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Recursos humanos do Estado: uma virada estratégica iniciada no Benin.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... A criação de uma unidade de apoio a recursos humanos na Presidência ...
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
Recursos humanos do Estado: uma virada estratégica iniciada no Benin.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A criação de uma unidade de apoio a recursos humanos na Presidência da República marca uma mudança significativa na abordagem da gestão de capital humano dentro da administração. Essa decisão reflete uma compreensão clara: a eficácia das políticas públicas depende diretamente da capacidade do Estado de identificar, atrair e reter os talentos de que necessita. Em um contexto de rápida transformação, essa iniciativa representa uma grande oportunidade para o Benin alcançar a profissionalização sustentável de suas práticas de recrutamento e gestão de competências.
Historicamente, em muitas administrações públicas, o recrutamento tem se baseado em uma abordagem tradicional: responder a uma necessidade expressa, organizar um processo seletivo e, em seguida, preencher a vaga. Esse modelo agora demonstra suas limitações diante da crescente competição entre os setores público e privado por candidatos qualificados, bem como do surgimento de novas profissões que exigem habilidades raras.
Da Recrutamento Administrativo à Gestão Estratégica de Talentos
Os países com melhor desempenho têm gradualmente mudado sua abordagem para a gestão estratégica de talentos, baseada na antecipação, na estruturação de bancos de talentos e na atratividade do serviço público. A criação de uma unidade dedicada no mais alto nível do governo é claramente parte dessa evolução.
Essa iniciativa também reflete a adoção gradual, pelo governo, de uma estratégia de marca empregadora pública. Em um contexto de crescente competição por habilidades, particularmente em funções técnicas, digitais e estratégicas, as administrações públicas não podem mais se dar ao luxo de uma postura passiva baseada apenas na estabilidade do emprego no setor público. Atrair os melhores talentos agora exige foco em visibilidade, planos de carreira claros, destaque das missões do serviço público e credibilidade dos processos de recrutamento. O Estado está, portanto, se tornando um empregador que precisa tornar sua proposta de valor transparente e construir relacionamentos duradouros com seus talentos, assim como as organizações mais avançadas.
Uma dinâmica já em curso no continente africano
Diversos países africanos empreenderam reformas significativas para modernizar a gestão de recursos humanos no setor público. Ruanda, em particular, se destacou pela digitalização de seus processos de recrutamento e pela implementação de mecanismos destinados a atrair talentos, inclusive da diáspora. Marrocos, por sua vez, estruturou abordagens de planejamento da força de trabalho e gestão de competências, ao mesmo tempo em que desenvolveu portais nacionais de recrutamento público. Essas iniciativas demonstram um compromisso compartilhado com a profissionalização.
No entanto, a criação de uma unidade especificamente dedicada à atração estratégica de talentos, posicionada nos mais altos escalões do governo e operando dentro de uma estrutura proativa para a formação de bancos de talentos, ainda é rara. Nesse aspecto, o Benin parece estar na vanguarda.
Uma reforma repleta de oportunidades
Como anunciado, essa iniciativa poderá ter diversos efeitos estruturantes: melhor antecipação das necessidades de competências estratégicas, maior atratividade do serviço público e recrutamento acelerado para cargos-chave. Quando o governo eleva seus padrões de recrutamento, todo o mercado de trabalho tende naturalmente a seguir o exemplo.
Les conditions de réussite
Comme toute réforme structurelle, son impact dépendra de sa mise en œuvre opérationnelle. Sa réussite reposera sur la clarté du mandat confié aux acteurs en charge, la mobilisation de compétences RH modernes, la standardisation et la transparence des procédures, la digitalisation des processus ainsi que l’implication des managers publics dans la fonction recrutement.
Transformer l’intention en pratiques durables
La création de cette unité constitue un signal fort. Sa réussite dépendra désormais de sa capacité à traduire l’ambition en méthodes, outils et résultats mesurables. Si elle s’inscrit dans la durée, cette initiative pourrait devenir un levier déterminant de modernisation de la gestion des talents publics et contribuer durablement au renforcement du capital humain au Bénin.
fonte:https://lanation.bj/
Manhã tensa de terça-feira na Prisão Central de Conacri: Toumba Diakité, uma extração a mais?
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A transferência de Aboubacar Diakité, conhecido como Toumba, da Prisão Central de Conacri, na terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, marca uma virada na gestão prisional e de segurança na Guiné, tão brutal quanto perturbadora. Tudo teria começado com uma inspeção surpresa realizada em 9 de fevereiro na principal prisão do país. O inventário feito pelos agentes designados para a tarefa (que incluiu a apreensão de celulares, narcóticos e armas brancas) revela menos um simples caso de indisciplina prisional do que uma falha estrutural e prolongada de um sistema prisional assolado por corrupção, corrupção e negligência institucional flagrante. Nessa situação caótica, um homem, Toumba Diakité, teria se recusado a permitir uma busca em sua cela, proferido ameaças e se tornado agressivo, de acordo com um comunicado da Procuradoria Pública de Conacri. Este último invocou uma tríplice necessidade — manter a ordem pública, proteger os outros presos e garantir a segurança dos funcionários da prisão — antes de reiterar sua firme posição: nenhum santuário de impunidade seria tolerado, inclusive atrás das grades. A reação do Estado foi imediata, dramática, quase marcial, com a transferência forçada de Toumba Diakité para a prisão de Coyah, nos arredores de Conacri, um enorme esquema de segurança ao redor da prisão e disparos esporádicos ouvidos na península de Kaloum, onde se localiza a Penitenciária Central. Em questão de horas, um suposto incidente disciplinar se transformou em uma crise de segurança urbana, e a prisão se estendeu para a cidade.
Este último caso de Toumba Diakité deixará uma marca indelével.
Mas era realmente necessário recorrer a uma extração tão drástica, acompanhada por um impressionante aparato de segurança, a ponto de causar pânico e paralisar parcialmente o trânsito em Conacri? A emergência foi genuína ou fabricada? Essas questões são ainda mais pertinentes, visto que a Administração já possui o poder de transferir um detento por razões de segurança ou para prevenir distúrbios, mas isso deve ser feito com salvaguardas processuais e uma justificativa detalhada para a operação. No entanto, tudo indica que os direitos de Toumba Diakité não foram respeitados, enquanto que, segundo a lei penitenciária guineense, o Estado, mesmo diante de um detento problemático, permanece vinculado a uma obrigação maior: proteger a vida e a integridade daqueles que são privados de sua liberdade. Essas fragilidades legais alimentam uma suspeita persistente: a de que se tratou de uma operação politicamente oportunista, utilizada pelo governo para neutralizar uma figura que se tornara um constrangimento. Isso porque Toumba Diakité, ex-ajudante de ordens de Moussa Dadis Camara, não é um prisioneiro comum desde o julgamento histórico pelos eventos de 28 de setembro de 2009, ao final do qual foi condenado a dez anos de prisão, pena que deveria cumprir nos meses seguintes. Desde então, sua popularidade cresceu exponencialmente, o que pode se revelar particularmente problemático para as autoridades guineenses. Seja como for, este novo caso de Toumba Diakité deixará uma mancha escura em um cenário já marcado por críticas recorrentes sobre o respeito aos direitos humanos, com detenções semelhantes envolvendo tanto civis quanto militares. A esperança agora recai sobre o novo Ministro da Justiça, Ibrahim Sory II Tounkara, o mesmo que presidiu as audiências sobre os eventos de 28 de setembro, para restaurar o Estado de Direito, garantir os direitos dos detidos e impedir que as prisões se tornem instrumentos de acerto de contas, com consequências potencialmente imprevisíveis no contexto político altamente instável da Guiné.
Hamadou Gadiaga
AUMENTO DAS VISITAS DE JEAN-PIERRE LACROIX À RDC: Será que a ONU está tentando aliviar sua consciência?
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Após visitas em junho de 2023, setembro de 2024, março e setembro de 2025, o Subsecretário-Geral das Nações Unidas para Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, está novamente na República Democrática do Congo (RDC), onde se encontra desde 9 de fevereiro. Esta última visita ocorre em meio a uma crise persistente no leste deste vasto país da África Central, e o segundo em comando da ONU aproveitará a ocasião para se reunir com líderes políticos, grupos religiosos e a sociedade civil. Em seguida, ele viajará para a região leste do país, onde os rebeldes da AFC/M23 exercem influência, para grande desgosto de Kinshasa, que luta para encontrar uma estratégia para forçá-los a retornar ao país.
A ONU não tem conseguido adotar uma posição firme contra as partes em conflito para obrigá-las a depor as armas.
Este é um roteiro recorrente e já bem ensaiado pelo segundo em comando da ONU, mas seus resultados têm sido limitados em relação às visitas prometidas. O progresso rumo à desescalada tem sido lento desde que o M23 retomou os combates em 2021. Contudo, iniciativas de paz não faltam. Tanto a nível interno, onde o clero outrora se empenhou em pregar o evangelho da paz e do diálogo inclusivo, como a nível internacional, onde a diplomacia tem trabalhado de Nairobi a Doha, incluindo Washington, entre outros, para reconciliar as facções congolesas em guerra. Tudo isto acontece num contexto em que a Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO) mantém o seu compromisso de apoiar os esforços de paz. Esta visita do Subsecretário-Geral da ONU ao país de Félix Tshisekedi visa também avaliar a situação num país onde os ataques mortais perpetrados por grupos armados continuam sem cessar, apesar da presença de forças de paz da ONU e de outras forças estrangeiras. Esta situação sublinha ainda mais a impotência da comunidade internacional, uma vez que, para além do destacamento de forças militares, nenhum acordo conseguiu, até ao momento, pôr fim aos combates em curso. Isso levanta a questão de se o número crescente de visitas do Subsecretário-Geral à RDC não seria, para a ONU, apenas uma forma de aliviar sua consciência. Isso se torna ainda mais provável considerando que, neste conflito congolês, a organização sediada em Nova York não conseguiu demonstrar firmeza suficiente em relação às partes beligerantes para forçá-las a depor as armas. Pior ainda, ao não estabelecer sua autoridade e, sobretudo, ao não conter a rebelião do M23, que já havia ajudado a sufocar em 2013, a ONU está abrindo as portas para todo tipo de escalada de conflitos nesta situação multifacetada, que esconde muitos interesses particulares e ainda está longe de revelar todas as suas questões subjacentes. Como resultado, apesar da proliferação de esforços de mediação, nenhuma solução viável para a crise parece estar surgindo no horizonte atual.
Aguardamos para ver se esta última visita do Secretário-Geral da ONU irá alterar o equilíbrio em direção à desescalada.
Quando não são os acordos de cessar-fogo que são violados antes mesmo da tinta secar no papel, é o diálogo nacional inclusivo que luta para tomar forma e unir esforços para dar uma chance à paz. Essa dificuldade em traduzir palavras em ações é a prova de que a sinceridade não é a qualidade mais comum entre os protagonistas desta crise multifacetada, que agora está prestes a se consolidar. Como poderia ser diferente com atores tão entrincheirados em suas posições, se não dão a impressão de estarem negociando com uma faca nas costas? Cada lado está fazendo o possível para manter as aparências, enquanto secretamente espera levar vantagem sobre o outro de uma forma ou de outra. É nesse contexto que a África do Sul anunciou, em 7 de fevereiro, a próxima retirada de seu contingente da MONUSCO. A República Democrática do Congo pretende concluir esta operação antes do final de 2026. Isso provavelmente tornará a tarefa da ONU ainda mais difícil, visto que, com cerca de setecentos soldados destacados na RDC há quase três décadas, o país de Nelson Mandela é um dos principais contribuintes para a MONUSCO. De qualquer forma, resta saber se esta última visita do Secretário-Geral da ONU ao território congolês levará à desescalada.
fonte: lepays.bf
SENEGAL: CRISE NA UCAD NO SENEGAL: O Estado deve assumir total responsabilidade.
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Há algum tempo, a Universidade Cheikh Anta Diop (UCAD), no Senegal, tornou-se um foco de tensão entre estudantes e forças de segurança. Confrontos violentos entre os dois lados resultaram em uma morte. A vítima foi Abdoulaye Ba, estudante do segundo ano de medicina. Por que essa escalada de tensão? Os estudantes, revoltados com o atraso no pagamento de suas bolsas de estudo, decidiram expressar suas preocupações, na esperança de serem ouvidos. Mas as autoridades optaram por responder com força, enviando policiais ao campus em flagrante violação da liberdade acadêmica.
Surgiu um problema de governança, pelo qual o Estado é o único responsável.
Consequentemente, o que inicialmente era considerado um problema menor tornou-se uma questão de importância nacional, especialmente porque, após a violência, o governo senegalês está tentando apaziguar a situação. Será que conseguirá extinguir as chamas? A questão permanece, principalmente porque a agitação parece ter se espalhado para outras universidades do país. De qualquer forma, a capacidade do governo de encontrar uma solução para o problema levantado pelos estudantes determinará sua sobrevivência. É preciso reconhecer que a ascensão ao poder da dupla Diomaye Faye/Ousmane Sonko deve-se, sobretudo, à juventude, especialmente aos estudantes que, convém lembrar, lideraram os protestos contra as tentativas do ex-presidente Macky Sall de se manter no poder. Mas, muito provavelmente, a desilusão já se instalou. Isto é especialmente verdade dado que os que atualmente detêm o poder no Senegal parecem ter-se esquecido daqueles que os impulsionaram até ao poder. Certamente, é compreensível a justificativa apresentada pelas autoridades universitárias para os atrasos no pagamento das bolsas de estudo. Mas a verdade é que, fundamentalmente, existe um problema de governação cuja responsabilidade recai exclusivamente sobre o Estado, que deve assumir a sua plena responsabilidade. Isto é particularmente relevante quando se considera que estes atrasos no pagamento das bolsas de estudo remontam a um passado muito distante. Como prova, recordamos que, em agosto de 2014, um estudante chamado Bassirou Faye perdeu a vida durante protestos relacionados com o pagamento das bolsas. O mesmo aconteceu em 2018, quando outro estudante, Fallou Sène, foi assassinado em circunstâncias semelhantes. Este último caso ocorreu na Universidade Gaston Berger, em Saint-Louis. Se, anos depois, o mesmo problema persistir, devemos ter a coragem de reconhecer uma forma de negligência tácita. Em todo caso, uma coisa é certa: a difícil situação econômica do Senegal não pode ser usada para justificar a indiferença das autoridades às preocupações dos estudantes. De fato, pela conquista da Copa Africana de Nações (CAN), a seleção nacional foi premiada com a substancial quantia de 3 bilhões de francos CFA. E, ao mesmo tempo, cada membro do parlamento recebeu um veículo zero quilômetro avaliado em 50 milhões de francos CFA.
Faye e Sonko fariam bem em esclarecer completamente as circunstâncias que envolveram a morte do estudante Ba.
Como se pode esperar harmonia social em um país onde alguns lutam para sobreviver enquanto outros vivem no luxo? Após uma análise mais aprofundada, fica claro que Diomaye Faye e Ousmane Sonko não são melhores que seus antecessores. Frequentemente, tem-se a impressão de que, para eles, o poder era um fim em si mesmo; por vezes, parecem estar sobrecarregados pelos acontecimentos. E como na política, onde cada ação é vista como a mão invisível de um adversário, o governo senegalês, como de costume, não hesitou em acusar a administração anterior de Macky Sall de manipular os estudantes. Verdade ou ficção? É impossível dizer. Contudo, como diz o ditado, governar é prever. E a melhor maneira de frustrar os planos de um oponente é minar suas chances. Isso exige antecipação, não agitação. Dito isso, cabe ao Presidente Bassirou Diomaye Faye e ao seu Primeiro-Ministro, Ousmane Sonko, saírem da sua zona de conforto e confrontarem a realidade, em vez de procurarem bodes expiatórios para todas as situações embaraçosas. Seria também prudente que esclarecessem completamente as circunstâncias da morte do estudante de medicina do segundo ano da UCAD, que ajudou a desencadear os distúrbios. Porque se este crime ficar impune, encorajará as forças de segurança que, quase sempre que invadem um campus universitário, abrem fogo contra os manifestantes.
“Le Pays”
ANGOLA: MONDLANE DEVOLVEU A POLÍTICA AO ELEITOR.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A abertura do ano judicial em Moçambique veio demonstrar, na voz do presidente do Tribunal Supremo e do Bastonário da Ordem dos Advogados, que Venâncio Mondlane estava avançado no tempo. Um político visionário, interventivo, resiliente, que não se deixou, até hoje, corromper, pelas lianas do regime.
Por Kuiba Afonso
Venâncio Mondlane deu corpo às balas, colocou-se no meio dos mais de 13 milhões de moçambicanos pobres. Desempregados, desmobilizados e discriminados. Partilhou os seus gemeres e os sentires. Carimbou uma nova forma de fazer política. Não acreditou que o lobo por não comer galinhas por três dias, tenha virado vegetariano…
Preteritamente havia lançado vários desafios, para a seara jurídica nacional. Apelou à revogação das normas constitucionais antidemocráticas. Sugeriu a equidade da maioridade civil. Clamou a relevância do Conselho de Estado, com novo figurino legal.
Lançou a tese da criação de um Tribunal Eleitoral. Clarificou a lógica de um Pacto de Regime, na senda de um amplo debate entre todas as forças vivas do país. Notificou a urgência da elaboração de uma nova constituição de viés afro-moçambicana.
Hoje a maioria dos cidadãos africanos que pugna por mudanças eleitorais efectivas, reivindicação cidadã, manifestação pacífica interventiva, grito de liberdade e democracia plena, não pode deixar de escrutinar os actos de empatia mobilizadora de Venâncio Mondlane…
Ele devolveu a política aos cidadãos, em 2024.
Ele emprestou uma nova forma de fazer política, reivindicando com a força das palavras, a blindagem da voz e os pilares da empatia e convencimento. Mondlane não recorre às armas. Mas à imagem. Apela ao pacifismo. À verdade eleitoral. A órgãos de soberania despartidarizados. À democracia de alternância baseada, na vontade soberana do cidadão eleitor… Nega o eleitor informático, plantado pelo Excel da fraude, da UIR, da CNE do Conselho Constitucional…
O seu grito jovem descomprometido com a corrupção e as benesses circunstanciais, aceites por políticos chiclete, abraçava (2024) e abraça a causa de indignação e discriminação de milhões de moçambicanos, expressamente, excluídos do centro do Orçamento, desde 1975.
Eles (os milhões) decidiram, após a batota eleitoral de Outubro de 2024, transformar as ruas e avenidas em verdadeiras faculdades da indignação, travando uma luta contra as armas e canhões que alimentam um regime avesso à transparência e a democracia…
O mundo viu. O ocidente foi cúmplice. É cúmplice! Da fraude eleitoral de 2024.
A União Europeia foi omissa aos assassinatos de inocentes. Eles defendem a “democracia dos minerais”, que se resume na defesa de líderes que lhes garantem a rapina das matérias-primas dos países africanos, antigas colónias, a baixo custo…
Mondlane denunciou. Lutou, sem o apoio dos países ocidentais que se pavoneiam defensores das liberdades e democracia. Portugal e o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, constitucionalista, são e foram uma verdadeira fraude. Defendem as ditaduras. Os ditadores.
Mas, diante da luta desigual, Moçambique e os restantes países de África não conseguiram ficar indiferentes ao novo fenómeno (Mondlane + juventude) que devolveu a política aos moçambicanos.
O novo líder rejeitou a violência brutal das forças policiais e militares (que assassina(va)m e prendem), hasteando livros da lei e cláusulas pétreas da Constituição.
A Polícia, os militares a CNE ficaram cunhados nos discursos do presidente do Tribunal Supremo e do Bastonário da Ordem dos Advogados, como responsáveis pelos assassinatos, prisões arbitrárias e subversão das regras eleitorais. Tudo que Venâncio Mondlane, isolado, denunciava.
Agora todos ficaram, mais uma vez, com a noção da cumplicidade de certos órgãos do regime, como a Presidência da República, a FRELIMO, o Conselho Constitucional, as organizações europeias e americanas, quando no nosso continente, emergem lideranças comprometidas com o combate à pobreza, fome, analfabetismo e aposta num verdadeiro sistema de educação, justiça, democracia e desenvolvimento.
Um compromisso irrevogável com a transformação das matérias primas no país.
O Ocidente, em 2022 em Angola e em 2024, em Moçambique deixou claro ser um acérrimo defensor de autocracias e ditaduras africanas, que oprimem os seus povos.
Os exemplos da ascensão fraudulenta de longevos, incompetentes e assassinos ditadores, com direito a tapete vermelho nos areópagos europeus, estão à mão de semear…
Felizmente, a coluna vertebral erecta de um líder, a sua coerência, resiliência e o tempo demonstram, agora, a bússola da verdade. O desfraldar das folhas das liberdades, nas calçadas mentais de milhões, a fazerem morada em várias latitudes do Estado, tais como:
– A necessidade de se regular a idade civil plena dos cidadãos para 18 anos, ao invés da actual dualidade (21-18), foi reconhecida como pertinente, pelo presidente do Tribunal Supremo;
– A politização da norma constitucional, por parte do Conselho Constitucional, quanto à dupla função do Presidente da República (igualmente) presidente da Frelimo;
– Da criminalização das manifestações, direito constitucionalmente consagrado;
– Prisões arbitrárias e assassinatos com impunidade, por forças de defesa e segurança;
– Permanência de tropas estrangeiras em Cabo Delgado, ao arrepio da Constituição;
– Diálogo inclusivo com exclusão da voz da maioria…
Estes factos evocados pelo bastonário da Ordem de Advogados, na abertura do ano judicial de 2026, blindam a visão pragmática de Venâncio Mondlane e de todos quantos nele creem.
A defesa hercúlea das liberdades, da verdade eleitoral, do direito à manifestação, a consolidação de uma democracia participativa e a uma comprometida aposta num sistema de educação forte, assente em escolas técnico-profissionais, que valorize as línguas, culturas e tradições dos vários povos autóctones, distinguem Mondlane dos demais.
Ele ambiciona garantir em dois anos, um plano de autonomia e desenvolvimento agroindustrial das regiões, que devem capitalizar, com recursos financeiros internos, para a transformação das matérias-primas locais.
Por tudo isso pode-se afirmar que devolvida a política aos povos autóctones, Moçambique tem assistido a um aumento exponencial da literacia político-social dos jovens, desempregados, desmobilizados e discriminados, que impõem uma severa revogação do actual sistema partidocrata, que é pernicioso.
A juventude irmanada em Mondlane quer equidade, por isso grita a plenos pulmões: “Este país é nosso!”
É o grito de liberdade de que tanto Moçambique (e Angola) carece(m), depois de 50 anos de independência material, verdadeira “carta de alforria”, outorgada pela antiga potência colonial (Portugal), a partidos anti-democráticos e autocráticos.
O grito dos povos quer o hastear de uma nova bandeira, um novo hino e a proclamação, por verdadeiros patriotas e nacionalistas da INDEPENDÊNCIA IMATERIAL de que tanto carecem.
fonte:folha8
A abertura do ano judicial em Moçambique veio demonstrar, na voz do presidente do Tribunal Supremo e do Bastonário da Ordem dos Advogados, que Venâncio Mondlane estava avançado no tempo. Um político visionário, interventivo, resiliente, que não se deixou, até hoje, corromper, pelas lianas do regime.
Por Kuiba Afonso
Venâncio Mondlane deu corpo às balas, colocou-se no meio dos mais de 13 milhões de moçambicanos pobres. Desempregados, desmobilizados e discriminados. Partilhou os seus gemeres e os sentires. Carimbou uma nova forma de fazer política. Não acreditou que o lobo por não comer galinhas por três dias, tenha virado vegetariano…
Preteritamente havia lançado vários desafios, para a seara jurídica nacional. Apelou à revogação das normas constitucionais antidemocráticas. Sugeriu a equidade da maioridade civil. Clamou a relevância do Conselho de Estado, com novo figurino legal.
Lançou a tese da criação de um Tribunal Eleitoral. Clarificou a lógica de um Pacto de Regime, na senda de um amplo debate entre todas as forças vivas do país. Notificou a urgência da elaboração de uma nova constituição de viés afro-moçambicana.
Hoje a maioria dos cidadãos africanos que pugna por mudanças eleitorais efectivas, reivindicação cidadã, manifestação pacífica interventiva, grito de liberdade e democracia plena, não pode deixar de escrutinar os actos de empatia mobilizadora de Venâncio Mondlane…
Ele devolveu a política aos cidadãos, em 2024.
Ele emprestou uma nova forma de fazer política, reivindicando com a força das palavras, a blindagem da voz e os pilares da empatia e convencimento. Mondlane não recorre às armas. Mas à imagem. Apela ao pacifismo. À verdade eleitoral. A órgãos de soberania despartidarizados. À democracia de alternância baseada, na vontade soberana do cidadão eleitor… Nega o eleitor informático, plantado pelo Excel da fraude, da UIR, da CNE do Conselho Constitucional…
O seu grito jovem descomprometido com a corrupção e as benesses circunstanciais, aceites por políticos chiclete, abraçava (2024) e abraça a causa de indignação e discriminação de milhões de moçambicanos, expressamente, excluídos do centro do Orçamento, desde 1975.
Eles (os milhões) decidiram, após a batota eleitoral de Outubro de 2024, transformar as ruas e avenidas em verdadeiras faculdades da indignação, travando uma luta contra as armas e canhões que alimentam um regime avesso à transparência e a democracia…
O mundo viu. O ocidente foi cúmplice. É cúmplice! Da fraude eleitoral de 2024.
A União Europeia foi omissa aos assassinatos de inocentes. Eles defendem a “democracia dos minerais”, que se resume na defesa de líderes que lhes garantem a rapina das matérias-primas dos países africanos, antigas colónias, a baixo custo…
Mondlane denunciou. Lutou, sem o apoio dos países ocidentais que se pavoneiam defensores das liberdades e democracia. Portugal e o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, constitucionalista, são e foram uma verdadeira fraude. Defendem as ditaduras. Os ditadores.
Mas, diante da luta desigual, Moçambique e os restantes países de África não conseguiram ficar indiferentes ao novo fenómeno (Mondlane + juventude) que devolveu a política aos moçambicanos.
O novo líder rejeitou a violência brutal das forças policiais e militares (que assassina(va)m e prendem), hasteando livros da lei e cláusulas pétreas da Constituição.
A Polícia, os militares a CNE ficaram cunhados nos discursos do presidente do Tribunal Supremo e do Bastonário da Ordem dos Advogados, como responsáveis pelos assassinatos, prisões arbitrárias e subversão das regras eleitorais. Tudo que Venâncio Mondlane, isolado, denunciava.
Agora todos ficaram, mais uma vez, com a noção da cumplicidade de certos órgãos do regime, como a Presidência da República, a FRELIMO, o Conselho Constitucional, as organizações europeias e americanas, quando no nosso continente, emergem lideranças comprometidas com o combate à pobreza, fome, analfabetismo e aposta num verdadeiro sistema de educação, justiça, democracia e desenvolvimento.
Um compromisso irrevogável com a transformação das matérias primas no país.
O Ocidente, em 2022 em Angola e em 2024, em Moçambique deixou claro ser um acérrimo defensor de autocracias e ditaduras africanas, que oprimem os seus povos.
Os exemplos da ascensão fraudulenta de longevos, incompetentes e assassinos ditadores, com direito a tapete vermelho nos areópagos europeus, estão à mão de semear…
Felizmente, a coluna vertebral erecta de um líder, a sua coerência, resiliência e o tempo demonstram, agora, a bússola da verdade. O desfraldar das folhas das liberdades, nas calçadas mentais de milhões, a fazerem morada em várias latitudes do Estado, tais como:
– A necessidade de se regular a idade civil plena dos cidadãos para 18 anos, ao invés da actual dualidade (21-18), foi reconhecida como pertinente, pelo presidente do Tribunal Supremo;
– A politização da norma constitucional, por parte do Conselho Constitucional, quanto à dupla função do Presidente da República (igualmente) presidente da Frelimo;
– Da criminalização das manifestações, direito constitucionalmente consagrado;
– Prisões arbitrárias e assassinatos com impunidade, por forças de defesa e segurança;
– Permanência de tropas estrangeiras em Cabo Delgado, ao arrepio da Constituição;
– Diálogo inclusivo com exclusão da voz da maioria…
Estes factos evocados pelo bastonário da Ordem de Advogados, na abertura do ano judicial de 2026, blindam a visão pragmática de Venâncio Mondlane e de todos quantos nele creem.
A defesa hercúlea das liberdades, da verdade eleitoral, do direito à manifestação, a consolidação de uma democracia participativa e a uma comprometida aposta num sistema de educação forte, assente em escolas técnico-profissionais, que valorize as línguas, culturas e tradições dos vários povos autóctones, distinguem Mondlane dos demais.
Ele ambiciona garantir em dois anos, um plano de autonomia e desenvolvimento agroindustrial das regiões, que devem capitalizar, com recursos financeiros internos, para a transformação das matérias-primas locais.
Por tudo isso pode-se afirmar que devolvida a política aos povos autóctones, Moçambique tem assistido a um aumento exponencial da literacia político-social dos jovens, desempregados, desmobilizados e discriminados, que impõem uma severa revogação do actual sistema partidocrata, que é pernicioso.
A juventude irmanada em Mondlane quer equidade, por isso grita a plenos pulmões: “Este país é nosso!”
É o grito de liberdade de que tanto Moçambique (e Angola) carece(m), depois de 50 anos de independência material, verdadeira “carta de alforria”, outorgada pela antiga potência colonial (Portugal), a partidos anti-democráticos e autocráticos.
O grito dos povos quer o hastear de uma nova bandeira, um novo hino e a proclamação, por verdadeiros patriotas e nacionalistas da INDEPENDÊNCIA IMATERIAL de que tanto carecem.
fonte:folha8
ANGOLA: ...E ASSIM (NÃO) VAI A CORRUPÇÃO…
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Cabo Verde é o país da CPLP mais bem colocado e a Guiné Equatorial com pior classificação no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2025 hoje divulgado pela organização não-governamental Transparência Internacional.
OÍndice de Perceção da Corrupção (IPC) classifica este ano 182 países e territórios de acordo com os seus níveis percepcionados de corrupção no setor público numa escala de zero (altamente corrupto) a 100 (muito íntegro).
Cabo Verde (62) surge como a nação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) com melhor classificação, seguida de Portugal (56), que cai um ponto em relação ao ano passado, sendo estes os únicos dois países a manterem-se acima dos 50 no IPC.
Os restantes países da CPLP obtêm classificações negativas: Timor-Leste (45) São Tomé e Príncipe (43), Brasil (35) Angola (32) – estando na ou acima da média de 32 em 100 na África Subsaariana -, Guiné-Bissau (21), Moçambique (21), Guiné Equatorial (15).
Este ano, a média global do IPC desceu pela primeira vez em mais de uma década, para apenas 42 em 100. O relatório da ONG revela que “a grande maioria dos países não está a conseguir manter a corrupção sob controlo”, sublinhando que “122 dos 182 países têm uma pontuação inferior a 50 no índice”.
Ao mesmo tempo, o número de países com pontuação acima de 80 diminuiu de 12 há uma década para apenas cinco este ano, destacando-se, em particular, “uma tendência preocupante de democracias que apresentam uma deterioração da perceção da corrupção”, enfatiza a ONG em comunicado.
Casos como os de Angola (32), que subiu 17 pontos no Índice de Perceção da Corrupção desde 2015, graças às medidas tomadas para combater a corrupção, são valorizados, mas, apesar dos progressos da última década, o relatório aponta o sentimento da população: “muitos angolanos classificam os esforços anticorrupção do Governo como insuficientes e acreditam que as pessoas comuns correm o risco de sofrer represálias por denunciarem a corrupção”.
Pela positiva, também Timor-Leste (44) é referido entre os países que apresentam uma ascensão consistente e estatisticamente significativa desde 2012, “devido a reformas estruturais que fortaleceram as instituições de supervisão”.
No entanto, estes países continuam a pontuar na faixa inferior do índice, “com muito espaço para melhorias”, refere.
Por outro lado, Moçambique (21) registou uma queda de 10 pontos na última década. A ONG cita os números oficiais que “registam 334 novos casos de corrupção no primeiro trimestre de 2025, a um custo de cerca de 4,1 milhões de dólares [cerca de 3,3 milhões de euros], o que demonstra a magnitude do desafio”, considera.
O escrutínio da acção governamental por parte da sociedade civil e pela imprensa, avaliado também pelo relatório, fornece aos eleitores as informações de que necessitam para sancionar a corrupção e recompensar a integridade nas urnas. O Brasil figura na lista de países que são “particularmente perigosos para os jornalistas que reportam sobre corrupção”, ao lado da Arábia Saudita, Peru, índia, México, Paquistão e Iraque.
François Valérian, presidente da Transparência Internacional, afirma que a investigação e experiência da ONG como movimento global de combate à corrupção “mostram que existe um plano claro de como responsabilizar o poder pelo bem comum, desde processos democráticos e supervisão independente até uma sociedade civil livre e aberta”.
“Numa altura em que assistimos a um perigoso desrespeito pelas normas internacionais por parte de alguns Estados, apelamos aos Governos e aos líderes para que atuem com integridade e cumpram as suas responsabilidades para proporcionar um futuro melhor às pessoas em todo o mundo”, salienta a organização.
fonte: folha8
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