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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Nuno Fernandes: "Somos de uma geração que tem a noção exacta do custo de uma ideia” .

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Temos vinte anos de Executive Center, foi um caminho calmo, sempre a deslizar?
Não, isso é um caminho turbulento. O país também é turbulento. Nós dificilmente deslizaríamos. Temos momentos em que deslizamos, mas temos muitos momentos de turbulência. Quando iniciámos este projecto era muito gráfico, ligado à produção de livros, muito de carácter editorial, pensávamos muito em revistas, até porque este projecto foi pensado por jornalistas, com a visão que o jornalismo nos cria, aquele célebre conceito: jornalista uma vez, jornalista para toda a vida.
A derivação para a publicidade foi o resultado de uma abertura do mercado e a criação de um sector de oportunidade, visto que nós vivíamos num Estado que tinha sobretudo propaganda, mas que não tinha publicidade. E começámos a lidar… até por via da necessidade de sustentar os produtos editoriais com publicidade, começámos nós a trabalhar essa mesma publicidade porque os clientes não tinham essas ferramentas e não tinham quem as trabalhasse.

Passamos da fase da propaganda para a da publicidade, pode-se dizer que já temos, mesmo, publicidade em Angola?
Já. Nós já temos publicidade, claramente temo-la. E se olharmos para a publicidade que temos, temos publicidade com qualidade que é inerente ao valor que a produz, que a adquire. Temos indiscutivelmente publicidade. Também temos propaganda, mas que está, hoje, mais circunscrita à área política. As marcas, as instituições, etc., já usam a publicidade, claramente.

E a cultura empresarial quanto à necessidade de publicitar? Olho para as publicações e televisão e vejo que temos três ou quatro grandes anunciantes que se repetem…
Olhe, a área alimentar, a da distribuição, começa a ocupar um espaço que acompanha o crescimento do seu mercado. Há uns anos tínhamos apenas meia dúzia de distribuidores, tínhamos muito pouca oferta. Hoje temos uma oferta claramente superior e a publicidade, em termos de volume, começa a acompanhar esse esforço. Temos a banca, que é claramente competitiva, já, e também aí sentimos que ela cresceu. As telecomunicações… O grande problema é que o nosso mercado ainda não é um grande mercado, as coisas são à dimensão e são resultado do mercado que existe aqui.

São vinte anos, um tempo em que o mercado em que actua a Executive Center se foi moldando também e foram entrando outros actores. Estamos preenchidos neste particular?
Estamos a falar em termos de agências?

Exatamente. Como estamos?
Eu tenho muita pena que o mercado angolano tenha poucas agências angolanas a trabalhar a comunicação no país. Isto, naturalmente, é uma consequência de termos tido uma Lei Geral da Publicidade mas não termos tido o regulamento dessa mesma lei. O nosso mercado é um mercado muito aberto. E quando digo isso não quero ser entendido como um indivíduo que pretende ser restritivo e que pretende impedir a vinda de quem quer que seja. Eu sou apologista dos mercados abertos, mas sou apologista de um mercado com ordem. Não é justo, no mínimo, que você tenha uma organização que paga um volume considerável de impostos por ano, que seja um contribuinte claro para a Segurança Social, que seja um fomentador de emprego, que seja uma parte importante de sustentação de famílias… e nós sabemos da importância que o emprego tem para o sustento familiar em Angola, e em todo o mundo, mas aqui particularmente por outras carências que nós mais particularmente temos… Somos, claramente, um formador profissional, e essa é das partes que mais me orgulham neste projecto, e é muito pouco decente que o país autorize que empresas penetrem no nosso mercado sem estarem registadas no nosso mercado, sem serem contribuintes de qualquer espécie para o nosso mercado… mas porque já temos hotéis são fáceis de alojar, vêm, fazem o rastreio do mercado e trabalham a nossa comunicação lá fora, onde têm uma estrutura. Neste momento esta procura até se tem acentuado devido às dificuldades e estou a falar concretamente do mercado europeu… eles vêm à procura de outras oportunidades, mas o problema é que somos nós que facilitamos, no pior dos sentidos, essas oportunidades. E essas oportunidades que facilitamos contrariam completamente uma lógica de crescimento da indústria nacional. Se essas empresas querem estar aqui acho muito bem, mas que se registem aqui, que tragam o seu know how, e esta é uma área onde se investiu muito pouco, em formação, há poucos angolanos especialistas nesta área, mas então que venham os tais especialistas e que estas empresas, até respeitando a Lei Geral do Trabalho, no que diz respeito ao percentual de emprego de estrangeiros, permita fazer a formação de quadros nacionais. Até porque com um olhar atento, e isso aconteceu connosco, saber onde estão os nossos bons lá fora e dizer-lhes regressem ao vosso país porque têm estas oportunidades. Mas isto é muito pouco competitivo se tivermos como concorrente alguém que não paga impostos, um concorrente que vem custeado pelo cliente, um concorrente que está aqui numa boa...
E há agora nas redacções a discussão sobre o facto de se ter passado a receber, todos os dias, telefonemas, e-mails e outros tipos de comunicação de eventos de empresas e instituições angolanas, a acontecer em Angola, mas feitas a partir de fora. É terrível para quem trabalha cá?
Claro. É mesmo terrível, você diz bem. Eu há dias vi um despacho da Presidente do Brasil, de protecção à indústria brasileira, em que, por exemplo, eles determinaram uma taxação especial para todos os produtos publicitários não produzidos no Brasil. E consideram, inclusivamente, que pode ser dado como produto brasileiro aquele que, feito no exterior, tenha um envolvimento mínimo, estabelecido por lei, de pessoal brasileiro. Hoje temos clientes que são entidades angolanas, pelo menos assim se afirmam, mas que vão lá fora e contratam os serviços. Quando me vêm dizer que é uma questão de qualidade, eu hoje, com alguma autoridade, posso dizer que a qualidade que eles fazem nós fazêmo-la. Nós aqui nesta casa fazêmo-la. E tanto fazêmo-la que vamos lá fora, vamos aos mesmos concursos internacionais e ninguém está lá para dar prémios aos angolanos coitadinhos. Os prémios que temos conquistado para Angola são fruto da qualidade do trabalho e competência que se apresenta. Isso, para mim, tem um custo muito superior que o custo dessa gente (os estrangeiros) porque, inclusivamente, eles conseguem outra coisa, conseguem justificar a exportação do serviço para cá, isentando-se de impostos também lá, o que é optimo, é viver ‘free’.
Nós estamos a formar gente, temos que estar protegidos, até porque, quanto a mim, deve haver um sentido de Estado na protecção às indústrias emergentes. Todos nós gostamos de apresentar o Brasil como exemplo, mas o Brasil também se fez de algum proteccionismo. E ainda se faz. E a gente vê o cariz corporativista do mercado brasileiro mesmo quando está noutros mercados, nós sentimo-lo aqui. Mas nós não. Aqui temos uma coisa que herdámos de quem connosco viveu muitos anos… nós somos capazes de receber alguém e se esse alguém tiver uma língua muito difícil nós fazemos tudo por tudo para aprender essa língua muito difícil. Porque nos fica bem falar aquela língua. Não somos capazes de falar a nossa.
Nem exigimos que ele fale a nossa. Além desta deslocação, da produção lá fora, do produto publicitário, e do produtor estrangeiro, há também uma deslocação no mostruário, a vitrine, como vermos a Globo cheíssima de publicidade angolana e alguma dessa publicidade não a vemos na comunicação social angolana.
Estou de acordo com esta preocupação. E acho também que deve haver uma preocupação, da mídia local. Ao nível da imprensa escrita, por exemplo, não se vê muito disso, ao nível das televisões vê-se. Isso tem também a ver com a qualidade dos conteúdos. E depois tem também a ver com a tipificação do mercado a quem se dirige aquela comunicação específica. E os estudos de audiência revelarem aonde está a audiência daquele mercado específico. Aqui tem que haver um trabalho biunívoco, um esforço de ambos os lados. Das agências que querem apostar na mídia nacional, mas também a própria mídia nacional apostar numa qualidade que seja apelativa para que eu consiga ocupá-la com êxito. Porque posso estar a pôr publicidade, não estou a referir-me a nada específico, mas posso ter um determinado produto colocado num sítio, porque é angolano, que pode não ter a audiência para o produto ou mercado que se anuncia. Quando os estudos de audiência revelarem que canalizei uma verba importante do meu cliente pra nada, ele vai me pedir contas. Vai dizer você está a sugerir-me o desastre, você está a passar ao lado do canal correcto, o meu público não está alí. Acho que principalmente ao nível das nossas televisões tem que haver um olhar outra vez sobre os programas, nós não podemos só oferecer dança o dia inteiro, temos que ter programação que congregue. A Globo tem uma coisa que até caminhamos bem para lá, acho que neste aspecto estamos a fazer escola, que são as novelas, acho que estamos no caminho certo na parte da ficção, ainda não com a massificação, nem com a qualidade de história que eles têm, mas aí estamos a fazer caminho. Mas há muitos outros espaços da televisão que têm de ser observados de outra maneira para que possamos ter um maior leque de escolhas e eu saber que o meu público-alvo está lá.

Olhando outra vez para estes vinte anos, temos órgãos de comunicação social que alguns não serão boas janelas para quem se queira anunciar e, por outro lado, temos também um mercado pequeno de anunciantes, tal como é pequeno o mercado empresarial. Como é que se vive neste espaço, para não falar da concorrência que vem de fora?
Eu acho que há uma coisa que pode superar o lado mau. Nós sabemos que a concorrência está aí. Que a concorrência, estando na forma como vimos há bocado, nos é prejudicial. Nós temos duas formas de a combater, e as duas têm que ser feitas com competência: uma é fazer bem, tentar uma melhor integração dos nossos clientes com o mercado e, nós, como produtores de ideias, fazer consolidar os seus produtos e marcas. É ter competência, não há de haver lei nenhuma proteccionista que proteja a incompetência. Qualquer marca há-de discernir e distinguir o que é bom do que é mau. Tem que haver uma aposta clara das agências nacionais, por isso é que não gosto do discurso do coitadinho, porque acho que se deve passar a mensagem para dentro e dizer claramente nós temos que ser bons. Nós temos que analisar como podemos lá chegar. Não temos a preocupação de sermos maiores, temos é que ter a preocupação de sermos competentes. Acho que esse deve ser o esforço de todos os dias, olhar para a nossa organização e perceber onde é que temos que melhorar para darmos uma melhor resposta ao nosso cliente. Com esse esforço chega-se lá. Dou-lhe o exemplo do seu jornal, que é indiscutivelmente um bom jornal, que se lê. Há muitos jornais que tenho dificuldade em ler, pelo texto, pelo grafismo. O PAÍS, a única coisa com que tem de se preocupar é em ser uma publicação competente, porque é assim que é credível. Isto passa-se com as agências. Por outro lado, temos de fazer um esforço de levar as autoridades a olharem para a salvaguarda do mercado, de forma a que esteja defendida a competência, a independência, a fiscalidade. Isto obriga a que outros que aqui agora estão na qualidade de paraquedistas amanhã, se calhar, estejam já no efectivo devidamente incorporados e sejam socialmente úteis para o país. Socialmente úteis não é só fazerem campanhas para serem mostradas e ganhar dinheiro, é também serem parte contribuinte do bem-estar de todos nós. Acho que são estes dois combates.
Ao nível das agências de publicidade, nós, na Executive, entendemos que devemos levar muito a sério o projecto da reabilitação da Associação Angolana das Empresas de Publicidade e Marketing, como associação que olha de forma especializada para o mercado e que seja parceira das autoridades na proposta de atitudes, de pressupostos que defenda. Este é o papel da associação e este é o nosso papel como publicitários. Se cumprirmos estes dois desígnios, acho que nada temos a perder ou a temer com quem venha a bem, não devemos é abrir as portas a quem não esteja bem.

E neste mercado fala-se de crescimento, de empresas que nascem ou se instalam noutras províncias, fala-se do turismo que precisa de uma grande promoção, mas o que temos são uns poucos anunciantes de Luanda, normalmente institucionais, e nada mais. As agências de publicidade ainda não conseguiram mostrar aos empresários a importância de se fazerem anunciar?
Vamos imaginar que vende um produto de abrangência nacional, se estamos a falar de um sabonete, por exemplo, ele tem abrangência nacional. Se estamos a falar de uma empresa que produz chapa ondulada e distribui só no Lubango, o que vamos ver é que essas empresas fazem publicidade mas fazem ao nível local, utilizam os meios locais. Tem outro custo, o seu mercado é local e também não tem grande interesse em vir vender esse produto ao nível nacional porque isso vai ter outro custo. Há outra componente: hoje, cada vez mais, o cliente faz contas a vida e ele tem que perceber se a sua promessa tem um âmbito nacional ou não. Se é local apenas não vale a pena ir para um custo que se sobredimensiona. Vou muito às províncias e apercebo-me de muita publicidade nas rádios locais, mas realizo que se trata de publicidade local…

Nada tem a ver com o preço da publicidade?
Não. Hoje cada vez mais está menos. Porque, por exemplo a produção, eu vejo preços nas províncias, de produção de publicidade, absolutamente subvalorizados. E se formos ver à Huila, que já tem alguma produção publicitária e com um nível já interessante, não estamos a falar do top, mas já interessante, mas que tem um custo de realização que não pode diferir muito daquele que é o custo inerente à qualidade que tem. Mas eles subvalorizam-se. E se formos ver os meios, nós hoje temos preços de publicidade, de exposição, por exemplo, na mesma província, absolutamente baixos, quase uma oferta. O que também não é muito bom a prazo, porque amanhã esses preços têm que ser alterados e o anunciante está habituado a ter a sua publicidade quase gratuita. Até porque alguns dos veículos que publicitam vivem de dotações governamentais, mas tudo na vida muda. Estamos atentos ao que se está a passar em alguns países, os meios hoje vivem mais por si. Tem de haver uma melhor correlação do preço com o que se produz. Mas vemos que Benguela, Huambo, Huíla têm uma oferta limitada. É um Ngola que agora até já ultrapassou a fronteira da província, mas que não tinha produção para ultrapassar os limites da província da Huíla. E a publicidade se circunscrevia aí, e chegávamos ao Lubango e levávamos com a Ngola o dia inteiro. Tinha que ser assim. Outras cervejas, com distribuição no país inteiro, claro, utilizam outros meios, outros orçamentos, já usam a televisão, etc. porque se justifica e rentabiliza o esforço.
Vinte anos com muitos prémios?
Alguns

Como é que se consegue ser competitivo lá fora ao ponto de ganhar prémios, estando num país com problemas de electricidade, quadros, meios, e até com o problema da importância que o empresário dá à publicidade?
Somos uma casa que trabalha com marcas multinacionais, também trabalhamos com empresas do Estado, com causas nacionais, que nos dão imenso orgulho mas, em determinado momento, fomos confrontados com a necessidade de trabalhar marcas, marcas muito exigentes, que têm padrões mínimos de trabalho e que têm uma prática de trabalho multinacional. Nós somos obrigados, se as quisermos ter, a estar conformados com os padrões. Este foi um passo arrojado mas foi, do ponto de vista estratégico muito importante na nossa vida, porque nos levou a optar por um investimento para a qualidade. Em determinado momento rodeámo-nos de pessoas, estrangeiras, de grande qualidade, por esta casa passaram vários prémios de Cannes, publicitários que ganharam grandes prémios de Cannes.
E essa gente veio obrigada a dar formação. E tivemos também a preocupação de ter sempre uma fornada grande de quadros angolanos a trabalhar com essas pessoas. Tivemos sempre a preocupação de tentar saber onde é que estavam os nossos quadros angolanos, nós temos hoje, com imenso orgulho o nosso director criativo, o Cláudio Rafael, que é indiscutivelmente um dos melhores criativos que eu conheço, e não estou a falar só de Angola… e lembro-me que quando ele entrou encontrou uma equipa que tinha vindo fazer um trabalho para uma grande empresa angolana para o qual sentimos que não tínhamos ainda total competência, e o Cláudio foi imediatamente introduzido nessa equipa. Hoje, qualquer bom profissional que venha de fora é aluno desse indivíduo. É um orgulho para nós termos um angolano que é responsável por parte considerável das nossas premiações. A sua equipa tem competência. E essas competências foram sendo ganhas pela exigência do produto que tínhamos que apresentar. Hoje não temos receio nenhum em abraçar qualquer conta multinacional, temos várias. E somos auditados. Nós tínhamos que nos preparar para isso. Foi este o desafio a que nos lançámos, por isso é que é bom que as empresas angolanas aspirem uma determinada protecção, até porque foi fazendo bem que nós fomos tendo estes trabalhos , o que propiciou ter grandes equipas aqui, ter grandes formadores e hoje podermos olhar para a estação que temos ao nível da gestão de clientes, da gestão de tráfego, da gestão criativa e percebermos que não temos nada que seja menos do que aquilo que é bom lá fora. Os festivais são quase que um percurso normal quando se faz bom trabalho. Evidentemente, do bom trabalho que fazemos, olhamos para alguns e melhoramos para levar aos festivais, mas eles já são bons. Se não forem bons o cliente não os quer.
Estamos a comemorar, muito contentes, os vinte anos que temos, mas estamos também a fazer um exercício para os próximos dez. Estamos a ver onde é que somos menos bons, onde estamos menos bem, esta prática é feita de forma saudável, não derrubamos ninguém, aqui não rolam cabeças. Somos todos importantes, desde a senhora que mantém a limpeza até ao presidente do grupo. Todos nós nos estimamos muito e talvez aí esteja o segredo.
Também temos uma cultura de respeito pelo país, porque temos de respeitar o país que nos proporciona emprego, que nos proporciona trabalho, que nos dá mercado. E essa responsabilidade é incutida e absorvida tanto pelos quadros nacionais como pelos estrangeiros que aqui vêm. Os estrangeiros que vêm aqui são tratados muito bem, mas são completamente angolanizados, porque eles têm que compreender que se querem trabalhar numa agência angolana têm que perceber e abraçar o país que os acolheu.

Qual foi a primeira conta de grande cliente que recebeu e como a recebeu?
O primeiro cliente grande que entrou nesta casa foi a Toyota. Mas há um cliente muito especial que iniciou a Executive Center, foi uma história gira. Quando o Papa João Paulo II veio a Angola, e porque estávamos muito virados para as publicações, a ideia era fazer um livro sobre o Papa e sobre essa viagem, livro esse que ainda está nos meus projectos. Consegui fazer muita coisa menos aquilo que era a primeira que eu queria fazer. Tivemos um fotógrafo muito bom, do Namibe, infelizmente já falecido, que nos propiciou fotografia de imensa qualidade, algumas das quais publicadas na revista Austral da TAAG, e conseguimos convencer, na altura, a CEAST, a encomendar um conjunto de doze postais para cerca de trinta mil carteiras. Cada carteira continha doze postais da visita do Papa, devidamente seleccionados, com uma legenda atrás. Lembro-me que isso rendeu-nos qualquer coisa como sessenta mil dólares. Na altura era muito bom. E foi com esses sessenta mil dólares que comprámos o primeiro edifício da Executive. Esse foi o nosso primeiro trabalho.

Nasceram abençoados pelo Papa, ocorre dizer…
Acabou por ser. Depois vieram outros trabalhos, tivemos muitos livros, desde literatura infantil, os quarenta anos do MPLA, a série Kawika, os livros do Henrique Abranches, os do José Patrício, editamos o Rui Duarte de Carvalho… editamos uma série de livros e esses foram os nossos primeiros projectos.

Que é feito agora desta parte editorial?
A parte editorial agora está à parte. Resolvemos especializá-la, com a criação da Edicenter, uma empresa para produtos editoriais que está no seu início, que vai bem, tem a Economia e Mercados, faz a revista Austral, faz livros e monografias de províncias, tem projectos sazonais muito concretos, mas está a dar um salto muito grande.
O que de mais desagradável encontra na publicidade, nomeadamente na visual?
Há duas coisas que não gosto. Acho que a comunicação tem que ter a verdade do seu lado, desagrada-me quando vejo comunicação que não é verdadeira. Também me desagrada quando vejo poluição visual, quando não vejo ordenamento nas coisas. Uma coisa é mercado, outra coisa é ter ordem no mercado. Mas lá está a questão da regulamentação. Porque se não regulamentamos, não há de ser um governador, por muito interessante que seja, que põe ordem nas coisas, porque a seguir a ele vem um outro e depois outro. Temos que começar a pensar que temos que nos ordenar nos papeis. É como chegar a uma empresa e a empresa não ter os seus regulamentos, as pessoas podem fazer tudo porque nada as baliza. É como não haver legislação num país. Isso custa-me um pouco, até porque há um perigo claro que é tornar-se cultura. Nós temos esta experiência no nosso país em vários campos, e depois não conseguimos repor as coisas, porque é cultural. Depois é uma conversa de avô antigo com os netos que depois até questionam os princípios do avô, ele é que está errado porque a maioria tem outra prática. O velho não está bom da cabeça…

Como reage à linguagem, ao casamento entre a língua, a criatividade e a cultura? Há anúncios que nos levam ao dicionário e compêndios…
Até nós, publicitários, muitas vezes temos estes problemas. Hoje há um enquadramento na língua de expressões, algumas perfeitamente temporárias, mas que em determinado momento são adquiridas como quase verdades. Usando-as passa-se a mensagem, muitas vezes até mais facilmente. Os publicitários têm o condão de usar essa vertente. Mas não deixa de ser, para mim, uma preocupação, o bom uso da língua e a preservação desse bom uso. Mas digo-lhe que isso começa na escola, nós temos que ter uma escola primária que padronize e que forme no melhor dos sentidos. Quando temos uma ausência de qualidade na escola primária, este fenómeno que está a referir, também naquilo que ele tem de negativo, tende a aumentar.

E nos casos em que cria um bom anúncio, ou uma boa campanha para determinado produto e depois se descobre que o produto não é o que o cliente disse e não tem o que se anuncia?
Isso deve ser uma frustração enorme. Eu acho que as agências não podem trabalhar pelo custe o que custar. Tem que haver um sentido ético e verdadeiro nas coisas. Nós na Executive temos este cuidado. O dinheiro é importante, mas o dinheiro não pode comprar tudo. O dinheiro não nos pode levar a tudo na vida, nós temos valores, e no nosso DNA estes valores estão lá, claramente. Se nós sentimos que há uma tentativa de vender um gato por lebre é dever da agência posicionar-se. Essa história de dizer que a culpa é do cliente porque apenas sou o arquitecto de ideias para fazer vender o produto é o mesmo que aceitar ir vender um crime. Mas isso mora em cada uma das casas, deve morar em cada uma das direcções, cada casa tem as suas regras. Acho que deve haver autorregulação no mercado, temos de criar mecanismos que reajam. Voltamos ao exemplo do Brasil, que tem um órgão que se chama CONAR. Grande parte das agências, quando estão a trabalhar material sensível, normalmente sujeitam primeiro ao CONAR as suas campanhas antes de as pôr na rua. Porque eles já sabem que o parecer do CONAR, que não é vinculativo, é, normalmente, um parecer fundamental. Quando se tenta fugir muito ao CONAR, e houve N exemplos, há, depois, azares. É preferível não os ter, pois o custo é muito maior. Para a marca e para a agência.
Temos que formatar o nosso mercado de forma a que aceite, e as agências devem trabalhar para isso, mas não só elas, para termos regulamentação e procedimentos que levem a que o nosso mercado publicitário seja cada vez mais um mercado sério, porque estamos a veicular ideias, apelos, estamos a induzir pessoas a comportamentos e a consumos. Isso tem de ser feito com responsabilidade.

No plano político, quando temos eleições, ou mesmo na gestão da imagem de políticos e de partidos, vai tudo ao Brasil ou aos Estados Unidos da América…
Temos de ser honestos. Temos no país agências com complexo interior absolutamente adequado às necessidades de uma campanha política? Se calhar não. Vamos ser honestos. Mas temos que um dia as ter. e a forma de as ter é elas serem lançadas nesse mercado. Há uma coisa que de que me orgulho, fizemos este projecto com a ORION, que foi por duas vezes consecutivas termos feito a campanha da CNE (Comissão Nacional Eleitoral) e os resultados, do ponto de vista qualitativo, foram visíveis, os consultores que vieram contratar essa eficiência foram claros. Foram duas empresas angolanas, pedimos aos cidadãos que reflectissem sobre a sua cidadania e sobre o dever que essa cidadania lhes pedia ao irem votar. Não fizemos a campanha de nenhum partido.
A qualidade foi tanta que tornou-se um case study e foi utilizada noutros países. E não tivemos assessores estrangeiros. Foi uma equipa nacional, fomos buscar até outras componentes fora da agência. É preciso que haja a preocupação de introduzir agências nacionais neste mercado. Mas as agências devem especializar-se. São campanhas com muitos custos, que exigem sondagens, estudos de opinião, uma grande equipa e muita especialização. Deus queira que um dia possamos ter as nossas.

Mas seria bom que se legislasse sobre isso, não acha?
Eu sei que em Moçambique, por exemplo, a FRELIMO já usou por duas vezes uma agência nacional para fazer a sua campanha e ganhou. Deu resultados. A agência pode até ser determinante, até para causar uma mudança de opinião, e é preciso saber, é preciso ter muita competência, mas os eleitorados também se ganham com as práticas do dia-a-dia.

Está a olhar para os dez anos, disse-o já. O que teremos nestes dez anos?
Queremos continuar a ser uma empresa respeitada, uma empresa com referência angolana, queremos ser uma empresa a olhar para a região e perceber que tendo qualidade aqui podemos fazer a mesma qualidade noutros sítios, com humildade e com a observância das regras elementares para saber criar valor acrescentado com pessoas desses sítios, não temos a intenção de desembarcar no território dos outros, temos a intenção de levar a marca para, com pessoas locais , podermos ter uma Executive Moçambique, uma Executive Zâmbia… é um sonho, mas esta casa foi feita de sonhos, é a coisa mais barata que a gente tem. Mas estes dez anos têm de ser alicerçados a partir de dentro. A preocupação agora é como tornar  sólida a Executive.

Há vinte anos mal tínhamos publicidade, como se decide avançar para aí?
Primeiro é preciso ter um sonho, perceber o que temos, o ambiente em que se está e o que é preciso para avançar com a ideia. As pessoas que temos que ter, os meios financeiros e que passos temos que saber dar. E tudo com muita vontade, sem vontade não vamos lá, se fizermos isso, se calhar depois de vinte anos temos uma coisa criada.

Mas começa-se num espaço em que tudo são surpresas.
Acho que quem um dia sonhou ser independente deve ter tido um grau muito maior de dificuldade, mas o processo é sempre o mesmo: eu quero ser. Como é que eu consegui ser independente? Provavelmente foi uma conversa que reuniu sensibilidades de milhões mas que provavelmente foi uma conversa a dois ou a três. O passo a seguir era o quê, se calhar foram mil reuniões, hoje com um, depois dom dois, e depois dezenas. Depois os custos disso tudo, as fugas, as prisões, as mortes, etc., por isso é que costumo dizer aos nossos amigos estrangeiros que nós somos de uma geração que tem a noção exacta do custo de uma ideia. E se calhar a melhor ideia de todas foi a ideia da independência. Essa deve ser a ideia mãe para todas as outras ideias. Sou daquela geração a quem se pediu para largarmos temporariamente os estudos e virmos fazer o país. Foi uma grande ideia. Os sacrifícios, as frustações, os óbitos, as pessoas não têm ideia, nem nós que vivemos na pele. Foi uma grande ideia, a mãe de tudo, nem a Executive existiria sem esta ideia.

E há uma rádio lá no fundo da lama ainda?
Se um dia voltasse ao jornalismo activo talvez fosse fazer rádio, não sei, mas gostaria de fazer jornalismo de investigação. Agora, vinte anos depois, digo aos meus camaradas que gostaria de voltar ao activo, que me libertem um pouco, eu sou jornalista e serei jornalista até morrer, o gestor foi uma passagem.

Por: José Kaliengue
fonte: opais.net

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

República Centro Africano: Rebeldes da República Central Africana avançam sobre a capital.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Veja o vídeo:

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Houve uma profunda ansiedade em Bangui, na capital da República Centro Africano(RCA), ontem, 27 de dezembro de 2012 os rebeldes avançaram para a cidade, um enviado da ONU disse à BBC. Margaret Vogt disse que os moradores estavam com medo do que  poderia acontecer com Bangui se os rebeldes invadissem a cidade.

Rebeldes Séléka avançaram para Bangui na quarta-feira, 26 de dezembro de 2012 tendo passado o último remanescente na cidade controlada pelo governo e importante para o norte, disseram as fontes. Uma fonte militar e um trabalhador humanitário disse que os rebeldes chegaram a Damara, a 75 km de Bangui, no final da tarde, depois de ter evitado Sibut, onde cerca de 150 soldados do Chade já havia sido implantado para bloquear um impulso ao sul pela coalizão de rebelde. Um funcionário do governo disse a agências de notícias que os rebeldes estavam nos arredores da capital.

Como resultado, as Nações Unidas ontem começou a evacuar o seu pessoal não-essencial do país, enquanto os EUA pediram aos seus cidadãos a sair. França ordenou o reforço da segurança em torno de sua embaixada em Bangui depois que foi atacado na quarta-feira, 26 dezembro por manifestantes que querem a França para ajudar a anular a rebelião, acusando a ex-potência colonial de abandoná-los.

Enquanto isso, o presidente francês, François Hollande ontem afirmou que a presença de seu país na República Centro Africano é a de proteger os seus interesses e os cidadãos franceses, e não o governo do presidente François Bozizé. Falando na capital francesa, em Paris, o presidente Hollande disse que não iria intervir no negócio interno na RCA, acrescentando que esses dias acabaram. Hollande ordenou às tropas francesas estacionadas no país nesta quarta-feira para reforçar a segurança na Embaixada da França, depois que os manifestantes atiraram pedras contra o edifício e alguns conseguiram entrar no complexo, antes de serem repelidos.

 Rebeldes Séléka acusam o Presidente François e Bozizé de não cumprirem um acordo de paz de 2007, sob o qual os lutadores que depuseram as armas eram para ser pagos. Eles começaram a sua campanha há um mês atrás no norte e tomaram 10 cidades em seu impulso em direção à capital. Presidente Bozizé, que tomou o poder em um golpe em 2003, tem repetidamente invocada intervenção estrangeira para se defender de rebeliões e do alastramento dos conflitos no vizinho Chade e Sudão.

A República Centro Africano  tem enfrentado numerosas rebeliões  desde a independência da França em 1960. O país rico em minerais, é o lar de cerca de cinco milhões de pessoas e é considerada pela ONU como um dos países menos desenvolvidos do mundo.

fonte: allafrica.com

domingo, 30 de dezembro de 2012

O Celibato Nympho, a webserie que revela a sexualidade da mulher negra.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

A série é um sucesso na Web, em abordagem, a questão do desejo sexual entre as mulheres negras.

O vídeo para você assistir e viver ou reviver:

Veja o vídeo

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O sucesso da webserie Africano-Americano das Crônicas celibato Nympho  é um dos que podem gerar maiores frustrações (e, talvez, uma série de injustiças).

Quando há um pouco mais de um ano, hoje a atriz e diretora jovem negra americana de 33 anos, Martin Tanjareen, saborea o projeto que bate todos os recordes de audiência na Web, está ainda por exprimir um personagem  ras-le-bol explicou ela, em uma recente entrevista ao website "identidade" BlackSnob.

Apesar dela estar de mau com amor e... e sexo (e, portanto, mal interpretada, para não escrever a insatisfação).

Para evitar este tipo de "má sorte" que a empurra na sua cadeia de relações curtas com os homens, no entanto, está se esforçando para atender a todas as expectativas, a jovem tem um desafio de revelar sua vida privada, acredita que ela vai trabalhar no interesse público.

"Eu pensei sobre sexualidade escalonada que só poderia liberar e desenvolver talentos. Eu particularmente pensei que iria ajudar a empresa a estar menos presa. "

Apenas Tanjareen não fala sobre a questão do desejo nas mulheres (apenas) de forma escalonada. Ela cobre o mesmo tema, para que você não possa inundar, "cru", como dizem nos Estados Unidos. As cenas são em si sugestivas e que elas estão embaçadas em lugares ...

Veja o vídeo:


As crônicas de celebaterismo  ninfomaníaca relatadas por este webserie são histórias a priori banais:a vida de uma jovem mulher Africano-Americana que multiplica as aventuras sexuais antes de encontrar o homem perfeito.
A heroína (interpretada pelo diretor da série) adora sexo e é bom para qualquer ocasião para expressar.

Veja o vídeo:

Foi ousada  tal crueza. Porque, se ela se torna um pouco mais fácil de falar de sexo na América que sabemos o suficiente que é puritana falar sobre a sexualidade das mulheres, especialmente as mulheres negras, efeito quase que provocante.

E ainda há esta abertura e honestidade sobre as questões sensíveis que parecem agradáveis.

"Eu decidi apostar nisso, porque sexo vende, diz Martin BlackSnob Tarjaneen, ainda. Sexo vende, e é verdade também. E a verdade é que as mulheres adoram sexo tanto quanto os homens, apenas por diversão. "

Um discurso quase de militante, mesmo que a atriz e diretora nega qualquer envolvimento feminista.

Em qualquer caso, não era o objetivo desde o início, diz ela. Ainda assim, a questão que se coloca através deste webserie é igualmente válido em África.


Veja o vídeo:



A mulher tem o direito de confiar, se o clima a prende em sua sexualidade? A mulher cessa de ser uma mulher, quando ela começa a falar, como bom para ela mesma, isso é algo que todos os seres humanos tremem: o desejo sexual.


No continente, as feministas ainda estão presas em um conformismo social e encargos relacionados com as "tradições" parecem ter resolvido, elas próprias, e a questão da sexualidade das mulheres é expressa em silêncio ... ou secretamente (e Infelizmente, a frustração que isso possa causar, também).

Na Europa, o problema não for resolvido ainda, onde muitos tabus ainda existem. Apesar de algum escritor francês como feminista e diretora, Virginia Despentes conhecida por sua subversão, foi capaz de levantar um chumbo.

As Crônicas Celibato Nympho com seus pequenos episódios tem sido a linguagem da verdade e simplicidade, a chave para o seu sucesso.

Provavelmente não é coincidência que a série já ganhou todos os prêmios em 2011, pouco depois de seu lançamento, o festival webseries em Los Angeles.

Por: Raoul Mbog

fonte: slateafrique

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Indiana comete suicídio após polícia negar registro de queixa por estupro.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Protestos contra casos de estupro têm se multiplicado na Índia após uma jovem ser violentada dentro de um ônibus na capital no começo de dezembro Foto: AFP
Protestos contra casos de estupro têm se multiplicado na Índia após uma jovem ser violentada dentro de um ônibus na capital no começo de dezembro. Foto: AFP

Uma indiana de 17 anos que foi vítima de um estupro coletivo se suicidou depois que a polícia a pressionou a abandonar o caso e se casar com um dos agressores. O caso foi confirmado pela própria polícia e por familiares da jovem nesta quinta-feira. Em meio a mobilizações sobre o estupro coletivo de outra estudante em um ônibus em Nova Délhi no começo desse mês, este caso colocou novamente em evidência o modo como a polícia lida com crimes sexuais na Índia.
Um policial foi demitido e outro suspenso pela conduta depois do ataque, ocorrido durante o festival de Diwali, no dia 13 de novembro, na região de Patiala no Punjab. A adolescente foi encontrada morta na quarta-feira à noite, após ingerir veneno. O inspetor-geral Paramjit Singh Gill disse que ela "ficou andando de um lado para o outro para que seu caso fosse registrado", mas os policiais não abriram um inquérito formal. "Um dos policiais tentou convencê-la a retirar a queixa", afirmou Gill, chefe policial da área.
Ninguém foi preso por causa do estupro, apesar de três pessoas terem sido detidas na quinta-feira. Duas delas eram os supostos estupradores e uma terceira era uma mulher suspeita de ser cúmplice. A irmã da vítima contou à rede de televisão indiana NDTV que propuseram à adolescente aceitar uma quantia em dinheiro para esquecer a denúncia ou se casar com um dos agressores. 
A Pess Trust of India também relatou que um policial foi suspenso por supostamente se negar a registrar uma queixa de estupro no estado de Chhattisgar, no norte do país. Números oficiais mostram que 228.650 do recorde de 256.329 crimes violentos no ano passado na Índia foram contra as mulheres. O número real, contudo, pode ser muito mais alto, já que muitas mulheres hesitam em denunciar os ataques à polícia.
Durante um discurso para ministros chefe dos estados da Índia na quinta-feira, o primeiro-minitro Manmohan Singh prometeu novas leis contra os ataques às mulheres.
fonte: terra.com.br


Homem mais velho do mundo bate novo recorde no 'Guinness'.

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Kimura tem sete filhos - cinco dos quais ainda vivem -, 14 netos, 25 bisnetos e 13 tataranetos Foto: AFP
Kimura tem sete filhos - cinco dos quais ainda vivem -, 14 netos, 25 bisnetos e 13 tataranetos


O japonês Jiroemon Kimura, reconhecido pelo livro Guinness World Recordscomo a pessoa viva mais velha do mundo, se transformou nesta sexta-feira, ao completar 115 anos e 253 dias, no homem que mais tempo viveu em todos os tempos. O recorde anterior pertencia ao dinamarquês Christian Mortensen, que morreu em 1998 aos 115 anos e 252 dias.
Segundo o Guinness, a pessoa que mais tempo viveu é a francesa Jeanne Louise Calment, que faleceu em 1997 aos 122 anos e 164 dias. No último dia 16 de dezembro, Kimura se transformou na pessoa mais velha do mundo após a morte da americana Dina Manfredini, também de 115 anos.
Kimura, que já era tido como o homem mais velho do mundo desde abril de 2011, nasceu no dia 19 de abril de 1897, na antiga província de Tango (atual província de Kioto) e trabalhou até os 100.
Embora ancião estaja hospitalizado desde o último 15 de dezembro por causa de seu delicado estado de saúde, Kimura evoluiu favoravelmente desde então e segue lúcido. O ancião japonês tem sete filhos, cinco deles ainda vivos, 14 netos, 25 bisnetos e 13 tataranetos, dois deles nascidos neste ano.

fonte: terra.com.br

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Hospital do Quênia 'prende' mulheres que não pagam despesas do parto.

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Maimouna Awuor, 44 anos, contou que ficou presa no hospital por 20 dias, até o prefeito de Nairóbi pagar a conta Foto: AP
Maimouna Awuor, 44 anos, contou que ficou presa no hospital por 20 dias, até o prefeito de Nairóbi pagar a conta
Foto: AP

Mulheres quenianas que deram à luz no Hospital Maternidade Pumwani dizem estar sendo impedidas de deixar o local se não pagarem as taxas estabelecidas pela casa hospitalar, localizanda em um bairro pobre de Nairóbi. O diretor da instituição, Lázaro Omondi, admite a prática e afirma que essa é a única maneira de manter o centro médico funcionando. Uma das mulheres ouvidas pela reportagem da Associated Press afirmou que foi agredida por um guarda quando tentou sair do hospital sem pagar.
A instituição cobra taxas de entre US$ 60 e US$ 160 por parto, um valor que a maioria das quenianas não tem condições de pagar. Duas mães que estão “presas” contaram à reportagem que vivem perto dali, em um barraco com paredes de barro e telhado de zinco. Mesmo assim, após receberem seus bebês, foram impedidas de deixar o local.
“O hospital tem que conseguir dinheiro para pagar a conta de luz, a conta de água. Temos que pagar nossos médicos e demais trabalhadores”, afirmou o diretor Lázaro Omondi. “Elas ficam lá até que paguem. Elas devem pagar”, defende. “Se não pagam, o hospital vai entrar em colapso”, justifica. De acordo com Omondi, cerca de 350 mulheres dão à luz no local a cada semana.
O Centro de Direitos Reprodutivos, sediado em Nova York, nos Estados Unidos, entrou com uma ação no Tribunal Superior de Justiça do Quênia para tentar obrigar o hospital a cessar a prática. A entidade afirma que as pacientes da maternidade Pumwani são as mais pobres da capital queniana. Além disso, alega que o hospital é associado ao Conselho de Nairóbi, motivo pelo qual não poderia seguir com a prática de cobrança forçada.
Maimouna Awuor, 44 anos, já tinha quatro filhos quando deu entrada na maternidade para dar à luz em outubro de 2010. Como muitos que vivem nas favelas de Nairóbi, ela não tem trabalho fixo e faz pequenos “bicos” para conseguir dinheiro. Ela é citada na ação judicial contra o hospital e contou que após dar à luz, não tinha dinheiro para pagar a conta de US$ 60, e foi impedida de sair do local, o que acredita que aconteceu com outras 60 mulheres e seus filhos. “Dormíamos três pessoas em uma cama, às vezes quatro”, disse. Ela também afirma que os funcionários do hospital xingam as mães pobres. Ela revelou que viu algumas mulheres tentando fugir, mas foram espancadas pelos guardas.
Enquanto o marido trabalhava em um campo de refugiados, sua filha Awuor, 9 anos, ficou sendo cuidada pelos irmãos. Maimouna diz que foi libertada depois de 20 dias após o prefeito de Nairóbi paga a conta. No Quênia, os políticos costumam realizar esse tipo de favor.
A segunda mãe citada na ação judicial, Margaret Anyoso, diz que foi trancada em Pumwani por seis dias em 2010 porque não podia pagar a conta de US$ 160. "Eu não vi meu filho até o sexto dia após a cirurgia. Os funcionários do hospital estavam mantendo ele longe de mim e só quando eu fiz um escândalo o trouxeram até mim”, disse Margaret, uma vendedora de legumes e mãe solteira que ganha US$ 5 em um bom dia. Ela foi liberada após parentes pagarem a conta.
Outra mulher diz que foi detida por nove meses e só saiu do hospital após fazer greve de fome. O Centro de Direitos Reprodutivos diz que outros hospitais do Quênia também detêm pacientes que não pagam a conta. Judy Okal, diretor da instituição para a África, disse que o grupo entrou com a ação para que todas as mulheres quenianas, independentemente do status socioeconômico, tenham o direito de receber cuidados de saúde, sem medo de serem “presas”. O hospital, o procurador-geral, o Conselho Municipal de Nairóbi e dois ministros do governo são citados na ação.
fonte: terra.com.br

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Humor negro de Tatiana Rojo.

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Em Campant uma Mama Africana sobre cena, a comediante franco-marfinense presta homenagem à energia de sua própria mãe e para o continente de seus ancestrais.

Tatiana Rojo no seu espetáculo Amou Tati © Todos os direitos reservados


Tatiana Rojo chegou como um furacão no café parisiense que ela escolheu para a entrevista.

Sem sequer ter tempo de pedir seu casaco, pede desculpas pelo atraso. Com um largo sorriso, ela disse que só soube da boa notícia.

Ela desempenhará um papel na Akwaba, um próximo filme co-dirigido por Benoît Poelvoorde e Casamento.

"Eu não fiz nada para as minhas tranças para fundição!" Ela diz com uma risada muito alto enquanto mostra seu novo penteado.

"Eu vou pegar seu namorado. , Ele é um recrutador de futebol que vai para a África. "

A mulher jovem de 33 anos de idade tem uma agenda cheia. Ela também foi recrutada para tocar no Papa Marechal, a nova realização de Fabrice Eboué e Ngijol Thomas:

"Aqui, o filme vai virar Cuba é no mesmo estilo como caso de partida!"

Desde seu sucesso neste verão no festival de Avignon, a palavra sobre obras sai de sua boca. A atriz marcou os espíritos com seu show de uma mulher que só tem direito limpo, Amu Tati.

Em seu show, com lenço na cabeça "boubou" colorido, pano em volta da cintura e descalça, Tatiana se transforma em Michelle, uma mãe africana deliciosamente tagarela, altamente manipuladora com ternura e protetora.

Com um senso de palavrório, ela leva sua tribo com mão de ferro. Mas com a idade, ela se sente como suas quatro filhas para escapar do benefício de seus maridos ", toubabs" (branco) do exterior. Enquanto uma se apaixona por Francis francês, a outra é seduzida pelo quebequenses, Rene.

"Minhas meninas são ingênuas, elas não sabem que para um homem, a mulher é como o café para começar tem que agitar, depois que o deixa nervoso", lamenta a mãe.

Na sala, o riso saiu para fora, mas no palco, o chefe da família está desesperada. As aventuras de suas filhas não fazem sorrir. Ela espera que elas não vão esquecer seus pretendentes para extrair deles algum dinheiro.

"Melhor chorar dentro de um carro do que em cima de uma moto, diz isso antes de adicionar filosoficamente: Dinheiro não tem cheiro, mas quanto mais você tem, mais ele se reflete isso!"

Para criar este personagem como uma personalidade forte, Tatiana Rojo foi diretamente se inspirar em sua própria mãe, vendendo berinjelas e  mandioca nos mercados.

Olhando para trás, a jovem perde seu sorriso por alguns momentos. Três meses depois de sua morte, a dor ainda está crua.

"Eu criei o show antes dela morrer, e agora que ela se foi é realmente uma honra", diz a atriz, com emoção, com lágrimas nos olhos. Pensei em parar performances em setembro, mas eu acho que é para continuar, como é conhecido por ter realmente existido, e depois seu nome foi realmente Michelle ".

Como a "Dama de Ferro" do show, a mãe de Tatiana lutou para criar cinco filhas e um filho:

"Seu único objetivo era assegurar que nos tornássemos alguém e eu acho que é por isso que ela se matou com as tarefas sob o sol."

Entre Costa do Marfim e França

Nascido na França em Le Havre (noroeste da França) que a marfinense de mãe e pai Gabonês, Tatiana passou a viver com a idade de sete anos na Costa do Marfim, após a separação de seus pais.

"A residência de minha mãe está desatualizada e não foi renovada. Ela teve de voltar para o seu país com todos os seus filhos, que não foi fácil ", diz ela.

A menina descobre um país e um continente que são completamente desconhecidos.

"O que realmente mudou seu foco. Ela se arrumou muito cedo. As outras crianças têm batido em mim, elas me diziam: "Você é tão negro como o carvão, mas fala como um branco '", diz ela, imitando os gestos e proferindo gritos pequenos.

Apesar das dificuldades de adaptação, o franco-marfinense é seduzida por esta nova cultura:

"Eu aprendi a falar como uma verdadeira aldeia, eu estava sempre com os pés descalços e eu fiz bonecas com juncos. Eu realmente sai. É verdade que houve momentos difíceis, mas isso me fez mais forte! "

Criada no seio da família, Tatiana logo descobre uma paixão para o show. Depois de 12 anos, ela notou isso na escola primária em salas pequenas:

"Eu sempre quis ser atriz. Minha mãe me dizia que não foi há muito tempo que as mulheres vinham vê-la, dizendo que eu era louca, porque eu estava cantando e dançando na rua! "

No colégio, ela ganhou o primeiro prêmio, em seguida, se juntou a uma companhia profissional. Foi aí que ao mesmo tempo que ela conheceu seu marido, um ator francês que se ofereceu para fazer cursos em Paris.

Na França, ele começa a se transformar em shorts e fazer número. Ela finalmente consegue seu primeiro papel no cinema em 2007, em La Rivale, um filme sobre a comunidade Africana.

Forçar o destino

Mesmo se os começos são para incentivar a jovem artista a continuar a acumular biscates como garçonete, à espera de respostas para oportunidades diferentes. Exausta, ela finalmente decide levar assunto a sério:

"Eu cansei de o telefone não tocar, então eu criei meu show Amu Tati, no todo".

Em 2009, Tatiana se lança em grande estilo participando nas noitadas marfinenses à risada de Antony (subúrbios ao sul de Paris). Pela primeira vez, ela vai sozinha no palco na frente de uma platéia.

"Eu estava tremendo, porque fazer rir os marfinenses eles vão se levantar nos bons momentos, mas as pessoas adoravam", lembra ela, orgulhosa.

Veja o Vídeo: Click no Link 

Tranquilizada por esse batismo de fogo, a nova comediante aperfeiçoou seus esboços. Situações e diálogos que desenha suas raízes diretamente da Costa do Marfim e de sua comitiva:

"Eu acho que as pessoas de onde eu venho são muito engraçadas. Eu nunca ri tanto na vida. Somos muito felizes com coisas pequenas, mas aqui as pessoas reclamam quando eles têm tudo. "

Para dar uma cor verdadeiramente de histórias locais, Tatiana não hesita em expressar-se em Amu Tati Bete, seu dialeto nativo.

"Eu não falo muito bem, mas eu achei que sou tão autêntica em falar a minha língua. Isto dá uma escala para mostrar a verdadeira identidade. As pessoas estão felizes em ouvir o som ", justifica.

É uma aposta, mas ela funciona. Os negros, os brancos, os africanos, os europeus, há algo para todos:

"Não há emoções coloridas. Estamos lidando com uma mãe que ama suas filhas e empurrando-as para sair para o mundo. Ela é universal! "

Tatiana lembra ainda que no início de seu solo de aventura, uma fã, a mãe dela tinha se mostrado a mais cética.

"Ela me disse:" Uma mulher sozinha no palco, mas você vai se cansar, não há mais garota que pode te ajudar. As pessoas vão pagar para ouvi-lo por uma hora, na França, c?? Isso é muito estranho ", ela imita-a antes de se lançar em uma gargalhada.

Michelle pode ter certeza, ninguém fica entediado com o rosto de Amu Tati. Por mais de uma hora, Tatiana transporta-nos com a sua energia e encanta o coração da Costa do Marfim e faz as mais belas homenagens à sua mãe.

Por: Stephanie Trouillard



fonte: slateafrique







terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Angola: Projecto “Comandante Gika”.

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projecto “Comandante Gika” composto por quatro grandes empreendimentos como “Vip Grand Luanda”, “Alvalade Residence”, “Garden Tower” e “Luanda Shopping” tem a inauguração marcada para o próximo ano, disse o director comercial da Luanda Shopping, Feizal Esmail.
O projecto ocupa uma área de 390 mil metros quadrados de construção, que fazem dele o maior projecto imobiliário de Angola e de toda a África, referiu Feizal Esmail, que prestou esta informação à margem do primeiro encontro que manteve com os lojistas do Luanda Shopping, cuja inauguração está prevista para Outubro de 2010.
O encontro com lojistas do Luanda Shopping visou definir os parâmetros e os critérios a seguir na concepção das diversas lojas, para que em conjunto com a Shopping Gest, empresa gestora, se tracem os caminhos para o sucesso do projecto. Aos lojistas foram entregues dossiers que contêm toda a documentação técnica necessária para o “conceito” que se pretende para o shopping.
O encontro visou ainda apresentar a equipa técnica da Shopping Gest aos lojistas, o projecto final do Luanda Shopping e o plano de desenvolvimento, os factores críticos de sucesso e os passos a dar.
Luanda Shopping ocupa uma área comercial de 175 mil metros quadrados em três pisos e 238 lojas, um hipermercado com 12 mil metros quadrados, “Health Club”, restaurantes e oito salas de cinemas com 1.800 lugares e parque de estacionamento com 2.630 lugares.
Feizal Esmail explicou que os critérios de valorização das lojas têm a ver com espaço. Quanto maior for a loja, mais oneroso é o custo mas para já, o preço base por metro quadrado está estimado entre 105 e 110 dólares, susceptível de negociação.
Marcas de peso
O Luanda Shopping pretende, segundo o seu director comercial Feizal Esmail, um conceito de máxima harmonia, onde marcas do mercado global e de assinalável peso, nacionais e internacionais, sejam representadas e comercializadas.
Segundo o director Comercial, 90 por cento das marcas internacionais conceituadas já estão confirmadas.
Marcas como Hard Rock Café, FNAC, Pizza Hul, Zara, Rouge, KFC, Izzi, Jumbo, são para já algumas das confirmadas. Na alimentação e restauração estão confirmadas com marcas como a Bob’s e Pizza Hut.
Relativamente à moda, conhecidas marcas como a Boss, Levis, Visar, Luboia, Levis, Puma, Nike, Timberland, vão preencher os mostruários das lojas, ao passo que nos diversos e lazer, a Sistec, Unitel, Apple e os bancos BAI e Keve, também fazem parte do conjunto de marcas.
Em ocupação, disse Feizal Esmail, o Shopping está esgotado. No sector da restauração, só resta um espaço disponível dos 32 que o compõem. Na área de moda e acessórios, só restam dois ou três espaços das 54 lojas previstas. Na área de diversos, restam ainda oito vagas.
Inaugurações à vista
O próximo ano começam as inaugurações dos diversos empreendimentos que compõem o projecto “Comandante Gika”. Em Julho de 2010, o Garden Tower e o Alvalade Residence vão ser inaugurados. O Luanda Shopping é inaugurado em Outubro e Dezembro é a vez do hotel de cinco estrelas, o VIP Grand Luanda.
Segundo estimativas, o “Comandante Gika” vai servir uma população de cerca de cinco milhões de habitantes. O Garden Tower, um dos empreendimentos com 67.600 metros quadrados de um complexo de escritórios modernos, conta com 20 pisos acima do solo e dois abaixo do solo com infra-estruturas e serviços de apoio e 470 lugares de estacionamento. Alvalade Residence, condomínio fechado, contempla 136 apartamentos, distribuídos pelos 20 pisos acima do solo. Conta ainda com quatro pisos abaixo do solo e com 272 lugares de estacionamento.
Hotel VIP Grand Luanda, de cinco estrelas com 4.500 metros quadrados, conta com um casino e Spa hotel. Com uma área de construção acima do solo de 27.950 metros quadrados e uma área de 12.900 metros quadrados abaixo do solo, o VIP Hotel tem 300 quartos duplos, 70 suites e 240 lugares de estacionamento.
Fonte: negociosangola.blogspot.pt

Nigéria quer devolver a paz Guiné-Bissau “a todo custo”.

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A ministra da Defesa e do Estado da Nigéria, Erelu Olusola Obada, que fez hoje uma visita de algumas horas à Guiné-Bissau, disse que o seu país irá fazer tudo “para devolver” a paz à Guiné-Bissau.
“A Nigéria vai trabalhar a todo custo para devolver a paz a este país”, disse a ministra da Defesa, em breves declarações à imprensa, momentos após ter-se reunido com o contingente nigeriano da missão da Ecomib, que se encontra em Bissau.
A Ecomib é uma força de alerta, composta por mais de 600 soldados oriundos de alguns países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).
A Nigéria tem mais de 300 homens integrados nessa força, entre militares e polícias.
A governante nigeriana, acompanhada do ministro da Defesa do Governo de transição na Guiné-Bissau, Celestino de Carvalho, disse que, além de intervir no processo de pacificação da Guiné-Bissau, a Nigéria irá ajudar na formação de militares guineenses.
A ministra Erelu Olusola Obada, que se deslocou à Bissau num avião presidencial do seu país, passou em revista as instalações onde se encontram os elementos do contingente nigeriano, no antigo quartel general do exército guineense, antes de seguir para a Libéria.
“As instalações e a situação dos nossos homens aqui, de modo geral, são boas, mas, dentro de duas semanas, serão transferidos para um aquartelamento próprio”, afirmou Erelu Obada.
Fonte do exército guineense disse à Lusa que o contingente nigeriano da Ecomib será transferido para os arredores de Bissau, sem, contudo, indicar o local exato.
Mais de 600 soldados e polícias do Burkina Faso, do Togo, da Nigéria e do Senegal, fazem parte da Ecomib, tendo como mandato garantir a segurança das autoridades de transição, instituídas com o golpe de Estado de 12 de abril passado.
A Ecomib substituiu a missão angolana de apoio ao processo de reforma das Forças Armadas da Guiné-Bissau (Missang), que retirou os últimos militares do país, no início do passado mês de junho. (lusa.pt)

fonte: portaldeangola

domingo, 23 de dezembro de 2012

Top models árabes ascendem e começam a mudar estereótipos femininos.

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Top models árabes estão ganhando destaque na moda internacional e, em consequência, começando a mudar a forma como as mulheres da região são vistas pelo resto do mundo.
Um exemplo é a marroquina Hind Sahli, que, com poucos anos de experiência na profissão, já posou para marcas como Marc Jacobs, Kenzo e Vera Wang.
Hanaa Ben Abdesslem
Hanaa ben Abdesslem é uma das modelos árabes em ascensão
"Na moda, eles gostam do novo. Tudo o que é novo é bom", explica Hind a respeito de seu sucesso.
Mas ela atribui o interesse também à diversidade e à cultura do mundo árabe.
"Estilistas e fotógrafos gostam que não sejamos todas parecidas e que tenhamos uma cultura tão ampla. É tão diferente de outras (modelos) - podemos nos inspirar em tantas coisas."
Vinda de uma cultura conservadora, Hind explica que sua escolha profissional despertou reações diversas.
"A maioria das reações foi positiva. As pessoas acham bom que haja uma modelo marroquina. Muitas jovens me escreveram no Facebook perguntando como eu comecei. Houve algumas reações negativas, mas não me importo - sou feliz com o que faço."

Estereótipos e fé

Além de Hind, outras modelos árabes têm se destacado, como a tunisiana Hanaa ben Abdesslem, que assinou contrato com a empresa de cosméticos Lancôme. Detalhe: na Tunísia, ser modelo não é considerado uma profissão.
Shaista Gohir, diretora de um grupo de mulheres muçulmanas na Grã-Bretanha e ativista pelos direitos femininos, opina que o Ocidente tem uma visão estereotipada e genérica da mulher árabe-muçulmana. Para ela, a ascensão de modelos pode ajudar a mudar isso.
"É uma carreira definitivamente revolucionária e ousada, principalmente porque (no mundo árabe) as pessoas são muito tradicionais", diz Shaista. "Você sempre precisa de uma primeira pessoa quebrando essa barreira, quebrando os estereótipos e inspirando outras meninas."
Para ela, essa visão estereotipada vem da mídia, "que retrata as mulheres muçulmanas sempre cobertas com véu e sem voz".
"Mas a lista anual das mulheres árabes mais poderosas (que inclui representantes dos setores de finanças, cultura e governo, entre outros) evidencia uma imagem muito diferente delas."
Muitas das modelos árabes são de famílias muçulmanas, explica Hind Sahli, que diz praticar a religião.
Ela conta que seus parentes mais distantes podem se incomodar com seu estilo de vida (e com o fato de ela andar sem o véu), mas ressalta que seus pais a apoiam.
"Minha mãe escolheu usar o hijab (véu islâmico), é a opção dela. Todos nós praticamos a fé muçulmana, rezamos."
Hind Sahli, em foto de 2009 (Getty)
A marroquina Hind Sahli combina a carreira de modelo com a prática da fé muçulmana

Sem exotismo

Para Lauretta Roberts, diretora de uma empresa de tendências de moda, o uso de modelos árabes é um marco para a indústria da moda.
"As modelos estão sendo retratadas de uma maneira cotidiana. Não é algo que pareça revolucionário, embora talvez seja, porque não estão fazendo alvoroço a respeito da cultura de onde essas meninas vêm", explica.
"Elas estão sendo fotografadas exatamente da mesma maneira que qualquer modelo da Europa ou dos EUA, e acho isso extremamente positivo. Houve muitas modelos que romperam os padrões nos anos 1970 - por exemplo, (a conhecida modelo somali) Iman -, mas elas eram sempre retratadas de uma maneira levemente exótica."
Segundo Roberts, outra razão para a ascensão de modelos árabes é o interesse em se aproximar e atender o crescente mercado consumidor árabe.
"Estilistas e marcas vão atrás do dinheiro - e, no momento, há muito dinheiro nos países árabes", opina ela. "Antes, a alta-costura queria atrair os americanos ricos. Hoje, os desfiles querem atrair os consumidores árabes, que são os que podem pagar (pelas roupas)."
Simultaneamente ao aumento do interesse por modelos árabes, o Oriente Médio e o norte da África vivem os desdobramentos da Primavera Árabe, que podem abrir espaço para mudanças - positivas ou negativas - para as mulheres.
Para Hind Sahli, "o fato de eu estar trabalhando e me saindo bem vai dar a outras garotas a coragem para seguir esse caminho".

fonte: Zubeida Malik
Today Programme, BBC Radio 4
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Jovem estuprada em ônibus(autocarro) ainda corre risco de morrer na Índia.

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20/12/2012 | 10h59min

Uma jovem de 23 anos vítima de um violento estupro coletivo na capital da Índia, Nova Déli, já passou por cirurgias, mas continua internada e corre risco de morrer, informa a equipe do hospital local onde ela recebe tratamento.
Os médicos dizem que a seriedade dos ferimentos decorre do fato de que a estudante de medicina e um amigo que a acompanhava foram atacados e surrados com barras de ferro após a mulher ter sido estuprada.
'Isto foi mais do que um estupro, havia muitos ferimentos. Parece que um objeto muito grosso foi usado repetidamente [pelos responsáveis pelo ataque]', conta um dos médicos, acrescentando que este é um dos casos mais graves de estupro que já viu.
Mas, de acordo com o correspondente da BBC na capital indiana, Soutikl Biswas, há pouca esperança de que o caso motive mudanças concretas na cidade, que vinha contabilizando uma incidência cada vez maior deste tipo de violência.
Somente neste ano, mais de 630 casos de estupro já foram registrados em Nova Déli, conhecida no país como 'capital do estupro'.
De tempos em tempos, casos como este mobilizam a opinião pública e ganham espaço em programas de TV, jornais, revistas, além de virarem tema de protestos e discursos de políticos. Mas pouco depois o nível de atenção é reduzido e o ciclo de violência e impunidade continua, dizem analistas.
E um sistema judiciário ineficiente aliado a uma polícia conivente e negligente não parecem ajudar as vítimas, avalia Biswas.
'A violência e os abusos de mulheres são grandes problemas em Déli e no norte da Índia. Uma mentalidade fortemente patriarcal, uma cultura de impunidade entre o poder, um desdém generalizado pela lei, uma força policial em grande parte insensível e uma crescente população de imigrantes sem raízes e ilegais são alguns dos fatores desde cenário. Mas deve haver muitos outros', diz o correspondente.
'Se você for mulher - a não ser que seja muito rica e privilegiada - há mais chances de enfrentar humilhação e indignidade aqui', acrescenta.
Protestos
O caso de estupro coletivo ocorrido no último domingo causou comoção no país. Cinco pessoas, incluindo o motorista do ônibus no qual ocorreu o ataque, foram presas. A polícia diz estar procurando ainda mais uma pessoa.
Na quarta-feira, um grande protesto em Nova Déli pedindo punições fortes contra os estupradores foi dispersado pela polícia com jatos de água após manifestantes tentarem derrubar barreiras de metal em frente à casa da chefe de governo da capital, Sheila Dikshit.
Em outras partes da cidade, grupos de estudantes universitários montaram barricadas para protestar contra as autoridades.
Em resposta aos protestos, o governo anunciou uma série de medidas para tentar aumentar a segurança para mulheres na cidade.
Pressão
O governo vem sofrendo grande pressão de membros da oposição, de estudantes e de grupos ativistas pelos direitos das mulheres, que acusam as autoridades de não fazer o suficiente para combater os crimes contra as mulheres.
Pressionado pela oposição, o ministro do Interior, Sushil Kumar, fez nesta quarta-feira um pronunciamento sobre o caso pela segunda vez em dois dias.
Shinde disse que haverá mais patrulhas policiais noturnas e que todos os motoristas de ônibus e seus auxiliares serão submetidos a checagens.
Ele também afirmou que ônibus com janelas escurecidas e cortinas - como o veículo onde ocorreu o estupro no domingo - serão confiscados.

fonte: paraiba.com.br

Chade: Novo processo contra Hissène Habré iniciará breve.

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Bruxelas - A aprovação pela Assembléia Nacional senegalesa em 19 de dezembro de 2012, das leis que estabelecem câmaras especiais dentro dos existentes na corte senegalesa anuncia estrutura jurisdicional com início de um processo penal contra o ex-presidente do Chade, Hissène Habré.

Foto RFI Hissène Habré


Habré é acusado de milhares de assassinatos políticos e tortura sistemática que teve lugar durante a sua presidência de 1982 a 1990. Ele vivi no exílio no Senegal por 22 anos e ainda tem que enfrentar a justiça.

"A abertura do processo contra Hissène Habré nunca esteve tão perto", disse Reed Brody, advogado da Human Rights Watch. "Em oito meses, o governo de Macky Sall tem feito mais para recompensar a perseverança e a tenacidade de Habré vivida no Senegal que foi ao longo de duas décadas."

Desde a eleição de Sall como presidente do Senegal e da decisão do Tribunal Internacional de Justiça, em 20 de julho de 2012, ordenando o Senegal para julgar Habré "sem demora" ou a extraditá-lo, as negociações recomeçaram entre a União Africana (UA) e Senegal. Isto levou a um plano para criar o  "extraordinário julgamento africano" para conduzir o julgamento dentro do sistema judicial senegalês. O acordo foi formalizado pelas duas partes em 22 de agosto. Ministro da Justiça, Aminata Touré afirmou que o tribunal vai estar operacional em breve, uma vez que os juízes e outros funcionários são nomeados.

Aprovação da Assembleia Nacional das leis também segue os acordos entre a União Africana, Senegal, e os doadores internacionais em matéria de financiamento do tribunal, para que um orçamento de 7,4 milhões de euros, fosse acordado. De acordo com relatos da mídia, os doadores internacionais declararam os valores (cerca de 3 milhões de euros), a União Europeia (2 milhões de euros), a Holanda (1 milhão de euros), a União Africano (EUA $ 1 milhão), os Estados Unidos (EUA $ 1 milhão ), Alemanha (500.000 euros); Bélgica (500.000 euros), a França (300.000 euros) e Luxemburgo (100.000 euros).


"Eu estava esperando para ver a cara de Hissène Habré na justiça   há mais de 22 anos", disse Clément Abaïfouta, presidente da Associação de Vítimas dos Crimes de Regime Hissène Habré (AVCRHH) que, como um prisioneiro político sob o ditador Habré, foi obrigado a cavar massa de sepulturas e enterrar centenas de outros detentos. "Estamos finalmente capazes de ver e enfrentar o nosso carrasco e recuperar a nossa dignidade como seres humanos."

O Estatuto de Câmaras Extraordinárias apela à criação de câmaras para lidar com investigações, julgamentos e apelações. A câmara de julgamento e da câmara de apelações, cada um, dois juízes senegaleses e um juiz não-senegalês de um país membro da UA, que vai presidir o processo.

As Câmaras vão processar "a pessoa ou pessoas mais responsáveis" por crimes internacionais cometidos no Chade entre 07 de junho de 1982, e 01 de dezembro de 1990. É possível que Habré seja a única pessoa a ser julgada pelo tribunal.

O Estatuto de Câmaras Extraordinárias prevê a participação das vítimas em todas as fases do processo como parte civil, representados por um advogado, e diz que as vítimas também podem ser concedidas reparações. O orçamento das câmaras, permite a gravação de todos os processos, bem como o estabelecimento de um programa de grande alcance para que o julgamento possa ter um impacto positivo e educativo no Chade e em outros lugares.

"Julgamento de Habré, se é justo e transparente, pode marcar um ponto de viragem para a justiça na África", disse Brody. "O precedente de Habré pode se tornar uma fonte de inspiração e ajudar a orientar os esforços de justiça em África e no mundo."

fonte: allafrica



terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Por que Kalashnikov é tão popular na África?

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

A Kalashnikov está em todos os conflitos armados em África. A eficácia deste fuzil de assalto, assassínio é o seu fácil manuseio e baixo custo.


Soldados do exército somali, Maio de 2012. © REUTERS / James Akena


Sua silhueta característica é conhecida em todo o mundo, com curva do carregador conhecido em algumas regiões, como o "chifre gazela."

E foi usado em todas as guerras de descolonização até os dias de hoje. É o fuzil de assalto Kalashnikov, ou AK-47.

O AK-47 e seus derivados são, sem dúvida muitas uma das armas mais populares de todos os tempos.

Na África, o fuzil de assalto de fabrico soviético ou clones chineses e outros continuam a estar presente em todos os conflitos.

A razão para este sucesso é evidente. Este é um fuzil de assalto simples, rústico, mas a eficiência mortal.

Com a sua capacidade de disparar 600 tiros por minuto e 30 carregador de cartuchos, que dá o poder de fogo de usuário raramente superado.

Sua imprecisão relativa tem pouca importância no combate próximo, confrontos de rua e emboscadas, que são situações em que é mais frequentemente utilizado. Além disso, não é necessário seguir a formação avançada para familiarizar-se com a sua utilização.

O AK-47 é a arma ideal do profissional guerrilheiro. Isso não deveria nos surpreender.

Afinal, ele foi desenvolvido por um sargento do Exército Vermelho (O Quinto exército do mundo, com 1,5 milhões de homens), de 1942, e o objetivo no momento era fornecer para as tropas soviéticas rifle de poder igual ou mesmo superável aos seus adversários com equipamentos nazistas.

Mesmo antes da Kalashnikov, o exército soviético tinha dado aos seus homens a arma PPSh-41, metralhadora de grande simplicidade e taxa de incêndio ainda mais impressionante do que o AK-47 (900 tiros por minuto).

O "papacha", como apelidado pelos soldados soviéticos, contribuiu muito para a vitória do Exército Vermelho, e sempre que as forças do Axa tivessem a chance em ocasião de avanço, eles a trocavam para  os seus próprios.

Esta tradição de robustez e eficiência foi mantida e tem desempenhado um papel óbvio no projeto do fuzil de assalto, o Kalashnikov.


Quando foi usado a primeiro Kalashnikov no continente?

A partir de 1947, o AK-47 começou a equipar unidades soviéticas, e que oficialmente entrou em ação pela primeira vez em 1956, durante a insurreição húngara.

Portanto, como temos visto em todas as frentes da Guerra Fria, e África aderiu, naturalmente, sem exceção.

É difícil datar a entrada do primeiro Kalashnikov no continente Africano, mas após a independência, na década de sessenta, a maioria dos países que emergiram da partida dos colonizadores foram equipados a preços baixos, com a União Soviética, em seguida, a China, que não demorou muito para produzir sua própria versão do AK-47, Tipo 56.

De lá para cá, era natural que esses países e seus fornecedores soviéticos e chineses fornecessem armas para as guerrilhas em ação em torno de primeira luta para dirigir os últimos resquícios do colonialismo, como Angola e Moçambique, em seguida, para lutar contra ditadores herdeiros do antigo regime, ou ajudá-los a vencer.

O AK-47 assumiu um papel central na guerra entre o ANC e as forças do apartheid na África do Sul, em combates entre a SWAPO (Organização do Povo do Sudoeste da África) e Os cubanos aos sul-africanos na Namíbia.

Também foi encontrado nas mãos de combatentes ZAPU (União Popular Africana do Zimbábue) e ZANU (Zimbabwe Nacional Africano União) contra o domínio branco na Rodésia (1965-1979), ou no Biafra 1967-1970 tanto no Exército nigeriano como nas unidades de Biafra.


Será que ela realmente está sendo usado em qualquer lugar?

Hoje em dia, as versões mais modernas, como a AKM e AK-74, e suas variações, assim como a Rússia Soviética, China ou países do antigo Pacto de Varsóvia (aliança militar celebrado entre os países do bloco comunista na 1955, durante a Guerra Fria, com o objectivo de contrabalançar Otan) ainda são usados ​​em todas as guerras que abalam a África.

O colapso do coronel líbio Gaddafi poderia piorar a situação, como evidenciado pela situação explosiva no norte do Mali e Chade.

A Kalashnikov é uma arma de uso em qualquer tempo e em todo-terreno. Ela é igualmente usada em casa, nas areias saariana, nas selvas do leste do Congo e / ou as terras altas da região dos Grandes Lagos.

Se se trata de geléia, e não é difícil de canibalizar peças em outros modelos para corrigi-lo. O calibre mais comum, a 7,62 milímetros é onipresente, e fácil de fabricar e improvisados ​​em oficinas.

Em comparação, muitas armas produzidas pelos países ocidentais para equipar seus exércitos e de seus aliados, se eles podem ser mais preciso e sofisticado parecem muito frágeis ou muito complexo para um trabalho, o que requer, necessariamente, um período de maior tempo de treinamento, seja o francês FAMAS M16A2 ou americano.

O que pensava o inventor da Kalashnikov?

Apelidado de "a arma infuente na maior parte do nosso tempo", autor britânico e historiador Max Hastings, a Kalashnikov tem definitivamente que fazer pender a balança em favor das forças revolucionárias em muitos conflitos.

Como se pode ler em um artigo na Wired ", o AK é usado em quase toda parte, e ele é absolutamente perturbador das regras da guerra moderna, dando bandas de combatentes treinados moderadamente e com poucos recursos para enfrentar e superar alguns exércitos mais ricos e mais bem equipados do mundo. [Ele] se tornou e ainda é a arma de do Senhor de todo mundo, um sucesso e flagelo que persistirá ainda até o século XXI. "

Quando você pensa que o seu criador, Mikhail Kalashnikov, agora tem 93 anos de idade, teria preferido a desenhar, de acordo com ele, máquinas agrícolas, só que nós não podemos imaginar que esse gênio podia trazer para a África essas armas, se seu projeto tivesse sido cassado.

Por: Roman Rijka

fonte: slateafrique


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Bairro Casamento, uma África em miniatura no centro de Berlim.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Um quarterão popular no norte de Berlim: é aqui, em casamento, que vivem as diásporas africanas. Ironicamente, essa área também carrega o peso de colonização alemã.


Um quarterão ao norte no bairro de Ringbahn, o dispositivo ferroviária de Berlim. Ruas retas, imprensadas entre o Rio Spree, o S-Bahn (Berlim RER) e Aeroporto de Tegel.

Você pode ouvir o zumbido de aviões decolando ... ruído que em breve será ultrapassado, o aeroporto lendário deve fechar em 2013.

Você está agora no coração do setor ex-Francês de Berlim, a oeste, uma área ocupada após a Segunda Guerra Mundial.

Além disso, o Centro Francês de Berlim permaneceu aqui, rue Müller ... E é precisamente nesta área que se instalou a diáspora Africana, mas também que fala Inglês.

Cada rua tem o seu próprio restaurante ou loja de África. Aqui, uma discoteca guineense há um bar de Malianos, novamente uma associação da Serra Leoa ou da Libéria. Bem-vindo ao casamento!

Empreendendo uma boa marcha

"A África está em casamento", insiste Assibi, o gerente de origem togolesa tem um restaurante chamado "Relay savana."

Em francês, por favor! Quando os clientes alemães atravessarem a porta, eles voam para Lomé.

Pratos fumegantes, toalhas de mesa e máscaras coloridas na parede, ao lado de um cartaz que mostra Assibi: Associação de amigos Alemã-togolesa, uma associação que foi criada para financiar projetos de saúde no Togo. Aqui é tomada a misturar das culturas.

"Nós nos damos bem com os alemães. Africanos e indígenas vivendo juntos no bairro. "

Os servidores(trabalhadores) também são dois jovens alemães que viviam na África do Sul. Pedidos são colocados na língua de Goethe.

"Scharf scharf Scharf," o que significa Clemente, picante, insiste rindo! O pai veio com a esposa e dois filhos. Originalmente de Togo, que vivem em Munique, mas muitas vezes vem a Berlim para ver seus "compatriotas" e Abastecer-se:

"É bom viver no bairro casamento, produtos africanos são mais baratos aqui, se o trabalhamos bem em Berlim, o negócio se move. Mas a taxa de desemprego é muito alta. "

Assibi concorda. Casamento é de populares imigrantes africanos, turcos e os trabalhadores aposentados que convivem juntos no mesmo bairro. E rendas mantêm-se baixas, mesmo se os preços sobem como em toda parte, em Berlim.

Que seus clientes carinhosamente chamam de "Mama África" ​​sabe de alguma coisa, ela mora aqui há 40 anos.

Ela até esqueceu o seu francês e em alemão lança em um discurso inflamado entre a raiva e a frustração. Certamente, a integração funciona em nível local, certamente, os jovens sofrem menos discriminação hoje do que há 20 anos, isso ainda impede que os africanos ainda sofram com o casamento. A causa dos nomes das ruas.


África em cada canto da rua

Mesmo ao lado da savana de revezamento, não é a rua da colônia. Mas é um pouco mais a oeste, perto do parque Rehberge que a história deixou a sua marca: rua Africana, rua do Togo, Camarões Rua Zanzibar ....

No total, são 20 ruas todas alinhadas lado a lado, perpendiculares umas as outras. Não, elas não querem acolher só os imigrantes africanos! Houve um tempo, elas celebraram o culminar de colonização alemã.

O batismo da primeira rua em 1899. O Império Alemão, então, incluídos Camarões, Togo, África do Sudoeste (hoje Namíbia) e da África Oriental Alemã (atual Tanzânia, Burundi, Ruanda).

Na época, as autoridades queriam construir um bairro colonial, e elas cobraram de um zoólogico Carl Hagenbeck, para estabelecer um parque no qual foram expostos não apenas aves de África, mas também para os homens!

O projeto não viu na realidade o dia, como o da Primeira Guerra Mundial que pôs fim às ambições alemãs. Berlim perdeu suas colônias, mas ainda sonhava em se tornar uma grande potência em África.

Outras ruas são então batizados de (rua Douala, rua do Senegal ...), sob a República de Weimar e o regime nazista. Todos sobreviveram a Guerra Fria e permaneceram.

Entre eles: três heróis célebres da colonização. Em vez Nachtigal (em homenagem a Gustav Nachtigal, o explorador que anexou Camarões e Togo), Lüderitz Street (em homenagem a Adolf Lüderitz, que fundou a primeira cidade comercial chamado Luderitz, na Namíbia, no presente) e calçada Peters (homenagem a Carl Peters, que criou a Sociedade Alemã para a África Oriental).

Três heróis da época, três assassinos aos olhos dos historiadores de hoje. E esta é a gota d'água para Assibi:

"Estas ruas, são vergonhosas! Isso é racismo! As autoridades deveriam pelo menos mudar o nome destas três ruas, seria para nós um reconhecimento do sofrimento dos nossos antepassados. "



Recordando o Passado

Assibi como várias associações de luta contra o racismo, como Berlim Postkolonial, lutando por estas três ruas com nomes de Africanos-resistentes mortos por colonos alemães, como Rudolf Duala Manga  Bell. Mas eles enfrentam a negação de outras pessoas que não querem mudança de endereço.

Moradores que então pertencem à história do passado colonial, evidenciadas pela largura de banda de uns sessenta convencidos de que "em vez Nachtigal em uma homenagem ao canto do rouxinol, o pássaro" (die Nachtigall significa rouxinol em alemão).

Para satisfazer a todos, o prefeito chegou a um compromisso em 1986, agora St. Peters comemora o Carl mais sanguinário, mas o Dr. Hans, uma resistência contra o Nacional Socialismo. Pratica, que ele leve o mesmo nome: Peters.

Uma rotação que dá um sorriso ... mas não satisfaz a vontade das associações. Após vários anos de luta, eles finalmente conseguiram o estabelecimento de um painel de informações em 8 de junho de 2012.

Localizado perto da estação de metro Rehberge, explica a transeuntes estragos da colonização alemã e oferece chaves para a compreensão da história da região. Ele também ensinam uma exceção de rua: a rua de Gana, batizado em 1958, comemora não só a liquidação, mas sim uma homenagem ao primeiro país subsaarianos da África que se tornou independente em março de 1957.

Associações esperam que outros painéis desse tipo sejam criados de acordo com o projeto do casamento da prefeitura que pretende "o fazer o trimestre Africano em um lugar alto da memória e aprendizagem da história colonial alemã".


Intercâmbios culturais

Ironicamente, é precisamente a rua em que está instalado de Camarões, comunidade camaronesa .

Três ou quatro restaurantes, um bar e vários mercados. Entre eles, o mercado de África, a sede de Douala. Eles comem um prato de fufu escutam Manu Dibango. Jean-Didier bebe cerveja, deixando o trabalho. Para ele, ao contrário de Assibi, as ruas não são tão humilhantes:

"É uma sensação ainda mais de estar em casa, nas ruas de Camarões. E então, a colonização não foi negativa, há também lembranças: os alemães deixaram muitos Camaroneses coisas positivas, arquitetura, ferrovias, etc ", e acrescenta, rindo:" Ao contrário dos franceses! "

Jean-Didier viveu por 20 anos em casamento(bairro casamento), e ele ama o seu bairro, o Castelo "Vermelho em Berlim, embora muito maior do que o trimestre Africano em Paris. É menos provável, mas é dispersa ".

Além disso, ele reconhece: as distâncias são tão grandes em Berlim que tendem a ficar em casa, especialmente no inverno.

"Mas as coisas mudam! Durante cinco ou seis anos, os africanos se reúnem, um senso de comunidade se desenvolve. "

Uma comunidade Africana, além das diferenças de nacionalidade. Uma visita às instalações da associação Mandé Rua Tegel, concorda. Um lugar multicultural realizado por Mirko, de Mali, e do seu  amigo Duplex de Camarões.

Uma vez por semana, os moradores, alemães e africanos são iguais, são convidados para um concerto festivo, teatro, etc . "A história da mudança de idéias", diz Mirko.

"Para nós, é como um aeroporto, de culturas e mix de línguas."

Daí, também, a escolha do nome da associação: Mande, Mandingo, em homenagem ao país que abrange uma grande parte da África Ocidental.

"Um país aberto a todos", acrescentou o Mirko que também adora cozinhar para os "brancos" que querem descobrir a África através de especialidades culinárias.

A troca vai nos dois sentidos. Então, para melhor ajudar os imigrantes a integrar o Mandé combinação oferece cursos de alemão para a quantia de 15 euros por mês.

Camarões, Congo, Mali, mesmo turcos se reúnem para aprender a língua local, com professores voluntários alemães.

Após o curso, alguns podem bater na porta do Medien Afrika Zentrum, a dois quarteirões de distância, da rua Torf . Um Centro dirigido por um camaronês, Herve , e 11 funcionários.

"Acompanhamos os africanos nos meandros da administração alemã, que os ajuda em sua busca de trabalho, escrever um currículo, uma carta de motivação."

O centro também contém uma biblioteca com 2.000 livros sobre a África ou escritos por africanos: um centro dirigido por Hervé tem o apoio do governo alemão no projeto, e ele não se arrepende de se estabelecer em casamento:

"Há um sentimento bom, agora, a nossa integração está indo bem aqui."

Casamento é isso: a memória da história em cada esquina, mas também a presença das diásporas orgulhosamente enraizadas no bairro.

Além disso, nós realmente não sabemos por que a área é descrita como Africana: para o título de ruas ou as pessoas que lá vivem?

"Quem se importa", retrucou Hervé. "Enquanto casamento é agradável. E esse é o caso. "

Por: Cécile Leclerc




fonte: slateafrique

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