Postagem em destaque

MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

sábado, 26 de maio de 2012

Guiné-Bissau: MAIS DE 40 POLÍCIAS NIGERIANOS CHEGARAM.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



 A CEDEAO decidiu o envio de cerca de 600 polícias e militares para a Guiné-Bissau, que irão ajudar a manter a segurança no período de transição (um ano) e apoiar a reforma das forças de Defesa e Segurança da Guiné-Bissau.

Paralelamente à entrada da força da CEDEAO, comandada pelo coronel Barro Gnibanga, do Burkina Faso, está prevista a saída das tropas da missão angolana (Missang), que ainda estão no país, desconhecendo-se a data de saída.

Sindicatos apelam para que funcionários públicos regressem ao trabalho partir segunda-feira

Bissau, 25 mai (Lusa) - Líderes dos dois principais sindicatos da Guiné-Bissau apelaram hoje aos funcionários públicos para que retomem o trabalho na administração estatal a partir de segunda-feira e exortaram o Governo de transição a pagar dois meses de salários aos trabalhadores.

O apelo foi lançado em conferência de imprensa promovida por Filomeno Cabral, secretário-geral da Confederação Geral dos Sindicatos Independentes (CGSI, central sindical) e Estêvão Có, secretário-geral da UNTG (União Nacional dos Trabalhadores da Guiné, central sindical).

Os dois responsáveis sindicais afirmam que com a formação de um Governo de transição os funcionários públicos devem regressar ao trabalho na sequência do apelo ao boicote feito um dia depois do golpe de Estado.

"Tínhamos dito aos funcionários que ficassem em casa para garantir a sua segurança e das instituições, mas também como forma de protesto contra o golpe militar, agora viemos pedir-lhes que voltem aos seus locais de trabalho a partir de segunda-feira", disse Filomeno Cabral.

O secretário-geral da CGSI instou o novo Governo para que pague dois meses de salário aos funcionários públicos, caso contrário, avisa, "pode haver uma atitude de luta dos trabalhadores".

O secretário-geral da UNTG, Estêvão Có agradeceu a compreensão dos funcionários públicos pela forma "patriótica como responderam aos apelos" dos sindicatos, ficando em casa desde o dia do golpe de Estado (12 de abril) até hoje.

Além do pagamento dos salários dos meses de abril e maio, os dois sindicatos querem que o novo Governo tome medidas no sentido de baixar os preços dos produtos da primeira necessidade de consumo, que dizem, estão "exorbitantes desde o golpe de Estado".

Sobre o apelo da Frenagolpe (coligação de partidos e associações que contestam o golpe de Estado) para uma desobediência civil, os dois sindicatos demarcam-se dessa posição, frisando ser uma medida política.

O secretário-geral da CGSI disse, contudo, não compreender o facto de ainda existir militares armadas às portas de alguns ministérios ou repartições do Estado.

"Se os militares disseram que devolveram o poder aos civis e que voltaram aos quartéis, porque é que ainda estão nalgumas repartições públicas?", questionou Filomeno Cabral.
 
fonte: Pravda News


sexta-feira, 25 de maio de 2012

A defesa de Laurent Gbagbo contesta a competência do TPI.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

La
© AFP 
La Haye : Laurent Gbagbo comparaît en direct
Lundi 5 décembre 2011. La Haye (Pays-Bas)



HAIA- A defesa do ex-presidente da Costa do Marfim Laurent Gbagbo, suspeito pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes contra a humanidade, desafia a jurisdição do TPI por atentar Gbagbo, disse ao tribunal nesta sexta-feira.Os pedidos de defesa do Conselho de Administração para "declarar que o TPI não écompetente para o período e os eventos que se refere o mandado de detenção emitido contra Gbagbo a 23 novembro de 2011", escreveu Emmanuel Altitude,o advogado francês de Gbagbo, em um documento oficial apresentado quinta-feira elançado sexta-feira. Altitude estima que Gbagbo sofreu uma violação dos seus direitos ede "tortura e outros tratamentos desumanos e degradantes" durante seus oitomeses de detenção no norte da Costa do Marfim antes de sua transferência paraHaia, a 30 de novembro.De acordo com o conselho, essas violações", que teve graves consequências para o seuestado físico e mental ", são contrárias ao artigo` 55 do Estatuto de Roma, oTratado fundado por TPI, que afirma os direitos das pessoas sob uma pesquisa de campo.Assim, pediu à câmara de "que estas violações são propensas a fazer a realização de um julgamento justo o que é impossível", segundo a mesmo Fonte.A Costa do Marfim assinou mas não ratificou o Estatuto de Roma, diz o Sr. Altitude em seu documento de 79 páginas. Os documentos em que adverte para o Ministério Público para estabelecer sua jurisdição e mandato parado, incluindo uma carta do presidente Alassane Ouattara, são desprovidos "de qualquer valor legal ", disse o advogado`.A audiência sobre a confirmação da acusação, que deverá permitir a juízes determinar se as provas reunidas pela acusação são suficientemente sólida para a realização de um julgamento  datado para começar em 18 junho. Eventos de apoio são realizadas regularmente antes no centro de detenção do TPI em Scheveningen, um subúrbio de Haia, onde está preso o ex-presidente da Costa do Marfim.Primeiro ex-chefe dos estados entregues ao TPI, Laurent Gbagbo, 66 anos, é suspeitos pelo TPI  de ter "cometido" crimes contra a humanidade e crimes cometidos durante a violência pós-leitoral em 2010-2011.Sua recusa em ceder o poder ao seu rival Alassane presidente e atual Ouattara tinha mergulhou o país em uma crise mortal que teve 3000 mortos. O partido de Alassane Ouattara havia vencido a maioria das cadeiras na legislativas de Dezembro 2011, boicotado pelo Gbagbo.


fonte: abidjan.net

Taís Araújo em excelente forma física após ter sido mãe.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



Taís Araújo, 33 anos, mostrou que está em excelente forma física depois de ter sido mãe de João Vicente, há apenas 11 meses.

A actriz brasileira é capa da edição de Junho da revista ‘Nova', e esta foi a primeira produção fotográfica ousada que Taís fez depois de ter dado à luz.

Fonte: Vidas

Angola: William Tonet - "Os crimes nunca prescreverão".

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Verwendung weltweit, usage worldwide, No third party sales., Keine Weitergabe an Drittverwerter., Bitte Einschränkungen der Hand

Afrika; Afrikanisch; Alan Gignoux; Angola; Angolan; Anpassung; Auswirkung; Farbe; Fotographie; Gebäude; Gehäuse; ImpactPhotos1; Küste; Land; Luanda; Meer; Palme; Skyline; Strand; Straße; Struktur; Tag; Tor; Wohnung; Wolkenkratzer; cityscape; ernstlich; errichtendes Äußeres; flach; hohe Winkelsicht; horizontal; niemand; photograph; städtisch; skyline; nobody; impact; high; angle; view; building; exterior; Alan; Gignoux; Republic; of; Southern; Africa; urban; sea; coast; capital; beach; street; skyscraper; country; housing; day; port; palm; tree; colour; Af; photographer; landscape; flat; apartment; residence; goal; structure; route; roads; Road_Transport; palm tree; countryside; littoral; coastal; box; apartment building; buildings; color; alignment; African


A DW África falou com advogado e jornalista angolano William Tonet que, em 1977, trabalhava no gabinete de Nito Alves. Hoje é uma das vozes que denunciam as atrocidades cometidas por ordem do presidente Agostinho Neto.
DW África: O que, representa, para si, o 27 de maio?

William Tonet (WT): Nós conhecemos em África, depois de uma independência, uma das maiores chacinas seletivas do ponto de vista ideológico. E essa chacina foi cometida para acabar com a liberdade de pensamento e de expressão.

DW África: Os números das vítimas são divergentes...

WT: Não me repugna falar em mais de 60 mil ou um número próximo dos 80 mil de assassinatos, porque aqueles que dirigiram a chacina nunca estiveram preocupados com a quantidade. Bastava que alguém dissesse que aquele indivíduo talvez... para ser imediatamente preso. Se perguntar a eles: quantas pessoas prenderam, eles não sabem responder, mas sabemos que eles ficavam contentes quando, num dia, matavam mais cem ou mais duzentos. E muitos dos assassinos estão vivos. Eles têm que assumir isso. Veja quantos denominados responsáveis do 27 de maio sobraram?

DW África: Não acha que os crimes prescreveram, 35 anos depois?
William Tonet, em 1977, trabalhava no gabinete de Nito Alves e costumava abrir os comícios dele
William Tonet, em 1977, trabalhava no gabinete de Nito Alves e costumava abrir os comícios dele
WT: São crimes contra a humanidade, não prescreveram. E não prescreveram porque as pessoas responsáveis, que ainda estão vivas, não fazem nenhum esforço por se penitenciarem. Eles só vêem o poder, não vêem as consequências. Esse crime não prescreve. Os crimes da segunda guerra mundial também não prescreveram e não irão prescrever. Há pessoas à beira dos cem anos a serem responsabilizadas civil e criminalmente na Europa, e aqui em Angola também vai haver isso. Infelizmente nós não temos uma cultura de reconciliação. O MPLA tem medo de liderar um processo, como fez a África do Sul. Em África, Angola não está a dar um bom exemplo de uma política de verdadeira reconciliação nacional, ao contrário da África do Sul.

DW África: Porque é que o tema 27 de maio continua a ser um tabú em Angola?

WT: Porque as pessoas não pensam o país, e quando as pessoas - em vez de pensarem o país - pensam o poder, a verdade torna-se tabú. Eu costumo dizer: todos os movimentos de libertação cometeram erros graves, violações graves dos direitos humanos. Mas aqui em Angola só se fala da FNLA e da UNITA, como se os outros fossem um poço de pureza, mas não foram. É preciso que nós tenhamos a coragem de refazer a história e penitenciarmo-nos todos e dizer que foi num dado momento, que as circunstâncias foram estas, mas vamos reencontrar-nos em vez de continuarmos a cavalgar, uns no poder e outros com um sentimento de revolta.
Autor: Manuel Vieira (Luanda)
Edição: António Cascais / António Rocha
fonte: DW

quinta-feira, 24 de maio de 2012

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

ZULMIRA DE SOUZA BORGES DE 26 ANOS NATURAL DE LUANDA MORREU A TIROS DIA 22/05/12 EM BAR NA RUA JOAQUIM NABUCO ESQUINA COM RUA CAVALHEIRO NO BRÁS(BAIRRO DE SÃO PAULO) AS 20 Hs.
Uma discussão seguida de tiros contra um grupo de angolanos em um bar na Rua Joaquim Nabuco esquina com a Rua Cavalheiro, no Brás, região central de São Paulo, resultou na morte de uma estudante de engenharia. Ficaram feridos uma grávida e dois rapazes. O caso aconteceu por volta de 20h de terça-feira (22). De acordo com informações do 8º DP, tudo começou com uma discussão envolvendo angolanos e brasileiros.

Os brasileiros teriam saído do local em um Golf Prata e retornaram com uma arma e atiraram contra o grupo de angolanos.

Zulmira de Souza Borges, de 26 anos, estudante de engenharia natural de Luanda, morreu no local. Os feridos foram levados para o PS João XXIII e Vergueiro. Um deles já foi liberado.

O autor dos disparos fugiu e ainda não foi identificado, segundo o 8º DP. O caso agora será investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

fonte: Pravda News 

Milícias pró-Dos Santos atacam jovens críticos ao regime.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


vitimas-do-regime1.jpgLuanda - Desde o inicio das revoltas ou da primavera arabe em 07 de Março de 2011, os jovens angolanos do interior, são cada vez mais terrorizados pelos grupos de impostores e delinquentos formados pelo José Eduardo dos Santos, com a vocação de desestabilizar e criar um clime de medo no seio das populações angolanas.  

Tudo mostra que, no interior como no exterior, ninguém quer ver mais o macaco velho no caderão do destino de Angola e dos angolanos. A prova é do grande insaio espectacular que o nosso pais e o exterior viveu no dia 19 de Maio de 2012, pela qual o Movimento do galo negro mostrou-se pronto e disposta para um grande desafio capaz de pressionar a retirada urgente e incondicional de José Eduardo dos Santos.
Em Luanda com nas provincias de Angola, grupos afectos as milicias ao serviço do MPLA, têm praticado actos criminosos e de violação dos direitos do homem. Um grupo de cerca de 15 indivíduos afectos às milícias pró-governamentais, armados com pistolas, catanas e varas de ferro, atacou esta noite o núcleo de jovens que tem liderado a organização de manifestações anti-Dos Santos, desde Março de 2011.
Atacantes identificados como oficiais da polícia
Pouco depois das 22h00, os atacantes irromperam, de surpresa, a residência do rapper Casimiro Carbono, no Bairro Nelito Soares, em Luanda, onde se encontravam reunidos 10 jovens.
De pistolas em punho, os atacantes espancaram violentamente Gaspar Luamba, Américo Vaz, Mbanza Hamza, Tukayano Rosalino, Alexandre Dias dos Santos, Jang Nómada, Massilon Chindombe, Mabiala Kianda, e Explosivo Mental. O anfitriao, Casimiro Carbono, escapou aos ataques por ter saído pouco antes para atender a um telefonema.
Afonso Mayanda “Mbanza Hamza”, 26 anos, explicou como os agressores, mal abriram a porta, executaram, de forma profissional e rápida, os ataques. “Bateram-me com uma vara de ferro na cabeça e em todo o corpo, e apontavam as pistolas para não reagirmos à pancadaria”, disse Mbanza Hamza. O jovem sofreu fracturas na cabeça, que levou 12 pontos, e no braço direito.
Gaspar Luamba também foi severamente atingido na cabeça com vara de ferro, tendo levado oito pontos, e ficou com os membros inferiores fracturados com a pancadaria. Um dos delinquentes pró-regime também assestou uma barra de ferro na cabeça de Jang Nómada, causando-lhe grande ferimento, para além da pancadaria que recebeu por todo o corpo.
Por sua vez, o rapper Jeremias Manuel Augusto “Explosivo Mental”, 25 anos, ofereceu resistência aos ataques na cabeça e acabou com os braços inflamados, um dedo da mão direita fracturado, e hematomas por todo o corpo.
Massilon Chindombe, que procurou refúgio no quarto, contou como um dos assaltantes lhe apontou a pistola quando tentava fechar a porta. “Gritámos que estávamos a chamar a polícia e ele riu e respondeu ‘qual polícia’?” O activista conta que, após o ataque levaram as vítimas ao Hospital Américo Boavida. “O Luamba e o Mbanza Hamza perderam muito sangue e estavam semi-conscientes. No hospital um dos enfermeiros começou a suturar o Luamba sem anestesia ou cuidados básicos de higiene. Tivemos de ir para uma clínica privada”, explicou.
Esta é a segunda vez que a milícias invadem a residência de Carbono Casimiro. A primeira aconteceu a 9 de Março passado, tendo os agressores atacado, com barras de ferro, o anfitrião, os activistas Liberdade Sampaio, Catumbila Faz-Tudo “Caveira”, Nelito Ramalhete e António Roque dos Santos. Estes planificavam um protesto anti-Dos Santos para o dia seguinte. A 10 de Março, os atacantes dispersaram violentamente uma concentração de cerca de 30 manifestantes, no Tanque do Cazenga, em Luanda, tendo causado sérios ferimentos, entre outros, ao rapper Luaty Beirão “Ikonoklasta”, ao secretário-geral do Bloco Democrático, Filomeno Vieira Lopes, que teve de ser operado na Alemanha. A Televisão Pública de Angola (TPA) deu amplo espaço, a 12 de Março, a um suposto “Grupo de Cidadãos Angolanos pela Paz, Segurança e Democracia na República de Angola” que reivindicou os ataques e prometeu mais actos de violência contra todos aqueles que se manifestem contra o regime.
A censura e o controlo da informação na TPA são monitorados de forma minuciosa pelo Executivo do Presidente José Eduardo dos Santos e a leitura de um comunicado, em que um grupo desconhecido, se vangloriava de ter cometido um crime, em circunstância alguma teria passado sem o aval das autoridades. Os extremistas pró-governamentais inspiraram-se no modelo de comunicados de organizações fundamentalistas árabes para transmitir a sua imagem de terror.
Ao retirarem-se do local do crime, as milícias, segundo várias testemunhas oculares, efectuaram três disparos para afugentar a vizinhança que se começava a reunir na rua, e o fizeram em viaturas Land-Cruiser alegadamente atribuídas a oficiais da Polícia Nacional. Em várias manifestações, reprimidas pela Polícia Nacional, o grupo de agressores realizava sempre os seus actos de violência com protecção policial. Alguns dos seus membros são identificados como oficiais desta corporação.
Desde a passada segunda-feira, os organizadores das manifestações contam com um programa radiofónico bi-semanal na Rádio Despertar, onde pretendem promover a liberdade de expressão e falar de protestos. Segundo Carbono Casimiro, a reunião, que sofreu o ataque, “visava traçar novas estratégias para o nosso programa de rádio, e estávamos também a discutir outros problemas de organização interna e projectos”. A Rádio Despertar emite, desde 2006, como parte dos Acordos de Paz que permitiram, à UNITA, a transformação da sua então estação emissora Voz do Galo Negro (Vorgan) em rádio comercial. Esta emite em Luanda apenas, em Frequência Modelada (FM), e tem vindo a aumentar a sua audiência pela sua linha editorial marcadamente anti-regime.
fonte: MPDA

terça-feira, 22 de maio de 2012

Guiné-Bissau: Anunciado o elenco do governo de transição. Quase todos ELES DOUTORES - Será que desta vez vai?!

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Presidente Serifo Nhamadjo presidente interino da Guiné-Bissau
Executivo de Rui de Barros conta com um total de 28 membros entre ministros e secretários de Estado.

O presidente interino da Guiné-Bissau nomeou hoje os membros do governo de transição chefiado pelo primeiro-ministro Rui Duarte de Barros.
Num decreto presidencial o presidente Manuel Serifo Nhamadjo confere poderes a 28 membros do novo executivo.
1) Fernando Vaz, Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, da Comunicação Social e dos Assuntos Parlamentares;

2) Dr. Faustino Fudut Imbali, Ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades;

3) Piloto-Aviador Celestino de Carvalho, Ministro da Defesa e dos Combatentes da Liberdade da Pátria;

4) Eng. António Suka Ntchama, Ministro do Interior;

5) Dr. Vicent Pungura, Ministro da Educação Nacional, Juventude, Cultura e Desportos;

6) Dr. Agostinho Cá, Ministro da Saúde Pública e Solidariedade Social;

7) Dr. Mamadú Saido Baldé, Ministro da Justiça;

8) Senhor Daniel Gomes, Ministro dos Recursos Naturais e da Energia;

9) Dr. Abubacar Demba Dahaba, Ministro das Finanças;

10) Dr. Degol Mendes, Ministro da Economia e Integração Regional;

11) Dr. Fernando Gomes, Ministro das lnfraestruturas;

12) Dr. Abubacar Baldé, Ministério do Comércio, da lndústria e Valorização de Produtos Locais;

13) Dr. Malam Mané, Ministro da Agricultura e das Pescas;

14) Dr. Baptista Té, Ministro da Administração do Território e Poder Local;

15) Dr. Carlos Joaquim Vamain, Ministro da Função Pública, do Trabalho e da Reforma do Estado;
Secretários de Estado: 
16) Eng. Carlos Nhaté, Secretário de Estado dos Transportes, das Comunicações e Novas Tecnologias de Informação;

17) Eng. Quintino Alves, Secretário de Estado da Reforma Administrativa;

18) Dr. Gino Mendes, Secretário de Estado do Tesouro, dos Assuntos Fiscais e das Contas Públicas;

19) Dra. Tomásia Lopes Moreira Manjuba, Secretária de Estado do Orçamento;

29) Senhor Mussa Djata, Secretário de Estado dos Combatentes da Liberdade da Pátria;

21) Dr. Salvador Tchongo, Secretário de Estado do Ensino, da Formação Profissional e do Emprego;

22) Dr. Óscar Suca Baldé, Secretário de Estado das Pescas e dos Recursos Haliêuticos;

23) Senhor Rogério Dias, Secretário de Estado da Comunicação Social;

24) Dr. Agostinho da Costa, Secretário de Estado do Ambiente e Turismo;

25) Eng. Eurico Abduramane Djaló, Secretário de Estado da Energia;

26) Dr. Ibraima Djaló, Secretário de Estado do Comércio;

27) Dr. Basílio Mancuro Sanca, Secretário de Estado da Segurança e Ordem Pública;

28) Senhora Helena Paula Barbosa, Secretária de Estado da Juventude, Cultura e dos Desportos.
fonte: DW

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Você não pode deixar de ler: Xuxa revela ter sofrido abusos sexuais até os 13 anos de idade.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



A apresentadora Maria da Graça Meneghel, a Xuxa, afirmou, em depoimento no quadro "O que vi da vida", do Fantástico, exibido neste domingo (20), que sofreu abusos sexuais até os 13 anos de idade. Emocionada, disse que luta para que "nenhuma criança sofra" algo parecido.
A apresentadora de 49 anos falou ainda sobre a infância no Sul do país, seus amores, o preço a se pagar pela fama e a importância da sua mãe nos momentos mais difíceis da vida.
Xuxa, que participa de uma campanha contra o abuso sexual de crianças, decidiu revelar sua própria experiência vivida na infância. "Quero lutar por elas. Tenho um sonho de um dia nenhuma criança sofrer nada, porque a criança é um anjo."
"Eu sei o que uma criança sente. Nós achamos que somos culpados. Eu sempre achei que eu estava fazendo alguma coisa: ou era minha roupa ou era o que eu fazia que chamava a atenção. Então, ao invés de falar para as pessoas, eu tinha vergonha, me calava, me sentia mal, me sentia suja, me sentia errada. E se eu não tivesse uma mãe, se eu não tivesse o amor da minha mãe, eu teria ido embora, porque o medo de você ter aquelas sensações de novo, passar por tudo isso, é muito grande. Só que eu não falei pra minha mãe, eu não tinha essa coragem de falar com ela. E a maioria das crianças, dos adolescentes, passa por isso."
Na quinta (17), dados do serviço da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República obtidos pelo G1mostraram que o Disque Direitos Humanos recebeu 82.281 denúncias de violações de direitos humanos de crianças e adolescentes em 2011, uma média de 225 por dia.
O número é quase o triplo das denúncias recebidas no ano anterior, quando houve um total de 30.544 – um aumento de 169,4%.
Neste ano, o total dos relatos sobre abusos contra crianças e adolescentes em apenas quatro meses já representa quase a metade do recebido em todo o ano passado. Foram 34.142 atendimentos de janeiro a abril, aumento de 71% em relação ao mesmo período de 2011.
Desde 2009, todo ato de cunho sexual praticado com menor de 14 anos, mesmo com consentimento, é considerado crime de estupro de vulnerável. Um levantamento feito peloG1 junto às decisões dos Tribunais de Justiça de todo o país e publicado neste domingo mostrou, no entanto, que, mesmo após alterações do Código Penal, juízes e desembargadores continuam absolvendo réus.
Infância

Xuxa, que cresceu com seus quatro irmãos no interior do Rio Grande do Sul e depois se mudou para Bento Ribeiro, subúrbio do Rio, começou a entrevista destacando o orgulho que tem de suas origens. "Mais até do que ser do interior, eu sou do subúrbio. Quando me lembro de Bento Ribeiro, me vem o trem, eu tomando banho de sol na laje. São coisas que não saem da minha cabeça, eu adoro!"
Filha de militar, Xuxa ressaltou o aspecto ausente e austero do pai em contraponto ao carinho e a presença da mãe. "A gente só recebia beijo do pai no Natal e no Ano Novo. A gente tinha que chamá-lo de Seu Meneghel. Só faltava bater continência para ele", disse.
O começo

Durante a entrevista, Xuxa também falou sobre o seu início de carreira como modelo. Quando tinha apenas 15 anos, a apresentadora foi abordada por uma pessoa que trabalhava em uma editora, e que pediu uma foto sua.
"Ele falou: 'Você gostaria de ser modelo?'. Eu disse: 'Não. Não sou bonita. Não sou fotogênica'.  Eu chamei minha mãe e ela disse: 'Não, ela não quer isso'. E eu falei: 'Mãe, eu não quero porque todo mundo acha que sou feia, mas eu acho que eu quero'. Eu sempre gostei de aparecer."
Pouco tempo depois, entre 16 e 17 anos, Xuxa disse que já conseguia sustentar a família com seu trabalho. "As pessoas começaram a me chamar demais para fazer fotografia. Foi uma coisa estrondosa. (...) Uma vez, o Maurício Sherman (diretor de televisão) olhou pra mim e falou 'Quer trabalhar em televisão?'. Eu falei: ‘Como assim trabalhar em televisão?’. ‘Você tem uma coisa de Peter Pan, Marilyn Monroe, tem o sorriso da Doris Day. Eu acho que as crianças vão gostar'."
Os amores

Xuxa também falou das suas relações amorosas. "Fui fazer a capa de uma revista, e ele (Pelé) mandou chamar uma morena, uma loira, uma negra e uma ruiva. Só que na foto ele virou um pouco mais pra mim. E as pessoas queriam saber quem era essa pessoa. E começaram a falar que a gente estava namorando, e eu não estava namorando ele."
"Um dia ele me deu um beijo. Me deu um frio na barriga, aí achei que estava gostando dele. E ele foi uma pessoa muito importante pra mim, eu gostei muito dele. Aprendi muita coisa boa, muita coisa ruim. Eu fiquei seis anos com ele", disse.
A apresentadora também comentou o seu envolvimento com o piloto Ayrton Senna, que, segundo ela, foi a única pessoa com quem realmente pensou em se casar. "Em vez de se beijar, a gente meio que se cheirava. Ele tinha um astral muito diferente. Eu estava trabalhando muito e ele trabalhando também. Aí a gente se separou", afirmou Xuxa.
"Se existe a palavra alma gêmea, a minha alma gêmea estava ali na minha frente. A gente ficou junto um ano e oito meses. Depois nos separamos e ficamos mais dois anos se vendo quase sempre. Um dia a gente vai se encontrar de novo."
Xuxa falou ainda de seu temperamento como mulher hoje. "A coisa mais difícil é um cara me aceitar do jeito que eu sou", disse. "Sou muito independente. Gosto de liberdade, já que tenho tão pouca. Não abro mão de ficar perto da minha filha por homem nenhum. E meu trabalho também está à frente porque é uma coisa que eu preciso para poder ajudar todo mundo. Aí eu vou deixando porque talvez um dia esse homem vá aparecer na minha frente, bater na minha porta, como já aconteceu."
A fama

Por conta do seu grande sucesso, Xuxa lamentou a falta de privacidade, que, segundo ela, é o preço mais alto a se pagar pela fama. "Não tenho liberdade para fazer as coisas que eu gostaria de fazer. Eu não me privo de ir a um shopping, mas é quase um evento. Às vezes eu atrapalho as pessoas, às vezes as pessoas nas lojas se sentem mal porque muita gente começa a querer entrar, quebrar, arrebentar. Então eu me sinto muito mal com tudo isso."
A apresentadora afirmou, porém, que a exposição faz parte de sua vida. "Eu vivo isso. Não só aceito, como gosto, como quero. O dia que eu sair e uma criança não olhar pra mim, não quiser falar comigo, eu vou dizer: ‘Tem alguma coisa errada’."
O encontro com Michael Jackson

A apresentadora também detalhou o seu encontro com Michael Jackson e a proposta do empresário do cantor de se casar com o rei do pop. "Me chamaram para ir até Neverland (antigo sítio do cantor). Ele sabia tudo da minha vida, ele leu tudo sobre mim. Ele me mostrou só as coisas de criança. Todos os clipes dele. Chorei, obviamente que eu ia chorar."
"Pra mim ele era um ídolo, mas de ídolo pra outra coisa é muito diferente. Então não rolou. Minha resposta, obviamente, foi não. Eu fico com a pessoa que eu me apaixono."
Ao final da entrevista, muito emocionada, a apresentadora disse o que viu da vida. "Eu vi o que poucas pessoas puderam ver. Eu senti o que poucas pessoas puderam sentir. Eu vivi o que pouquíssimas pessoas puderam viver. Eu vi o amor verdadeiro através da minha mãe. Eu vi o amor verdadeiro através das crianças. Eu acho que poucas pessoas viram ou viveram isso."
fonte: globo.com



Os que sabiam do assassinato de Kennedy.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

• O magnicídio foi um golpe de Estado
GABRIEL MOLINA FRANCHOSSI
O crime de Dallas, no qual ainda se pretende envolver Cuba, foi realmente a consumação do golpe de Estado que tramavam altos chefes militares da CIA e outros ultraconservadores.
J.F. KennedyEste magnicídio não só afetou os Estados Unidos, mas sim, em surpreendente medida, também atingiu Cuba e o mundo todo. Após quase 50 anos do assassinato de J.F. Kennedy, quando a dramática relação se torna cada dia mais presente no panorama mundial contemporâneo, a CIA pretende adiar, por outro quarto de século, a revelação de alguns documentos que ainda esconde, acerca do crime de 22 de novembro de 1963. Parte dessa estratégia pode ser lida no livro The Castro’s secrets (Os segredos de Castro), de Brian Latell, oficial da CIA para a América Latina, de 1990 a 1994, e que depois de participar de operações da agência contra a Ilha, desde os anos 60, tenta disfarçar o mais escandaloso complô do século 20.
Um dia depois do magnicídio, o presidente Fidel Castro foi, possivelmente, o primeiro em denunciar o assassinato como um complô, num comparecimento na tevê cubana: "Nós podemos dizer que há elementos dentro dos Estados Unidos que defendem uma política ultrarreacionária em todos os campos, tanto no da política internacional como no da nacional. E esses são os elementos chamados a beneficiar-se dos sucessos que tiveram lugar ontem nos Estados Unidos".
O líder cubano leu um dos primeiros telexes: "Dallas, 22 de novembro, (UPI). — A polícia deteve hoje Lee H.Oswald, identificado como o presidente do ‘Comitê do Jogo Limpo com Cuba’, como principal suspeito no assassinato do presidente Kennedy. Quatro dias depois do assassinato, em 27 de novembro, analisou a teoria de Oswald como atirador único, e suas alegadas simpatias "castristas", que nesse momento ninguém questionava. Citou Hubert Hammerer, campeão olímpico de tiro, que declarou inverossímil que um atirador equipado com uma carabina de repetição, com tele-objetivo, possa acertar no alvo três vezes seguidas, no espaço de cinco segundos, quando dispara contra um alvo que se desloca a uma distância de 180 metros, a uma velocidade de 15 quilômetros por hora". Com base em suas experiências na Serra Maestra, com fuzis de mira telescópica, como o que disseram utilizou Oswald, Fidel acrescentou: "Uma vez que se dispara o alvo se perde — por efeito do disparo — e é necessário voltar a encontrá-lo rapidamente (...) com esse tipo de arma é realmente muito difícil fazer três disparos consecutivos. Mas, sobretudo, muito difícil acertar no alvo. Quase impossível" (1).
Fidel analisou que Kennedey era empurrado ao caminho da guerra pelos círculos mais reacionários, com fortes campanhas, leis e resoluções no Congresso, forçando o governo, pelo que eles qualificaram, em 1961, como o colapso da Baía dos Porcos, até colocar o mundo à beira de uma guerra nuclear, a Crise de outubro ou Crise dos Mísseis. O primeiro-ministro de Cuba, na época, também se referiu à atitude de Kennedy sobre os direitos civis, como a segregação e a discriminação racial, e a política de coexistência pacífica que avançava com Jruschov. Estas ações desatavam insuspeitas forças contra o presidente e faziam pensar que o assassinato era obra de alguns dos elementos inconformados com sua política, particularmente sua política respeito a Cuba , que não consideravam suficientemente agressiva, pois se resistia a autorizar uma intervenção militar direta.
O líder cubano se referiu a evidências de que se Oswald "tivesse sido o verdadeiro assassino, estaria claro que os autores intelectuais do assassinato estiveram preparando a coartada com muito cuidado. Enviaram este indivíduo a solicitar visto de Cuba no México. Imaginem...que o presidente dos EUA acabasse sendo assassinado por esse indivíduo, que acabava de retornar da União Soviética, passando por Cuba. Era a coartada ideal (...) para fazer crer à opinião pública norte-americana a suspeita de que tinha sido um comunista ou um agente de Cuba e da União Soviética, como diriam eles" (2).
Em 1978, demonstrou-se que Fidel tinha razão. O Comitê Seleto do Congresso dos Estados Unidos que investigou o assassinato, concluiu: "O Comitê considera a possibilidade de que um impostor visitasse a embaixada soviética ou o consulado de Cuba, durante um ou mais contatos, nos quais Oswald foi identificado pela CIA, em outubro de 1963" (3) O documento do Comitê chega à conclusão de que não tinha nada a ver com Oswald, porque enquanto este era pequeno e magro, o indivíduo da fotografia era "forte, atlético, 6 pés de estatura e careca" (4).
A suspeita começara, em parte, quando o FBI mostrou à mãe de Oswald a suposta fotografia de seu filho. Ela declarou que não era de Lee, mas sim de Jack Ruby, o autor de sua morte. De fato, não havia nenhuma semelhança — acrescentava o relatório do Comitê — o homem da fotografia não era nem Oswald nem Ruby. O FBI também o negou. Num memorando ao serviço secreto consignava: "Estes agentes especiais (do FBI) opinam que o indivíduo da fotografia não é Lee Harvey Oswald".
Fidel tinha suficientes razões para alarmar-se com as insinuações e acusações, típica estratégia da CIA. Ainda agora, Latell tenta afastar as suspeitas sobre os verdadeiros responsáveis pelo crime, tenta fazer renascer o infundado da companhia contra Cuba e de negar que houve um complô entre aqueles que "defendem uma política ultra-reacionária". A teoria do atirador solitário é esgrimida não só no caso de Oswald em 1963, mas também no de Sirhan H. Sirhan, suposto assassino de Robert Kennedy, em 1968, no mesmo momento que foi eleito candidato contra Richard Nixon, suspeito do magnicídio. A verdade tem-se revelado, pouco a pouco, a partir desse momento. Os últimos detalhes foram conhecidos em 2005, através do livro do pesquisador David Talbot Brothers, The hidden history of the Kennedy years (Irmãos. A escondida história dos anos dos Kennedy), com sua sensacional revelação de que Robert possivelmente foi assassinado quando admitiu que, caso fosse eleito presidente, o qual estava praticamente próximo de conseguir, reabriria o amanhado processo.
Latell se refugia na desprestigiada teoria do assassino único da comissão Warren, que criou Johnson, para investigar o assassinato, ao substituir Kennedy na presidência. Uma das últimas e mais contundentes contestações a constitui a nota enviada, em 8 de novembro de 1963, 15 dias antes do atentado, por Oswald a Howard L. Hunt, também suspeito de participar do magnicídio e organizador da rusga contra os "encanadores" do Watergate "Gostaria que me desse informação sobre minha posição. Estou solicitando isto somente para informar-me. Sugiro discutir o assunto antes de dar qualquer passo. Muito obrigado. Lee Harvey Oswald" (5).
O pesquisador Paul Kangas explica que a carta de Oswald foi obtida pelo escritor e jornalista Jack Anderson em Nova Orleans, onde vivia o "atirador solitário" com Clay Shaw, os cubanos Félix Rodríguez, Bernard Barker e Frank Sturgis, investigados também pelo Comitê Especial do Congresso e pelo juiz Jim Garrison. Anderson afirma num vídeo que Hunt e Shaw pediram a Oswald reunir-se com eles, para organizar a posição que ocuparia em Dallas durante o atentado. Como não recebeu resposta de Hunt, Oswald disse a James Hosty, agente do FBI que o atendia, que Hunt e um grupo de cubanos do gabinete da CIA, em Miami, estavam planejando matar Kenndey em Dallas, em 22 de novembro de 1963. Segundo Kangas, Hosty enviou um telexe a Hoover, diretor do FBI, para informá-lo e este o reenviou a seus agentes no país.
O juiz Garrison narra que Waggoner Carr, procurador geral do Texas, entregou à Comissão Warren, numa sessão secreta, efetuada em 22 de janeiro de 1964, provas de que Oswald era o informante secreto do FBI número 179, com um ordenado de US$ 200, desde 1962. As provas foram entregadas a Carr por Allan Sweat, chefe da divisão criminosa do escritório do xerife de Dallas e publicadas peloPhiladelphia Inquirer, o Houston Posat e o The Nation, mas a Comissão Warren não citou para declarar nem Sweat nem os jornalistas que redigiram as notícias. Garrison admite que se Oswald era informante do FBI, em Dallas e Nova Orleans, pode-se admitir que seu trabalho consistia em filtrar organizações como Jogo Limpo para Cuba e o aparelho de Guy Bannister para matar o presidente. "A pergunta que me atormentava e que talvez atormentou Oswald era: se a polícia de Dallas, o gabinete do xerife, o serviço secreto, o FBI e a CIA estavam potencialmente envolvidos na conspiração, então quem eram as autoridades adequadas?" (6).
Quando Robert Blakey, chefe dos investigadores do Comitê Seleto da Câmara, soube em 1990 que o recém falecido George Joannides, oficial da CIA, designado pela agência para informá-lo sobre o assassinato de Kennedy, lhe ocultou que tinha trabalhado estreitamente em Nova Orleans, desde antes do crime, com Oswald e com o grupo terrorista denominado Diretório Revolucionário Estudantil , o considerou uma obstrução da justiça e agora não acredita em coisa alguma do que a CIA disse ao Comitê.
Não é raro que a Comissão Warren eludisse buscar a verdade; não debalde estava presidida pelo congressista Ed Ford, um homem de Nixon, também suspeito.
Allen Dulles, o onipotente chefe da CIA, manipulava os membros, nomeados por Lynndon Johnson, novo presidente por obra e graça do original golpe de Estado, que na prática foi o assassinato dos irmãos Kennedy.
Jornal Revolución. 28 de novembro de 1963.
Ibidem.
The Final Assasinations Report of The Select Committee, on U.S. House of Representatives. Bantam Book. Nova York, 1979, p.320.
Ibidem.
Jornal Granma, 13 de abril de 2012, p. 9
Jim Garrison. JFK Trás La pista de los asesinos. Edições B. Barcelona, 1988, pp. 296-301.
 
fonte: granma.cu

Human Rights Watch denuncia desrespeito pelos direitos humanos dos imigrantes ilegais em Angola.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
ARCHIV - Ein Häftling in Guantanamo in Fußschellen. (am 27.04.2010von der US-Armee herausgegebenes Archivfoto). Seit zehn Jahren halten die USA Terrorverdächtige auf ihrem Marinestützpunkt Guantánamo Bay in Kuba fest. Nach den Anschlägen vom 11. September 2001 hatte US-Präsident George W. Bush dort die Errichtung eines Internierungslagers angeordnet. Sein Nachfolger Barack Obama beschloss zwei Tage nach seinem Amtsantritt im Januar 2009, das Camp binnen Jahresfrist zu schließen. Es war zum Symbol für Folter und Willkür geworden. Aus Obamas Versprechen wurde nichts. EPA/Michelle Shephard / POOL POOL PHOTO. EDS: IMAGE REVIEWED BY U.S. DEPARTMENT OF DEFENSE OFFICIAL PRIOR TO TRANSMISSION. (zu dpa-Themenpaket Guantanamo) +++(c) dpa - Bildfunk+++


Forças Armadas, Serviços de Estrangeiros e agentes policiais estão a cometer abusos graves contra congoleses. A ONG fala em inúmeros casos de violência sexual e tratamento desumano, durante a expulsão destes emigrantes.
O relatório “Se voltares, matamos-te – Violência Sexual e outros Abusos contra Emigrantes Congoleses durante Expulsões de Angola” descreve um cenário alarmante. Segundo a Human Rights Watch (HRW), os membros das forças de segurança de Angola estão a violar os direitos básicos dos emigrantes ilegais desde 2003. Ao longo destes 9 anos, o país tem levado a cabo expulsões em massa de cidadãos do Congo, que vivem em situação irregular em Angola, acompanhadas de atentados graves aos direitos humanos. Segundo Reed Brody, da HRW de Bruxelas, os abusos passam por “violência sexual, tratamento degradante, mulheres que são detidas com os próprios filhos e sofrem violações colectivas e exploração sexual”.
February 1999. The civil war that began in January between the government forces MPLA and rebel UNITA has made thousands of refugees in former portuguese colony. Much recent fighting has been over the country's oil and mineral resouces as well as towns of strategic importance to either side. dpa
Campo de refugiados em Angola

Maioria dos abusos acontece nas prisões
A maioria dos casos relatados à organização tiveram lugar nos estabelecimentos prisionais da Lunda Norte. “Falámos com uma série de mulheres que alegaram elas próprias terem sido violadas ou terem testemunhado outras violaçoes”, afirma Lisa Rimli, da Human Rights Watch, em Geneva, revelando que a organização encontrou "um padrão de abusos". “Desde o momento em que entram na prisão, nas celas, aparecem grupos de homens, pertencentes a vários servicos de seguranca diferentes, que exigem ter relaçoes sexuais com as mulheres”, explica a responsável, acrescentando que os autores dos abusos os levam a cabo “com ameacas, espancando as mulheres que se recusam ou tentando aliciá-las com comida para as criancas”.
As más condiçoes dos estabelecimentos prisionais, de acordo com a HRW, colocam as mulheres numa situação muito vulnerável, o que poderá contribuir para a submissão à exploração sexual. Os casos mais graves relatados à organização prendem-se com as crianças que testemunham os actos de violência sexual inflingidos às suas mães.
Governo angolano nega violação de direitos, apesar das denúncias
Só em 2011, de acordo com os dados das Nações Unidas, foram expulsos de Angola cerca de 100 mil emigrantes. A Human Rights Watch entrevistou mais de 100 vítimas e testemunhas de maus tratos, durante expulsões de Cabinda e de Lunda Norte para as províncias de Bas-Congo e Kasai-Ocidental, em 2009 e 2011. Reed Brody não poe em causa o direito do governo angolano de expulsar emigrantes ilegais. No entanto, afirma, “isso não justifica os maus-tratos, tortura, violações e outros tipos de tratamento cruel e degradante que violam o direito internacional e a legislação angolana.”

Human Rights Watch Logo
As denúncias de violência sexual e tortura não partem apenas da HRW. Desde 2004 que as Nações Unidas, a Comissão Africana dos Direitos do Homem e dos Povos e várias organizações locais e internacionais têm vindo a confrontar o governo angolano com estas questões. Desde o ano passado, têm sido várias as visitas a Angola por parte de representantes da ONU para tentar combater estes abusos. O secretário-geral e a sua representante sobre a violência contra mulheres em conflito são apenas duas das personalidades que já confrontaram o governo angolano com a questão. Apesar de tudo, as autoridades continuam a negar as alegações, algo que preocupa Reed Brody: “Angola é um dos últimos países do mundo que ainda não ratificaram a Convenção Contra a Tortura e a Convenção dos Trabalhadores Emigrantes, apesar de promessas nesse sentido, quando o país se candidatou ao Conselho de Direitos Humanos [da ONU]”.
Relatório da HRW servirá para pressionar governo de Angola

À má conduta de vários ramos das forcas de segurança angolanas, como os Servicos de Emigração e Estrangeiros, Forças Armadas e de agentes da polícia, junta-se a falta de investigaçoes e acçoes judiciais, de acordo com a Human Rights Watch. Perante este cenário, a organização, na voz de Reed Brody, não acredita que a solução do problema esteja para breve: “Se o governo nem assume que está a cometer estas violaçoes agora, estamos pessimistas quanto à possibilidade de acabar com elas”.

Ainda assim, a Human Rights Watch espera que o relatório de 50 páginas, sobre as fracas condições e os atentados aos direitos humanos durante as expulsoes, sirva para pressionar o governo angolano no sentido de assumir os abusos contra emigrantes ilegais que, segundo a organização, continuam a ser levados a cabo em 2012. De acordo com as autoridades da República Democrática do Congo, só nas primeiras 2 semanas de Março deste ano foram expulsos 5 mil emigrantes das regiões de Cabinda e Soyo.
Autora: Maria João Pinto / António Rocha
Edição: Helena Ferro de Gouveia
fonte: DW

sábado, 19 de maio de 2012

Artigo de opinião: GUINÉ-BISSAU – GUERRA OU PAZ, EIS A QUESTÃO.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
 

Neste momento, parece que caminhamos num processo galopante para a guerra. Esta realidade, no entanto, parece inconsciente em muitos de nós neste momento, enquanto se radicalizam posições ou ideias pessoais. Um comportamento egocêntrico que tem circulado sobre si próprio, ambas as partes não saem do seu todo absoluto e, determinadas a que os outros se curvem perante as suas ideias. Daí que não trazem nas suas reflexões a totalidade do Povo Guineense, implícitas nas suas preocupações enquanto negoceiam. Temos aqui um ideal colectivo que está para além do eleitorado nas urnas, há que lembrar que a abstenção, por exemplo, foi superior ao que qualquer partido arrecadou na primeira volta. Os que se abstiveram convém não esquecer que continuam fazendo parte do Povo, também são cidadãos Guineenses, aquele que não foi votar não deixa de merecer direito a opinar sobre esta situação de crise política e militar na Guiné-Bissau. De certeza que a esmagadora maioria de nós quer a Paz e está disposta a lutar por ela.
Devemos reconsiderar as nossas posições já tomadas pela causa humana. O Guineense aqui nesta matéria é um todo e não várias partes separadas. Não confundir os partidos políticos onde cada um é militante ou simpatizante, votando no seu candidato colocado em primeiro ou no último lugar que seja. Afinal temos que pensar num todo e não apenas nas ideias de um só partido político, porque esta questão ultrapassou a lógica dos números em relação às urnas, isto é, porque todos querem a paz, julgamos nós ou não?

Temos que adiar este confronto perigoso e fazer de conta que somos “Padyda dy dúz mama” (uma opção pelo instinto maternal/maternagem), e ultrapassar a crise.

È bom lembrar que não haverá vencedores nisto tudo. Vencidos sairemos, a maior parte de nós, num País pequeno, em que “todos” nos conhecemos e somos próximos uns dos outros. Palpita-me que muitos de nós não terão ainda feito uma pequena “ginástica” mental em relação a esta possibilidade de desfecho, uma guerra, que ninguém de bom senso pode desejar ou esperar que sairá daqui um vencedor desta batalha, só se for louco ou de outro planeta. Iríamos todos perder física, emocional e psicologicamente, acredite.

E porquê esta clivagem a partir de um bloqueio do imaginário, não permitindo pensar a muitos de nós, que bloqueados ficaram alguns, desde o princípio deste conflito, só pensam na vitória pessoal, não chegam sequer a negociar com a mente aberta e flexível, para muitos destes é porque conhecem mal uma realidade do aparelho de Estado que passo a explicar a partir do País que temos, devemos saber contar com certos obstáculos que nos são crónicos, transferir a sua resolução no tempo e espaço mas sem tirar de “chapa” as medidas a implementar no terreno. Por exemplo, muitos agem como se tratasse de um País com uma democracia estável, quando se trata na realidade de uma democracia débil e “adolescente”, por isso mesmo temos acumulações de impunidades e outras crises internas, do ponto de vista cultural, económico, social e de valores muito mais graves, em meu entender, para se terem em conta e não piorarmos tudo o resto.
Em conceito, todos nós sabemos as linhas com que se cosem, numa democracia institucional, as normas e padrões de comportamento a levar em consideração num Estado de Direito. Como também sabemos, e muito bem, dos perigos que corre um regime político ou um governo que não cumpra com as suas obrigações, não trazendo os trabalhos de casa bem organizados e resolvidos atempadamente, para permitir uma avaliação consequente do aluno, perante o professor (o Povo), que neste caso é quem sentencia com a aprovação ou o seu contrário, o aluno examinado.
Temos um governo com a pasta da justiça, cheio de problemas que já criaram bolor, com impunidades acumuladas sem nenhuma mostra ou preocupação dos representantes desta sede institucional, a reagirem em conformidade com as expectativas populares, o que temos que admitir que é um mau sinal, um pronuncio de morte do Estado de Direito, isto é, quando efectivamente constatamos um défice democrático nas instituições, que deveriam ser transparentes, isentas, ou um espelho que reflectisse a Nação real.
Mas não conseguem demonstrar claramente a sua opção principal na prática, que é aquela que todos esperamos, JUSTIÇA IGUAL PARA TODOS, e em sede própria, não na rua. No entanto, também vemos que é precisamente neste aspecto crucial que vem vindo a falhar este "aparelho do Estado" há já alguns anos que contamos crimes sem resolução porque nem se quer chegam à barra dos tribunais, são apenas esquecidos.

Em conceito somos um Estado de direito, mas na prática, tudo indica que "mas pouco", basta rever os acontecimentos na Guiné-Bissau sem descriminar os factos ou personalidades que foram vítimas desta impunidade global. Temos crimes hediondos cometidos no país, assassinatos, abusos de direito, tráfico de influências, corrupção e outros, que em qualquer Estado de Direito que mereça esta distinção política e social, há semelhanças com o nosso País, isto simplesmente nunca acontecia em nenhum estado de Direito que se preze por qualidades desta pedagogia em democracia.
Há uma inconsciência quase total, naquele que se abstrai destas realidades e exigindo justiça num particular aspecto da mesma, sem contudo abranger o global da Nação nesta área. Para uns, deve a justiça ser implacável, para outros, nem sequer os processos chegam a ser constituídos os arguidos. É simplesmente impossível imaginar sequer que estamos a falar de um estado de direito a ombrear com países como Cabo-Verde, Senegal e outros. Temos o País que temos, mas nem pensar igualá-lo a um Estado de Direito. Porque cometemos atropelos primários de muitas formas e feitios, no terreno, só vimos pedir justiça e igualdade de Estados Democráticos, quando a situação não nos é favorável, como agora com esta crise militar e política (para os homens do poder).

De uma vez por todas Guineenses, devemos usar esta crise para lavar o sangue do chão da casa, para limar as arestas e acabar de vez com esta impunidade que tarda no terreno. Levar os criminosos à barra dos Tribunais, doa a quem doer, mas avançar no sentido de se esclarecer tudo, porque só depois um País poderá ressuscitar do ódio, rancor, violência e crime de vingança entre Guineenses. Ninguém tenha dúvida disto que foi aqui dito, acredite se quiser, é preciso fazer Justiça nos Tribunais. É para isso que eles existem, e não para passagem de modelos de fatos e de gravatas dos vários ministros e ministério público, que deixaram tudo na mesma, como se de santos se tratasse, os casos gritantes que esperam pelo dia "D" de Democracia-Real que faça funcionar as várias Instituições de Estado no País que ainda não aconteceu de forma a evidenciar esta preocupação.
Não devemos ter medo dos Tribunais, mas colaborar com a justiça em pleno, por isso, não ao uso do colete à prova de Justiça, NÃO!

Num período muito anterior a este desfecho (golpe militar), prevíamos que algo pudesse inverter uma situação já de si estudada (eleições presidenciais) caso não se tomassem medidas a vários níveis, nomeadamente nas políticas centradas nas instituições: militar; tribunal; e outras não menos importantes. Este aviso subliminar era só para alguns (gente que percebe da real situação da elite no poder na Guiné-Bissau) os observadores atentos, esta noção de que há "pólvora" escondida debaixo do travesseiro.
Percebemos que este nível de perigo, não era o Povo sabedor de tantos e tantos pormenores, não eram conteúdos com transparência suficiente para permitirem uma avaliação factual. Eram só os senhores dirigentes do País que sabiam e “nada”fizeram para prevenir a evolução das revoltas contra a justiça que deixou de ter uma palavra a dizer para alterar a impunidade que se vive na sociedade.

Os líderes deixaram arrastar uma série de obstáculos por resolver, com um deficit democrático e institucional medonho. Assistimos durante anos, a um comportamento “preguiçoso” e negligente, desta situação de impunidade que teima ser “moda” com décadas de desfile, num tapete vermelho que infelizmente está manchado de sangue. Tudo isto tem “carimbado”, como nódoa, aos olhos do mundo inteiro, este destino fatal para a Guiné-Bissau como Estado de Direito. Um troféu pretendido mas ainda distante, uma miragem a morrer na praia se os homens não mudarem rapidamente de mentalidade e pedagogia de actuações de acordo com os fins e objectivos a atingir.

“Quem com ferros mata, com ferros morre”, ditado popular elucidativo neste contexto de crise que se vive na Guiné-Bissau. Para evitarmos actos cíclicos de vinganças de “ferros” na mão, devemos antecipar esta emoção de revolta nas vítimas do “flagelo” da impunidade, para estes é sentida como uma segunda morte ou um segundo crime, desta vez cometido pelo próprio Estado. Deixa de ser visto como “pessoa de bem” e imparcial, mas sim, como estado-propriedade de um grupo de pessoas.
Tudo porque não se fez um importante trabalho de casa, há erros de palmatória, os ministros da justiça, procuradores do ministério público, têm uma palavra a dizer, a explicar, quais os obstáculos que impediram o avanço de determinados processos, embora mediáticos no meio Guineense, como em vários países amigos, que, expectantes em relação à reacção das autoridades e do governo, nada fizeram. Fizeram sim um silêncio absoluto, a impunidade que se vive em relação a crimes bárbaros até hoje sem sequer terem concluído inquéritos, para constituir arguidos nos processos. Este facto tem o peso que tem, vale o que vale, uma coisa é certa, não conheço outro país no mundo com comportamento semelhante e que ouse defender uma postura de Estado de Direito. Num Estado de Direito, os Tribunais seriam os primeiros a avançar para uma resolução, não tinham que andar a reboque de nenhum outro ministério ou líder, sobretudo o supremo tribunal de justiça, ninguém fez nada, pareciam hipnotizados a dormir em cima do fogo, mas foi-lhes fatal desta vez.
Pergunto: por que falhamos sempre, porquê? Estamos amarrados e só nos soltamos para nos matarmos uns aos outros, só nos soltamos para comermos em casa um dos outros nos funerais, só gritamos para pedir socorro quando já ninguém passa no local do crime a não ser, outro vigilante do mandante do crime. Por que mantemos este comportamento de adorar psicopatas, em vez de os colocar perante os tribunais, para serem julgados e a seguir privados da sua liberdade, dando-lhes a possibilidade de se redimirem, talvez até de mudar de comportamento coisa em que não acredito muito sinceramente. Mas em vez de um comportamento digno dos Tribunais num país democrático, assistimos sim à impotência de um Estado de Direito, dos Tribunais, atolados num pântano que não permite nadar para sair da lama que nos envolve. Por que falhamos sempre? Só a Justiça pode devolver ao Estado da Nação e a sociedade em geral, a sua dignidade, uma justiça para igualdade de circunstâncias e de condições para o Povo Guineense.
Falhamos como na neurose, em que um doente sabe o seu problema, sabe o que tem de fazer para evitar a “crise” e não consegue, por isso é medicado e acompanhado. Aqui, em relação a nós, também sabemos qual é o problema. Ao invés de o enfrentar, contornamo-lo, preferimos não fazer a pega frontal, muitas vezes por cobardia. Mas, temos coragem para engrossar o grupo de corruptos, temos coragem para matar ou ser cúmplices de crimes cometidos na calada da noite, mais, sabemos qual é a “medicação” correcta para problemas de vária ordem e, simplesmente, não tomamos os remédios receitados, quando os tomamos, alteramos a dosagem e desrespeitamos, na essência, as medidas terapêuticas, adoptadas por quem sabe mais.

Se repararem isto é crónico como comportamento desviante, registado ao longo de vários governos pós-independência e até hoje.
Sabemos que um comportamento gera comportamento, o que significa que aqui, nos vários ciclos de poder que foram passando sucessivamente nos vários governos, há uma mentalidade perversa que persiste no exercício de liderança que se arrasta, que se foi mantendo ao logo do tempo, em certos indivíduos que permanecem dentro ou fora deste comboio em andamento há trinta e muitos anos, Estes indivíduos têm influência forte na manipulação directa dos governos, fazem chantagens e ameaças ocultas que comprometem a liberdade de acção daqueles que, até sabendo fazer bem as coisas, preferem passar por “bestas”, fingir não saber, para não serem despedidos, empurrados para a margem ou até, sacrificados definitivamente pelo poder corrupto reinante.

Devo acrescentar que o conceito de meritocracia na sociedade Guineense ainda não se pratica, na maior parte das nomeações para cargos públicos. O que deixa antever, a existência de abuso de direito, cometidos sem obstáculos a estes comportamentos de nomeações arbitrárias sem concurso, sem objectividade, sem reconhecimento de currículo vitae ou comprovativos de história de vida, com sinal mais na profissão exercida até ao momento em que passa a chefiar ou exercer a sua liderança sobre outros. Assistimos somente, que os cães ladram e a caravana passa, às vezes nem se vêm a passar, já só verificamos que alguém foi colocado, sabendo quem é, por apelido, etnia, simpatia, laços de parentesco, talvez por aspecto físico sensual ou outro, sabe Deus, afinal quem quer que seja, passa a ser o felizardo escolhido para se comprometer com o “chefe” e o seu aparelho de mover influências.
Estes dois pontos de vista, são apenas umas das muitas explicações, do porquê falharmos sempre, há mais…

Temos que nos saber respeitar uns aos outros, entre Guineense tudo isto parece estar em vias de extinção, entre nós juntos, parecendo que nos sabemos só matar uns aos outros. Quando estamos com outros que não um Guineense, não morre ninguém, parece que não nos toleramos, mantemos uma inveja primária na interacção, sobretudo nas lutas pelo poder, toleramos mais os outros a mandarem em nós e, talvez inconscientemente, uma tolerância, por não ser Guineense, será?.
É triste esta realidade doentia que paira sobre alguns líderes, que lutam pelo poder sem olhar a meios. Pois, o “quero posso e mando”, nunca trouxe resultados duradoiros, há que mudar de mentalidade e de técnicas humanas de relacionamento neste contexto, optar pela igualdade de direito e meritocracia na nossa sociedade. Só assim podemos ir acabando aos poucos com esta intolerância invejosa em relação aos que sabem mais e estão mais bem preparados para o exercício de um cargo público ou privado. Com esta objectividade na selecção, desfazemos dúvidas em relação  às competências na especialidade do cargo, essenciais em qualquer profissão.

Posto isto, neste conflito político/militar assistimos a um avanço inconsciente para uma situação de guerra civil. Se não pararmos para repensar posições anteriormente tomadas, e reconhecendo os erros, reflectirmos “descolados” de compromissos assumidos anteriormente, com entidades empresariais estrangeiras (porque estes “lobos” não querem apenas perder os negócios já “assinados”, para alguns não importa que morra gente nossa. Para esses senhores do dinheiro, vale o lucro, somente o lucro, isso já sabemos) que afinal, fazem pressão nas conversações até aqui levadas a cabo. Nestas “negociações” muito se tem dito, mas se avaliarmos bem, apercebemo-nos ao mesmo tempo do que vem de uma “cabeça estranha” implantada num corpo que não condiz, o rabo com as calças, ou o cu com o dono. Temos vários sinais desconhecido entre nós, é uma questão de pensarmos melhor certas posições de apoios e a que preço, depois repensar os seus contornos em relação à Guiné-Bissau.

Hoje, só se ouve falar em tolerância “zero”, mas em várias passagens da vida da Nação Guineense, uma delas a Justiça social, lutar por justiça social é criar condições para que não haja vítimas fáceis de injustiças, hoje sou eu, amanhã serás tu, por isso a justiça tem que ser cega, justa e segura dos seus actos, deve passar a fazer parte também desta medida de “tolerância zero”. Vamos todos criar condições para que a justiça funcione e seja célere, não podemos pactuar com impunidades e depois vir à rua exigir justiça pessoal ou para um grupinho, quando temos o “rabo” trilhado. Não, vamos todos colaborar com a justiça, porque uma sociedade transparente é uma sociedade livre e progressista.

Devemos estar atentos individualmente, em grupo, em família e na sociedade, uma união desta natureza tem muita força, sabe sempre antecipar o mal, impedir com grandes probabilidades acontecimentos como estes últimos no nosso País. Mas para isso, é preciso a liberdade de opinião/expressão, é preciso que o medo seja erradicado do contexto social, que a tolerância, a liberdade e responsabilidade caminhem de mãos dadas, unidos pela mesma causa e um objectivo comum, o de lutar pela Real Independência da Guiné-Bissau, como País em Democracia plena. Só assim avançamos para o desenvolvimento tão desejado e mais que merecido, para este Povo sofredor.

Hoje vemos alguns dos nossos dirigentes actuarem como se desconhecessem O PAÍS QUE FIZERAM ou melhor, O PAÍS QUE TEMOS. Devem assumir responsabilidades perante a crise que se instalou a partir de factores negativos do funcionamento das instituições, e perpetuados no tempo e espaço que acabaram por criar ódios, revoltas e descrédito nas instituições públicas.
Alguma vez tínhamos que retomar caminhos que dignificassem uma instituição de Estado e Justiça Social, acabarmos de vez com a impunidade, dar um tratamento igual para todos perante a lei e, não um tratamento discriminatório.
Não podemos não tomar em conta o País que temos e, posteriormente, estranharmos semelhante acontecimento crítico, que põe em causa a estabilidade democrática e a constitucionalidade jurídica da Nação.
Por uns pagam os outros e o Zé-povinho é a parte fraca ou frágil. Enquanto uns fazem o “negócios”, outros vêm navios, ao longe sem saber porque vêm e vão sem deixar rasto.

Não podemos meter a cabeça na areia e pensar que temos um Estado de Direito funcional, como mandam a normas num País democrático, pois não o temos, ou seja a Guiné-Bissau de nome é um Estado de Direito por exemplo, na prática sabemos que não é ainda, precisamos tomar consciência disso. Os que hoje se queixam na praça pública de certo que não voltariam a negligenciar esta realidade, no papel que desempenham se voltassem a ocupar cargos públicos.
De certeza absoluta que o Tribunal de Justiça nunca mais será a mesma coisa como até aqui, penso o mesmo de outras instituições públicas, e vamos constatar isso mesmo daqui para o futuro se Deus quiser, sem dúvida.

Não percebendo que não pode haver democracia plena numa convivência do Estado com a desordem e impunidade, é a mesma coisa que partirmos as duas pernas a alguém e a seguir mandá-lo correr.
O que é irracional fazer-se ou pensarmos semelhante, e por causa desta teimosia repetitiva e obsessão milimétrica por uma reposição de “chapa” sem renegociar, podemos estar a caminhar empurrando o Povo para uma guerra total no País, todos uns com os outros, sim porque ela se acontecer não será só entre militares (há quem afirme que já não há a venda catanas no comércio, alguém advinha porquê…) será mais do que uma só guerra, temos uma que é audível e com arrebentamentos e outra, silenciosa à catanada, com paus e pedras, enfim, somos poucos e há no terreno muito ódio, inveja e desejo de vingança acumulados de décadas, isto não pode acontecer, façam o favor de se reconciliar e adiar ou ser tolerantes, é uma ordem da leitura subliminar deste Povo Superior a qualquer um e Mãe de todos nós. Pensa, a Guiné-Bissau está nas suas mãos, cuidado, aquele que tem os seus destinos na ponta do lápis deve redobrar o seu grau de atenção e concentração. Pensa antes de manchar o papel com tinta, pensa antes de maltratar e abusar deste Povo, BASTA!

Os Organismos internacionais já estão numa fase de redundância que ninguém mais parece que pensa, “temos um disco riscado” tocando e resistindo na imposição colocada até aqui e sublinhado como “tolerância Zero”., e agora? Quem é que sabe contar a partir de zero que avance, é preciso um arquitecto com ideias novas, criativas, capaz de atrair como solução aguardada, porque, pelos vistos, a obsessão persiste, mesmo pondo a hipótese de eclodir numa guerra sem limites.
Não se acanhem, se não querem falar ou escrever, então vamos pensar todos até sairmos da crise, dizer não à guerra, só. É meio caminho andado para uma solução pacífica.

Temos uma CEPLP conotada como sendo um pau-mandado com dois pesos e duas medidas (outras vezes em relação à Guiné-Bissau, fingiu que não ouviu, não viu e não falou), desta vez é contra o golpe militar, ontem não, hoje está disposta a fazer finca-pé com os golpistas, que por seu lado parecem resistir até onde, sabe Deus.

A CEDEAO, é mal vista por uma boa parte da população, que se queixa não terem sido respeitadas as aspirações do Povo, nas urnas, daí que se adivinham fortes desconfianças do Povo em relação a esta organização que já está dentro do território, com a sua tropa.

Resta-nos a terceira e última das hipóteses até aqui, estamos numa “rotunda”, na qual parecem circularem todos ao mesmo tempo e nos dois sentidos, numa confusão total, cada um puxando a brasa à sua sardinha.
Por isso, temos novamente a batata quente nas mãos, mais uma oportunidade de voltarmos a ser nós os Guineenses a ter que nos entendermos, quer queiramos quer não, e é “bem feito” para nos habituarmos a conviver sem guerras e assaltos ao poder, esta racionalidade agora é obrigatória. Temos que rediscutir quase tudo no nosso processo de desenvolvimento até aqui, fazer finca-pé numa reposição sem discussão é má pronúncia na presente conjuntura para o País. Ninguém pense que depois viverá saudável com um luto psicológico não fácil de suportar, ninguém é feliz assim, só se for Louco…

O Povo é que decide através dos seus vários representantes legítimos, de outro modo, arrastamos problemas que já são "um gigante" diante dos nossos olhos. É preciso escolher o entendimento entre as partes e, muito rapidamente, não há um nome que pare a revolução, ela arranca de novo e sempre, porque nem o do nosso líder histórico Amílcar Cabral fez parar o comboio, a luta continuou sempre, nada justifica parar o País para uma guerra com proporções imprevisíveis no terreno. Parece que há alguns a avançarem para este abismo inconscientemente, sem fundo à vista.
Esta guerra não será entre militares só, não, se acontecer, espero bem que não, porque seria pior do que qualquer cenário de guerra registado no teatro das operações no tempo colonial, acreditem meus camaradas.
Aqueles que estão nos seus espaços confortáveis e fora do país, deviam lembrar-se que uma guerra nunca foi boa para nenhuma das partes envolvidas, é melhor não abandonarem as suas capacidades de negociação politica e humanas no terreno, porque pode ainda correr muita tinta, até ao último instante de uma negociação, quem sabe...

Devo acrescentar que me arrepiei todo ao escrever isto, muito sinceramente, isto é a figura do diabo no fundo do túnel, que foi aqui descrita, que temos de pedir a Deus que o trave, isto é, se ainda formos a tempo de recuperar consciência necessária, só.

Obviamente que este povo quer e merece PAZ, foi sempre pacífico e lutador de causas justas como reza a história.
Desta vez está dividido e magoado na sua auto-estima. Arrasta-se esta depressão e não terá um bom prognóstico se permanecermos neste impasse, com certeza.

Portanto, uma prevenção primária evitando opções que directa ou indirectamente podem levar a guerra, será o melhor que se pode fazer para o bem-estar de todos nós. Vale sempre a pena apagar uma fagulha debaixo dos pés, do que o mato a arder, vale sempre a pena pensarmos e controlarmos o nosso egoísmo, ganância ou o egocentrismo pessoal nas questões de foro colectivo, como esta crise, pense nisto!

Viva a Guiné-Bissau e um abraço Guineense.
Djarama. Filomeno Pina.

Total de visualizações de página