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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

quarta-feira, 2 de outubro de 2024

Itália: Um senegalês tenta atear fogo a...

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Um senegalês arrisca grande em Itália. O homem, cuja identidade não foi revelada, está sendo processado por tentativa de incêndio criminoso. “Depois de jogar os distribuidores de combustível no chão, ele tentou atear fogo na coluna do posto de gasolina com grama seca”, respira Les Echos. O jornal afirma que foi imediatamente “expulso” do local, “graças à intervenção dos presentes”. A mesma fonte revela que o incendiário refez os passos, “pouco depois”, com “um pavio aceso na mão” para continuar o que tinha começado. Pior, continua a notícia diária, os senegaleses ameaçaram, desta vez, “atear fogo a uma das pessoas presentes”. O jovem, nascido em 1996, chegou a “atear fogo a arbustos ao longo da estrada que leva ao hospital Santa Maria della Misericordia” antes da chegada da polícia. Depois de dominá-lo, eles o adotaram. fonte: seneweb.com

Senegal: Decreto fixa as principais datas do ano letivo.

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As férias de verão estão a chegar ao fim e o início do ano letivo 2024/2025 aproxima-se rapidamente. O pontapé inicial será dado na quinta-feira, 3 de outubro de 2024, às 8h, marcando o início de um novo ano letivo que se estenderá até quinta-feira, 31 de julho de 2025, às 18h. Os funcionários docentes e administrativos serão os primeiros a retornar às aulas no dia 3 de outubro de 2024. Já os alunos iniciarão as aulas na segunda-feira, 7 de outubro, às 8h. Neste documento, indica-se que o ano letivo será dividido em três períodos: de quinta-feira, 3 de outubro de 2024, a sábado, 21 de dezembro de 2024, às 12h, de quinta-feira, 2 de janeiro de 2025, a quarta-feira, 26 de março de 2025, às 18h, e de quinta-feira, 10 de abril de 2025, a quinta-feira, 31 de julho de 2025, às 18h. Os períodos de descanso também estão definidos: de sábado, 21 de dezembro de 2024, às 12h, até quinta-feira, 2 de janeiro de 2025, às 8h, e de quarta-feira, 26 de março de 2025, às 18h, até quinta-feira, 10 de abril de 2025, às 8h. As férias prolongadas terão início para os funcionários administrativos e docentes na quinta-feira, 31 de julho de 2025, às 18h, e vão até segunda-feira, 6 de outubro de 2025. Para os alunos, vão até quarta-feira, 8 de outubro de 2025. O horário dos exames escolares será definido pelo Ministro da Educação Nacional. Quanto aos estabelecimentos de formação profissional, decreto específico especificará a distribuição de licenças e férias. O ano 2024/2025 promete assim ser bem planeado, permitindo que alunos e professores se preparem eficazmente para os desafios académicos que se avizinham. fonte: seneweb.com

Senegal: Contrato Aliou Cissé: o Estado radicaliza-se numa “carta confidencial”.

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Má notícia. Perto do duplo confronto do Senegal contra o Malawi pelas eliminatórias do CAN 2025, nos dias 11 e 15 de outubro. Enquanto o treinador dos Leões já enviou os convites aos jogadores seleccionados para estes dois encontros. “O contrato que liga o seleccionador nacional, Aliou Cissé, à Federação Senegalesa de Futebol (Fsf) não será renovado. Isto é o que as novas autoridades decidiram.” É o Sud Quotidien quem dá a informação na sua edição desta quarta-feira. O jornal especifica que foi o ministro do Desporto, “em carta confidencial enviada à autoridade federal do futebol”, quem vetou a vontade deste último de prorrogar por um ano o contrato do técnico. Sud informa que a Fsf tornará pública a decisão do estado nesta quarta-feira, um dia após “a reunião do comitê de emergência” dedicada ao tema. O ministro teria sido convencido a dar o fim a Aliou Cissé pelos apitos que desceram dos corredores do estádio Abdoulaye-Wade após o recente empate (1-1) dos Leões frente aos Garanhões do Burkina Faso. “A vitória (0-1) obtida fora de casa frente ao Burundi, em Lilongwe, no Malawi, não enfraqueceu a posição do Estado”, sustenta a mesma fonte. Quem se pergunta, agora que está na água a renovação de Aliou Cissé, que liderará os Leões no resto das eliminatórias, em particular nos dois jogos frente ao Malawi. “É o seu vice, Pape Bouna Thiaw, quem assumirá interinamente? Se sim, até quando”, questiona o noticiário diário. Aliou Cissé está à frente dos Leões desde 2015. O capitão da Geração-2002 ofereceu o seu melhor registo ao futebol senegalês como treinador: vencedor do Can 2021, duas edições do Mundial (2018 e 2022) e finalista do Can 2019. Sob sua liderança, o Senegal ocupa há muito tempo a liderança do ranking Fifa/África. fonte: seneweb.com

ANGOLA: REGIME VENDE… ATÉ A MÃE PELA MANUTENÇÃO DO PODER.

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Após catorze anos de luta armada e de, em 1975, unilateralmente e à força, com a inequívoca violação dos Acordos de Alvor e a dantesca cumplicidade de Rosa Coutinho e os capitães de Abril, ligados ao partido comunista soviético, o MPLA proclamou a independência de uma República Popular de viés socialista, violentando os demais subscritores angolanos: FNLA e UNITA. Por William Tonet Em 1974/75, há luz do direito tradicional e positivo, foi cometido um crime de “burla política qualificada”, que atentou normas e preceitos jurídicos de direitos fundamentais colectivos: sonho de escolha, por via de eleição transparente e credível, os representantes legítimos dos vários povos e etnias indígenas, que deveriam assumir o poder democraticamente. Foram burlados. Golpeados! E, os sonhos assassinados. A retórica de partido de esquerda, aberto à pluralidade de opiniões, não passava de uma falsa cartilha do MPLA transfigurada por Agostinho Neto, que tinha uma mórbida obsessão pelo poder, que o levava a assassinar, todos que, através do verbo, confrontassem a sua miopia filosófica e intelectual. Um verdadeiro monstro, autoritário, arrogante, discriminador, contrário a diferença de opiniões, suportado pelo colonialismo comunista português, que o domava face ao complexo de assimilado, avesso as culturas dos distintos povos angolanos. Neto era um político vingativo, que cultivava a raiva, o ódio e a anti-reconciliação. Os exemplos estão a mão de semear, pois foi o pai de todas as facções, no seio do MPLA, na guerrilha e República: Revolta Activa; Rebelião da Jibóia (convertida em Revolta do Leste); Ala de Matias Miguéis, José Miguel e Ferro e Aço; CAC’s; OCA; FUA, 27 de Maio de 1977, etc.. E, quando teve a possibilidade de mostrar ser um “anaconda político”, na Guiné Bissau, ao encontrar-se com Mário Pinto de Andrade, então ministro da Cultura, desse país, reconhecido pelo seu africanismo e notável saber político, cultural, não esboçou, na qualidade de Chefe de Estado, sentido reconciliatório, para com o seu camarada, estendendo a mão para o regresso a Angola, esquecendo as desinteligências do passado, um dos últimos líderes, que esteve na base da sua libertação e fuga de Portugal, nos anos 60 e, ao chegar ao Congo, lhe cedeu o lugar, na liderança do MPLA. Este é o retrato mais fiel da “minhoca política” que foi Agostinho Neto. Um homem cujos crimes, cometidos com a cumplicidade e beneplácito do Partido Comunista Português e dos sucessivos políticos com viés colonialista, não prescrevem e são insusceptíveis de amnistia. É preciso, um dia, ser intentada uma duplicata de “Acção Directa de Inconstitucionalidade por Acção e Omissão”, junto dos tribunais angolano, africano e mundial, por não prescrição, os danos, crimes e eficácia de normas e procedimentos jurídicos e administrativos, adoptados no período pretérito a proclamação da independência e subsequentes. Isso porque, a primeira (Acção) ocorre(u) com a edição de uma lei e resolução que afrontou a sinalética-política-jurídica da Constitucionalidade dos Acordos de Alvor, através de conduta positiva do poder ilegítimo de uma das partes e, por omissão, face a abstenção de cumprir o previamente estipulado, quanto a órgãos plurais e independentes, discriminando e expulsando do feito, os demais actores (FNLA e UNITA). A história do país, só poderá ser escrita com isenção, quando se julgarem os males que o enevoaram, no primeiro período, o mais tenebroso (1974-1977) e, depois o segundo (1978-2024), para todos, olhos nos olhos, expulsarem ressentimentos e recalcamentos, ciente de o passado não voltar, logo, ser importante apagar da memória individual e colectiva, eventuais tentativas de repristinar leis e acções dantescas de vingança, contra os contrários… Mas para isso é importante, emergir uma liderança pragmática, robusta e honesta, que afaste sofismas de ter havido excessos de duas partes, quando só uma tinha um plano estratégico e burilou a trama do mal, que banhou o país de sangue de 80 mil inocentes, sem direito a julgamento, porque Agostinho Neto disse: “não vamos perder tempo com julgamento”! Quando isso acontecer, o verdadeiro perdão e conciliação, estará cunhado não nos falsos outdoors, mas nos carris mentais de cada lesado, para irmanados, com os “algozes de ontem” embarcarem no mesmo vagão para a estação do futuro renovado. E, no desembarque se começará a retirar dos campos as ervas daninhas e víboras de um capitalismo especulador, que há 49 anos vota o país a miséria, fome extrema, desemprego e injustiças, face a conversão de 360 graus do MPLA, que hoje, estranhamente, estende um tapete vermelho, escancarando o país, ao que dizia ser a víbora do mundo: os Estados Unidos, pai do capitalismo e imperialismo mundial. Ao trair a ideologia socialista e a democracia social, o MPLA denota, falta de sentimento pátrio, ajoelhando-se subservientemente ao capital externo, que desembarca como investidores, omas são os novos colonialistas que sugam, com novas tecnologias e métodos milhões e deixam desertificação e migalhas aos pobres. Para isso contam com a omissão dolosa de dirigentes corruptos, que facilitam o roubo de matérias-primas e de património público, em troca de milhões nas contas bancárias, que lhes outorga extravagâncias e posicionamentos anti-democráticos e irracionais, que os leva a atirar para a sarjeta os pobres. Os políticos no poder agem com dolo, em prejuízo da realidade e da maioria dos 20 milhões de pobres, 6 milhões de crianças fora do sistema de ensino, 50% sem vacinação, tudo em defesa das mordomias e da corrupção, que diziam combater, mas a adornam, cada vez mais. O Presidente João Lourenço tem a obsessão de ser o pai do milagre económico, mas distante de uma agenda e programa patriótico, com a simples adesão do neoliberalismo ocidental, o sonho tem redundado no aumento de uma insensibilidade estratosférica e falta de visão humanista, para com os pobres. Esta dramática situação tem criado fissuras, a nível das elites histórica e pragmática, que diante do descalabro económico, vaticinam um futuro sombrio para o MPLA, caso este não se adapte a realidade democrática, que tem dividido João Lourenço dos defensores de candidaturas múltiplas, que na recusa, desta ser implantada, bateram a porta a estratégia monocrática do chefe… RENUNCIAR À POCILGA Um político que durante muitos anos esteve com o pé na lama, pode apercebendo-se de possível demolição da pocilga tirar o pé de lá… Foi o que fez Marcolino Moco, com competência e coerência e, antes tarde do que nunca, Julião Mateus Paulo visando salvar o MPLA da derrocada final e não tanto da implantação da democracia no país, com uma verdadeira expurga na CNE, onde deve apenas haver paridade e independência de todos os órgãos. Democracia não faz parte do vocabulário do presidente do MPLA, avesso ao facto do controlo político ser, teoricamente, exercido pelos povos e micronações, cujas tradições, costumes e línguas não têm empatia. O presidente do MPLA abomina um sistema governamental assente na livre escolha de governantes pela maioria da população, por meio de votação livre, secreta e transparente, abrangendo todos elementos de organização política do país, cafricado desde 1975. A democracia está escrita na Constituição, mas barrada na vida real, sem aplicação na ordem eleitoral, no corpo administrativo, nos poderes legislativo, executivo e judicial, bem como na própria organização política de situação e oposição. CONTRATOS AOS CAMARADAS Acontratação simplificada é um bónus aos camaradas-kambas, na verdade assemelha-se a uma nova legião, cujo “modus operandi” é siamês às corrupções implantadas, por Agostinho Neto com a implantação da discriminação alimentar, com as Lojas dos Dirigentes e Lojas do Povo, onde o produto que mais enchia as prateleiras eram pacotes de modess (pensos higiénicos femininos). Os corruptos gourmet de hoje, serão, amanhã, no dobrar da esquina, perseguidos, também, dada a jurisprudência criada por João Lourenço com os próxis de Eduardo dos Santos. A economia está no pantanal e nada parece tirá-la de lá. A moeda nacional de Angola, país (mal) gerido há 49 anos pelo MPLA, esteve a ser transaccionada no dia 11 deste mês (Setembro) ao valor mais baixo dos últimos 25 anos, nos 939,24 kwanzas por dólar, de acordo com a agência de informação financeira Bloomberg. Desde o início de Setembro, a moeda angolana já perdeu 1,2% face ao dólar e, desde o princípio de Janeiro regista uma quebra acumulada de 11%, num contexto em que os pagamentos de dívida em moeda externa e os preços mais baixos do petróleo dificultam a intervenção governamental para “segurar” o kwanza. CRESCE DÍVIDA À CHINA As recentes pressões nos preços petrolíferos não favorecem as moedas dos países produtores desta matéria-prima, como Angola, sendo que um dólar forte vai continuar a colocar pressão na dívida externa dos países africanos. Angola depende das receitas petrolíferas para tudo, nomeadamente para obter a maior parte das divisas externas e gasta boa parte desta receita no pagamento da dívida, que aumentou significativamente depois de a moratória sobre a dívida chinesa ter terminado, no ano passado. Angola, o segundo maior produtor da África subsaariana, deve aos credores chineses cerca de 17 mil milhões de dólares (15,4 mil milhões de euros), e vai pagar 1,1 mil milhões de dólares, quase mil milhões de euros, todos os meses até Dezembro para servir a sua dívida interna e externa. É possível encontrar soluções locais baratas, que consistiriam na organização de uma rede de transportes para a mobilidade dos estudantes nas áreas rurais, com recurso às motorizadas de três rodas. Em muitas dessas localidades rurais, os “kaleluyas”, como são chamados, constituem o único meio de transporte para as comunidades locais. Estas podem organizar-se para adquirirem, por via de créditos bancários bonificados e com garantia do Estado, o número de “kaleluyas” necessários para o serviço de transporte dos estudantes e dos professores e para uso como táxis locais, de modo a rentabilizá-los. Não havendo políticas públicas consistentes, o que temos é um aprofundamento da discriminação do rural face ao urbano. Gastam-se milhões nas cidades (sem que se notem resultados minimamente expressivos), e não se asseguram as ligações às zonas interiores e rurais e entre elas, acentuando-se cada vez mais o fosso entre cidade e campo. Cria-se uma Angola a duas velocidades. A discriminação é também de natureza contratual, pois não se entendem os critérios de escolha e distribuição dos autocarros, parecendo assentar em vontades invisíveis ou indescortináveis. No Bita Tanque – Luanda, onde se implantam projectos hidrográficos! Uma promessa idosa que se repete ao longo dos últimos 8 anos (2017 – 2024) e dos 41 (1975 -2016) de poder “monopartidário”, fazendo lembrar, às duas vezes que prometeu eleições autárquicas e não cumpriu. Em síntese, dizer que esta Angola do MPLA é um país, uma democracia, um Estado de Direito é o mesmo que dizer que uma minhoca é uma jibóia. Mas há quem diga e quem acredite… fonte: folha8

ANGOLA CHORA ISMAEL MATEUS.

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Às boas-vindas a Outubro no seu exacto primeiro dia, Angola foi tristemente surpreendida pela notícia do passamento físico do jornalista Ismael Mateus, de 60 anos, ocorrida por volta das 5 horas e 40 minutos na Avenida 21 de Janeiro, vítima de acidente de viação. Por Domingos Miúdo Onefasto aconteceu quando o jornalista se deslocava do Gamek em direcção ao Aeroporto 4 de Fevereiro. O veículo bateu contra um painel publicitário, daí Ismael Mateus, também comentarista, foi projectado para fora do automóvel em que resultou na morte imediata. Alega-se que o acidente tenha sido causado pelo excesso de velocidade. Escritor, jornalista e professor universitário, Ismael Mateus nasceu em Luanda a 6 de Julho de 1963. Foi membro fundador do Sindicato de Jornalistas e membro da União dos Escritores Angolanos. Começou a exercer o jornalismo em 1981 e em 1985 passou a publicar textos de opinião, inicialmente na Rádio Nacional de Angola, sob os títulos “Dia a Dia na Cidade” e “Bué de Bocas” e, depois, na LAC – Luanda Antena Comercial, sob o título “Recados para o meu Chefe”. Posteriormente viria, de igual modo, a publicar textos de opinião nos jornais Angolense e Cruzeiro do Sul e no Semanário Angolense. Publicou em livro pela primeira vez em 1992, lançando a colectânea de textos radiofónicos “Bué de Bocas”, em edição da Edipress; lançou também a obra “Ascensão e Queda de Bartolas Matias”. Em 2000, foi coordenador da colectânea de textos “Angola a Festa e o Luto”, lançado por ocasião do 25º aniversário da Independência Nacional. Em 2001, pela editora Nzila, publicou o seu primeiro romance com o título “Os tempos de YaKalaya”. Com base nas entrevistas por si conduzidas na LAC por ocasião da morte de Jonas Savimbi, a Editorial Nzila publicou em 2002, o livro “UNITA que Futuro?”. Em 2003, pela mesma editora, publicou o livro “Sobras de Guerra”. Ao seu vasto currículo consta também o cargo de director de Comunicação da Endiama e membro do Conselho da República que exercia enquanto vivo e o de director-geral do IFAL- Instituto de Formação da Administração Local, fazendo ainda análise política no Jornal de Angola e na TV Zimbo e mais tarde na TV Girassol. Ismael Mateus foi, igualmente, professor universitário da Universidade Agostinho Neto na Faculdade Ciências Sociais no departamento de Comunicação Social, leccionado a cadeira de Ética e Deontologia Profissional. A jornalista e presidente da Comissão de Carteira Ética (CCE), Luísa Rogério, que substitui o malogrado no cargo de secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA), em 2004, lamentou igualmente a morte do colega e reforçando que a classe jornalística perde dos seus melhores filhos. Segundo Luísa Rogério, Ismael Mateus foi uma pessoa que sempre se preocupou com o futuro do jornalismo angolano, desde o sindicato como com a formação dos profissionais desta actividade. Num comentário à morte do seu professor, Vanilson Manuel refere que vai recordar sempre o rigor que Ismael Mateus tinha com a escrita e o seu método de ensino. Adiantou que na cadeira quem não soubesse escrever não transitava com facilidade. Para Vanilson, o defunto mais que um professor, era um guia que exigia o melhor de cada estudante, preparando-lhes para os desafios do futuro com excelência. “O seu legado vai além das salas de aula, pois deixou marcas profundas nas vidas que tocou e nos textos que nos ensinou a aperfeiçoar. Grande mestre, jornalista e pensador, a sua ausência será sentida, mas a sua influência permanecerá viva nas nossas palavras e acções. Que a sua alma encontre o descanso merecido e que possamos honrar a sua memória com o mesmo rigor que nos inspirou”, lamentou. fonte: folha8

ANGOLA: EFACEC (AGORA) RIMA COM… CRATERA.

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A decisão do Estado português em nacionalizar a Efacec não foi acompanhada da previsão do seu impacto nas finanças públicas e os objectivos da nacionalização não foram alcançados. A reprivatização da empresa culminou no financiamento público de 484 milhões de euros, havendo o risco de subir até aos 564 milhões de euros. Estas são as principais conclusões do Relatório da Auditoria ao Financiamento Público da Efacec, que o Tribunal de Contas de Portugal acaba de entregar à Assembleia da República. A auditoria, solicitada pelo Parlamento, concluiu que a nacionalização foi realizada sem fundamentação, técnica e independente, do interesse público, estabelecido no diploma legal que a efectivou, e que o Estado não fez acompanhar tal decisão pela previsão do seu impacto nas finanças públicas, em desfavor do direito dos contribuintes a essa transparência. O relatório revela que os objectivos da nacionalização não foram alcançados: não foi evitada a deterioração da situação financeira e comercial da Efacec; não foi estabilizado o seu valor financeiro e operacional; e não foram salvaguardados os postos de trabalho. “A entrada do Estado no capital não regularizou a relação com os bancos financiadores, não evitou a entrada em falência técnica e, até 2022, quase um quarto dos trabalhadores tinha deixado a empresa”, lê-se no relatório. O financiamento da Efacec solicitado pela empresa até à reprivatização — 203 milhões em empréstimos accionistas e 101 milhões em garantias públicas — não foi objecto de apreciação técnica pela Parpública que validasse a sua razoabilidade e que identificasse as suas causas e responsáveis (accionistas, credores, administradores ou outros), agravando o risco moral destes ficarem protegidos contra as consequências das suas ações ou omissões. A reprivatização da Efacec demorou três anos e quatro meses a concluir, após fracassar um primeiro processo, e culminou, até 17 de Maio de 2024, no financiamento público de 484 milhões de euros (445 milhões pela Parpública e 35 milhões pelo Banco Português de Fomento, mais quatro milhões gastos com avaliações e assessorias do processo). A auditoria concluiu ainda que há o risco de o financiamento público subir até aos 564 milhões de euros, face às responsabilidades contingentes assumidas (80 milhões). A venda em cinco anos projectada pela Mutares, dependente do sucesso do seu projecto, prevê o retorno de 385 milhões para a Parpública e de 178 milhões para a Mutares (que gastou 15 milhões). Em 1 de Novembro de 2023, o ministro da Economia de Portugal, António Costa Silva, disse que o Estado iria injectar mais 160 milhões de euros na Efacec, acrescentando que este “é um dia feliz” por se concluir a venda da empresa ao fundo alemão Mutares. Em conferência de imprensa no Ministério da Economia, António Costa Silva disse que foi assinada a venda da Efacec à Mutares e que esta injectaria 15 milhões de euros em capital e 60 milhões de euros em garantias. Já o Estado injectaria mais 160 milhões de euros, anunciou. Até à altura, o Estado já tinha injectado 200 milhões de euros na empresa em suprimentos (10 milhões de euros por cada mês desde Abril de 2022). Costa Silva destacou a importância de Efacec como “grande empresa tecnológica” para a economia portuguesa, referindo vários projectos em que estava envolvida, acrescentando que deixá-la cair teria sido “desastroso para a economia portuguesa” e sobretudo para a região Norte de Portugal. “Teria um efeito desastroso na economia portuguesa e sobretudo na região norte, região do Porto e Matosinhos que já sofreu com o encerramento da refinaria da Galp. O colapso da Efacec teria efeitos devastadores”, disse. A empresa tem sede em Matosinhos e contava com cerca de 2.000 trabalhadores. O governante afirmou ainda que a Mutuares tinha o compromisso de manter o centro operacional e de decisões da Efacec em Portugal. Em 7 de Junho de 2023, o Governo aprovou a proposta da alemã Mutares para a privatização da Efacec, sem revelar os valores envolvidos. O Estado já injectara 132 milhões de euros na Efacec, a que se somam mais 85 milhões de euros em garantias. Em Abril, a Parpública (sociedade gestora de participações sociais, do Estado Português, de capitais exclusivamente públicos), anunciou ter recebido propostas vinculativas melhoradas de quatro candidatos à compra de 71,73% da Efacec, no âmbito do processo de reprivatização da empresa. O então ministro da Economia disse que o Governo tinha o compromisso do fundo alemão Mutares, de manter os postos de trabalho apesar de poder haver “ajustamentos pontuais”. “Há o compromisso da Mutares para globalmente manter a força de trabalho”, afirmou textualmente António Costa Silva. O governante admitiu, contudo, que “eventualmente poderá haver um ajustamento pontual”, mas acrescentando que o fundo de investimento Mutares disse ao Governo que quer “reforçar postos de trabalho de engenharia” e tem previstos programas de requalificação profissional. A Parpública (do Estado) vendeu a totalidade da Efacec (nacionalizada em 2020) ao fundo de investimento alemão Mutares, depois de ter obtido a aprovação da Comissão Europeia. O Estado pôs mais 160 milhões de euros na empresa, tendo o Governo explicado que sem ‘limpar’ a situação financeira da Efacec não a conseguiria vender. A este valor somava-se aos 200 milhões de euros que o Estado já colocara na empresa nos últimos 20 meses (para pagar custos fixos, desde logo salários). Ainda na esfera do Estado, o Banco de Fomento tinha 35 milhões de euros em obrigações (convertíveis em capital) da Efacec. A Mutares previa que a Efacec atingisse o equilíbrio em cinco anos (‘breakeven’) e tinha a obrigação de se manter na empresa pelo menos durante três anos (sem vender). Por sua vez, o secretário de Estado das Finanças, João Nuno Mendes, explicou ainda que no negócio ficou acordado uma possibilidade de recuperação do dinheiro investido pelo Estado (num mecanismo de cascata), podendo o Estado recuperar dois terços dos lucros de uma venda e 75% de uma eventual distribuição de dividendos ou caixa (no prazo de cerca de cinco anos). O secretário de Estado vincou ainda, por várias vezes, que desde que foi nacionalizada a Efacec pagou ao Estado cerca de 100 milhões de euros em IRS e Segurança Social. Costa Silva considerou que o Estado existe precisamente para fazer face a falhas de mercado e que era fundamental salvar uma empresa que tem 2.000 postos de trabalho, “é uma marca da engenharia portuguesa e cria valor”. “Se tivermos fé cega nos mercados e deixarmos que resolvam tudo, não só não resolvem como criam grande miséria para as pessoas”, afirmou. Nesta operação de venda, o accionista minoritário MGI Capital (detida a meias pelo Grupo José de Mello e a Têxtil Manuel Gonçalves, que tina 28,27% da Efacec) deixou de ter qualquer participação na Efacec, não tendo recebido qualquer valor em troca. A nacionalização da Efacec ocorreu na sequência dos processos judiciais que envolveram a sua maior accionista, a empresária angolana Isabel dos Santos, relacionados com as revelações do “Luanda Leaks”, que originaram o congelamento das suas contas bancárias e arresto de bens. As suspeitas de que foram envolvidos fundos públicos angolanos datam de Agosto de 2015, depois de um decreto presidencial do então chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, pai de Isabel dos Santos, ter autorizado a ENDE a comprar 40% das acções da Winterfell que, cerca de três meses depois, formalizou a compra da Efacec. As dúvidas foram alimentadas pelo facto de o valor que a ENDE pagou pela compra não ter sido revelado. Na ocasião, o Parlamento português perguntou ao Governo de Lisboa para verificar se foram seguidos os procedimentos de combate à lavagem de capitais. Recorde-se que Comissão Europeia questionou em Fevereiro de 2016 as autoridades portuguesas sobre a venda de 66,1% da Efacec a Isabel dos Santos, no âmbito da legislação europeia de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo. Em 5 de Fevereiro de 2016 a comissária europeia Vera Jourova informou os eurodeputados do Intergrupo do Parlamento Europeu sobre Integridade e Transparência, Corrupção e Crime Organizado, que a Comissão questionou Portugal sobre “a conformidade da compra da empresa portuguesa Efacec por Isabel dos Santos”. Em Outubro de 2015, os deputados enviaram para a Comissão Europeia, Autoridade Bancária Europeia (ABE) e Grupo de Acção Financeira (GAFI) uma carta a solicitar a investigação sobre a legalidade da compra da Efacec por Isabel dos Santos e dirigiram uma pergunta ao Banco de Portugal (BdP) a este propósito. De acordo com as regras da União Europeia, as entidades portuguesas, nomeadamente, as instituições financeiras envolvidas na operação, “têm o dever legal de executar diligência reforçada sobre quaisquer operações que envolvam Pessoas Politicamente Expostas (PEP na sigla inglesa) – ou seja, o dever de estabelecer a origem dos fundos de PEP estrangeiros, ter uma imagem clara de como o PEP adquiriu a riqueza, de forma geral, ou para o negócio particular em que estão envolvidos”. Os eurodeputados tinham pedido ao Banco Central Europeu (BCE), à Comissão Europeia e à ABE, enquanto agentes da supervisão da integridade do sistema financeiro europeu, para determinarem se o BdP – a autoridade de supervisão portuguesa – e as instituições financeiras em causa estariam a cumprir a legislação europeia no que respeita a esta aquisição, bem como a outras participações significativas de Isabel dos Santos em empresas em Portugal, particularmente, no sector de petróleo, através Galp, na banca, através do BPI e do BIC, e em telecomunicações, através do operador NOS, bem como em outros investimentos imobiliários. No dia 28 de Dezembro de 2015, o BdP afirmou que, de acordo com a sua abordagem de supervisão e leis aplicáveis, não tem poderes para suspender ou bloquear a execução das operações financeiras concretas destinadas a adquirir ou aumentar a participação numa determinada empresa, salientando que a sua acção fiscalizadora “necessariamente consiste numa abordagem baseada no risco, cuja natureza periódica, corrente e preventiva é incompatível com o controlo ‘a priori’ de operações financeiras concretas”. No que diz respeito à compra da Efacec, o regulador assinalou, numa carta enviada a Bruxelas, “que tomou medidas de supervisão que entendeu convenientes para obter informações detalhadas sobre se os bancos que financiaram a operação cumpriram com as medidas preventivas prescritas no quadro da prevenção do branqueamento de capitais”, acrescentando que “procedeu à verificação da origem dos fundos próprios envolvidos nessa aquisição e de que o seu financiamento foi aprovado com base numa análise sólida e procedimentos de risco adequados”. A venda de 66,1% da Efacec Power Solutions (EPS) pelos grupos José de Mello e Têxtil Manuel Gonçalves a Isabel dos Santos foi concluída a 23 de Outubro de 2015. Angola representava uma carteira de negócios de 80 milhões de euros para a Efacec, afirmou no dia 2 de Outubro de 2014 o director-geral da subsidiária angolana, José Cabral Costa. De acordo com o administrador, a multinacional portuguesa operava no mercado angolano através de projectos próprios da Efacec Angola – participada a 100 por cento pelo mesmo grupo -, recorrendo às “capacidades locais”, ou em parceria com a sede, “nos projectos de maior envergadura”. “Está aqui ininterruptamente desde 1967. A Efacec não saiu de Angola no tempo da guerra, ficou sempre aqui”, sublinhou José Cabral Costa, durante uma visita de empresários portugueses à província do Cuanza Norte. Sobretudo na área da energia, o mercado de Angola representava um volume de negócios consolidado de 100 milhões de dólares (cerca de 80 milhões de euros) para a Efacec, dos quais 25% eram projectos próprios da subsidiária angolana do grupo português, garantiu o director-geral da Efacec Angola, assumindo uma taxa de crescimento, no país, acima dos dois dígitos nos últimos três anos. Energias renováveis, telecomunicações ou automação são algumas das áreas de intervenção em Angola, mercado “considerado muito estratégico” pela Efacec, que agora começa a entrar em “obras maiores”. Já em 2014 a empresa fechou um contrato de 62 milhões de euros com o Estado angolano, assumindo toda a parte electromecânica no Aproveitamento Hidroeléctrico de Lauchimo, na província de Lunda Norte, que era na altura a maior obra da Efacec no país. FONTE: FOLHA8

ANGOLA: LIBERDADE NÃO TEM DONO.

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Há 12 anos, “Media silenciados e opositores reprimidos” foi o título de um Artigo de Louise Redver, da IPS, publicado no Esquerda.net (16 de Março de 2012), e que agora reproduzimos “ipsis verbis”. E fazemo-lo por duas razões. Porque o Jornalista Ismael Mateus partiu hoje para outras reportagens e porque sabemos que se o Jornalista não procura saber o que se passa é um imbecil, sendo que se sabe o que se passa e se cala é um criminoso. E na equipa do Folha 8 não há lugar para imbecis e/ou criminosos. «Activistas pelos direitos humanos alertam para a deterioração do clima político em Angola, após o raide policial ao jornal “Folha 8” e os ataques contra manifestantes da oposição no fim-de-semana passado. «No dia 12, dois computadores foram apreendidos nos escritórios da Folha 8, uma das poucas publicações privadas críticas do governo. A polícia tinha ordem para investigar “crimes de ultraje contra o Estado”. O fechamento do jornal e o interrogatório de seu editor, William Tonet, que também teve confiscada a bateria do seu telemóvel, aconteceram 48 horas depois que jovens angolanos tentaram realizar manifestações em Luanda e na cidade costeira de Benguela. «As marchas foram convocadas para protestar contra as irregularidades no processo eleitoral, entre elas a nomeação de um membro do partido do governo para dirigir a Comissão Nacional de Eleições. Apenas umas dezenas de pessoas se reuniram em cada cidade, mesmo assim não foi permitido que nenhum protesto completasse o caminho previsto. Em Benguela, polícias fortemente armados dispersaram os manifestantes e fizeram várias prisões. Em Luanda, onde nos dias anteriores houve relatos de rusgas em domicílios e ameaças aos organizadores, grupos armados não identificados realizaram ataques de rua contra os activistas, com saldo de várias pessoas seriamente feridas. «”Estamos especialmente preocupados com o que ocorre em Angola, porque este é um ano eleitoral, no qual as pessoas devem ter direito de se expressar livremente”, afirmou Lisa Rimli, da Human Rights Watch. “As pessoas não podem realizar manifestações públicas, o que é seu direito segundo a Constituição, e o facto de os jornais privados serem atacados também é muito preocupante”, acrescentou esta pesquisadora para Angola da HRW, organização humanitária com sede central em Nova Iorque. Rimli disse estar especialmente alarmada pelo tipo de violência cometida contra os manifestantes. “Os atacantes estavam armados e batiam nas cabeças das pessoas. Foi muita sorte ninguém morrer”, acrescentou. «A Polícia Nacional angolana responsabilizou pela violência grupos armados rivais e “vândalos”, e um porta-voz prometeu completa investigação dos fatos. Em Luanda começou a circular um panfleto de um suposto grupo juvenil assumindo os ataques e dizendo que seu objectivo era fazer “respeitar as eleições” e preservar a paz. Porém, Luaty Beirão, um popular rapper angolano que organizou a marcha em Luanda, e que foi atingido na cabeça, declarou que ele e seus amigos foram atacados, na verdade, por membros mascarados de uma força bem treinada. «“Logo que chegamos ao local do encontro pudemos ver um grupo de pessoas batendo ao acaso, e vieram até nós nos provocando para lutar”, contou Beirão à IPS. “Como nos negamos, mudaram o tom e disseram que se fôssemos embora e cancelássemos a manifestação nos deixariam em paz. Também nos negamos e, então, vieram para cima da gente. Só lembro de ter recebido um golpe na cabeça e cair no chão, e depois ouvir vários disparos para o ar”, acrescentou. «Beirão, de 30 anos, que recebeu vários pontos na cabeça, disse que “a polícia não estava em parte alguma, e pela forma como fomos cercados era possível ver que sabiam o que faziam, não eram arruaceiros comuns”. A poucos quilómetros de distância, o secretário-geral do pequeno partido de oposição Bloco Democrático, Filomeno Vieira Lopes, que se dirigia ao local do protesto, também foi atacado e levado a um hospital com ferimentos na cabeça e no braço. «“Considerando que 2012 é um ano eleitoral, estes acontecimentos são realmente preocupantes”, disse Sizaltina Cutaia, do escritório angolano da Iniciativa por uma Sociedade Aberta para a África Austral. “Nos revelam a situação em que está a participação política em Angola, onde a liberdade de reunião e manifestação é sistematicamente negada aos cidadãos. Trata-se de uma verdadeira ameaça à democracia”, afirmou. «Até agora, os protestos políticos eram raros em Angola. Poucos se atreviam a criticar as autoridades por medo de perder seus empregos ou a pouca estabilidade conseguida desde que, em 2002, terminou a guerra civil que durou três décadas. Entretanto, desde Março do ano passado movimentos de jovens começaram a sair às ruas exigindo uma distribuição equitativa dos dividendos da paz neste país rico em petróleo, e em resposta à debilidade da oposição no parlamento. «Além de se queixarem da desigualdade e da má qualidade dos serviços públicos, os jovens pedem a renúncia do presidente José Eduardo dos Santos, no poder há 32 anos e que comanda o Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA), que governa o país desde sua independência, em 1975. “Para nós, o grande problema é Santos. Tem que ir embora”, disse Beirão. “Queremos que renuncie. Trinta e dois anos é muito tempo para um homem governar um país. A juventude está farta do que ocorre aqui. As pessoas podem fingir que está tudo bem, mas não está. Nosso país não é governado de forma adequada, não há investimento em saúde nem em educação, e muitas pessoas estão sofrendo”, destacou. «Angola é uma das economias de crescimento mais rápido na África. A previsão é que seu produto interno bruto cresça 12% este ano. Metade da população, no entanto, permanece na pobreza e sem acesso a água potável, e o país tem uma das taxas de mortalidade infantil mais altas do mundo: uma em cada cinco crianças morre antes de completar cinco anos. “As pessoas sabem que as coisas não estão bem, mas têm muito medo de perderem empregos e famílias”, explicou Beirão, cujo pai foi membro do MPLA. “Para mim, os que se mantêm em silêncio simplesmente são cúmplices das injustiças que acontecem aqui”, ressaltou.» No dia 17 de Dezembro de 2022, dezenas de jornalistas angolanos marcharam, em Luanda, “exigindo o fim” de intimidações, agressões e mortes dos profissionais no exercício da actividade, considerando a situação como “grave e assustadora”, e exortando as autoridades a protegerem a vida dos jornalistas. “Afinal os jornalistas também têm vida? Ismael Mateus, jornalista e conselheiro do Presidente angolano, João Lourenço, enalteceu, no fim da marcha, a iniciativa do Sindicato dos Jornalistas de Angola, sobretudo pelo sinal de contestação que passou para a sociedade devido à intimidação de jornalistas. “E nós estamos a dizer a quem está a fazer isso (ameaças e assaltos) que nós não aceitamos e não nos vergamos”, referiu Ismael Mateus. fonte: folha8

domingo, 29 de setembro de 2024

Guiné-Conacri: Cronograma de transição - a missão da CEDEAO “aprecia a jornada já alcançada”.

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Uma missão técnica da CEDEAO permaneceu na Guiné de 22 a 27 de julho de 2024 para avaliar a evolução da transição guineense. No final da visita, a missão apresentou o relatório das discussões com as autoridades do país, afirmando-se satisfeita com os progressos alcançados. No final de uma reunião no Gabinete do Primeiro Ministro, sexta-feira, 27 de setembro de 2024, os missionários partilharam a sua impressão sobre a execução do cronograma de transição. “A missão veio avaliar, com o lado guineense, os passos dados e medir os que faltam concretizar. Pudemos assim determinar as necessidades de apoio necessárias para permitir que a Guiné avance nas próximas etapas. A missão agradece o caminho já alcançado”, declarou Louis Aka-Brou, representante da CEDEAO na Guiné, ao microfone do RTG. A avaliação da missão baseia-se nomeadamente na disponibilidade do anteprojecto de Constituição e no desenvolvimento das actividades RAVEC, segundo o Ministro da Administração Territorial e Descentralização. “É necessário apoio financeiro e nós o solicitamos. Estão em curso disposições para apoiar a transição na implementação das atividades”, explicou Ibrahima Kalil Condé. fonte: https://www.guinee360.com/29/09/2024

Terremoto em Marrocos: Rei Mohammed VI sofre de sarcoidose, o que você precisa saber sobre esta doença rara.

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A sarcoidose, ou doença de Besnier-Boeck-Schaumann (BBS), é uma doença inflamatória que afeta principalmente os pulmões. De difícil diagnóstico porque é muito raro e de origem desconhecida, provoca um aglomerado de células em determinados órgãos. Nós vamos explicar para você. Entre uma em cada 5 mil e uma em cada 20 mil pessoas são afetadas pela sarcoidose, segundo a Orphanet, o portal de referência sobre doenças raras e medicamentos órfãos. Na França, 6.000 a 12.000 novos casos são diagnosticados a cada ano. Rara e não contagiosa, a sarcoidose – também chamada de doença de Besnier-Boeck-Schaumann (ou BBS) – é um distúrbio do sistema imunológico que ataca principalmente os pulmões e os gânglios linfáticos, em 90% dos casos. Mas esta doença inflamatória pode ainda afectar qualquer órgão, como a pele, os ossos, o fígado, o coração, os olhos, os rins... É disto que parece sofrer Mohammed VI, o rei de Marrocos. O soberano de 60 anos parecia muito magro em maio de 2023, levantando muitas questões sobre o seu estado de saúde, como relatou na altura o La Dépêche. E, de acordo com informações do M6-RTL que confirmam as do Le Parisien, Mohammed VI recebe tratamento para sarcoidose na França há anos. É por esta razão que esteve ausente do seu país na noite de sexta-feira, 8 de setembro de 2023, quando um terrível terramoto devastou a região de Marraquexe, provocando a morte de mais de 2.000 pessoas. Em 2018, o rei marroquino foi operado na clínica Ambroise-Paré, em Neuilly-sur-Seine, na região de Paris. Seus médicos na época concluíram que se tratava de “vibração atrial em um coração saudável”, antes de descobrirem mais tarde que na verdade era sarcoidose. Eles então realizaram “ablação por radiofrequência”. Em declarações ao Le Parisien, Éléonore Hebbar, cardiologista do Hospital Universitário de Lille, explica que “é muito raro descobrirmos primeiro os danos cardíacos” nos casos de sarcoidose. “Na maioria das vezes é um problema nos pulmões que permite o diagnóstico.” Sintomas, causas, tratamento… O que é sarcoidose ou doença de Besnier-Boeck-Schaumann? Nos órgãos afetados por esta patologia, forma-se uma aglomeração de células. Estes são chamados de “granulomas”. Existem várias formas da doença. Na maioria das vezes é benigno – o que corresponde à chamada Síndrome de Löfgren – mas pode, em certos casos, tornar-se crónico e durar muitos anos: entre 5 e 15 anos. Também pode evoluir para uma forma muito grave e fatal, mas continua a ser muito rara, uma vez que apenas 0,5 a 5% dos casos são afetados. Embora alguns pacientes possam ser assintomáticos, outros geralmente apresentam fadiga, febre e perda de peso. Dependendo dos órgãos afetados, também podemos observar tosse persistente, lesões de pele, problemas oculares ou até arritmia cardíaca. A biópsia deve ser realizada para descobrir a sarcoidose, pois pode ser semelhante a outras patologias, como a tuberculose, durante diferentes exames, como o raio-x. Como explica o site do Rothschild Foundation Hospital, o monitoramento regular do paciente é necessário durante vários anos após o diagnóstico, mesmo nas formas leves da doença. Para casos graves, entretanto, o tratamento baseia-se principalmente no uso de corticosteróides. Embora as causas exatas da sarcoidose ainda sejam desconhecidas, o que explica por que é tão difícil de diagnosticar, ela pode, no entanto, ter origem genética. fonte: https://lanouvelletribune.info/2024/09

África: um famoso influenciador preso.

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A detenção de Denise Mukendi, uma figura controversa dos meios de comunicação social na República Democrática do Congo (RDC), abalou o cenário político e mediático do país. Esta influenciadora pró-governo, conhecida pelo seu apoio inabalável ao Presidente Félix Tshisekedi, está hoje atrás das grades na prisão central de Makala, em Kinshasa, acusada de ter orquestrado atos de violência contra um opositor político. Uma queda brutal por uma voz de poder A jornada de Denise Mukendi ilustra a ascensão de influenciadores no cenário político africano. Usando as plataformas sociais como plataforma, ela construiu uma reputação como uma defensora feroz do regime em vigor. A sua ascensão meteórica granjeou-lhe considerável notoriedade, tornando-a uma voz chave nos debates políticos online. No entanto, a sua carreira sofreu uma reviravolta dramática quando foi presa em 24 de setembro de 2024 em Brazzaville, enquanto aparentemente tentava fugir para França. Esta detenção, resultado de uma colaboração entre os serviços de inteligência congoleses e os seus homólogos do país vizinho, destacou as zonas cinzentas da sua actividade como influenciadora. Graves acusações que abalam o poder No centro deste caso está uma acusação particularmente grave: Denise Mukendi alegadamente admitiu ter ordenado a prisão e violação de Jacky Ndala, um opositor político, dentro da Agência Nacional de Inteligência (ANR) em 2021. Estas alegações causaram uma onda de choque nos congoleses. sociedade, pondo em causa as práticas de poder e a impunidade de que alguns dos seus apoiantes pareciam gozar. A aparição de Mukendi perante o procurador foi parcialmente tornada pública pela fuga de um vídeo, no qual é ouvido alegando ter "mentido" para provocar um confronto mediático com Ndala. Esta declaração, longe de aliviar as tensões, levantou novas questões sobre a natureza exacta das suas acções e a extensão da sua influência nos círculos de poder. Um próximo julgamento sob alta tensão A detenção de Denise Mukendi na prisão de Makala marca o início de um procedimento legal que promete ser complexo e potencialmente explosivo. O seu advogado, preocupado com a segurança do seu cliente num ambiente prisional conhecido por ser difícil, solicitou medidas especiais de proteção. O Ministro da Justiça interveio no debate, apelando à alegada vítima que apresentasse provas tangíveis, incluindo um atestado médico, para apoiar as acusações. Este pedido sublinha a delicadeza do assunto e as questões políticas que o rodeiam. O resultado deste julgamento poderá ter repercussões significativas na cena política congolesa. Para além do destino pessoal de Mukendi, todo um sistema de propaganda online e manipulação da opinião pública está a ser trazido à luz. Este caso levanta questões cruciais sobre a liberdade de expressão, os limites do activismo político nas redes sociais e a responsabilidade dos influenciadores num contexto democrático frágil. Enquanto o país se prepara para acompanhar de perto este julgamento, muitos vêem-no como um teste à independência da justiça congolesa e à vontade daqueles que estão no poder de lutar contra os abusos cometidos em seu nome. O caso Denise Mukendi poderá assim marcar um ponto de viragem na forma como a RDC gere os excessos do activismo político na era digital. fonte: https://lanouvelletribune.info/2024/09 fonte:

União Africana: Bassirou Diomaye Faye apoia a candidatura de Raila Odinga (meios de comunicação quenianos).

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A candidatura de Raila Odinga à presidência da Comissão da União Africana (UA) continua a ganhar terreno, nomeadamente com o apoio do Presidente senegalês Bassirou Diomaye Faye, segundo o meio queniano Capitalfm.co. Este último prestou o seu apoio durante uma reunião com o presidente queniano, William Ruto, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, segundo a fonte. Eleito chefe do Senegal em Março passado, Bassirou Diomaye Faye, 44 anos, é o mais jovem líder africano. A candidatura de Raila Odinga, líder da aliança política Azimio no Quénia, insere-se num concurso que inclui também candidatos do Djibuti, Maurícias e Madagáscar, para suceder a Moussa Faki, presidente cessante da Comissão da União Africana. Os candidatos à presidência, vice-presidente e outros seis cargos de comissário foram convidados a apresentar os seus processos antes das eleições marcadas para fevereiro de 2025. A corrida tomou outro rumo quando Fawzia Yusuf Adam, antiga ministra dos Negócios Estrangeiros da Somália, retirou a sua candidatura para apoiar Raila Odinga. Presente em Nova Iorque para participar na 79ª cimeira da Assembleia Geral das Nações Unidas, William Ruto esteve activamente empenhado no apoio a Raila Odinga. No início deste mês, durante uma visita à China, Ruto encontrou-se com seis chefes de estado africanos, nomeadamente Faure Essozimna Gnassingbé do Togo, Assimi Goita do Mali, Paul Kagame do Ruanda, Umaro Sisssoco Embalo da Guiné-Bissau, Mahamat Idriss Deby do Chade e Hakainde. Hichilema da Zâmbia. fonte: seneweb.com

Assassinato de Nasrallah: as principais reações ao redor do mundo.

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Washington defende “uma medida de justiça”, Moscovo “condena veementemente”, Teerão promete a “destruição” de Israel, o chefe da ONU “muito preocupado”… Aqui estão as principais reações após o assassinato do líder do Hezbollah Hassan Nasrallah por Israel. - ESTADOS UNIDOS - O assassinato de Nasrallah é “uma medida de justiça para as suas muitas vítimas, incluindo milhares de civis americanos, israelitas e libaneses”, disse o presidente dos EUA, Joe Biden, no sábado. “Os Estados Unidos apoiam totalmente o direito de Israel de se defender”, acrescentou. A vice-presidente e candidata presidencial dos EUA, Kamala Harris, chamou Nasrallah de "terrorista com sangue americano nas mãos". - RÚSSIA - Moscovo, um aliado próximo de Teerão, “condena veementemente” o assassinato de Nasrallah, acreditando que Israel assumiria “total responsabilidade” pelas possíveis consequências “dramáticas” na região. “A minha impressão é que algumas pessoas estão a tentar provocar o Irão, depois provocar os Estados Unidos e depois iniciar uma guerra total em toda a região”, declarou o chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov. - IRÃ - O primeiro vice-presidente, Mohammad Reza Aref, “alertou” no sábado que o assassinato de Nasrallah levaria à “destruição” de Israel. Anteriormente, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano garantiu que “a linha gloriosa do líder da resistência, Hassan Nasrallah, continuará e seu objetivo sagrado será alcançado com a libertação de Quds (Jerusalém, se Deus quiser”). - SÍRIA - A Síria, aliada do Hezbollah libanês, denunciou uma “agressão desprezível” e “desrespeito pelo direito internacional” por parte de Israel. -HAMAS- O movimento islâmico palestino Hamas, apoiado pelo Irã, denunciou um “ato terrorista covarde” de Israel. - Turquia - O presidente Recep Tayyip Erdogan não comentou a morte de Nasrallah mas, numa mensagem transmitida após o seu assassinato, disse que "o Líbano e o povo libanês são o novo alvo da política de genocídio, ocupação e invasão liderada por Israel desde 7 de Outubro. Ele também apelou ao fim das "tentativas de Israel de estender a sua política insensata (...) ao Líbano e a outros países da região." - ALEMANHA - Berlim, através da sua chefe da diplomacia, Annalena Baerbock, deplora uma situação “muito perigosa” e um risco de “desestabilização” que “não é de forma alguma do interesse da segurança de Israel”. - FRANÇA - O primeiro-ministro francês, Michel Barnier, estimou que a situação no Líbano "continua extremamente grave" e disse estar "preocupado com a segurança" dos franceses naquele país. Paris apelou então a Israel para "cessar imediatamente" os seus ataques no Líbano e não lançar uma "operação terrestre", e "os outros actores, e em particular o Hezbollah e o Irão, para se absterem de qualquer acção que possa levar (.... ) a uma conflagração regional". - NAÇÕES UNIDAS - O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, disse estar “muito preocupado com a escalada dramática” em Beirute nas últimas 24 horas. “Este ciclo de violência deve parar agora e todas as partes devem recuar do precipício”, acrescentou. - ARÁBIA SAUDITA - “Esta escalada não terá qualquer impacto positivo em nenhuma das partes. Também corre o risco de ter repercussões negativas em toda a região”, disse o Ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Príncipe Faisal bin Farhan, à ONU, referindo-se à situação no Líbano em geral e não especificamente à morte. de Nasrallah. “Apelamos a todas as partes para que exerçam sabedoria e moderação, a fim de evitar que uma guerra total ecloda na região”, acrescentou. - CANADÁ - Hassan Nasrallah “era o chefe de uma organização terrorista que atacou e matou civis inocentes, causando imenso sofrimento em toda a região”, escreveu o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, no X. “Pedimos calma e contenção neste momento crítico”, acrescentou. -CUBA- O presidente Miguel Díaz-Canel denunciou um “assassinato covarde” que “ameaça seriamente a paz e a segurança regional e global, pela qual a responsabilidade total recai sobre Israel com a cumplicidade dos Estados Unidos”. - ARGENTINA - O presidente argentino, Javier Milei, reagiu com um pouco mais de liberdade!” - VENEZUELA - O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, expressou a sua “solidariedade” à família de Nasrallah e “ao povo do Líbano”. “Para assassiná-lo, atacaram edifícios e mataram centenas de pessoas. Isso tem nome: crime”, acrescentou. fonte: seneweb.com

Vida clandestina, teólogo, torcedor de Maradona: quem foi Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah “eliminado” por Israel?

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A sede do poderoso líder libanês do Hezbollah, Hassan Nasrallah, foi alvo de ataques israelenses na sexta-feira. Israel afirma neste sábado, 28 de setembro, tê-lo “eliminado” e o Hezbollah confirmou sua morte. Um líder poderoso, mas que raramente aparecia em público. O exército israelita anunciou este sábado, 28 de setembro, que “eliminou” o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, de 64 anos, num ataque em Beirute realizado na sexta-feira. Quem era esse homem que raramente aparecia em público? Nascido em 31 de agosto de 1960, Hassan Nasrallah veio de uma família modesta de nove filhos, no antigo “cinturão de pobreza” que cercava Beirute. Sua família veio da aldeia de Bazouriyé, no sul do Líbano. Quando adolescente, ele estudou teologia na cidade sagrada xiita de Najaf, no Iraque, mas teve que sair durante a onda de repressão anti-xiita do então presidente iraquiano Saddam Hussein. Casado e pai de cinco filhos, Hassan Nasrallah falava farsi fluentemente. No Hezbollah desde 1982 Regressando ao Líbano, envolveu-se no movimento xiita Amal, mas separou-se durante a invasão israelita do Líbano no verão de 1982 para se tornar parte do núcleo fundador do Hezbollah, criado sob a liderança dos Guardiões da revolução iraniana. Diariamente, ele usava o turbante preto dos Sayyed, os descendentes do profeta Maomé, a quem afirmava ser filiado. Todas as noites, no Le Title à la Une, descubra o que está escondido por trás das manchetes. Céline Kallmann conta uma história, uma história de vida, com também o testemunho íntimo de quem é notícia. “O inimigo ultrapassou todas as linhas vermelhas”: até onde irá a escalada entre Israel e o Líbano? 18:11 Em rara entrevista, ele disse que jogou futebol na juventude e que gostava do jogador argentino Diego Maradona. Raramente visto em público Inimigo jurado de Israel, ele viveu escondido durante muitos anos para escapar do Estado judeu. Ele raramente apareceu em público desde a guerra entre o seu movimento e o exército israelita no Verão de 2006, e o seu local de residência permaneceu secreto. No entanto, recebeu visitantes, incluindo líderes de grupos palestinos aliados ao seu grupo, que publicaram fotos das reuniões. Ele também proferiu regularmente discursos transmitidos ao vivo, aos quais todo o país foi suspenso. Os jornalistas e personalidades que o conheceram afirmaram ter sido conduzidos pelo Hezbollah em carros com cortinas grossas, e com medidas de segurança reforçadas, para um local não identificável. O homem mais poderoso do Líbano Hassan Nasrallah era o líder carismático do Hezbollah desde 1992, quando sucedeu a Abbas Moussaoui, que foi assassinado por Israel. Depois, fez pacientemente com que o Hezbollah, armado e financiado pelo Irão, evoluísse para uma força política essencial, representada no Parlamento e no governo. Ao mesmo tempo, desenvolveu o arsenal de sua formação, que, segundo ele, contava com 100 mil caças e possuía armas poderosas, incluindo mísseis de alta precisão. Considerado o homem mais poderoso do Líbano, decidindo sobre a guerra ou a paz no país, foi alvo de um verdadeiro culto de personalidade entre os seus seguidores, particularmente no seio da comunidade muçulmana xiita da qual era oriundo. Uma estatura consolidada em 2006 Ao longo dos confrontos entre os seus homens e o exército israelita, Hassan Nasrallah consolidou a sua estatura e ganhou respeito com a morte, em 1997, do seu filho mais velho, Hadi, em combate. A guerra do Verão de 2006 com Israel, que durou 33 dias, permitiu-lhe demonstrar o poder do seu movimento, com os seus combatentes enfrentando o exército israelita. O conflito causou a morte de 1.200 libaneses, a maioria civis, e 160 israelenses, a maioria soldados. Hassan Nasrallah proclamou o fim desta guerra como uma “vitória divina” e ganhou perfil de herói no mundo árabe. Mas no Líbano, ele alienou vários campos, quando o seu partido foi acusado de estar envolvido no assassinato do antigo Primeiro-Ministro Rafic Hariri em 2005, e depois quando os seus homens armados assumiram brevemente o controlo da capital em Maio de 2008. O Hezbollah torna-se um aliado fundamental na região Hassan Nasrallah aumentou a influência do Hezbollah não só no Líbano, mas também na região. Em 2013, anunciou que tinha intervindo militarmente na vizinha Síria para apoiar o regime de Bashar al-Assad, enredado na guerra civil desencadeada pela repressão de uma revolta popular em 2011 que degenerou numa insurreição armada. Desfrutando então da total confiança dos líderes iranianos, treinou e apoiou movimentos próximos de Teerão na região. O Hezbollah torna-se um aliado fundamental na região Hassan Nasrallah aumentou a influência do Hezbollah não só no Líbano, mas também na região. Em 2013, anunciou que tinha intervindo militarmente na vizinha Síria para apoiar o regime de Bashar al-Assad, enredado na guerra civil desencadeada pela repressão de uma revolta popular em 2011 que degenerou numa insurreição armada. O Hezbollah é hoje a “jóia da coroa” dos aliados do Irão na região, unidos num “eixo de resistência”, que inclui grupos armados no Iraque e os rebeldes Houthi do Iémen, bem como o Hamas palestiniano. fonte: seneweb.con

Eleições legislativas de 17 de novembro: E Suxali Napum Senegal fica atrás do PASTEF.

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Para as eleições legislativas de 17 de novembro, o movimento And Suxali Napum Senegal escolheu o partido PASTEF-Les Patriotes, informa-nos num comunicado enviado ao Seneweb. Segundo este movimento de pescadores, “os programas do PASTEF-Les Patriotes estão alinhados com os interesses das populações senegalesas”. Apelam assim a "todos os intervenientes no sector da pesca, nos 718 km de costa, de Saint Louis a Cap-Skirring, bem como os do interior do país, dos mercados centrais e de todos os membros e apoiantes, a mobilizarem-se massivamente e a fazerem campanha ao lado PASTEF - Les Patriotes por uma grande maioria na Assembleia Nacional. fonte: seneweb.com

Dirigente do Hezbollah morto por Israel.

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Israel tem estado a eliminar sistemáticamente a direção militar do movimento shiíta libanês aliado do Irão Beirute — O grupo libanês Hezbollah confirnou que o seu líder e um dos seus fundadores, Hassan Nasrallah, foi morto num ataque aéreo israelita Numa declaração o Hezbollah disse que Nasrallah “juntou-se aos companheiros mártires” e prometeu continuar “a guerra santa contra o inimigo e em apoio à Palestina”. Nasrallah, que dirigiu o Hezbollah por mais de três décadas é o dirigente mais destacado a ser morto por Israel na guerra que se intensificou nos últimos dias. As autoridades militares israelitas disseram ter levado a cabo um ataque de precisão na sexta-feira contra a liderança do Hezbollah no seu quartel general em Dahiyeh, no sul de Beirute. Vários dirigentes do Hezbollah mortos nas últimas semanas Israel tem estado a levar a cabo a eliminação sistemáticas de dirigentes do Hezbolah, incluindo: - Ibrahim Aqil membro do comando supremo do Hezbollah, o Conslelho do Jihad, morto num ataque a 20 de Setembro, acusado pelos Estados Unidos de responsabilidade em dois ataques bombistas no Libano em que morreram centenas de pessoas; ~Ibrahim Qubaisi comandante da divisão de rockets do movimento morto no ataque a 12 de Setembro; - Ahmed Wahbi comandante que controlava as operações das forças especiais do Hezbollah, Radwan, morto no mesmo ataque em que Aqil foi morto; - Fuad Shukr morto num ataque a 30 de julho e descrito por Irael como a mão direita de Nasrallah e umdos resposáveis por um ataque bombista em Beirute em 1983 em que 214 militares americanos foram mortos; - Muhammed Nasser, responsável por uma unidaade de rockets que atacou várias vezes israel, morto em Tyre a 3 de Julho; - Talbe Abdallah, destacado comandante militar do Hezbollah morto em 12 de Junho num ataque a um centro de comando no sul do Líbano Irão confirma morte de um dos seus comandantes O Irão anunciou por outro lado que um proeminente general da Guarda Revolucionária iraniana que era alvo de sanções americanas foi morto no mesmo ataque em que Nasrallah foi morto Trata-se de Abbas Naiforushan de 58 anos de idade que os Estados Unidos identificaram como sendo o vice comandante para operações da Guarda Revolucionária. Israel avisou que que a eliminação de Nasrallah “não é o fim da nossa mala de ferramentas”. fonte: VOA

sábado, 28 de setembro de 2024

Caso de “tentativa de golpe de estado” e fim do reinado de Talon: o começo do começo.

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Desta vez estamos lá. Sabemos o seu início, mas não sabemos como seria o seu fim. Olivier Boko e Oswald Homeky acabaram de pagar o preço. E quando retrocedemos o filme dos oito anos de governação do Presidente Talon, ninguém deverá ficar surpreendido com o que lhes acontece. Tudo isto é o início de um período de incerteza para o povo beninense. Golpe de Estado no Benim cortado pela raiz. A concretização deste triste caso deverá ocorrer hoje, sexta-feira, 27 de setembro de 2024. Foi o Procurador Especial do Tribunal de Repressão aos Delitos Económicos e ao Terrorismo, Mario Metonou, quem revelou os contornos bastante vagos desta alegada conspiração. Ele falou de uma tentativa de golpe de Estado. Olivier Boko alegadamente tentou corromper o Comandante da Guarda Republicana Dieudonné Tévoédjrè, com um bilhão e meio de FCFA. O ex-ministro do Esporte Oswald Homeky, preso ao mesmo tempo que ele na noite de segunda para terça-feira, 24 de setembro de 2024, teria sido o responsável por exercer a função de intermediário. Fotos de sacos com dinheiro empilhados em um veículo que deveria servir de transporte para esse jackpot foram mostradas aos jornalistas. Só que o Procurador Especial Métonou não revelou o verdadeiro conteúdo destes famosos sacos para convencer os jornalistas e a opinião pública de que são de facto notas de banco crocantes e alucinantes. Ele também não revelou a identidade da pessoa que destruiu esse projeto golpista. Estranhamente, os acontecimentos em torno desta suposta ou real conspiração assemelham-se muito aos de outro caso que remonta ao início do primeiro mandato do Presidente Patrice Talon: o dos 18 quilogramas de cocaína encontrados num contentor pertencente a um certo Sébastien Ajavon, o antigo rei de aves no Benin. Também aí a justiça não deixou de mostrar imagens deste famoso pacote suspeito. Ela também não revelou seu conteúdo real. O resto, todo mundo sabe. Dito isto, actualmente, apesar das alegações do Procurador Especial, os alegados conspiradores beneficiam da presunção de inocência e o seu destino só será conhecido no final de um possível julgamento que esperamos seja transparente e justo. Em qualquer caso, este novo caso leva-nos a todo o vapor, a este famoso fim do reinado do regime da Ruptura, que alguns anunciaram como cruel e impiedoso. Na verdade, todos os ingredientes desta luta irresistível e implacável pelo controlo do poder estão agora reunidos. Não devemos perder de vista o facto de os alegados conspiradores fazerem parte do regime em vigor e serem muito próximos do Presidente Patrice Talon. Olivier Boko é um empresário beninense bem estabelecido na Presidência da República. Alguns até o chamam de Vice-Presidente da República. Ele é o amigo próximo, aquele que ouve o chefe de estado. O segundo, Oswald Homeky, é o favorito do presidente Talon. Foi trabalhador desde o início da sua eleição em 2016. Mas caiu em desgraça quando apelou abertamente à candidatura de Olivier Boko para as eleições presidenciais de 2026. Para isso, teve de renunciar ao cargo de Ministro dos Desportos. . Nos bastidores, Olivier Boko preparava há muito tempo a sua candidatura às próximas eleições presidenciais, beneficiando do apoio de um grupo de deputados, autarcas, vereadores, altos funcionários públicos, jovens dispostos a tudo para o elevar a o topo. Todas estas pessoas trabalharam em segredo, mesmo que isso significasse transgredir a disciplina de grupo imposta por Patrice Talon, e assumiram a causa daquele que pensavam que seria o próximo cavalo vencedor. São, portanto, estas duas personalidades que hoje estão em destaque. Suspeito de fomentar um golpe de Estado contra o homem que é, para o primeiro, um “companheiro de infortúnio” e, para o segundo, um pai político. Em suma, face aos elementos revelados pelos tribunais, os melhores homens de Patrice Talon teriam-se unido para lhe enfiar uma faca nas costas. No tipo de intriga “quem traiu quem”, não fazemos melhor. Dias preocupantes Suposta ou real, esta alegada conspiração leva-nos a um fim de reinado que corre o risco de ser catastrófico, calamitoso como previsto por certos observadores da vida política beninense. Mesmo se levarmos em conta a opinião de quem pensa que se trata de uma façanha armada por Olivier Boko e pelo próprio Patrice Talon para permitir que seu amigo o suceda em 2026, o elenco não é um bom presságio. Este caso corre o risco de abalar todo o país durante os próximos meses. Porque o que está em jogo aqui é o futuro do próprio Presidente Talon. Na verdade, parece que quem governa o seu país com mão de ferro escondida numa luva de veludo ainda não está pronto para desistir. Não escapa a ninguém que o Presidente Talon gosta de governar tudo, de controlar tudo. Seus oponentes sabem algo sobre isso. Hoje é a vez dos próprios amigos pagarem o preço. É, aliás, a sua intransigência e o seu desejo de controlar tudo que faz com que ninguém, tanto da oposição como do seu próprio campo, se atreva a levantar um dedo para reivindicar ser candidato às eleições presidenciais de 2026. Hoje Hoje, as eleições presidenciais de 2026. a detenção de Olivier Boko e do seu alter ego Oswald Homeky constitui um ponto de viragem para a organização pacífica, transparente e justa destas eleições presidenciais. Boko e Homéky são talvez os primeiros de uma longa lista de homens no campo presidencial. Vários outros apoiadores certamente estão na lista de espera. Talvez sejam prisioneiros ambulantes que não se conhecem. E se o Presidente Talon atacar estes dois, certa ou erradamente, quem escapará à sua ira? O que mais o poder existente nos reserva? De quem é a vez? Hoje, ambos enfrentam a prisão, não por terem sido responsáveis ​​pela gestão do país desde que o Presidente Talon chegou ao poder. Mas sim para um alegado golpe de Estado cujos contornos ainda não são claros. Se necessário, terão que enfrentar os olhares de Reckya Madougou, Joël Aivo e outros que não ajudaram a escapar das prisões do Poder da Ruptura. fonte: https://lanouvelletribune.info/2024/09/

Senegal: Macky Sall, salvador de Wade, tornou-se coveiro da economia?

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Quando Macky Sall se tornou presidente do Senegal em 2012, ele personificou a esperança de renovação para um país em busca de mudança. Ex-primeiro-ministro de Abdoulaye Wade, ele promete romper com as práticas do seu antecessor e restaurar uma economia em dificuldades. Durante doze anos governou o país com mão de ferro, multiplicando grandes projetos e vangloriando-se dos seus sucessos económicos. No entanto, quando chega a altura de fazer um balanço, as revelações do novo governo pintam um quadro muito mais sombrio do seu legado. Em 26 de setembro de 2024, o primeiro-ministro Ousmane Sonko levanta o véu sobre a situação das finanças públicas senegalesas, seis meses após a posse do presidente Bassirou Diomaye Faye. A observação é clara: a situação seria “catastrófica”, muito longe da imagem de prosperidade apresentada pelo antigo regime. O défice orçamental teria sido largamente subestimado, enquanto a dívida pública atingiria, na verdade, 15 biliões de francos CFA, ou quase 83% do PIB, muito além dos 13 biliões anunciados. fonte: https://lanouvelletribune.info/2024/09/

Trump promete ‘resolver’ conflito na Ucrânia após reunião com Zelensky.

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Donald Trump prometeu na sexta-feira “resolver” o conflito na Ucrânia em caso de vitória nas eleições presidenciais americanas de novembro, após uma entrevista altamente escrutinada com Volodymyr Zelensky. “Esta guerra nunca deveria ter acontecido, mas vamos resolvê-la”, disse o ex-presidente norte-americano a partir de Nova Iorque, sem explicar como. O bilionário, candidato nas eleições de 5 de novembro, classificou o conflito como um “quebra-cabeça complexo” e pediu um “acordo justo para todos”. Ao iniciar a sua conversa com o presidente ucraniano, Donald Trump já tinha elogiado a sua “muito boa relação” com Volodymyr Zelensky – mas também com o presidente russo, Vladimir Putin. “Espero que tenhamos melhores relações”, respondeu o presidente ucraniano, visivelmente envergonhado. No final da reunião, Volodymyr Zelensky disse estar “grato” por uma reunião “muito produtiva”, garantindo ter apresentado o seu “plano de vitória” a Donald Trump. - "Melhor vendedor do planeta" - Em viagem desde domingo aos Estados Unidos, Volodymyr Zelensky encontrou-se com o ex-presidente norte-americano, assegurado do apoio da atual administração – mas obviamente preocupado com o futuro da ajuda ao seu país em guerra. Donald Trump denuncia regularmente os montantes surpreendentes libertados por Washington para Kiev desde 2022. Ainda esta semana, o septuagenário descreveu Volodymyr Zelensky como “o melhor vendedor do planeta”. “Cada vez que ele vem ao nosso país, sai com 60 mil milhões de dólares”, brincou. Um encontro entre os dois homens foi mencionado nos últimos dias, por ocasião da visita de Zelensky aos Estados Unidos – a quarta desde o início da invasão russa. Mas essa entrevista foi suspensa, aparentemente por causa de uma entrevista com o líder ucraniano, na qual ele disse que o candidato republicano “não sabia realmente como parar esta guerra”. De facto, Donald Trump afirmou repetidamente que, se fosse reeleito, resolveria o conflito entre a Rússia e a Ucrânia “em 24 horas” – sem nunca explicar como. Volodymyr Zelensky e Donald Trump também têm sérias responsabilidades. O republicano foi alvo no final do seu mandato em 2019-2020 de um processo de impeachment nos Estados Unidos por ter tentado pressionar, durante um telefonema, o presidente ucraniano para que a investigação ucraniana ao filho de Joe Biden, seu rival nas eleições presidenciais de 2020. - Apoio de Biden e Harris - O encontro entre os dois homens na sexta-feira aconteceu um dia depois de uma visita a Washington do presidente ucraniano, onde conversou com Joe Biden e a sua vice-presidente Kamala Harris, após uma visita ao Congresso norte-americano. “A Rússia não vencerá”, disse quinta-feira o presidente norte-americano ao recebê-lo na Casa Branca. Numa reunião separada, a candidata democrata e vice-presidente Kamala Harris insistiu que o seu apoio ao povo ucraniano era “inabalável”. “Há pessoas no meu país que gostariam de forçar a Ucrânia a abandonar grandes porções do seu território soberano, (...) estas são propostas de capitulação, o que é perigoso e irresponsável”, acrescentou ela, numa alusão ao seu republicano. rival Donald Trump. Tantas trocas que “aconteceram exatamente como planejado”, saudou Volodymyr Zelensky em mensagem na mesa”. fonte: seneweb.com

‘Se você nos atingir, nós atingiremos você’: Netanyahu desafia o Irã no pódio da ONU.

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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ameaçou sexta-feira do pódio das Nações Unidas "atacar" o Irã no caso de um ataque ao seu país e prometeu continuar suas guerras em Gaza contra o Hamas palestino e no Líbano contra o Hezbollah. “Tenho uma mensagem para os tiranos de Teerã: se vocês nos atingirem, nós atingiremos vocês”, lançou Netanyahu na direção do regime iraniano, a bête noire de Israel e o apoio ao movimento xiita libanês, em uma atitude agressiva. e sem concessões, aplaudido pelos seus apoiadores nas arquibancadas. “Não há lugar no Irão que o longo braço de Israel não possa alcançar”, insistiu ele perante a Assembleia Geral reunida para esta “semana de alto nível” em Nova Iorque, durante a qual Israel foi alvo de numerosos discursos contra as suas campanhas militares assassinas em Gaza e Líbano. “É uma vergonha histórica que um grande assassino tenha aparecido nas Nações Unidas e envenenado a Assembleia Geral com mentiras repugnantes e ameaças ultrajantes de invadir outros países e matar mais pessoas”, disse ele, mais tarde, o Ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi. Vários delegados e diplomatas, especialmente de países árabes e muçulmanos, como as delegações libanesa e palestiniana, abandonaram a sala quando o primeiro-ministro israelita chegou à mesa da Assembleia. Benjamin Netanyahu “não tem nada para fazer no pódio da Assembleia Geral”, comentou no seu relato X o vice-embaixador palestiniano na ONU, Majed Bamya. - "Responsável pelo genocídio" - Ele acusou-o de ser "responsável pelo genocídio, limpeza étnica e colonização e o seu governo por matar o maior número na história recente de crianças, trabalhadores humanitários, funcionários da ONU e jornalistas num único ano". “O meu país está em guerra, a lutar pela sua sobrevivência, mas depois de ouvir as mentiras e calúnias contra o meu país por parte de muitos oradores neste pódio, decidi vir e esclarecer as coisas”, disse ele. Depois de quase um ano de guerra na Faixa de Gaza contra o movimento islâmico palestiniano, o chefe do governo israelita instou o Hamas a “sair”. Ele apelou-lhe para “depor as armas” no pequeno território palestiniano devastado pela ofensiva israelita e pelos combates, a fim de “acabar com a guerra”. "Esta guerra pode acabar. Tudo o que o Hamas tem de fazer é render-se, depor as armas e libertar os reféns", disse ele. “Se não o fizerem, se não o fizerem, lutaremos até conseguirmos a vitória, a vitória total. Não há alternativa”, alertou. - “Mentiras descaradas” - O Hamas criticou numa declaração as "mentiras flagrantes" de Benjamin Netanyahu e "as suas ameaças contra o povo da região, ao mesmo tempo que continua o seu ciclo de crimes para incluir o (le) Líbano". O país ao norte de Israel está a ser bombardeado pelo exército que diz ter como alvo o Hezbollah: o Estado judeu continuará até que “todos” os objectivos da guerra sejam cumpridos, trovejou o líder israelita de 74 anos. De forma desafiadora, não disse uma palavra sobre a proposta internacional liderada pelos Estados Unidos e pela França para um cessar-fogo de 21 dias. “Enquanto o Hezbollah escolher o caminho da guerra, Israel não terá outra escolha e Israel tem o direito de acabar com esta ameaça e devolver os seus cidadãos para casa em segurança”, declarou ele. No final de um discurso de 35 minutos, o primeiro-ministro israelita, que tem pouco apoio na cena internacional, para além principalmente do seu aliado militar e diplomático americano, atacou a ONU, com a qual as relações são execráveis. “Eu lhes digo, até que Israel, até que o Estado judeu seja tratado como outras nações, até que este pântano antissemita seja drenado, a ONU será considerada pelas pessoas justas como nada mais do que uma piada de desprezo”, disse ele. fonte: seneweb.com

Novo acordo tecnológico: Bassirou Diomaye Faye mobiliza Silicon Valley.

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O Presidente da República do Senegal, depois de participar na Assembleia Geral das Nações Unidas, continua a sua viagem à Califórnia, mais precisamente a Silicon Valley. Esta estadia é marcada por um conjunto de reuniões com as principais empresas do sector digital, sob a coordenação do Ministério das Comunicações, Telecomunicações e Digital. O primeiro dia desta viagem foi dedicado a um encontro com atores do ecossistema digital senegalês, em particular jovens empreendedores promissores. Estes últimos acompanham o Chefe de Estado nesta missão, que se insere no programa estratégico do “Novo Acordo Tecnológico”. Este programa visa posicionar o Senegal como um “centro digital em África” e transformar estes jovens talentos em “campeões digitais”, nas palavras da presidência. O Presidente, na qualidade de VRP do Senegal, enfatiza o estabelecimento de parcerias estratégicas no domínio da tecnologia, procurando garantir um futuro próspero para o país através da inovação e do empreendedorismo jovem. fonte: seneweb.com

Senegal: Juan Branco contra o regime de Macky Sall - data da deliberação definida.

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A justiça francesa examinará a denúncia do advogado Juan Branco no dia 6 de novembro. O próprio membro do grupo de advogados do antigo opositor Ousmane Sonko, nomeado primeiro-ministro após a vitória do seu candidato, Bassirou Diomaye Faye, nas eleições presidenciais de 24 de março, dá a informação numa publicação nas redes sociais, noticia a imprensa. do dia. Na sua denúncia, o vestido preto tinha como alvo o ex-presidente Macky Sall, o ex-ministro do Interior, Antoine Félix Diome, e "112 suspeitos em toda a cadeia de comando" acusados ​​de cometimento e cumplicidade na prática de "crimes contra a humanidade" em conexão com as manifestações mortais que abalaram o Senegal entre 2021 e 2024. fonte: seneweb.com

Senegal: Caso das 52 mil toneladas de arroz desviadas - oito pessoas indiciadas.

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Oito pessoas, no total, foram indiciadas na sequência de uma investigação judicial solicitada pelo juiz do 6.º gabinete, que investiga o caso de desvio de um stock de 52 mil toneladas de arroz. É a lista do Libération, que dá a informação, A. Zaidan, gerente geral da empresa comercial senegalesa (Stc), A. B. Sy, gerente da Société Générale de Surveillance (Sgs), de M. Ba e A. Mbengue, ambos supervisores da Sgs, de P. Fall, M. Ndiaye, M. Basse, e M. L. Dramé, lojistas de Simar. Depois de vários depoimentos do Ministério Público, os arguidos foram apresentados esta sexta-feira ao Ministério Público. Foram acusados ​​ao abrigo do regime de fiscalização judicial, especifica o jornal. Zaidan e companhia foram presos na sequência de uma denúncia do diretor-geral da empresa Swiss Agri Trading (Sat, especializada na comercialização de arroz), Henri Rouzeau. O queixoso tomou medidas legais na sequência de uma auditoria interna. Os danos são estimados em 15 mil milhões de francos CFA. fonte: seneweb.com

Israel ataca quartel-general do Hezbolah em Beirute.

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Ataque tinha por alvo o líder do grupo Hassan Nasrallah Telavive — O exército de Israel realizou uma série de ataques nesta sexta-feira, 27, contra o quartel-general central da organização Hezbollah, no subúrbio de Dahiyeh, em Beirute, que destruiu edifícios e provocou enormes nuvens de fumo sobre a cidade. Num comunicado transmitido na televisão, as Forças de Defesa de Israel (IDF) disseram que o ataque teve como alvo o que o porta-voz chamou de epicentro do terror do Hezbollah, que disse ter sido construído intencionalmente sob edifícios residenciais no coração de Dahiyeh. O Ministério da Saúde do Líbano informou que pelo menos seis pessoas morreram e que 91 ficaram feridas. O alvo era o líder do grupo, Hassan Nasrallah, informaram os meios de comunicação social, citando fontes que pediram o anonimato. O exército israelita não se pronunciou e desconhece-se se Nasrallah estava no quartel-general. O Hezbollah não fez comentários. Fontes israelitas disseram que os EUA foram notificados momentos antes do ataque aéreo, mas o secretário da Defesa, Lloyd Austin, disse que Washington não recebeu qualquer aviso prévio nem esteve envolvido na operação israelita em Beirute. “Como sabem, esta operação ocorreu há apenas algumas horas e ainda estão a fazer avaliações, por isso não tenho mais informações ou detalhes para vocês neste momento”, disse Austin e sublinhou que “que uma guerra total deve ser evitada". A televisão libanesa transmitiu imagens das consequências do ataque, com nuvens de fumo e as ruínas fumegantes do edifício, com escombros a encher as ruas circundantes. O porta-voz das FDI, contra-almirante Daniel Hagari, prosseguiu dizendo, após quase um ano de disparos de rockets e ataques de drones do Hezbollah contra o seu país: "Israel está a fazer o que todos os Estados soberanos do mundo fariam se tivessem uma organização terrorista que procura a sua destruição na sua fronteira." A onda inicial de ataques israelitas ocorreu cerca de uma hora depois de o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter concluído o deu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque. O gabinete dele divulgou uma fotografia sua ao telefone durante a aprovação do ataque. O embaixador israelita nas Nações Unidas, Danny Danon, disse aos jornalistas que não podia confirmar se o líder do Hezbollah estava no local durante o ataque, que disse ter como objetivo uma “reunião de pessoas más” que planeavam um ataque contra Israel. Pouco depois da meia-noite em Beirute, os militares israelitas disseram ter contactado os residentes em três edifícios em Dahiyeh para saírem imediatamente por estarem perto dos "ativos estratégicos do Hezbollah". Os meios de comunicação locais informaram que as greves foram retomadas nos subúrbios a sul de Beirute. Na Assembleia Geral, Netanyahu deixou uma mensagem ao Irão, que patrocina tanto o Hezbollah no Líbano como o Hamas em Gaza. “Se nos atacar, nós atacá-lo-emos”, disse. E acrescentou: “Não há lugar - não há lugar - no Irão que o longo braço de Israel não consiga alcançar. E isto é verdade para todo o Médio Oriente”. Numa conferência de imprensa, o ministro da Saúde libanês, Firass Abiad, disse que os ataques aéreos israelitas durante a noite mataram 25 pessoas e feriram um "grande número" não especificado de outras pessoas no país. O Hezbollah disparou rockets contra a cidade de Tiberíades, no norte de Israel, dizendo estar a responder a ataques “selvagens” contra cidades e aldeias libanesas. fonte: VOA

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