas próprias palavras.
"Desde a Copa do Mundo de 1958 os russos me tratam como se fosse um irmão", disse. "É uma alegria estar aqui representando o Brasil, porque se (os russos) estão me tratando dessa maneira, é porque eu estou representando o Brasil e isso é muito bom para o nosso país", completou.
Pelé chegou sexta-feira à Rússia, quando participou da cerimônia que iniciou a contagem regressiva para o Mundial, que será disputado entre 14 de junho e 15 de julho do ano que vem.
Na ocasião, ele falou que vai torcer para Brasil e Rússia disputarem o título da Copa do Mundo. "Eu quero vir aqui e ver Brasil e Rússia na final", disse o Rei.

fonte: pravda.ru

Ordem dos Jornalistas chamada ao Gabinete de Sissoko.

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Flickr/Curtis Kennington/CC/http://bit.ly/2mfKZKs
António Nhaga, bastonário da Ordem dos Jornalistas da Guiné-Bissau, deslocou-se esta sexta-feira ao gabinete do primeiro-ministro para explicar declarações sobre a possível necessidade de importação de políticos para ocuparem o lugar dos da Guiné-Bissau. Palavras que surgem como resposta a declarações de Umaro Sissoco Embaló.




O primeiro-ministro da Guiné-Bissau anunciou que iria solicitar a instalação de jornalistas internacionais no seu país para melhor informarem a sociedade.
O bastonário da Ordem dos Jornalistas respondeu e sublinhou que talvez fosse necessário trazer de fora políticos para ocuparem o lugar dos da Guiné-Bissau.
Na sequência desta resposta o bastonário foi chamado, esta sexta-feira, ao gabinete do primeiro-ministro para explicações. António Nhaga reitera as suas palavras e sublinha que os jornalistas guineenses são os que melhor conhecem o terreno.
António Nhaga, bastonário da Ordem dos Jornalistas da Guiné-Bissau

fonte: pt.fri.fr

França: O maremoto Macron não foi tão forte como se previa.

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Assembleia Nacional Francesa.LUDOVIC MARIN / AFP
Mais de 47 milhões de eleitores foram chamados hoje às urnas para eleger 577 deputados na segunda volta das legislativas, fechando hoje o ciclo eleitoral no qual tem vivido a França desde o passado mês de Abril. De acordo com as primeiras estimativas de resultados à boca das urnas, a taxa de abstenção ascendeu aos 56,6%, ou seja ainda pior do que os cerca de 51% atingidos na primeira volta na semana passada e a mais alta alguma vez registada desde que vigora a Quinta Republica. Por outro lado, outros resultados provisórios dão pelo menos 361 assentos parlamentares a "Republique en Marche" de Macron e seus aliados centristas, uma maioria absoluta confortável mas menos importante do que se antevia.
Segundo 




esses mesmos resultados provisórios, os Republicanos e seus aliados terão recolhido 126 assentos, um resultado que do ponto de vista de François Baroin, líder dos Republicanos, é "suficiente para fazer valer as suas convicções". O Partido Socialista que ainda há poucas semanas era maioritário no parlamento, teria agora 46 assentos, uma derrota 'incontestável" assumida pelo primeiro secretário do partido Jean-Christophe Cambadélis que anunciou a sua demissão da liderança dos socialistas. A extrema-esquerda da "França Insubmissa" teria alcançado pelo menos 26 assentos parlamentares, o líder do movimento Jean-Luc Mélenchon tendo sido eleito no seu círculo eleitoral. Ao insistir sobre a importância da taxa de abstenção, Mélenchon considerou que o "governo não tem legitimidade para conduzir o seu golpe de Estado Social". Entretanto, do outro lado do xadrez político, na extrema-direita, Marine le Pen foi eleita juntamente com pelo menos 7 outros membros do seu partido. Le Pen considerou que o seu partido "é a única força de resistência face à diluição da França".
Ao interpretar os resultados desta noite, o Primeiro-Ministro Edouard Phillipe considerou que "os franceses preferiram a esperança à ira". Amanhã Edouard Phillipe deveria entregar a demissão do seu governo para formar um novo executivo que, de acordo com analistas, não deveria conhecer grandes alterações. A nova Assembleia Nacional profundamente renovada deve reunir-se no próximo dia 27 de Junho para eleger o seu novo presidente. No 24 de Setembro, será a vez do Senado de se renovar.
Embora a sua maioria não tenha atingido os 400 deputados que se anteviam há apenas algumas horas, o Presidente Macron aborda os próximos meses numa posição confortável para conduzir os seus projectos nomeadamente de reforma do código laboral ou ainda a introdução do Estado de Emergência no Direito Comum. Resta saber se a forte abstenção registada nestas legislativas representa um nicho de resistência ou, pelo contrário, um cheque em branco aos projectos presidenciais.
fonte: pt.rfi.fr

Angola: Caso Manuel Vicente continua a envenenar relações Luanda-Lisboa.

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Vice-Presidente angolano Manuel Domingos Vicente
Vice-Presidente angolano Manuel Domingos Vicente

As autoridades angolanas continuam descontentes com a posição doministério público 
português em relação ao processo judicial que envolve o vice-presidente , Manuel Vicente, e ponderam
mesmo reequacionar a cooperação judiciária com Portugal. Para nos falar sobre o assunto, ouvimos
o ministro da justiça e dos direitos humanos, Rui Mangueira, o jurista Monteiro Kawewe e Joaquim Nafoia,
secretário da UNITA para os direitos humanos.

fonte: voaportugue.com

Incêndio em floresta deixa mais de 60 mortos em Portugal.

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Corpos de metade das vítimas são encontrados dentro de seus veículos em duas estradas no distrito de Leiria, na região central do país. Chamas deixam dezenas de feridos. Governo decreta três dias de luto nacional.
fonte: DW África
Waldbrand in Portugal Feuerwehr im Einsatz (picture.alliance/dpa/A.Franca)
Pelo menos 61 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas no incêndio que atingiu o município português de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, cerca de 200 quilômetros a nordeste de Lisboa, segundo balanço oficial divulgado neste domingo (18/06) pelas autoridades portuguesas.
O secretário de Estado de Administração Interna de Portugal, João Gomes, informou que corpos de 30 pessoas foram encontrados dentro de seus veículos, em uma estrada que foi cercada pelo fogo. Outras 17 pessoas foram achadas fora dos carros, em áreas próximas à estrada, e dez mais na zona "rural".
Segundo Gomes, há ao menos 54 feridos, incluindo oito bombeiros. Cinco pessoas estão em estado grave, sendo quatro bombeiros.
Os esforços durante a noite de sábado se concentraram em evitar que o fogo se aproximasse das várias aldeias próximas, que não estão em situação de risco, assegurou o secretário de Estado.
Mais de 800 bombeiros trabalhavam para extinguir as chamas, com a ajuda de dois aviões da Espanha e três aviões oferecidos pela França.
O governo português decretou três dias de luto nacional por conta do desastre. "O fogo atingiu um nível de tragédia humana como nunca vimos", afirmou o primeiro-ministro António Costa.
"É um momento de dor, mas também de continuar a luta" contra as chamas, declarou, por sua vez, o presidente Marcelo Rebelo de Sousa, em pronunciamento na televisão na noite deste domingo.
Segundo as autoridades portuguesas, a tragédia começou na tarde de sábado, quando um pequeno incêndio, impulsionado por "ventos descontrolados", se converteu em um "evento impossível de controlar", segundo João Gomes. A polícia acredita que um raio tenha causado o fogo.
Portugal vem sendo afetado por uma onda de calor, com temperaturas que chegaram a ultrapassar os 40 graus centígrados.
Os chefes de governo da Espanha, Mariano Rajoy, e da Alemanha, Angela Merkel, telefonaram para o primeiro-ministro português comunicando solidariedade. Fonte oficial disse à agência de notícias Lusa que Costa tem recebido mensagens de vários outros líderes internacionais.
MD/ap/afp/lusa/efe/rtr

Moody’s otimista com investimento da ENI em Moçambique.

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A agência de notação financeira considerou, este domingo (18.06), que a assinatura da Decisão Final de Investimento da petrolífera italiana ENI em Moçambique é positiva do ponto de vista de crédito.
Schiffsplattform Saipem 10K (ENI East)
Plataforma de prospeção de gás natural da ENI na Bacia do Rovuma, norte de Moçambique
A posição da Moody's foi tornada pública por meio da publicação de um comentário referente a assinatura da Decisão Final de Investimento (DFI) da petrolífera italiana ENI no projeto de extração de gás natural líquido (LNG, sigla em inglês), em Moçambique.
A agência de notação financeira considera que apesar de esperar que "o crescimento económico irá recuperar gradualmente ao longo dos próximos três a quatro anos, aproximando-se das médias históricas, o começo da produção e exportações do projeto do Coral Sul, bem como de outros projetos que começarão a produzir, vai alimentar um aumento substancial do crescimento".
Num 'comentário a um acontecimento relevante', que não constitui uma ação de 'rating' - a avaliação do país continua abaixo da recomendação de investimento, ou 'lixo', como é geralmente conhecido -, a Moody's aponta que "o projeto de 7 mil milhões de dólares [6,2 mil milhões de euros], cuja produção deverá começar em 2022, é positivo do ponto de vista do crédito porque beneficia a economia de Moçambique".
Exxon Raffinierie in Billings (AP)
A gigante norte-americana Exxon Mobil
Retorno a longo prazo
Entre os principais benefícios, a Moody's sublinha "o aumento das receitas do Governo e das exportações, e assim das reservas em moeda estrangeira, mitigando duas áreas fulcrais da fraqueza da qualidade do crédito".
A assinatura do acordo, no entanto, "não vai aliviar o Governo dos problemas de curto prazo em servir a dívida, mas confirma o forte potencial do país na área do gás natural liquefeito".
Nos últimos anos, "o crescimento de Moçambique tem estado deprimido por causa do preço baixo das matérias-primas e de uma seca regional, bem como de constrangimentos orçamentais, mas a decisão de investimento do consórcio neste clima mostra que o Governo considerou dar proteção suficiente aos investidores para que a DFI ocorresse".
Com o início da produção em 2022, as receitas do Governo vão aumentar, "e esta melhoria na receita fiscal vai fornecer um apoio considerável na capacidade do Executivo servir a dívida".
Mosambik Präsident Filipe Nyusi (DW/B. Jequete)
Filipe Nyusi, Presidente de Moçambique
Histórico do projeto da ENI
A 01 de junho, a ENI e o Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, realizaram uma cerimónia para assinalar o início oficial do projeto de extração de gás natural líquido.
O líder da ENI apontou o projeto Coral Sul como a maior decisão final de investimento do setor dos últimos três anos e que vai dar lugar à primeira plataforma de produção de gás natural líquido de África.
Tudo isto num projeto escrutinado por 15 parceiros de financiamento, pela petrolífera BP, que vai comprar toda a produção por 20 anos, e pela norte-americana Exxon que vai entrar no projeto.
Na base está uma área de exploração em que foram feitas as descobertas de gás natural mais importantes do mundo nos últimos 15 anos, concluiu.
A Eni East Africa (EEA) detém uma participação de 70% na Área 4, enquanto a Galp, a ENH e a Kogas detêm 10% cada. 
Uma vez concluída uma transação já acordada entre a EEA e a Exxon Mobil, os interesses participativos a ENI e a Exxon Mobil devem ficar com 25% cada, cabendo 20% à CNPC, enquanto a Galp, a ENH e a Kogas continuarão a deter 10% cada.
A norte-americana Anadarko Petroleum também planeia um investimento significativo na Bacia do Rovuma com um projeto orçamentado em 15 mil milhões de dólares, mas cuja decisão final de investimento ainda não foi anunciada.

A CRUEL CAÇA AOS ALBINOS EM ÁFRICA.

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USA Prothesen für Kinder mit Albinismus aus Tansania (Reuters/C. Allegri)
No continente africano, os albinos sofrem com os preconceitos. São estigmatizados, banidos e até mesmo assassinados. A Tanzânia, o Quénia e a África do Sul são países onde os albinos temem pelas suas vidas.
 
Os albinos chamam imediatamente a atenção em África: pele branca e olhos de aparência avermelhada. O albinismo é um distúrbio hereditário. O corpo produz pouca ou nenhuma melanina, substância que confere cor à pele: têm pele e cabelo brancos e problemas de visão. Em África, a sua vida não é nada fácil por causa dos preconceitos que sofrem.
 
A Tanzânia é um dos países onde os albinos temem pelas suas vidas. "Quando caminhamos pelas ruas, as pessoas chamam-nos ‘dinheiro'. Dizem que o meu corpo vale milhares de dólares”, explica Jane Baithera, que nasceu com albinismo. A pele clara e os cabelos brancos – típicos do distúrbio de pele hereditário – fazem Jane sentir-se uma estranha no seu próprio país. É também um alvo dos traficantes de órgãos: "As nossas vidas estão em risco porque, na Tanzânia, acredita-se que usando partes do corpo de pessoas com albinismo, em poções feitas por curandeiros, as pessoas podem ficar ricas. Chega a ser irónico que, em pleno século 21, a sociedade ainda acredite que temos poderes mágicos”.

Grupos criminosos organizados fazem uma verdadeira caça aos albinos para suprir o mercado do tráfico de pessoas na Tanzânia, diz a oftalmologista Prabha Choksey, criadora da Fundação de Albinismo com o seu nome.
 
"A mão de um albino pode ser comprada por cinco mil dólares”, explica. "Eles dizem que, com isso, um político ganha uma eleição ou que a esposa ficará grávida. Se alguém tem cancro e recebe o órgão de um albino, ele supostamente irá curar-se. Já foram encontradas crianças de seis anos de idade sem a laringe, porque um paciente com cancro queria a laringe de um albino”.
 
Tansania Albino United football Club (Getty Images/AFP/Y. Chiba)Jogo de futebol em Dar es Salaam, na Tanzânia, onde um grupo de albinos tem um clube
 
Crianças rejeitadas
 
Estima-se que o corpo de um albino renda aos seus assassinos cerca de 350 mil dólares. Dinheiro que a maioria das pessoas na África Oriental não chega a ganhar em toda a sua vida. Somente na Tanzânia, pelo menos 60 pessoas já foram vítimas destes bandos criminosos - o número real pode ser muito maior. Quando nasce um bebé com albinismo, muitas vezes os próprios pais ficam chocados.
 
Segundo Prabha Choksey, "em África, é considerado uma maldição ter nascido branco. As pessoas rejeitam essa criança e a sua família. Muitas vezes a mãe e a criança albina são expulsas de casa”.
 
Dennis Kaisa passou por essa rejeição, antes de ser enviado, quando ainda era muito jovem, para um internato. "A minha mãe casou-se muitas vezes e divorciou-se diversas vezes por minha causa. Eles diziam, ‘trazes uma maldição para a nossa casa'. Então, eu era espancado por qualquer homem que naquele momento era o meu pai, porque eu tive muitos pais”, conta.
 
No entanto, mesmo quando a família aceita uma criança com albinismo, com frequência vizinhos, amigos e colegas de escola não o fazem, diz Leonidah Anyoso. "Algumas crianças beliscavam-me e perguntavam: Sentes alguma dor? Um menino chegou mesmo a espetar-me com uma agulha, porque queria ver a cor do meu sangue. Ele ficou chocado quando viu que era vermelho. Ele pensava que era verde, porque via as minhas veias azuis sob a pele branca.”
 
Kenia Parlament Austritt Römisches StatutParlamento do Quénia, em Nairobi
 
Lutar no Parlamento
 
Muitas pessoas não querem comer ao lado de um albino, nem apertar-lhe a mão, porque pensam que o albinismo é contagioso. Os preconceitos são profundos, reclama o deputado queniano Isaac Mwaura: "Meu povo de descendência africana não se vê como racista, mas é. Vejo pessoas com albinismo serem discriminadas por causa de sua cor, tal como os afro-americanos nos Estados Unidos”.
 
Mwaura, de 32 anos, é o primeiro membro do Parlamento do Quénia com albinismo. Apresentou um projeto de lei para proteger mais os albinos, mas o preconceito e a superstição são difíceis de combater. Ainda assim, Mwaura tem esperança: "Espero e acredito que, um dia, conseguiremos que as pessoas com albinismo sejam vistas em base de igualdade como os outros”.
 
Ignorância e discriminação na África do Sul
 
"Venho de um bairro pobre, onde as pessoas não têm muito acesso à informação e aqui estou, uma criança negra de aparência branca”. Puleng Molebatsi foi para uma escola para crianças cegas e surdas, mas não entendia muito bem porquê, uma vez que podia ver e ouvir. "Acho que os meus pais não sabiam bem o que é o albinismo. Por isso, o primeiro impulso da minha mãe foi levar-me para uma escola especial”, explica.
 
No entanto, a mulher albina não tem raiva dos seus pais. Afinal, na escola especial aprendeu uma coisa: é normal ser diferente. "Quando vou a um centro comercial, por exemplo, as pessoas vêem que sou muito clara e ficam confusas tentando entender”. Puleng teve sorte. Embora as pessoas muitas vezes olhem para ela por causa da sua pele muito clara e seus olhos avermelhados, ninguém nunca a magoou ou ofendeu. Mas isso acontece regularmente com os albinos, afirma Mpumi Mazibuko da Albinism Society of South Africa, organização que apoia os albinos na África do Sul.
 
"As palavras que usamos são muito degradantes e discriminatórias. Por exemplo, em Zulu, as palavras usadas para se referir aos albinos significam macaco. Há também uma outra palavra que liga os albinos a um mau presságio. Acredita-se que há algo mau ou demoníaco associado à condição de albino”, explica Mazibuko.
 
Mudar mentalidades
 
Muitas vezes, os abusos não se ficam apenas pelos insultos. O albino Sipho Kumalo, de Pretória, teve uma experiência pior: "Um homem da minha township bateu-me duas vezes. Sempre que me vê, diz que não quer ver albinos. Quer matá-los.”
 
Na África do Sul assassinatos de albinos são raramente comprovados. Mas muitos deles desaparecem com frequência sem deixar vestígios, especialmente no campo.
 
luta contra o preconceito há 20 anos. Procura sobretudo esclarecer que o albinismo não é um feitiço, mas simplesmente um distúrbio que afecta um entre cada quatro mil africanos. Aos poucos, acredita Mpumi, os sul-africanos estão a tornar-se mais tolerantes: "Penso que está a melhorar. Muitos jovens albinos estão mais abertos e apresentam-se de forma totalmente diferente da geração mais velha. Dizem ‘estamos aqui, somos capazes, somos bonitos' - advogando pelo albinismo”.
 
Puleng Molebatsi é o exemplo perfeito dessa geração jovem de albinos. Aos 27 anos de idade, trabalha como atriz, modelo e apresentadora de televisão. Esconder-se não é uma opção para ela. "Por que razão iria esconder-me do mundo, quando também sou humana? Iria até mesmo à Tanzânia. As pessoas que lutaram não se esconderam. Tiveram que sair e lutar para serem reconhecidas e prevenir que isso continue”.
 
Fonte: DW África

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