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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

ANGOLA: MONDLANE DEVOLVEU A POLÍTICA AO ELEITOR.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A abertura do ano judicial em Moçambique veio demonstrar, na voz do presidente do Tribunal Supremo e do Bastonário da Ordem dos Advogados, que Venâncio Mondlane estava avançado no tempo. Um político visionário, interventivo, resiliente, que não se deixou, até hoje, corromper, pelas lianas do regime. Por Kuiba Afonso Venâncio Mondlane deu corpo às balas, colocou-se no meio dos mais de 13 milhões de moçambicanos pobres. Desempregados, desmobilizados e discriminados. Partilhou os seus gemeres e os sentires. Carimbou uma nova forma de fazer política. Não acreditou que o lobo por não comer galinhas por três dias, tenha virado vegetariano… Preteritamente havia lançado vários desafios, para a seara jurídica nacional. Apelou à revogação das normas constitucionais antidemocráticas. Sugeriu a equidade da maioridade civil. Clamou a relevância do Conselho de Estado, com novo figurino legal. Lançou a tese da criação de um Tribunal Eleitoral. Clarificou a lógica de um Pacto de Regime, na senda de um amplo debate entre todas as forças vivas do país. Notificou a urgência da elaboração de uma nova constituição de viés afro-moçambicana. Hoje a maioria dos cidadãos africanos que pugna por mudanças eleitorais efectivas, reivindicação cidadã, manifestação pacífica interventiva, grito de liberdade e democracia plena, não pode deixar de escrutinar os actos de empatia mobilizadora de Venâncio Mondlane… Ele devolveu a política aos cidadãos, em 2024. Ele emprestou uma nova forma de fazer política, reivindicando com a força das palavras, a blindagem da voz e os pilares da empatia e convencimento. Mondlane não recorre às armas. Mas à imagem. Apela ao pacifismo. À verdade eleitoral. A órgãos de soberania despartidarizados. À democracia de alternância baseada, na vontade soberana do cidadão eleitor… Nega o eleitor informático, plantado pelo Excel da fraude, da UIR, da CNE do Conselho Constitucional… O seu grito jovem descomprometido com a corrupção e as benesses circunstanciais, aceites por políticos chiclete, abraçava (2024) e abraça a causa de indignação e discriminação de milhões de moçambicanos, expressamente, excluídos do centro do Orçamento, desde 1975. Eles (os milhões) decidiram, após a batota eleitoral de Outubro de 2024, transformar as ruas e avenidas em verdadeiras faculdades da indignação, travando uma luta contra as armas e canhões que alimentam um regime avesso à transparência e a democracia… O mundo viu. O ocidente foi cúmplice. É cúmplice! Da fraude eleitoral de 2024. A União Europeia foi omissa aos assassinatos de inocentes. Eles defendem a “democracia dos minerais”, que se resume na defesa de líderes que lhes garantem a rapina das matérias-primas dos países africanos, antigas colónias, a baixo custo… Mondlane denunciou. Lutou, sem o apoio dos países ocidentais que se pavoneiam defensores das liberdades e democracia. Portugal e o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, constitucionalista, são e foram uma verdadeira fraude. Defendem as ditaduras. Os ditadores. Mas, diante da luta desigual, Moçambique e os restantes países de África não conseguiram ficar indiferentes ao novo fenómeno (Mondlane + juventude) que devolveu a política aos moçambicanos. O novo líder rejeitou a violência brutal das forças policiais e militares (que assassina(va)m e prendem), hasteando livros da lei e cláusulas pétreas da Constituição. A Polícia, os militares a CNE ficaram cunhados nos discursos do presidente do Tribunal Supremo e do Bastonário da Ordem dos Advogados, como responsáveis pelos assassinatos, prisões arbitrárias e subversão das regras eleitorais. Tudo que Venâncio Mondlane, isolado, denunciava. Agora todos ficaram, mais uma vez, com a noção da cumplicidade de certos órgãos do regime, como a Presidência da República, a FRELIMO, o Conselho Constitucional, as organizações europeias e americanas, quando no nosso continente, emergem lideranças comprometidas com o combate à pobreza, fome, analfabetismo e aposta num verdadeiro sistema de educação, justiça, democracia e desenvolvimento. Um compromisso irrevogável com a transformação das matérias primas no país. O Ocidente, em 2022 em Angola e em 2024, em Moçambique deixou claro ser um acérrimo defensor de autocracias e ditaduras africanas, que oprimem os seus povos. Os exemplos da ascensão fraudulenta de longevos, incompetentes e assassinos ditadores, com direito a tapete vermelho nos areópagos europeus, estão à mão de semear… Felizmente, a coluna vertebral erecta de um líder, a sua coerência, resiliência e o tempo demonstram, agora, a bússola da verdade. O desfraldar das folhas das liberdades, nas calçadas mentais de milhões, a fazerem morada em várias latitudes do Estado, tais como: – A necessidade de se regular a idade civil plena dos cidadãos para 18 anos, ao invés da actual dualidade (21-18), foi reconhecida como pertinente, pelo presidente do Tribunal Supremo; – A politização da norma constitucional, por parte do Conselho Constitucional, quanto à dupla função do Presidente da República (igualmente) presidente da Frelimo; – Da criminalização das manifestações, direito constitucionalmente consagrado; – Prisões arbitrárias e assassinatos com impunidade, por forças de defesa e segurança; – Permanência de tropas estrangeiras em Cabo Delgado, ao arrepio da Constituição; – Diálogo inclusivo com exclusão da voz da maioria… Estes factos evocados pelo bastonário da Ordem de Advogados, na abertura do ano judicial de 2026, blindam a visão pragmática de Venâncio Mondlane e de todos quantos nele creem. A defesa hercúlea das liberdades, da verdade eleitoral, do direito à manifestação, a consolidação de uma democracia participativa e a uma comprometida aposta num sistema de educação forte, assente em escolas técnico-profissionais, que valorize as línguas, culturas e tradições dos vários povos autóctones, distinguem Mondlane dos demais. Ele ambiciona garantir em dois anos, um plano de autonomia e desenvolvimento agroindustrial das regiões, que devem capitalizar, com recursos financeiros internos, para a transformação das matérias-primas locais. Por tudo isso pode-se afirmar que devolvida a política aos povos autóctones, Moçambique tem assistido a um aumento exponencial da literacia político-social dos jovens, desempregados, desmobilizados e discriminados, que impõem uma severa revogação do actual sistema partidocrata, que é pernicioso. A juventude irmanada em Mondlane quer equidade, por isso grita a plenos pulmões: “Este país é nosso!” É o grito de liberdade de que tanto Moçambique (e Angola) carece(m), depois de 50 anos de independência material, verdadeira “carta de alforria”, outorgada pela antiga potência colonial (Portugal), a partidos anti-democráticos e autocráticos. O grito dos povos quer o hastear de uma nova bandeira, um novo hino e a proclamação, por verdadeiros patriotas e nacionalistas da INDEPENDÊNCIA IMATERIAL de que tanto carecem. fonte:folha8

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Samuel

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