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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

terça-feira, 19 de junho de 2012

Brasil: A loira faz mais do que você pensa.

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Rio+20 discute subsídios e impasses persistem nas negociações.

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Uma faxineira fala em seu celular durante uma pausa, próximo a um logotipo da Rio+20, na entrada do Pavilhão Brasil no Rio de Janeiro, 18 de junho de 2012. REUTERS/Nacho Doce
Uma faxineira fala em seu celular durante uma pausa, próximo a um logotipo da Rio+20.

RIO DE JANEIRO, 18 Jun (Reuters) - As negociações para o texto final da Rio+20 entraram em seu último dia nesta segunda-feira, e os países participantes seguem em impasse quanto ao fim de subsídios, financiamento de projetos de sustentabilidade e transferência de tecnologia.
O Brasil, que lidera as negociações, está alterando a redação ou retirando parágrafos que enfrentam grandes divergências entre os países, disseram à Reuters três fontes a par das discussões.
O fim dos subsídios ao petróleo é um dos pontos de maior disputa. Países como Venezuela e Arábia Saudita, que utilizam recursos públicos para exploração e produção, são resistentes à ideia, assim como nações que concedem o benefício a consumidores, como Índia e Nigéria, que argumentam ser uma ferramenta de inclusão social.
Os países críticos à medida dizem que o G20, grupo que reúne as maiores economias do mundo, já havia concordado em reduzir os subsídios, mas que, até agora, nada foi feito neste sentido.
As divergências sobre financiamento e transferência de tecnologia para projetos de sustentabilidade, que impediram a aprovação de um texto na sexta-feira, ainda estavam mantidas nas últimas horas de negociações.
Países ricos, tradicionais financiadores e os mais afetados pela crise econômica internacional, recusam se comprometer com novos aportes, posição adotada desde o início da conferência.
A proposta de criação de um fundo de 30 bilhões de dólares, feita pelo G77 --grupo que reúne países em desenvolvimento, incluindo Brasil e China--, foi retirada do texto em discussão, num sinal claro da resistência dos países ricos em fazer desembolsos.
As nações desenvolvidas se opõem também à obrigatoriedade de transferência de tecnologia e, segundo uma das fontes, que falou sob condição de anonimato, as negociações se baseiam, agora, em compromissos voluntários.
O Brasil pressiona para que o texto seja aprovado ainda nesta segunda-feira, antes da reunião de chefes de Estado e governo, entre 20 e 22.
fonte: br.noticias.yahoo.com



segunda-feira, 18 de junho de 2012

O Presidente marfinense quer levar seus compatriotas na clandestinidade em Israel de volta para casa.

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Conférence

Conferência "Facing Tomorrow 2012" em Israel: Alassane Ouattara teve almoço oferecido pelo presidente Shimon Peres. Domingo 17 junho, 2012. Tel Aviv (Israel). Palácio Presidencial. O Chefe do Estado de Israel, Sr. Shimon Peres recebe para almoço o seu homólogo costamarfinense, Sr. Ouattara chegou a participar da Conferência Presidencial "Facing Tomorrow 2012". JERUSALÉM, 18 de junho 2012 (AFP) - O Presidente da Costa d Ao Marfim Alassane Ouattara, em visita ao Estado judeu `,` disse que iria trabalhar para repatriar os seus compatriotas instalado ilegalmente em Israel, disse nesta segunda-feira no escritório. Primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou apoiar em um comunicado.

"O Presidente ivoiriense Ouattara concordou que Israel deve repatriar os residentes nacionais da Costa do Marfim que vieram para cá sem autorização ", ele disse, que ao  final de negociações em Jerusalém será entre MM. Netanyahu e ele. Este último, que chegou domingo, também se reuniu com o problema a imigração ilegal com o presidente do Knesset (Parlamento), Reuben Rivlin.
Após sua reunião com o Sr. Rivlin, no entanto, Ouattara emitiu uma dúvida na precisão de estimativas israelenses de que cerca de 2.000 marfinenses que vivem em Israel ilegalmente. 
"Nós não temos certeza disso (...) Vamos rever a lista e trazer os nossos cidadãos de regresso para seu país, sua terra natal, em plena cooperação com Israel", disse o chefe de estados da Costa do Marfim, de acordo com uma declaração do Knesset.
"Nós sabemos muito bem o problema dos migrantes, como um Estado que simultaneamente integra os refugiados, onde 250.000 refugiados fugiram de seus países de origem durante uma crise política ", acrescentou. "Até à data, conseguimos reduzir o número para cerca de 60.000 dos nossos refugiados em todo o mundo, e esperamos que eles vão voltar para a Costa do Marfim nos próximos meses ", ele disse ainda.
Para mim, é humilhante ver cidadãos africanos que tentam chegar a quase qualquer preço em outro país", acrescentou.
A presença de cerca de 60.000 imigrantes africanos, principalmente do Sudão, do sul do Sudão e da Eritréia, entram em Israel ilegalmente através da fronteira com Egito, em maio provocou uma anti-imigração em Tel Aviv que tende a degenerar em violência xenófoba.
O governo decidiu inicialmente expulsar 1.500 sudaneses do sul e 2.000 marfinenses em situação irregular, depois de receber a luz verde da justiça. O primeiro avião partiu na noite de domingo levando 127 imigrantes ilegais no sul do Sudão. Todos concordaram em sair depois de receber um bônus inícial de cerca de 1.000 euros por adulto e 400 euros por criança.
As autoridades israelenses continuaram segunda-feira sua campanha de prisões de ilegais lançados há uma semana para deportação.
Israel também está trabalhando para concluir a edificação de uma cerca de segurança enorme ao longo de sua fronteira com o Egito, e um centro de detenção no deserto de Negev (sul) com capacidade para acomodar até para 20.000 imigrantes ilegais.


fonte: abidjan.net

A angolana Leila Lopes doou 1000 Euros a Aldeia SOS no Gana.

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A angolana Leila Lopes, miss Universo, doou um cheque de mil euros à aldeia SOS de Tema, no Gana, no âmbito da campanha de angariação de fundos para apoiar orfanatos, reduzir a pobreza e fazer campanhas de combate ao HIV-Sida.

«África tem um futuro brilhante, de esperaça e promessa. Que a minha visita inspire as pessoas a sonhar e a atingirem grandes objectivos», comentou a angolana.

«Também por esta razão, decidi juntar a minha voz à de todos os que chamam a atenção para o drama das crianças órfãs, filhas de pais que morreram com Sida e muitas delas já infetadas», juntou.

Durante três dias, Leila Lopes visitou uma série de orfanatos, onde se deparou com grandes dramas humanos e todo o tipo de dificuldades. Por isso, vai juntar-se a esta luta.

Fonte: Angonoticias





domingo, 17 de junho de 2012

Magatte Wade, a volta da notícia Africana.

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Magatte Wade é representante de uma nova geração de Africanos. Uma juventude que não quer mais enfrentar um complexo do Ocidente, e ela sabe todos os códigos.

 

Quando ela fala, todo mundo levanta a cabeça e escuta. Magatte Wade é um orador nato.

     "Recentemente, fui convidado a falar para mais de 5.000 pessoas na Nigéria. Atrás das telas de televisão, havia mais de dez milhões de pessoas ", disse Wade Magatte que está ciente de que poderia ser um sucesso na arena política, mas prefere ficar longe dos combates em águas turvas.

Jovem empresário, Magatte Wade é um dos novos rostos que captam a luz. É verdade, tem tudo para atrair a atenção. "Africano, jovem, bonita, inteligente e enérgico", disse um participante no Fórum de Nova York para a África. Magatte Wade, 36 anos, foi recentemente apresentado na lista Forbes dos vinte mais influentes jovens mulheres africanas.

Seguidor da marca

Nascido no Senegal, ela seduz as três Áfricas, o francês, o Inglês e as "raízes". Originalmente de Senegal, Magatte estudou na França e "defende a cultura francesa." Antes de ir morar nos Estados Unidos, onde aprendeu todos os códigos da cultura através do Atlântico. E tornaram-se um fervoroso adepto da cultura corporativa e o "branding". Ela repete uma palavra com prazer. Como um talismã contra a má sorte.

Identidade complexa, ela defende Francês, Inglês e Wolof, um Africano que deve evitar a perda de sua alma.

     "África tem muito a oferecer ao mundo, incluindo a cultura Sufi", diz Magatte, que pertence à irmandade Mouride, muito poderoso no Senegal.

Isso vai às raízes da sua cultura que Magatte Wade começou sua primeira empresa World Beat Adina. Uma empresa que vende bebidas  africanas nos EUA. Assim, o hibisco orgânica (esta bebida feita a partir de hibisco tem aparecido em supermercados americanos).

     "Quando fui para o Senegal, estava desolado ao ver que os jovens se afastaram de hibisco. Eles queriam beber refrigerantes americanos. Enquanto o cultivo de folhas de hibisco é realmente parte do estilo de vida do Senegal. O cultivo de mulheres roselle uma aldeia viva. Estas culturas ajudam a lutar contra o êxodo rural. "

De acordo com um estudo da ONU, Adina realiza um volume de negócios de US $ 3 milhões e emprega 25 pessoas. Adicione a isso centenas de mulheres que oferecem flores de hibisco no Magatte empresa no Senegal.
 

Pensar globalmente e em comercios locais

Magatte passa boa parte de sua energia para convencer os africanos a desenvolver comércio local.

     "Claro, na África, há sempre a tentação de marcas fortes. Como em outras partes do mundo, os jovens querem Nike ou da Coca Cola. "

Magatte acrescenta mais:

     "Há também um complexo de inferioridade. O Africano sempre acha que o que está acontecendo em outro lugar é melhor do que o que vem dele. Enquanto nos Estados Unidos, existem pessoas felizes para consumir produtos Africanos. Americanos que rejeitam produtos chineses e se lançam sobre o que é produzido na África. E eles querem conhecer a cultura Africana como um todo. "

Magatte também quer lutar para mudar as atitudes de intelectuais africanos:

     "No Senegal, tradicionalmente, é formada de altos funcionários, segundo o modelo da França. Temos que mudar nossa mentalidade. Por um lado, há Modou-Modou (Wolof palavra que significa pequenos comerciantes) cheio de energia e espírito empreendedor, mas que não têm formação. E o outro, há intelectuais que não querem criar negócios, que não querem correr riscos, ao contrário dos americanos ", disse ela em francês, às vezes com um ligeiro sotaque Inglês.

A influência de sua vida passada em San Francisco e sua vida atual, em Nova York.

Ela vive de cem quilômetros por hora, falando tão rápido quanto seu Tiossan nova empresa especializada em cosméticos e moda. Ela fala com entusiasmo sobre a marca de sua marca.  

Suas marcas.

     "Inicialmente, os produtos vai ser fabricados e comercializado nos Estados Unidos. Mas muito rapidamente, eles serão produzidos no Senegal. É mais difícil de configurar no Senegal, mas é a meta ", diz ela com determinação.
 

Projetos em todas as direções

Americana Magatte é provavelmente muito, mas ao mesmo tempo que continua a ser muito senegalês. Infundido com a cultura Sufi da irmandade Mouride. Ela vibra para outro projeto: criar uma escola no Senegal, onde o foco seria na criatividade e desenvolvimento dos alunos.

     "O Senegal perdeu muito de sua criatividade cultural. Devemos ajudar os jovens a encontrar a criatividade. 10% dos lucros da Tiossano vão para esta missão. Por que não projetar um treinamento no Senegal, como existe nos EUA? "Ela diz que mais uma vez, vai embarcar na vocação de outro dos seus projectos para o Senegal.

Magatte quer ajudar a criar uma geração de africanos "líderes mundiais". Seu entusiasmo é contagiante. O céu é o limite da versão Wolof. É inesgotável quando se trata de evocar tudo o que a África pode fazer. Tudo está indo para a África. E quem vai tirá-la do subdesenvolvimento. Ela esquece que o relógio corre.

Magatte está muito atrasada para a sua próxima conferência. "Eu estou sempre atrasada", admite ela com um sorriso. Mas ela continua a falar. Claro dela. Feliz por conseguir transmitir sua mensagem. Esse otimismo de uma nova África. Magatte não está pressionada. Ela tem muito tempo. Uma vida misturada. Espírito da França, América, África. Empreendedorismo. Espírito Sufi. Vida inteira pela frente. E ela está bem ciente.
 

fonte: slateafrique 

 

sábado, 16 de junho de 2012

Telma Viale: "em África o desemprego aumentou 5.5 por cento, estando agora em 27.9 por cento".

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Vamos falar sobre o relatório que fala do emprego juvenil “Tendências de Emprego para a Juventude 2012!”. Há problemas que começam primeiro com a crise, depois pelos níveis de desemprego, nos países pobres, depois nos países em desenvolvimento, para depois haver um agravamento nos países desenvolvidos… vamos falar também desta tendência de aumento dos empregos precários. O que se está a passar com os empregos precários que parece que a longo prazo oferecem mais danos que benefícios?
Este novo relatório, sobre tendências globais de emprego, faz parte dos relatórios que a OIT faz, observando os grupos que têm vulnerabilidades. O dos jovens é um destes grupos. Para posicionar os jovens na força de trabalho, há 620 milhões de jovens que trabalham, mais ou menos dezanove por cento da totalidade da força total, que são 3.3 biliões de pessoas que trabalham.Neste universo há 75 milhões de jovens, hoje, que estão desempregados. Mas isto é apenas uma parte, o facto é que há 150 milhões de jovens que trabalham, e trabalham muito. Mas que ganham um dólar por dia. Assim, são 225 milhões de jovens que estão numa enorme vulnerabilidade. Estes números são a totalidade da população da Alemanha, França, Inglaterra e Canadá. Tudo junto. Mas uma grande parte desta população está nos países em desenvolvimento.
Vamos falar do caso do Brasil, país latino-americano que teve uma ligeira queda no desemprego. A que é que se deve e de que forma é que deve servir de exemplo para os países mais desenvolvidos que tiveram uma subida muito acentuada?
A realidade é que não tiveram muita subida. Na totalidade o rela tório mostra 2.1 por cento da força de trabalho juvenil desempregada nos países mais desenvolvidos. Isso não mudou com a crise, nem no pior momento que foi em 2009. Pelo contrário, os números melhoraram no ano passado, já que estava em 2.6. claro que os números mudam… na América latina há 3.7 por cento, um ponto a mais, praticamente. Mas em África o desemprego aumentou 5.5 por cento, estando agora em 27.9 por cento de desemprego juvenil em 2011. E estes dados são referentes aos países da África do Norte.
Nestes casos o que é que se pode fazer, visto que o emprego precário, que tem sido uma ajuda, parece que mais prejudica que ajuda, a longo prazo? 
Os números que citamos não incluem o trabalho precário, sem qualquer protecção social e que ocupa o sector informal. Claramente que isso tende a aumentar. O que se tem de fazer… há uma urgência de estabelecer parcerias com o sector público e estimular programas de aprendizagem, formação, estágios que são fundamentais para melhorar a inserção no mundo do trabalho. O objectivo é que seja o mercado informal a integrarse no espaço formal para garantir a protecção social ao trabalhador. Este tema está a ser discutido pelo G20, que já lhe deu o sentido de urgência. É importante reforçar os laços entre o ensino profissionalizante com o mercado do trabalho. Há também que prestar atenção às dinâmicas das novas tecnologias que vão surgindo, mesmo neste prisma da formação. Outro problema é que este desemprego juvenil está também muito associado a níveis de violência e a todo o tipo de actividades ilícitas, principalmente com o tráfico de drogas. Vê-se isso muito na América Central … na América Latina, também no Brasil.

Temos o caso da Europa onde os em pregos precários estão a multiplicar se com a crise, que implicações é que isso pode ter a longo prazo?
Isso é uma bomba relógio que já vai tendo pequenas explosões em alguns países. Aí há jovens com alto nível de educação e com graus eleva dos de desmoralização. Isso é muito perigoso, porque são jovens forma dos, com boa educação, o que pode levar à uma forte violência social, organizada. Não só dentro dos países mas também na região. Daí o tal sentido de urgência no G20. O que o relatório diz é que é urgente tratar deste assunto com políticas que abranjam o sector privado e o sector público. Este assunto é e tem que ser um ponto importantíssimo na agenda.
Temos 40 milhões de jovens a entrar no mercado do trabalho todos os anos, há que criar 400 milhões de postos, além dos 200 milhões que já existem.
É, portanto, um fardo para os países desenvolvidos. Mas temos os países em desenvolvimento, os subdesenvolvidos, há alguma recomendação específica para cada um destes grupos de países, depois de ter falado no papel dos governos, da necessidade de se integrar o sector informal no formal?
O que eu já disse; elaboração de políticas em que isso é prioridade. Em que os governo trabalhem com o sector privado. E também ver o que pode funcionar e que funciona em alguns sectores.
Identificar também novos sectores onde se pode criar empregos. É imperioso falar com os jovens e perceber como pensam sobre os seus próprios problemas, é importante identificar experiências positivas e fazê-las partilhar.
O que espera ouvir das associações de jovens, que exemplos é que podem ser replicados noutros países?
Temos um relatório, “A Crise no Emprego Juvenil – Um Tempo para a Acção” precisamente para ver, com os jovens, que coisas genéricas se podem fazer para melhorar. Há já uma voz da juventude, uma juventude com ideias e com soluções para o seu próprio futuro.
O problema do emprego está na ordem do dia, tanto para a geração que está no poder, como para a que exerceu o poder e para as que aí vêm. Este assunto é realmente importante, tem a ver com a vida e com a dignidade das pessoas. E o mundo é para todos.

Eleutério Guenave (Rádio ONU)
14 de Junho de 2012
fonte: OPAIS

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Violência na Costa do Marfim: 41 marfinenses e liberianos serão extraditados.

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MONROVIA - O governo da Libéria anunciou quinta-feira que quarenta e um marfinenses e liberianos, acredita-se estarem envolvidos na violência pós-eleitoral na Costa do Marfim em 2011, e que seriam extraditados para seu país.

Essas pessoas devem ser ouvidas em 21 de junho, durante uma audiência especial em Monróvia sobre o seu papel na violência na Costa do Marfim, disse o ministro da Libéria da Informação, Lewis Brown, durante uma entrevista coletiva.

"Após a audiência, os suspeitos serão colocados em um avião para a Costa do Marfim, onde serão julgados por seu papel na crise pós-eleitoral neste país", disse ele, sem especificar o número de liberianos e marfinenses.

Mercenários liberianos foram envolvidos na crise pós-eleitoral na Costa do Marfim (dezembro de 2010-abril 2011) que matou cerca de 3.000 pessoas após a recusa do presidente Laurent Gbagbo de reconhecer a vitória de Alassane Ouattara à presidência em novembro de 2010.

Gbagbo é julgado em Haia pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por suspeita de ser o co-autor  indireto "de crimes contra a humanidade por seu papel durante a crise".

Lewis Brown também disse que dez pessoas foram procurados em recentes ataques mortais na fronteira entre Libéria e Costa do Marfim.

Entre eles, é Charles Ble Goude, líder do "Jovens Patriotas", um pró-Gbagbo, desaparecido desde a queda do ex-presidente a 11 de abril de 2011. Ble Goude foi uma figura chave no regime do chefe do estado deposto.

"Pedimos a dez pessoas a se renderem às forças de segurança", disse o ministro da Informação da Libéria.

Pelo menos dezoito pessoas, incluindo sete soldados nigerianos, foram mortos a 08 de junho no sudoeste da Costa do Marfim por atiradores não identificados. Este ataque foi atribuído a Abidjan por elementos "da Libéria."

A 'Human Rights Watch' disse que as milícias pró-Gbagbo  estão por trás desses ataques e acusações de Monrovia tolerar suas atividades.

O governo liberiano nega as acusações e disse que vai trabalhar com Abidjan para encontrar uma solução para o problema, enquanto o governo marfinense disse que frustrou uma tentativa de golpe pelos partidários de Gbagbo.

Pelo menos quatro civis foram mortos por homens armados no início desta semana na mesma região, anunciou quarta-feira a ONU.

Presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf disse quinta-feira estar "preocupado" com a situação depois de estar "envolvido" na decisão do Conselho Nacional de Segurança da Libéria   decidir sábado para fechar a fronteira entre os dois países.

fonte: abidjan.net

quinta-feira, 14 de junho de 2012

ARTIGO DE OPINIÃO: AMIGOS, MAS “NEGÓCIOS À PARTE” (CDEAO/CPLP).

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Há pouco mais de dois meses de um conflito político militar na Guiné-Bissau, o mundo todo foi sacudido para mais um golpe de Estado, que mais não trouxe do que uma guerra de palavras, por conflito de interesses, mais parecendo um concurso de mister na passerelle da diplomacia internacional e, mais não trouxe do que a separação entre organizações com alguns anos de relacionamento diplomático frágil, que agora, ansiosas, em crise de valores “na cama com" transferem ou projectam "culpas", distribuindo soluções com ou sem sentido, mas pouco inteligentes e frias por uma das partes com maior resistência para negociar uma saída da crise..
Esta separação psicológica não se sabe se terminará em divórcio entre CEDEAO e CPLP, ambas foram "amiguinhas" até há bem pouco tempo, mas na falta de resultados materiais dantes havidos, perderam a confiança uma na outra, por causa da Guiné-Bissau. Esta “separação” colocou cada uma das partes a desabafar aos ouvidos dos "amantes" escondidos nos quatro cantos do mundo. Nota-se que a passerelle, de repente engrossou sua fila, com uns "jeitosos" das diplomacias de cada país, tentando seduzir parceiros num jogo de cintura que não tem conseguido atracção suficiente para o “engate”, ninguém lhes "pega", porque já gastas as suas ideias numa redundância pobre e de fraca criatividade, que giro, pena é porque nem todos mereciam uma plateia de cegos, surdos e desdentados, onde o efeito narcísico esperado não passou, nem com manteiga, escorrega numa mente mais aberta e tolerante.

Assistimos a posturas de arrogância, frieza e ignorância disfarçadas em citações conventuais do léxico jurídico, lançadas como defesa, por preguiça, quiçá ignorância, por arrastamento em matérias específicas de conflito, subjacentes num golpe de Estado. Mesmo um culpado tem o direito à defesa, é preciso ser ouvido, os motivos levados em conta para uma análise política e à luz do direito internacional ou dos acordos e estatutos comuns as organizações. Não se mexeram (CPLP), porque não foram ouvir uma das partes, passaram a utilizar o que ouviram de terceiros e tirar as suas elações, um erro crasso e arrogante, nunca se deve evitar ouvir uma das partes, porque agimos por pré-conceitos, logo não somos mais isentos para testemunhar uma sentença mais justa possível, só.  

Na Guiné-Bissau, logo no início deste conflito político/militar, muitos analistas políticos conhecidos da praça e organizações políticas internacionais, quiseram avançar com uma sugestão de envio de uma força de interposição e não de intermediação do conflito (operações de manutenção da paz).
Na altura, muitos de nós questionamos o porquê de uma força de interposição, se o País não está em guerra (um facto evidente mas abandonado nas suas considerações), o que aliás anteviu a pouca vontade por parte da CPLP em entrar no terreno e fazer a constatação e recolha de argumentos, todo o material para uma análise exaustiva do conflito que, ainda fresco, facilitava uma melhor leitura.
Mas escolheram então o passeio aéreo por "bandas" com montras mais atractivas e não o lamaçal deste conflito que ia ganhando raízes pós-golpe de Estado no País. Foi o primeiro erro crasso cometido contra o tempo, evitaram pôr o dedo na ferida e preferiram analisar discursos e fotos online. Mas que pena, se são pagos para muito mais, enfim, batendo no ferro ainda quente, facilmente seria moldado a gosto, porque frio é mais custoso e difícil, é o que está a acontecer. Houve, portanto, uma falta de sentido de oportunidade dos diplomatas, alguns preferiram o frio artificial dos gabinetes em vez de arregaçar as mangas no calor tórrido deste conflito no terreno.
É de realçar um factor importante aqui, não vemos duas forças militares em guerra aberta, mas tivemos um golpe militar sem derramamento de sangue e com duas prisões efectivas, tornadas públicas até hoje. Continua num impasse o que toca a soluções definitivas que englobem a totalidade das forças políticas no território, auto – exclusão do maior partido político no terreno (PAIGC). Uma guerra de palavras substitui as balas no teatro das operações, um combate em duas frentes, nacional e na Diáspora, uma falta de harmonia nos objectivos traçados, com ambas as partes em perfeita surdez propositada, que aponta para um impasse de longa duração nesta resolução que se pretende positiva e mais justa, de acordo com uma paz possível a conquistar num período de transição.

Mas, meus compatriotas e amigos, "onde houver mel, mete-se o dedo e chupa-se" dizia o outro, e porque não, perguntamos nós. Só se houver o controle desta riqueza que todos cobiçam e ninguém dispensa para a sua saúde física e financeira reconhecidas no futuro, na biodiversidade, na existência de muitas outras riquezas no mar e no subsolo deste território hoje cobiçado por "aves" de rapina, que em voo parado de reconhecimento aguardam por um momento certo, quando já estiverem cadáveres os nativos, para baixar as âncoras e subtrair o que puderem. Chegam trazidos nas costas de alguns Guineenses inconscientes da sua ligação “sanguínea” à Terra, e fazendo tudo para vender a Mãe a preço de saldo, e tudo o que não teria preço, pela sua natureza visceral do afecto, respeito pelo Povo, culturas, patrimónios físico, material e humano deste Povo.

Na Síria, infelizmente a situação do conflito atinge proporções desastrosas. Há já alguns meses que se previu esta evolução galopante para uma guerra civil, como todas elas, com resultados imprevisíveis, na única certeza porém de nada travar as mortes, assassinatos, abusos e barbárie, acostumados a rever cenários de chacina, e como se não bastasse, a comunidade internacional aguarda calma, numa estratégia algo duvidosa e expectante, quando as potências que costumam policiar o mundo, até hoje nada fizeram para travar militarmente esta situação. Dá para perceber que só chegam quando o que lhes interessa assim o exige, tudo leva a crer que esta afirmação militar acontece sempre com contrapartidas materiais e económicas à vista. Como exemplo temos  o caso Líbia, que em poucas semanas, numa gigantesca operação militar, aviões descolaram vinte e oito mil vezes para bombardear esse território, hoje basta ver, pensarmos, sabemos que benefícios estiveram por trás destas intervenções rápidas. Perguntamos, porque ainda não foram intervir na Síria, onde morrem crianças, mulheres e velhos todos os dias.

Posto isto, recorda-me que em jeito de reflexão, ter lamentado numa ocasião neste site, as incompatibilidades das duas organizações (CDEAO E CPLP) no que concerne às disputas da “razão” em campos diferentes neste conflito político/militar. Não se tem conseguido demonstrar a isenção esperada, verificamos uma confusão total de papéis que cada uma das partes desempenha, e acabando por meter os pés pelas mãos sem reconhecer o erro de “identificação” negativa cometida contra os estatutos, neste caso da CPLP por exemplo (objectivos para que foi criado) os estatutos previstos para esta organização no seu desempenho, nos campos de acção em que deveria actuar, sem se imiscuir no que não lhe diz respeito, no tempo e no espaço da sequência dos conflitos politico militar na Guiné-Bissau, demonstrou ter dois pesos e duas medidas, pondo em causa todo a seu método e pedagogia utilizada até aqui.

Estas duas organizações pouco têm feito, na prática, pelo Continente Africano, em várias situações onde podiam “medir” forças e fazer vincar as suas opiniões, nada se ouviu, foram sempre a reboque das potências, principalmente a CPLP, chegamos a não perceber o que faz ou tem feito, não há nada para ser exibido como “troféu”, é muito pobre a sua história até hoje, é preciso ser mais interventivo, ter voz própria, mostrar carácter e personalidade colectiva dos que vem dizendo que representam. Vejamos, por exemplo, no caso do conflito na Líbia, era esperado muito mais da CDEAO na sua voz activa, uma forte opinião sobre tudo o que se passou na Líbia, mas, nada, apenas apareceram para assistir ao “velório”, sem a presença do corpo. É preciso maior dignidade e carácter no desempenho e actuação destas diplomacias no terreno, só.

A CPLP e CEDEAO apresentam uma interacção com muitas dificuldades, são variáveis difíceis de medir, o sentido e valor do empenho de cada um. Um desconhecimento traiçoeiro para os políticos de “transição” neste momento. Aparentemente separados mas inter-relacionados nos assuntos fazem um bloco-problema para as nossas cabeças, convém não descurar este aspecto, deve ser equacionada, sempre que se justificar, uma avaliação concreta sobre este conflito.

Esta realidade, passando despercebida, pode ser traiçoeira para a Guiné-Bissau, porque na verdade não há uma fronteira estanque entre as duas organizações, isto que acabo de afirmar é subliminar, por isso, Guiné-Bissau deve agir em "relaxe", manter o estado de profunda racionalização, numa atitude de pensar os problemas sem perder de vista os seus interesses, e só os seus, repito como prioridade máxima. Todas as outras organizações são como que Clubes de futebol num campeonato “mafioso” com árbitros comprados e a peso de ouro, com a única diferença a nosso favor, o facto do campo de jogo ser nosso, a chave sermos nós que a temos com se espera (alguns de nós).

O mal é que não existe uma única cópia da chave principal. Neste momento foi poli copiada e ninguém sabe quantas se encontram espalhadas em mãos alheias, o que é revoltante, tornando difícil a estrutura do vínculo entre irmãos, com isto, outros adversários ganham terreno, isto é, outras equipas que já têm "comprados" alguns "pontas de lança" disfarçados, mas Guineenses, a pactuar com "treinadores" da equipa adversária, levando recados que nos são retirados sem sabermos quantos segredos já estarão do outro lado. É de realçar que não estamos todos no mesmo barco, o que nos fragiliza bastante numa altura destas que deveríamos estar mais unidos entre os líderes.

Temos muitas informações que passam de um lado para o outro sem controlo, de certeza absoluta, visto que temos irmãos “desavindos” e com “guarda-costas” oriundos de Países do estrangeiro, interessados nas mesmos conteúdos em discussão e análise, um verdadeiro obstáculo e quebra-cabeças que tem vindo a castigar tudo e todos…

Sabemos que negociar sem ter "o segredo" a sete chaves trancado, é obviamente trazermos um rótulo na testa, em que toda a gente, sabendo ler, antecipa o que queremos ou o que vamos dizer, eis a pior dificuldade neste momento para a Guiné-Bissau.
Repito, CPLP, CEDEAO, são dois principais adversários dos reais e profundos interesses da Guiné-Bissau, mas igualmente nossos parceiros, porque estamos representados no seu interior. Aparentemente um deles (CEDEAO) está melhor posicionado neste momento, mais próximo e deve ser encarado como uma relação com os dias “contados”, um casamento a curto prazo, quase uma "rapidinha" relação de interesse no nosso País. Mas todos nós sabemos que na "prostituição" não existe amor (e é bem feito para os seus clientes), porque o amor não é uma fricção de mucosas, e aqui, nestas organizações muitos esfregam as mãos, já coça, todos “excitados” pelo mesmo (com alguns chulos à mistura) oferecem compensações aos seus "pontas de lança" que são nossos irmãos Guineenses, que jogam nessas equipas (CEDEAO/CPLP), para marcarem o máximo de golos possíveis. Temos muita dificuldade todos, para lidarmos ao mesmo tempo e, perigosa se torna quando perdemos o controle da chave mestra, mas, tudo passa pelos níveis de alerta máximo, que trazemos dentro de Casa, até porque estes pontas de lança que são nossos irmãos, pode até ser que aceitem "subornos" no bom sentido (aconselhamento) para marcarem na própria baliza, o que seria muito bom para a Guiné-Bissau, neste período de debate, de consciência nacional na resolução definitiva desta crise. Senão, cada vez mais, temos quase tudo perdido, há que renegociar muita coisa e com a cabeça fria, sem partir do princípio que temos "amigos" pré-estabelecidos (CDEAO/CPLP), nunca porque não se pode acreditar, aqui só a Mãe é amiga, os outros, às vezes, são muito esquecidos e podem mudar de estratégia, de interesses e até de “identificação”.

Um político não tem amigo noutra “bancada”, cada um defende os seus interesses, o segredo é a chave para se ganhar a questão, quanto mais bem guardado, melhor. Perante as ideias somos adversários, no domínio de interesses que cada um defende, há que não misturar emoções pessoais ou princípios de orientação traçados a partir dos nossos objectivos gerais e específicos.

A CPLP e CDEAO são dois organismos distintos dos quais fazemos parte integrante, mas que cada um dos seus membros defenda a sua “casa”, em cada casa um presidente com o seu governo, na mesma cama, o amor e o ódio dormem lado a lado, mesmo que a roçarem-se, são igualmente distintos, por isso, o segredo é a alma do negócio, sempre que os interesses venham à tona, estamos pelo que nos interessar mais…

Esta crise é profunda e traz um golpe igualmente profundo, temos muitos pontos internos e externos que vão aguardar a cicatrização por muito tempo, neste período de convalescença devemos aproveitar para visitar as ideias dos nossos irmãos “zangados”, discutir com todos, ser tolerantes e saber ceder, encontrar soluções de paz, esperança e de confiança, baseados na transparência e nas lutas comuns que venham a dignificar as nossas escolhas, como Povo da Guiné-Bissau. Para isso, devemos hoje estar ligados sem hesitar, assinar por baixo, nos compromissos que não mais podem esperar por, tarde de mais, a sua exigência no espaço e tempo das necessidades, este futuro é hoje, só.

Viva a Guiné-Bissau livre, democrático e progressista.
Djarama. Filomeno Pina.

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