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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
Manhã tensa de terça-feira na Prisão Central de Conacri: Toumba Diakité, uma extração a mais?
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A transferência de Aboubacar Diakité, conhecido como Toumba, da Prisão Central de Conacri, na terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, marca uma virada na gestão prisional e de segurança na Guiné, tão brutal quanto perturbadora. Tudo teria começado com uma inspeção surpresa realizada em 9 de fevereiro na principal prisão do país. O inventário feito pelos agentes designados para a tarefa (que incluiu a apreensão de celulares, narcóticos e armas brancas) revela menos um simples caso de indisciplina prisional do que uma falha estrutural e prolongada de um sistema prisional assolado por corrupção, corrupção e negligência institucional flagrante. Nessa situação caótica, um homem, Toumba Diakité, teria se recusado a permitir uma busca em sua cela, proferido ameaças e se tornado agressivo, de acordo com um comunicado da Procuradoria Pública de Conacri. Este último invocou uma tríplice necessidade — manter a ordem pública, proteger os outros presos e garantir a segurança dos funcionários da prisão — antes de reiterar sua firme posição: nenhum santuário de impunidade seria tolerado, inclusive atrás das grades. A reação do Estado foi imediata, dramática, quase marcial, com a transferência forçada de Toumba Diakité para a prisão de Coyah, nos arredores de Conacri, um enorme esquema de segurança ao redor da prisão e disparos esporádicos ouvidos na península de Kaloum, onde se localiza a Penitenciária Central. Em questão de horas, um suposto incidente disciplinar se transformou em uma crise de segurança urbana, e a prisão se estendeu para a cidade.
Este último caso de Toumba Diakité deixará uma marca indelével.
Mas era realmente necessário recorrer a uma extração tão drástica, acompanhada por um impressionante aparato de segurança, a ponto de causar pânico e paralisar parcialmente o trânsito em Conacri? A emergência foi genuína ou fabricada? Essas questões são ainda mais pertinentes, visto que a Administração já possui o poder de transferir um detento por razões de segurança ou para prevenir distúrbios, mas isso deve ser feito com salvaguardas processuais e uma justificativa detalhada para a operação. No entanto, tudo indica que os direitos de Toumba Diakité não foram respeitados, enquanto que, segundo a lei penitenciária guineense, o Estado, mesmo diante de um detento problemático, permanece vinculado a uma obrigação maior: proteger a vida e a integridade daqueles que são privados de sua liberdade. Essas fragilidades legais alimentam uma suspeita persistente: a de que se tratou de uma operação politicamente oportunista, utilizada pelo governo para neutralizar uma figura que se tornara um constrangimento. Isso porque Toumba Diakité, ex-ajudante de ordens de Moussa Dadis Camara, não é um prisioneiro comum desde o julgamento histórico pelos eventos de 28 de setembro de 2009, ao final do qual foi condenado a dez anos de prisão, pena que deveria cumprir nos meses seguintes. Desde então, sua popularidade cresceu exponencialmente, o que pode se revelar particularmente problemático para as autoridades guineenses. Seja como for, este novo caso de Toumba Diakité deixará uma mancha escura em um cenário já marcado por críticas recorrentes sobre o respeito aos direitos humanos, com detenções semelhantes envolvendo tanto civis quanto militares. A esperança agora recai sobre o novo Ministro da Justiça, Ibrahim Sory II Tounkara, o mesmo que presidiu as audiências sobre os eventos de 28 de setembro, para restaurar o Estado de Direito, garantir os direitos dos detidos e impedir que as prisões se tornem instrumentos de acerto de contas, com consequências potencialmente imprevisíveis no contexto político altamente instável da Guiné.
Hamadou Gadiaga
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