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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

quarta-feira, 12 de março de 2014

Os mitos da industrialização em África - O questionamento de alguns mitos pelo guineense Carlos Lopes.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Os investidores não são atraídos por causa dos riscos no continente negro. Segundo Carlos Lopes, da Comissão Económica para África da ONU, esta é apenas uma das várias falácias sobre a industrialização africana.
O secretário executivo da Comissão Económica para África das Nações Unidas (UNECA, na sigla em inglês), Carlos Lopes, questiona alguns mitos em torno da industrialização no continente. Para o estudioso da aérea de desenvolvimento, um dos principais equívocos, por exemplo, é entender a industrialização como uma palavra da moda, uma vez que se trata realmente de um modo de desenvolvimento estrutural, levado cada vez mais a sério pelos Estados africanos.
Entre as falácias acerca do assunto, está a crença de que só a industrialização precisa ser desenvolvida, que os países falharam na década de 60, que o crescimento económico levará à criação de empregos ou que os investidores não são atraídos devido aos riscos em África. Em entrevista à DW África, Carlos Lopes explica algumas questões centrais da economia africana.
Como é que a industrialização nos países africanos pode levar a uma transformação estrutural destes Estados?
Eu penso que já exista um consenso por parte das lideranças africanas sobre a necessidade de transformação. O importante é definir o que a gente entende por transformação. Na realidade é mudar a composição da economia, do Produto Nacional Bruto (PNB) de um país e nós dizemos que a parte da indústria é mais importante nesta transformação por uma razão muito simples. É aquela que é mais intensiva em mão de obra e, portanto, poder criar mais empregos. O crescimento africano é muito bom, mas se não criarmos empregos não é sustentável. E, por isso, nós achamos que desta vez sim as pessoas estão interessadas na industrialização, mas porque estão interessadas na criação de empregos.
Como é possível que os países africanos usem os recursos naturais como base de transformação industrial, tendo em conta que estes países recebem uma pequena percentagem em royalties das empresas que exploram tais riquezas?
Carlos Lopes
Carlos Lopes, secretário executivo da Comissão Económica para África da ONU
Até agora a forma como os recursos naturais em África são utilizados na maior parte dos casos é sem transformação. Ou seja, é um modelo que já vem do tempo colonial onde se extrai o produto, sobretudo minerais. Na pesca acontece a mesma coisa, muitas vezes também na área agrícola. Leva-se tudo a um porto e exporta-se sem transformação, sem processar. Por exemplo, o cacau não se processa absolutamente nada em África.
O que estamos a dizer é que esta é uma forma de exportar emprego porque toda a cadeia de valor que permite a criação de emprego para além do valor residual da matéria prima bruta deixa de estar ao alcance dos países africanos. Por exemplo, na cadeia do café os grãos custam cerca de 5% do total do valor do café quando é vendido. Portanto, 95% é processado fora da África. Se pegarmos, por exemplo, um minério como o coltan, que é utilizado para a telefonia celular e todos os gadgets eletrónicos, nós vemos que os grandes lucros estão no processamento industrial que se faz destes produtos e não na exportação bruta que se faz a partir da África.
Portanto, se nós não impusermos a partir da África, que todas aquelas matérias onde a África tem um controle porque é o principal produtor mundial, que pelo menos uma parte da cadeia de valor tem que ser agregada no próprio continente, isso não vai acontecer. Ou seja, não é uma coisa de pedir e esperar que as empresas vão cumprir. Tem que ser através de políticas, de regulações que vão obrigar que isto aconteça.
Afirma que a industrialização é a chave do desenvolvimento, mas também é preciso coesão social e menos desigualdades. Como ´é que os países africanos podem alcançar esses objetivos?
Neste momento os países africanos têm muitas desigualdades porque o modelo que existe é de utilizar as matérias primas, extrair através de royalties ou através de renda um valor que fica junto das elites e que não passa por uma cadeia de processamento, seja industrial, seja de outro tipo da economia do próprio país. Digamos que é um modelo equivalente ao offshore, ou seja, o petróleo pode sair diretamente do mar e ser exportado sem passar por nenhum processo económico dentro do país. Isto é uma coisa que cria muita desigualdade.
Para podermos reverter esta realidade, precisamos fazer com que as políticas económicas dos países africanos sejam voltadas para o processamento da cadeia de valor. Então, vamos necessitar que a maior parte deste valor do produto seja distribuída por mais gente através da criação de emprego, através digamos da geração de uma política mais coesa, baseada na industrialização.
Mas estamos também a defender a industrialização por uma outra razão. É porque nesse momento tecnológico que existe, África está muito bem posicionada para poder argumentar que a transformação dos seus produtos no próprio continente reduz a emissão considerável de CO2 e ainda por cima pode ter vantagem utilizar os recursos energéticos renováveis do continente, que são os mais vastos do mundo, para poder fazer uma energia limpa e, portanto, fazer com que esta industrialização seja baseada em contribuições para as mudanças climáticas e seja também baseada em uma economia verde. Portanto existem aqui muitas vantagens que não são só para os africanos, mas também para o mundo.
Também comenta que o modelo de substituição de importações da década de 60 resultou num certo progresso, apesar das limitações. Que modelo de desenvolvimento alternativo aos anteriores considera ideal para o continente hoje?
África tem a vantagem de chegar à industrialização numa altura em que o desenvolvimento tecnológico já entrou na era digital, portanto, é completamente diferente a forma como se agrega valor daquela que foi utilizada durante o período de substituição de importações. Naquele tempo, em que se fez a substituição de importações, os produtos tinham a marca de um país, feito em país tal, made in qualquer coisa.
Hoje em dia não existe praticamente nenhum produto de alto valor acrescentado que seja originado de um país. A cadeia de valor foi globalizada. E, portanto, África vai ter que ter um modelo totalmente diferente daquilo que foi utilizado na América Latina. E também daquilo que foi utilizado na Ásia, em vez da substituição de importações, a orientação para exportação, ou seja, produzir para os mercados externos.
África precisa produzir muito para o seu próprio mercado porque vai ter um aumento brutal da sua classe média, vai ter a maior força de trabalho a partir de 2040 e vai precisar produzir também para si. Ou seja, o modelo de industrialização da África tem que ser baseado em uma revolução tecnológica diferente, tem que ser baseado na economia verde e nas vantagens que isso possa trazer para as mudanças climáticas e tem que ter em conta o próprio mercado interno africano.
E acredita que esta industrialização possa ser sustentável?
Coltantrennung per Hand Äthiopien
A República Democrática do Congo possui mais de 80 por cento das reservas mundiais de coltan
Pode e vai ser sustentável porque a África conseguiu duplicar o seu PNB em cerca de dez anos. Portanto, existem condições para se poder esperar que é o motor da economia africana - porque quase dois terços do crescimento vêm da demanda, da procura interna - e esse motor vai se esflorar por causa da curva demográfica, mas também porque cada vez mais África vai ter uma demanda de coisas que ela é a única que pode oferecer.
Por exemplo, a população mundial vai crescer de sete para nove mil de pessoas e, portanto, esses dois milhões que vão aumentar precisam ser alimentados, os sete que já existem precisam ser melhor alimentados e só existem algumas zonas do globo que têm reservas de terras aráveis não utilizadas.
África tem 60% dessas reservas. Este é um exemplo. Outro exemplo é que existem sete minérios que vão ser fundamentais por causa da digitalização e das novas formas de utilização da tecnologia e a África tem o maior repositório da maior parte dessas matérias. Portanto, existem elementos para pensar que a África tem de facto condições para que este processo seja sustentável, tanto mais que seu problema e déficit mais importante é o da energia e ela tem em termos de energia renovável o maior potencial do mundo.
Por que motivo as economias africanas que mais crescem têm os maiores índices de desemprego?
Em primeiro lugar é preciso dizer que quando fazemos a medição do desemprego, está provado que as teorias várias em termos de discussão de estatística sobre emprego não se aplicam a muitas das realidades africanas. Ou seja, não existe no aparelho estatístico africano que possa responder com precisão quais são as verdadeiras taxas de desemprego. O que temos são projeções e aproximações.
Dito isto, visto a olho nu que existe um problema de desemprego entre os jovens na maioria dos países africanos, inclusive nas economias mais modernas. Isto tem a ver com três fatores.
Produção de petróleo em Angola
O primeiro é a curva demográfica. Não importa quantos empregos nós criamos no continente ou em cada país, interessa é saber qual a relação desse número de empregos em relação a todos aqueles que estão a chegar no mercado de trabalho. Portanto, mesmo criando novos empregos, a situação demográfica não é estática e está em evolução. África tem o maior crescimento da população e, portanto, todos os esforços podem ser difíceis de ver.
O segundo fator é que a maior parte do emprego que existe em África é informal, portanto, não é um emprego que é remunerado e passe pelos mecanismos formais da economia, isto também gera distorções muito grandes porque a maioria das pessoas tem mais uma atividade do que um emprego e tem uma sobrevivência mais do que um salário.
E o terceiro fator que explica a desigualdade é o facto de que todos os países quando começam sobre um processo de crescimento mais rápido passam por uma fase de grande desigualdade porque é uma forma também de poder criar um capital que vai permitir os grandes investimentos nomeadamente de infra-estrutura, bancos, sistemas financeiros e etc. Portanto, África não é nesse sentido especial, ela está a seguir o percurso que os outros já seguiram.
Por que é que os investimentos no continente não são tão arriscados como parecem?
Porque na realidade, quando comparamos quais são as precessões de risco que influenciam os investidores, vemos que a maior parte dessas precessões, quando aplicadas à África, não são muito diferentes de outras partes do mundo, mas por alguma razão África tem uma espécie de estigma.
Na realidade temos que combater uma precessão do risco africano em relação à sua realidade, nomeadamente em relação aos seus dados macroeconómicos, como inflação abaixo de 6%, com uma dívida pública em média mais baixa que toda Europa, com as reservas num nível histórico, nunca antes atingido. Tmos alguns indicadores, para além do próprio crescimento de 6% ao ano no continente, que indicam sim, o risco existe, mas tem que ser contrabalanceado com esta realidade.

# DW.DE


O Papa Francisco mudou ambiente sombrio da Igreja, diz Leonardo Boff.

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Em entrevista à DW, um dos principais críticos do conservadorismo católico afirma que, em apenas um ano, papa conseguiu reaproximar padres e bispos do povo. Para isso, vivência na América Latina foi fundamental.



Em 13 de março de 2013, Francisco foi eleito papa. E em apenas um ano à frente do Vaticano, colocou em discussão uma série de assuntos antes deixados de lado pela Igreja, dando início a um processo de transformação da instituição e do papel do pontífice.
Em entrevista à DW, Leonardo Boff, um dos expoentes da Teologia da Libertação e um dos principais críticos do conservadorismo católico, diz que Francisco tornou a Igreja mais viva ao fazer uma reforma do papado.
"Francisco não vestiu o figurino clássico do 'papa monarca' com o primado jurídico absoluto e com a supremacia doutrinal e pastoral", afirma Boff, que em 1992 deixou todos os cargos na Igreja, após ser censurado pelo Vaticano. "Ele mudou o clima. Antes o ambiente era severo e sombrio."
DW: O que mudou na Igreja Católica no Brasil um ano depois que o papa Francisco foi eleito?
Leonardo Boff: Ele mudou o clima, o que não é pouco. Há alívio porque a Igreja como instituição era vista como um pesadelo. Há alegria, pois antes o ambiente era severo e sombrio. O que se percebe é que muitos padres e bispos se tornaram mais acessíveis ao povo, mais tolerantes, menos doutrinários. O arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, ao ir a Roma para receber o chapéu cardinalício, viajou de classe econômica para seguir o exemplo do cardeal Bergoglio, que sempre viajava assim. Mas talvez seja cedo demais para ter uma impressão mais precisa das modificações nos hábitos dos padres e dos cristãos.
Com o papa, a Teologia da Libertação pode ressurgir das cinzas?
Ela nunca esteve nas cinzas porque a opressão continua e os cristãos conscientes se orientavam pela Teologia da Libertação para dar sentido às suas práticas. Os teólogos continuaram a publicar, apesar da vigilância severa do cardeal Ratzinger, que se fez inimigo da inteligência dos pobres.
Boff: 'Não pretendo ter nenhuma função na Igreja'
Esse é o peso que ele carregará pela história. Roma tentou por todas as formas liquidar com este tipo de teologia, mas saiu frustrada, pois o teor evangélico da Teologia da Libertação depunha contra Roma, que se mostrava indiferente face ao drama dos pobres. Fala dos pobres, mas nunca quer encontrá-los fisicamente.
Qual foi o papel da Teologia depois que Francisco assumiu o Vaticano?
Com o novo papa ela ganhou centralidade, pois ele colocou a questão da justiça social e da igreja pobre para os pobres no centro das preocupações de seu pontificado. Ele vai ao encontro dos pobres, abraça-os e beija-os porque são, segundo suas palavras, "a carne de Cristo". Ao receber em audiência no dia 11 de setembro de 2013 Gustavo Guiérrez, um dos fundadores desta teologia, e em seguida o pequeno irmão de Jesus Arturo Paoli, de 102 anos, que trabalhou durante 45 anos na linha da libertação na América Latina, o papa deu sinais claros de que quer prestigiar e até resgatar a Teologia da Libertação.
O papa quer prestigiar e aumentar o poder dos leigos porque a falta de padres no continente é grave. Já há sinais de quais serão esses novos poderes? Eles poderão celebrar a eucaristia ou outros sacramentos?
A categoria central da visão de Igreja que o papa representa é a "Igreja como povo de Deus". Todos pertencem a este povo, que é constituído principalmente por leigos, homens e mulheres. O papa quer que os leigos, especialmente as mulheres, participem das decisões da Igreja e não apenas participem da vida da Igreja. A forma como o fará não sabemos. Sabemos apenas que ele é surpreendente e que coisas novas poderão ser esperadas, inclusive a nomeação de mulheres como cardeais, já que "cardeal" é na tradição um título, desvinculado do sacramento da Ordem. Não é preciso ser padre ou bispo para ser cardeal. Não creio que ele permitirá que leigos celebrem eucaristias, pois seria um passo demasiadamente ousado. Mas como ocorre nas comunidades eclesiais de base nas quais não está presente um padre, ritualiza-se e dramatiza-se a ceia do Senhor. Eu creio, como teólogo, que tal prática é uma forma de trazer sacramentalmente Cristo para o seio da comunidade.
Qual a contribuição que a Igreja da America Latina poderia dar para as reformas do Vaticano?
A maior contribuição que a América Latina está dando à reforma do Vaticano é a pessoa do papa Francisco. Ele não começou com a reforma da Cúria, mas com a reforma do papado. Ele não vestiu o figurino clássico do "papa monarca" com o primado jurídico absoluto e com a supremacia doutrinal e pastoral. Ele se entende com bispo de Roma e quer presidir na caridade. É importante observar que esse papa cresceu dentro do caldo cultural e eclesial da Igreja latino-americana, cujo rosto é muito diferente da Igreja da velha cristandade europeia. É uma Igreja viva, com comunidades de base, com pastorais sociais fortes, com figuras de bispos proféticos e com mártires da perseguição das ditaduras militares.
Que características o papa Francisco trouxe para o pontificado?
Ele traz ao Vaticano hábitos novos, evangélicos e proféticos. Ele se entende como um homem comum que gosta de estar junto com outros homens comuns, partilhando de suas buscas e perplexidades. Mais que ensinar, ele quer aprender no diálogo e na convivência. Estes traços pastorais são típicos da maioria dos bispos da América Latina. Com isso ele está resgatando o rosto humanitário, misericordioso e afável da severa institucionalidade da Igreja. Penso que ele será o primeiro de muitos papas que virão do terceiro mundo, pois aqui vive a maioria dos católicos.
Na sua opinião, qual seria a reforma mais importante que a Igreja Católica teria de fazer?
Eu creio que haverá uma nova forma de direção da Igreja, não mais monárquica, mas colegial. Quer dizer, o papa não dirigirá a Igreja sozinho, mas com um colégio de cardeais, bispos, leigos e mulheres. Ele insinuou claramente isso dizendo que deve haver mais corpos de decisão na Igreja junto com ele.
O Brasil ou a América Latina poderiam ser pioneiros em alguma delas?
Na América Latina temos acumulado boas experiências de pastoral de conjunto, seja no nível nacional, seja no continental. Quanto ao celibato, já foi dito que não é uma questão fechada como o era no tempo de João Paulo 2º, que proibia sequer levantar tal questão. A meu ver o caminho será mais ou menos este: primeiro convidará os cem mil padres casados do mundo inteiro que possam, e que queiram, para reassumir o ministério.
Este seria o primeiro passo. Em seguida permitiria o celibato opcional. Não haveria mais a lei do celibato obrigatório. Para este papa a Igreja é de todos, especialmente daqueles que foram postos de lado. A Igreja é uma casa aberta para todos. Todos podem entrar sem prévias condições.
O sr. estaria disposto a assumir um cargo de liderança nesse processo de reformas?
Não espero nem pretendo ter nenhuma função na Igreja. Basta-me a palavra livre.

# DW.DE


Gâmbia: O Presidente Jammeh quer substituir o Inglês como língua oficial da Gâmbia.

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O Presidente da Gambia Yahya Jammeh anunciou que ele está contemplando a substituição do Inglês com um dos vernáculos locais e como a língua oficial do país.

Os principais idiomas da Gâmbia são Mandingo, Wolof e Jola, sendo este último a língua materna do Presidente Jammeh.

"Nós já não estamos inscritos para o dogma de que o Inglês deve imperativamente ser a língua administrativa na medida em que podemos ler e escrever nossas próprias línguas... ", Jammeh foi citado pela mídia local como ele está dizendo.

Ele falava na cerimónia de tomada de posse do decano dos juízes do país no fim de semana.

No ano passado, o presidente Jammeh retirou a adesão do país à língua Inglesa da Commonwealth, descrevendo-a como uma " relíquia do colonialismo ao qual Gâmbia deixaria de se identificar. "

Desde então, todos os esforços de persuadir-lo para rescindir a decisão falharam.

Em uma de suas várias entrevistas, ele disse que era principalmente contra os britânicos, porque ao longo de 400 anos de colonização, eles só construíram uma escola e " devolveram a Gâmbia para nós na forma de uma cobra (depois) de reduzir o seu tamanho de um elefante ".

Em outro gesto diplomático, o presidente Jammeh logo anunciou o rompimento das relações com o parceiro de longa data de Gâmbia, Taiwan, que foi um dos principais doadores do pequeno país da África Ocidental.

Ele informou ao governo de Taiwan que ele estava pronto para reembolsar qualquer quantia em dinheiro na forma de investimento que Taiwan tinha feito na Gâmbia.

As autoridades da Gâmbia não explicaram o motivo da separação, mas é amplamente assumido que é por causa do perfil crescente da China em África. A China considera Taiwan como uma província rebelde.

O autor do Panfleto

Quando a Primavera Árabe entrou em erupção, o presidente Jammeh foi rápido demais para quebrar os laços diplomáticos com o seu mentor de longa data e companheiro Muammar Gaddafi da Líbia e anunciou a apreensão de todos os investimentos líbios no país, para a surpresa absoluta de seus compatriotas.

Embora não seja claro qual a linguagem que Jammeh quer substituir ao Inglês, mas ele tem sido a favor do plano do Ministério da Educação para introduzir as línguas locais no sistema escolar.

Jola, sua língua materna, agora é ensinada em algumas escolas básicas. Ele é chamado´de Kujamatay em seu dialeto de origem.

Jammeh autor de dois livros recentemente publicados em tamanho de panfleto - direito: Um milhão de razões para deixar a comunidade e com as trágicas consequências britânicas na pilhagem e desgoverno na Gâmbia inspirou a fundação da Organização das Nações Unidas e da sua unidade de Descolonização em janeiro de 1943 e além.

Em seus livros, ele diz que o governo britânico foi caracterizado por saques em massa, que ele disse que levou os líderes mundiais, entre eles o presidente dos EUA Franklin D. Roosevelt a criticar o status quo em Bathurst (hoje Banjul ), quando ele visitou a Gâmbia, em 1943.

Desde que chegou ao poder em 1994 através de um golpe de Estado, o presidente Jammeh tem estado muito ocupado lutando contra legados coloniais que ele ataca como causa de retardo de seu país e de África em geral.

Quando ele chegou ao poder, ele demoliu o cemitério dos brancos em Banjul e construiu o Arch 22 no mesmo lugar. Ele também mudou os nomes de ruas com nomes de pessoas ocidentais britânicos e outros.

Uma mudança recente e bem-vinda foi a mudança de nome do Royal Victoria Teaching Hospital, principal instalação da Gâmbia de referência, para Edward Francis, que é a Escola Técnica de Enfermagem em homenagem a um herói nacional e pai da política moderna da Gâmbia.

Os analistas políticos descrevem o estilo de Jammeh de atribuir quase todos os males para os colonialistas e o Ocidente, como parte de seus esforços para desviar a atenção de seu povo dos seus impasses vigentes, tais como o abuso de direitos humanos, a pobreza, a má governação, desaparecimentos de opositores e de reprimir a liberdade de expressão.

# africareview

terça-feira, 11 de março de 2014

OPINIÃO: GUINÉ-BISSAU, A CAMINHO DA TRANSPARÊNCIA.

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Duas travagens bruscas fizeram parar o País nas últimas semanas.
Acontecimentos registados em dois momentos distintos e na mesma estrada que leva aos quatro caminhos, nada fácil, para quem tem dúvidas do percurso a seguir.
Situação nova que impôs dificuldade de decisão entre militantes, tudo por causa das escolhas para liderar o Partido e sobretudo, logo a seguir, para Candidato Presidencial do PAIGC.

Neste entroncamento de quatro caminhos há dúvidas a esclarecer, é preciso transpor obstáculos, fazer uma escolha capaz de fintar os atrasos constantes verificados no desenvolvimento do País.
Temos que lidar com uma dificuldade crónica, a corrupção de sempre, é um dos obstáculos que persiste em gerir o Estado da Guiné-Bissau como uma empresa privada ou uma sociedade anónima, em que os resultados nunca são transparentes para o Povo.

Esta mentalidade corrupta não desiste, procura embarcar de novo nesta vaga de mudança para um novo rumo, custe o que custar, eles andam aí, tentam de novo e, infelizmente.

Numa primeira travagem brusca, fez o País parar expectante à espera do VIII Congresso do PAIGC que tardou, viciado em sucessivos adiamentos.
Quando terminou vimos que só lavaram apenas a cara da Sede do Partido, mas sem pintura nova no seu interior que ficou quase tudo na mesma.
Embora saibamos que a crise sendo profunda, não se pode mudar/resolver tudo ao mesmo tempo, porque nem tudo que é novo, é melhor.
Lembramos, no entanto, ao seu líder que quem promete, cumpre ou morre pela boca como um peixe de águas rasas! 

Dá a sensação que o Presidente do PAIGC ainda não está apto a pisar o chão e a andar pelas próprias pernas, talvez por falta de maturidade motora e experiência emocional para lidar com a "neurose" do Partido. Na verdade, temos sentido uma timidez ou acanhamento desde a sua tomada de posse, pois, em casa velha não faltam baratas, tem de se habituar a “elas”.

Serão sintomas de cobranças difíceis, como reflexos das “negociações” para ganhar o congresso, que agora quase não se houve o Eng.º. Domingos Simões Pereira, na voz própria?
Bem, vamos dar tempo ao tempo, seguindo de perto este casamento com o poder político, mas não esqueça, quem casa quer casa arrumada a gosto, faça por isso, que começa bem. 

Com este quadro político-partidário saído do VIII Congresso, percebemos porém, porque nunca mais vimos o líder na voz própria e afinada, cantando e rindo como um Chefe feliz, contente!
Perguntamos se ainda está sendo transportado às costas da "mãezinha" (hanta’Engº. Domingos Simões Pereira, bambudu hymda, n’ka fya-dê!?), não acredito, mas se assim for, alertamos para o seguinte, que a partir de uma certa idade na vida, aprendemos muito rapidamente por conta e risco (ba nhú fymkamdall na tchôm, pá sy pé kúztuma). 

Há que usar a voz própria e andar com os pés bem firmes no chão, fazer a pega frontal do touro, segurar fortemente os cornos do animal, uma vez conseguindo, sentirá braços firmes a apoiar suas forças, até dominar e vencer todo este processo progressivamente, até a vitória final. 

De outro modo, perderá o contacto com a realidade política em que está comprometida a sua promessa como novo Líder (a consciência colectiva que representa para os militantes do partido), e isso é o mesmo que atirar a toalha ao chão, pense nisso.

Na segunda travagem brusca que está a acontecer neste momento, o País parou novamente expectante e, à  espera, desta vez do Candidato Presidencial do PAIGC, que por motivos de carácter judicial aguarda nova decisão do supremo Tribunal de Justiça, por suspeitas de comportamento ilícito, enquanto Ministro das Finanças do Governo deposto a 12 de Abril de 2012.

Será uma coincidência, penso que não! Pelos piores motivos ainda, as dúvidas em relação à transparência numa escolha do Partido, é muito mau e para qualquer força política. Para além de fragilizar uma escolha partidária, induz a ideia de culto de desonestidade e corrupção continuada.

Este símbolo parasita (corrupção) teima em não largar o País, porque continua colado às escolhas de liderança que se vão fazendo, mantém o mesmo padrão de comportamento como se o País fosse de meia dúzia de sócios gerentes e mais nenhum Guineense pudesse assumir o controlo do território nacional.

Porque é que  preferimos fazer as escolhas, sempre pelo lado mais difícil?

Porque é que preferimos fingir não ver, em vez de encararmos com frontalidade a luta pelo progresso e desenvolvimento sustentado do País?

Porque é que não optamos pela escolha dum “treinador-inteligente”, preferindo a escolha afectiva dentro do partido. Pondo em risco a vitória nas eleições ou então o andamento rápido do Pais, rumo a bom porto?

Porquê os mesmos erros de sempre, alguém sabe?

Há que despachar esta nova etapa de luta política que se apresenta hoje ao País, eleições. 
Preparar e executar da melhor maneira possível, deve ser a prioridade máxima neste momento.

Faz-me lembrar uma noiva indecisa diante de meia dúzia de pares de cuecas espalhadas em cima da cama, a ter de escolher umas para o casamento. Nisto, pergunta com cara de caso, “ó mãe, qual delas devo levar?”
A mãe irritada com a demora para a Igreja, responde prontamente: "que importa isso filha a uma hora destas, que ele vai-te "comer", vai, portanto já vês...", como quem diz, a escolha do individuo é mais importante do que a roupagem.

Aqui, sabendo que há grande probabilidade de ganhar as presidenciais (eleitorado do PAIGC), mas, como nunca é de menosprezar um rival a caminho da Presidência, i. é, falando de um Presidente para todos os Guineenses, temos todos os motivos nesta conjuntura para acertar na melhor escolha, na mais bem posicionada, um Presidente com visão, para o futuro próximo da Guiné-Bissau. 

Então! Porque não optamos por uma escolha-inteligente, para o País andar mais depressa, a partir de Abril de 2014?

Temos uma oportunidade de ouro para sairmos desta crise da melhor maneira possível, usando o sentido de patriotismo, de transparência e da meritocracia. Uma vez conseguida iremos registar avanços a curto e médio prazo, para o arranque total deste comboio gigante rumo a bom porto, acredite!

Temos memória do passado e do presente duma política com pouca qualidade no País, e queremos, contudo, fazer despedida racional dos seus aspectos menos bons, travar o seu efeito contagiante na governação, eliminando os seus “tentáculos” e seguir em frente, só.

Os maus políticos devem ser afastados, queremos uma roupagem limpa e transparente, evitar a mediocridade no poder, só.

Basta de políticos corruptos, gente que é capaz de tomar banho com água choca dos porcos por exemplo e, a seguir vestir roupa limpa, para enganar ou disfarçar a sujidade do corpo e da alma (nô tené “pulytykus” ky kam’porta laba kurpu ku hyágu-dy-purku, hy-kumssa bysty rôpa lympu-púz, pa say hyamda mutrumdady-som!), mas basta!

Hoje sabemos que nem tudo que é novo significa ser o melhor, e nem tudo que é “velho” significa ser o pior, há que selecionar nos dois extremos e escolher, de facto, o melhor (temos por onde escolher, graças a Deus).

Disse um poeta anónimo: “os velhos sabem e não podem, os novos podem, mas não sabem”, que fazer? Deixando a ideia da necessidade dum intercâmbio de experiências
entre os dois extremos, cruzando sabedorias e aprendizagens, para retirarmos o melhor fruto do conhecimento existente.

Pois somos obrigados a saber fazer isto bem, e ainda, mais do que “obrigados a ganhar as eleições” por ser maioria possível, visto que logo a seguir, convém lembrar aos líderes que o País precisará de todos!

Guineenses, Unamo-nos, evitando mais uma vez o falhanço, evitando ver o nosso País adoptado por economias mais fortes e organizadas (suma fydjus dy kyryasom).

Viva o Povo da Guiné-Bissau.

Djarama. Filomeno Pina.








Ballet de Chefes de Estado na Costa do Marfim: Yayi Boni em Abidjan Hoje.

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Gabon:
© Presidência por Aristide 
Gabão: as audiências concedidas pelo Presidente Ouattara em Libreville, à margem da final da CAN, aos presidentes Yayi Boni e Jean Ping. 
Domingo, 12 de fevereiro de 2012. Libreville (Gabão). Á margem da final da CAN, o Presidente Alassane Ouattara recebeu seu homólogo do Benin, Sr. Yayi Boni.

Salvo mudança de última hora, o presidente Yayi Boni da República do Benin, chega hoje a Abidjan, capital da Costa do Marfim. Durante a sua estada, sem dúvida, o primeiro do Benim, e o seu homólogo marfinense terá uma agenda lotada. Eles certamente vão rever a cooperação entre os três países, mas, além disso, de todos os países da CEDEAO. Especialmente a Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO que é esperado para acontecer nos próximos dias na capital política da Costa do Marfim. Pode ser que na ocasião, o Presidente em exercício da CEDEAO, Alassane Ouattara passa o controle para um de seus pares. Fontes dizem que a tocha será passada provavelmente para Ellen Johnson Sirleaf, a presidente da Libéria. A menos que os Chefes de Estado da CEDEAO decidam que o chefe de Estado da Costa do Marfim deve prosseguir o seu mandato. Especialmente em seu registro como chefe da organização que é mais do que positivo. Ele, que tem conseguido gerir com tato, as crises do Mali e da Guiné -Bissau. Enquanto aguarda as eleições presidenciais na Guiné-Bissau, malianos saboream o regresso à ordem constitucional com a eleição do IBK à cabeça de seu país. É como se dissesse que a sub-região virou as costas aos golpes.

# abidjan.net

Como gato os salários gordos empurram a economia do Quênia à beira da ruína.

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A saga de subida de salário queniano teria sido uma farsa hilariante, se não fosse tão trágica.

Uma estação do generoso salário que sobe em oito anos  para funcionários públicos e uma farra de contratação podem levar a economia do Quênia à beira da ruína.

Como resultado, o projeto de lei dos salários tem vindo a aumentar a uma média de 21 por cento nos últimos três anos. No ano passado o movimento financeiro cresceu espantosamente em 34 por cento.

Portanto, agora há pouco dinheiro para qualquer outra coisa.

Juntamente com as pensões para os trabalhadores públicos aposentados, conta-se também o salário do governo que agora está orçado em Sh543.7 bilhões ( 6.300 milhões dólares ), ou 54 por cento de todas as receitas do governo.

Dado que o governo também gasta mais do que Sh200 bilhões ( 2,3 bilhões dólares ) para pagar a dívida externa, para não mencionar o que vai para pagar dívidas locais, o dinheiro que sobra para estradas, escolas e hospitais é pequeno demais.

Estranhamente, todo esse dinheiro está sendo gasto com trabalhadores que fazem pouco.

Em uma produtividade de apenas 30 por cento, são necessários três funcionários quenianos para fazer o trabalho de uma pessoa.

Mas o dinheiro está indo para um grupo seleto, não todos. O funcionário público mais bem pago no Quênia ganha 120 vezes mais do que os ganhos que são atribuídos ao que os mais pobres estão ganhando, criando dessa forma uma das forças de trabalho mais desiguais do planeta.

Em outras palavras, um pequeno grupo de funcionários do governo estão ganhando somas fantásticas de dinheiro para uma quantidade de trabalho que, por todas as medidas, é um escândalo nacional.

Em média, o trabalhador de um sector público ganha mais dinheiro do que um no setor privado, embora as médias são na realidade de medidas pobres.

Quênia gasta mais dinheiro com pagamento de salários, 7,8 por cento do Produto Interno Bruto de Tanzânia (6,3), Uganda ( 3,9) e Ruanda ( 3,9). ( As ordens do presidente do Quênia é que os principais chefes determinem o corte nos pagamentos de salários).

O único país a fazer pior é o Burundi (11,3) que parece ter convertido todos os seus recursos para o pagamento de salários .

O dinheiro está apertado

Como resultado, o dinheiro para orçar com o desenvolvimento ficou apertado. A proporção de projetos de desenvolvimento financiados pelo governo é até cinco por cento do PIB, abaixo dos 6,5 por cento.

O governo é obrigado a pedir dinheiro emprestado para preencher os buracos em suas despesas..

O estado inflacionário elevou o custo de vida e criou demandas por maiores salários, enfraquecendo o shilling ( moeda nacional), elevando o custo de matérias-primas importadas e a perturbar o estado econômico ainda mais.

Em terceiro lugar, há menos dinheiro disponível para pagar a dívida, aumentando o perigo de tipo colapso grego.

Um país que está devastada, que não é competitiva e não pode crescer, o que certamente gera um novo ciclo de destruição.

Na segunda-feira, Comissão organizou uma reunião para discutir os Salários e Remuneração que provocaram a crise e o que fazer sobre isso. ( Leia-se: Quênia abre o debate sobre salários da função pública em fuga ).

Alto-falantes anunciam, incluindo secretários de gabinete, pintam um quadro de que o governo está gradualmente regredindo de designar sempre que em breve ficará sem dinheiro para operações e manutenção: a compra de suprimentos médicos, combustível para carros e manutenção de estradas e a polícia.

Segundo as estatísticas, a massa salarial tem aumentado a um nível de 13 por cento do Produto Interno Bruto .

Salário em enfermarias 

Em termos mais simples, isso significa que 13 por cento da riqueza criada na economia vai para pagar os funcionários públicos e agentes do Estado.

De acordo com o Ministro dos Tesouro Nacional Henry Rotich, a tendência preocupante foi causada por prêmios salariais para setores da Função Pública e um setor público em rápida expansão - e uma proliferação de instituições criadas pela nova Constituição.

Sr. Rotich advertiu que um projeto de lei alto salário poderia levar a um maior déficit o que afetará negativamente a dinâmica da dívida e colocará o país em risco de sobre-endividamento.

Ele disse que a dívida interna do Quênia dobrou nos últimos cinco anos, a partir de Sh518.5 bilhões ( 6.100 milhões dólares americanos ) para Sh1.05 trilhões ( 12,2 bilhões dólares americanos ).

" O grande aumento no estoque da dívida pública também resultaram em aumentos concomitantes em pagamentos de juros sobre a dívida interna, que passou de Sh45.9 bilhões ( 533 milhões de dolares ) em 2008 para Sh110.1 bilhões em 2013 ( 1,28 bilhão de dólares ) ", disse ele.

Ele acrescentou que grandes aumentos nos pagamentos de juros sobre a dívida pública vai reduzir os gastos discricionários do governo nos anos seguintes, como o aumento dos recursos vão para o serviço da dívida .

Sr. Rotich disse ter constituído uma equipe para analisar as questões de taxas de juros e em breve lançará seu relatório.

Ele disse que o governo também está fazendo todo o possível para lidar com a corrupção e desgastes, bem como remover funcionários fantasmas na folha de pagamento do governo.

Para seu conhecimento: ( $ 1 = 86 shillings quenianos )

# africareview.com

segunda-feira, 10 de março de 2014

Costa do Marfim: Michel Gbagbo - "Meu sobrenome me serviu muito".

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Après plus de deux ans de détention dans le Nord-Est, il a été libéré en août 2013.


Dele nós conhecemos sobretudo o nome. Não forçosamente o homem. Com sede em Abidjan, Michel Gbagbo, o filho mais velho do ex-presidente da Costa do Marfim, discute um passado difícil, que viveu entre o exílio e a prisão.
Enquanto seu pai, Laurent Gbagbo, estava no poder em (2000-2010) na Costa do Marfim, ele preferiu ficar nas sombras e se dedicar à sua profissão de professor na Universidade Felix Houphouet -Boigny. O filho mais velho do ex-presidente da Costa do Marfim, Michel Gbagbo, de 44 anos, foi pego por seu sobrenome. Depois de mais de dois anos de prisão em Bouna, no nordeste da Costa do Marfim, o romancista franco-marfinense e ensaísta em seu tempo livre, foi libertado em agosto de 2013. Enquanto aguarda por julgamento perante os assizes por " crimes econômicos ", ele está sempre disponível para viagens a Paris para testemunhar em tribunal contra o presidente da Assembleia Nacional da Costa do Marfim, Guillaume Soro. Encontrando-se na residência de Gbagbo em um quarto chique de Abidjan, ele confidenciou a Jeune Afrique. A sua história, os seus projectos, compromissos ... Michel Gbagbo deu uma atualização sobre sua vida. No entanto, na opinião de seus advogados, ele se recusou a responder perguntas consideradas sensíveis.

Jeune Afrique : O que você pretende fazer de suas memórias na prisão?

Michel Gbagb : Sou guiado pela ideia de contar essa parte da minha vida por escrito. Entre as paredes da Direcção de Vigilância do Território ( DST), eu mesmo escrevi um poema sobre um quadro instalado na minha cela. Ele ainda deve estar lá. Eu tenho outros projetos; como escrever um romance e um livro de poesia ou manter um diário. Eu mesmo comecei a realizá-lo durante a minha detenção. Basta dizer que eu não me acomodei!

Para muitos marfinenses, você é um enigma: você está muito raramente aparecendo em público sob a presidência de seu pai. Como você explica isso?

O fato de que eu sou o filho de um ex-chefe de Estado não me dá mais direitos do que um compatriota lambda. Por que eles entenderiam de falar de mim? Em nome de quê eu deveria jogar esse papel?
Pelo contrário, meu sobrenome me serviu muito. Por causa da minha filiação com Laurent Gbagbo, sinto que tornaram-me um mártir. Muito jovem, eu fui forçado a ir para o exílio com a minha mãe, por razões de segurança. Em 1982, ano em que fui recebido no exame de entrada na 6 ª série, eu tinha que viver sem meu pai em Paris durante seis anos. Depois de obter a minha licenciatura em 1990, encontrei muitas dificuldades para se matricular na universidade. Eu não fui infeliz graças a minha dupla cidadania. Minha mãe me enviou 100 000 F CFA [ 152 € ] para eu pagar uma taxa de inscrição. Foram adicionados outros obstáculos em minha carreira. O motivo? Eu sou o filho de Laurent Gbagbo, opondo-se ao regime.

Você mal foi ouvido no debate sobre sobre a guerra na Costa do Marfim. O que você acha?

Sou católico cristão moderado,  e as canções religiosas que eu escuto são Baoulé  Eu não faço nenhuma distinção entre as diferentes línguas, origens ou cor da pele. Meus dois melhores amigos são chamados Diabaté e Sawadogo. Além disso, minha comitiva é composta de pessoas de todos os grupos étnicos do país. Eu sempre me opus a uma ideologia que classifica em si os marfinenses. Eu absolutamente condeno qualquer política de " captura étnica. " Para mim é importante ser guiado por valores morais e de ser animada pelo amor ao próximo. Não estou lutando apenas para defender os meus direitos, mas os de todos os marfinenses. Quando saí da prisão em 2013, eu usava uma T-shirt de apoio a Laurent Gbagbo. Alguns viram isso como um ato de coragem. Mas eu não. Se Assembleia dos republicanos ( RDR ) e o Partido Democrático da Costa do Marfim ( PDCI ) estão no poder, eu deveria ser livre para ter opiniões políticas que eu quero. Estamos em uma democracia. Da mesma forma, se a Frente Popular Marfinense (FPI ) estava no poder, devemos permitir que as pessoas mostrem seu apoio para Bédié, Ouattara ou qualquer outro líder.

Você tem notícias sobre a sua família, e a esposa de seu pai, Simone Gbagbo?

Eu não tenho notícias diretas de Simone Gbagbo  porque ela ainda está presa. No entanto, membros da minha família visitam-na regularmente e dizem que ela está indo bem. Quanto às minhas irmãs, nós nos comunicamos através da internet. Este também é o caso da minha esposa e os filhos, que vivem em Gana.

Como foi o seu retorno a Abidjan?

Me mudei para cá com o meu amigo Diabaté. Mas eu estou sempre com muito cuidado com a minha segurança. Dito isso, eu me recuso a viver com uma prisão na cabeça. O resto do tempo eu trabalho, enquanto isso prático esportes e visito meus parentes. Eu também vou à igreja. Às vezes eu mesmo vou para a faculdade disfarçado e sento-me entre os alunos.

Você tem contato com sua mãe, que mora na França?

Ela estava aqui com seu marido recentemente. Eles permaneceram aqui por dez dias.

Por que você voltou para a Costa do Marfim quando milhares de jovens tentam ao contrário se rejuntar à França?
Minha história está intrinsecamente ligada a estes dois países. Eu não tenho nenhuma preferência por um ou outro. Isto é como pedir-me para escolher entre meu pai e minha mãe. Mas a Costa do Marfim é um país jovem que precisa de todos os seus filhos para se construir e desenvolver.

# jeuneafrique.com

Senegal: Macky Sall sobre as violências na APR - "Eu vou atacar sem o estado emocional".

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Macky Sall decla 3


O presidente da Aliança para a República ( APR), prometeu tomar "sem escrúpulos " todas as responsabilidades após atos de violência registrados nos últimos dias, dentro de seu partido. Ele solicitou a ativação do Comitê Disciplinar para tomar as medidas adequadas.

Os atos de violência, insultos e confrontos nos últimos dias, entre os membros da Aliança para a República ( APR), no quadro da preparação das eleições locais de 29 de junho próximo, agitaram o presidente Macky Sall. Na verdade, acabado de voltar de uma visita de Estado a Cabo Verde, ele convocou no último sábado, os membros do Conselho de seu partido em um hotel local. Ele lhes disse de sua indignação perante esse comportamento, que ele qualificou de " inaceitável  e muito pouco social e de interesse do partido e dos senegaleses. " " Os senegaleses que investiram sua confiança em mim me levando para o cargo mais alto com mais de 65% dos votos expressos, estão chocados e exasperado perante o espetáculo angustiante envolvendo militantes e responsáveis da APR, isso é inaceitável, mesmo imperdoável quando se trata do partido no poder, " disse Macky Sall, em seu discurso de abertura. Em sua opinião, esse tipo de comportamento, além de manchar a reputação e imagem do partido e, por extensão, do Presidente da República " não tranquiliza os senegaleses, os quais nós devemos confiança para as próximas eleições locais. " Por conseguinte, o presidente da Aliança para a República apelou a todos os líderes a assumirem as suas responsabilidades, não porque não vai assumir a sua. "Eu assumo todas as minhas responsabilidades, sem escrúpulos, através da ativação do Comitê Disciplinar do partido para decidir, sem complacência, sobre os recentes casos de violência, de acordo com os estatutos do partido ", assegurou Macky Sall.

Antecipadamente, o presidente lembrou a seus companheiros de APR dos valores fundamentais que nortearam a criação do seu partido. Macky Sall disse aos líderes sobre o que os senegaleses esperam do seu partido, ou seja, uma formação onde " a disciplina, a confiança, o diálogo e a cooperação prevalecem sobre as ambições pessoais, os conflitos de interesse e individualismo exasperado, um partido que respeite os seus aliados e senegaleses, abertos a todos, em unidade e solidariedade do partido, etc. "É em volta dos problemas essenciais para o desenvolvimento do Senegal que se joga os nossos destinos individuais e coletivos, e não sobre quem vai estar na cabeça da lista ou que não o será " reafirmou Macky Sall em direto do Diretório de APR, em que  " os membros participaram maciçamente da reunião.

Por: Ibrahima Thiam Elhadji

# lesoleil.sn



42 Emigrantes africanos morrem afogados no litoral do Iêmen.

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EFE
Sana, 10 mar (EFE).- Pelo menos 42 emigrantes africanos, a maioria deles somalis, morreram afogados após o naufrágio do navio em que viajavam perto do litoral do Iêmen, informou o Ministério da Defesa nesta segunda-feira. O navio, no qual viajavam mais de 70 pessoas, afundou ontem à noite em frente à Beir Ali, na província iemenita de Shabua, explicou o Departamento. Até agora 30 pessoas foram resgatadas pelas forças marítimas iemenitas e transferidas para um abrigo dirigido pela agência dos refugiados das Nações Unidas, Acnur, em Mifaa. É o primeiro naufrágio de uma embarcação com emigrantes africanos na costa iemenita desde o início do ano. Milhares de somalis fogem da seca e da guerra civil vivida pelo país após a derrubada do regime de Mohammed Siad Barre em 1991. Além disso, os narcotraficantes transportam também emigrantes etíopes e de outros países africanos pelo litoral iemenita como primeira parada em sua fuga em busca de trabalho nos países petroleiros do Golfo. O Iêmen é o único país da península arábica que assinou o tratado de Genebra dos Refugiados de 1951 e o protocolo de 1967. De acordo com os dois tratados, Sana oferece desde 1991 refúgio de forma automática a qualquer imigrante somali que chega em seu território. EFE ja/cd

domingo, 9 de março de 2014

Congolês Germaine Katanga culpado por crimes de guerra.

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Germain Katanga foi considerado esta sexta-feira (07.03) culpado pelo Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra, incluindo assassinatos durante ataque a uma aldeia na RDC em 2003. A sentença ainda não foi lida.

Germain Katanga, no TPI, em Haia, Holanda


"O Tribunal declara por maioria Germain Katanga culpado de cumplicidade
em crimes ocorridos em 24 de fevereiro de 2003", afirmou o juiz da causa, Bruno Cotte.
Contudo, Katanga, líder único da milícia de base étnica da Força de Resistência Patriota (FRPI) em Ituri, foi absolvido nas acusações de violações e escravatura sexuais, crimes contra a humanidade e de guerra na República Democrática do Congo (RDC).
Germaien Katanga também não foi considerado culpado por usar crianças-soldado, que segundo o estatuto de Roma é considerado crime de guerra. O ex-líder da milíca vai continuar na prisão até que seja lida a sentença contra ele, disse o juiz Bruno Cotte.

As acusações estão relacionadas com o massacre de centenas de civis do grupo étnico Hema em 2003, durante o conflito na RDC.
As vítimas não esqueceram nada. Charles Kitambala, a sua mulher e os quatro filhos fugiram da cidade de Bunia, no Leste do Congo, em 12 de maio. "Partimos com o sibilar das balas sobre as nossas cabeças. Chovia torrencialmente e tínhamos fome", recorda.
Tinham estalado combates na Província de Ituri, onde milícias de diversas etnias começaram a atacar a população civil. Temia-se uma guerra civil e Kitambala e a sua família escaparam por um triz: "Uma vez vimos como os milicianos mataram um homem à facada. Foi uma experiência que nos traumatizou profundamente".
O exército da RDC tem dificuldade em combater os grupos rebeldes
Objetivo falhado
A acusação pretendia que fosse condenado na qualidade de "co-autor direto" do massacre, mas os juízes entenderam que não havia provas suficientes, embora tenham relevado o seu papel no fornecimento de armas.

A 24 de fevereiro de 2003, as milícias de grupo étnico Lendu - ao qual pertence Katanga – e outros grupos étnicos aliados teriam alegadamente atacado a aldeia de Borogo, dos Hema, no distrito de Ituri, leste do país.

Os combatentes do grupo de Katanga dizem ter morto, saqueado e violado durante a sua passagem pela aldeia, deixando cerca de 200 civis mortos. As autoridades congolesas detiveram e prenderam Katanga, que também é conhecido por Simba (leão), e foi mandado para o TPI em 2007.
Mathieu Ngudjolo Chui, outro líder rebelde alvo de acusações do TPI
Faltas de provas não significa inocência

Katanga e Mathieu Ngudjolo Chui, como comandantes de grupos armados, foram considerados responsáveis pelos crimes e também acusados de crimes de guerra e contra a humanidade, incluindo homicídio intencional e escravidão sexual.

Em dezembro de 2012, o TPI absolveu Ngudjolo Chui, dizendo que o seu alegado envolvimento no massacre de 2003 não pode ser provado. Mas o TPI enfatizou que decidirem que o acusado não era culpado não significa necessariamente que o tribunal o considere inocente.

Em 1994 começou o conflito étnico na ex-colónia belga, hoje RDC, depois do genocídio no Ruanda. Formalmente a guerra acabou em 2003, mas a guerra continuou no leste do país.

Desde fevereiro de 2012 a dezembro de 2013, o conflito étnico entre os Hema e Lendi fez 500, 000 deslocados e 8000 mortos.

# DW.DE


sábado, 8 de março de 2014

As 20 mulheres africanas que fazem mudanças no continente.

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         As mulheres africanas que competem @ jeuneafrique

O 8 de Março de cada ano, o mundo celebra as mulheres. Uma ocasião para "Jeune Afrique" lançar uma lista de mulheres africanas que, através de suas ações e iniciativas em suas respectivas áreas, tentam mover o continente. 
A época em que as mulheres africanas foram reduzidas ao trabalho doméstico foi longa. Hoje, elas participam, da mesma forma que os homens, na vida social e pública. E elas são mais numerosas a se destacar no que fazem todos os dias. Em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, aqui está um portfólio interativo de 20 mulheres africanas, que promovem mudanças no continente. 

# jeuneafrique.com




Mensagem do DR - Dia Internacional da Mulher, 2014.

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World Health Organisation Africa, Regional Office


Comemoramos hoje, 8 de Março de 2014, o Dia Internacional da Mulher, sob o tema “Igualdade para as Mulheres é Progresso para Todos”. O tema realça a premente necessidade de medidas concretas a fim de se alcançar a verdadeira igualdade dos géneros para um desenvolvimento socioeconómico sustentável, como foi igualmente indicado no recém-publicado Relatório da Comissão da Saúde da Mulher em África.
A Convenção de 1979 sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres, a política abrangente das Nações Unidas sobre a igualdade dos géneros e a capacitação das mulheres adoptada em 2006, e a resolução WHA60.25, aprovada pela Assembleia Mundial da Saúde em 2007 destacam a necessidade de se dar prioridade aos direitos, à saúde e ao desenvolvimento das mulheres.
Na sequência destes acordos internacionais, os países da Região envidaram esforços meritórios em várias frentes para melhorar o estatuto das mulheres. A maior parte dos países adoptaram legislação no domínio da saúde sexual e reprodutiva e da igualdade dos géneros. Outros introduziram medidas para assegurar a igualdade entre os homens e as mulheres no planeamento estratégico da saúde.
Apesar de ter havido resultados positivos em matéria de igualdade das mulheres, o mundo continua desigual e ainda há muito por fazer. Todavia, existem diversos obstáculos à melhoria da saúde das mulheres e das raparigas na Região Africana, incluindo os elevados níveis de mortalidade materna e de infecção pelo VIH nas mulheres e as elevadas taxas de gravidez precoce.
Na maioria dos países, persistem ainda os esteriótipos de género e a discriminação com base no sexo. Os problemas que afectam a saúde das mulheres, tais como a violência física, sexual e psicológica, as fracas condições económicas, o analfabetismo, o casamento precoce de raparigas novas e a mutilação genital feminina são alguns dos que ocorrem diariamente nas nossas sociedades. Estes aumentam a vulnerabilidade das mulheres e comprometem o papel importante que estas desempenham nas suas famílias, comunidades e na sociedade em geral.
Por ocasião do Dia Internacional da Mulher, exorto e encorajo todos os países a avaliarem os progressos feitos e a intensificarem os esforços com vista a assegurar a equidade e a capacitação das mulheres. Dado que as mulheres em África representam um pouco mais de 50% dos recursos humanos e são as principais guardiãs das gerações vindouras, a sociedade no seu todo beneficiará se as mulheres tiverem a oportunidade de realizarem plenamente ao seu potencial.
Para citar um provérbio africano: "A sabedoria é como um embondeiro, uma pessoa só não o consegue abraçar”. Vamos então unir forças para garantir que o futuro e a saúde das mulheres e das raparigas não sejam comprometidos apenas por terem nascido do sexo feminino. São necessárias medidas concertadas em todos os sectores, sobretudo na saúde, educação, finanças, justiça, meio ambiente e assuntos sociais. Juntos podemos fazer a diferença.
Gostaria de reafirmar o compromisso do Escritório Regional da OMS para a África de continuar a apoiar os países nos seus esforços para a promoção da igualdade dos géneros, em colaboração com os Parceiros do Desenvolvimento, agências das Nações Unidas, Organizações Internacionais e Instituições de Investigação.
Igualdade para as Mulheres é Progresso para Todos.
Muito obrigado.


# http://www.afro.who.int

Dia Internacional da Mulher comemorado com apelo ao fim do tráfico humano.

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No dia Internacional da Mulher a ONU apela à denúncia do tráfico humano, com o lançamento de uma campanha que revela que seis em cada dez pessoas traficadas são mulheres.


A campanha foi lançada esta semana em Berlim, na Alemanha, numa acção conjunta entre várias organizações das Nações Unidas - Organização Mundial do Turismo, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura - Unesco, e o Escritório sobre Drogas e Crime.

Segundo o Escritório sobre Drogas e Crime, as mulheres representam 60 % das vítimas do tráfico humano, 27% são crianças, na sua maioria meninas.

“As suas acções contam – seja um viajante responsável” é o mote da campanha que tem como objectivo chamar a atenção de quem viaja para potenciais situações de tráfico, ajudando-os a identificar essas situações com um guia que será fornecido a cada viajante.

"O bem da mulher é o bem de todos"

A Organização Mundial de Saúde para África, por seu lado, celebra o 8 de Março sob o tema “Igualdade para as Mulheres é Progresso para Todos”. Na mensagem do director regional da OMS está patente o apelo a medidas mais concretas para que seja alcançada a verdadeira igualdade de género, para um desenvolvimento socioeconómico sustentável.

Luís Gomes Sambo aponta os estereótipos de género e a discriminação com base no sexo como sendo os principais obstáculos à melhoria da condição da mulher e consequente melhoria do seu papel na sociedade.

Problemas como a violência física, sexual e psicológica, baixo poder financeiro, analfabetismo, casamento precoce de raparigas novas, mutilação genital aumentam a vulnerabilidade e comprometem o importante papel que as mulheres desempenham na sociedade, escreve o director regional da OMS, acrescentando que a mudança requer um trabalho conjunto entre todos os sectores.

O dia Internacional da Mulher é celebrado a 8 de Março desde o início de 1900. Quando começaram os primeiros debates sobre os direitos iguais entre homens e mulheres. Em 1908, nos Estados Unidos da América, mulheres marcharam pelas ruas de Nova Iorque pelo direito ao voto, por menos horas de trabalho e melhores salários.

Mais Mulheres no Parlamento

Esta semana, a União Inter-Parlamentar publicou uma pesquisa que revela ter havido um aumento de mulheres no Parlamento, a nível mundial.

Em 2013, as mulheres ocuparam quase 22 por cento dos assentos parlamentares, o que representa um aumento de 1,5 pontos percentuais, em relação a 2012, mas que significa o dobro da taxa média de crescimento nos últimos anos.

O ranking de 189 países é liderado pelo Ruanda, em cujo parlamento 64 por cento das cadeiras pertencem a mulheres.

Moçambique ocupa o 14.º lugar, com 39,2% de mulheres no parlamento, quase o dobro da média mundial que é de 22 por cento. Angola está na 20ª. posição, Portugal, na 32ª, Cabo Verde no lugar 71 e Guiné-Bissau no lugar 112.

# VOA

Malásia: avião com 239 pessoas a bordo está desaparecido.

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O avião, um Boeing 777-200, deixou Kuala Lumpur logo depois da meia-noite de sábado, deveria chegar a Pequim às 6h30 hora local.

Parente de passageiro do voo da Malaysia Airlines se desespera em Pequim ao saber do desaparecimento do avião Foto: Reuters
Parente de passageiro do voo da Malaysia Airlines se desespera em Pequim ao saber do desaparecimento do avião
Foto: Reuters
Um voo da empresa aérea Malaysia Airlinesque transportava pelo menos 227 passageiros (sendo 2 crianças) e 12 membros da tripulação com destino a Pequim, perdeu o contato com o controle de tráfego aéreo depois de deixar a capital da Malásia, Kuala Lumpur, comunicou a empresa nesta sexta-feira. O voo deveria chegar à China às 19h30 (horário do Brasil).
A companhia aérea disse que recebeu um comunicado que o voo MH370 teria desaparecido no sábado às 2h40 hora local (aproximadamente 15h desta sexta-feira no Brasil), duas horas depois de deixar o aeroporto da Malásia.
O avião, um Boeing 777-200, deixou Kuala Lumpur logo depois da meia-noite de sábado, deveria chegar a Pequim às 6h30 hora local (19h30 no Brasil). A aeronave teria desaparecido do radar no espaço aéreo controlado pelo Vietnã, segundo a agência de notícias chinesa Xinhua.
Segundo informações da AFP, a Malaysia Airlines está trabalhando com as autoridades e já teria ativado uma equipe de busca e resgate para localizar a aeronave.
Em sua conta do Facebook, a Malysia Airlines fez um pronunciamento oficial sobre a perda de contato com o Boeing: 
# terra.com.br

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