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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

A rede tentacular do clã Obiang no regime da Guiné Equatorial.

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Há quatro décadas que o Presidente Teodoro Obiang distribui poder por filhos, irmãos, sobrinhos e cunhados. “Oitenta por cento do Governo é da família de Obiang”, diz Mocache Massoko, director do Diario Rombe, um jornal digital da Guiné Equatorial que trabalha a partir de Espanha. O PÚBLICO mostra 14 exemplos.

BRASIL: Datafolha põe Bolsonaro com 58% dos votos válidos e Haddad com 42%.

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Na primeira pesquisa do segundo turno, candidato do PSL alcança 49% das intenções de voto totais e Haddad 36%. Cálculo de votos válidos exclui brancos, nulos e indecisos.
Jair Bolsonaro e Fernando Haddad
Jair Bolsonaro e Fernando Haddad disputam segundo turno
Na primeira pesquisa de intenção de voto para o segundo turno, divulgada nesta quarta-feira (10/10), o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) aparece com 58% dos votos válidos. Já Fernando Haddad (PT) está com 42%.
Para calcular os votos válidos, o Datafolha excluiu as intenções de voto branco e nulo, além dos indecisos. O método é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado da eleição. No primeiro turno, o ex-militar conquistou 46% dos votos válidos contra 29% do petista.
Já levando em conta todas as intenções de voto, Bolsonaro aparece com 49% e Haddad com 36%. Os entrevistados que pretendem votar branco ou nulo somam 8% e 6% declararam estar indecisos.
O Datafolha perguntou ainda quando os eleitores decidiram o voto para presidente no primeiro turno. Para 63% dos entrevistados, a decisão foi tomada pelo menos um mês antes do pleito. Já 10% escolheram o candidato 15 dias antes; 8%, uma semana antes, 6%, na véspera da eleição e 12%, no dia da eleição.
O Datafolha ouviu 3.235 eleitores em 227 cidades do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A sondagem, encomendada pelo jornal Folha de S. Paulo e pela TV Globo, foi realizada nesta quarta-feira.
CN/rtr/ots
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Minuto a Minuto: Contagem de votos em Moçambique.

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As urnas para as quintas eleições autárquicas em Moçambique fecharam pouco depois das 18h00 de quarta-feira e desde essa altura decorre a contagem dos votos. Votação registou incidentes pontuais e algumas detenções.
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Todas as atualizações na hora de Maputo
09:28 O analista Adelino Buque fala numa "surpresa agradável" do ponto de vista do "crescimento da democracia na província de Gaza, quando se fala de uma RENAMO com oitocentos e tal votos num determinado lugar", por exemplo. "Era impensável há cinco atrás", sublinha.
09:11 Na Escola Primária de Manhaua, na Beira, desapareceu uma urna e os membros da mesa desta assembleia de voto exigem que a presidente faça a devolução da mesma. O incidente está a atrasar a finalização do processo de contagem de votos neste posto.
09:00 Nos municípios apurados até agora, a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) mantém-se no poder, mas no caso de Ribáué, província de Nampula, sem maioria absoluta, adianta a agência Lusa.
08:50 A coligação "Votar Moçambique" afastou a hipótese de fraude organizada e generalizada. O programa da sociedade civil para promoção de eleições pacíficas, credíveis e íntegras denunciou casos de eleitores impedidos de votar em vários municípios e a ocorrência de diversos ilícitos eleitorais, mas atribuiu essas situações a "razões técnicas e ignorância da lei".
08:41 A FRELIMO lidera a contagem dos votos em Inhambane. Nas cinco autarquias da província, o partido no poder está acima dos 50%, seguido da RENAMO com 40%. Os restantes 10% estão a ser disputados por MDM e PAHUMO. Segundo o correspondente Luciano da Conceição, o processo decorre sem sobressaltos e deverá terminar antes do meio-dia.
Lokalwahlen in Mosambik - Wahl in Inhambane
Contagem de votos prossegue em Inhambane
08:29 Os resultados conhecidos até agora na província de Cabo Delgado não são favoráveis ao Movimento Democrático de Moçambique (MDM). O cabeça de lista do MDM na cidade de Pemba, António Macanige, já disse que aceita os resultados e que está disponível para ajudar o vencedor com os projetos apresentados durante a campanha eleitoral.
08:17 Até agora, nenhuma das capitais provinciais dispõe de resultados finais. As autoridades eleitorais continuam a processar os resultados da votação autárquica de quarta-feira.  Os meios de comunicação social e plataformas de observação têm divulgado contagens de assembleias de voto, à medida que os editais vão sendo afixados e divulgados. 
08:08 Na cidade de Quelimane, capital provincial da Zambézia, a contagem de votos ao final da tarde de quarta-feira começou em clima de grande tensão.
No posto de Sangariveira, a polícia usou armas e gás lacrimogéneo para dispersar enchentes de eleitores que alegadamente pretendiam ouvir em primeira mão os resultados da votação. Segundo o correspondente Marcelino Mueia, há relatos de feridos.
Mosambik Wahlen in Quelimane
Contagem de votos em Quelimane
07:53 Segundo a RENAMO, as forças de defesa e segurança tiveram uma atuação negativa no Concelho Autárquico de Mocímboa da Praia, na província de Cabo Delgado. Sem revelar exemplos concretos, o delegado político interino do partido, Alberto Bacar, disse que a polícia interferiu no decurso da votação naquela autarquia, contrariando o discurso do porta-voz do Comando Geral da Polícia, Inácio Dina, que em entrevista à Rádio Moçambique disse que a corporação limitou-se a garantir a segurança e tranquilidade do processo naquela vila. Destacando a eminente vantagem da RENAMO na autarquia de Chiure, Alberto Bacar apelou aos simpatizantes do partido que esperem pelo "momento oportuno para celebrar a vitória", pedindo desta forma contenção de ânimos.
07:42 Em Nampula, membros de várias assembleias de voto impediram jornalistas de assistir, em tempo real, à contagem dos votos. O nosso correspondente Sitoi Lutxeque e repórteres da STV foram impedidos de acompanhar o processo na Escola Primária Completa (EPC) da Cerâmica, por volta das 19:00 de  quarta-feira.
Mosambik Nampula Wähler
Longas filas para votar na EPC da Cerâmica, em Nampula
A situação repetiu-se com jornalistas da Rádio Encontro e dos jornais Visão, IKWELI e Diário de Moçambique. "A contagem não pode ser presenciada por pessoas fora dos membros das assembleias de votos e vocês só terão os resultados depois de fixarmos os editais", disse um escrutinador ao correspondente da DW.
07:30 A CNE e o STAE estão a realizar o apuramento e a divulgação dos resultados das autárquicas 2018 em tempo real no website do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral.
07:20 Em Inhambane, a contagem nas assembleias de voto decorreu sem sobressaltos, mas com alguma demora, segundo apurou o correspondente Luciano da Conceição. Nos locais de voto estavam agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) para garantir a segurança. 
Mosambik Wahlen Inhambane (DW/L. da Conceiçã)
07:12 Ao longo da noite e durante esta madrugada, as assembleias de voto já afixaram os editais com os respetivos resultados da votação, no final do apuramento local do escrutínio.
07:06 Na cidade de Nampula, no norte, a RENAMO segue à frente na contagem parcial. Numa ronda por 49 mesas, o correspondente da DW Sitoi Lutxeque constatou que, no total, estavam inscritos 46.767 eleitores e votaram 25.395. Votos repartidos por: FRELIMO: 6882, MDM: 1794, RENAMO: 15010, AMUSI: 228, PAHUMO: 29, MAMO: 23, AMAJPS: 28 e PLDS: 209.~
07:02 Logo após o encerramento das urnas, o diretor provincial do STAE em Cabo Delgado, Cassamo Camal, manifestou-se satisfeito com o incremento do número de eleitores na votação desta quarta-feira em toda a província. 
06:57 Segundo o correspondente da DW Leonel Matias, contrariamente às eleições anteriores, os dados apontam ainda para um aumento das simpatias do eleitorado em relação à RENAMO no sul do país, nomeadamente em Gaza, tido como o bastião da FRELIMO, o partido no poder. A oposição detém neste momento quatro municípios: Beira, Nampula, Quelimane e Gurue.
Mosambik Nampula Wahlnotizbücher
País foi a votos na quarta-feira
06:50 "De maneira muito preliminar, pelo menos até às 21:30, vimos que a FRELIMO na parte sul do país está bastante à frente", disse Alberto Ferreira, membro da Sala da Paz. Já no centro, "a luta (na cidade da Beira ) é bastante renhida e pode-se também dizer que o MDM está a avançar e está à frente em relação a outros partidos", acrescenhtou. Ainda segundo a plataforma Sala da Paz, em Nampula regista-se uma vantagem da RENAMO.
06:40 Um apuramento paralelo dos resultados ainda bastante preliminar, apurado pela plataforma Sala da Paz e divulgado pela televisão privada STV, aponta para uma participação positiva do eleitorado, devendo ultrapassar os níveis de adesão registados nas eleições anteriores, que não atingiram os 50%.
06:32 Na Beira, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) já canta vitória, embora os dados sejam ainda preliminares. Segundo o correspondente Arcénio Sebastião, numa altura em que estão apurados cerca de 80% dos votos, o MDM liderado por Daviz Simango está em grande vantagem. 
Em entrevista à DW África esta manhã, Simango disse que o seu partido apresentou o melhor manifesto eleitoral ao ponto de receber a confiança dos eleitores da Beira.
06:24 Tal como aconteceu em muitas localidades de todo o país, a Beira começou a contagem dos votos sem grande iluminação.

ANGOLA_ UNIÃO DE FACTO (OU DE FATO) NO ACORDO ORTO… GRÁFICO.

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A Academia Angolana de Letras (AAL) pediu hoje ao Governo que não ratifique o Acordo Ortográfico (AO), perante os “vários constrangimentos identificados” no documento, que necessita de uma revisão.

Adecisão foi apresentada pelo reitor da Universidade Independente de Angola e membro da AAL, Filipe Zau, numa conferência de imprensa em que, pela primeira vez, a Academia, criada oficialmente em Setembro de 2016 e que conta com 43 membros, tomou uma posição pública sobre o Acordo Ortográfico, apresentado em 1990.
“Recomendamos a todos os Estados [membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP] e ao Estado angolano, que é necessário rectificar para que se possa ratificar”, disse Filipe Zau.
Segundo o docente, a Academia, que tem como patrono e ocupante da “cadeira número um” o primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, decidiu tomar posição após auscultar os membros.
“Não estamos contra o Acordo Ortográfico em si, estamos contra este acordo”, sublinhou.
No comunicado, a AAL apresenta um conjunto de razões para justificar a tomada de posição, destacando que, no âmbito dos pressupostos do Acordo Ortográfico de 1990, existe “um número elevado de excepções à regra” que, acrescenta-se, “não concorre para a unificação da grafia do idioma [português], não facilita a alfabetização e nem converge para a sua promoção e difusão” em Angola.
Por outro lado, a AAL lembra que o acordo “diverge, em determinados casos”, de normas da Organização Internacional para a Padronização (ISSO) sobre o conceito ligado à ortografia, além de “não reflectir” os princípios da UNESCO nem os da Academia Africana de Letras (ACALAN) sobre a “cooperação linguístico-cultural com vista à promoção do conhecimento enciclopédico e de paz”.
“Face aos constrangimentos identificados e ao facto de não ser possível a verificação científica dos postulados de todas as bases do AO, factor determinante para a garantia da sua utilização adequada, a AAL é desfavorável à ratificação por parte do Estado angolano”, lê-se no documento.
A AAL sublinha que, tendo em conta a contribuição de étimos de Línguas Bantu na edificação do Português, o AO não considera a importância das línguas nacionais angolanas como factor de identidade nacional.
“A escrita de vocábulos, cujo étimos provenham de línguas bantu, deve ser feita em conformidade com as normas da ortografia dessas línguas, mesmo quando o texto está escrito em português”, defende a AAL, entidade presidida pelo escritor Boaventura Cardoso e que tem Pepetela como presidente da Mesa da Assembleia Geral.
A Academia, sublinha-se no documento, constatou a necessidade de o AO ter de ser objecto de “ampla discussão” entre os vários Estados membros da CPLP, considerando “indispensável” que se estabeleça um “período determinado para a análise, discussão e concertação de ideias” à volta do assunto.
“Tem de se encontrar um denominador comum que permita harmonizar a aplicação do AO de 1990 em todo o espaço comunitário”, refere a AAL, recomendando “maior investimento” dos Estados num “ensino de qualidade”, quer em português, quer nas línguas nacionais, “como contribuição para a preservação” dos vários idiomas.
Na conferência de imprensa, o presidente da AAL, Boaventura Cardoso, lembrou que, em Angola, a língua portuguesa é a oficial e é falada “mais ou menos em todo o país”, tendo-se tornado “materna” para grande parte dos angolanos, uma vez que 65% da população utiliza-a na comunicação diária, tal como revelou o último censo populacional de 2016.
Para Boaventura Cardoso, muitos dos problemas que se levantam e que constituem erros passam sobretudo pela ausência do AO de 1990 dos sons pré-nasais, duplos plurais e de respeito pelos radicais das palavras que emigram das línguas nacionais para o português.
“Impõe-se, pois, rever esta situação e, no nosso caso particular, rever a questão da escrita da toponímia angolana, reassumindo os ‘k’, ‘y’ e ‘w’ na grafia da Língua Portuguesa”, sublinhou, exemplificando ainda com dois exemplos de sons pré-nasais.
“Ngola ou Gola. No primeiro caso, Ngola, trata-se do título do titular máximo do poder no contexto da língua nacional kimbundu. Sem o som pré-nasal, significa a parte superior de uma peça de vestuário. O mesmo se passa com Mfumu e Fumo: Mfumu significa ‘chefe’ nas várias hierarquias. Fumo significa o que de tal termo se conhece na Língua Portuguesa”, exemplificou.
Para Boaventura Cardoso, o AO de 1990 “trouxe mais problemas do que resolveu”: “Trouxe o iminente risco de uma deriva arriscada que pode levar à desvirtualização da Língua Portuguesa”.
Dos nove países da CPLP, apenas quatro Estados ratificaram o acordo: Cabo Verde, Brasil, São Tomé e Príncipe e Portugal.
Recuemos a Janeiro de 2016. O Acordo Ortográfico não fora “autorizado a nenhum nível governamental” em Angola, mas Marisa Guião de Mendonça, então directora-executiva do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), assinalava que o país “está muito cooperante na criação do Vocabulário Ortográfico Comum”.
Em entrevista à agência Lusa, Marisa Mendonça afirmou que “o Acordo não foi ainda autorizado a nenhum nível governamental pelo Estado angolano”, o que se deverá ao facto de “Angola estar a pedir uma rectificação do Acordo”, ou seja, a inclusão de alterações.
Para Angola, “o Acordo tem lacunas e é necessário rectificá-las antes da implementação”, sendo que as mesmas estão relacionadas com a incorporação, no vocabulário, “daquilo que são empréstimos das línguas nacionais”, isto é, termos que fazem parte de outras línguas faladas no território.
Segundo a responsável do IILP, “as autoridades angolanas e a própria Comissão Nacional de Angola no IILP” – que tem representações nacionais de todos os estados-membros da CPLP – estão “a fazer o trabalho a nível nacional, no seu próprio contexto, para ver como poderão orientar da melhor forma o processo e chegar a um bom porto”.
Independentemente da não aprovação do Acordo pelo governo, Marisa Mendonça sublinhou que “Angola está muito cooperante na criação do Vocabulário Ortográfico Comum”, uma agregação de todos os vocabulários nacionais dos países aderentes ao AO.
“Angola foi, aliás, o país que mais apoiou financeiramente a criação da plataforma digital do vocabulário, pelo que o país não está distanciado do Acordo Ortográfico, está apenas num estágio diferente”, afiançou a directora-executiva do IILP.
A 7 de Setembro de 2015, a então ministra angolana da Cultura, Rosa Cruz e Silva, disse que Angola tinha todo o interesse em ratificar o acordo, mas não prescindia de uma abertura para as especificidades que caracterizam o português falado em Angola.
Num congresso sobre a língua portuguesa, realizado em Luanda na Primavera de 2015, a ministra disse querer ver colocadas “ao mesmo nível” as línguas nacionais e a língua oficial, tendo em conta que a “diversidade linguística do país constitui a sua grande riqueza”.
O Português é a língua oficial em Angola, mas o país conta com seis línguas africanas reconhecidas como nacionais, algumas das quais acabaram por incorporar palavras e conceitos portugueses, como consequência da longa presença colonial lusa no território.

Língua que não pára? Língua que não para?

AAngola terminou o seu diagnóstico sobre a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa nas escolas, com a confirmação de alguns aspectos que já tem vindo a levantar como preocupação para a sua ratificação.
A informação foi avançada pela porta-voz do encontro da Comissão Multissectorial para a Ratificação do Acordo Ortográfico, que em Maio de 2017 esteve reunida em Luanda para analisar o relatório de balanço de trabalhos técnicos e formação de quadros dos ministérios integrantes da comissão.
Segundo Paula Henriques, o encontro teve como objectivo fazer o balanço das actividades desenvolvidas pela comissão e a apresentação do relatório de diagnóstico sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, aplicado nas escolas, em 2016.
A responsável sublinhou que se concluiu com o estudo, realizado em várias escolas de todo o país, junto de professores e alunos do segundo ciclo do ensino secundário, “que se confirmam alguns aspectos que Angola já tem vindo a levantar como preocupação e cujo resultado do diagnóstico a comissão multissectorial encaminhará ao Conselho de Ministros”.
Paula Henriques observou que Angola levantou já desde o primeiro momento, a questão da necessidade de se regular a forma de utilização das letras k, w e y, o que o Acordo Ortográfico não faz.
De acordo com a porta-voz, este não é o primeiro estudo, daí a confirmação de questões já levantadas por Angola, como a “facultatividade” – implícita e explícita – e não sistematização do acordo.
“É uma preocupação que será submetida ao Conselho de Ministros”, disse Paula Henriques, acrescentando que enquanto aguardam por novas instruções daquele órgão, continuarão a desenvolver outros estudos relacionados com a elaboração do vocabulário ortográfico angolano.
Com esses estudos, Angola pretendia analisar a viabilidade da aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa nas escolas.
Também o então ministro da Educação, Pinda Simão, disse que estavam em cursos inquéritos à percepção da utilização do novo Acordo Ortográfico, no seio da população, dos estudantes e dos professores, que vão contribuir para a ratificação por Angola.
Em Portugal, a moratória sobre a aplicação do novo acordo, de 1990, terminou a 13 de Maio de 2015, data a partir da qual a sua utilização passou a ser obrigatória.
Folha 8 com Lusa

ANGOLA: A PROVA DO CRIME.

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O ministro das Finanças de Angola, Archer Mangueira, esclareceu, em Pequim, que “parte” dos 2 mil milhões de dólares que serão financiados pelo Governo da China “servirá para a regularização da dívida com os credores chineses”. É obra. Pedir mais fiado à China para pagar dívidas aos… chineses.

Em declarações à imprensa, a propósito dos acordos agora rubricados entre os governos de Angola e da China, Archer Mangueira disse com todas as letras que serão os chineses a financiar o pagamento das dívidas aos chineses. Assim não custa governar. O que custa é manter o país vivo e nas mãos dos angolanos. Quando os chineses se fartarem desta vilanagem accionarão as hipotecas, os vales de dívida, e tomarão conta do país.
A linha de crédito é parte de um acordo assinado entre o Ministério das Finanças de Angola e o Banco de Desenvolvimento da China (CDB), no quadro da visita de Estado de João Lourenço, à capital da chinesa. E, no nosso caso, o Presidente da República não poderá dizer que a culpa é do governo nem das “ordens superiores” do MPLA já que, convém recordar, ele é também o Titular do Poder Executivo e Presidente do partido.
Sem especificar a taxa de juros a aplicar no âmbito dessa nova linha de crédito e os termos do reembolso, Archer Mangueira fez saber que esse novo financiamento da China se destina à execução de projectos capazes de criar rendimentos para o país. Taxa de juros? Para quê especificar se, na verdade, a ideia é não pagar? Ao fim e ao cabo, trata-se não de um vasto somatório de empréstimos mas, isso sim, de uma declaração (irrevogável) de venda (à China, no caso) do país.
“Será destinado para financiar projectos que possam alavancar o sector produtivo, de tal maneira que possam, a médio e longo prazo, aumentar o volume de receitas, principalmente aquelas voltadas para a exportação”, sublinhou o ministro das Finanças, declamando com ar cândido e seráfico a ladainha a que o MPLA nos habituou ao longo dos últimos 43 anos.
Por outras palavras, vamos esperar que as cabras que os chineses nos venderam sejam fêmeas (machões o governo tem que chegue), que tenham muitos cabritinhos (também fêmeas), que por sua vez tenham mais fêmeas, de modo a que daqui a uma série de anos possamos exportar carne de cabrito e com o dinheiro dessas exportações começar a pagar as dívidas.
É propósito das autoridades angolanas, no dizer de Archer Mangueira, com esse financiamento, “reduzir a pressão sobre a balança de pagamentos e o stock da dívida, além de criar novas áreas de dinamização da economia e novos espaços para o desenvolvimento sócio-económico”. Isto é, esperar que o período de gestação das cabras seja muito inferior aos cinco meses habituais e que nasçam muitas crias saudáveis e de crescimento rápido…
Segundo Archer Mangueira, como sempre disse José Eduardo dos Santos, já foram identificados vários projectos que beneficiarão dessa linha de crédito de 2 mil milhões de dólares, designadamente nos sectores da construção, energia e águas e indústria, capazes de alavancar o sector produtivo, diversificar a economia e alterar a actual trajectória do endividamento público do país.
O crédito, explicou o ministro, será atribuído no quadro das facilidades que têm sido acordadas e negociadas entre as autoridades angolanas e Banco de Desenvolvimento da China.
Como qualquer outro empréstimo, advertiu o ministro, essa nova linha de crédito terá impacto directo sobre a economia e, de alguma forma, aumentará o “stock” da dívida. Boa! Lá voltamos às cabras. Elas (embora não sejam esquisitas) têm de ser bem alimentadas e o custo das rações aumentará o “stock” da dívida, tendo impacto directo na economia. Em último caso, pede-se mais um empréstimo para comprar a ração.
Dados oficiais do Governo Angolano apontam que, até Setembro de 2018, Angola tinha uma dívida acumulada para com a China, estimada em 23 mil milhões de dólares. Coisa pouca. Os amigos servem para isso mesmo? Não. Nesta matéria, como em muitas outras, é universal o provérbio que diz: amigos, amigos, negócios à parte.
A China, um parceiro estratégico e o principal financiador de infra-estruturas de Angola, abriu a sua primeira linha de crédito para o país em 2002. Daí para cá foi abrir os cordões à bolsa, apenas exigindo a assinatura das necessárias… hipotecas.
O ministro das Finanças referiu ainda que o Acordo para evitar a Dupla Tributação, também assinado durante as negociações entre as delegações de Angola e da China, vai permitir que os investidores chineses se sintam mais motivados e actuar no país. Ou seja, também poderão ser os donos das próprias… cabras.
Com esse instrumento, o governante acredita que os investidores estejam mobilizados para realizar investimentos directos em vários domínios, no âmbito do processo de diversificação da economia, prometida há dezenas de anos mas que, infelizmente, foi substituída pela diversificação da incompetência.
Segundo Archer Mangueira, esse acordo e o acordo sobre o financiamento de 2 mil milhões de dólares inserem-se na estratégia de alteração do paradigma económico desenhado pelo Estado angolano. Isto é, a produção de loengos foi substituída pela criação de cabras.
Desde Janeiro deste ano, o Executivo tem (diz ele) tomado medidas para melhorar o ambiente de negócios, dando destaque às relações financeiras estratégicas com os principais parceiros, entre os quais a China.


Folha 8 com Angop

Brasil: Partido de Ciro anuncia 'apoio crítico' a Haddad no segundo turno.

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PT incorporou propostas do pedetista em seu programa de governo.

Partido de Ciro anuncia 'apoio crítico' a Haddad no segundo turno

ofensiva petista para convencer Ciro Gomes a aderir à candidatura presidencial de Fernando Haddad, inclusive ocupando posto no comando da campanha eleitoral, não foi bem-sucedida. Em rápida entrevista concedida nesta quarta-feira (10), em Brasília, o terceiro colocado na eleição presidencial deste ano anunciou um apoio crítico ao petista, contra o que chamou de fascismo. "Abaixo a ditadura e viva a democracia", disse. O acordo foi antecipado na segunda-feira (8) pela Folha de S.Paulo. Em decisão, a executiva nacional do PDT liberou os filiados ao partido a apoiarem o petista ou declararem neutralidade. A única proibição estabelecida, com a possibilidade de expulsão, é o apoio Jair Bolsonaro, do PSL. Nos últimos dias, o senador eleito Jaques Wagner (PT-BA) e a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, procuraram dirigentes pedetistas em torno de uma adesão à candidatura petista. Em um aceno a Ciro, Haddad incorporou propostas do adversário em seu programa de governo e se reuniu com Mangabeira Unger, um dos principais conselheiros do pedetista.

Magoado com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem acusa de ter atuado para esvaziar sua candidatura, no entanto, Ciro decidiu manter a postura crítica. A ideia é de que ele faça críticas a Bolsonaro durante o segundo turno, mas evite subir no palanque do petista.
O acordo também prevê que nenhum integrante do partido faça parte de uma eventual gestão Haddad e que a sigla se mantenha no campo da oposição independentemente de quem vença o processo eleitoral. O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, defende que, no dia seguinte à posse, Ciro seja anunciado como candidato à sucessão presidencial em 2022.
"O Ciro não subirá em nenhum palanque. Nós somos mais um voto contra o Bolsonaro, aos riscos que ele representa, do que ao Haddad", disse Lupi. Com informações da Folhapress.
fonte: noticiasaominuto

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