ELA fez da luta
contra a corrupção seu cavalo de batalha pata atrair investimentos e ajudas
externas. Mas hoje, a Presidente do Malawi, Joyce Banda, está “sem pés”. O caso
do “Cashgate” foi um duro golpe nas suas intenções de “purificação” da função
pública.
Segundo um
relatório publicado na segunda-feira sobre o maior escândalo financeiro neste
país da região da África Austral, o Malawi perdeu num período de apenas seis
meses cerca de 30 milhões de dólares devido a corrupção.
O escândalo de
corrupção, também conhecido por “Cashgate”, culminou com 68 funcionários
públicos e empresários na barra do tribunal acusados de desvio de fundos dos
cofres do Estado.
A presidente malawiana, Joyce Banda, também acabou por demitir todo o seu governo como resultado da suspeita do envolvimento de ministros seniores no escândalo, que levou os doadores a suspender ajuda ao país no valor de 150 milhões de dólares.
A presidente malawiana, Joyce Banda, também acabou por demitir todo o seu governo como resultado da suspeita do envolvimento de ministros seniores no escândalo, que levou os doadores a suspender ajuda ao país no valor de 150 milhões de dólares.
O ministro das
finanças, Maxwell Mkwezalamba, explicou, em conferência de imprensa, na
segunda-feira, que 6,1 biliões de kwachas (cerca de 15 milhões de dólares)
foram desviados do erário público no período que vai de 1 de Abril a 30 de
Setembro de 2013.
“O resto do
dinheiro perdeu-se através de pagamentos não justificados, aquisições viciadas
e sobrefacturação”, explicou o ministro durante a divulgação do relatório
compilado pela empresa de auditoria britânica Baker Tilly.
Mkwezalamaba, que
foi nomeado para assumir a pasta das finanças no ano passado depois de
despoletar escândalo financeiro, disse que o Malawi haveria de investigar a
corrupção desde o ano de 2005 para “ter uma compreensão completa daquilo que
aconteceu” e processar as pessoas envolvidas.
O governo “não quer que se repita aquilo que aconteceu”, disse, para de seguida acrescentar “queremos uma limpeza, e vamos varrer tudo para podermos começar com uma ficha limpa”.
O governo “não quer que se repita aquilo que aconteceu”, disse, para de seguida acrescentar “queremos uma limpeza, e vamos varrer tudo para podermos começar com uma ficha limpa”.
Este escândalo foi
revelado em Setembro de 2013 após a tentativa de assassinato do então director
do Orçamento do Ministério das Finanças, Paul Mphwiyo, que travava uma batalha
contra a corrupção no seio do Governo.
Alguns dias antes,
um funcionário simples foi surpreendido com mais de 300 mil dólares americanos
na mala traseira do seu veículo, a semelhança de outras somas igualmente
apreendidas em idênticas circunstâncias.
Vários membros
seniores do partido de Banda estão implicados no escândalo, mas a Presidente
malawiana nega qualquer ligação com o caso.
“Constatamos
transferências de fundo entre empresas que não têm nada a ver umas com outras.
Levantamentos de fundos por indivíduos em contas de empresas com as quais não
têm nenhuma relação e somas astronómicas depositadas a empresas sem que haja
rastos”, sublinha o relatório.
Segundo um inquérito da Comissão Católica para a Justiça e Paz e do Instituto Democrático Nacional (NDI), o “cashgate” vai desempenhar um papel essencial nas eleições gerais previstas para 20 de Maio próximo.
Segundo um inquérito da Comissão Católica para a Justiça e Paz e do Instituto Democrático Nacional (NDI), o “cashgate” vai desempenhar um papel essencial nas eleições gerais previstas para 20 de Maio próximo.
Na sequência do
“Cashgate”, o Reino Unido decidiu suspender a sua ajuda anual de 140 milhões de
euros, a União Europeia ameaça fazer o mesmo, e o Fundo Monetário Internacional
está relutante em desembolsar 15 milhões de euros prometidos.
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Samuel