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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Os estrangeiros estão com pedras e tijolos depois de uma escaramuça com os habitantes locais, milhares de pessoas tomam parte em uma "marcha da paz" contra a xenofobia em Durban, África do Sul, em 16 de abril de 2015. FOTO | AFP
Ambos os países: Malawi e Zimbabwe se preparam para evacuar seus cidadãos da África do Sul dado a uma onda de ataques dirigidos a estrangeiros.
O Governo do Malawi providenciou seis ônibus para a evacuação.
"Estamos colaborando para gastar cerca de US $ 60.000 para trazer os Malawianos para casa," são informações do ministro Kondwani Nankhumwa.
Sr Nankhumwa que disse Lilongwe fiquei decepcionado com os ataques.
Campos estão sendo definidos em Blantyre e Lilongwe para receber os repatriados e selecioná-los antes de serem liberados para suas várias casas.
O ministro das Relações Exteriores do Zimbabwe Simbarashe Mumbengegwi disse nesta quinta-feira, que dos 2.000 estrangeiros deslocados pela violência, 800 eram zimbabuanos.
"Até agora, não foi informado se algum zimbabweano morreu", disse Mumbengegwi.
"Como resultado desses relatórios, o governo decidiu que essas zimbabuanos que desejam voltar para casa devem ser facilitados a fazê-lo imediatamente.
A estreita ligação
"Uma equipa inter-ministerial foi montada, tanto a nível ministerial e de altos funcionários.
"A equipe está rapidamente colocando em prática a logística, bem como os recursos para este exercício na estreita ligação com o embaixador do Zimbábue na África do Sul e sua equipe."
Estima-se que três milhões de zimbabuanos vivem na África do Sul, depois de fugirem de problemas econômicos e políticos em seu país.
África do Sul, em 2009, concedeu 250 mil postos de trabalho aos zimbabuanos e autorização especial de residência para regularizar a sua estadia naquele país.
Organizações da Sociedade Civil do Malawi está planejando protesto pacífico para pressionar o governo da África do Sul para condenar os ataques xenófobos.
Cerca de 450 malawianos dizem ter sido capturado nos ataques, e que tenha morrido.
Líder dos organizadores do protesto Billy Mayaya disse que os CSOs ficaram chocados com a falta de ação contra os próprios cidadãos que estavam aterrorizando os estrangeiros na África do Sul, com alegação de que estes estavam tomando seus empregos.
Sr Mayaya disse que os protestos estão sendo planejados para a próxima terça-feira e que a petição será entregue ao Alto Comissariado Sul-Africano em Lilongwe.
"Os trabalhadores imigrantes malawianos não devem ser difamados como bode expiatório para os problemas políticos e sociais da África do Sul, que são parcialmente culpados pela alta taxa de desemprego", disse ele.
Sr Mayaya disse que o legado do apartheid e os privilégio dos branco foram responsáveis pelas desigualdades estruturais dos trabalhadores sul-africanos e não os imigrantes.
Incitar os ataques
"Por isso, instamos o governo Sul-Africano para condenar todas as formas de violência gratuita e para garantir que todos os migrantes são protegidos dentro dos parâmetros da lei internacional", disse ele.
Os ataques xenófobos eclodiram em KwaZulu, Província de Natal após o rei Zulu Goodwill Zwelithini disser que os estrangeiros devem deixar a África do Sul.
A violência desde então se espalhou por Joanesburgo e Pretória com estrangeiros sendo expulsos de suas casas.
Acredita-se que a maioria dos migrantes na África do Sul permanecem não documentados.
Informações do ministro Jonathan Moyo do Zimbabwe divulgados em sites e redes sociais desafiam a África do Sul para agir de forma decisiva sobre a violência.
O ministro também acusou o rei Zwelithini de incitar os ataques, dizendo que eles poderiam se transformar em genocídio.
"Acabei de ouvir em áudio declarações xenófobas do rei Zwelithini registradas por Gagasi FM", disse ele no Twitter.
"É um crime contra a humanidade, a estilo de Ruanda."
Prof. Moyo estava se referindo ao genocídio de Ruanda.
No Gagasi FM a gravação rei Zwelithini foi ouvida com pormenores: "Nós deve remover esses piolhos de nossas cabeças e deixá-los queimar no sol.
"Todos os estrangeiros na África do Sul são piolhos."
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Filomeno Pina - " Nô Djagra"
Uma
visão diferente sobre o terrorismo, avaliado num período relativamente curto da
sua evolução nas últimas duas décadas, levanta, necessariamente, uma abordagem diferente.
Houve um tempo em que o terrorismo estava localizado e conhecíamos os focos da
sua existência, sabíamos nomeá-los, reconhecer os seus territórios e fronteiras
onde actuava.
Hoje
esta facilidade acabou! Torna-se mais difícil prevenir, responder e antecipar a
sua acção criminosa, onde menos se espera, está uma “célula” terrorista, capaz
de provocar estragos e ainda mobilizar adeptos, para serem treinados nas suas
bases como forças especiais de tipo “militar-suicida” para levarem a cabo os
crimes planeados.
Portanto
num passado recente era mais fácil prevenir ou controlar o terrorismo (penso),
mas os tempos mudaram! Hoje o terrorismo já não é um problema “focal”, porque alastrou
e não se encontra mais num espaço delimitado, determinado ou fechado num único continente.
A
acção terrorista encontra-se fragmentada, espalhado por vários continentes,
avança num ritmo preocupante, invisível para o cidadão comum, tornando-se só reconhecidos
os sinais da sua existência, permanência, quando actuam para matar ou destruir,
infelizmente.
Daí
o facto de o considerar – fenómeno - como objecto de estudo, um problema
difícil de controlar e, tem sido uma prioridade para as forças de defesa e
segurança de vários Estados no mundo, a ser analisado, avaliado e investigado
em regime de alerta constante.
O terrorismo alastrou sem dúvida numa
escala maior, pode considerar-se – Fenómeno – não tendo só um “rosto”, uma
só tonalidade de cor da pele, não tendo só uma nacionalidade, na verdade vem
ganhando terreno com a mobilização de militantes/adeptos, tem sede na
clandestinidade espalhada pelo mundo para comandar operações de acção criminosa!
Uma
dificuldade acrescida óbvia e de difícil resolução, que dificulta no terreno as
autoridades Democráticas organizadas em luta contra o terrorismo no mundo! Na verdade
apontar, neste momento, um canto seguro, onde possamos afirmar, “aqui não
existe ou não existirá o terrorismo”, é quase impossível poder fazê-lo, por
enquanto.
Assistimos a mudanças de mentalidade e de
valores culturais. O terrorismo tem mobilizado indivíduos de várias
nacionalidades, que muitas vezes actuam em missões criminosas contra o seu
próprio País!
São adeptos do terrorismo indivíduos
“desviados”, predispostos ao comportamento de crimes de sangue, aderem à causa por motivos abstratos,
de natureza política, social, cultural, fanatismo religioso, como forma de
chamarem a atenção, de afirmação de poder e ou rejeição.
Analisando
o perfil social da crise no mundo, salta à vista: ausência de projecto vida no
próprio País de origem, uma crise mundial frustrante ou até, perturbações
psicológicas, psiquiátricas, são factores de risco que poderão estar na base de
influência desta população jovem que se juntou ao terrorismo nos últimos
tempos, mas, será apenas por esta razão que aqui fica registado? Penso que não,
pois haverá mais variáveis para acrescentar com certeza nesta reflexão, penso.
Até
onde pode chegar é a pergunta implícita, pelo facto de atingir proporções
gigantescas em relação ao passado, e em curto espaço de tempo.
Perguntamo-nos: que medidas preventivas ou
de defesa a tomar para desmantelar as suas “células” espalhadas no mundo? Qualquer
medida bem organizada será urgente para travar a proliferação desta adesão de novos
militantes de várias nacionalidades, pró-terrorismo, nos dias de hoje.
Assistimos
a acções terroristas e antiterroristas pelo mundo, em “diálogo” constante, onde
está uma, está o seu oposto, degladiando-se, parecendo uma luta pela nova
partilha de "territórios", para uso do poder material e psicológico
entre ambos, mas, sabemos nós que a razão estará sempre do lado da Paz!
Pergunto: Porquê então o crescer do
terrorismo no mundo?
Esta
questão que levanto está para além do fanatismo religioso, cultural, etc. que
normalmente é citado como motivo fulcral dum determinado terrorismo.
Mas
devo acrescentar que existem diferentes organizações terroristas em acção, aqui
fala-se de terrorismo/os.
Interrogo-me se isto terá a ver com negócios comerciais, industriais, infiltrações
de políticas de dominação do mais forte sobre o mais fraco ou outras manobras
subterrâneas!?
Hoje as perguntas silenciosas são: 1 - O porquê
da existência de tantos grupos de acção terrorista no mundo; 2 - Quem afinal é
terrorista ou que terrorismo moderno é este? Finalmente, uma análise a ter em
conta para provocar uma reflexão mais profunda sobre o fenómeno do terrorismo.
Resta
sublinharmos esta nova versão das coisas, porque algumas vezes custa entender
este fenómeno, perceber bem, quem é realmente terrorista, i. é, porque por
vezes o provocador está bem escondido, enquanto que – quem passa ao acto a
matar – se torna mais visível fruto
desta acção condenável em sociedade!?
Os “terroristas”, nos anos sessenta, por
exemplo, eram considerados pelo colonialismo Português, todos os Movimentos de
Libertação Nacional das ex-colónias! No entanto, temos uma questão paradoxal aqui!
Afinal, quem era de facto terrorista? Era
o colonialismo Português como invasor ou o PAIGC, que se defendia do invasor
(uma missão ingrata para o Povo de ambos os lados) defendendo aquilo que é seu,
legítimo e por natureza. Facto e razão dos restantes movimentos políticos e revolucionários
da época, que lutaram contra o colonialismo Português, mas no entanto confundidos
com o terrorismo!?
A
cabeça do polvo está sempre coberta de corrupção complexa, difícil de
desmontar, é um mundo aparte, que age clandestinamente, vende bem o seu produto (droga, armas, tráfico humano,
prostituição, etc.). Por isso as guerras continuam sendo
um bom mercado internacional nos lugares escolhidos para manter o teatro das
operações activas, que acontecem normalmente nos países onde cheira o petróleo
e outros minérios, há guerras, terrorismo e outras podridões.
O terrorismo
actual tem aparência de um apêndice solto, deambulante, que continua a
surpreender nos pontos onde surgem acções de crime de sangue. Comolinguagem cruel, em contrapartida, que consome material
bélico da indústria de guerra porque não são fabricantes de armas que usam!
Por estas e por outras do género há muita confusão
no mundo, parecendo que o terrorismo veio para ficar, acrescentar junto de
outros conflitos armados actuais, para assim alimentarem o negócio de armamento
de guerra.
Posto
isto, não haverá marketing mais perfeito do que continuar a haver acções
terroristas espalhadas pelo mundo, as guerras declaradas em muitos Países…
Todos
os que estão em guerra e os que não o estão, mas por outras vias terão a
necessidade de se armar até aos dentes, movidos pela ansiedade fóbica deste
mal!
E o
negócio da venda de armas vai indo “de vento em popa”, penso.
Assistimos
a guerras entre o terrorismo e o antiterrorismo, haverá muito mais para
entender ligado ao fenómeno do terrorismo. Pouco se sabe ainda acerca das suas
reais motivações, a meu ver, não serão só por fanatismo religioso, outros
factores haverá que expliquem melhor este fenómeno.
Por
enquanto, o mais certo é o facto de provocar medo na sociedade, receio até de
pensar livremente e dando a cara. O que na realidade ergue este marketing natural,
silencioso e multifacetado, para um negócio que parece vitalício, chegando a
todo o lado e quando estaciona ou encalha é para matar ou mobilizar militantes
para a frente de acção.
Assistimos
apenas a alguns sinais do terrorismo através de crimes cometidos, compreender
isto não é fácil sem haver estudos aprofundados do comportamento terrorista.
As suas vítimas
representam a meu ver “sombras” duma realidade mental pouco conhecida na sua
filosofia e contextos de passagem ao acto. O que é que os faz agir/reagir dessa
maneira, para além da resposta linear conhecida como “fanatismo religioso”,
acredito que também, no entanto avançava para um estudo e investigação mais
abrangente deste fenómeno.
Suponho serem bem
maiores os motivos por detrás disto e a motivação para o terrorismo, associados
aos grupos infiltrados, preparados para agir/explodir ou mobilizar militantes.
Um verdadeiro problema em crescimento nos vários continentes!
Qualquer
investigação sobre o terrorismo será complexa, visto que o fenómeno do
terrorismo é: político, religioso, social, psicossocial, material e económico…
Havendo vários
factores contidos no atrás referido, que não podem ser descurados num estudo de
comportamento do grupo ou do individuo terrorista.
Tudo isto exige
respostas sociológicas, culturais, psicológicas, de criminologia, de direito e não somente a resposta militar
interventiva, embora seja no terreno, aquela resposta que se reveste de
maior prontidão e eficácia nas situações em que estamos perante um ataque
terrorista, sem dúvida!
Mas
posteriormente é preciso fazer mais, para não nos ficarmos somente pelo
“efeito” das consequências (troca de tiros e recolha de cadáveres) e não se
atingir verdadeiramente a base do problema, arrancando-lhe o mal pela raiz.
Daí a
necessidade de um estudo aprofundado sobre o comportamento terrorista,
tipologia, modelo comportamental de acção e sua “filosofia/motivação”.
O verdadeiro
terror mental aqui é, ao mesmo tempo, um estímulo psicológico de atracção para
certas “cabeças”. O facto de o terrorismo “exaltar” agressividade e provocar
terror e morte, para certos indivíduos ditos normais, pode ser uma escolha, de
acordo com a estrutura da personalidade, para “esvaziar” a sua frustração, e ser
esta uma via possível, que tem levado muitos dos mobilizados de última hora,
para uma “causa” em si mesma perdida, porque o terrorismo como método jamais
vencerá!
Por
momentos, o terrorismo poderá servir de “berço” ou acolhimento, como via para manifestar
toda a loucura contra a sociedade civil, mas, que terminará rendida às soluções
Democráticas em evolução constante, adaptável de acordo com a sociedade em
causa, só.
Hoje,
os terroristas passeiam-se, por aí, misturados na sociedade, pisando o mesmo
"chão", como qualquer um de nós, que vive esta realidade nua e crua
sem saber onde ou como pode acontecer algo mau e porquê?
A
verdade dos factos custa a admitir, mas diz-se ultimamente que “somos todos
iguais e todos diferentes” à boca cheia, mas na verdade, sempre fomos todos
iguais, perante Deus! Na linguagem do homem só agora este se deu
conta, porque convém distribuir os males pelas aldeias e unirmo-nos contra
o terrorismo, aprendendo uns com os outros a defendermos-nos dum mal comum, o
terrorismo.
Tudo
isto é urgente, hoje - já não se
define quem é terrorista pela cor da pele ou pela nacionalidade
ou País de origem – pergunto, será desta que vamos perceber que existe um
único mundo para todos e não dois, um para os bons e outro para os maus!?
Terroristas hoje têm cabelos loiros,
grisalhos, ruivos, castanhos, pretos, brancos... Também os há, com olhos azuis,
castanhos, pretos e outros, e ainda, quanto a cor da pele, há todas as tonalidades
possíveis entre os seres humanos e, por enquanto,porque
um dia talvez não admira que vejamos certos animais deste planeta de arma nas
mãos para defender a natureza do bicho-homem, que tanto mal tem feito ao mundo
e continua!
O
terrorismo é força subterrânea, discreto, que actua como uma maldição deste
século. Infiltrado nas sociedades através dos seus tentáculos, nos meios mais
ortodoxos até aos ditos marginais. Instala-se, mobiliza mulheres, homens e
crianças, dispostos a matar e a morrer por motivos estranhos, como valores
ocultos até ao momento, mas, que saltam para uma guerra de destruição e morte
quando menos se espera, matam muita gente, como temos constatado, infelizmente,
em muitos Países.
Sem
querer inferir nas modalidades de intervenção, análise e reflexão acertadas ou
formas de controlo do problema de um Estado para outro, apenas quis chamar
atenção, para a necessidade de tratamento de risco, associados ao terrorismo,
tais como: política religiosa, política social e acção de prevenção e defesa
antiterrorista, com objectivo de reconsiderarmos
com maior sensibilidade todos os factores, que estarão na base deste
fenómeno e cuidar o melhor possível da Paz total, para “todos iguais” no planeta!
Devo acrescentar que não me dirijo aqui a
nenhum País em particular, qualquer semelhança será mera coincidência…
Mas,
vale a pena abrirmos os olhos e deixarmos de fingir não ver, ou ver só o que
nos convém!
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Segundo a OMS, a presença mais longa do vírus era de 82 dias. Homem deixou unidade na Libéria em setembro.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou nesta quarta-feira que encontrou vestígios do vírus do ebola no sêmen de um homem na Libéria curado seis meses antes.
Até hoje, a presença mais longa do vírus no corpo de um paciente registrado pela organização era de "82 dias desde o início da infecção", segundo um estudo de 1995 sobre um paciente da República Democrática do Congo (RDC).
"Foram encontrados vestígios do vírus no esperma ao menos seis meses depois da cura" do paciente, afirmou o porta-voz da OMS, Tarek Jasarevic.
No entanto, disse o porta-voz, há no momento um único caso, o do paciente da Libéria.
Este homem deixou uma unidade de tratamento do ebola em setembro depois que seus testes sanguíneos deram negativo para o vírus.
O paciente "entregou uma amostra de seu esperma que deu positivo 175 dias depois de seu teste sanguíneo negativo", explicou Jasarevic.
"Precisamos entender melhor se este caso particular é uma anomalia ou se realmente um grupo de pessoas pode conservar vestígios de ebola por um prazo tão longo. Levará um tempo fazer estes estudos", disse o porta-voz.
Quanto ao caráter potencialmente infeccioso deste esperma, a OMS preferiu não tirar conclusões e emitir apenas uma mensagem de prevenção.
Até agora a recomendação de evitar relações sexuais depois de ser infectado pelo vírus se limitava a três meses após o surgimento dos primeiros sintomas da doença.
A incubação do vírus dura até 21 dias, período durante o qual a pessoa deve permanecer em observação.
O vírus deixou 10.604 mortos desde seu surgimento, no fim de 2013 no oeste da África, principalmente em Libéria, Serra Leoa e Guiné, segundo o último relatório da OMS.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Quatro detidos por posse de droga em Bissau
A Policia Judiciaria da Guiné-Bissau deteve este ano, de Fevereiro a Abril, quatro indivíduos no aeroporto de Bissau com droga escondida no estômago, provenientes do Brasil, tendo como destino final países europeus.
Fernando Jorge da Costa, diretor adjunto da PJ guineense, disse que a corporação estará sempre preocupada quando o território nacional «é utilizado como ponto de passagem» da droga.
Entre os detidos no aeroporto de Bissau, três são cidadãos da Guiné-Bissau e um é togolês originário da Nigéria.
O último a ser apanhado, no fim-de-semana, é um cidadão guineense, funcionário público, que vinha do Brasil e que foi surpreendido com 76 cápsulas de cocaína no estômago.
Detidos 20 agentes por furto de cabos elétricos no estádio nacional da Guiné-Bissau.
Bissau, 15 abr (Lusa) - A Polícia Judiciária da Guiné-Bissau anunciou hoje a detenção de 23 pessoas -- 20 das quais agentes de forças policiais - por suspeitas de furto de cabos elétricos no Estádio Nacional 24 de Setembro.
O diretor-geral adjunto da PJ guineense, Fernando Jorge Costa, revelou hoje, em conferência de imprensa, que os suspeitos são três civis e 20 agentes das forças de ordem encarregados de manter segurança no estádio.
Todos foram presentes ao Ministério Público para interrogatório, refere a PJ.
O roubo ocorreu no final de março e a polícia suspeita que tenha sido organizado por guardas do recinto, entre elementos da Policia de Ordem Pública e agentes da Guarda Nacional.
Segundo o diretor do estádio, Simão da Rocha, todo o sistema elétrico ficou danificado com prejuízos que ascendem a 410 mil euros.
O ministro da Administração Interna, Octávio Alves, anunciou na semana passada que todos os agentes envolvidos estão suspensos de funções para averiguações, aguardando por decisão da Justiça.
O governante promete "mão dura" para todos os implicados no furto, sobretudo para os agentes da segurança.
O Estádio Nacional 24 de Setembro, o maior do país e o único com relvado natural na Guiné-Bissau, tem capacidade para albergar 15 mil espectadores.
MB // PJA
Lusa/Fim
BID cede ajuda de 30 milhões
O Ministro da Economia e das Finanças da Guiné-Bissau, Geraldo Martins, anunciou que o Banco Islâmico para o Desenvolvimento (BID) vai conceder ao país uma ajuda no valor de 30 milhões de dólares, o equivalente a mais de 28 milhões de euros.
A informação foi dada pelo ministro da tutela na apresentação dos indicadores múltiplos de 2014, relativo à avaliação de bem-estar e direitos das crianças guineenses.
Geraldo Martins mostrou confiança no futuro, garantindo que a Guiné-Bissau terá à sua disposição «muitos meios financeiros para a execução de políticas públicas».
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Washington, DC - O PRESIDENTE: Bem, eu quero receber os Presidentes Sirleaf, Koroma e Condé. Os Estados Unidos têm uma longa parceria com a Libéria, a Serra Leoa e Guiné - parcerias que provam ser críticas na luta contra o Ebola. Nós estamos aqui para avaliar o progresso de hoje e olhar para frente.
Começamos por observar as perdas incríveis que ocorreram em todos os três países. Mais de 10.000 pessoas morreram de Ebola - homens, mulheres e crianças. Em nome do povo americano, queremos expressar nossas mais profundas condolências às famílias e reconhecer quão difícil isso tem sido para todos os países envolvidos.
Em circunstâncias extraordinárias, as pessoas destes três países têm mostrado grande coragem e determinação, trataram e cuidaram uns dos outros, especialmente crianças e órfãos. Os Estados Unidos estão orgulhosos de liderar o esforço internacional para trabalhar com esses três países em uma resposta global.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
2015 é um ano de eleições na Costa do Marfim e a seis meses (6) da eleição presidencial de outubro próximo, o presidente Alassane Ouattara assegurou aos membros do Movimento das Empresas da França (MEDEF), liderado por Sr. Patrick Lucas, no palácio presidencial, no Plateau, quanto à organização de eleições transparentes na Costa do Marfim: "a Costa do Marfim tem feito muitos esforços em vários domínios. Em termos econômicos, o crescimento ainda é forte, os défices estão sob controle e significativos investimentos estão sendo feitos no setor de energia. O diálogo político ainda está em curso com os partidos da oposição como o FPI e eu gostaria de tranquilizar os empresários sobre o meu desejo de fazer todos os esforços para organizar uma eleição presidencial aberta, transparente e democrática. " Patrick Lucas, que está em sua segunda visita à Costa do Marfim, após uma que realizou com o presidente francês em Abidjan, disse que sua alegria por estar de volta nas margens da lagoa Ebrie, desta vez à frente de uma delegação representando "todos os sectores com forte participação das pequenas e médias empresas." Durante as suas trocas, Patrick Lucas comentou sobre a situação sócio-política na Costa do Marfim e reflete o compromisso do MEDEF para apoiar este país no caminho do desenvolvimento: "Estou feliz com alteração da situação socio-económica da Costa do Marfim. "Le Mouvement des Entreprises de France" (MEDEF) está disposto a acompanhar a Costa do Marfim no caminho do desenvolvimento. " Antes da delegação do MEDEF, Alassane Ouattara se reuniu com Vincent Le Guennou, PDG da Parceria da Capital Emergente, sempre no palácio presidencial do Plateau O intercâmbio entre o Presidente da Costa do Marfim e o anfitrião girava em torno de questões relacionadas com o acesso à água e eletricidade. Vincent Le Guennou está empenhada em apoiar a Costa do Marfim "neste boom econômico que reflete o seu crescimento."
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O Diretor Geral da Orange na Costa, o Sr. Marfim Mamadou Bamba, apresentou, nesta terça-feira, em uma conferência, o lugar de liderança que ocupa no mercado da Costa do Marfim, a empresa que ele dirige.
Com base nas figuras-chave em várias áreas, Bamba mostrou que a Orange CI esteve sempre à cabeça do pelotão dos operadores que operam na Costa do Marfim.
Na verdade, ele indicou que a sua empresa está entre outros, como o primeiro operador que tem 3G + com cobertura em torno de 44% da população, o primeiro operador com transmissão em fibra óptica (7300 fibras ópticas que cobrem o país), a primeira operadora de Mobile Monney (1º na África Ocidental), etc.
Quanto ao futuro, o chefe da Orange CI disse estar pronto a jogar o seu papel de precursor, notadamente a nível da licença 4G onde diz esperar pela luz verde do regulador.
"Nós temos por ambição desenvolver-se não apenas na Costa do Marfim, mas em toda a África", disse Bamba.
Liderado pela Argélia, a mediação internacional sobre a crise no norte do Mali pensa ter encontrado um acordo de paz. Mas se ele foi rubricado por Bamako depois de 1º de março, a Coordenação dos movimentos armados de Azawad (CMA) expôs suas condições através de um documento, que JA obteve uma cópia.
A Argélia, o líder da mediação na crise do Mali convidou todas as partes interessadas para se apresentarem em 15 de abril, em Argel. Objetivo: convencer a Coordenação dos movimentos armados de Azawad (MAC) para o acordo pré-inicial de paz aceito por Bamako, e, em seguida, as discussões abertas entre 16 e 17 de Abril, sobre as emendas ao texto a integrar eventualmente antes da assinatura final.
Mas, em Bamako, Ibrahim Boubacar Keita levou a mal a situação. "Inicialmente, o presidente do Mali se recusou a enviar representantes. Ele tinha posto como condição pre-avaliável o parágrafo da CMA sobre o acordo. Mas no último minuto, ele finalmente concordou em enviar uma equipe do governo a Argel ", informou uma fonte ocidental.
As condições da CMA
Em Nouakchott, Mauritânia, a CMA, por sua vez, realizou uma conferência de imprensa na segunda-feira, 13 de Abril, ao anunciar que iria boicotar o convite. "Nós não enviaremos qualquer um dos nossos membros a Argel", disse Moussa Ag Assarid, representando a coligação na Europa. Em um documento remetido a mediação internacional, em 17 de março em Kidal, que Jeune Afrique obteve uma cópia (veja abaixo), a CMA pós mais condições para chegar à mesa de negociações, notadamente o "reconhecimento oficial de Azawad como uma entidade geográfica, política e jurídica, bem como a criação de uma reunião inter-regional que reúne as regiões de Gao, Timbuktu, Kidal (...). "
Ao nível da segurança, CMA quer definir, ele mesmo", a lista dos combatentes e determina (r) suas grades. As forças de defesa e segurança dentro de Azawad será composta por nacionais 80% de Azawad e ao nível dos postos de comando ", o documento de duas páginas.
Enfim, a respeito do desenvolvimento do norte do Mali, o texto pede a "efetivação de um fundo especial para Azawad no orçamento do Estado de até 40% ao longo de um período de 20 anos, a fim de eliminar a atraso de mais de 50 anos ". Mas também que a "exploração de recursos minerais e energéticos de Azawad (seja) sujeito a prévia autorização da Assembleia Inter-Regional, após consulta da Assembleia Regional. A quota de 20% da produção será atribuído ao Azawad, com prioridade para a região em causa "...
Que futuro comum?
Só uma coisa é certa agora: apenas os membros da mediação internacional estarão bem representados em Argel em 15 de Abril, para ver "como fazer avançar o processo de paz", disse um dos seus membros em Bamako. E entre as duas partes em conflito, as negociações serão muito difíceis.
"Para Bamako, uma análise significativa do norte do Mali, em Bamako, tudo deve ser feito para mostrar que o movimento de mediação de Azawad são apenas os traficantes de drogas, que fizeram um pacto no tempo de terroristas da AQMI, de modo que não pode haver qualquer discussão real com eles. Os movimentos armados, eles próprios, querem mostrar que não há mais um futuro comum com Bamako, dados os abusos do exército maliano contra os civís e atraso proporcionado ao Desenvolvimento do Norte em relação ao resto do país ". Em uma palavra: é um impasse.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Discurso proferido pelo presidente cubano Raul Castro Ruz na 7ª Cúpula das Américas, na cidade do Panamá, em 11 de abril de 2015. (Tradução da versão estenográfica – Conselho de Estado)
Foi-me dito, no início, que poderia proferir um discurso de oito minutos; embora fizesse um grande esforço, junto com meu chanceler, para o reduzir para oito minutos, mas como me devem minha participação em seis cúpulas anteriores, das quais fomos excluídos, então 6 por 8 é 48 (RISOS E APLAUSOS), e pedi permissão ao presidente Varela, alguns momentos antes de entrar neste magnífico salão, para me ceder alguns minutos mais, especialmente depois de tantos discursos interessantes que estamos escutando, e não me refiro apenas ao do presidente Obama, mas também o do presidente do Equador, Rafael Correa, e o da presidente Dilma Rousseff e outros.
Sem mais demora, eu vou começar. Sua Excelência Juan Carlos Varela, presidente da República do Panamá; Presidentes: Primeiras e primeiros-ministros; Ilustres convidados: Em primeiro lugar, eu quero expressar nossa solidariedade com a presidente Bachelet e com o povo de Chile, pelas catástrofes naturais que têm sofrido.
Agradeço a solidariedade de todos os países da América Latina e do Caribe, que permitiu a Cuba participar em igualdade neste fórum hemisférico, e ao presidente da República do Panamá pelo convite que tão amavelmente nos enviou.
Eu trago um fraternal abraço ao povo panamenho e todas as demais nações aqui representadas. Quando, em 2 e 3 de dezembro de 2011, foi criada em Caracas a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), foi inaugurada uma nova etapa na história da Nossa América, o que deixou claro seu direito bem ganho de viver em paz e a se desenvolver como livremente determinarem seus povos, e se traçou para o futuro um caminho de desenvolvimento e integração, baseado na cooperação, na solidariedade e na vontade comum de preservar a independência, a soberania e a identidade.
O ideal de Simon Bolívar de criar uma “grande Pátria Americana” inspirou verdadeiras epopeias de independência.
Em 1800, pensou-se em adicionar Cuba à União do Norte, como o limite sul do vasto império. No século XIX, surgiram a doutrina do Destino Manifesto, com o fim de dominar as Américas e o mundo, bem como a ideia de Fruta Madura para a gravitação inevitável de Cuba em direção à União Americana, que desprezava o nascimento e desenvolvimento de um pensamento próprio e emancipatório. Depois, através de guerras, conquistas e intervenções, esta força expansionista e hegemônica despojou a Nossa América de vastos territórios e se estendeu até o Rio Grande.
Depois de longas lutas que foram frustradas, José Martí organizou a “guerra necessária” de 1895 — a Grande Guerra, como também foi chamada, começou em 1868 — e criou o Partido Revolucionário Cubano para liderar essa contenda e depois fundar uma República “com todos e para o bem comum”, que se propunha atingir “a dignidade plena do homem”.
Ao definir com certeza e antecipação os traços de seu tempo, José Martí se consagrou ao dever “de impedir a tempo, com a independência de Cuba, que os Estados Unidos se espalhassem pelas Antilhas e caíssem com força, sobre nossas terras da América”: essas foram suas palavras exatas.
Nossa América é para ele a do crioulo, do índio, do negro e do mulato, a América mestiça e trabalhadora que tinha de fazer causa comum com os oprimidos e saqueados. Agora, mais além da geografia, este é um ideal que começa a se tornar realidade. Há 117 anos, em 11 de abril de 1898, o então presidente do Congresso dos Estados Unidos solicitou autorização para intervir militarmente na guerra de independência que por quase 30 anos Cuba vinha travando, já ganha praticamente, ao preço de rios de sangue cubano, e aquele — o Congresso norte-americano — emitiu sua Resolução Conjunta enganosa, que reconhecia a independência da Ilha “de fato e de direito”.
Vieram como aliados e se apoderaram do país como ocupantes. Impôs-se a Cuba um apêndice em sua Constituição, a Emenda Platt — conhecida assim pelo nome do senador que a propôs — que despojou Cuba de sua soberania, autorizava o poderoso vizinho a intervir nos assuntos internos e deu origem à Base Naval de Guantánamo, que ainda usurpa parte do nosso território. Nesse período, a invasão do norte da capital foi aumentando, e mais tarde houve duas intervenções militares e o apoio a ditaduras cruéis.
Quando os cubanos, no início do século XX, fizeram seu projeto de Constituição e a apresentaram ao governador, um general norte-americano auto-nomeado pelos EUA, este respondeu que estava algo faltando. E quando os cubanos, membros da Assembleia Constituinte perguntaram, o governador respondeu: Este emenda apresentada pelo senador Platt, dando direito de intervir em Cuba, sempre sob a consideração dos Estados Unidos.
Eles fizeram uso desse direito; é claro, os cubanos rejeitaram isso e a resposta foi: Muito bem, vamos ficar aqui. E isso durou até 1934. Houve mais duas intervenções militares e o apoio a ditaduras cruéis no período mencionado.
Para a América Latina prevaleceu a “política das canhoneiras” e, a seguir, a do “Bom Vizinho”. Sucessivas intervenções derrubaram governos democráticos e instalaram ditaduras terríveis em 20 países, 12 delas simultaneamente.
Quem entre nós não se lembra dessa fase bastante recente de ditaduras em todos os lugares, principalmente na América do Sul, onde milhares de pessoas foram assassinadas? O presidente Salvador Allende nos deu um exemplo imperecível.
Exatamente 13 anos atrás, houve um golpe de Estado contra o entranhável presidente Hugo Chavez, que o povo derrotou. Depois veio, quase que imediatamente, o custoso golpe petroleiro. Em 1º de janeiro de 1959, 60 anos após a entrada dos soldados norte-americanos em Havana, triunfou a Revolução cubana e o Exército Rebelde, comandado pelo comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz chegou à capital, no mesmo dia, exatamente 60 anos depois.
Tais são as ironias incompreensíveis da história. O povo cubano, a um preço muito alto, começou o pleno exercício da sua soberania. Foram seis décadas de dominação absoluta. Em 6 de abril de 1960 — apenas um ano após o triunfo — o subsecretário do Estado Lester Mallory escreveu em um perverso memorando — e não consigo achar outro adjetivo para lhe dar.
Este memorando foi revelado dezenas de anos mais tarde — e cito alguns parágrafos: “(...) a maioria dos cubanos apoia Castro...
Não há uma oposição política efetiva. A única opção previsível para tirar-lhe o apoio interno é através do desencanto e do descontentamento, com base na insatisfação e nas dificuldades econômicas (...), enfraquecer a vida econômica (...) e privar Cuba de dinheiro e suprimentos para reduzir os salários nominais e reais, causando a fome, o desespero e a derrubada do governo”.
Fim de citação. Em torno de 77% da população cubana nasceu sob os rigores impostos pelo bloqueio, mais terríveis do que imaginavam, inclusive, muitos cubanos, mas nossas convicções patrióticas prevaleceram, a agressão fez aumentar a resistência e acelerou o processo revolucionário. Isso acontece quando o processo revolucionário natural dos povos é assediado. O assédio traz mais revolução, a história o demonstra e não só no caso do nosso continente ou de Cuba.
O bloqueio não começou quando foi assinado pelo presidente Kennedy, em 1962, acerca do qual eu farei uma breve referência a ele, por causa de uma iniciativa positiva de manter contato com o chefe da nossa Revolução, para começar o que estamos começando agora o presidente Obama e eu; quase ao mesmo tempo, veio a notícia de seu assassinato, quando sua mensagem estava sendo recebida. Quer dizer, que a agressão aumentou.
No ano 1961 se produziu a invasão pela Baía dos Porcos, uma invasão mercenária, promovida e organizada pelos Estados Unidos. Seis anos de guerra contra os grupos armados que em duas ocasiões se espalharam pelo país todo. Nós não tínhamos nenhum radar e a aviação clandestina — nem se sabia de onde vinha — jogando armas em paraquedas.
Esse processo nos custou milhares de vidas; os custos econômicos não temos sido capazes de avaliá-los com precisão. Foi em janeiro de 1965 quando concluiu e o tinham começado a apoiar no fim do ano 1959, cerca de 10 ou 11 meses após o triunfo da Revolução, quando ainda não tínhamos declarado o socialismo, que foi declarado em 1961, no funeral das vítimas dos bombardeios aos aeroportos, no dia antes da invasão.
No dia seguinte, nosso pequeno exército, naquela época e nosso povo todo, foi combater a agressão e cumpriu a ordem do chefe da Revolução de destruí-la antes das 72 horas. Porque se a invasão se tivesse consolidado lá, no lugar do pouso, que era protegido pela maior pantanal do Caribe insular, teriam transferido para ali um governo já constituído — com primeiro-ministro e os outros ministros já nomeados — que estava em uma base militar dos EUA na Flórida. Caso eles chegarem a consolidar a posição inicialmente ocupada, teria sido muito fácil transferir esse governo para a Baía dos Porcos.
E imediatamente a OEA, que já nos tinha punido, por nós termos proclamado ideias alheias ao continente, teria dado seu reconhecimento.
O governo formado em Cuba, tendo como base um pedacinho de terra, teria pedido ajuda à OEA e essa ajuda estava a bordo de navios norte-americanos de guerra, a três milhas da costa, que era o limite então existente das águas territoriais, que como vocês sabem agora é de 12. E a Revolução continuou se fortalecendo, se radicalizando.
A outra questão era desistir.
O que teria acontecido então? O que teria acontecido em Cuba? Quantas centenas de milhares de cubanos teriam morrido; porque já tínhamos centenas de milhares de armas ligeiras; já tínhamos recebido os primeiros tanques, os quais nem sabíamos manipular bem.
Quanto à artilharia, sabíamos disparar, mas não sabíamos aonde caíam os projéteis; o que alguns milicianos aprendiam de manhã, tinham que ensiná-lo aos outros na parte da tarde.
Mas havia um monte de valor, era preciso avançar pela mesma rota, porque era um pantanal, onde as tropas não se podiam desdobrar, nem avançar os tanques e os veículos pesados. Nós tivemos mais baixas do que os atacantes.
Assim foi cumprida a ordem dada por Fidel: dar cabo deles antes das 72 horas. E essa mesma frota americana era a que acompanhou a expedição que saiu da América Central, e estava lá, podia ser vista a partir da costa, alguns de seus navios estavam a só três milhas.
Quanto custou à Guatemala a famosa invasão de 1954? Eu me lembro bem, porque era um prisioneiro na prisão da Ilha da Juventude — ou de Pinos, como era chamada então — por causa do ataque ao quartel Moncada, um ano antes.
Quantas centenas e milhares de índios maias, aborígines e outros cidadãos guatemaltecos morreram ao longo de um longo processo que vai levar anos para se recuperar? Esse foi o começo. Quando tinha sido proclamado o socialismo e o povo tinha lutado para defender Praia Girón, o presidente John F. Kennedy — ao qual me referi há pouco — foi assassinado precisamente no mesmo momento, no mesmo dia em que o líder da Revolução cubana, Fidel Castro recebia uma mensagem dele — de John Kennedy — procurando iniciar o diálogo. Após a Aliança para o Progresso e de termos pago várias vezes a dívida externa, sem impedir que essa dívida se continuasse multiplicando, nos impuseram um neoliberalismo selvagem e globalizado, como expressão do imperialismo nesta época, que deixou uma década perdida na região. “A proposta então de uma parceria hemisférica madura foi a tentativa de impor-nos a Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), associada com o surgimento destas Cúpulas, que teria destruído a economia, a soberania e o destino comum de nossas nações, se não a tivéssemos feito naufragar em 2005, em Mar del Plata, sob a liderança dos presidentes Chávez, Kirchner e Lula.
Um ano antes, Chávez e Fidel tinham feito nascer a Alternativa Bolivariana, hoje Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América. Excelências: Eu expressei — e o reitero agora — ao presidente Barack Obama, a nossa disposição ao diálogo respeitoso e à convivência civilizada entre os dois estados, dentro de nossas diferenças profundas.
Eu aprecio como um passo positivo sua declaração recente que determinará rapidamente sobre a presença de Cuba em uma lista de países que patrocinam o terrorismo, na qual nunca Cuba devia ter estado, imposta sob a administração do presidente Reagan.
Acaso nós somos um país terrorista! Sim, fizemos alguns atos de solidariedade com outros povos, que podem ser considerados terroristas, quando estávamos encurralados, cercados e assediados até o infinito, houve apenas uma escolha: a rendição ou lutar. Vocês sabem qual foi a que nós escolhemos, apoiados por nosso povo.
Acaso alguém pode pensar que vamos obrigar todo um povo a fazer o sacrifício feito pelo povo cubano para sobreviver, para ajudar outras nações? (APLAUSOS). Mas “a ditadura dos Castro” os obrigou a votar pelo socialismo, com 97,5% de apoio da população.
Reitero que aprecio como um passo positivo a recente declaração do presidente Obama acerca de determinar rapidamente sobre a presença de Cuba na lista de Estados patrocinadores do terrorismo, na qual nunca devia ter estado, dizia-lhes, porque quando nos impuseram essa lista, afinal os terroristas éramos os que púnhamos os mortos — não tenho em mente o dado exato — só por causa do terrorismo dentro de Cuba e em alguns casos de diplomatas cubanos em outras partes do mundo que foram assassinados.
Meus colegas me deram agora o dado: nessa fase tivemos 3.478 mortos e 2.099 pessoas com deficiências para toda a vida; além de muitos outros que ficaram feridos. Os terroristas foram aqueles que puseram os mortos.
De onde vinha o terror, então? Quem o provocava? Alguns desses que estiveram no Panamá, nestes dias, como o agente da CIA Rodriguez, que foi quem assassinou Che Guevara e levou suas mãos cortadas para testar suas impressões digitais, não sei em que lugar, que se tratava do cadáver de Che Guevara, que mais tarde nós conseguimos recuperar pela gestão de um governo amigo na Bolívia. Mas, ora bem, a partir desse momento fomos terroristas.
Eu realmente peço desculpas, inclusive, até ao presidente Obama e a outras pessoas presentes nesta atividade por me expressar assim. Eu disse pessoalmente a ele que quando se trata da Revolução eu sinto uma paixão desbordada através dos poros.
Peço desculpas porque o presidente Obama não tem responsabilidade com nada disso. Quantos presidentes norte-americanos já tivemos? Dez antes dele, todo mundo está em dívida conosco, a não ser o presidente Obama.
Depois de dizer muitas coisas fortes a cerca de um sistema é justo pedir desculpas, porque eu estou entre aqueles que acreditam — e assim já disse a alguns chefes de Estado e de governo que vejo aqui, em reuniões privadas que tive com eles no meu país, ao recebê-los — que, na minha opinião, o presidente Obama é um homem honesto. Eu li um pouco de sua biografia nos dois livros que têm sido publicados, não totalmente, farei isso com mais calma. Admiro sua origem humilde, e eu acho que a forma que ele é se deve a essa origem humilde (APLAUSOS PROLONGADOS).
Meditei muito para dizer estas palavras, inclusive as tive escritas e as apaguei; as voltei a colocar e as voltei a remover, e no fim, acabei proferindo-as; e estou satisfeito.
Até hoje, o bloqueio econômico, comercial e financeiro aplica-se em pleno vigor contra a Ilha, causando danos e carências às pessoas e é o principal obstáculo para o desenvolvimento da nossa economia.
Constitui uma violação do Direito Internacional e seu alcance extraterritorial afeta os interesses de todos os Estados.
Não é por acaso o voto quase unânime, menos o de Israel e dos próprios Estados Unidos, na ONU durante muitos anos a fio. E, enquanto existir o bloqueio, que não é da responsabilidade do presidente, e que devido a acordos e leis posteriores se codificou com uma lei no Congresso que o presidente não pode alterar, devemos continuar lutando e apoiando o presidente Obama em suas intenções de liquidar o bloqueio (APLAUSOS).
Uma questão é estabelecer relações diplomáticas e outra questão é o bloqueio. Por isso, peço a todos vocês, e também a vida nos obriga, a continuar apoiando a luta contra o bloqueio. Excelências: Nós expressamos publicamente ao presidente Obama, que também nasceu no âmbito da política de bloqueio contra Cuba, nosso reconhecimento por sua corajosa decisão de se envolver em um debate com o Congresso dos Estados Unidos para pôr fim ao bloqueio.
Este e outros elementos devem ser resolvidos no processo rumo à futura normalização das relações bilaterais. Pela nossa parte, continuaremos empenhados no processo de atualização do modelo econômico cubano, a fim de aperfeiçoar nosso socialismo, avançar rumo ao desenvolvimento e consolidar as conquistas de uma Revolução que se propôs “conquistar toda a justiça” para nosso povo.
O que faremos está em um programa desde o ano 2011, aprovado no Congresso do Partido. No próximo Congresso, que é no próximo ano, vamos estendê-lo, vamos analisar o que temos feito e quanto ainda temos de enfrentar o desafio. Estimados colegas: Devo advertir que vou pela metade, se quiserem acabo aqui ou continuo se estiverem interessados. Vou acelerar um pouco (RISOS).
A Venezuela não é nem pode ser uma ameaça para a segurança nacional de uma superpotência como os Estados Unidos (APLAUSOS).
É bom que o presidente dos EUA tenha reconhecido isso.
Devo reafirmar nosso apoio, de maneira resoluta e leal, à irmã República Bolivariana da Venezuela, ao governo legítimo e à aliança civil-militar liderada pelo presidente Nicolas Maduro, ao povo bolivariano e chavista que luta para seguir seu próprio caminho e enfrenta tentativas de desestabilização e sanções unilaterais que nós reclamamos sejam levantadas, que a Ordem Executiva seja revogada, embora seja difícil de acordo com a lei, o que seria apreciado por nossa Comunidade como uma contribuição para o diálogo e o entendimento hemisférico.
Nós sabemos. Eu acho que posso ser dos que estamos aqui reunidos um dos poucos que melhor conhece o processo da Venezuela, não é porque nós estamos lá nem estejamos influenciando lá e eles nos digam todas as coisas a nós. Sabemos o que eles estão passando porque nós atravessamos esse mesmo caminho e eles estão sofrendo os mesmos ataques que sofremos, ou parte deles.
Vamos manter nosso encorajamento aos esforços da Argentina para recuperar as Ilhas Malvinas, as Geórgias do Sul e as Sandwich do Sul, e continuar apoiando sua legítima luta em defesa da soberania financeira. Continuaremos apoiando as ações da República do Equador contra as empresas transnacionais que causam danos ecológicos a seu território e procuram impor condições injustas.
Eu gostaria de agradecer a contribuição do Brasil e da presidente Dilma Rousseff, ao fortalecimento da integração regional e do desenvolvimento de políticas sociais que trouxeram progresso e benefícios para amplos setores, as quais, em meio da ofensiva contra vários governos de esquerda da região, se pretende reverter.
Será invariável nosso apoio ao povo latino-americano e caribenho de Porto Rico, em seus esforços para alcançar a autodeterminação e a independência, como já declarou dezenas de vezes o Comitê de Descolonização das Nações Unidas. Continuaremos também a nossa contribuição para o processo de paz na Colômbia, até sua conclusão bem sucedida.
Devemos nós todos multiplicar a ajuda ao Haiti, não apenas através de ajuda humanitária, mas também com recursos que permitam seu desenvolvimento e apoiar que os países do Caribe recebam tratamento justo e diferenciado em suas relações econômicas e reparações pelos danos causados pela escravidão e o colonialismo. Vivemos sob a ameaça de enormes arsenais nucleares que devem ser eliminados e da mudança climática que nos deixa sem tempo.
Aumentam as ameaças à paz e proliferam os conflitos. Tal como expressou o presidente Fidel Castro, “as causas fundamentais são a pobreza e o subdesenvolvimento, bem como a distribuição desigual da riqueza e do conhecimento que prevalece no mundo. Não se pode esquecer que o subdesenvolvimento e a pobreza atuais são resultado da conquista, da colonização, a escravidão e o saqueio de boa parte da Terra pelas potências coloniais, o surgimento do imperialismo e as guerras sangrentas para novas partilhas do mundo.
A humanidade deve tomar consciência do que fomos e do que não podemos continuar sendo. Hoje — continuou Fidel — nossa espécie adquiriu conhecimentos, valores éticos e recursos científicos suficientes para avançar em direção a uma etapa histórica da verdadeira justiça e humanismo. Nada do que existe hoje na ordem econômica e política serve os interesses da humanidade. Não se pode sustentar.
É preciso mudá-lo”, concluiu Fidel. Cuba continuará defendendo as ideias pelas quais nosso povo assumiu os maiores sacrifícios e riscos e lutou ao lado dos pobres, dos doentes sem assistência médica, os desempregados, as crianças abandonadas a sua sorte ou forçadas à prostituição, os que têm fome, os discriminados, os oprimidos e os explorados que constituem a grande maioria da população mundial.
A especulação financeira, os privilégios de Bretton Woods e a remoção unilateral da convertibilidade do dólar em ouro são cada vez mais sufocantes.
Nós exigimos um sistema financeiro transparente e equitativo. É inaceitável que menos de uma dúzia de empórios, principalmente norte-americanos — quatro ou cinco de sete ou oito — determinem o que as pessoas podem ler, ver ou escutar no planeta.
Internet deve ter uma governança internacional, democrática e participativa, especialmente na geração de conteúdos.
É inaceitável a militarização do ciberespaço e o emprego encoberto e ilegal de sistemas informáticos para agredir outros Estados. Nós não nos vamos deixar deslumbrar ou colonizar novamente. Acerca da Internet, que é uma invenção fabulosa, uma das maiores nos últimos anos, bem poderíamos dizer, recordando o exemplo da linguagem nas fábulas de Esopo: que a Internet serve para o melhor e é muito útil; mas, por sua vez, também serve para o pior.
Senhor Presidente: Na minha opinião, as relações hemisféricas mudaram profundamente, em particular nos domínios político, econômico e cultural; de modo que, com base no Direito Internacional e no exercício da autodeterminação e da igualdade soberana, estejam concentradas no desenvolvimento de relações mutuamente benéficas e na cooperação para servir aos interesses de todas as nossas nações e aos objetivos que as proclamam.
A aprovação, em janeiro de 2014, na Segunda Cúpula da Celac, em Havana, do Proclama da América Latina e do Caribe como uma zona de paz, foi uma importante contribuição para este fim, marcado pela unidade da América Latina e do Caribe em sua diversidade. Isso se torna evidente no fato de que avançamos rumo a processos de integração genuinamente latino-americanos e caribenhos, através da Celac, Unasul, Caricom, o Mercosul, a ALBA, SICA e a Associação dos Estados do Caribe, que sublinham a crescente conscientização da necessidade de unirmo-nos para garantir nosso desenvolvimento. Este proclama nos compromete a que “as diferenças entre as nações sejam resolvidas pacificamente, através do diálogo e da negociação e outras formas de solução, e em plena conformidade com o direito internacional”.
Viver em paz, cooperando uns com os outros para enfrentar os desafios e resolver os problemas que, afinal, nos afetam e afetarão a todos, hoje é um imperativo.
Devem ser respeitados, como diz o Proclama da América Latina e do Caribe como Zona de Paz, assinado por todos os Chefes de Estado e de Governo da Nossa América, “o direito inalienável de todos os Estados a escolher seu sistema político, econômico, social e cultura, como condição essencial para garantir a coexistência pacífica entre as nações”.
Com ele, nos comprometemos a cumprir nosso “dever de não intervir direta ou indiretamente, nos assuntos internos de qualquer outro Estado e observar os princípios da soberania nacional, a igualdade de direitos e a livre determinação dos povos” e respeitar “os princípios e normas do Direito Internacional (...) e os princípios e propósitos da Carta das Nações Unidas”.
Esse documento histórico exorta “todos os Estados membros da comunidade internacional a respeitar plenamente esta declaração em suas relações com os Estados membros da Celac”. Agora temos a oportunidade para que todos os que estamos aqui aprendamos, tal como expressa o Proclama, “a praticar a tolerância e viver em paz como bons vizinhos”.
Existem discrepâncias substanciais, sim, mas também pontos comuns nos quais podemos cooperar para que seja possível viver neste mundo cheio de ameaças à paz e à sobrevivência humana.
O que impede que em nível hemisférico — como expressaram alguns dos presidentes que me antecederam no uso da palavra — cooperar para combater a mudança climática?
Por que não podemos os países das duas Américas, a do Norte e a do Sul, lutar juntos contra o terrorismo, o tráfico de drogas ou o crime organizado, sem posições politicamente tendenciosas? Por que não procurar, em parceria, os recursos necessários para prover o hemisfério de escolas, hospitais — mesmo que não sejam de luxo, um pequeno hospital modesto, naqueles lugares onde as pessoas morrem porque não há médico — dar emprego, promover o erradicação da pobreza?
Acaso não se poderia reduzir a desigualdade na distribuição da riqueza, reduzir a mortalidade infantil, eliminar a fome, erradicar as doenças evitáveis e eliminar o analfabetismo? No ano passado, nós estabelecemos a cooperação hemisférica para enfrentamento e prevenção do Ebola e países das duas Américas trabalhamos em conjunto, o que deve servir como um estímulo para maiores esforços.
Cuba, país pequeno e desprovido de recursos naturais, que se tem desenvolvido em um contexto sumamente hostil, conseguiu atingir a plena participação de seus cidadãos na vida política e social da nação; uma cobertura de educação e saúde universais, de forma gratuita; um sistema de segurança social que garante que nenhum cubano fique desamparado; significativos progressos rumo à igualdade de oportunidades e no enfrentamento a toda forma de discriminação; o pleno exercício dos direitos da infância e da mulher; o acesso ao deporte e a cultura; o direito à vida e a segurança dos cidadãos.
Apesar das carências e dificuldades, cumprimos o lema de compartilhar o que temos. Atualmente, 65 mil colaboradores cubanos trabalham em 89 países, sobretudo nas esferas da medicina e educação. Em nossa Ilha formaram-se 68 mil profissionais e técnicos, deles, 30 mil da saúde, de 157 países.
Se com muito escassos recursos, Cuba pôde, o que é não poderia fazer o hemisfério com a vontade política de juntar esforços para contribuir com os países mais necessitados? Graças a Fidel é ao heróico povo cubano, temos vindo a esta Cúpula para cumprir o mandato de José Martí com a liberdade conquistada com nossas próprias mãos, “orgulhosos de nossa América, para servi-la e honrá-la... com a determinação e a capacidade de contribuir para que seja estimada por seus méritos, e seja respeitada por seus sacrifícios”, como disse José Martí. Senhor Presidente: Perdão, a vocês todos, pelo tempo ocupado. Muito obrigado a todos (APLAUSOS).
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Finalmente, a oposição guineense decidiu que segunda-feira, 13 de abril de 2015, ampliar a contestação do poder de Alpha Condé, organizando manifestações simultâneas em todos os municípios em Conakry, a capital. Esta nova estratégia dos adversários demonstra-se muito coabitado, de acordo com muitos observadores, a um desejo de 'empurrar as populações " à insurreição, para desestabilizar completamente instituições que são as prefeituras e a CENI para este primeiro evento.
Face a esta forte inclinação política manifestada pela oposição por meio de seu porta-voz, Aboubacar Sylla, que anunciou, para a sequência de manifestações similares em diferentes prefeituras do país; Albert Damantang Camara precisou, sem deixar de respeitar o direito da oposição de demonstrar, que o estado também levará em conta as disposições para impor a ordem pública.
Reagindo a este projeto de manifestação, o governador de Conakry, o Sr. Soriba Soriba fez declaração a Radio televisiva para oposição:. "Entretanto, nós ignoramos a lei, no entanto ela mostrará a nós todo o seu rigor" significa que a prova de força terá engajamento entre os dois campos. Para atingir seus objetivos, a oposição pediu aos seus apoiantes, cada um em sua área, para se unir e superar as diferenças identificadas através da cidade.
Este exercício estará longe de ser uma brincadeira de criança, porque, com certeza, os militantes e outros simpatizantes se encontrarão em seus diferentes caminhos, as forças de ordem, notadamente a polícia e a guarda civil vão tentar a todo custo desencorajá-los a cumprirem seus planos. Os opositores que dizem manifestar contra os vereadores cujos mandatos expiraram e eles querem substituí-los com os seus recém-eleitos que vão trabalhar duro para atingir seus objetivos. Certamente inspirados no ‘’Balai citoyen’’ de Burkina Faso que provocou a saída de Blaise Compaoré. A oposição guineense se engajou nesta segunda-feira, 13 de abril, em uma prova de força, a qual nós realmente não vemos a necessidade, especialmente quando ela não apresenta um programa verdadeiro e alternativo para mudança.
Neste caso, é especialmente temido que essa seja mais um dia com bombas de gás lacrimogêneo, lançamento de pedras, com feridos e mortos. Veremos para onde quer ir a classe política guineense? Rumo a anarquia ou caos? Ou ambos? Para estas questões básicas, o governo e a oposição devem responder conscientemente ...