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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Há poucos dias, foi em Menaka que foi visto ao lado de notáveis ​​tu...

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Artigo de opinião: ESQUIZO-ESTADO NO SEU LIMITE.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



A existência de um ESQUIZO-ESTADO, como se conclui em reflexão num dos meus artigos de opinião (De Narco-Estado a esquizo-Estado, dois passos e um País), actualizado mais do que nunca por esta estagnação evidente vivida como impasse perante todos, obviamente que uma situação política desgastante, ganhou destaque no meio Guineense e não só, todos perguntamos qual vai ser o fim, já que o País perde a sua reputação dia após dia, é a pergunta que deixamos no ar, até quando?

Temos como prova disto o facto ocorrido recentemente, quando vimos uma Guiné-Bissau sem voz nas Nações Unidas, sendo inacreditável, triste, este desfecho político diplomático para um Povo lutador, reconhecido há décadas neste mesmo palco da ONU, mas na voz do seu intelectual revolucionário, AMÍLCAR CABRAL que arrancou das profundezas das vísceras das várias Nações representadas nos anos sessenta, um retumbante “Sim Senhor” ao Combatente da Liberdade das Pátrias, na época colonizadas, “ouviram-se discursos em apoio à liberdade e independência para as colónias” (…)
Outros tempos!
Hoje a Guiné-Bissau aparece a "duas" vozes, duas velocidades, num puxa-puxa que terminou com o cartão vermelho da ONU, mostrado ao POVO, sentados na rua ficamos, desconsolados, desesperançados, revoltados, lamentando em tom de desespero tudo o que tem acontecido (o estado da Nação Guineense) até hoje, ao País.
Que mais nos irá acontecer neste cenário de indefinições e por nossa culpa? Nenhum dos filhos tem conseguido levar a água ao moinho, por ausência de profundidade e amplitude das análises retiradas em cima do joelho. Neste último faltou trabalho de casa sério e a tempo e horas nos corredores da diplomacia, porque então seria preferível evitar uma situação difícil destas.
Mas, caros compatriotas o momento continua a ser de profunda reflexão, políticos passam, a Guiné-Bissau fica, é eterno o seu Povo.

À Guiné-Bissau não a ofende quem quer (kanô sêta lê’bssymenty). Ela não se assusta com o troar das falácias à volta da sua realidade política e territorial, mantém erguidos os seus valores culturais, usos e costumes, tem um só rosto e está serena, levantai-vos Povo, Guineenses uni-vos, esta luta continua e a vitória há-de poisar na Mãe se Deus quiser.

Desentendimento constante dentro e fora da "cabeça/Estado" chegamos ao extremo, porque infelizmente numa cabeça com duas bocas, duas falas, quatro olhos e milhares de ouvidos, separados no essencial da audição afinada, provocaram mais uma vez o descarrilamento deste comboio gigante que, num pára arranca desconfiado, já sem auto-estima, deixa adivinhar este desfecho, por falta de confiança num traçado com objectivos pré-definidos que sirvam os interesses do Povo da Guiné-Bissau, sendo que desta vez ainda não foi o que vimos e, não será possível, com este estado de espírito, só uma mudança positiva trará resultados animadores.
Uma teimosia tem funcionado como empurrão nas costas, dado por mãos estranhas ou invisíveis, em tom de ajudas prometidas, de tanta manipulação e chantagem, os autores nacionais estão perdidos ou achados num palco estranho à sua convivência, sobretudo se fora do País, onde moram os "patrões" desta influência negativa.
O que constitui bloqueio do imaginário este estado de espírito comprometido, porque não permite pensar livremente, sabendo e bem o que o Povo precisa e quer urgentemente, mas, não sabe como despir esta dependência pessoal ligada à corrupção estabelecida com alguns "patrões" de negócios no exterior, que movem influências mafiosas, para pressionar os seus colaboradores a fazerem o que eles querem no nosso País.

Com um pé fora e outro dentro, no meio também não está a virtude, estes maus filhos da terra, devem saber que uma certeza o Povo tem, no primeiro de qualquer categoria “inventada” estará a Guiné-Bissau, mesmo que enterrando-se uns aos outros, mas, o Povo continuará esta luta por um futuro saudável e sustentado, acreditem.

Uma chamada de atenção deve ser levada em conta, analisada e ponderada o suficiente, até produzir no mesmo contexto, outra "atenção" nova, diferente e mais capaz, de uma percepção realista e praticável e, por fim, a conquista de uma nova estrada com rumo diferente, mas numa voz unida, falando em nome do Povo e para o Povo.

Um limite imaginário a partir do qual podemos restabelecer graus de confiança nos objectivos traçados, trajectórias a seguir num percurso mais curto possível. É urgente trabalharmos neste sentido, para definirmos prioridades para o Povo.
Mas com cuidados redobrados na escolha e selecção do pessoal que terá nas mãos os destinos do País. É hora de usar poucos, mas bons, esperamos que na meritocracia selectiva e rigorosa, saia de uma vez por todas uma equipa de trabalho forte e dura, gente com calos na “massa cinzenta”, e que vista a camisola com espírito nacionalista aberto e progressista, Guineenses honestos, sérios e capazes, porque eles existem.

É preciso um tratamento político de urgência para acabar com esta face oculta, imagem distorcida, tendenciosa, tida sobre a Guiné-Bissau no plano global das relações internacionais.
Terminar este delírio de duas vozes em duas velocidades, substituir este percurso na areia movediça, para lançarmos os pés em terra firme, correr mais depressa para chegarmos à meta com os nossos destinos nas mãos, à frente do nariz mas com respiração própria, olhos nos olhos, Guineenses na mudança necessária, só.

Os riscos deste projecto de libertação do País do caos em que se encontra, são muitos, do ponto de vista político, cultural, social e físico. Quem não souber que para se avançar neste terreno há que “ignorar” o enfoque dos obstáculos subterrâneos, sua expressão dramática à primeira vista, e não perder demasiado tempo com tradições negativas, costumes e hábitos que sublinham os mesmos erros de sempre, racionalizar constante deve ser o modelo na mudança desejada.

Vamos controlar os riscos com a coragem que todos precisamos, porque nem tudo que receamos é uma ameaça (um’hulydura dy lagartu, nunca n’bórka kanua), acredita, avançarmos fazendo de conta que estas variáveis de risco, constante neste processo político não existem com tanta objectividade como as pintam, mas estando atentos, para o denunciar, combatendo sem o medo ou complexos de natureza intelectual, todos os seus sinais, devemos estar prontos porque só assim venceremos o “medo”.

Não há outro caminho, unidos para combatermos o medo objectivo e subjectivo, material e psicológico, concreto ou simbólico, combater este fenómeno com isenção ideológica de qualquer inspiração política partidária, combater por ser inimigo comum.

Este MEDO é um inimigo sem filiação de grupo, estando infiltrado em todos os cantos do território nacional, usando de forma electiva alguns “apelidos” conhecidos ou pré-conceitos para se fixar, com oportunismo político de grupos mafiosos, movendo influências através do aparelho da corrupção instalada dentro e fora do País, ajustado à elite que faz e desfaz, em todas as áreas de actividade estatal e privada do País.

Que ninguém tenha dúvidas deste medo esquisito que paira no ar, que obriga ao recolhimento intelectual e psicológico dos indivíduos, coagidos, chantageados e manipulados por estas força ocultas do mal, que embora protegidos pelo aparelho do poder, também não fizeram e nem deixam fazer nada de novo e bem feito, só olham para o umbigo, ainda crescem bastante, o Estado é que fica cada vez mais pobre e abandonado, longe de poder vir a ombrear com países igualmente jovens e no bom caminho. Este medo actua psicologicamente, não tendo hora marcada para andar à “solta”, apalpa terrenos antes de entrar para praticar o mal, com a reincidência fatal a que nos habituou. Hoje é este ou aquele a vítima, amanhã pode ser outro, ou Tu.
Acontece quase espontaneamente, quando chegamos a conhecer a vítima, normalmente já é tarde, com pouco a fazer para mudarmos alguma coisa positivamente. O melhor é lançarmo-nos na luta pela dignidade, sem “medos”, a permitir substituirmo-nos pela cobardia, pactuando com a corrupção, para podermos ganhar um lugar ao sol.

Torna-se urgente esta mudança de comportamento social para um combate global sem tréguas, até erradicar o medo da sociedade Guineense, sermos verdadeiramente um Povo livre e com voz própria. Só é possível sê-lo através da responsabilização dos actos praticados e a liberdade de expressão para o cidadão comum no exercício da sua cidadania participativa. Uma igualdade de condições e de circunstâncias, asseguradas pelo aparelho do Estado de Direito Democrático, onde as pessoas e as ideias devem fluir livremente, sem obstáculos “selvagens” que ofendem a dignidade humana, tudo isto independentemente da naturalidade, nacionalidade ou outra diferença qualquer que seja, na sociedade em causa.

Há que haver um denominador comum de justiça que reponha a igualdade de direito perante as diferenças encontradas no plano social, cultural e político, sempre que necessário for, sem complexos de natureza racista ou xenófoba. Uma Guiné-Bissau livre e progressista, queremos sem dúvida.
Entendam-se!
É uma ordem sem aspas, do nosso Povo.

Djarama. Filomeno Pina.

Guineense Simões Pereira busca apoio em Cabo Verde.

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Domingos Simões Pereira

Domingos Simões Pereira, da Guiné-Bissau, procurou apoio político, falou o que pensa e expôs os planos caso seja eleito o novo presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, PAIGC.
Dois dias depois do presidente do governo transição da Guiné-Bissau, Serifo Nhamadjo, ter afirmado que o país não mereceu o que se passou na semana passada nas Nações Unidas, por não ter conseguido a acreditação para discursar na Assembleia-Geral, o ex-secretário executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira, considerou os acontecimentos de Nova Iorque tristes e lamentáveis.
Enquanto esteve em Cabo Verde para contactar políticos das autoridades cabo-verdianas, conversou na Cidade da Praia com a DW África.
"Guiné-Bissau levou uma lição da ONU"
Trata-se da primeira reação pública de Domingos Simões Pereira ao fato de a Guiné-Bissau ter se apresentado em Nova Iorque com duas delegações – a do presidente deposto, Raimundo Pereira, e a do presidente de transição, Serifo Nhamadjo – e não ter tido voz na tribuna nas Nações Unidas.

Lamentou o que aconteceu na sede da ONU, às delegações da Guiné-Bissaú em Nova Iorque Lamentou o que aconteceu na sede da ONU, às delegações da Guiné-Bissau em Nova Iorque
A Guiné-Bissau havia sido impedida de ter representante a falar na Assembleia Geral das Nações Unidas porque a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) havia entrado com um recurso bloqueando. O órgão impediu Raimundo Pereira de discursar, mesmo a sua delegação tendo sido credenciada para o evento anual da ONU.
Para o antigo secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o que se passou, na semana passada, em Nova Iorque, foi uma lição que a comunidade internacional deu aos guineenses: "A Guiné-Bissau deveria evitar que um palco como as Nações Unidas, onde Cabral fez das intervenções mais célebres e que colocaram, no passado, o poder português numa situação difícil, seja utilizada para o que foi realmente muito triste", refere-se ele ao fato de não terem sido autorizados a falar.
Ainda assim, Domingos Simões Pereira elogiou os sinais de possível entendimento dados pelos presidentes Raimundo Pereira e Serifo Nhamadjo, ao se encontraram, pela primeira vez depois do golpe de Estado na Guiné-Bissau de 12 de Abril, para conversarem. Domingos Simões Pereira vê a iniciativa como um sinal de disposição e disponibilidade das duas partes.
O caminho trilhado em Cabo-Verde
O ex-secretário executivo da CPLP esteve nos últimos dois dias na Cidade da Praia, em Cabo Verde, para fortalecer relações com autoridades do país no âmbito da sua candidatura à presidência do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, o PAIGC.
"O comandante Pedro Pires fez a gentileza de me receber. Eu queria mesmo conversar com ele sobre vários assuntos que têm me preocupado e a ocasião foi extraordinária para compartilhar do conhecimento que Pedro Pires tem da comunidade guineense", contou Simões Pereira.

Destacou um projeto coletivo, para "virar a página" Destacou um projeto coletivo, para "virar a página"
Entre quarta e quinta-feira (4.10), ele se reuniu com empresários e dirigentes políticos cabo-verdianos, entre os quais o primeiro-ministro, José Maria Neves. "Aproveitamos para falar da atualidade guineense, dar-nos conta de uma camada mais jovem dentro do partido que hoje tem o propósito de desenvolver uma plataforma nova, para ser competente mas, sobretudo, apontar uma opção congregando o maior número possível de sensibilidades dentro do partido", explicou Simões Pereira.
Plano de governo
Domingos Simões Pereira diz estar à frente de um grupo de guineenses que propõe ao PAIGC e à Guiné-Bissau um projeto novo e ambicioso: "O que eu eventualmente vou dirigir, se me derem essa oportunidade, é um projeto coletivo, de gente que acredita e que tem condimentos necessários para propor ao país uma viragem de página."
Quanto aos nomes dos seus apoiantes, ele preferiu não avançar. Mas destacou que vão desde as pessoas mais antigas dentro do partido até aos mais jovens.
Ao entrar nessa corrida pela liderança do PAIGC, Domingos Simões Pereira está consciente dos riscos que está a correr: "Não há nenhum processo político, no momento, que não apresente riscos."
A eleição para o próximo presidente do PAIGC está prevista para janeiro de 2013. Além de Domingos Simões Pereira, anunciaram que irão se candidatar também o atual líder e primeiro-ministro deposto guineense, Carlos Gomes Júnior, o empresário Braima Camará e o antigo ministro da Defesa, Aristides Ocante da Silva.
Depois de Cabo Verde, Domingos Simões Pereira desloca-se a alguns países europeus e africanos, entre os quais os da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental, para a apresentação do seu projeto político.
Autor: Nélio dos Santos (Cidade da Praia/Cabo Verde)
Edição: Bettina Riffel / Helena Ferro de Gouveia

fonte: DW

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