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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...
sábado, 25 de outubro de 2025
FSF: PRESIDENTE ABDOULAYE FALL FORTALECE SUA EQUIPE COM 6 NOVOS ASSESSORES
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O presidente da Federação Senegalesa de Futebol (FSF), Abdoulaye Fall, nomeou seis assessores neste sábado, 25 de outubro, para apoiá-lo em sua missão.
Os seis assessores nomeados:
• Djiby Wade: Assessor de Competições Nacionais
• Abdoulaye Fofana Seck: Assessor de Comunicação
• Khalilou Fadiga: Assessor de Relações Externas
• Joe Sambou: Assessor de Monitoramento e Gestão de Infraestrutura
• Demba Sarr: Assessor de Coordenação de Segurança
• Mayacine Mar: Assessor de Coordenação de Desenvolvimento Técnico
Essas nomeações ocorrem após Abdoulaye Fall assumir a presidência da FSF. O novo presidente prometeu formar uma equipe competente e diversificada para enfrentar os desafios do futebol senegalês.
Autora: Bernadette Seynabou FAYE
ANGOLA: ADALBERTO E RAFAEL NA LINHA DE PARTIDA.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Adalberto Costa Júnior e Rafael Massanga Savimbi vão disputar a presidência da UNITA, oposição angolana, em Novembro próximo, anunciou hoje a comissão de mandatos do XIV Congresso Ordinário do partido, após validar as duas candidaturas.
De acordo com a comissão de mandatos ao congresso, que se realiza de 28 a 30 de Novembro próximo, em Luanda, as candidaturas de Adalberto Costa Júnior, presidente cessante da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), e de Rafael Massanga Savimbi foram aprovadas por reunirem todos os requisitos exigidos.
Adalberto Costa Júnior somou 165 assinaturas válidas no seio dos membros da Comissão Política do seu partido e 2.180 assinaturas válidas no seio dos militantes das 21 províncias angolanas, entre as 1.000 exigidas pelos estatutos, anúncio que mereceu fortes aplausos dos seus apoiantes presentes hoje no complexo SOVSMO, em Viana.
Rafael Massanga Savimbi, filho do fundador da UNITA, Jonas Savimbi, totalizou no seio da Comissão Política 124 assinaturas válidas e a nível das 21 províncias de Angola somou 1.375 assinaturas validadas pela comissão de mandatos.
Segundo o coordenador da comissão de mandatos deste congresso, Silvestre Gabriel Samy, este órgão recebeu apenas duas candidaturas, aprovadas hoje “por terem reunido todos os requisitos exigidos pelos estatutos do partido”.
Ambos os processos validados hoje foram, na ocasião, entregues ao coordenador geral deste congresso do maior partido na oposição em Angola, Álvaro Chikwamanga, que, posteriormente, entregou ao coordenador da comissão eleitoral, em cerimónia presenciada pelas mandatárias das candidaturas, dirigentes, figuras históricas e demais militantes.
“Este acto de aprovação das candidaturas constitui mais um passo das acções por desenvolver no quadro do nosso congresso. Com esta nova fase ainda há um trabalho que há-de ser feito pela comissão eleitoral, que se cinge fundamentalmente no sorteio para sabermos qual será a posição de cada um dos candidatos no boletim de voto”, referiu Álvaro Chikwamanga.
Álvaro Chikwamanga, também secretário-geral da UNITA, felicitou ainda o trabalho da comissão de mandatos, recordando que esta terá ainda missão de receber os processos das comissões provinciais para o credenciamento dos 1.251 delegados ao conclave.
No final da cerimónia, as deputadas Albertina Ngolo (mandatária de Adalberto Costa Júnior) e Amélia Judith Ernesto (mandatária de Massanga Savimbi) trocaram abraços, num ambiente marcado por cânticos e palavras de ordem de apoiantes de presidente cessante da UNITA.
Amélia Judith Ernesto disse aos jornalistas que os números que validaram a candidatura de Rafael Massanga Savimbi foram os exigidos à luz dos estatutos do partido, observando, no entanto, que serão os delegados ao congresso que vão decidir, com o seu voto, o próximo líder do partido.
Alberto Ngolo, mandatária de Adalberto Costa Júnior, afirmou que a aprovação da candidatura reflecte o “trabalho de casa” feito anteriormente: “Agora que a candidatura está aprovada vamos seguir o nosso cronograma da campanha, dentro dos marcos da coordenação do congresso, e do nosso lado estamos com a máquina afinada”.
O nacionalista angolano e dirigente histórico da UNITA, Ernesto Mulato, declarado apoiante de Adalberto Costa Júnior, considerou que a validação de ambas as candidaturas reflecte o processo democrático interno do partido, garantindo que não existem divisões no seio da UNITA.
“Essa atividade reflecte o nosso processo democrático, antes mesmo de ser marcada a data do congresso eu já havia reafirmado o meu apoio ao presidente cessante (…). Não pode haver divisões no partido, estamos em processo democrático e é normal que cada um expresse livremente o seu apoio a cada candidato, isso é normal, temos diferenças de pensamento num mesmo projeto que é a UNITA”, disse à Lusa.
A campanha eleitoral visando o conclave decorre entre 27 de Outubro e 26 de Novembro. O XIV Congresso Ordinário da UNITA decorre sob o lema: “Unidos pela Alternância, Estabilidade e Desenvolvimento”.
fonte: folha8
ANGOLA: OS TRÊS LUTARAM, MATARAM E ASSINARAM ALVOR.
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O país ouviu atónito o Presidente da República a não dizer o fundamental da vida dos cidadãos: a fome, que tem pressa, a comida, que nunca chega, a miséria, que campeia e as prostitutas-mirins de 8/9 anos postadas, nas esquinas de Luanda e sexualizadas em colchões de betão, onde geram menininhos…
Por William Tonet
João Lourenço desconseguiu ser real, preferiu abalroar a verdade da vida, excluir e discriminar o pobre, postando-se em gráficos falaciosos, que excluem as estradas nos buracos, as escolas sem carteiras, quadros e casas de banho, num país com as mais ricas florestas tropicais.
Não falou das casas sem energia eléctrica e água potável, tão pouco do saneamento básico. Propositadamente, não abordou as razões de estar a entregar, sem autorização dos povos soberanos, as terras aráveis e as raras, aos chineses e especuladores ocidentais. Optou, fastidiosamente, em apresentar relatórios, gráficos, números e agendas perniciosas, distantes da realidade cidadã, apenas para agradar as agências ocidentais.
A incompetência, a má gestão, a ladroagem do erário público, pela nova corte corrupta, foram “celestialmente” protegidas pelo presidente. De tal monta, que não falou das razões de estarem 9 milhões de crianças fora do sistema de ensino, estarem, vergonhosamente, registadas 18 mil árvores, como salas de aula, haver decretos criminosos de aumento de propinas milionárias em colégios privados para favorecer a sua ministra da Educação, proprietária de vários colégios.
Não falou dos autocarros comprados a 500 mil dólares, que nunca desembarcaram no país, os catamarãs avariados, as empresas de transportes públicos ineficientes, a compra de um edifício pelo ministério dos transportes nunca utilizado, estando empresas públicas, como a TAAG a arrendar imóveis, tão pouco quanto custará a loucura do novo aeroporto denominado Agostinho Neto, tudo para proteger o amigo Ricardo de Abreu…
Mas, num dado momento do discurso, o Presidente voluntária ou involuntariamente ofendeu a maioria dos angolanos, com uma verborreia ocidental, ao justificar a má governação com o facto de haver cidadãos com mais de três fi lhos, causando um aumento da natalidade.
É uma linguagem rasca, complexada, ocidental, que visa o controlo das nossas terras. Nós precisamos de população para o futuro. Uma perspectiva para o pico do desenvolvimento agro-industrial, científico e tecnológico, traçado por um governo sério, nacionalista e patriota, que aposte, na transformação das nossas matérias-primas e demais riquezas naturais no país, exigirá, no mínimo, nos próximos 20 anos, 160 milhões de habitantes.
Controlar a natalidade dos autóctones indicia crime premeditado de uma agenda de ocupação ocidental, asiática e fundamentalista islâmica, igual a que era seguida pelo antigo regime do apartheid, na África do Sul.
E, finalmente, o discurso ancorou, no previsto e anunciado em primeira mão, pelo F8/TV8, “nas últimas (con)decorações, muito provavelmente, João Lourenço vá em sentido contrário aos bajuladores e condecore, Holden Roberto e Jonas Savimbi.
Acertamos, mais uma vez! COMO NASCEU A CORRUPÇÃO E O “PAI DA CORRUPÇÃO” Aumentou a injustiça. Aumentou a corrupção. Aumentou os assassinatos e genocídio selectivo. O mês de Setembro já se foi, mas deixou resquícios do dia 17 deste 2025, ser, pelo MPLA, sem o mínimo de vergonha, considerado o dia do “Pai da Corrupção”.
Atesta o mérito, a continuidade de Carlos São Vicente, nas fedorentas masmorras do regime, mesmo após confirmação de os milhões de dólares, terem sido alocados com o beneplácito do bureau político do MPLA, á época capitaneado por José Eduardo dos Santos, em homenagem ao fundador da nação do MPLA.
Africanamente, quando um novo chefe, prende o fi lho (genro mais velho-Carlos São Vicente-marido da fi lha), de Agostinho Neto, com provas frágeis do cometimento de ilícitos de corrupção, branqueamento de capitais, superiormente autorizado, no quadro da “Acumulação Primitiva de Capitais”, mostra a natureza perversa do regime. Sozinho está a carregar o fardo, como preso do herói nacional. O único. E a prova é que mesmo o MPLA que diz o idolatrar, não deixa de o apresentar como o pai-fundador da corrupção. Dúvidas? Inexistem! Certezas? Muitas.
A institucionalização, em 1975, das lojas dos dirigentes (com produtos vindos exclusivamente do Ocidente colonial; Portugal, França, Reino Unido, Bélgica, Itália, etc.) e lojas do povo (com produtos da Rússia, Cuba e restantes socialistas), deu início a corrupção com a estratificação da sociedade em duas classes: a dos auto-libertadores ricos e a dos muito pobres. Quem quisesse comer bife, teria de corromper ou um membro do comité central do MPLA ou um trabalhador da loja, para se apossar, temporariamente do seu cartão…
E, em Outubro se confirma, pese a participação “espúria” de Maria Eugénia Neto, em actividades políticas do MPLA/João Lourenço, que mais tem trucidado, negativamente, a imagem do primeiro presidente de Angola, que a faz viúva milionária… No entanto, pese essa condescendente bajulação de aparecer nas fotografias, junto dos “nomeados”, mas nada de justiça tem conseguido alterar em relação ao “fi lho” (genro marido de Irene Neto) preso.
Por isso, quando no 15 de Outubro de 2025, João Lourenço, propositadamente, omitiu a justiça e o combate à corrupção tinha plena noção do quadro dantesco em que colocou o órgão judicial. Dependente, submisso ao poder executivo, os tribunais, principalmente, os superiores: Supremo e Constitucional, transformaram-se em CAP (comités de acção partidários), sob coordenação do presidente do MPLA.
A cartilha não é o direito, mas a ideologia que selectivamente condena adversários, mesmo sem provas… É um retrato do “Reino da Pocilga Jurídica”, onde porcos e javalis, disputam os piores excrementos… NETO MATOU MAIS DO QUE OS DOIS JUNTOS O Chefe de Estado, pressionado pela sociedade civil, partido da oposição, comunidade internacional, foi forçado a recuar na lógica de considerar o herói do MPLA, o único líder impoluto, quando na realidade tem, também, um passado tenebroso manchado por muitos rios de sangue, de camaradas executados, sem julgamento.
Por isso, continuar a consagrar, institucionalmente, uma heroicidade questionada por milhões de angolanos não seria um mérito, mas demérito. Daí a inversão arriscada de João Lourenço ao reconhecer, contra a vontade da maioria dos turcos, os antes excluídos, subscritores dos Acordos de Alvor: Holden Roberto e Jonas Savimbi. Com o senão de não ser genuíno o gesto ao carimbar: “perdão e reconciliação”.
Perdoar quem? Os três ou os dois? A política de discriminação e exclusão tem sido responsável pelo rememorar permanente, da “saga mental assassina discursiva” de António Agostinho Neto, em 27 de Maio de 1977, quando na sua cadeira baloiço, no Futungo de Belas, disse: “NÃO VAMOS PERDER TEMPO COM JULGAMENTOS!” Uma avenida para o livre arbítrio e barbárie, perpetrado pela mais tenebrosa e assassina polícia política DISA, que no cumprimento das ordens superiores, assassinou 80 mil cidadãos inocentes, sem direito a justo processo legal.
Só neste genocídio, Agostinho Neto superou os dois outros subscritores de Alvor, numa irracionalidade e barbárie, igual a praticada por Hitler durante a II Guerra Mundial. QUEIMOU PESSOAS VIVAS NA FOGUEIRA No tempo da guerrilha, para desgosto dos arautos da (i)moralidade “EMEPELISTAS”, que tentavam justificar o não reconhecimento de Holden Roberto e Jonas Savimbi (a par de Agostinho Neto, subscritores dos Acordos de Alvor), como heróis nacionais e pais da independência, por alegadas atrocidades praticadas e denunciadas, durante a luta de libertação nacional, em Kinkuzu (base da FNLA), ligando-o, dentre outros, a morte de Deolinda Rodrigues (guerrilheira do MPLA) e na Jamba (base da UNITA), com a queima das bruxas, onde pessoas foram queimadas vivas em 1986) como se Neto fosse um santo… e exímio respeitador de direitos humanos.
Não o foi. Pelo contrário, e justiça lhe seja feita, foi o primeiro líder dos movimentos de guerrilha, a queimar camaradas vivos em fogueira, na Frente Leste, em 1968. O Comandante Paganini, Estrela, Ziguerou e outros, morreram queimados vivos, foram as vítimas desta barbárie. Deolinda Rodrigues foi aprisionada e o restante destacamento feminino do MPLA, numa das bases da FNLA, comandada pelo comandante Gourgel (pai do falecido músico Beto Gourgel). Elas poderiam ter sobrevivido, não houvesse a omissão, covardia e cumplicidade de Agostinho Neto, ao prender Matias Miguéis (ex-vice-presidente do MPLA), José Miguel (irmão do músico Calabeto) e Ferro e Aço, atraídos numa cabala, quando já eram dirigentes da FNLA. Ao tomar ciência desta prisão, o comandante Gourgel endossa a Agostinho Neto, um pedido de troca: libertar os três dirigentes da sua organização, pela libertação de Deolinda e outras.
O Presidente do MPLA recusou, aumentando a barbárie, enterrando os três prisioneiros vivos, com a cabeça de fora. Resistiram cerca de 48 horas e sucumbiram, na base do movimento em Brazzaville. Acto contínuo a FNLA executou Deolinda Rodrigues, uma das melhores dirigentes do MPLA. Esta é a verdade histórica. Alguns dos protagonistas dos dois lados, ainda estão vivos. Outro grande dirigente, comandante Miro (Lourenço Casimiro), que atormentava Agostinho Neto foi, também, executado de forma covarde, na 1.ª Região Político Militar do MPLA. Os generais Benigno Vieira Lopes e César Luís Kiluange podem retratar a forma como executaram a missão de assassinar, tão ilustre personalidade.
Nota. Por falha técnica da nossa responsabilidade este texto (embora publicado na edição impressa) não foi publicado aqui na versão digital na altura certa, ou seja no passado dia 18. As nossas desculpas.
sexta-feira, 24 de outubro de 2025
Primeiro-ministro malgaxe: Os militares criaram algo novo a partir de algo antigo?
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Ruphin Fortunat Zafisambo terá passado apenas duas curtas semanas como Primeiro-Ministro.
Nomeado em 6 de outubro de 2025 por Andry Rajoelina, em meio à crise, o ex-general entregou o poder ontem, quarta-feira, 22 de outubro, a Herintsalama Rajaonarivelo. Quanto a Andry Rajoelina, ele foi arrastado pela tempestade sociopolítica que assolava a Ilha Grande, que levou a um golpe de Estado pelo Coronel Michael Randrianirina.
O chefe do CAPSAT (Corpo de Pessoal e Serviços Administrativos e Técnicos do Exército) derrubou o ex-presidente Andry Rajoelina após várias semanas de uma rebelião liderada pela GEN Z (Geração Z), Z referindo-se ao termo inglês Zoomer, apelido dado a essa geração hiperconectada e familiarizada com as novas tecnologias digitais, o que acabou descarrilando o homem apelidado de TGV.
Assim, Ruphin Fortunat Zafisambo saiu: Herintsalama Rajaonarivelo, nomeado pelos novos senhores do país, entrou. Este economista, chefe de banco e líder empresarial de formação assumiu o cargo dois dias depois.
Esta posse oficial proporcionou ao novo Primeiro-Ministro a oportunidade de revelar uma pequena parte da sua agenda de "tolerância zero" para a má conduta. "O governo será formado em breve e será um governo focado em ação, transparência e responsabilização. Não toleraremos qualquer forma de má gestão, corrupção ou abuso de poder", alertou.
Esperamos que ele realmente pegue o touro malgaxe pelos chifres, especialmente porque a Geração Z não desiste. Esses jovens que derrubaram o antigo regime continuam em alerta, afirmando que "nenhuma fraude, nenhum retorno dos antigos dinossauros passará despercebido". Não está claro quem está sendo visado neste caso, mas sabemos que Rajaonarivelo é considerado muito próximo do ex-DJ que não fazia mais o povo malgaxe dançar; Podemos, portanto, imaginá-lo na mira dos rebeldes.
Além das palavras, cabe a ele tomar as medidas adequadas para convencer seus compatriotas de que o navio de bandeira malgaxe zarpou rumo a praias muito mais favoráveis a todos os seus concidadãos. Pois, não nos esqueçamos, a crise sociopolítica nasceu inicialmente de queixas sociais, notadamente os frequentes e prolongados cortes de água e eletricidade que paralisaram o cotidiano do povo malgaxe. Essas queixas rapidamente evoluíram para um protesto mais amplo contra o sistema político.
Rajaonarivelo, cujos laços com o regime de Andry Rajoelina já foram escrutinados nas redes sociais, agora sabe o que precisa fazer para refutar aqueles que acreditam que os militares transformaram o antigo em algo novo.
Akodia Ezekiel Ada
fonte: www.lobservateur.bf
Guiné-Conacri: fiança para eleições presidenciais fixada em 58 milhões de francos CFA.
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A Direção-Geral das Eleições (DGE) fixou o depósito para os candidatos às eleições presidenciais de 28 de dezembro de 2025 em 900 milhões de francos guineenses (GNF), ou 58 milhões de francos CFA. Esta decisão foi tornada pública em 21 de outubro de 2025, em comunicado de imprensa assinado pelo Diretor-Geral.
900 milhões de francos guineenses (GNF), ou 58 milhões de francos CFA. Este é o valor do depósito que cada candidato presidencial deverá pagar. Esta decisão, tornada pública em 21 de outubro, faz parte da implementação do novo Código Eleitoral promulgado por decreto presidencial em 26 de setembro. O referido depósito deverá ser depositado no Tesouro Público "o mais tardar cinquenta dias antes da eleição", ou seja, até 8 de novembro de 2025, numa conta específica aberta no Banco Central da República da Guiné. Além disso, a DGE limitou os gastos de campanha a 400 milhões de francos guineenses por candidato, ou 26 milhões de francos CFA, e alertou que qualquer excesso desse valor constituiria uma "violação" do Código Eleitoral.
De acordo com a DGE, esta medida visa "garantir a transparência" no financiamento da campanha presidencial.
De referir que, em 2020, o depósito para as eleições presidenciais foi fixado em 52 milhões de francos CFA (800 milhões de francos CFA). Isto desencadeou protestos ferozes na classe política, que denunciou o valor como demasiado elevado.
Actuburkina
GUERRAS SÃO O DIA A DIA DE ÁFRICA.
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O número de conflitos armados em África aumentou 45% desde 2020 e os mais de 50 que estão activos representam cerca de 40% dos confrontos armados no mundo, anunciou hoje o vice-presidente do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV).
Gilles Carbonnier, numa entrevista à agência de notícias France-Presse (AFP), afirma que “o que é muito preocupante é que se trata de um aumento de 45% do número de situações de conflitos armados em África desde 2020”.
Estas mais de 50 situações de conflitos armados activos em África, que representam cerca de 40% dos conflitos totais no mundo, deslocaram cerca de 35 milhões de pessoas no continente, ou seja, “quase metade das pessoas deslocadas” globalmente, referiu o vice-presidente da CICV.
E se por um lado “as necessidades são enormes”, o CICV, tal como outras organizações humanitárias, enfrenta uma diminuição do financiamento da ajuda internacional, considerou Gilles Carbonnier.
Entre as causas destacam-se o desmantelamento da Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês) pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, e a redução dos financiamentos dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e da União Europeia (UE).
Em Julho, um estudo internacional tinha revelado que o colapso dos financiamentos norte-americanos destinados à ajuda internacional poderia causar mais de 14 milhões de mortes adicionais até 2030 entre os mais vulneráveis, incluindo um terço de crianças.
“Isto obriga-nos a decisões muito difíceis, nas quais temos de reduzir, ou mesmo cessar, algumas das nossas operações para dar prioridade a outras”, sublinhou ainda.
Para o vice-presidente do CICV, a situação mais “preocupante” é no Sudão, mergulhado desde Abril de 2023 numa guerra civil.
Os confrontos entre o exército regular e as Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês) causaram dezenas de milhares de mortos, deslocaram cerca de 12 milhões de habitantes e provocaram o que a Organização das Nações Unidas (ONU) descreve como a “pior crise humanitária do mundo”.
No país, “o sistema de saúde está em grande parte destruído”, sublinhou Carbonnier, expressando a sua preocupação com o ressurgimento de epidemias, nomeadamente cólera e dengue.
O responsável também lamentou um “ressurgimento das hostilidades” na Somália, país do Corno de África confrontado com ataques dos terroristas do Al-Shebab, bem como no leste da República Democrática do Congo, onde a violência se intensificou desde Janeiro com a tomada das grandes cidades de Goma e Bukavu pelo grupo armado M23, alegadamente apoiado pelo Ruanda.
folha8
O Tribunal da Comarca de Luanda (TCL) condenou hoje, Gelson Manuel Quintas “Man Genas” a uma pena de três anos e seis meses de prisão, além do pagamento de uma multa de três milhões de kwanzas pelo crime de difamação e calúnia contra o ex-ministro do Interior, Eugénio César Laborinho, nas redes sociais e sites da internet. A decisão do juiz reacende discussões sobre os limites da liberdade de expressão nas redes sociais em Angola e suspeitas de que se está perante a um caso de perseguição política disfarçada de processo criminal.
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Por Geraldo José Letras e Hermenegildo Caculo
Deportado em 2023 da capital de Moçambique, Maputo, para Angola, num voo oficial, Gelson Manuel Quintas “Man Genas”, acompanhado pela esposa e pela filha menor até ao momento em parte incerta, foi imediatamente colocado em prisão preventiva sob acusações de ofensas contra o Estado e os seus símbolos. Entretanto, o processo judicial teria desaparecido dos arquivos, reaparecendo meses depois, segundo relatos da defesa.
Durante esse intervalo surgiu uma nova acusação – desta vez, a de calúnia e difamação contra Eugénio César Laborinho, que na altura dos factos gozava da qualidade de Ministro do Interior. A sentença da nova acusação que surpreende os advogados e os familiares de “Man Genas” lida hoje no Tribunal de Comarca de Luanda “Dona Ana Joaquina”, pelo juiz Inocêncio Mwata, resultou na condenação do activista a uma moldura penal de três anos e seis meses, além do pagamento de 3.000.000 (três milhões) de Kwanzas ao queixoso e 100.000 (cem mil) Kwanzas como taxa de justiça.
Pelos mesmos crimes foi condenada a três anos de prisão com dois de pena suspensa a esposa de “Man Genas”. Clemência Suzeth Vumbi “Mami” foi ainda condenada ao pagamento de 3.000.000 (três milhões) de Kwanzas ao antigo ministro.
Dos 19 quesitos da sentença reduzidos a 15, os arguidos foram absolvidos dos crimes de associação criminosa, incitação ao crime de invasão da residência do na altura Ministro do Interior.
Através das redes sociais e sites na internet, o casal Gelson Manuel Quintas e Clemência Suzeth Vumbi, tornaram públicas informações que apontavam o antigo ministro e o ex-director geral adjunto do Serviço de Investigação Criminal (SIC), Fernando Receado, como os “barões da droga” em Angola. Em vista da acusação, o antigo governante, representado em tribunal por uma equipa de advogados assistentes, moveu o referido processo.
Alberto Kixenaxu da equipa de advogados dos acusados contestou a decisão da sentença lida pelo juiz Inocêncio Mwata, tendo interposto recurso. “Na produção de provas ficou provado que o arguido não cometeu os crimes de calúnia nem difamação”.
O representante da equipa de advogados do antigo ministro do Interior, Auxílio Cristóvão, manifestou-se igualmente descontente com a sentença da qual vai recorrer para o agravamento da moldura penal: “Entendemos que a moldura penal, por aquilo que é a qualidade do queixoso, deve ser agravada por pelo menos seis anos”.
Defensores da liberdade de expressão e organizações civis defendem a libertação imediata dos arguidos, argumentando que se trata de um caso de perseguição política disfarçada de processo criminal. Acrescentando que de acordo com o Código Penal Angolano (CPA), este tipo de crime prevê penas suspensas ou alternativas à prisão, o que, em tese, permitiria a libertação imediata de Man Genas, uma vez que já cumpriu mais de dois anos em detenção preventiva.
“Os tribunais angolanos não são sérios. Não é possível alguém que abriu a visão dos angolanos sobre uma rede de narcotráfico estar preso. É por essa e outras razões que no dia 11 de Novembro, a sociedade civil vai às ruas para uma forte manifestação”, reagiu ao Folha 8 e TV 8, o activista Tanaice Neutro que acompanhou a sessão de leitura da sentença.
fonte: folha8
EUA: As duras palavras de Jennifer Lopez contra seus ex-maridos.
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A superestrela da música americana Jennifer Lopez apareceu no 'The Howard Stern Show' esta semana. A cantora de 'Let's Get Loud' falou sobre seus quatro casamentos, e o mínimo que podemos dizer é que ela tinha algumas críticas sobre os homens com quem compartilhou sua vida.
De fato, JLo afirmou durante a entrevista que seus ex-maridos eram incapazes de amá-la como ela realmente merecia. "O que eu percebi não é que eu não sou digna de ser amada, é que eles não são capazes disso. Eles não têm isso dentro deles", disse ela, admitindo que ainda assim recebeu tudo deles.
"Absolutamente tudo."
"Eles me deram tudo o que tinham", confessou, "tudo o que tinham. Eles me deram tudo, todas as vezes. Todas as coisas com que eu sonhei." As casas, as alianças, o casamento. Absolutamente tudo!"
A superestrela, no entanto, não culpa inteiramente seus ex-maridos. Ela admitiu prontamente que não "se amava" quando estava em um relacionamento.
Seu último casamento terminou em agosto de 2024. Ela havia se divorciado oficialmente do produtor de cinema Ben Affleck. Na segunda-feira, 6 de outubro, os dois ex-parceiros se reuniram para apresentar "O Beijo da Mulher-Aranha", sua mais recente colaboração cinematográfica.
Autor: Bernardin Patinvoh
Jennifer Lopez: A resposta devastadora de seu primeiro marido aos comentários dela sobre o fracasso de seus casamentos.
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Na semana passada, Jennifer Lopez, em uma aparição no "The Howard Stern Show", acusou seus ex-maridos de não a amarem de verdade. "O que eu percebi não é que sou indigna de ser amada, é que eles não são capazes disso. Eles não têm isso dentro deles", disse ela.
Incomodado com o comentário nada lisonjeiro, o primeiro marido da cantora americana Ojani Noa respondeu prontamente no Instagram, acusando-a de ter sido infiel.
"Você decidiu mentir para mim, me trair."
"Pare de me menosprezar com sua imagem de vítima. O problema não somos nós. Não sou eu. O problema é você. Você é quem não conseguiu se conter. Você foi amada muitas vezes. Você se casou quatro vezes." E você teve inúmeros relacionamentos nesse meio tempo. "Você decidiu mentir para mim, me trair... Você me implorou para manter este casamento para evitar má publicidade", disparou ele. Para Ojani Noa, Jlo "deveria ter vergonha" de afirmar que não a amava. Foi "a infidelidade dela" que levou ao divórcio.
"Você deveria ter vergonha."
"Você escolheu fama e fortuna em vez do nosso relacionamento. Você queria continuar me traindo, mas eu não suportava suas mentiras constantes. É por isso que te deixei e me divorciei. Diga a verdade de uma vez por todas. Deixe as pessoas saberem que você é o problema. Você deveria ter vergonha", escreveu o homem que compartilhou a vida com o artista entre 1997 e 1998. Ele se diz uma "pessoa maravilhosa, amorosa, honesta e fiel", ao contrário do que sua ex-mulher tenta fazer as pessoas acreditarem.
"Tenho sido bom com você. Sou um homem bom demais para você", acrescentou, dirigindo-se à cantora de "Let's Get Loud".
Autor: Bernardin Patinvoh
ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS NA GUINÉ-BISSAU: JOÃO BERNARDO SE ESTABELECE COMO DESAFIADOR DO EMBALO.
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Após a publicação, pelo Supremo Tribunal, da lista provisória de doze candidatos para as eleições de 23 de novembro de 2025, o panorama político na Guiné-Bissau está a tornar-se mais claro. Dos quatorze candidatos apresentados, doze foram aprovados, incluindo o do atual Presidente Umaro Sissoco Embaló.
Ex-colónia portuguesa na África Ocidental, a Guiné-Bissau sofreu quatro golpes de Estado bem-sucedidos desde a sua independência — o último em 2012 —, dezassete tentativas de golpe e uma sucessão contínua de governos.
Todos os observadores da cena política no país de Amílcar Cabral concordam que João Bernardo Vieira surge como o claro favorito nesta eleição presidencial. Este candidato, que inspira a admiração e a esperança dos seus concidadãos, parece ter todos os recursos necessários para abrir uma nova página na história da nação.
Com base em sua legitimidade histórica — sobrinho e homônimo do ex-presidente Nino Vieira —, ele personifica a mudança tão aguardada pelo povo da Guiné-Bissau após anos de crises políticas e militares.
"Serei o presidente de toda a Guiné-Bissau", declarou o candidato João Bernardo Vieira, reagindo ao anúncio da lista final publicada pelo Tribunal Supremo.
Ele acrescentou: "Este país precisa de todos os seus filhos e filhas para construir e restaurar a imagem da Guiné-Bissau, que pode se tornar uma ilha de prosperidade em uma sub-região conturbada."
O candidato afirma ter a melhor plataforma, levando em consideração as preocupações atuais com o avanço das mulheres, as políticas para a juventude e a gestão rigorosa dos recursos naturais do país.
Ele aposta no dinamismo da juventude e na vitalidade das mulheres guineenses.
Segundo ele, "chegou a sua hora e ninguém pode parar o mar com as armas", pois conta com uma equipe competente e com forte senso de patriotismo. Seus apoiadores, já bem organizados, prepararam o terreno: o povo, diz ele, aguarda apenas o dia 23 de novembro para lhe confiar as rédeas do país e ver suas aspirações realizadas.
João Bernardo Vieira promete um Estado democrático de direito, que garanta as liberdades individuais e leve as sementes da prosperidade para todos.
Antes das eleições, anunciou um encontro com o povo "em breve para apresentar as boas novas", anunciando "muitas surpresas".
"Nenhum segmento da população será esquecido. Até a nossa diáspora, com todo o seu potencial, será parte integrante deste esforço para recuperar a soberania da Guiné-Bissau e a recuperação nacional", garantiu.
Ao concluir, o candidato tranquilizou seus compatriotas, expressando sua plena consciência da esperança depositada nele. Prometeu-lhes uma distribuição justa da riqueza e maior segurança para o benefício de todos.
Autor: Seneweb News
Laurent Gbagbo a Ouattara: “Vamos deixar de ser negros”.
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Em julho passado, o presidente marfinense Alassane Ouattara anunciou sua candidatura a um quarto mandato. Ele justificou sua decisão pela necessidade de preservar a estabilidade nacional diante de "desafios de segurança, econômicos e monetários sem precedentes". Em entrevista recente a Laurent Gbagbo, o renomado jornalista Alain Foka perguntou se ele entendia os argumentos de Ouattara. O ex-presidente respondeu negativamente.
Para ele, não é porque há ameaças à segurança na Costa do Marfim que Ouattara decidirá se agarrar ao poder.
"É por isso que estamos sendo ridicularizados."
"Os Estados Unidos da América enfrentam ameaças nucleares da China, Coreia do Norte e Rússia, mas não é por isso que Trump dirá: 'Já que há ameaças nucleares, permanecerei no poder.'" "Vamos parar de ser negros, porque é por isso que estão nos ridicularizando", disse o octogenário.
Ele está convencido de que outro presidente eleito será capaz de enfrentar as ameaças que Ouattara está levantando.
"Por que ele, Ouattara, deveria ser o único Zoro nessa situação? ...Sempre há uma ameaça. Eu já vivi a guerra. Rebelião não é uma guerra terrorista? Mas eu a enfrentei", lembrou o ex-presidente marfinense.
Autor: Bernardin Patinvoh
sexta-feira, 17 de outubro de 2025
Cabo Verde e Luxemburgo reforçam parceria com aumento de mais de 116 milhões de Euros ao V PIC.
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Pacote financeiro é aumentado em 7,6 milhões de Euros para os setores da água e do saneamento, e 10 milhões de Euros para programas de formação profissional, emprego e empregabilidade
O Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, anunciou esta quinta-feira, em Luxemburgo, a extensão do V Programa Indicativo de Cooperação (PIC), que reforça a parceria entre Cabo Verde e o Grão-Ducado em áreas estratégicas, num contexto global de grandes desafios.
Durante a visita oficial, o Chefe do Governo Cabo-verdiano assinou, com o Vice-Primeiro-Ministro e Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Xavier Bettel, o acordo que aumenta o pacote financeiro do programa com 7,6 milhões destinados aos setores da água e saneamento, e 10 milhões para programas de formação profissional, emprego e empregabilidade.
Com esta extensão, o V PIC passa a totalizar cerca de 116 milhões de Euros.
Ulisses Correia e Silva revelou ainda que foi discutido um apoio suplementar para ajudar Cabo Verde a enfrentar os custos de recuperação das infraestruturas destruídas ou danificadas pela tempestade de 11 de agosto, que afetou as ilhas de São Vicente, Santo Antão e São Nicolau.
fonte: opais.cv
Trump ameaça “entrar e matar” membros do Hamas se execuções em Gaza persistirem.
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Mensagem foi publicada na rede social Truth Social, numa aparente referência às recentes execuções de civis Palestinianos divulgadas após o acordo de cessar-fogo com Israel
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer declarações incendiárias sobre a situação em Gaza, afirmando que, se o Hamas continuar a matar pessoas na faixa de Gaza, “não teremos outra escolha senão entrar e matá-los”.
A mensagem foi publicada na rede social Truth Social, numa aparente referência às recentes execuções de civis Palestinianos divulgadas após o acordo de cessar-fogo com Israel.
Horas depois, ao ser questionado por jornalistas, Trump disse que “não será necessário envolver as forças militares dos EUA” diretamente em Gaza, sugerindo que aliados regionais poderão agir “sob o nosso auspício”.
As declarações surgem poucos dias depois de o próprio Presidente ter relativizado episódios de violência internamente em Gaza, descrevendo-os como mortes de membros de gangues — uma posição que agora parece ter sido parcialmente revertida face às imagens e relatos de execuções públicas.
fonte: opais.cv
CABO VERDE: FMI diz que cidadãos africanos têm de perceber para onde vão os seus impostos.
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"As pessoas costumam considerar que os impostos são altos porque não veem serviços públicos de qualidade em termos de saúde, educação, e por isso é preciso demonstrar que o dinheiro está a ir para os sítios certos, minimizando as fugas e a corrupção", acrescentou.
Selassie respondia a uma questão dos jornalistas sobre a elevada dívida pública na região e quais as receitas do FMI para reduzir o elevado endividamento da região, que tem um rácio de dívida sobre o PIB nos 65%.
"A dívida pública é elevada em muitos países, cerca de 20 países estão em risco de sobre-endividamento, 14 estão em elevado risco e seis já estão mesmo em sobre-endividamento", disse o diretor do departamento africano, acrescentando que "o fardo da dívida pública é elevado, mas é por isso que as reformas são necessárias".
Para Selassie, a possibilidade de aumentar os impostos ou alargar a base de tributação resulta do trabalho bem feito pelos países africanos nos últimos anos: "A situação varia de país para país, mas a direção geral é que os países investiram muito nos últimos anos em infraestruturas, em saúde, em educação, e talvez uma área onde não estivemos tão bem é na captura das taxas de retorno de todos estes investimentos através do sistema fiscal", afirmou.
"Construir confiança pública não é apenas uma questão técnica, é essencial", concluiu.
No relatório apresentado esta quinta-feira, 16, o FMI prevê que região da África subsaariana deverá crescer 4,1% este ano, o mesmo que no ano passado, acelerando depois para 4,4% no próximo ano.
Face a abril, o FMI reviu em alta a previsão de crescimento para este ano para estas economias, passando de 3,6%, em abril, para 4,1%, agora.
A Semana com Notícias ao Minuto/Lusa
Costa do Marfim/ Após a marcha proibida da Frente Comum PDCI-PPA-CI: o Ministério Público anuncia a prisão de cerca de 700 pessoas.
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O Promotor Público do Tribunal de Primeira Instância de Abidjan, Magistrado Sênior Koné Braman Oumar, anunciou em comunicado na quinta-feira, 16 de outubro de 2025, a prisão de aproximadamente 700 pessoas após a marcha proibida da Frente Comum, da oposição PDCI-PPA-CI, em 11 de outubro.
"Até o momento, prendemos aproximadamente 700 pessoas", disse o Promotor Público.
Em seguida, ele alertou que sua acusação "será severa" na hora de receber requisições dos detidos na audiência, instando os jovens a agirem com responsabilidade.
De acordo com o promotor público, a marcha proibida da Frente Comum PDCI-PPA-CI "não foi uma simples marcha de protesto contra um decreto da prefeitura".
Ele já havia aconselhado os jovens para que não se deixassem manipular por atores políticos.
"Gostaria de chamar a atenção novamente e fazer este apelo aos jovens. Vocês são os mesmos que foram convidados a ir às ruas. Digo-lhes que pensem em suas carreiras. Não arruinem suas carreiras por causa de políticos escondidos atrás das câmeras, que lhes enviam mensagens convocando à insurreição", aconselhou.
No sábado, 11 de outubro, uma marcha planejada pela Frente Comum PDCI-PPA-CI foi sufocada pelas forças de segurança marfinenses, em conformidade com um decreto do prefeito de Abidjan que proibia a reunião.
Desde então, a Frente Comum PDCI-PPA-CI anunciou a continuação de suas manifestações em todo o país para exigir a participação de certos opositores, como Laurent Gbagbo e Tidjane Thiam, nas próximas eleições presidenciais, apesar da rejeição de suas candidaturas pelo Conselho Constitucional.
A eleição do Presidente da República da Costa do Marfim, vale ressaltar, está marcada para 25 de outubro, daqui a nove dias.
L. Barro
fonte: abidjan.net
Prêmio de Jornalista Verificador de Fatos Africano de 2025: Ariel Gbaguidi, do jornal diário "La Nation", vence.
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O jornal de serviço público "La Nation" é homenageado por meio de seu jornalista Ariel Gbaguidi, que recebeu o prêmio de melhor jornalista africano de verificação de fatos de 2025. O prêmio foi concedido a ele pela Africa Facts em 2 de outubro de 2025, durante a 4ª Cúpula Africana de Verificação de Fatos, em Dacar, Senegal.
Trabalhando para o jornal diário "La Nation", Ariel Gbaguidi foi reconhecido como o melhor jornalista de fact-checking do continente africano deste ano. Seu trabalho contra a desinformação no Benim e em todo o continente lhe rendeu o Prêmio de Melhor Jornalista Africano de Fact-Checking de 2025; um prêmio concedido anualmente pela Africa Facts, a primeira e maior rede de fact-checkers da África. Esta é a primeira vez que um jornalista beninense ganha este prestigioso prêmio, que reconhece os melhores fact-checkers da África.
"Este prêmio não apenas celebra minha humildade e meu trabalho de fact-checking, como também celebra o jornal diário "La Nation" e presta homenagem a toda a comunidade de fact-checkers beninenses que trabalham em condições difíceis. Esta distinção me lembra que nossa vigilância coletiva não é em vão e que cada fact-checking conta", disse Ariel Gbaguidi.
O vencedor foi reconhecido por desconstruir uma acusação feita por Burkina Faso contra o Benim. "Desconstruí um boato viral que começou nas redes sociais um dia após o Presidente de Burkina Faso, Capitão Ibrahim Traoré, se dirigir às "forças vitais" da nação em 11 de julho de 2024. Durante seu discurso, ele acusou Benin de tentar desestabilizar Burkina Faso a partir de supostas bases militares francesas em Kandi e Porga. Várias fotos e um vídeo foram compartilhados nas redes sociais para apoiar sua acusação. O artigo prova que essas fotos não têm nenhuma conexão com Benin e que o vídeo que supostamente mostra um avião fornecendo armas a terroristas, na verdade, ilustra a chegada de rinocerontes ao Parque Nacional de Zakouma, no Chade. Também desconstruí a alegação de que Porga abriga uma base militar francesa", explica o destinatário.
Para chegar a essa conclusão, Ariel Gbaguidi realizou buscas cruzadas no Google, Facebook, X e TikTok. Ele também contatou um embaixador do Parque Nacional de Zakouma, no Chade, que lhe forneceu outro vídeo e fotos, vistos de diferentes ângulos, demonstrando claramente que o vídeo e as fotos que viralizaram nas redes sociais para apoiar a acusação do Presidente Traoré foram retirados de contexto. Para o vencedor, era importante realizar essa verificação de fatos, pois esses rumores poderiam exacerbar as tensões entre os dois países e facilmente provocar uma revolta popular ou até mesmo um conflito armado. Desmascarar esse boato é "uma contribuição para a paz", disse ele.
O Africa Facts Awards também reconheceu os melhores verificadores de fatos nas categorias "Verificador de Fatos Profissional" e "Estudante de Jornalismo". Samad Uthman, verificador de fatos da AFP Fact Check, e Badra Dabbabi, estudante tunisiano, foram premiados em ambas as categorias. Este ano, o júri do prêmio recebeu mais de 200 inscrições de 39 países africanos.
fonte: lanation.bj/
Eleições presidenciais de abril de 2026 no Benim: os desafios do futuro presidente e o perfil de liderança adequado para enfrentá-los.
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Em abril de 2026, o Benim elegerá seu novo presidente. Seis meses antes desta eleição crucial para o futuro do país, é importante refletir sobre os desafios que o futuro Presidente da República enfrentará e o perfil de liderança adequado para enfrentá-los.
Desde meados da década de 1980, há um consenso de que a liderança é o fator mais decisivo no processo de desenvolvimento dos Estados. No entanto, desde o início da década de 1990, a maioria dos estudos sobre a África argumenta que a falta de uma liderança política eficaz explica os problemas dos países do continente. Mais precisamente, uma liderança presidencial transformadora é o elo que faltava na gestão do processo de desenvolvimento integral dos Estados africanos. Para o ex-presidente de Gana, John Agyekum Kufuor: "O que a África precisa é de liderança. Uma boa liderança, não qualquer tipo de liderança, mas uma liderança que tenha sido bem preparada para liderar o desenvolvimento socioeconômico, que tenha uma visão e esteja imbuída de um zelo missionário para enfrentar a miríade de problemas que desafiam o continente em ordem de prioridade" (Citado por A. Nkoyock, 2012). Neste artigo, propomos identificar, por sua vez, os principais progressos alcançados pela liderança de Patrice Talon durante seus dois mandatos de cinco anos, os principais desafios que permanecem e o perfil de liderança presidencial adequado para lidar com esses desafios.
Progresso sob o regime de ruptura de Patrice Talon
Ao assumir o poder em 6 de abril de 2016, Patrice Talon prometeu uma liderança presidencial que romperia com o passado. Ele se comprometeu com um novo começo que restauraria a esperança a todas as mulheres e homens beninenses. Segundo o novo presidente, o país tem um potencial inexplorado há muito tempo. E esse potencial está apenas esperando para ser revelado. Sete meses antes do fim de seu segundo e último mandato, pode-se dizer que sua liderança presidencial permitiu progressos em diversos setores. Assim, no setor de infraestrutura, o ambicioso programa de asfaltamento e pavimentação do presidente transformou o cenário rodoviário. O atual chefe de Estado dotou o país de outras infraestruturas, como a cidade ministerial, a cidade administrativa de Abomey-Calavi, cidades departamentais, diversos edifícios administrativos e instituições. Ele construiu diversos mercados rurais e urbanos modernos. Também construiu os hospitais distritais de Savè e Tchaourou. Esforços significativos também foram feitos nos setores de eletricidade e água. Em relação ao acesso à água potável, a cobertura nacional aumentou para aproximadamente 80% até 2024, em comparação com 46% em 2016, de acordo com estatísticas do governo. No setor agrícola, bons resultados foram alcançados, entre outras coisas, no setor de produção de algodão. A liderança do Presidente Talon também foi marcada pelo desejo de estimular a industrialização. Isso resultou na construção da Gdiz (Zona Industrial de Glo Djigbè), uma plataforma industrial. O progresso também inclui a desmaterialização dos serviços públicos e um aumento significativo nas receitas fiscais. Esse aumento é resultado do combate à fraude e à evasão, bem como da ampliação da base tributária. Entre 2016 e 2023, ou seja, em sete anos, essas receitas mais que dobraram. Elas aumentaram de 11,1% do PIB em 2016 para 15% do PIB em 2024, observa o governo. Da mesma forma, uma versão aprimorada do microcrédito foi implementada. No setor da educação, as cantinas escolares destinadas a melhorar a saúde e a nutrição das crianças em idade escolar foram ampliadas. O governo mobilizou aproximadamente 440 bilhões de francos CFA para a construção de trinta (30) escolas técnicas agrícolas e oito escolas profissionais. Apesar do volume significativo de investimentos e das inúmeras reformas implementadas, ainda existem desafios significativos. Eles são de dois tipos.
Em primeiro lugar, os problemas sociais persistem e as questões de segurança estão surgindo.
A liderança do Presidente Talon não conseguiu pôr fim aos problemas sociais. Estes persistem, embora o Chefe de Estado tenha focado o seu segundo mandato em questões sociais. O próprio Presidente reconhece o elevado custo de vida e o baixo poder aquisitivo da maioria. O desemprego persiste e as desigualdades ainda prevalecem, como na maioria dos Estados africanos. O setor da educação também enfrenta desafios. De forma mais geral, o povo do Benim ainda aspira ao bem-estar social, tanto individual como coletivo. As âncoras sociais continuam a centrar-se na educação eficaz e eficiente a baixo custo, no trabalho decente com rendimentos suficientes para satisfazer as necessidades individuais, na assistência médica de qualidade, na segurança de pessoas e bens, na segurança social, na justiça justa, na eletricidade e num lar saudável. Em relação às questões de segurança, o Presidente reconheceu que, apesar de todos os seus esforços para erradicar o terrorismo, ainda há muito a fazer. Por fim, em relação à coexistência, destacam-se as fraturas ocorridas no sistema político nacional desde 2018. Além das questões sociais, de segurança e de coexistência, o país ainda enfrenta valores e mentalidades negativas que dificultam seu desenvolvimento.
Em seguida, a persistência de lógicas imaginárias sociais prejudiciais ao progresso coletivo.
Um dos principais problemas no Benim, que dificulta a mudança social e impede a transformação do país, reside em certas lógicas imaginárias sociais prejudiciais ao progresso coletivo. De fato, desde o início da década de 1990, pesquisas em ciências sociais e humanas na África têm destacado desafios culturais e sociais, em termos de atitudes, comportamentos e normas, que envenenam a coexistência e minam o desenvolvimento (A. Kabou, 1991; J. Ki-Zerbo, 1992; F. Akindès, 2003). Essas lógicas, em parte enraizadas nas tradições africanas, mas decorrentes principalmente dos efeitos nocivos da escravidão, da colonização e do neocolonialismo, dificultam a ação pública e o processo de desenvolvimento integral. F. Akindès (2003, p. 24) afirma que isso se deve essencialmente à fragilidade da liderança política. Esta última não conseguiu atuar adequadamente nas sociedades africanas para estabelecer lógicas suficientemente fortes, coletivas e profundamente internalizadas para garantir o progresso social. D. Adadevoh (2014) indica que os Estados sofrem de uma crise de imaginação social e visão moral.
No Benim, no final da década de 1980, no contexto da crise que atingia duramente o país, surgiu o neologismo Béninoiserie (Béninoiserie), atribuído ao professor Robert Dossou. Em linhas gerais, esse neologismo reflete o ciúme doentio, a inveja desenfreada e a ganância excessiva, que levam à sabotagem do progresso alheio e do resgate pessoal. Assim, um ex-ministro afirma: "Béninoiserie significa que, se não for eu, não deve funcionar". Em outras palavras, qualquer ideia, por mais formidável e frutífera que seja, que não venha de mim não merece consideração nem um resultado bem-sucedido. Achamos difícil suportar quando outros são promovidos ou possuem uma qualidade que não temos. O fato de os outros brilharem nos aflige; é o crime da excelência, para usar uma expressão do professor Paulin Hountondji. Portanto, deve ser extinto. O presidente Boni Yayi falava constantemente de "Béninoiserie", em termos de ódio e rejeição aos outros, da lógica de "saia do caminho para que eu possa entrar". Um ditado popular na língua Fon traduz essa dimensão: "Gbadé tché djin nan bi'", literalmente: "Aconteça o que acontecer, é o meu milho que deve cozinhar, com exclusão do milho de todos os outros". Além disso, alguns autores e atores sociais destacam a persistência dessas lógicas nocivas do imaginário social. Assim, N. Tomety (2013) argumenta que todos os universos sociais sofrem de mentalidades negativas. Ele identifica, entre outras coisas, a desconfiança mútua apoiada em mentiras e ciúmes, o egoísmo fortalecido pela paixão pelo poder, o imediatismo forjado na impaciência e na agitação, a gentileza interesseira incitando uma cultura de elogios excessivos, o ocultismo e a confessionalização constituindo elementos propulsores do jogo de poder e, finalmente, a ingratidão, a traição e o prazer de ferir sem escrúpulos. Da mesma forma, executivos preocupados com carreiras e reconhecimento social em sua conduta participam da validação de simulacros políticos. Sua sujeição e submissão voluntária, sua recusa em questionar o teatro social contribuem grandemente para perpetuar lógicas que são a antítese do desenvolvimento.
Em primeiro lugar, os problemas sociais persistem e as questões de segurança estão surgindo.
A liderança do Presidente Talon não conseguiu pôr fim aos problemas sociais. Estes persistem, embora o Chefe de Estado tenha focado o seu segundo mandato em questões sociais. O próprio Presidente reconhece o elevado custo de vida e o baixo poder aquisitivo da maioria. O desemprego persiste e as desigualdades ainda prevalecem, como na maioria dos Estados africanos. O setor da educação também enfrenta desafios. De forma mais geral, o povo do Benim ainda aspira ao bem-estar social, tanto individual como coletivo. As âncoras sociais continuam a centrar-se na educação eficaz e eficiente a baixo custo, no trabalho decente com rendimentos suficientes para satisfazer as necessidades individuais, na assistência médica de qualidade, na segurança de pessoas e bens, na segurança social, na justiça justa, na eletricidade e num lar saudável. Em relação às questões de segurança, o Presidente reconheceu que, apesar de todos os seus esforços para erradicar o terrorismo, ainda há muito a fazer. Por fim, em relação à coexistência, destacam-se as fraturas ocorridas no sistema político nacional desde 2018. Além das questões sociais, de segurança e de coexistência, o país ainda enfrenta valores e mentalidades negativas que dificultam seu desenvolvimento.
Em seguida, a persistência de lógicas imaginárias sociais prejudiciais ao progresso coletivo.
Um dos principais problemas no Benim, que dificulta a mudança social e impede a transformação do país, reside em certas lógicas imaginárias sociais prejudiciais ao progresso coletivo. De fato, desde o início da década de 1990, pesquisas em ciências sociais e humanas na África têm destacado desafios culturais e sociais, em termos de atitudes, comportamentos e normas, que envenenam a coexistência e minam o desenvolvimento (A. Kabou, 1991; J. Ki-Zerbo, 1992; F. Akindès, 2003). Essas lógicas, em parte enraizadas nas tradições africanas, mas decorrentes principalmente dos efeitos nocivos da escravidão, da colonização e do neocolonialismo, dificultam a ação pública e o processo de desenvolvimento integral. F. Akindès (2003, p. 24) afirma que isso se deve essencialmente à fragilidade da liderança política. Esta última não conseguiu atuar adequadamente nas sociedades africanas para estabelecer lógicas suficientemente fortes, coletivas e profundamente internalizadas para garantir o progresso social. D. Adadevoh (2014) indica que os Estados sofrem de uma crise de imaginação social e visão moral.
No Benim, no final da década de 1980, no contexto da crise que atingia duramente o país, surgiu o neologismo Béninoiserie, atribuído ao professor Robert Dossou. Grosso modo, esse neologismo reflete o ciúme doentio, a inveja desenfreada e a ganância excessiva, que levam à sabotagem do progresso alheio e do resgate pessoal. Assim, um ex-ministro afirma: "Béninoiserie significa que, se não for eu, não deve funcionar". Em outras palavras, qualquer ideia, por mais formidável e frutífera que seja, que não venha de mim, não merece consideração nem um resultado bem-sucedido. Achamos difícil suportar quando outros são promovidos ou possuem uma qualidade que não temos. O fato de os outros brilharem nos aflige; é o crime da excelência, para usar uma expressão do professor Paulin Hountondji. Portanto, devemos extingui-lo. O presidente Boni Yayi falava constantemente de "Béninoiserie", em termos de ódio e rejeição aos outros, da lógica de "saia do caminho para que eu possa entrar". Um ditado popular na língua Fon traduz essa dimensão: "Gbadé tché djin nan bi'", literalmente: "Aconteça o que acontecer, é o meu milho que deve cozinhar, com exclusão do milho de todos os outros". Além disso, alguns autores e atores sociais destacam a persistência dessas lógicas nocivas do imaginário social. Assim, N. Tomety (2013) argumenta que todos os universos sociais sofrem de mentalidades negativas. Ele identifica, entre outras coisas, a desconfiança mútua sustentada por mentiras e ciúmes, o egoísmo fortalecido pela paixão pelo poder, o imediatismo forjado na impaciência e na agitação, a gentileza egoísta incitando uma cultura de elogios excessivos, o ocultismo e o confessionalismo constituindo elementos propulsores do jogo de poder e, finalmente, a ingratidão, a traição e o prazer de causar dor sem escrúpulos. Da mesma forma, executivos preocupados com a carreira e o reconhecimento social de sua conduta participam da validação de simulacros políticos. Sua subjugação e submissão voluntária, bem como sua recusa em questionar o teatro social, contribuem significativamente para perpetuar lógicas nos antípodas do desenvolvimento. O Presidente Kérékou declarou ao final de uma audiência com o Presidente Boni Yayi, em 10 de setembro de 2009: "O Benim é um país pequeno, mas difícil de liderar, devido ao comportamento de seus filhos e filhas, e é isso que impede o país de decolar." A questão dos valores parece ser a verdadeira chave para compreender a história política do Benim e o fracasso de nossos processos de desenvolvimento.
Diante dos problemas identificados, uma liderança presidencial comprometida com a transformação só pode ter sucesso se perseguir políticas públicas relevantes, tomar medidas adequadas para alcançar o futuro desejado e se basear em um conjunto de valores, princípios, atitudes e habilidades em governança e gestão de pessoas.
Primeiro, uma liderança presidencial baseada no consenso para promover a coexistência e abordar os problemas sociais.
A futura liderança presidencial deve promover amplo consenso sobre as principais questões, colocando o consenso no centro de suas decisões. O Presidente deve valorizar o envolvimento de todas as forças vitais da nação. De fato, além de clãs, musas e partidos políticos, tanto dentro do movimento (UP-le Renouveau, Bloc Républicain, Rassemblement National, Moele, etc.) quanto da oposição (Les Démocrates, Partido Comunista do Benim, Restauer l'Espoir, etc.), o Presidente deve recorrer a tudo o que o Benim tem a oferecer para abordar os problemas do país.
P. Kipré (2005, pp. 329-341) indica que os povos da África têm funcionado favorecendo o consenso político e social sem ignorar o debate contraditório. De fato, as culturas africanas baseiam-se principalmente em ideais de unidade e acolhem consultas com partes interessadas de todas as esferas da vida e da inclusão. Em Dànxòmɛ̀, o Rei Guézo, de 1818 a 1858, que compreendia a necessidade de consenso, esforço coletivo e espírito cooperativo, lembrava constantemente aos que ocupavam posições de liderança: "Se todos os filhos do reino viessem, com as mãos unidas, tapar os buracos do jarro furado, o reino estaria salvo." A fraternidade, um dos três principais valores do lema em que se funda a nossa República, exige uma liderança presidencial que promova a convivência, a coesão social, a unidade nacional, a harmonia em vez do princípio de cada um por si e a vitória de um grupo sobre o outro. Além disso, o consenso esteve no cerne do sucesso da Conferência Nacional das Forças Vitais da Nação, em fevereiro de 1990. De fato, todos os componentes da sociedade estiveram envolvidos, sem exceção, no processo de tomada de decisões que envolveu toda a nação. O consenso foi até promovido à categoria de princípio com valor constitucional.
A adoção do consenso como método para a tomada de decisões importantes do Estado deve refletir-se, sobretudo, na promoção de uma cooperação genuína e de uma construção conjunta a nível político e social. Este método de governação pressupõe a existência de mecanismos formais ou informais permanentes de diálogo e consulta que ajudem a ter em conta as diversas opiniões de cada parte e a construir consenso em torno de questões nacionais cruciais. É com isto em mente que uma parte da sociedade civil e da classe política propõe, há mais de dez (10) anos, novas fundações nacionais, como o Partido Comunista do Benim (PCB). Acreditam que o tempo dos messias acabou e que o povo deve ter voz para decidir sobre os seus problemas cruciais. A futura liderança presidencial deve tomar a iniciativa de uma profunda reconciliação nacional. O objetivo final da liderança presidencial do consenso é gerar concórdia, promover a unidade nacional em torno de ideais partilhados e mobilizar, se não todos nós, treze milhões de beninenses, a grande maioria em torno do desenvolvimento da nação, a fim de valorizar os 114.763 km² que Deus nos confiou. Os efeitos da liderança presidencial consensual só podem ser uma maior inclusão, a limitação, senão a erradicação, dos fenômenos de exclusão sugeridos pela Visão 2060, que projeta construir, até 2060, um país de paz, boa governança, prosperidade, influência internacional e bem-estar comum. Exemplos de Estados africanos mais bem-sucedidos no processo de desenvolvimento, incluindo Botsuana, Maurício, Namíbia e Cabo Verde, cujos chefes de governo se caracterizam por uma liderança inclusiva, construção de consenso e gestão colaborativa por meio da cooperação contínua com todos os grupos políticos e sociais, demonstram a eficácia da liderança presidencial baseada no consenso.
A ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher afirmou que "Dividir para reinar é um lema válido. Mas unir e liderar é um lema muito melhor" (citado por M. Koulibaly, 2008).
Embora a liderança presidencial consensual seja necessária e deva constituir a base da governança estatal, ela precisa ser complementada por outras dimensões de liderança para que o Chefe de Estado seja capaz de promover o desenvolvimento abrangente, sustentável e inclusivo do país.
Em segundo lugar, uma liderança presidencial eficaz para consolidar as conquistas dos antigos chefes de Estado e fortalecer o processo de desenvolvimento abrangente, sustentável e inclusivo.
A nova liderança presidencial deve consolidar as conquistas republicanas e fortalecer o processo de desenvolvimento. Deve basear-se nos princípios de eficácia, eficiência, responsabilidade e ética. A necessidade de fazer mais e melhor impede o retorno à gestão aleatória e à especulação, mas exige uma alocação criteriosa de recursos, um planejamento inteligente que integre perspectivas, decisões coerentes e rigor na gestão. Este requisito também exige uma profunda consciência histórica, um conhecimento profundo da sociologia beninense, a capacidade de formar uma coalizão de liderança e um mínimo de experiência para abordar os males da nossa sociedade — em suas raízes — de forma relevante e criteriosa. Esta liderança presidencial também exige escuta atenta e a humildade de se deixar julgar. O futuro Presidente deve ter a capacidade de se questionar.
O primeiro e mais importante projeto terá de ser o da Escola. Esta escola terá de redescobrir o propósito da Nova Escola do período revolucionário. Em outras palavras, deverá ser um meio de transformação global da sociedade, onde o ensino deverá permitir, em todos os níveis, uma educação e formação permanentes, favorecendo especializações em todos os níveis, graças a uma orientação criteriosa que leve em conta as capacidades individuais e as necessidades da Nação (RPB e MEN, 1981, p. 44). As orientações devem ser as mesmas. Trata-se de uma formação que permita sair da escola com profissões que atendam às necessidades da sociedade e concretizem a visão de desenvolvimento do país. E, acima de tudo, de formar homens informados sobre os problemas de desenvolvimento que o país enfrenta e os meios e formas suscetíveis de resolvê-los; homens orgulhosos de servir e defender com espírito desinteressado os interesses do país, que busquem unir os diferentes grupos étnicos; homens integrados ao seu meio, patriotas, livres dos complexos de extroversão e alienação.
A nova liderança presidencial também deve consolidar o desempenho do setor agrícola, estimular a industrialização, promover o patrimônio cultural nacional, as artes e os ofícios e fazer do Benim um importante destino turístico no continente e no mundo. Capacidade de mobilizar recursos financeiros e gerenciá-los de forma eficaz e eficiente. Gestão eficaz de projetos.
Em terceiro lugar, uma liderança que reconfigure o imaginário social para fomentar o surgimento de uma cultura de desenvolvimento integral.
A futura liderança presidencial, se almeja alcançar a transformação social, deve comprometer-se resolutamente com a renovação das mentalidades, a reconfiguração do imaginário social e a construção de uma nova visão moral para o país. A Revolução Cultural Chinesa, que lançou o desenvolvimento do país, demonstra a necessidade de reconfigurar o imaginário social. Estruturas e mentalidades epistêmicas e mentais devem ser descolonizadas. A primeira tarefa neste papel de "empreendedor" de novos laços sociais será combater o neologismo da bennoiserie. A reconfiguração do imaginário social envolve, em particular, tornar obrigatória a educação cívica e cidadã. Envolverá o desenvolvimento de uma cultura de integridade na ação pública, de reconhecimento e promoção da diversidade de carismas. O bem, venha de onde vier e seja quem for o seu autor, promove a humanidade e toda a comunidade nacional. Consequentemente, o bem realizado por outros e que eu não consigo realizar continua sendo um bem a ser reconhecido, incentivado e promovido. Também teremos que promover uma cultura de confiança, confiança, antes de tudo, em nós mesmos. Thomas Sankara recomendou que devemos reavivar a autoconfiança das pessoas, lembrando-lhes que foram grandes ontem e, portanto, talvez, grandes hoje e amanhã também. A reconfiguração do imaginário social deve promover uma ruptura com a busca frenética pela glória passageira, a facilidade alegre, a busca por rendas, a obsessão pela acumulação material e financeira e o fascínio por slogans enganosos que são mais uma questão de encantamento do que de visão e planejamento maduro. O novo imaginário deve romper com a extroversão e o mimetismo estéril e lançar um novo olhar sobre tudo o que é endógeno. Para reconfigurar com sucesso o imaginário social, a liderança presidencial deve ser de visão, integridade e comunicação.
Em suma, o futuro Presidente da República deve incorporar um perfil de liderança presidencial que combine os aspectos positivos dos Presidentes Mathieu Kérékou, Nicéphore Soglo, Boni Yayi e Patrice Talon. Como Mathieu Kérékou, ele deve ter um apego visceral à unidade nacional, à soberania do país, à estabilidade política e à construção de consensos para evitar o caos. Como Nicéphore Soglo, ele deve ser profundamente pan-africanista, um defensor ferrenho da cultura do povo negro e resolutamente voltado para a modernidade. Como Boni Yayi, o novo Presidente deve ser movido pelas preocupações sociais do povo, preocupado em manter contato próximo com ele em todos os momentos e comprometido com o desenvolvimento integral. Como Patrice Talon, o futuro Chefe de Estado deve ser movido pela modernidade, preocupado com resultados e levar plenamente em conta o conhecimento tecnocrático e gerencial.
fonte: https://lanation.bj/
SENEGAL: Fórum Fii Senegal 2025 - Ministros da Indústria e Agricultura compartilham oportunidades de negócios em agropolos com investidores privados.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Como parte do Fórum Investir no Senegal (Fii Senegal 2025), o Ministério da Indústria e Comércio organizou uma Sala de Reuniões dedicada aos agropolos. Este evento, específico do Programa Nacional de Desenvolvimento dos Agropolos do Senegal, foi realizado na quarta-feira, 8 de outubro, para discutir investimentos. Foi presidido pelo Ministro Dr. Serigne Guèye Diop, na presença de seu colega Dr. Mabouba Diagne, Ministro da Agricultura, Soberania Alimentar e Pecuária, bem como do Diretor de Operações do Banco Islâmico de Desenvolvimento (BID), Sr. Rachid Sam; do Gerente Nacional do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Sr. Mohamed A. Cherif; e da Embaixadora da Bélgica, Sra. Hélène De Bock.
Uma estrutura frutífera para o compartilhamento de oportunidades de negócios e do ambiente geral
Esta é uma estrutura frutífera para o compartilhamento de oportunidades de negócios e do ambiente geral, estabelecida no âmbito dos agropolos, para atrair, facilitar e garantir o sucesso do investimento privado no agronegócio. Trata-se, portanto, de uma oportunidade valiosa para o público em geral e os participantes interagirem diretamente com as principais partes interessadas, a saber: o Ministério da Indústria, o Ministério da Agricultura, parceiros técnicos e financeiros e o setor privado.
Como um dos programas prioritários do governo senegalês para alcançar a Visão Senegal 2050, os agropolos visam estabelecer de forma sustentável uma economia endógena da cadeia de valor, cujos principais motores serão a agricultura e a indústria.
Para atingir esse objetivo, o Ministro da Indústria e Comércio argumentou que esses dois setores-chave da economia senegalesa devem "interagir de forma complementar, com a agroindústria como ponto de junção, que depende, a montante, de um trabalho significativo para estruturar e desenvolver esses setores". Segundo ele, essa industrialização do setor primário senegalês em seus diversos componentes e produtos (agricultura, pecuária, pesca, agrofloresta, etc.) é, em última análise, o principal objetivo dos agropolos.
"Os agropolos visam promover a agroindústria como motor da transformação estrutural da nossa economia. Esse desejo pressupõe um aumento da contribuição da agricultura e da indústria para a criação de riqueza nacional e a estrutura do crescimento econômico", enfatizou o Dr. Serigne Guèye Diop.
Ele acrescentou: "Como um ator importante nessa transformação, o setor privado deve garantir seu sucesso, aproveitando, por meio de investimentos privados significativos no agronegócio, as oportunidades oferecidas pelo governo senegalês com a criação dos agropolos do Sul, Centro, Norte, Leste e Oeste."
Nesse sentido, o Ministro informou que o governo mobilizou mais de 500 bilhões de francos CFA de seus parceiros técnicos para construir infraestrutura estrutural e estabelecer uma estrutura abrangente para garantir a segurança do investimento e a competitividade industrial. Esses esforços governamentais se traduzirão, em última análise, apenas para os agropolos do Sul, Centro e Norte, na criação de 47 parques agroindustriais funcionais nos oito polos de desenvolvimento econômico, equipados com todas as comodidades e prontos para uso.
Segundo ele, os parques agroindustriais dos agropolos constituirão, portanto, "modernos polos de desenvolvimento agroindustrial e incubadoras industriais, permitindo que se agrupem para alcançar economias de escala, reunindo infraestrutura e serviços como conectividade e infraestrutura de comunicações (estradas, internet), abastecimento de água e eletricidade, armazenamento, logística e transporte, tratamento de efluentes e subprodutos do processamento, laboratórios analíticos, centros de atendimento único, etc."
Essas infraestruturas integradas, três das quais estão prontas para receber investidores privados, em Adéane, Mbellacadiao e Kolda, também serão vetores importantes de inovação tecnológica.
Garantias do Estado a Investidores Privados
Aos investidores privados que conseguirem aproveitar as oportunidades oferecidas, em especial estabelecendo-se nos terrenos dos parques agroindustriais desenvolvidos dos agropolos, o Ministro da Indústria assegura que podem ter a certeza de que o Estado, graças a uma sinergia perfeita de ações entre os Ministérios da Agricultura e da Indústria, lhes fornecerá matérias-primas agrícolas suficientes e de alta qualidade para todos os setores de processamento, provenientes, entre outros, de explorações agrícolas familiares apoiadas e de vários programas, como as Cooperativas Agrícolas Comunitárias (CAC), os Grandes Perímetros Agrícolas do Senegal (GPAS), as Propriedades Agrícolas Comunitárias (DAC) e explorações agrícolas individuais integradas.
Por fim, o Ministro anunciou que os agropolos do Sul e do Centro serão lançados até ao final do ano.
Durante a reunião, as equipas do ministério fizeram uma apresentação detalhada sobre as inúmeras oportunidades de investimento em agropolos. Foi também assinado um acordo de parceria.
Autor: Cheikhou AIDARA e Abdoulaye SECK (Imagens)
Macky Sall e o Supremo Tribunal de Justiça: 2 más notícias para Pastef.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O projeto de resolução para o impeachment de Macky Sall perante o Supremo Tribunal de Justiça foi apresentado na Assembleia Nacional. A informação foi fornecida por Ayib Daffé, presidente do grupo parlamentar do Pastef.
Mas este impeachment, mesmo que aprovado pela esmagadora maioria do Pastef na Assembleia Nacional, enfrentará dois obstáculos. O primeiro é que, até o momento, será impossível levar Macky Sall perante um tribunal senegalês. No Marrocos, desde o fim de seu mandato, o ex-chefe de Estado não pôs os pés no Senegal.
Há também a definição alusiva de alta traição. Como aponta a Jeune Afrique, nem a Constituição nem a lei orgânica do Supremo Tribunal de Justiça a explicam.
Autor: Mouhamed CAMARA
França: Macky Sall segue os passos de Kylian Mbappé.
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Acusado de ter ocultado, juntamente com a sua equipa governamental, uma dívida pública de aproximadamente 40 biliões de francos CFA, Macky Sall está a organizar a sua resposta. Segundo informações da RFI, o ex-presidente do Senegal nomeou uma equipa de advogados senegaleses e franceses, incluindo o advogado de Kylian Mbappé.
Na Assembleia Nacional, Pastef reacendeu as especulações sobre um possível processo contra Macky Sall perante o Supremo Tribunal de Justiça. Após negar publicamente essas acusações, Macky Sall mudou de rumo.
O ex-chefe de Estado lançou a sua resposta apelando à equipa jurídica francesa, a FTMS. Segundo o seu website oficial, este grupo "apoia os seus clientes na condução de litígios sensíveis (...) com um perfeito domínio dos mundos económicos, social, judicial e mediático", com intervenções "em França e a nível internacional, particularmente na África francófona, onde o escritório goza de uma sólida reputação e de uma rede de correspondentes".
Entre os eminentes advogados do grupo FTMS está o advogado de Kylian Mbappé, Pierre-Olivier Sur. Presidente da Ordem dos Advogados de Paris de 2014 a 2015, ele se distingue por ter grande familiaridade com o Senegal, tendo atuado anteriormente como advogado de Karim Wade perante o CREI (República do Senegal) e, posteriormente, de Mame Mbaye Niang no caso de difamação contra o atual Primeiro-Ministro Ousmane Sonko.
Nenhum nome dos advogados senegaleses nomeados por Macky Sall foi divulgado até o momento. O que está claro é que os advogados solicitaram uma cópia do relatório à Inspeção-Geral das Finanças, que foi utilizada pelo Tribunal de Contas, e contrataram especialistas financeiros para analisar os relatórios em questão.
Autor: Mouhamed CAMARA
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