Djemberém é um blog que aborda temas de carácter social, cultural e educativo; colabore com os seus arquivos, imagens, vídeos, para divulgação. O objectivo principal de sua criação é de divulgar informações privilegiadas sobre a África e o seu povo, assim como outras notícias interessantes. Envie para - vsamuel2003@gmail.com
Postagem em destaque
MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...
terça-feira, 2 de setembro de 2025
Repensando o ensino superior em Cabo Verde.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Por: Raffaella Gozzelino* e João Resende-Santos**
Cinquenta anos depois da independência, o sistema educativo cabo-verdiano enfrenta uma crise prolongada e estrutural, cujos contornos ultrapassam a mera dimensão financeira. Persistem fragilidades profundas, que comprometem o desenvolvimento humano, a equidade social e a sustentabilidade económica do país. Como demonstram estudos científicos internacionais, um sistema de ensino de qualidade é um fator decisivo para o crescimento e a mobilidade social. Contudo, os nossos resultados são desanimadores. É necessário atacar a raiz do problema.
Centrando-nos no ensino superior, assistimos à criação de instituições sobredimensionadas, a formação de estudantes sem preparação adequada e a atribuição de diplomas com fraca relevância no mercado de trabalho. Desde a criação da primeira universidade, em 2001, assistiu-se a uma multiplicação de instituições, polos regionais e programas de formação. Governos de ambas forças políticas acabaram por adotar esta lógica de improvisação, de crescimento quantitativo, desprovida de mecanismos eficazes para garantir a qualidade de desempenho de gestores, docentes, e estudantes, comprometendo seriamente a credibilidade do setor, a sua sustentabilidade financeira, e a sua articulação com as necessidades de desenvolvimento do país. A elevada taxa de abandono escolar e desemprego qualificado refletem o desperdício prolongado de recursos públicos e a cobardia política na implementação de reformas estruturais. Dos alunos inscritos no primeiro ano do ensino superior, em 2021/2022, quase 40% tinham abandonado a escola quatro anos depois em 2024/2045. Na universidade pública, 1.424 estudantes ingressaram no primeiro ano em 2016/2017, mas, quatro anos mais tarde, apenas 797 se encontravam inscritos no quarto ano. No ano letivo de 2021/2022, 1.456 estudantes matricularam-se no primeiro ano de licenciatura; no 2022/2023, apenas 677 destes estavam inscritos no segundo ano, uma taxa de abandono de cerca de 54%.
A crise da educação em Cabo Verde é de natureza sistémica, com raízes no ensino primário, acentuada no secundário e agravada no ensino superior. Em 2019, os exames nacionais dos 2º e 6º anos revelaram taxas de reprovação superiores a 70% em Matemática e Língua Portuguesa. Face a este desempenho alarmante, teríamos de refletir sobre a relevância da introdução da língua materna no ensino básico, de forma a promover uma passagem gradual a língua portuguesa, entre outras. Contudo, o problema reside na baixa qualidade do ensino, independentemente da língua utilizada. Organizações multilaterais e parceiros técnicos internacionais têm alertado para a fraca pertinência dos conteúdos curriculares e a ausência de estratégias nacionais para o desenvolvimento do ensino técnico e profissional pós-secundário. A nossa economia carece de profissionais com competências técnicas intermédias, enquanto proliferam os licenciados sem formação prática ou perspetivas reais de emprego, resultado de um sistema ineficiente, centralizado e incapaz de fomentar a inovação institucional.
O ensino superior não pode ser reformado de forma isolada, mas a falta de responsabilização nas estruturas administrativas e académicas agrava o problema. No entanto, nos discursos oficiais persiste a promessa de abertura de mais polos universitários, ignorando a evidência empírica da sua insustentabilidade, que os leva a encerrar rapidamente, permanecer inativo ou em grave deficit financeiro. Ao longo dos últimos 25 anos, o crescimento do ensino superior tornou-se um projeto baseado no clientelismo político e regionalismo, sem planeamento estratégico sobre qualidade, empregabilidade, ou disponibilidade de docentes qualificados.
A criação tardia da Agência Reguladora do Ensino Superior representa um passo positivo. Contudo, as suas capacidades são ainda limitadas e pouco autónomas, dificultando as suas reais funções. Somente uma abordagem integrada e estrutural poderá proporcionar uma solução duradoura, porque o modelo atual reflete e aprofunda as desigualdades sociais existentes.
Enquanto os decisores políticos e as autoproclamadas “elites económicas” optam por universidades estrangeiras ou escolas privadas para os seus filhos, mostrando o pleno conhecimento da realidade local, o sistema público serve sobretudo jovens de famílias trabalhadoras, que são, muitas vezes, os primeiros da sua geração a frequentar às universidades. Promete-se-lhes uma formação superior, sem a correspondente qualidade e com escassas perspetivas de inserção profissional, perfeitamente consciente do fracasso moral e político que representa. Esta dualidade social, quase segregacionista, repete-se noutros setores, como a saúde e os transportes. Urge corrigir esta distorção, com um conjunto de soluções que assentam em três reformas centrais:
Ensino superior gratuito nas instituições públicas e em áreas estratégicas para o desenvolvimento;
Criação de um exame nacional de acesso rigoroso;
Adoção de sistemas internacionais de acreditação institucional e implementação de estruturas internas de garantia da qualidade.
É tempo de:
1. Redimensionar e recentralizar o sistema
O setor do ensino superior deve ser significativamente reduzido e reorganizado. Atualmente, existem 11 instituições e múltiplos polos universitários, maioritariamente criados por motivações políticas e sem capacidade docente ou financeira. Para um país com pouco menos de 500 mil habitantes, esta estrutura é insustentável. A Universidade Pública ofereceu 41 licenciaturas em 2024, mais dos 35 de universidades centenárias e internacionalmente reputadas como a Universidade de Coimbra. A concentração de recursos em menos instituições, com forte investimento na qualidade pedagógica, científica e infraestrutural, redimensiona o sistema, aumentando a sua eficiência, sustentabilidade e adequação à padrões internacionais. A implementação de um sistema rigoroso de acreditação, de exame nacional de acesso e processos seletivos próprios de cada instituição resultará, inevitavelmente, na diminuição significativa do número de instituições e de estudantes no ensino superior.
Defendemos a gratuitidade do ensino superior exclusivamente nas instituições públicas, que pode ser implementada com o fim do financiamento estatal para estudantes que optem por frequentar universidades estrangeiras. A criação de um fundo especial para apoiar estudos no exterior em áreas estratégicas, condicionado ao compromisso formal e vinculativo de regressar e trabalhar em Cabo Verde, poderá assegurar que o investimento público se traduza em retorno efetivo para o país, fortalecendo setores prioritários e mitigando a fuga de cérebros. Existem diversas modalidades possíveis para o apoio financeiro, incluindo a atribuição diferenciada de bolsas e auxílio habitacional com base no rendimento familiar ou na região de origem do estudante.
Em todos os casos, o apoio deverá estar sujeito à manutenção de um alto desempenho em cada semestre, garantindo que o investimento público seja retribuído em forma de excelência académica e contributo efetivo para o desenvolvimento do país. Propomos igualmente que o estatuto de “finalista” seja atribuído apenas após a conclusão com êxito de todos os exames e requisitos académicos, tendo em conta que muitos estudantes acabam por não concluir os estudos após a participação na cerimónia de graduação e premiação simbólica.
2. Criar um sistema de qualidade e avaliação rigorosa
É imprescindível estabelecer um sistema nacional de acreditação alinhado com padrões internacionais reconhecidos. Apenas as instituições que possuam acreditação válida deverão estar autorizadas a emitir diplomas académicos. A inexistência de mecanismos internos de avaliação e controlo de qualidade permite que gestores, docentes e estudantes operem sem responsabilização. Infelizmente, temos um país sem uma cultura de medição de resultados e impacto das ações promovidas, em quase todos sectores. Só nos últimos quatro anos que os primeiros passos de avaliações têm estado introduzidos no ensino básico, sob pressão do Banco Mundial, mas não temos uma base empírica e científica para uma quantificação internacionalmente comparativa da qualidade da educação em todos níveis. Urge institucionalizar – e aplicar na prática – avaliações regulares e objetivas de desempenho docente (no que se refere ao ensino, aos serviços institucionais, e a investigação), sendo este o parâmetro que teria de nortear a sua progressão de carreira, o que não acontece no sistema vigente. Muitos professores reivindicam, com razão, a falta de recursos para investigação. Contudo, o país dispõe de muitos temas relevantes que deveriam ser objetos de pesquisas. A sistematização desses dados não exige elevados recursos financeiros e permitiria uma significativa poupança no recrutamento de consultores externos, que conduzem os estudos.
Avaliações de aprendizagem dos estudantes e da possibilidade de frequentar o ensino superior teriam de ser implementadas com exames nacionais para garantir um acesso baseado em mérito e não em uma dependência institucional de propinas como fonte de financiamento interno. As avaliações de desempenho e credibilidade dos gestores é igualmente importante, pois seus reconhecimentos a nível nacional e internacional reforça a capacidade institucional para atrair investimentos, apoio técnico e cooperação académica estratégica. O mérito, e não o compadrio, deve caraterizar as contratações a todos os níveis, as promoções de carreira e a atribuição de bolsas. É necessário introduzir uma cultura de produtividade e responsabilização exigindo os mais elevados padrões e qualificações do corpo docente. Dados não oficiais indicam que atualmente cerca de 37% dos docentes da universidade pública têm doutoramento. A maioria dos professores detém um grau de mestrado, contudo, um número preocupante nem esse nível de qualificação alcança.
Uma grande proporção do corpo docente em todas instituições exerce funções em regime de tempo parcial. As horas contratuais atribuídas para além da docência frequentemente não são dedicadas à investigação. Caso a instituição necessite de horas adicionais para atividades letivas, estas são compensadas como “extra”. Torna-se, portanto, necessária uma reforma abrangente da função pública, que assegure a utilização plena e eficiente de todas as horas contratuais atribuídas aos docentes.
3. Diversificar caminhos pós-secundários com ensino técnico profissional
A maioria dos jovens cabo-verdianos não precisa, nem se beneficia, de um percurso universitário. Em 2023, Cabo Verde tinha 9.088 alunos matriculados no ensino superior, sendo 2.495 no último ano de licenciatura. No entanto, o Instituto Nacional de Estatística indica que, em 2021, apenas 1.569 novos empregos formais foram criados em todo o país. A nossa economia, dominada por microempresas, comércio informal e turismo, dificilmente consegue absorver anualmente mais de 1.000 licenciados. Exige, prioritariamente, técnicos intermédios qualificados em áreas práticas como hotelaria, construção, tecnologias e indústrias criativas.
Contudo, nem as instituições nem o governo demonstram preocupação com as estatísticas dos diplomados do ensino superior, no que se refere a taxa de emprego, a natureza e relevância das funções desempenhadas, bem como ao tempo decorrido até a obtenção do primeiro contrato laboral. Muitos graduados permanecem em estágios não remunerados, uma situação omitida nas estatísticas oficiais de desemprego. Um indicador preocupante da falta de confiança no sistema de ensino superior são as longas filas de jovens nos diversos centros de visto para emigração.
4. Implementar uma “mobilidade académica inversa”
É fundamental considerar essa medida para elevar a qualidade dos currículos universitários e mitigar a escassez de docentes locais qualificados. Cabo Verde deve acolher de forma mais proativa docentes e investigadores estrangeiros, com possibilidade de lecionar inteiros cursos nas nossas instituições e colaborar na atualização dos conteúdos curriculares. As nossas competências serão reforçadas e o acesso a saberes mais especializados será proporcionado, colmatando exigências do mercado e encorajando docentes em atualizar conhecimentos, rumo à internacionalização. O estabelecimento dessas parcerias com países interessados contribuiria para atenuar a crise financeira das nossas instituições. Muitos docentes estrangeiros se encontram remunerados pelas instituições de origem ou pelos programas de mobilidade, financiados por entidades empenhadas em garantir a presença de capital humano qualificado nos países onde operam. É evidente que esta iniciativa pode igualmente promover a aproximação com a nossa diáspora qualificada, que permanece disponível para contribuir apesar das condições adversas com que, frequentemente, é recebida. Contributos externos podem ser integrados com ideias locais para reformular objetivos de aprendizagem. Numa economia estruturalmente incapaz de gerar empregos suficientes e confrontada com múltiplos obstáculos ao crescimento, as aptidões técnicas e comportamentais, como empreendedorismo, criatividade, autoaprendizagem, trabalho em equipa, resolução de problemas, pensamento crítico e comunicação, assumem um valor primordial para que os indivíduos possam adaptar-se, inovar e contribuir efetivamente para o desenvolvimento sustentável do país.
5. Racionalizar o financiamento com critérios de eficiência e indicadores de produtividade
O problema não é apenas a escassez de recursos mas o seu uso ineficiente. Em 2020, o governo gastou mais de 28 milhões de euros no setor, sem resultados proporcionais em termos de formação de capital humano. De forma similar, o programa de desenvolvimento de capital humano, financiado pelo Banco Mundial, teria de ser baseado em metas e indicadores de desempenho, de impacto, de transparência na alocação de recursos, bolsas e/ou apoio institucional. Essa ferramenta permitiria garantir um ambiente de trabalho competitivo, incentivando a atualização contínua de conhecimentos e produtividade. O ensino superior não dispõe, atualmente, de um sistema que exija, monitorize, quantifique e avalie o desempenho pedagógico e científico. A remuneração e estabilidade laboral não estão associadas à critérios de mérito ou resultados objetivos, desincentivando o envolvimento em iniciativas que não tenham retorno financeiro direto, impacto na progressão na carreira, ou visibilidade profissional. Pouco importa se um docente presta serviços institucionais significativos: o salário e o vínculo laboral mantêm-se garantidos. Entre os indicadores relevante da qualidade de ensino, a avaliação da satisfação dos estudantes, que teria de ser enviada diretamente a uma entidade externa, como forma de evitar fenómenos de assédio académico. Outros indicadores pertinentes incluem o número de dissertações orientadas, as participações em financiamentos competitivos, os montantes de financiamento obtidos, o número de artigos publicados em revistas científicas com revisão por pares, o número de comunicações proferidas em conferências nacionais e/ou internacionais, a inscrição em programas de formação especializada, a criação de patentes, entre outros.
6. Redefinir a missão do ensino superior, introduzindo dados e evidência na tomada de decisão
As universidades não devem ser apenas distribuidoras de diplomas, mas fomentar o pensamento crítico, a investigação aplicada, a inovação social e o desenvolvimento local. A atual obsessão com números, mais cursos, mais alunos, mais polos, deve ser substituída por uma missão clara: formar cidadãos e profissionais com competências relevantes, consciência cívica e capacidade de contribuir para o progresso do país. A criação de um comité internacional de avaliação contribuirá para garantir o cumprimento dessa missão e a transparência institucional, sobretudo se os seus relatórios forem dirigidos diretamente a entidades externas. Para tal, será necessário assegurar um nível de autonomia sem precedentes, facilmente alcançável caso este órgão seja posicionado acima do Conselho Geral da Universidade e composto por profissionais internacionalmente reconhecidos, com carreiras consolidadas nas áreas-chave da instituição sob sua supervisão.
Não é possível gerir o setor sem dados. Cabo Verde carece de estatísticas fiáveis sobre taxas de abandono, tempo de conclusão dos cursos, qualidade da formação e inserção no mercado de trabalho, dentro e fora de Cabo Verde. A ausência de dados abre espaço para decisões arbitrárias e infundadas, fomenta interpretações e discursos populistas e perpetua um alarmante desperdício de recurso, com retorno praticamente nulo ou pouco significativo. A construção de um sistema nacional de estatísticas do ensino superior é urgente e a sua integração nas instituições existentes não arrecadaria ulteriores investimentos por parte do Estado.
7. Exame Nacional de Acesso
O exame nacional de acesso garante equidade e justiça no ensino superior. Tanto a admissão, quanto o apoio financeiro devem basear-se no mérito, na transparência dos processos e no desempenho académico comprovado. A prática atual carece de controlos e assenta em decisões arbitrárias, favorecendo famílias com capacidade financeira para pagar propinas ou com ligações privilegiadas, em detrimento de indivíduos potencialmente talentosos, mas economicamente desfavorecidos e incapazes de suportar os custos universitários. Ao assegurar que apenas estudantes com preparação académica adequada e aptidão intelectual são admitidos, o exame de acesso prepara-os também da melhor forma para o progresso académico e a conclusão bem-sucedida dos seus estudos. O sistema vigente manipula deliberadamente para o insucesso, permitindo a entrada de alunos não qualificados, despreparados ou para quem a universidade poderá não ser a melhor opção.
Cabo Verde, beneficiando de um estatuto especial na União Europeia, compromete-se a adotar normas e padrões europeus, sendo legítimo exigir os mais elevados níveis de desempenho académico a todos os estudantes. A competição é global. Além do exame nacional de acesso, destaca-se a importância das provas seletivas internas às universidades, como instrumentos complementares para garantir a qualidade dos estudantes admitidos. Estas provas permitem que as instituições filtrem candidatos de acordo com os requisitos específicos dos seus cursos, assegurando que os estudantes possuem as competências necessárias para acompanhar os currículos exigentes.
Estamos conscientes de que a introdução do exame nacional de acesso poderá aprofundar desigualdades devido à dualidade entre o ensino secundário público e privado. Estudantes de escolas privadas, maioritariamente filhos das classes média-altas, beneficiam de uma vantagem educativa, não só pela qualidade do ensino, mas também porque os seus pais podem custear apoio extra e preparação específica para exames. Famílias economicamente vulneráveis não dispõem desses recursos. A solução passa também pela melhoria substancial da qualidade do ensino secundário público, que deveria ser tratada com urgências.
8. Estabelecer um novo contrato social para o ensino superior
Mudança exige coragem, sobretudo política. Urge um novo pacto entre Estado, instituições, professores, estudantes e sociedade civil, para que o setor da educação, tal como os setores da saúde e dos transportes, seja protegido do partidarismo e interferências políticas. Nenhuma reforma é possível sem resistência. Estamos conscientes do que a nossa proposta aquí vai ser impopular até com os alunos e as suas famílias, já que pretende mais rigor de desempenho e um setor altamente reduzido. Contudo, o colapso do atual modelo e o continuo desperdício de recursos é mais perigoso. Não podemos sacrificar milhares de jovens num sistema que promete inclusão, mas gera desigualdade e desemprego ou subemprego. Nós, académicos cabo-verdianos na diáspora e colaboradores próximos das universidades nacionais, falamos a partir de uma experiência vivida. Não ignoramos os professores empenhados e dedicados, os programas de mérito, os projetos de investigação relevantes, bem como os alunos exemplares e talentosos das várias ilhas. Reconhecemos que muitos lutam contra as adversidades com profissionalismo e resiliência, mas sem reformas estruturais profundas, esses esforços individuais continuarão a ser exceções dentro de um sistema disfuncional.
É tempo de reunir vozes diversas, para debater reformas urgentes do ensino em Cabo Verde, porque o nosso futuro depende disso!
*Prof.ª Dr.ª Raffaella Gozzelino, PhD – Fundadora de Diáspora Mundi e Group Leader na NOVA Medical School, Universidade NOVA de Lisboa.
** Prof. João Resende-Santos, PhD – Bentley University, USA.
fonte: anacao.cv
Pagamento do Subsídio de Regresso às Aulas inicia-se a partir de 5 de setembro.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Os valores variam entre 2.500 e 4.000 Escudos, conforme a faixa etária
O Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) vai apoiar as famílias Cabo-verdianas com o Subsídio de Regresso às Aulas, destinado a descendentes de segurados inscritos até 31 de agosto.
De acordo com a medida, as crianças dos 4 aos 15 anos vão receber o subsídio de forma automática, enquanto os jovens a partir dos 15 anos devem apresentar comprovativo de frequência escolar para terem acesso ao benefício.
Os valores variam entre 2.500 e 4.000 Escudos, conforme a faixa etária, e o pagamento terá início a partir do dia 5 de setembro.
Segundo o Governo, esta iniciativa reforça o compromisso em garantir mais apoio social e promover a igualdade de oportunidades no início do novo ano letivo.
fonte: opais.cv
Navio Espanhol traz sete toneladas de ajuda humanitária para Cabo Verde.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Embarcação transporta 720 kits de higiene da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento, suficientes para apoiar 3.600 pessoas durante um mês
Um navio da Marinha Espanhola partiu de Las Palmas com sete toneladas de ajuda humanitária para Cabo Verde, destinada às famílias afetadas pela tempestade de 11 de agosto que provocou nove mortos e dois desaparecidos.
fonte: opais.cv
Recolhidas urina e fezes de Putin durante as viagens no exterior.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Um guarda-costas de Vladimir Putin tem a função de coletar as fezes e urina do presidente russo durante viagens ao exterior. O material é guardado em uma maleta especial e enviado de volta a Moscovo.
A prática tem como objectivo impedir que serviços de inteligência estrangeiros tenham acesso a informações sobre a saúde do presidente russo.
A revelação foi feita pela ex-agente da DIA, Rebekah Koffler, que hoje dirige a consultoria Doctrine & Strategy. Segundo koffer, citada pela imprensa internacional, Putin adopta a medida por receio de que seus resíduos biológicos sejam usados contra ele.
fonte: folhademaputo.co.mz
Bolsonaro é julgado a partir de hoje.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Jair Bolsonaro e sete membros da sua cúpula são julgados a partir de hoje por tentativa de golpe de Estado, num julgamento que pode sentenciar o ex-Presidente brasileiro a mais de 40 anos de prisão.
Este grupo, chamado de “Núcleo 1” ou “Núcleo Crucial”, responde por tentativa de abolição violenta do Estado de Direito Democrático, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de património.
Além de Bolsonaro, vão a julgamento o deputado federal Alexandre Ramagem, o almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha e ex-ministro da Justiça Anderson Torres; o general da reserva e ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República Augusto Heleno; o tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid; o general e ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira e o general da reserva e ex-ministro da Casa Civil Walter Braga Neto.
O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), presidido por um colectivo de cinco juízes, foi marcado para cinco datas: 2, 3, 9, 10 e 12 de Setembro.
fonte: folhademaputo.co.mz
sexta-feira, 15 de agosto de 2025
RDC: Pierre Lumbwe Kazimoto declara Joseph Kabila “persona non grata” na região de Katanga.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Kinshasa, 17 de junho de 2025 - Reagindo ao discurso de Joseph Kabila de 23 de maio e sua notável presença em Goma ao lado do M23/AFC, Pierre Lumbwe Kazimoto, um ator político e notável de Tanganica, rejeitou categoricamente o ex-presidente na área de Katanga.
Em um comunicado, ele criticou e condenou duramente sua posição ao lado de um grupo rebelde acusado de crimes contra civis e apoiado militarmente por Ruanda.
Para Pierre Lumbwe, Joseph Kabila provocou intencionalmente a crise atual para se reposicionar politicamente, aproveitando suas origens katangesas para se apresentar como uma solução para a instabilidade que ele próprio supostamente fomentou.
"Kabila não tem lugar em Katanga", insistiu Lumbwe, acreditando que a população da região rejeita esmagadoramente suas manobras. Ele o acusa de apoiar uma revolta armada que agora tem como alvo os civis que ele liderou por tanto tempo.
Ele também pediu ao povo katangesa que se lembre das tensões passadas entre Kabila e figuras emblemáticas da região, como os falecidos Mwando Simba, Kyungu wa Kumwanza, Katumba Mwanke, Samba Kaputo e muitos outros, que, segundo ele, foram vítimas dos golpes sujos do ex-presidente.
Em seu discurso, Pierre Lumbwe expressou sua solidariedade às populações que vivem sob constante ameaça dos rebeldes do M23, apoiados pelo Exército Ruandês (RDF), denunciando o terror e o sofrimento infligidos nos territórios ocupados. Ele elogiou a coragem e a resiliência de seus compatriotas, enfatizando que sua luta diária aproxima o país do retorno à paz.
Ele também condenou a proliferação de milícias armadas na região do Grande Katanga, e particularmente em Tanganica, onde vários civis perderam a vida recentemente. Ele suspeita que Joseph Kabila esteja por trás dessa insegurança, acusando-o de financiar grupos armados para minar as instituições locais e manter focos de tensão.
“Durante meu mandato como Ministro do Interior da província, a província recuperou a calma e a unidade. O que estamos vendo hoje é simplesmente o resultado de um plano cuidadosamente elaborado ao longo de anos por Kabila para mergulhar Tanganica novamente em turbulência”, declarou.
Em outro sentido, o político comentou brevemente sobre as tensões internas na União para a Democracia e o Progresso Social (UDPS), o partido presidencial, particularmente em torno da nomeação de seu secretário-geral. Em sua opinião, esse tipo de conflito é comum em qualquer movimento político e não prejudica o funcionamento geral do partido.
“Nosso olhar está resolutamente voltado para o futuro”, concluiu.
Cédric BEYA
fonte: depeche.cd/2025
COSTA DO MARFIM: Reconfiguração política gerações se acotovelam.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Os confrontos entre gerações políticas refletem uma transição complexa no cenário político do país. Essa tensão resulta da coexistência de figuras políticas históricas, muitas vezes no poder por várias décadas, e uma nova geração de líderes que aspira a uma renovação de práticas e ideias. O cenário político marfinense tem sido dominado desde a década de 1990 por figuras como Alassane Ouattara, Laurent Gbagbo e Henri Konan Bédié (que faleceu recentemente em 2023). Essas figuras históricas marcaram etapas importantes na vida política do país, mas sua longevidade no poder é percebida por alguns como um obstáculo à renovação. Os herdeiros de todos esses lados estão ansiosos, mas continuam a lutar por seus vários líderes.
Na ausência de Henri Konan Bédié, que faleceu em 2023, Alassane Ouattara e Laurent Gbagbo continuam sua rivalidade. Um luta para manter o poder para si e seu lado, enquanto o outro, que perdeu o poder em 2011, busca um retorno. Embora tenha sido absolvido pelo Tribunal Penal Internacional, Laurent Gbagbo continua condenado na Costa do Marfim. Essa condenação resultou na remoção de seu nome do cadastro eleitoral, resultando na perda de seus direitos civis. Lançado em uma luta para "reconstruir" sua imagem, Laurent Gbagbo espera se beneficiar de uma lei de anistia antes da publicação do cadastro eleitoral, prevista para o final do primeiro trimestre de 2025. Tal decisão o colocará novamente na disputa pelas eleições presidenciais de 2025. No entanto, as chances de uma lei de anistia permanecem muito remotas, e observadores da cena política marfinense questionam a relevância de Alassane Ouattara, um provável candidato à sua própria sucessão, oferecer tal presente ao seu concorrente direto. A batalha entre os dois homens poderia, portanto, ser abreviada e em benefício do atual Presidente da República. Mas ainda não chegamos lá. O partido de Laurent Gbagbo ainda não admitiu a derrota, recusando-se a falar sobre um Plano B, enquanto espera por uma decisão política ou um anúncio forte durante o discurso de Ano Novo do Presidente da República.
O surgimento de uma nova geração. Do outro lado, uma geração mais jovem de líderes aguarda a passagem da tocha e aspira a reformas políticas, econômicas e sociais. Entre eles, alguns já manifestaram suas ambições presidenciais: Simone Ehivet Gbagbo, Tidjane Thiam, Jean-Louis Billon e Pascal Affi N'Guessan. Certamente não são rostos novos na arena política, mas aspiram a suceder aqueles que a mantiveram por trinta anos.
Simone Ehivet Gbagbo: A menos de um ano das eleições presidenciais, a ex-esposa do ex-presidente Laurent Gbagbo anunciou oficialmente sua candidatura. Ela recebeu a indicação de seu partido, o Movimento das Gerações Capazes (MGC), no sábado, 30 de novembro de 2024. Ela é uma lutadora. Ela provou seu valor ao lado do ex-marido. Sempre desejou sucedê-lo como Presidente da República e espera convencer os marfinenses a fazê-lo nos próximos onze meses. Suas prioridades: reconciliação nacional por meio de anistia, soberania alimentar, industrialização e o estabelecimento do serviço militar e cívico obrigatório.
Tidjane Thiam: Presidente do PDCI e ex-CEO do extinto Crédit Suisse, ele sucedeu Henri Konan Bédié como líder deste partido e se posiciona como o candidato natural do partido, aguardando uma convenção interna. Embora atualmente enfrente forte oposição dentro de seu próprio partido, sua posição como presidente do partido lhe dá uma vantagem sobre seus rivais internos. Para a eleição presidencial, ele tem como principais argumentos de campanha o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e a distribuição de riqueza.
Jean-Louis Billon: Empresário e ex-ministro do Comércio, ele também é uma figura influente dentro do Partido Democrático da Costa do Marfim (PDCI). Billon se posicionou como um ator importante no cenário político marfinense e pode desempenhar um papel fundamental nas eleições de 2025. Ele é um dos primeiros candidatos a declarar sua candidatura tanto para a convenção de seu partido quanto para as eleições presidenciais de 2025. Com ou sem o PDCI, Jean Louis Billon afirma estar determinado a buscar o cargo mais alto.
Pascal Affi N'Guessan: Ex-primeiro-ministro e presidente da Frente Popular Marfinense (FPI), é uma figura histórica no cenário político marfinense. Sua influência diminuiu com a cisão da FPI e, mais recentemente, com uma crise interna, mas ele permanece ativo no debate político. Embora tenha decidido se aproximar de Laurent Gbagbo, espera se reunir com ele para encontrar um acordo político dentro dos partidos de esquerda. Mas, enquanto isso, ele está pressionando seus peões para se apresentar como candidato.
fonte: www.jda.ci/
Eleições Legislativas de 2025: CEI propõe a data de 27 de dezembro.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Abidjan, 14 de agosto de 2025 – A Comissão Eleitoral Independente (CEI) planeja convocar os eleitores às urnas no sábado, 27 de dezembro de 2025, para eleger os próximos membros do parlamento. Esta proposta será submetida ao governo para adoção do decreto que convoca o colégio eleitoral, em conformidade com o Artigo 20 do Código Eleitoral.
O anúncio foi feito pelo presidente da CEI, Ibrahime Coulibaly-Kuibiert, durante uma reunião com representantes de partidos políticos. Ele afirmou que esta escolha decorre dos requisitos constitucionais estabelecidos no Artigo 90, que estipula que o mandato parlamentar termina em 31 de dezembro de 2025.
"O mandato dos membros do parlamento termina em 31 de dezembro. Devemos organizar as eleições antes dessa data", enfatizou. Ao escolher o dia 27 de dezembro, o CEI pretende respeitar o calendário legal e permitir que os eleitos retornem à Assembleia Nacional já em 19 de janeiro de 2026, data de abertura da primeira sessão parlamentar.
Questionada sobre uma possível sobreposição com as eleições presidenciais, Coulibaly-Kuibiert garantiu que o calendário foi elaborado para evitar qualquer interferência. A apresentação de candidaturas ocorrerá após o anúncio dos resultados provisórios das eleições presidenciais, para garantir um processo "ordenado e controlado".
O CEI também promete apoio administrativo a futuros candidatos. Serão realizadas diligências com os Ministérios da Justiça, do Interior e do Orçamento para facilitar a emissão dos documentos necessários, incluindo certidão de nacionalidade, certidão de nascimento, antecedentes criminais, certificado de imposto de renda e comprovante de depósito.
No entanto, está descartada uma revisão do recenseamento eleitoral antes desta eleição. Recorde-se que as últimas eleições legislativas foram realizadas em 6 de março de 2021.
Siondenin Yacouba Soro
Choro no Senegal: Por que as lágrimas dos homens são julgadas? (Por Adama Sy).
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
No Senegal, os homens são frequentemente vistos como rochas, pilares inabaláveis, dos quais se espera que permaneçam imunes à dor ou às emoções visíveis. Dentro dessa norma social, chorar se torna quase um tabu para os homens, visto como um sinal de fraqueza.
Um homem que chora rapidamente se expõe ao julgamento. "Khana do gor Yalla?" ("Você não é um homem de verdade?") Essa frase resume a expectativa de virilidade e contenção emocional imposta aos homens senegaleses. Por outro lado, o choro de uma mulher é considerado normal, até mesmo natural, refletindo uma distinção de gênero profundamente enraizada.
No entanto, as emoções não são de gênero; elas são humanas. Chorar, longe de ser um sinal de fraqueza ou falta de coragem, é uma forma legítima de expressar dor interior, choque, alegria intensa, frustração ou até mesmo um "goumin" romântico como o divórcio. Seja em funerais, casamentos ou batizados, no calor da raiva ou diante de uma surpresa, os homens frequentemente choram em segredo, por medo do escrutínio social.
A sociedade senegalesa se beneficiaria com a quebra dos estereótipos de gênero que confinam os homens a um papel de impassibilidade. Reconhecer e expressar as próprias emoções demonstra inteligência emocional, não fragilidade. Chorar não diminui a dignidade ou a força de um homem; revela sua humanidade.
Autora: Adama Sy
Casablanca 2025: África em marcha rumo à soberania financeira.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Nos dias 3 e 4 de novembro de 2025, Casablanca se tornará o palco de uma grande ambição continental com a 5ª edição da Cúpula Financeira da África. Sob o tema "Nosso Capital, Nosso Poder: Liberando a Soberania Financeira da África", este evento reunirá mais de 1.250 tomadores de decisão para discutir visões e estratégias para romper as cadeias de dependência do capital estrangeiro.
Em um contexto em que as barreiras comerciais impedem o livre fluxo de recursos e o financiamento externo às vezes permanece condicional, a África busca reverter essa tendência. O objetivo é mobilizar seus próprios recursos — sejam financeiros, humanos ou institucionais — para financiar a infraestrutura essencial ao seu desenvolvimento e lançar as bases para uma integração econômica verdadeiramente pan-africana.
Além da retórica, esta edição visa delinear um roteiro concreto e operacional. Visa promover um círculo virtuoso em que o capital nacional se torne o motor do crescimento autossustentável, capaz de fortalecer a resiliência das economias africanas diante de choques globais. Casablanca 2025 não é apenas uma conferência; é um momento crucial para remodelar o futuro econômico do continente, afirmar seu poder e deixar claro que a África finalmente está no controle de seu destino financeiro.
Autora: Aicha Fall
fonte: seneweb.com
Mali: Quem é Bernard Vezilier, o francês preso por tentar desestabilizar o estado?
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
No Mali, o Ministro da Segurança e Proteção Civil, Daoud Aly Mohamedine, revelou uma tentativa de desestabilizar as instituições da República ontem, quinta-feira, 14 de agosto. Acredita-se que os autores sejam soldados e civis que recebem assistência de um Estado estrangeiro.
O plano aparentemente fracassou graças à vigilância de serviços especializados, que prenderam os suspeitos já em 1º de agosto de 2025.
Oficial Mecânico da Força Aérea Francesa
Entre esses supostos conspiradores está Yann Christian Bernard Vézilier, um soldado francês. Segundo as autoridades malinesas, ele agia em nome dos serviços de inteligência de seu país.
Vézilier é um oficial mecânico da Força Aérea Francesa. Ingressou na Academia da Força Aérea Francesa em 1998.
Após seu treinamento, ascendeu sucessivamente às patentes de segundo-tenente, tenente, capitão, major e tenente-coronel. Ele é um soldado condecorado.
Em 2020, foi condecorado Cavaleiro da Ordem Nacional do Mérito, distinção que coroou seus 27 anos de serviço.
Autor: Bernardin Patinvoh
Seminário Intergovernamental Senegal-França: O que o Embaixador Francês disse sobre o local e a data.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Senegal e França estão preparando seu seminário intergovernamental. Uma missão liderada por Boubacar Camara, Ministro Secretário-Geral do Governo, e seu vice, Cheikh Dieng, viajou a Paris para esse fim. Mas quando esse seminário será realizado? Quando?
Em 14 de julho, durante uma recepção realizada na Embaixada da França em Dacar, à margem da celebração do feriado nacional francês, o Embaixador da França em Dacar forneceu algumas respostas sobre o assunto.
"Até o final do ano, nossos dois governos devem se reunir em Dacar durante um seminário intergovernamental para definir, ao mais alto nível, com os primeiros-ministros de nossos dois governos, o conteúdo desta parceria renovada", anunciou Sua Excelência Christine Fages.
A diplomata especificou que o conteúdo desta parceria será baseado nos interesses estratégicos de ambos os países e alinhado com a Visão 2050. "E nosso interesse estratégico hoje é trabalhar com um Senegal democrático, forte e próspero", declarou ela durante a cerimônia.
Autor: Youssouf Sané
Sonko aposta na autonomia financeira para reinventar a economia senegalesa.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Ao romper com o FMI, Ousmane Sonko está colocando o Senegal em um novo caminho com seu plano "Jubbanti Koom". Este programa, concebido como um motor de soberania, depende quase exclusivamente de financiamento interno para reanimar a economia, acelerar a industrialização e fortalecer a resiliência do país até 2050. O objetivo é restaurar a confiança nacional e, ao mesmo tempo, provar que a autonomia fiscal é possível na África.
Essa estratégia, que contrasta com a tradicional dependência de doadores internacionais, baseia-se na mobilização de recursos internos e em uma redistribuição mais direta aos setores produtivos. O governo espera alcançar resultados tangíveis rapidamente para conquistar o apoio de uma população que espera mudanças concretas.
Mas a aposta é ousada; sem uma rede de segurança externa, todo erro custará caro. Se o "Jubbanti Koom" conseguir estimular o crescimento e reduzir a vulnerabilidade econômica, poderá se tornar um modelo de referência para outros países africanos. Caso contrário, revelará os limites de uma independência financeira ainda frágil.
Autora: AÏcha Fall
fonte: seneweb.com
Presidente da Serra Leoa, Julius Maada Bio, em Dakar.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O Presidente da Serra Leoa, Julius Maada Bio, encontra-se atualmente em Dacar. Foi recebido na Presidência da República nesta sexta-feira pelo Chefe de Estado, Bassirou Diomaye Faye.
Atual Presidente da CEDEAO, encontra-se em Dacar em visita de trabalho. Para o efeito, reuniu-se com o seu homólogo senegalês.
De acordo com a Presidência, os dois líderes reiteraram o seu compromisso comum de reforçar a cooperação bilateral e de trabalhar em prol da integração e estabilidade da nossa comunidade.
Autor: Youssouf Sané
fonte: seneweb.com
SENEGAL: Branco aplaude Guy Marius e “ataca” governo de Sonko.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Há algumas semanas, Guy Marius Sagna questionou o atual governo sobre os novos desdobramentos do caso da prisão de Juan Branco em Dacar, em agosto de 2023. O deputado havia enviado uma pergunta por escrito ao Ministro da Justiça em 21 de julho.
Na carta, ele questionou, em essência, se era "verdade que, há um ano, os tribunais espanhóis solicitam às autoridades senegalesas as informações de que dispõem sobre o sequestro do advogado Juan Branco na Mauritânia e sua prisão em Dacar?"
"É verdade que, apesar de vários avisos, nenhuma informação foi disponibilizada aos tribunais espanhóis?", insistiu o deputado em sua pergunta por escrito enviada ao Ministro da Justiça. Juan Branco, por sua vez, tomou a iniciativa. Em um artigo de opinião publicado em suas plataformas digitais, ele relembrou brevemente esse episódio tumultuado.
"Fui sequestrado na Mauritânia pelos serviços secretos do regime, levado para Nouakchott e, após dois dias de detenção arbitrária em vários locais secretos, encapuzado, algemado por agentes à paisana e transportado para o Senegal pelo Rio Rosso. De lá, um comboio de soldados fortemente armados, sem identificação, levou-me de terreno baldio em terreno baldio, antes de me entregar a outras forças paraestatais e, finalmente, a Saint-Louis, para ser preso", relatou Branco.
Ele continuou: "Queriam que eu enfrentasse a prisão perpétua. Porque eu havia defendido um homem." O advogado franco-espanhol parabenizou o autor da pergunta escrita: "Há pessoas que realizam maravilhas e cuja capacidade de manter o rumo, custe o que custar, é admirável. É o caso, no Senegal, do revolucionário Guy Marius Sagna. "Ele é um exemplo e um panteão", disse ele.
Mas, embora Juan Branco tenha se mostrado efusivo sobre o deputado e sua iniciativa, foi pouco gentil com o governo, que, segundo relatos, permaneceu em silêncio sobre a pergunta escrita de Guy Marius Sagna.
"Não recebi resposta do governo ao seu pedido, por parte da pessoa por quem atravessei o oceano por dois dias em uma canoa, depois de passar quatro dias em território senegalês, para desafiar o poder que o queria devastado e lembrá-lo, enquanto todos os outros se escondiam, de que ele jamais seria abandonado", publicou ele na página do Facebook. As autoridades senegalesas apreciarão isso.
fonte: seneweb.com
A
ANGOLA: SEGURANÇA PÚBLICA “É ESTÁVEL”.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A Polícia Nacional de Angola garantiu hoje que a situação de segurança pública no país “é estável”, sem o registo, nos últimos dias, acções que condicionem o normal funcionamento das instituições e a livre circulação de pessoas e bens.
Numa comunicação à imprensa, dando conta do ponto de situação de segurança pública no país, o porta-voz da Polícia Nacional, Mateus Rodrigues, referiu que este informe visa “levar a mensagem de tranquilidade aos cidadãos, que não há razões para preocupações para limitar a circulação pública nos próximos dias”.
“A Polícia Nacional de Angola tem acompanhado com atenção a produção, publicação, republicação e disseminação de informações nas redes sociais, na sua grande maioria falsas, caluniosas e até criminosas, com um único sentido: espalhar o medo, insegurança e a instabilidade social no país”, referiu.
Mateus Rodrigues alertou ainda que “este fenómeno é cíclico e ocorre sempre nas vésperas de grandes acontecimentos acolhidos por Angola, com a publicação de vídeos e áudios, alguns deles até de outros países, situações ocorridas em momentos anteriores, algumas delas até com processos disciplinares e criminais com sentença transitada em julgada”.
“Relativamente a este ponto, impõe-se que os cidadãos consultem fontes de informação oficial”, disse o porta-voz da Polícia angolana, assegurando que “a situação de segurança no país é estável”, reiterando o “seu papel de guardiã da ordem e tranquilidade públicas, da protecção das pessoas, dos seus bens e do livre exercício de direitos e garantias fundamentais à luz da Constituição da República de Angola”.
Segundo Mateus Rodrigues, estão salvaguardadas todas as medidas de segurança para o asseguramento de todas as actividades de carácter nacional e internacionais, que decorrem no país, alertando ainda que “toda e qualquer tentativa de alteração da ordem e tranquilidade públicas merecerão uma resposta pronta e adequada das forças de defesa e segurança do país em função do grau de ameaça que vier a representar”.
Nas últimas semanas, Angola registou momentos de agitação social, na sequência de uma greve promovida por associações e cooperativas de taxistas, em protesto pela subida dos preços dos combustíveis e das tarifas dos transportes públicos.
A paralisação registada entre 28 e 30 de Julho passado, ficou marcada por tumultos, caracterizada por actos de vandalismo, pilhagem, violência, destruição de bens públicos e privados, resultando em 30 mortos, 277 feridos e 1.515 detenções, segundo os dados oficiais.
Os actos de destruição e violência assistidos na província de Luanda, capital de Angola, estenderam-se também para as províncias de Benguela, Icolo e Bengo, Bengo, Huíla, Malanje, Huambo e Lunda Norte.
Na sequência desta ocorrência, as autoridades angolanas têm anunciado várias detenções, nomeadamente do presidente e do vice-presidente da Associação Nacional dos Taxistas de Angola (Anata) que liderou a convocação da paralisação por três dias dos serviços de táxis.
Face a estas detenções, circulam nas redes sociais informações a dar conta da realização de uma nova greve, a partir de segunda-feira, caso continuem detidos os líderes da Anata.
Visitado 435 times, 7 visitas hoje
FOLHA8
ANGOLA: CRISTINA, PRINCESA MILIONÁRIA.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
“O melhor exemplo de ética, verticalidade e reputação ilibada é quando um político respeita o bem público é avesso a qualquer corrupção e é escravo da sua palavra” (In Chefe Indígena).
Por William Tonet
Opaís está há oito anos no mapa da fome absoluta. Os cidadãos estão proibidos de comer. Decentemente.
Os contentores de lixo, são, desde 2017, os “News Supermarket MPLA” (supermercados) impostos à maioria discriminada: 20 milhões de “pretos” pobres, para diário abastecimento e posterior repouso em colchões de betão, das esquinas do apartheid (excluídos do regime)…
Nestes (colchões de betão), meninas de oito anos, engravidam precocemente, de meninos de igual ou superior idade. A exclusão a que são votados pelo Executivo e o tesão infantil das madrugadas, se unem em cúmplices afagos. Geram menininhos de meninos-pais.
Os jovens adultos, que o sistema lhes nega a possibilidade de uma carteira escolar, são excluídos da população activa.
Dantescamente, algemados à política económica do Titular do Poder Executivo, assistem o direito à vida (art.º 30.º CRA) ser lançado na pocilga: ”O Estado respeita e protege a vida da pessoa humana, que é inviolável”.
Mas esta é assassinada de forma deslavada pela norma, por os preços da cesta básica, por decisão política de João Lourenço e “FMISTAS”, ser colonialista e discriminatória.
Ao pobre, sem direitos se impõe o pior. Os contentores e monturos de lixo, como único local de sobrevivência. Verdadeiro calvário.
Aos ricos a outorga de todas as mordomias, principalmente se filhinhos de papai. Os únicos a ter as benesses e o enriquecimento ilícito, desde formação académica no ocidente, a ocupação dos mais relevantes cargos e funções, nos mais variados sectores da Função Pública e privados.
Com diplomas do Reino Unido, França, Lisboa, Estados Unidos, destacam-se dos diplomas dos pobres, outorgados por universidades internas, cuja cientificidade e rigor, são proibidos para não ofuscar os herdeiros dos papais.
É o acesso privilegiado na sucessão, ainda em vida dos pais, no aparelho de Estado. Até mesmo no MPLA! Olhar não custa.
NOVA PRINCESA OU NOVA COMPETÊNCIA XXXL
Nos últimos dias muito se tem especulado sobre a nova princesa económica financeira, Cristina Lourenço, filha do Presidente da República. Muitos a consideram milionária, outros bilionária. Certo ou errado, as impressões digitais estão vincadas.
Diferente da anterior, Isabel dos Santos, esta tem secundinas enterradas no sector público. Mas, hoje é CEO de órgão público-privado: BODIVA.
E a bomba é a de auferir entre salário e bónus de produtividade 181 milhões e 666 mil Kwanzas/mês.
Uma exorbitância em tempo de crise. Cerca de 181 mil Euros/mês. Dizem ser pouco… para imortais…
O Presidente da República havia, no 30 de Novembro de 2018, no pedestal da sua autoridade, para criticar José Eduardo dos Santos que havia nomeado os filhos Zenú dos Santos (que prendeu) Fundo Soberano e Isabel dos Santos (que forçou exílio, para não ser presa), SONANGOL, disse: “Se de forma pouco responsável se confiar a um jovem inexperiente a gestão de biliões de dólares americanos do país, o partido não pode ficar indiferente, tem de bater o pé”.
E, mais adiante, para debilitar ainda mais as frágeis células de Eduardo dos Santos asseverou: “O partido deve condenar e impedir que as empreitadas das grandes obras públicas como portos, aeroportos, centrais hidroeléctricas, cimenteiras, ordenamento e gestão de cidades e outros sejam entregues a nossos filhos, familiares ou outros próximos se não obedecerem às regras e normas do concurso público, da contratação e da sã concorrência”.
Hoje, o cenário mudou e João Lourenço tem na BODIVA, que trata da venda da dívida pública e património do Estado, a filha. “Quid juris”?
Se a Isabel dos Santos até hoje era o apogeu da ladroagem do regime do MPLA, por ter gerido por cerca de dois anos a SONANGOL, o que dirão, agora os bajuladores, que hoje circundam o Presidente severo?
A nova princesa tem a função de vender dívida pública e, face à jurisprudência do pai, poderá amanhã ser fustigada. Justa e injustamente! O economista Carlos Rosado tem a seguinte visão: “De acordo com as minhas contas o salário médio mensal dos administradores da BODIVA foi de 10 446 909 (dez milhões quatrocentos e quarenta e seis mil novecentos e nove) kwanzas. A “Lourenço” como CEO deve ganhar 25% acima dos administradores executivos. Sobre ter sido eleita CEO entendo que a Assembleia Geral esteve mal, uma empresa controlada pelo Estado não deve ter como CEO a filha do Presidente da República, independentemente da sua valia profissional. A BODIVA é a empresa gestora da bolsa onde são transaccionados títulos sobretudo da dívida pública”, asseverou.
Diante do germinar desta rosa, Cristina Lourenço poderá enfrentar um quadro mais imprevisível, segundo o economista César Baptista, “Esses salários, a serem reais, constituem uma aberração. O Presidente da República tem estado a provar que há uma incongruência no sentido superlativo, entre o que diz e faz. É tanta safadeza, cara de pau e folgança, que até os grandes actores de filmes de Hollywood, teriam dificuldade em transformar em ficção”.
A ética, em Angola parece não ter nem valores, nem princípios quando o Executivo é o primeiro a não respeitar a Constituição e a lei. O professor Heitor Carvalho assegura “não é totalmente racional, mas a lógica pode ser a de procurar profissionais bem pagos que façam a empresa dar um salto”. Será? A pergunta não obteve resposta.
Ao faltarem poucos quilómetros para o fim da viagem a jurisprudência deste consulado, assente na raiva, ódio, discriminação e injustiça, não tem como não ser avocada, pelo sucessor.
“Os relatórios de Janeiro, Fevereiro e Março de 2025 apresentam como dividendos pagos, zero. Por outro lado, o relatório de execução do Orçamento Geral do Estado do I trimestre deste ano como de hábito, não detalha qual foi o dividendo recebido pelo Estado a partir da BODIVA. É estranho que se saiba quanto o gestor enquanto trabalhador ganha e não quanto o accionista Estado recebeu. Por outro lado, a nomeação da filha do Presidente é a mais acabada prova de falta de integridade, depois do que fez aos filhos do JES. Isto é mais um factor de descrédito de JLO e que estimula a crescente revolta dos angolanos”, assegurou o deputado Faustino Mumbica.
A serem verdadeiros estes dados, inicialmente com estampa do Valor, tem-se como escandalosos, os níveis salariais desta e outras empresas, num país com extrema miséria e desemprego.
Para o economista David Kissadila, “grande parte das empresas públicas são deficitárias, não representam nada nas receitas do Estado, pelo contrário, são recapitalizadas com dinheiro público como o BPC. O stock da dívida governamental à TAAG e à SONANGOL representa USD 2.17 mil milhões de dólares, dados do 1º Trimestre de 2025 do Relatório de Exercício Financeiro do Estado. Portanto, hoje, as empresas públicas transformaram -se em banquetes de repartição do dinheiro público por indivíduos bem seleccionados, filhos, sobrinhos e camaradas de partido”.
Diante deste lamaçal, o economista António Hermenegildo Pangua, ao invés de responder às questões colocadas por F8, endereçou um dito popular, disse inspirado na crítica de João Lourenço aos meninos que ocupam cargos: “quando um porco toma o castelo, não é o porco que vira rei, é o castelo que vira um chiqueiro”.
A metáfora critica a ocupação de posições de liderança por pessoas inadequadas, despreparadas, antiéticas ou autoritárias, que degradam por nepotismo, peculato ou corrupção as instituições.
Visitado 454 times, 28 visitas hoje
Partilhe este Artigo
domingo, 3 de agosto de 2025
Denis Sassou-N’Guesso lançou a 12ª edição do Festival de Música Pan-Africana (Fespam) em Brazzaville.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A 12ª edição do Festival de Música Pan-Africana (FESPAM) teve início no sábado, 19 de julho de 2025, em formato reduzido, no Palácio do Congresso, sob o alto patrocínio do Presidente da República, Chefe de Estado, Denis Sassou-N'Guesso.
Na presença de diversas autoridades nacionais e estrangeiras, Denis Sassou-N'Guesso destacou os destaques das atividades do evento.
"Declaro aberto o Festival de Música Pan-Africana. Que a celebração comece, e que seja bela", declarou, sob aplausos prolongados da plateia.
Por sua vez, o Prefeito de Brazzaville, Dieudonné Bantsimba, a Representante Residente da UNESCO, Fatoumata Barry Marega, a Diretora-Geral da UNESCO, Audrey Azoulay, o Comissário-Geral Hugues Gervais Ondaye e a Ministra da Indústria Cultural, do Turismo, Artística e do Lazer, Marie-France Lydie Hélène Pongault, proferiram discursos saudando um evento impulsionado pelo desejo de unidade e partilha africanas, antes da abertura oficial do festival pelo Presidente da República.
Imediatamente após a cerimônia de abertura, os artistas animaram o palco com sons e danças selvagens em uma sala de conferências no Palais des Congrès, que se encheu de admiração.
Sob o tema "Música e Desafios Econômicos na África na Era Digital", 14 países e suas delegações participam deste festival, incluindo a República Democrática do Congo (RDC), Senegal, Mali, Chade, Costa do Marfim e Venezuela.
Durante uma semana, diversos grupos musicais da África e de outros lugares se apresentarão em diversos locais, incluindo o Palais des Congrès, Mayanga e Kintélé, para exibir suas criações artísticas.
Jean-Jacques Jarele SIKA / Les Echos du Congo-Brazzaville
França – Imigração: Um funcionário congolês da sua empresa há 12 anos não pode mais trabalhar devido à falta de renovação da sua autorização de residência.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
De origem congolesa, Louison Kindula é casado, pai e trabalha como técnico de laboratório em Neuville-en-Ferrain, no norte do país, desde 2013. Desde terça-feira, 29 de julho, Louison não possui mais documentos, pois não conseguiu renovar sua autorização de residência. Essa situação gera diversas incertezas para o futuro.
Ele está totalmente integrado, mas oficialmente tornou-se indocumentado. Louison Kindula, de 47 anos, deixou a República Democrática do Congo na esperança de uma "vida melhor" após estudar engenharia.
Chegando à França em 2008, Louison progrediu na carreira e trabalha desde 2013 como técnico de laboratório em controle de qualidade na indústria têxtil em Neuville-en-Ferrain.
Após dez anos, sua autorização de residência de longa duração expirou.
Sua esposa trabalha, mas o salário dela por si só não é suficiente para atender às necessidades da família com três filhos de 15, 13 e 11 anos.
Louison se preocupa consigo mesmo, mas também com eles, e chega a programar alarmes no celular para se lembrar de solicitar recibos com vários meses de antecedência. Infelizmente...
Maximilien Coequyt, representante sindical da CGT em sua empresa, o apoia: "Louison é certamente um dos nossos melhores profissionais. Ele chegou como fornecedor e progrediu na carreira até se tornar técnico de laboratório."
Em uma empresa em Neuville-en-Ferrain, ele realiza análises e verifica a qualidade dos produtos. O representante sindical garante que entre 5 e 10 pessoas estão enfrentando os mesmos problemas na empresa e teme demissões em vez de suspensões em um futuro próximo.
Ele não está sozinho, segundo o secretário do sindicato local CGT em Tourcoing. Brahim Douaouda diz que está vendo cada vez mais pessoas entrando no escritório com o mesmo problema: "Temos duas ou três pessoas por semana. Há um pico há um ano. Acho que há falta de recursos, de pessoal; não é normal." O ativista também acredita que há uma "vontade política para reduzir a imigração".
Em 9 de julho, quinze associações, incluindo a Liga dos Direitos Humanos, apresentaram uma petição sobre o assunto ao Tribunal Administrativo de Lille.
A prefeitura, por sua vez, reconhece que "os prazos de emissão não foram satisfatórios em 2024", mas afirma que, desde a chegada do novo prefeito da região Norte, "a situação melhorou significativamente para todas as autorizações de residência".
De acordo com a prefeitura, as autorizações relativas à imigração assalariada agora são processadas em um mês, em comparação com quatro anteriormente. A prefeitura reitera que um pedido completo deve ser apresentado quatro meses antes da data de expiração da autorização.
Em relação ao caso específico de Louison Kingula, a prefeitura da região Norte, no entanto, garante que não recebeu nenhum pedido de renovação de recibo.
Ele garante que respeitou os prazos recomendados e confidencia: "A África foi meu berço, mas a França foi meu berço de crescimento. Aqui, tenho minha esposa, meus filhos, minha vida. Amo a França, sua história, sua cultura. Trabalho, estou integrado. Gostaria que fosse recíproco, porque não vejo o elevador voltando para mim."
Bertrand BOUKAKA/Les Échos du Congo-Brazzaville
Espanha – Real Madrid: Kylian Mbappé agora usará a camisa 10.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
É oficial! O Real Madrid confirmou: Kylian Mbappé herdará o lendário número 10 na próxima temporada. Uma decisão muito aguardada, agora confirmada pelo clube madrilenho.
O número 9 que ele recebeu em sua chegada no verão passado se foi. O francês assume o número 10 deixado por Luka Modric, agora jogador do Milan. Um símbolo poderoso, já que ele usa este número pela seleção francesa.
O próprio Mbappé divulgou a notícia no X com uma mensagem simples: "10". O Real Madrid oficializou a informação alguns dias depois.
Um novo capítulo começa para o craque francês... com o número lendário. E validado por seu antecessor, Luka Modric.
fonte: https://lesechos-congobrazza.com
Costa do Marfim – Eleições Presidenciais: Após o anúncio da candidatura do Presidente Alassane Ouattara, o PPA-CI apela aos cidadãos para que se preparem para defender a Constituição.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Após a candidatura do presidente cessante, Alassane Ouattara, às eleições presidenciais de 25 de outubro de 2025, o Partido Popular Africano da Costa do Marfim (PPA-CI) reagiu oficialmente na quinta-feira, 31 de julho. Em uma declaração assinada por seu presidente executivo, o partido de Laurent Gbagbo "apela a todos os cidadãos que se preocupam com a dignidade da Costa do Marfim para que se preparem para defender a Constituição, a justiça e a alternância".
"Isso abre um novo ciclo político ao qual o povo marfinense deve responder. Não com a violência, mas com a força da lei, a energia da rejeição e a determinação da luta democrática", escreve Sébastien Dano Djédjé, antes de acrescentar:
"O PPA-CI apela a todos os cidadãos comprometidos com a dignidade da Costa do Marfim para que se preparem para defender a Constituição, a justiça e a mudança política. Esta é uma responsabilidade histórica."
E Dano Djédjé conclui:
"Apelamos à opinião nacional e internacional: o povo marfinense não aceitará que a lei fundamental seja ainda mais desrespeitada. Responsabilizaremos o Sr. Alassane Ouattara por quaisquer tensões e violência que possam surgir. Nosso compromisso é claro: a Costa do Marfim não é uma monarquia e ninguém tem o direito de se estabelecer lá por toda a vida."
Cabe destacar que a Frente Conjunta PDCI-PPACI adiou sua marcha pacífica para 9 de agosto. A aliança dos dois partidos de oposição anunciou o adiamento na quinta-feira, 31 de julho, em uma mensagem de vídeo nas redes sociais.
https://lesechos-congobrazza.com
BRAIMA CAMARÁ NOVO PM?
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Para mim, essa ideia só faz sentido como uma brincadeira de “Cabra cega”, um jogo infantil em que uma pessoa, com os olhos vendados, tenta pegar alguém do grupo.
Até onde sei, nunca faltaram convites desse tipo para o Camará, mas ele nunca aceitou essas propostas. Sempre defendeu um governo legítimo, eleito de forma transparente, democrática e livre.
Quanto ao Camará, quanto tempo ele ficaria como Primeiro-Ministro? E como ficaria a atuação da ANP, que é o órgão responsável por legislar e fiscalizar o governo?
Esse tipo de jogo só faz sentido na brincadeira de “Cabra cega”. Mas, caso se vier a ser confirmado, todos devem estar cientes de que isso representa uma estratégia (armadilha) perigosa e com pernas curtas.
fonte: bambaramdipadida.blogspot.com
Son emociona com vídeo de despedida do Tottenham.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
No dia seguinte ao anúncio de sua saída, Heung-min Son (33 anos, 46 jogos e 11 gols em todas as competições da temporada 2024-2025) disputou sua última partida pelo Tottenham contra o Newcastle (1 a 1), neste domingo, em Seul, durante o amistoso de preparação do Tottenham. Substituído aos 64 minutos, o atacante sul-coreano não conteve as lágrimas.
Espaço publicitário
O estádio se levantou para homenagear seu capitão, enquanto seus companheiros e comissão técnica formaram uma guarda de honra no meio-campo. Nas arquibancadas, seu pai assistia à cena impassivelmente, enquanto seu compatriota do Paris Saint-Germain, Kang-in Lee, também lhe prestava homenagem.
seneweb.com
LUANDA EM CHAMAS, ESTÔMAGOS EM FÚRIA
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A capital ardeu esta semana. Não só em labaredas de pneus e contentores, mas em indignação e desespero. O caos que se espalhou por Luanda e encontrou eco no Huambo, na Huíla e em Malanje… não brotou do nada. Foi apenas a superfície a rachar sob a pressão de um vulcão antigo: a fome.
Por Mwata Santos
Pilhagens, vandalismo, confrontos. Supermercados saqueados, armazéns invadidos, bens de primeira necessidade levados aos montes. À primeira vista, parece barbárie. À segunda, é sobrevivência.
Recorremos, aqui, à velha lição da Pirâmide de Maslow: sem comida, sem abrigo, sem água, não há liberdade possível. Nenhum povo sobe ao andar da cidadania se está confinado ao rés-do-chão da sobrevivência. E a maioria dos angolanos continua aí: ignorada, manipulada, reduzida a estatística em discursos de ocasião.
O Gu-ver-nu sabe disso. Sempre soube. Governa pelo estômago e para o estômago. Mantém o povo à míngua para garantir controlo e dependência. Educação? Saúde? Segurança? Emprego? Não são prioridades quando o cidadão tem de escolher entre o pão e o kandongueiro, entre a fuba e o medicamento, entre viver ou morrer.
O aumento do preço dos combustíveis, anunciado a 4 de Julho, acendeu o rastilho. A paralisação dos táxis — prevista para os dias 28, 29 e 30 — espalhou a faísca. Mas o fogo instalou-se antes mesmo da greve. Os acontecimentos de segunda-feira foram a resposta crua, ainda que inconsciente, de um povo farto de promessas vazias e de políticas que esmagam os de baixo para manter os de cima confortáveis.
Tudo começou com um anúncio: os taxistas, fartos da última subida dos combustíveis, decidiram parar. De 28 a 30 de Julho, o país assistiu à paralisação de quem move grande parte da economia informal e garante mobilidade à maioria. Segunda-feira, o colapso foi inevitável. Mas o que se seguiu: pilhagens, saques e confrontos, revelou algo muito mais profundo e doloroso, a falência do pacto social.
Estamos perante um colapso moral e social. A violência não é o caminho, mas ignorar as suas causas é perpetuar o ciclo. A ausência do Estado nos bairros, nas escolas, nos hospitais, nas estradas, gera o Estado de Natureza, onde quem tem fome não espera por decretos.
A imprensa chama-lhe vandalismo. As autoridades, arruaça. Mas nós, os que sentimos o país a partir do rés-do-chão da Pirâmide de Maslow, sabemos o nome verdadeiro disso: desespero.
Não são os livros que alimentam. Nem os slogans da propaganda. Não é a bandeira que se come, nem o hino que sacia. Um povo com o estômago vazio não discute democracia, sobrevive. Quando a fome aperta, a ética é um luxo e a moral, um eco distante. E, nesta Angola onde uma caixa de frango custa o mesmo que um salário mínimo, a fome tornou-se a linguagem universal dos esquecidos.
Não foram atacadas bibliotecas tampouco lojas de perfumes caros. Foram assaltados supermercados. A mensagem está clara: o problema não é ideológico. É estomacal.
E o mais perigoso não é o povo faminto. É o poder que se aproveita disso. Há um risco silencioso a crescer: o de que estas convulsões sirvam de argumento para reforçar o controlo, restringir liberdades e justificar a repressão em nome da “ordem pública”. Um Estado que falha na prevenção prepara-se para a punição. E essa punição pode vir vestida de legalidade, com decretos e força sem jamais tocar a causa real do tumulto.
Este é um aviso. A fome já está a explodir pelas costuras da dita nação. E se não houver políticas reais, não paliativos, não promessas para devolver a dignidade a quem já só tem dívidas, o próximo saque não será apenas ao supermercado. Será à esperança.
2027 aproxima-se.
Será mais um ano de slogans, promessas e brindes eleitorais? Ou seremos capazes de perceber que um país com o estômago vazio não pode ter cabeça para votar conscientemente?
Queremos cidadãos ou reféns?
Pensar Angola não é um luxo de intelectuais. É uma urgência nacional.
Precisamos pensar Angola. É urgente!
Visitado 809 times, 34 visitas hoje
fonte: folha8
ANGOLA: «AUTORES DA ACÇÃO CRIMINOSA SAÍRAM DERROTADOS»
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O Presidente do MPLA, nas funções delegadas de Presidente da República angolano, general João Lourenço, afirmou hoje que “quem quer que seja que tenha orquestrado e conduzido” os tumultos registados esta semana em Angola “saiu derrotado”. Além disso, anunciou apoio às empresas vandalizadas e falou em sabotagem.
OPresidente angolano anunciou hoje que o Governo vai aprovar apoios às empresas afectadas esta semana, em várias províncias, pelos actos de vandalismo, que classificou “de sabotagem” contra a economia.
João Lourenço quebrou o silêncio numa mensagem à nação transmitida na Televisão Pública de Angola, após dias de críticas, prometendo respostas de apoio à economia face à destruição registada nos tumultos durante a paralisação dos taxistas.
“O Executivo angolano decidiu aprovar, já na segunda-feira próxima, medidas de apoio às empresas atingidas pela onda de vandalismo, com vista à mais rápida reposição de ‘stocks’ e manutenção dos postos de trabalho ameaçados”, anunciou o chefe de Estado.
João Lourenço condenou ainda os actos de vandalismo e pilhagem que provocaram mortos, feridos e destruição e expressou pesar às famílias enlutadas.
O chefe de Estado falou à nação hoje às 13:00, no final de uma semana marcada por tumultos e numa altura em que muitas vozes já criticavam o seu silêncio face aos incidentes.
“Quem quer que seja que tenha orquestrado e conduzido esta acção criminosa, saiu derrotado e ajudou-nos a todos, ao Executivo e à sociedade, a tomar medidas preventivas e melhores formas de reagir em caso de reincidência, com vista a minimizar os danos sobre as pessoas e o património”, afirmou o chefe de Estado na mensagem à Nação.
João Lourenço lamentou a violência dos últimos dias: “O que assistimos desde segunda-feira foram actos premeditados de destruição de património público e privado, assalto e pilhagem de estabelecimentos comerciais, ameaças e coacção a pacatos cidadãos”.
João Lourenço considerou que “cidadãos irresponsáveis manipulados por organizações antipatriotas nacionais e estrangeiras através das redes sociais” estiveram por detrás dos acontecimentos, cujas consequências incluem “o luto, a destruição de bens públicos e privados, a redução da oferta de bens essenciais e de serviços às populações e o desemprego dos angolanos que trabalhavam nesses estabelecimentos comerciais”.
“Condenamos veementemente tais actos criminosos, lamentamos a perda de vidas humanas e aproveitamos a oportunidade para expressar, no nosso nome e no do Executivo angolano, os nossos mais profundos sentimentos de pesar a todas as famílias enlutadas e votos de rápidas melhoras aos feridos como consequência dos tristes acontecimentos”, declarou.
A paralisação convocada pela Associação Nacional dos Taxistas de Angola (ANATA) teve início a 28 de Julho em protesto contra o aumento dos preços dos combustíveis e das tarifas dos transportes públicos. Em várias províncias, a greve degenerou em confrontos com as forças de segurança, pilhagens e vandalismo.
Segundo o balanço oficial mais recente, os distúrbios resultaram em 30 mortos, 277 feridos e 1.515 detenções, com maior incidência nas províncias de Luanda, Benguela, Huíla, Huambo, Malanje, Bengo e Lunda Norte. Foram também destruídos 118 estabelecimentos comerciais, 24 autocarros públicos, mais de 20 viaturas particulares, cinco viaturas das forças de defesa e segurança, uma motorizada e uma ambulância.
NOTA DE IMPRENSA DA UNITA
«O Grupo Parlamentar da UNITA segue com enorme preocupação as manifestações e as consequentes convulsões sociais que se registam um pouco pelo País, com destaque para as províncias de Luanda, Icolo e Bengo, Benguela, Huambo, Huíla, Lunda Norte e Malanje, pelo que, não estando o Grupo Parlamentar da UNITA indiferente à gravidade da situação caracterizada pela violência extrema, destruição de bens, execuções sumárias e detenções indiscriminadas, vai solicitar um debate com carácter de urgência na Assembleia Nacional sobre as causas e soluções estruturantes da grave crise política, económica e social que o país atravessa.
«O Grupo Parlamentar da UNITA considera inaceitável que a Polícia Nacional, treinada para assegurar e garantir a ordem pública e com capacidade para nos momentos de graves perturbações controlar as convulsões sociais, tenha, aparentemente, ordens para atirar a matar sem piedade. Se é importante deter os cidadãos envolvidos na pilhagem, não é aceitável que os efectivos policiais que matam indiscriminadamente, violando direitos constitucionais, não sejam detidos e responsabilizados, nos termos da Lei. O Grupo Parlamentar da UNITA defende intransigentemente que a vida é inviolável e tem o mesmo valor para todos os cidadãos.
«Num momento de grave crise, a sociedade espera dos Governantes e Deputados palavras de moderação, conciliação, sobretudo medidas de políticas públicas para a resolução dos conflitos há muito previstos por analistas de reconhecida reputação pública e entidades religiosas. O momento exige da Assembleia Nacional uma posição pública sobre o compromisso que os Deputados assumiram de representar fielmente o Povo angolano, antes da defesa de estratégias partidárias, de grupos ou indivíduos.
«A Assembleia Nacional não se pode calar diante da gravidade da situação e a tendência de alastrar para as demais províncias. O debate pela Assembleia Nacional é urgente, relevante, importante e necessário para que os representantes do Povo angolano na Casa das Leis transmitam uma mensagem de unidade do Estado, defesa da estabilidade política e posição firme de condenação do terror e medo que se procuram infundir na sociedade.
«Para o Grupo Parlamentar da UNITA a Assembleia Nacional não pode actuar à margem do clamor da sociedade e das expectativas nacionais, por isso, considera ser fundamental e inadiável reformar o Estado, institucionalizar as Autarquias Locais e aprovar leis justas, sem as quais não haverá participação efectiva do cidadão na gestão dos interesses locais das comunidades nem desenvolvimento social que se pretende inclusivo.
«O Grupo Parlamentar da UNITA, enquanto expressão política da Frente Patriótica Unida (FPU), reafirma a sua determinação de lutar pela consolidação do Estado Democrático de Direito, com justa redistribuição da riqueza nacional, liberdade, dignidade, prosperidade e felicidade. Os cinquenta anos de Independência Nacional não podem ser assinalados com fratricídio, dor e luto, corrupção, impunidade, fome e aumento das desigualdades sociais.»
Visitado 553 times, 90 visitas hoje.
fonte: folha8
SENEGAL: Plano de Recuperação: FRAPP denuncia silêncio do governo sobre soberania monetária.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Sexta-feira, 1º de agosto, foi marcada pela apresentação do plano econômico e social do governo no Teatro Nacional. Graças a essa estratégia, o governo senegalês espera arrecadar 5,662 bilhões de francos CFA nos próximos três anos. A iniciativa foi saudada pela Frente para uma Revolução Popular e Pan-Africana Anti-Imperialista (FRAPP) em um comunicado à imprensa publicado neste domingo, 3 de agosto. O movimento aproveitou a plataforma para criticar e compartilhar suas recomendações. Em relação a esse plano, a FRAPP alertou o governo sobre a falta de medidas em relação à soberania monetária. Mais detalhes estão disponíveis no seguinte comunicado à imprensa:
FRAPP: DIANTE DO FMI E DO BANCO MUNDIAL, UMA ALTERNATIVA É POSSÍVEL!
seneweb.com
quarta-feira, 30 de julho de 2025
3ª CIMEIRA ESPANHA-ÁFRICA: Para continuar a expandir as trocas comerciais.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Madri sediou a terceira Cúpula Espanha-África de 6 a 8 de julho de 2025. O Secretário-Geral da Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA) e representantes dos governos da Costa do Marfim, Togo e Somália participaram. A relação ibero-africana era o foco das atenções na capital espanhola, especialmente os laços comerciais cada vez mais fortes entre a África e a Espanha. Nada menos que 5 mesas redondas no primeiro dia com cerca de 70 falantes de africanos e espanhóis.
O objetivo desta cimeira era aumentar as oportunidades para empresas ibéricas nos seus setores de excelência, como a construção, as energias renováveis, a dessalinização de águas e a indústria farmacêutica. Atualmente, a África representa 6% das exportações espanholas e 7% das suas importações. Madri, que se orgulha de sua proximidade geográfica com o continente, aspira desempenhar um papel de liderança em setores-chave como infraestrutura, energia renovável e pesca.
Marrocos é o maior parceiro econômico da Espanha na África, seguido pela Argélia, Nigéria, Líbia e África do Sul. O comércio entre a África e a Espanha continua a crescer. Seu volume de quase 30 bilhões de euros no primeiro semestre de 2024 supera o comércio entre a Espanha e a América Latina.
As importações espanholas de hidrocarbonetos africanos aumentaram desde que a Europa decidiu sancionar a Rússia. A Nigéria é o maior fornecedor de petróleo da Espanha e o segundo maior fornecedor de gás, depois da Argélia. A frota pesqueira espanhola, a maior da Europa, está muito presente, do Marrocos a Angola e da Namíbia à África do Sul. Embora dois terços do comércio sejam com o Norte da África, a Espanha é o quinto maior cliente da África Ocidental, à frente da França. Os investimentos espanhóis na África somam 6 bilhões de dólares.
A Espanha, que desenvolveu uma nova rede de Câmaras de Comércio na África, pretende estar mais presente no continente para colaborar, em particular, no combate à imigração ilegal por meio de projetos de formação profissional para jovens.
Alain-Patrick MASSAMBA
ANGOLA: POLÍCIA CONTINUA A MOSTRAR A RAZÃO DA (SUA) FORÇA.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A Polícia Nacional de Angola disse hoje que foi reposta a legalidade em alguns pontos da província de Luanda, onde, durante a manhã, se registaram actos de vandalismo na sequência de uma paralisação de taxistas, anunciando várias detenções.
Em declarações à imprensa, o porta-voz da Polícia Nacional, subcomissário Mateus Rodrigues, disse que foram registados, desde as primeiras horas de hoje, actos de vandalismo, que provocaram alteração da ordem e tranquilidade pública em alguns pontos da província.
Na apresentação pública “de repúdio” destas práticas, Mateus Rodrigues disse que foram realizados actos de invasões a estabelecimentos comerciais e outros, que a Polícia desencoraja “vivamente”.
“Queremos desde já apelar aos cidadãos que estão envolvidos neste tipo de práticas para que parem com este comportamento”, disse, sublinhando que a Polícia está a recorrer a todos os seus meios e homens para repor a legalidade.
“Todos os homens e meios de que a Polícia dispõe estão nas ruas para garantir que voltemos à tranquilidade. Neste momento, já foram realizadas várias detenções, estes indivíduos detidos serão conduzidos aos órgãos de justiça, para que possam ser responsabilizados”, referiu.
“Mais uma vez queremos reiterar o nosso repúdio a esses actos, a nossa reprovação pública a esses actos, alertar aos cidadãos que estão envolvidos nestas práticas para que parem e assegurar os cidadãos de bem que tudo está a ser feito para que a situação volte ao normal nas próximas horas”, acrescentou.
Questionado sobre imagens que circulam nas redes sociais de pessoas supostamente feridas nestes actos, Mateus Rodrigues repetiu que as forças estão no terreno, a garantir que a situação volte à normalidade.
“Este caso em concreto de um cidadão que estava estatelado no chão sem poder ser socorrido já está solucionado, já foi possível socorrer o cidadão, agora não conseguimos passar a informação sobre qual é o estado de saúde do cidadão, mas dizer que cada vez mais a situação está a voltar à normalidade em função da acção das nossas forças que estão nas ruas”, salientou, avançado não ser possível, por agora, indicar o número de detidos, “porque as acções ainda decorrem”.
Mateus Rodrigues enfatizou a necessidade de se separar o que está a ocorrer hoje, que, disse, nada tem a ver com um ato pacífico.
“Uma coisa é uma paralisação, que é um ato altamente pacífico, e outra coisa são os actos que nós estamos a verificar. Estamos a verificar verdadeiros actos de vandalismo com roubos, destruição de bens públicos, então, isso não podemos dizer que isso é paralisação”, destacou, rejeitando que haja uma situação fora do controlo da Polícia.
Até quarta-feira, último dia da paralisação, a Polícia vai elevar as medidas “sempre que o nível de ameaça assim o ditar”, frisou.
No início deste mês, o preço do gasóleo passou de 300 para 400 kwanzas por litro (0,28 para 0,37 euros), no âmbito da retirada gradual pelo Governo do subsídio aos combustíveis, iniciada em 2023, levando a um reajuste das tarifas dos transportes públicos.
Face à subida do preço do gasóleo, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) passou de 200 (0,19 euros) para 300 kwanzas (0,28 euros) o preço do serviço de táxis colectivos (transporte ocasional de passageiros) e de 150 (0,13 euros) para 200 kwanzas a tarifa do serviço de autocarros urbanos.
Os taxistas sublinham que se passaram mais de 15 dias sem o Governo “ouvir o grito de socorro dos taxistas”, por isso decidiram, “as Associações e Cooperativas de taxistas ANATA, ATA, CTMF, ATLA, CTCS, 2PN, AB-TAXI” paralisar os serviços de táxi nos dias 28,29 e 30 deste mês.
Nas primeiras horas de hoje registaram-se enchentes nas paragens de táxis, em vários pontos da província, com muitos vídeos a circularem nas redes sociais dando conta da situação, dos actos de vandalismo em lojas, autocarros apedrejados, barricadas nas estradas, pneus a arderem.
folha8
ANGOLA: Luanda vive uma onda de protestos nunca antes vivida devido ao aumento do preço dos combustíveis e ao fim de todo o tipo de subsídios sem assistência social para apoiar a população… e aí descobrimos que a Sonangol gasta há anos quantias absurdas de dinheiro em patrocínios em carros de luxo de Fórmula 1. E este carro com os logótipos da Sonangol em locais estratégicos custa uma fortuna à Sonangol, que deveria, no entanto, canalizar estas quantias absurdas para projectos sociais com forte impacto populacional. Por Osvaldo Franque Buela Este carro que tivemos oportunidade de filmar em frente ao hotel onde nos encontramos na cidade de Le Mans participou este ano no famoso circuito das 24 Horas de Le Mans e, enquanto o movia, passou à nossa frente e os logótipos da Sonangol chamaram-nos a atenção. Mas quanto custa este patrocínio ao Estado? Estas despesas são monitorizadas e acompanhadas pelo executivo, ou é uma espécie de extravagância do sistema de gestão de um Estado falhado? O custo da publicidade num carro de corrida nas 24 Horas de Le Mans pode variar enormemente, desde algumas centenas de milhares de euros até vários milhões de euros, ou até mais, dependendo de vários factores. Este carro pertence a uma equipa forte, cujo nome não menciono por respeito aos acordos celebrados com a Sonangol, que lhe são de direito. De acordo com as informações que recebi, comuns neste tipo de parcerias, a visibilidade do lugar é um factor estratégico, sendo necessário pagar, como a Sonangol pagou, para aparecer em bons e melhores lugares, como ilustra a imagem. Os lugares “principais” no automóvel (capot, laterais, spoiler traseiro) são os mais caros devido à sua máxima visibilidade na televisão e em fotos. No entanto, locais menos visíveis (retrovisores, soleiras das portas) são mais baratos. O outro factor que faz subir os preços é a categoria do carro e da equipa: patrocinar uma equipa de topo na categoria Hypercar (a mais bem-sucedida) será consideravelmente mais caro do que patrocinar uma equipa na LMP2 ou na GTE. As equipas de fábrica ou aquelas com uma longa história e um histórico sólido exigirão orçamentos mais elevados. A questão que me coloco é: quem são estas pessoas que estão por detrás deste tipo de despesa e quanto é que isso traz para o país, numa altura em que o Estado não fornece qualquer forma de compensação salarial aos trabalhadores e aos mais desfavorecidos para lidar com o aumento dos preços dos combustíveis. As imagens que circulam em Luanda de agentes da autoridade a saquear empresas são uma ameaça moralmente grave para a sociedade, juntamente com as quantias que o Estado gasta, sem qualquer impacto na população, em parcerias falsas que beneficiam apenas os criminosos por detrás destes esquemas. Ninguém tem uma explicação para este tipo de transacção financeira, pois não sabemos como avaliar o âmbito desta parceria. Um simples logótipo no automóvel é uma coisa, mas uma parceria de patrocínio completa pode incluir direitos de activação, eventos promocionais, acesso à equipa e aos pilotos para campanhas de marketing, conteúdo exclusivo, hospitalidade VIP, etc. Quanto maior for a parceria, maior será o custo, e os nossos parlamentares não podem pedir ao governo que esclareça isso? Das informações limitadas que temos de agências de patrocínio de marcas, encontrámos alguns preços, como um espaço de 80 cm x 50 cm em duas portas, que pode custar cerca de 100.000€. As parcerias de patrocínio no WEC podem começar em algumas centenas de milhares de euros e atingir vários milhões de euros em acordos mais estruturados. Há rumores de que os patrocínios totais para as principais equipas chegam a cerca de 20 milhões de euros. Para uma equipa privada, correr com um carro nas 24 Horas de Le Mans pode custar entre 1,5 e 5 milhões de dólares para o evento em si, mesmo sem incluir os custos de patrocínio. É importante notar que os valores precisos raramente são divulgados publicamente e dependem de negociações privadas entre equipas e patrocinadores. Gostaria apenas de concluir dizendo que, para obter um orçamento preciso, faça a sua pesquisa directamente, contactando as equipas ou agências especializadas em patrocínio desportivo. A realidade é que o MPLA rouba o dinheiro ao povo e investe-o muito mal. É tempo de acabar com este partido mafioso, sanguinário e assassino. Que Deus abençoe Angola e a revolta do seu povo pelo seu futuro.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Preocupados com a insegurança e a possibilidade de escassez de bens, muitos luandenses procuraram hoje abastecer-se nas poucas lojas ainda abertas, temendo as incertezas dos próximos dias. As autoridades angolanas confirmaram a existência de quatro mortos e já detiveram mais de 500 pessoas.
No segundo dia da paralisação convocada pelos taxistas — que degenerou em protestos violentos, actos de vandalismo e pilhagens –, populares ouvidos pela Lusa na capital angolana manifestaram receios face à instabilidade e condenaram os distúrbios, mas reconhecem que há motivos para os protestos, que atribuem sobretudo ao agravamento das condições de vida.
“As pessoas pensam com a barriga, não pensam com a cabeça”, resumiu Feliciano Lussati, jovem professor residente na zona de Benfica, à saída de uma cantina (pequena mercearia local) onde conseguiu comprar pão.
“A situação do país é caótica, é precária e as coisas estão sempre a aumentar. O salário é quase a mesmice”, disse, justificando a legitimidade da greve dos taxistas.
Para Feliciano, a violência que se seguiu “tem que ver com a fome. Quem tem fome não pensa nas consequências”, porque os problemas socioeconómicos do país fazem “com que as pessoas não pensem com a cabeça, pensem com a barriga”.
“Se nós virmos aquilo que nós temos assistido nas redes sociais, as pessoas estão mais a vandalizar centros comerciais, a tirar comida, não é? Então, eu acho que quem não tem fome não estaria aí a invadir uma loja de um particular para tirar dividendos ou para tirar proveito disso, não é? Eu acho que a fome está na base disso, o desespero da população está na base disso”, justificou.
Apesar de no seu bairro a situação estar calma, Feliciano passou estes dois dias praticamente em casa, atento às redes sociais, enquanto ouvia barulho ao longe.
“Fui comprar pão porque temos que nos prevenir”, sublinhou, admitindo estar preocupado com os efeitos da greve.
Na sua opinião, o desfecho dependerá da capacidade de resposta do executivo.
“O Governo precisa de saber dialogar, tomar medidas próprias e fazer um esforço de maneira que apazigue a situação e haja consenso, porque se a situação continuar por este caminho, infelizmente, nós teremos situações mais preocupantes e a coisa vai ficar feia a cada ano, a cada dia que passa”, comentou.
A capital angolana acordou esta terça-feira ainda marcada pela tensão do dia anterior. Bombas de combustível fechadas e protegidas por forças de segurança, táxis encostados junto a barricadas improvisadas com contentores de lixo, e homens armados — à paisana — a circular em alguns bairros marcam a paisagem.
Na zona comercial do São Paulo, habitualmente fervilhante, quase não se via comércio aberto. Apenas algumas ‘zungueiras’ (vendedoras de rua) carregavam alguidares com água ou fruta. Maria, também vendedora ambulante, moradora no bairro Mundial (Benfica) queixou-se à Lusa da falta de clientes.
“Hoje não há clientes. Por causa do táxi que não está a circular”, disse a vendedora que veio a pé trabalhar.
No dia anterior, a vida “estava mesmo bem difícil (…) não tinha nada para a gente comer. E consegui mesmo só hoje”, desabafa.
Sobre os protestos, cujas causas disse desconhecer, Maria limitou-se a dizer que viu “assaltos nos supermercados” pela televisão.
As marcas da destruição eram ainda hoje visíveis em várias zonas: armazéns com vidros partidos, vestígios de lixo queimado no asfalto, ruas sem moto-táxis nem os típicos azuis e brancos.
Na marginal de Luanda, o vazio contrastava com o habitual movimento. Na Samba, o tráfego intenso foi substituído pelo silêncio apenas interrompido por viaturas que passavam espaçadamente.
O comerciante Moisés Francisco decidiu hoje manter parcialmente aberta a sua cantina, padaria e farmácia — a “MAF” –, apesar do receio. “De manhã aqui estava bastante cheio. Havia muita gente à procura de pão, porque encontravam as lojas fechadas”, relatou. Com medo de tumultos, acabou por suspender o atendimento que só reiniciou porque “a vizinhança estava a chorar”.
No dia anterior “não conseguiram comprar pão”, justificou.
Para Moisés, a paralisação teve fundamento. “A greve foi por causa do aumento dos combustíveis. Pode ser motivo, sim. Mas não é motivo para fazer pilhagem”, criticou. “Estão a sofrer também [os comerciantes], não conseguem prosperar. Isso é um retrocesso, lamentou.
A paralisação dos taxistas foi convocada na sequência do aumento do preço dos combustíveis.
O protesto, que seria pacífico, rapidamente degenerou em violência em várias zonas de Luanda, com lojas saqueadas, transportes paralisados, barricadas nas estradas e relatos de mortes e feridos.
As autoridades angolanas confirmaram a existência de quatro mortos e já detiveram mais de 500 pessoas.
fonte: folha8
POVO MORRE DE FOME ENQUANTO O MPLA GASTA MILHÕES EM PUBLICIDADE À SONANGOL
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Luanda vive uma onda de protestos nunca antes vivida devido ao aumento do preço dos combustíveis e ao fim de todo o tipo de subsídios sem assistência social para apoiar a população… e aí descobrimos que a Sonangol gasta há anos quantias absurdas de dinheiro em patrocínios em carros de luxo de Fórmula 1. E este carro com os logótipos da Sonangol em locais estratégicos custa uma fortuna à Sonangol, que deveria, no entanto, canalizar estas quantias absurdas para projectos sociais com forte impacto populacional.
Por Osvaldo Franque Buela
Este carro que tivemos oportunidade de filmar em frente ao hotel onde nos encontramos na cidade de Le Mans participou este ano no famoso circuito das 24 Horas de Le Mans e, enquanto o movia, passou à nossa frente e os logótipos da Sonangol chamaram-nos a atenção. Mas quanto custa este patrocínio ao Estado? Estas despesas são monitorizadas e acompanhadas pelo executivo, ou é uma espécie de extravagância do sistema de gestão de um Estado falhado?
O custo da publicidade num carro de corrida nas 24 Horas de Le Mans pode variar enormemente, desde algumas centenas de milhares de euros até vários milhões de euros, ou até mais, dependendo de vários factores. Este carro pertence a uma equipa forte, cujo nome não menciono por respeito aos acordos celebrados com a Sonangol, que lhe são de direito.
De acordo com as informações que recebi, comuns neste tipo de parcerias, a visibilidade do lugar é um factor estratégico, sendo necessário pagar, como a Sonangol pagou, para aparecer em bons e melhores lugares, como ilustra a imagem.
Os lugares “principais” no automóvel (capot, laterais, spoiler traseiro) são os mais caros devido à sua máxima visibilidade na televisão e em fotos. No entanto, locais menos visíveis (retrovisores, soleiras das portas) são mais baratos.
O outro factor que faz subir os preços é a categoria do carro e da equipa: patrocinar uma equipa de topo na categoria Hypercar (a mais bem-sucedida) será consideravelmente mais caro do que patrocinar uma equipa na LMP2 ou na GTE. As equipas de fábrica ou aquelas com uma longa história e um histórico sólido exigirão orçamentos mais elevados.
A questão que me coloco é: quem são estas pessoas que estão por detrás deste tipo de despesa e quanto é que isso traz para o país, numa altura em que o Estado não fornece qualquer forma de compensação salarial aos trabalhadores e aos mais desfavorecidos para lidar com o aumento dos preços dos combustíveis.
As imagens que circulam em Luanda de agentes da autoridade a saquear empresas são uma ameaça moralmente grave para a sociedade, juntamente com as quantias que o Estado gasta, sem qualquer impacto na população, em parcerias falsas que beneficiam apenas os criminosos por detrás destes esquemas.
Ninguém tem uma explicação para este tipo de transacção financeira, pois não sabemos como avaliar o âmbito desta parceria. Um simples logótipo no automóvel é uma coisa, mas uma parceria de patrocínio completa pode incluir direitos de activação, eventos promocionais, acesso à equipa e aos pilotos para campanhas de marketing, conteúdo exclusivo, hospitalidade VIP, etc. Quanto maior for a parceria, maior será o custo, e os nossos parlamentares não podem pedir ao governo que esclareça isso?
Das informações limitadas que temos de agências de patrocínio de marcas, encontrámos alguns preços, como um espaço de 80 cm x 50 cm em duas portas, que pode custar cerca de 100.000€.
As parcerias de patrocínio no WEC podem começar em algumas centenas de milhares de euros e atingir vários milhões de euros em acordos mais estruturados. Há rumores de que os patrocínios totais para as principais equipas chegam a cerca de 20 milhões de euros.
Para uma equipa privada, correr com um carro nas 24 Horas de Le Mans pode custar entre 1,5 e 5 milhões de dólares para o evento em si, mesmo sem incluir os custos de patrocínio.
É importante notar que os valores precisos raramente são divulgados publicamente e dependem de negociações privadas entre equipas e patrocinadores. Gostaria apenas de concluir dizendo que, para obter um orçamento preciso, faça a sua pesquisa directamente, contactando as equipas ou agências especializadas em patrocínio desportivo. A realidade é que o MPLA rouba o dinheiro ao povo e investe-o muito mal. É tempo de acabar com este partido mafioso, sanguinário e assassino.
Que Deus abençoe Angola e a revolta do seu povo pelo seu futuro.
Visitado 191 times, 191 visitas hoje
Assinar:
Postagens (Atom)




















