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segunda-feira, 23 de maio de 2011

“Primavera Árabe” Promete Montanhas de Ouro.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Photo: EPA
Washington começa a construir um “modelo positivo de democracia” no Próximo Oriente. O campo de ensaio para tais experimentos americanos já está pronto. São a Tunísia e o Egito. Na primavera deste ano, os dois países já demonstraram sua aspiração a uma democracia genuína mediante evoluções que conduziram á substituição dos regimes governantes. Tanto o Cairo como Tunes serão por isso premiados pelos Estados Unidos com umas importâncias vultosas se destinando à consolidação das transformações democráticas. Tudo isso consta do discurso programático de Barack Obama, intitulado poeticamente “Primavera Árabe”.
Pelo visto, esse discurso “árabe” do presidente estadunidense será uma pedra basilar da História Contemporânea. Possivelmente, não para o mundo inteiro, mas com certeza para os países do Próximo Oriente.
Como se depreende do pronunciamento de Barack Obama, os Estados examplares a nascerem nas terras da Tunísia e do Egito deverão induzir transformações democráticas e reformas econômicas nos outros países regionais. Está previsto que, por exemplo, o Egito receberá 2 bilhões de dólares para construção de um futuro luminoso. Entretanto, quem continuar obstinado, como, por exemplo, o dirigente sírio Bashar Assad, não receberá nada do generoso tio do além-Atlântico. Todavia, receberá a Oposição. E depois? Veja-se os exemplos de Hosni Mubarak e Ben Ali. Portanto, seria melhor que o senhor Assad saísse do caminho – recomenda Barack Obama ao presidente sírio.
Entretanto, os princípios de ação fundamentais de Washington continuam, segundo Barack Obama, os mesmos. São, é claro, o não-recurso à violência, defesa dos Direitos Humanos e apoio ás reformas políticas e econômicas. Se há quem continue em dúvida, é só olhar como estão defendendo abnegadamente os Estados Unidos esses princípios na Líbia, no Iraque e no Afeganistão.
De uma maneira geral, Barack Obama falou quase sempre sem rebuços. Só uma frase: Nosso sinal é simples: se os senhores assumem riscos e compromissos na aplicação de reformas, receberão um apoio total dos Estados Unidos. Devemos também envidar esforços para obter contato imediato com os que vão decidir o futuro, isto é, com a juventude. Um esquema compreensível, pois já funcionou bem no Egito e na Tunísia. É, pois, perfeitamente lógico supor que o Irã agora seja um alvo imediato dos Estados Unidos – diz Aleksei Pedtserob, ex-embaixador da Rússia na Líbia. E continua:
Os Americanos, naturalmente, continuam conduzindo sua linha voltada para a introdução de suas próprias normas democráticas no Próximo Oriente. Porém, não se dando ao trabalho de pensar se esses países estão ou não preparados para a aceitação da democracia de tipo ocidental. São países com uma história, umas tradições e uma religião diferentes. Até agora, foram dados dois passos práticos, ou seja, a ajuda prestada ao Egito e à Tunísia. Bem, e o terceiro passo é o Irã, é o apoio à Oposição iraniana.
Aí surge mais uma pergunta: mas donde vai Barack Obama tirar o dinheiro necessário ao seu programa para o Próximo Oriente. E logo vem mais um acontecimento histórico: na última segunda-feira, a dívida federal dos Estados Unidos alcançou o máximo previsto em lei para superar 14 trilhões de dólares. O secretário das Finanças dos Estados Unidos, Timothy Geitner, declarou que o problema do déficit orçamental ameaça minar a economia do País e a segurança nacional. Entretanto, dinheiro nunca faltará para a exportação da democracia à guisa americana – aponta o professor Ivan Safrantchuk, do Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscou. E continua:
Os Estados Unidos possuem um grande orçamento para fins políticos externos, o maior do mundo. Por isso, mesmo com umas dívidas tão vultosas, encontrar umas centenas de milhões e, possivelmente, uns bilhões de dólares para novos programas no segmento da política externa pode ser difícil, porém não impossível.
Por um lado, não se deverá esquecer que a “Primavera Árabe” é um discurso programático voltado, o mais provável, para aumentar o ranking de Barack Obama no caminho para as eleições presidenciais já não tão distantes. Por outro lado, segundo apontou em entrevista à nossa emissora Evgheni Satanovski, presidente do Instituto de Estudos do Próximo Oriente, os Estados Unidos estão sempre cometendo um mesmo erro. Porque, segundo Karl Marx, eles sempre apóiam seus próprios coveiros. Só que no caso não é o proletariado e sim os islamistas radicais.

Fonte: Voz da Rússia

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