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BAMAKO E IYAD ENGAJADOS NA MESMA LUTA CONTRA EIGS NO MALI: Cuidado com o efeito bumerangue!

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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

ARTIGO DE OPINIÃO: FILOMENO PINA - OLHOS NOS OLHOS – PONTO DE SITUAÇÃO DO PAÍS !!!

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                                                      Pina - sua visão e sua revelação patriótica!

Uma “desorganização-organizada”, é este processo eleitoral estagnado na Guiné-Bissau! Uma pedra no caminho tem sido esta “crise-criactiva” inventada com segundas intenções, que vai mantendo tudo no mesmo lugar, servindo como bloqueio propositado, para mais justificativa dos erros ou fracasso deste processo! Nesta imagem triste, aparentemente temos um “motor” a trabalhar num carro parado, e não arranca, porque as mudanças não entram, tratando de avaria provocada, para o País marcar passos no mesmo lugar sem avançar tão cedo. Acredite se quiser, Camarada (…)
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Neste círculo vicioso deparamos com os mesmos protagonistas de serviço, políticos, que não conseguem criar soluções positivas para o Povo Guineense. Pois não fazem e também não largam o tacho – EIS O PARADOXO - pois ninguém/politico abandona este barco “furado”, parece estranho, perguntamos nós E porquê, estarão confiantes na bóia de salvação ou numa fuga para frente, será apenas isto?
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Este retrato de situação limite é muito grave, só.

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Djarama. Filomeno Pina.


Brasil: O voto em Bolsonaro.

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Na maior e mais importante cidade da América Latina, São Paulo, a Euronews conversou com o engenheiro Ivan Arantes Pavlosky, eleitor declarado de Jair Bolsonaro, do PSL.
Descrente com a política, à imagem de boa parte da população no Brasil, Ivan Arantes Pavlosky defende que estas eleicões vão ser as mais determinantes para o rumo político do país. Por esta razão, este engenheiro acredita que Bolsonaro é o único candidato capaz de uma reforma profunda.
"Eu voto no Bolsonaro porque ele diz que não vai fazer acordos políticos", justifica o nosso entrevistado.
A julgar pelas recentes sondagens, Ivan e toda a família não estão sozinhos nesta luta eleitoral. Dados atualizados dão conta de que 30 por cento do eleitorado brasileiro está com o deputado e capitão reformado do exército Jair Messias Bolsonaro.
O candidato do PSL foi destaque além fronteiras. Numa reportagem com destaque de capa, a revista The Economist classificou-o como a mais recente ameaça na América Latina.
Bolsonaro sofreu um ataque durante um evento de campanha, que o obrigou a ser operado e não poder estar presente nas principais ações de rua da corrida eleitoral.
Foram 23 dias num quarto de hospital, de onde articulou declarações e manteve contato com os eleitores através das respetivas redes sociais. Apesar do ataque, o canditado diz-se confiante para o sufrágio do próximo domingo (07 de outubro).
"Pelo que sinto nas ruas, não vejo um crescimento do PT. É um sinal claro de que o povo está do nosso lado", sublinhou Bolsonaro numa das suas declarações.
No domingo, Ivan Arantes Pavlosky e outros 140 milhões de brasileiros vão às urnas cumprir o dever cívico de um país democrático.
"Primeiro de janeiro de 2019, Bolsonaro presidente. O Brasil vai seguir o caminho do progresso", antevê o engenheiro.
Vai ser a partir de casa, em São Paulo, que Ivan e a família vão esperar para ver o que a maioria do povo brasileiro decide.
Edição e finalização: Fredi OP

Brasil: O voto em Haddad.

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Resultado de imagem para foto haddad

É com vigor que a mãe de quatro filhas e avó de duas netas olha para Fernando Haddad, candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) à presidência do Brasil.
Maria Ignez Guimarães escancara uma convicção plena no voto do próximo dia 07 de outubro e mantém-se fiel aos ideais "petistas".
Ela, o marido Gilson Guimarães, técnico engenheiro, receberam a Euronews em São Paulo, para uma conversa sobre política, a situação atual do Brasil e a opção pelo voto em Fernando Haddad.
"Quando o Lula foi preso, a estrela que estava dentro de mim apagou-se. Depois, quando o Lula escolheu Fernando Haddad, a estrela voltou a brilhar e renasceu como um furacão", conta-nos Maria Ignez Guimarães.
Ex-ministro da educação na época dourada do governo de Luis Inácio Lula da Silva, Fernando Haddad virou protagonista de uma nova guinada do PT para voltar ao centro do poder no Brasil.
Para alcançar este estatuto, usou da paciência após perder a reeleição para a câmara municipal de São Paulo e tornou-se parte fundamental da estratégia do PT nestas eleições de 2018.
Sob os holofotes, viu a própria imagem e nome ganharem força, fôlego e números. Cresceu nas sondagens eleitorais e foi para o corpo-a-corpo com o povo numa disputa acirrada com o deputado do Partido Social Liberal (PSL), Jair Bolsonaro.
Apesar de marcado por denúncias de corrupção, enfraquecimento político, a prisão de nomes com relevância política e o "impeachment" de Dilma Roussef, as bases "petistas" -- ou o "Lulismo" podemos assim dizer -- parecem renascer num novo capítulo do tal sentimento de esperança contra o medo, diz Maria Ignez.
A jornada política no Brasil vive um momento sensível. A partir de 01 de janeiro de 2019, os quase 210 milhões de brasileiros terão um outro ciclo político.
Para o PT, principal referência da esquerda no Brasil, quatro anos para tentar atenuar um pesado fardo da corrupção, reafirmar o compromisso com a própria militância e reescrever novas páginas com a velha tinta vermelha.
fonte: euronews

Abstenção recorde e violência marcam eleições na região anglófona nos Camarões.

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Presidente Paul Biya vota

Presidente Paul Biya vota
Paul Biyá, no poder desde 1982, concorre a um sétimo mandato
A alta abstenção e a violência marcaram as eleições presidenciais deste domingo, 7, no lado anglófono de Camarões, onde separatistas armados tinham anunciado o desejo de impedir a votação.
Em Buea, capital da região anglófona de Sudoeste, sob fortes medidas de segurança, as seções estiveram vazias durante todo o dia.
"Ninguém vem votar, as pessoas ficaram em casa porque tiveram medo", declarou Georges Fanang, observador de um partido da oposição.
Neste local, apenas sete eleitores dos 420 inscritos foram às urnas até uma hora antes do encerramento oficial da votação às 18 horas locais.
A difusão das tendências eleitorais é proibida em Camarões e os resultados definitivos vão demorar pelo menos uma semana.
O Conselho Constitucional tem duas semanas legais para anunciá-los.
Hans de Marie Heungoup, pesquisador do International Crisis Group (ICG), considera que "quase todas as informações que recebemos falam de um índice de participação de menos de 5%" nas regiões anglófonas de Sudoeste e Noroeste, onde mais de 300 mil pessoas tiveram que fugir das suas casas.
Ele acrescentou que "esta baixa participação evidencia a influência que agora têm os separatistas armados sobre estas duas regiões".
Muitas assembleias de votos não foram instaladas em vários locais por medo de ataques separatistas.
Os separatistas das regiões anglófonas de Camarões cumpriram as suas ameaças de perturbar a eleição presidencial em que o presidente Paul Biya, de 85 anos, é favorito.
O presidente Paul Biya, no poder desde 1982 e aspirante a um sétimo mandato consecutivo, votou em Iaundé, onde, na altura, destacou o “clima de serenidade no qual a campanha transcorreu”.
Contra sete candidatos, Biya é o favorito das eleições, apesar da guerra que se instalou no fim de 2017 no Camarões anglófono, depois de mais de um ano de uma crise que degenerou em conflito armado.
Centenas de separatistas armados combatem com violência e diariamente o exército camaronês.
    fonte: VOA

    São Tomé: Eleições a decorrer com "normalidade" e com "grande afluência".

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    Mais de 97 mil eleitores são, este domingo (07.10), chamados às urnas em São Tomé e Príncipe. Tanto Patrice Trovoada, como o principal líder da oposição, Jorge Bom Jesus, estão confiantes na vitória. Ambos já votaram.
    fonte: DW África
    Wahlen - São Tomé e Príncipe (DW/R. Graça)
    Foto ilustrativa
    De acordo com a Comissão Eleitoral Nacional (CEN), a votação, que começou "com um ligeiro atraso", "está a decorrer com normalidade". Durante a tarde deste domingo (07.10), Ambrósio Quaresma, porta-voz da CEN, deu conta que o ato eleitoral está a registar uma afluência inédita. O responsável estima uma participação entre 60 e 70%.
     "Nunca houve em São Tomé e Príncipe tanta afluência dos eleitores nas primeiras horas, e que continua neste momento", quando faltam menos de duas horas para o encerramento das urnas, disse.
    Até ao momento, há a registar uma barricada na roça Rosema, em Lembá, no nordoeste do país.Segundo Ambrósio Quaremas, a votação nesta mesa de voto, com cerca de 160 eleitores, será adiada para a próxima semana. A população local reivindica "água, estrada e energia". Em Guadalupe, distrito de Lobata, a polícia teve necessidade de intervir, disparando tiros para o ar, "porque houve uma enchente de pessoas e os ânimos começaram a exaltar-se", acrescentou também Ambrósio Quaresma.
    Também o Presidente da República de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho, afirmou, depois de votar na escola básica D. Maria de Jesus, no centro da capital são-tomense, ao início da manhã, que as eleições para as legislativas e autárquicas e regional da ilha do Príncipe estão "a correr muito bem".
    Trovoada espera "reconhecimento”
    Nas eleições deste domingo (07.10), Patrice Trovoada pede a renovação do mandato como primeiro-ministro. Esta manhã, na escola básica de Guadalupe, distrito de Lobata, a 12 quilómetros da capital são-tomense, onde foi votar, o líder da Ação Democrática Independente (ADI) disse esperar que os eleitores "reconheçam o bom trabalho" da sua governação.
    Sao Tome and Principe Wahlkampagne Patrice Trovoada (DW/R. Graca)
    Patrice Trovoada
    "Eu acho que fizemos um bom trabalho, na campanha eleitoral, mas sobretudo em quatro de governação, e eu espero que os são-tomenses reconheçam isso", afirmou.
    Patrice Trovoada apresentou-se nesta assembleia de voto rodeado de seguranças. À porta, vários populares vaiaram o candidato e gritaram "Rua! Rua!". Por seu lado, os apoiantes do atual Governo da ADI pediram "mais quatro anos".
    Falando na qualidade de chefe do Governo, Trovoada comentou referiu que, até agora, o processo eleitoral "tem-se desenrolado normalmente, como habitualmente".
    Eleições "livres e justas”, pede Bom Jesus
    Também Jorge Bom Jesus, a principal ameaça à continuidade de Patrice Trovoada, votou cedo. O líder do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe - Partido Social Democrata (MLSTP-PSD) disse esperar que as eleições sejam "livres, transparentes e credíveis" e afirmou-se "altamente confiante nos resultados". "Nós sentimos, pressentimos que esta população, amordaçada há quatro anos, está cansada e quer virar de página o mais rapidamente possível", afirmou o líder da oposição que votou na escola 1.º de Junho, nos arredores da capital são-tomense. Jorge Bom Jesus disse ainda acreditar que "a partir do dia oito veremos o país numa outra perspetiva, e aí teremos desde logo de começar a arregaçar as mangas, com todos, sem exceção nenhuma".
    São Tomé und Príncipe Wahlkampf von MLSTP Partei (DW/R. Graca)
    Questionado sobre a possibilidade de não vencer as eleições legislativas deste domingo, Bom Jesus respondeu: "Eu sou um democrata nato. Por isso, o que eu quero é que as eleições decorram como habitualmente, para que nós possamos validar estes resultados". "Em São Tomé e Príncipe, não há tradição de grandes contestações, até porque os observadores internacionais estão cá, os jornalistas, nós pedimos vigilância máxima redobrada face a alguns atropelos do passado. Toda a gente está mais do que avisada neste sentido", acrescentou.
    Coligação "acordada”
    Caso não consiga uma maioria absoluta nas legislativas, o MLSTP já tem um acordo assinado para constituir Governo com a coligação formada pelo Partido da Convergência Democrática (PCD), a União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), e o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM), encabeçada por Arlindo Carvalho. Este domingo (07.10) Jorge Bom Jesus confirmou aos jornalistas que existe "um acordo de princípio". "Ao longo destes quatro anos, o país bipolarizou-se. A oposição criou afinidades. É natural que, em função dos resultados", se coloque esse cenário, disse.
    Este foi o primeiro mandato executivo cumprido na totalidade, desde a introdução do multipartidarismo, há 26 anos, algo que o primeiro-ministro cessante justificou, em declarações à Lusa, com a "coesão social" e pelo "bom relacionamento institucional" com o Presidente da República, Evaristo Carvalho, também da ADI. 
    Mais de 97 mil eleitores de São Tomé e Príncipe escolhem, este domingo (07.10), o futuro primeiro-ministro do país. Os são-tomenses vão eleger os 55 lugares da Assembleia Nacional, as lideranças das seis câmaras distritais da ilha principal e o novo governo regional da ilha do Príncipe. 
    As mesas de voto em todo o país abriram às 07:00 e encerram às 18:00.

    BRASIL: Bolsonaro e Haddad vão disputar segundo turno.

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    Com 46% dos votos contra 29% de Haddad, ex-capitão impulsiona onda conservadora e antipetista pelo país, quebrando velha polarização entre PT e PSDB em pleitos presidenciais. No Congresso, velhos nomes são derrotados.
    Os candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT)
    Candidatos do PSL e do PT se enfrentarão nas urnas no próximo dia 28
    Em julho, Luiz Inácio Lula da Silva aparecia com 40% das intenções de votos na corrida presidencial. Mesmo com o ex-presidente preso, o PT insistiu que ele seria candidato. A eleição parecia se desenhar como um referendo sobre a persistência da popularidade do petista – mesmo quando ele teve a candidatura barrada e foi substituído pelo ex-prefeito Fernando Haddad. Com ainda 13 candidatos na disputa, o resultado também prometia uma pulverização recorde entre os eleitores. 
    Agora, ao fim do primeiro turno, o quadro não poderia ser diferente: o país foi tomado por uma onda conservadora e de repúdio a velhas elites políticas que acabou se aglutinando em torno da candidatura do direitista Jair Bolsonaro (PSL), que soube melhor se aproveitar do sentimento antissistema e antipetista entre a população. A eleição parece ter deixado de ser sobre Lula. Foi o ex-capitão que se tornou o assunto principal. 
    O resultado do primeiro turno também quebrou a polarização entre PT e PSDB no pleito presidencial. Nas últimas seis eleições, os dois primeiros colocados sempre foram dos dois partidos.
    Ao obter 46,03% dos votos válidos, Bolsonaro chega em vantagem ao segundo turno com Haddad, que teve 29,28%. Como líder, Bolsonaro precisará fazer menos esforços para conquistar mais votos. Nunca ocorreu uma virada em um segundo turno nas eleições presidenciais do Brasil, mesmo em pleitos que terminaram com resultados apertados no primeiro turno, como 2006. 
    Menos de quatro pontos percentuais separaram o militar reformado, que defende ideias autoritárias e distribui elogios ao regime militar, de uma vitória decisiva já neste domingo (07/10). Para a esquerda, resta saber como vai ser a estratégia para lidar com essa nova força e ampliar o número de eleitores, freando o antipetismo que se espalhou pelo país. Pela primeira vez em 16 anos, o PT vai enfrentar em um segundo turno um adversário que demonstrou até agora maior capacidade de mobilização popular. 
    Para outros candidatos, as eleições não poderiam ter terminado de forma pior. Ciro Gomes (PDT), que tentou se apresentar como uma "terceira via", ainda chegou a 12,47%. Mas políticos veteranos como Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede) obtiveram votações de candidatos nanicos, ainda mais melancólicas se comparadas com seus resultados em eleições anteriores. Henrique Meirelles (MDB), o candidato do impopular presidente Michel Temer, apesar de ter gasto dezenas de milhões de reais do seu próprio bolso na campanha, só obteve 1%. 
    Considerando a campanha modesta de Bolsonaro, com poucos recursos e focada quase exclusivamente em redes sociais e na sua condição de pária entre o establishment político há poucos meses, o resultado é avassalador.
    Não foi apenas Bolsonaro que obteve uma votação espantosa. Uma série de candidatos apoiados pelo ex-capitão também foi beneficiada pela onda. Seu partido, o até então irrelevante PSL, elegeu quatro senadores e está na briga por três governos no segundo turno. A sigla ainda conta com vários deputados estaduais e federais entre os mais votados do país.
    Em São Paulo, quebrou duas marcas: deputado federal e deputado estadual mais votados. A própria dinastia política do presidenciável acabou sendo catapultada: um filho foi eleito senador no Rio de Janeiro, e outro se tornou o deputado federal mais votado da história do país. 
    Candidatos de outras siglas que colaram sua imagem em Bolsonaro também foram beneficiados pela onda conservadora. No Rio de Janeiro e Minas Gerais, novatos associados com o militar reformado vão disputar o segundo turno com políticos veteranos. Figuras do Movimento Brasil Livre (MBL), como Kim Kataguiri, foram eleitas para a Câmara com votações expressivas pegando carona na onda.
    Surpresas
    Para além da disputa presidencial, a eleição também reservou algumas surpresas – muitas delas desfavoráveis para as elites políticas. Na disputa pelo Senado, velhos nomes não se reelegeram ou falharam em obter mandatos. Entre eles várias figuras que chegaram a aparecer como favoritas nas pesquisas, como Roberto Requião (MDB-PR), Marconi Perillo (PSDB-GO), Cesar Maia (DEM-RJ), Eduardo Suplicy (PT-SP) e Cássio Cunha Lima (PSDB-RJ). 
    Para outros candidatos, o resultado acabou sendo uma humilhação. Em Minas Gerais, Dilma Rousseff (PT) amargou um quarto lugar na disputa pelo Senado após passar praticamente toda a campanha liderando as pesquisas. Em Roraima, Romero Jucá (MDB), que se notabilizou por ter sido gravado propondo um pacto contra a Operação Lava Jato, terminou em terceiro lugar e vai deixar o Senado após 24 anos. O próprio presidente da Casa, Eunício Oliveira (MDB-CE), também envolvido na Lava Jato, acabou sendo derrotado.  
    "O resultado para o Senado mandou um recado claro para os políticos. Houve uma ampla rejeição àqueles com mandato. O Senado se tornou mais fragmentado, com dezenas de eleitos inexperientes. Será um grande teste para o Brasil", afirmou o cientista político Alberto Almeida, autor do livro A Cabeça do Brasileiro.     
    Em Minas, o senador Aécio Neves (PSDB), que se lançou a deputado federal, obteve uma votação magra, apenas suficiente para garantir uma vaga. No Paraná, o ex-governador Beto Richa (PSDB), que chegou a registrar 28% das preferências para o Senado antes de ser preso durante a campanha, acabou recebendo cerca de 3% dos votos. 
    Na Câmara, os filhos de Sérgio Cabral, Jorge Picciani, Eduardo Cunha e Roberto Jefferson – políticos que foram presos nos últimos anos – não conseguiram se reeleger ou falharam em conseguir um mandato. Por outro lado, dois filhos do ex-governador Anthony Garotinho garantiram sua presença na Casa.
    Próximos passos
    Ao comentar o resultado, Bolsonaro mais uma vez investiu na tática incendiária e colocou em dúvida a segurança do processo eleitoral. "Tenho certeza que, se esse problema [supostas irregularidades nas urnas] não tivesse ocorrido, se houvesse confiança no sistema eletrônico, já teríamos o nome do presidente", disse neste domingo. 
    Ele também não demonstrou qualquer vontade de fazer concessões para conter o tom autoritário da sua candidatura ao afirmar que pretende "botar um ponto final em todos os ativismos do Brasil".
    O pleito ainda explicitou como Bolsonaro deve continuar a encarar a imprensa. Ele não falou com jornalistas após o resultado. Em vez disso, preferiu fazer uma transmissão pela internet ao lado do seu guru econômico, Paulo Guedes. Ainda neste domingo, uma equipe da Rede Globo foi expulsa por apoiadores quando se posicionou em frente à casa do Presidenciável. 
    Para políticos que tentam embarcar na onda Bolsonaro no segundo turno, o comportamento do presidenciável não parece fazer diferença. Ao longo da semana, ele obteve o apoio das influentes bancadas ruralista e evangélica do Congresso. Neste domingo, o candidato ao governo de São Paulo João Doria (PSDB), que já vinha fazendo acenos ao ex-militar, declarou seu apoio definitivo.
    Embora Bolsonaro esteja com a vantagem, o segundo turno também deve trazer novos desafios para sua campanha. Ao permanecer afastado por um mês após levar uma facada em um ato eleitoral em Juiz de Fora, ele não precisou passar por situações potencialmente desgastantes como discutir como pretende governar o Brasil sem experiência administrativa. Também acabou ficando afastado de quase todos os debates. 
    No segundo turno, sua candidatura passará a contar com dez minutos diários de propaganda na televisão – um grande salto em relação aos oito segundos que tinha disponível no primeiro turno. O novo espaço na TV pode ser uma vantagem, mas preencher tantos minutos também deve ser um desafio para uma equipe de campanha que agiu até agora no improviso.  
    Já para o PT, a campanha do segundo turno ocorre em um contexto explicitamente desfavorável. Haddad ficou na liderança apenas no Nordeste, onde a memória dos anos petistas ainda parece viva. Ao assumir a candidatura, conseguiu herdar uma boa parte dos votos de Lula, mas o feito também parece ter tido um efeito adverso: impulsionou Bolsonaro como principal força antipetista no pleito. 
    Após o resultado, Haddad agradeceu a Lula e fez um aceno para candidatos derrotados. "Queremos unir os democratas do Brasil. Queremos um projeto amplo para este país, que busque de forma incansável a justiça social", disse. 
    O PT – que em eleições passadas fez uso de boatos para enfraquecer rivais, espalhando, por exemplo, que eles seriam a favor da extinção do Bolsa Família – também parece estar em desvantagem na frente que desbancou a importância da TV nestas eleições: as redes sociais, onde apoiadores de Bolsonaro espalham diariamente centenas de notícias tóxicas para prejudicar candidaturas rivais. 
    Mais cedo neste domingo, o presidente do PSL do ex-capitão, Gustavo Bebianno, resumiu como a campanha vai agir a partir da próxima semana. "É porrada", afirmou. "Se tiver um segundo turno, o confronto vai ser direto. Com o PT não tem conversa", ressaltou.
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    Brasil: Sondagens apontam para segunda volta das eleições presidenciais.

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    Este domingo (07.10), dia de eleições, Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores, pediu aliança na segunda volta para "reconstrução democrática do país". O favorito, Jair Bolsonaro, está confiante na maioria.
    fonte: DW África
    Brasilien Sao Paolo Präsidentenwahl (Getty Images/AFP/M. Schincariol)
    Um total de 147,3 milhões de brasileiros são chamados este domingo (07.10) a votar nas eleições em que estarão em disputa o cargo de Presidente mas também representantes no parlamento (Câmara dos Deputados e Senado) e nos governos regionais.
    Jair Bolsonaro, favorito à vitória e líder do Partido Social Liberal (PSL), votou na zona oeste do Rio de Janeiro. Aos jornalistas, o candidato afirmou que acredita que tem hipóteses de vencer na primeira volta.  "Acaba hoje", disse Bolsonaro, acrescentando estar "com muita fé e esperança" de que não haja segunda volta.
    Brasilien, Präsidentschaftswahl, Kandidat Jair Bolsonaro (Reuters/P.Olivares)
    Jair Bolsonaro é favorito à vitória mas sem maioria
    Ainda assim, Bolsonaro deixou garantias de que, se houver, marcará presença nos debates. "Sem grande partido, sem fundo partidário, sem tempo de televisão, mas tendo a verdade e a sinceridade, desbancamos figurões que achavam que, fazendo parcerias e acordos com grandes partidos, via televisão, ganhariam a eleição", disse.
    "Aliança” na segunda volta
    Fernando Haddad, candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), votou numa escola em São Paulo, onde foi recebido por apoiantes do seu partido. Haddad disse que o Brasil está a correr o risco de perder as conquistas dos últimos 30 anos e defendeu uma aliança na segunda volta para a reconstrução democrática do país. "Estou esperançoso de que teremos uma segunda volta muito mais civilizada do que tivemos na primeira. Tenho o maior respeito pelos que concorreram, principalmente com aqueles com quem trabalhei. Com a Marina, com o Ciro Gomes, com o Meirelles, no governo Lula".
    Ciro Gomes, candidato do PDT, encontra-se na terceira posição nas sondagens destas eleições. Esta manhã, disse estar otimista numa reviravolta. "Estou bastante otimista, com muita esperança de que o Brasil seja iluminado por Deus nesta hora tão difícil, e que o Brasil possa ser o instrumento que Deus faz usar para nação brasileira se proteger da violência e do radicalismo", disse.
    Brasilien Präsidentschaftswahl in Fortaleza Ciro Gomes (Reuters/N. Doce)
    Ciro Gomes encontra-se em terceiro nas sondagens
    Ciro Gomes afirmou ainda acreditar que será um dos dois candidatos mais votados e que chegará à segunda volta. O candidato do PDT deixou ainda um recado a Bolsonaro: "Quando uma pessoa, no dia da eleição, já se afirma vitorioso, é porque dispensa os votos das pessoas. Eu quero o voto e peço com humildade para ter uma chance de representar os brasileiros decentes e equilibrados”.
    Até ao momento, deu conta a Polícia Federal, foram levados para prestar esclarecimentos 43 eleitores. São suspeitos de cometerem crimes eleitorais, como transporte ilegal de eleitores à boca de urna. A maioria dos casos for registado no Ceará.
    Bolsonaro continua a subir…
    As últimas sondagens do Datafolha e do Ibope, reveladas na noite deste sábado (06.10), dão a vitória a Jair Bolsonaro, candidato do Partido Social Liberal (PSL) com 40% das intenções de voto dos brasileiros. Segue-se Fernando Haddad, que encabeça o Partido dos Trabalhadores (PT), com 25% e Ciro Gomes cresce, aparecendo com até 15% dos votos. De acordo com ambos os estudos, Jair Bolsonaro e Fernando Haddad defrontam-se numa segunda volta, marcada para o dia 28 deste mês.
    Brasileiros a viver na Alemanha preocupados com futuro
    Cerca de 25.500 brasileiros estão registados para votar em toda a Alemanha nas eleições deste domingo (07.10). Para muitos, votar nestas eleições, é sinónimo de ter de fazer longas viagens, o que não os impede.
    Brasilien Sao Paolo Präsidentenwahl (Reuters/S. Moraes)
    Vilani Risc, que viajou de Dresden a Berlim (cerca de 200 quilómetros) explica, em entrevista à Lusa que, neste momento, é "preciso agir”: "Senti-me no dever de vir votar desta vez, mais do que nas outras, porque a situação do país não é boa e quero cooperar para que mude. Só em casa não se muda nada”, disse.
    Também Simone Fultran está preocupada com o futuro do seu país e acredita que "pode acontecer de tudo, até uma guerra civil". "É muito importante votar porque o país está a atravessar um momento muito complicado. Há vários problemas, mas estão todos ligados à política. Desde o 'impeachment' da Dilma, o Brasil está num clima de revolta muito grande. Havia 22 pré-candidatos, o que é um absurdo, depois ficaram 13, o que também é muito. Não tenho uma bola de cristal, mas, como são tantos candidatos, acredito que vai mesmo haver um segundo turno", acredita esta brasileira que reside há vinte anos na Alemanha.
    Para estas eleições, houve um reforço dos locais de votação na Alemanha. Além de Berlim e Frankfurt, é possível votar em Munique, Hamburgo e Colónia. De acordo com a Embaixada do Brasil em Berlim, são cerca de 25500 os eleitores brasileiros registados. No total, residem na Alemanha, cerca de 104 mil brasileiros.

    Camarões: Apesar dos confrontos, Biya está "satisfeito" com eleições.

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    6,6 milhões de eleitores são, este domingo (07.10), chamados às urnas para escolher entre os oito candidatos à presidência nos Camarões. Paul Biya é o favorito. Já há mortos nas regiões de conflito.
    fonte: DW África
    Kamerun Paul Biya (picture alliance/abaca/E. Blondet)
    Paul Biya tem 85 anos, está no poder desde 1982 e é o favorito das eleições presidenciais deste domingo (07.10), nos Camarões. Esta manhã, em declarações aos jornalistas na assembleia onde votou, na capital Yaoundé, o presidente cessante, mostrou-se satisfeito. "Acho que é um dever de todos os cidadãos votar nas eleições presidenciais. Portanto, estou satisfeito porque cumpri o meu dever e vejo que as coisas estão a correr bem, não há tumultos. A campanha eleitoral tem sido pacífica". Afirmando ficar muito feliz se, mais uma vez, "os camaroneses mostrarem que "continuam a depositar confiança” no seu governo, Byia apelou à "continuação da calma” após a divulgação dos resultados.
    Por sua vez, o principal candidato do partido da oposição, Joshua Osih, pediu transparência na contagem de votos. Em Douala, na sua assembleia de voto, o líder líder da Frente Social Democrática (FSD), afirmou: " O meu desejo é que os resultados da votação não sejam adulterados. Transparência deve ser a palavra de ordem. Espero que a escolha feita pelo povo camaronês seja respeitada", afirmou.
    Vários mortos
    O balanço positivo do decorrer das eleições deste domingo (07.10) feito pelo presidente contrasta, no entanto, com o ambiente que se vive nas regiões anglófonas do país, onde os separatistas prometeram boicotar o ato eleitoral . Desde a manhã deste domingo (07.10), há já a registar a morte de três pessoas na região de Bamenda, no noroeste, abatidas pelo exército. O governador da região, Deben Tchoffo, afirmou que não iria "permitir que terroristas perturbassem a eleição". "Saúdo a maturidade das pessoas que estão a enfrentar as ameaças, cumprindo o seu dever cívico. Fomos informados de que homens armados estão a atirar indiscriminadamente para assustar os eleitores. Não permitiremos", afirmou.
    Kamerun (DW/F. Muvunyi)
    Buea, capital da região sudoeste do país
    Também o diretor da Comissão Eleitoral assegurou que a onda de violência, registada desde sábado (06.10) em pelo menos seis cidade e aldeias desta região, não "impedirá de fazer o [seu] trabalho". Por seu lado, Paul Atanga, ministro da Administração do Território, deu conta que a segurança havia sido reforçada e que por isso as pessoas não devem ter medo de ir votar.
    Nestas regiões, o material eleitoral chegou "durante a noite" e por via aérea, deu conta uma fonte ligada à Comissão Eleitoral e que disse ainda que existirão forças de segurança em todas as 4.000 assembleias de voto das regiões do sudoeste e do noroeste do país".
    A sombra da crise anglófona
    No total, para as eleições deste domingo (07.10) foram implementadas 25.000 assembleias de voto em todo o país. No entanto, as regiões do noroeste e sudoeste, onde se mantém o braço de ferro entre o exército e os separatistas anglófonos, e que no último ano fez já 400 mortos, não contam com observadores da União Africana. A União Europeia não enviou nenhuma missão de observação para este ato eleitoral.
    Em entrevista à DW, o escritor e crítico do governo, Paul Nganangestime, afirmou que Paul Biya será "reeleito com quase 80%" dos votos através de um sistema de fraude.
    O International Crisis Group pediu aos dois lados que declarassem um cessar-fogo pelo menos durante a semana da eleição.
    Präsidentschaftswahl in Kamerun Christian Wiyghan Tum (DW/F. Muvunyi)
    Cardeal Christian Wiyghan Tumi
    Também o católico mais respeitado do país, o cardeal Christian Wiyghan Tumi, tem tentado persuadir o presidente Paul Biya e os camaroneses anglófonos a sentarem-se frente a frente para encontrar uma solução para o problema. Em entrevista à DW, o cardeal explica que "toda a gente sabe" que o conflito entre as duas partes se deve "à insatisfação [das regiões anglófonas] com a situação política no país". Na opinião de Christian Tumi, "num clima mais pacífico, as eleições poderiam ter trazido aos Camarões a renovação política de que precisa".
    Uma opinião partilhada por Jeffrey Smith, diretor executivo da organização Vanguard Africa. "Se [Paul] Biya for declarado vencedor, os Camarões continuarão a sua trajetória de queda, e muito possivelmente haverá um aumento da violência, mais abusos de direitos humanos e o mesmo tipo de impunidade descarada que caracteriza este governo", disse.
    Centenas de milhares de pessoas deslocadas, por causa da violência consequente desta situação, mas também que fogem dos terroristas do Boko Haram, não poderão votar neste domingo (07.10) porque, segundo a lei, um eleitor só pode votar no município onde está registado. No início do dia, a participação nas regiões de língua inglesa era baixa. Já nas regiões francófonas, registavam-se filas de algumas centenas de pessoas aguardando a sua vez para votar.
    Ainda há esperança?
    Präsidentschaftswahl in Kamerun Bewegung Stand Up For Cameroon (DW/F. Muvunyi)
    Edith Kahbang Walla
    Edith Kahbang Walla, presidente do Partido Popular (CPP) alerta que o conflito nas regiões anglófonas não é o único problema dos Camarões. "Viver como camaronense é um risco. Como não temos hospitais, estradas, etc, estamos a morrer todos os dias com este governo do sr. Biya".
    A líder deste partido da oposição e ex-candidata presidencial prometeu derrubar Biya através de protestos. Nas eleições deste domingo, o seu partido não é um dos candidatos por não concordar com o "processo eleitoral pobre" do país.
    Ainda assim, Walla está confiante e com esperança que os Camarões possam "beber" também das recentes mudanças de poder registadas em África. "Se aconteceu na Tunísia, no Burkina Faso, no Zimbábue, porque não aqui nso Camarões?", questionou.
    Na passada sexta-feira (05.10), Akere Muna, líder da Frente Popular para o Desenvolvimento (FDP), anunciou a "retirada" da sua candidatura às eleições deste domingo, para apoiar  Maurice Kamto, o chefe do Movimento para a Renascença dos Camarões (MRC). Nestas eleições presidenciais concorrem ainda Njoya Adamou Ndam, da União Democrática dos Camarões, Gargan Haman Adji, do partido Aliança para a Democracia e o Desenvolvimento, Serge Espoir Matomba, líder do partido Povo Unido para a Renovação Social, Franklin Ndofor Afanwi, do Movimento dos Cidadãos Nacionais e Cabral Libii Li Ngue Ngue pelo partido político Universo. 

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