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O Tribunal Constitucional anunciou nesta quinta-feira, 16 de abril, em Cotonou, os resultados provisórios das eleições presidenciais de 12 de abril. A dupla Romuald Wadagni e Mariam Chabi Talata foi declarada vencedora no primeiro turno, confirmando as tendências anunciadas pela Comissão Eleitoral Nacional Autônoma.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... O Tribunal Constitucional validou os resultados da eleição presidenc...
domingo, 19 de abril de 2026
O Tribunal Constitucional anunciou nesta quinta-feira, 16 de abril, em Cotonou, os resultados provisórios das eleições presidenciais de 12 de abril. A dupla Romuald Wadagni e Mariam Chabi Talata foi declarada vencedora no primeiro turno, confirmando as tendências anunciadas pela Comissão Eleitoral Nacional Autônoma.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O Tribunal Constitucional validou os resultados da eleição presidencial realizada em 12 de abril de 2026, após analisar os relatórios oficiais e as observações iniciais. O Supremo Tribunal confirmou os resultados divulgados pela Comissão Eleitoral Nacional Autônoma (CENA), confirmando uma vitória expressiva da dupla Wadagni-Talata e abrindo caminho para o segundo turno do processo eleitoral. De acordo com os dados oficiais, a dupla formada por Romuald Wadagni e sua vice, Mariam Chabi Talata, venceu com ampla margem, obtendo 94,27% dos votos. Essa expressiva votação garante a vitória no primeiro turno, em conformidade com as disposições do Código Eleitoral. Confirma também as tendências divulgadas pela CENA, com apenas pequenos ajustes feitos pelo Tribunal. A chapa de oposição, liderada por Paul Hounkpè e Rock Judicaël Hounwanou, obteve 5,73% dos votos. Essa margem significativa reflete um equilíbrio de poder amplamente favorável ao campo majoritário, em uma eleição que exigiu apenas um turno para definir os candidatos. A participação eleitoral, entretanto, é estimada em 63,55% do eleitorado. Essa taxa demonstra uma mobilização significativa dos eleitores, embora possam ser observadas disparidades dependendo da área geográfica. O Tribunal Constitucional enfatiza que esses números são baseados em dados nacionais consolidados, após a centralização dos resultados das diversas seções eleitorais. Embora esses resultados confirmem o desfecho da eleição, eles permanecem provisórios. De acordo com a legislação vigente, os candidatos têm cinco dias a partir do anúncio dos resultados para apresentar eventuais recursos. Esses recursos, se apresentados, serão examinados pelo Tribunal Constitucional, que tomará a decisão final. Esse mecanismo de recurso é uma garantia essencial do processo democrático, permitindo que as partes interessadas expressem suas observações sobre a condução da eleição ou a regularidade das operações eleitorais. Após essa fase contenciosa, o Tribunal anunciará os resultados finais.
Essa etapa final confirmará oficialmente a eleição de Romuald Wadagni para o cargo mais alto e abrirá caminho para sua posse como Presidente da República do Benim. Com isso, encerra-se o ciclo eleitoral iniciado há várias semanas. Ao anunciar esses resultados provisórios, o Tribunal Constitucional reforça a credibilidade do processo eleitoral em um contexto político marcado por altas expectativas em relação à governança e à continuidade da ação pública.
fonte: https://lanation.bj/
VISITA DO PAPA A CAMARÕES: Será que "São Paulo" ouvirá o sermão de Sua Santidade?
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O Papa Leão XIV continua sua viagem pela África. Após visitar a Argélia de 13 a 15 de abril, o chefe da Igreja Católica seguiu para Camarões, onde foi recebido em 15 de abril em Yaoundé. De acordo com sua agenda, ele deverá se encontrar com o Chefe de Estado e os bispos da cidade no mesmo dia. Em seguida, viajará para Bamenda, epicentro da crise anglófona, onde pregará a paz durante uma missa. Outra missa também está prevista no Estádio Japoma, em Douala, e uma última em Yaoundé, onde concluirá sua visita ao país. Camarões é claramente uma terra predileta dos papas, pode-se dizer. De fato, esta é a quarta vez que um pontífice visita o país.
A visita do Papa Leão XIV a Camarões ocorre em meio a um clima político tenso.
Todas essas visitas, que começaram em 1985 com João Paulo II, aconteceram durante a presidência de Paul Biya. Isso demonstra quantos papas o ocupante do Palácio de Etoudi, com seus 43 anos no poder, viu chegar e partir. A visita do Papa Leão XIV, sem dúvida, representa um vislumbre de esperança para milhares de camaroneses e um verdadeiro momento de comunhão entre os filhos e filhas desta nação. Neste país predominantemente católico, sua chegada ajudará a esquecer, em certa medida, alguns problemas internos e fortalecerá a fé de muitos fiéis, alguns dos quais poderão até mesmo realizar o sonho de uma vida inteira, celebrando a missa com a mais alta autoridade da Igreja Católica. A visita do sucessor do Papa Francisco ocorre em meio a um clima político tenso, no qual o presidente nonagenário acaba de garantir um oitavo mandato após uma eleição fraudulenta que resultou na prisão de opositores políticos e no exílio forçado de outros. Paralelamente a essa crise política, o tecido social continua a se deteriorar, particularmente na região anglófona, onde a crise está enraizada há quase uma década. Isso ressalta o fato de que os camaroneses hoje, mais do que nunca, precisam de paz e reconciliação. O conflito entre as forças governamentais e os grupos separatistas armados na região Noroeste, aliado às diversas manobras do Presidente Biya para perpetuar-se no poder, causou imensos danos. Por todas estas razões, a visita do Papa não poderia ter sido mais oportuna. De facto, esta visita era muito aguardada neste país da África Central. Representa uma das raras oportunidades de dizer algumas verdades duras ao Chefe de Estado, que raramente proporciona tal espaço. "Estamos a aproveitar a visita do Papa para dizer que as coisas não andam bem nos Camarões." Esta declaração, feita por um jornalista camaronês, é, portanto, totalmente precisa. Resume muito bem todas as iniciativas de certos atores da sociedade civil, partidos políticos da oposição e até mesmo do episcopado, que se mobilizaram alguns dias antes para enviar mensagens por ocasião desta visita papal.
Será preciso mais do que uma visita papal para amolecer o coração do presidente Biya em relação aos seus oponentes.
Para eles, esta visita do Santo Padre é uma oportunidade de ouro para apresentar suas reivindicações a Paulo Biya, que, como sabemos, não é muito receptivo a esse tipo de pedido. Essa abordagem é ainda mais compreensível, visto que, além do Papa, os camaroneses não veem ninguém mais que possa ter autoridade moral sobre o seu presidente. Memorandos foram, portanto, assinados e entregues aos arcebispos para que possam interceder junto à autoridade papal em nome dos presos políticos e exilados, bem como de todos os detidos em conexão com a crise anglófona. Isso demonstra que o pontífice não terá falta de assuntos para discutir com seu convidado, caso deseje abordar as questões controversas. Mas será que "São Paulo" sequer ouvirá o sermão de Sua Santidade? Isso está longe de ser certo. Como prova, essas inúmeras visitas papais, de João Paulo II a Bento XVI, todas anteriores a Leão XIV, não alteraram em nada as políticas de Biya em Camarões. Ele manteve o sistema que estabeleceu ao longo dos anos como modo de governar o país. Isso sugere que será preciso mais do que uma visita papal para amolecer o coração de Biya em relação aos seus oponentes, que continuam profundamente perturbados.
fonte: "Le Pays"
POSSE DO PRESIDENTE CONGOLÊS: Nada de novo no reino de Sassou.
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Em quarenta anos de governo, isso se tornou bastante comum. Mesmo assim, o chefe de Estado congolês quis dar-lhe um significado especial, imbuindo-o de uma dimensão condizente com seu longo período no poder. Trata-se de Denis Sassou Nguesso, presidente do Congo-Brazzaville, que tomou posse para um quinto mandato. A cerimônia ocorreu em 16 de abril no Estádio da Concórdia, em Kintélé, capital congolesa, diante de uma grande multidão e uma série de convidados e dignitários de alto escalão, incluindo meia dúzia de chefes de Estado africanos. Para enfatizar ainda mais o evento, o dia foi declarado feriado nacional em todo o território congolês, num claro esforço para envolver o povo congolês nesta mais recente cerimônia de coroação do príncipe reinante, o que não é novidade no reino de Sassou.
O Congo-Brazzaville começa a se assemelhar ao feudo pessoal de Denis Sassou Nguesso.
Um país onde a alternância política nunca foi sequer uma miragem, desde que o nativo de Edou retornou ao poder em 1997, após um breve hiato de cinco anos no Palácio do Povo. E desde então, as eleições se sucedem neste país francófono da África Central, rico em recursos de petróleo e gás, invariavelmente produzindo o mesmo vencedor previsível. Isso significa que, além da pompa e circunstância destinadas a aumentar o prestígio do evento, o que toda uma geração de congoleses, que só conheceu Denis Sassou Nguesso como presidente, testemunhou na última quinta-feira foi uma cerimônia bastante rotineira. Isso é ainda mais provável dado que, assim como o presidente ugandense octogenário, Yoweri Museveni, que reina há nada menos que quatro décadas e considera seu país sua "plantação de bananas", o Congo-Brazzaville não está longe de se assemelhar ao campo de mandioca de Denis Sassou Nguesso, que ele cultiva como bem entende, depois de ter trabalhado para aniquilar toda a oposição durante todo esse tempo. E é um eufemismo dizer que as eleições se tornaram mera formalidade em um país onde o chefe de Estado é quase sempre e sistematicamente reeleito com margens de vitória dignas de stalinismo. Contudo, aos oitenta e dois anos, este novo mandato de cinco anos surge como o ápice de uma vida que o ocupante do palácio presidencial em Brazzaville parece incapaz de imaginar sem o poder. E o fato de preparativos tão elaborados terem sido feitos para conferir tanto esplendor a uma cerimônia que nada mais é do que uma formalidade parece sintomático do que este novo mandato representa aos olhos do homem forte de Brazzaville. Representa uma conquista para um homem que alcançou tudo o que desejava em sua carreira política e que não está longe de acreditar ter um destino messiânico aos olhos de seu povo. Um líder que também vê, mandato após mandato, a concretização de seu sonho de morrer no poder. Mas, além da democracia e das regras de alternância que são distorcidas e minadas por esse processo, isso não teria tido consequências maiores se o seu reinado não fosse caracterizado pelo forte contraste entre a imensa riqueza natural do país e a pobreza persistente em que vive a vasta maioria da população.
Tudo indica que o povo congolês está resignado.
É evidente que existe um verdadeiro distanciamento entre o chefe de Estado, que, do alto de sua torre de marfim, parece se vangloriar de sua gestão do Congo, e seu povo, que ainda aguarda os frutos do desenvolvimento prometido em todas as campanhas eleitorais. Isso demonstra que, para o presidente, que há muito trocou o uniforme de trabalho pelo terno e gravata, os desafios continuam imensos. É nesse contexto que aguardamos para ver o que o presidente octogenário, que não parece disposto a reivindicar seus benefícios de aposentadoria, fará neste quinto mandato. Continuará como sempre fez, buscando consolidar ainda mais seu poder? Ou mudará de rumo? Enquanto isso, com o sistema firmemente estabelecido, tudo indica que o povo congolês está resignado. Em todo caso, o fato é que, entre a abertura democrática, a diversificação econômica, a restauração da credibilidade eleitoral e a proteção das liberdades fundamentais, os desafios que o novo líder enfrenta são numerosos, enquanto busca tirar o país da estagnação política e social. Sem mencionar a questão da sucessão, que corre o risco de desestabilizar o equilíbrio de poder na ausência de um sucessor claro e amplamente aceito.
fonte: “Le Pays”
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