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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Prisão perpétua para assassino de supremacista branco Eugene Terre’Blanche.

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Os dois homens acusados pela morte do líder supremacista branco Eugene Terre’Blanche, foram condenados nesta quarta-feira por um tribunal da África do Sul que considerou que o assassínio não foi um crime racial nem um acto de legítima defesa.
Chris Mahlangu alegou legítima defesa mas acabou por ser condenado a prisão perpétua
Chris Mahlangu alegou legítima defesa mas acabou por ser condenado a prisão perpétua (Stephane de Sakutin/AFP)

Chris Mahlangu, um funcionário negro na quinta de Terre’Blanche, foi condenado a prisão perpétua depois do juiz dar como provados os factos alegados pela acusação. Terre’Blanche, de 69 anos, foi encontrado morto no quarto da sua casa em Ventersdorp, em Abril de 2010, meio despido e com 28 golpes de machado.

Um outro homem, Patrick Ndlovu, menor de idade na altura do crime, foi condenado a dois anos de cadeia (com pena suspensa) por invasão de propriedade – o juiz descartou as acusações de roubo e homicídio contra ele.

A defesa do trabalhador agrícola argumentara que os golpes foram em legítima defesa, uma vez que Terre’Blanche tinha violado e infectado Mahlangu com o vírus da sida. Mas sem provas conclusivas, o tribunal rejeitou esta versão, repreendendo mesmo o arguido pela acusação de sodomia “que sem dúvida causou enorme tristeza à sua família”.

“Perante o flagrante desrespeito pelos direitos do falecido, e sem ter visto qualquer expressão genuína de remorso pelo crime, não encontro nenhuma razão para não conceder a sentença pedida [pela acusação]”, disse o juiz John Horn.

O tribunal não encontrou nenhuma motivação política no crime, que segundo disse o juiz terá sido originado por uma disputa salarial. O tribunal concedeu que Eugene Terre’Blanche, fundador do Movimento de Resistência Afrikaner (AWB, na sigla em inglês), uma organização de extrema-direita defensora do regime do apartheid, tinha um péssimo registo no tratamento dos seus funcionários e pagava salários muito baixos.

Apesar da sessão para a leitura da sentença ter atraído apoiantes da AWB e também os seus opositores até à porta do tribunal, os receios de que o caso viesse a inflamar mais os ânimos populares depois dos últimos episódios de violência na África do Sul não se confirmaram.


fonte: publico.pt

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