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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

terça-feira, 9 de abril de 2013

OPINIÃO: DROGA E DROGADOS DE ESQUEMAS CORRUPTOS.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...




Entre os barões da droga, o uso de "colete" à prova de identificação social para escapar ao controle da polícia de investigação é um cuidado permanente e ardiloso a considerar. Fazem-no com muita perícia, esperteza, com conhecimento profundo do esquema associado ao tráfico de droga, usam espertezas no disfarce deste produto, por onde passam, na maior parte das vezes, enganam até a polícia com os seus meios de detecção da droga. Na acção específica do traficante de droga para melhor tirar proveito do erro do seu adversário (polícia), que é uma constante em permanente criatividade na “arte” do engano para fugir à polícia, também ele não brinca em serviço.

A polícia e o bandido, ambos fazem uma “evolução” lado a lado. Tanto quanto avança o polícia com técnicas modernas de investigação criminal/judicial, no combate ao tráfico de droga, o criminoso ao mesmo tempo, avança (vice versa). Nada é descurado em relação às tecnologias mais avançadas duma “ratoeira” colocada para “ratos” de toda a espécie e feitio nesta matéria. Lado a lado, procuram superar ou igualar-se constantemente, retirando vantagens nos feitos práticos das actividades de cada um. O que não deixa de ser interessante observar nesta luta persistente entre o bem e o mal, umas vezes do mesmo lado, outras vezes em separado ou ainda, ignorando-se, mutuamente, no terreno, há um combate permanente em várias frentes ou pontos deste planeta, i. é, onde houver droga, há com certeza um polícia atento que pode ou não actuar sobre este crime.

Não admira que às vezes escapam criminosos à polícia ou outras vezes são detidos, levados à Justiça, isto acontece em todos os Países onde se luta contra este flagelo da droga, nem sempre o sucesso desta operação é da polícia. Exige um combate persistente em várias frentes de investigação, como um crime organizado que é, o seu controle passa por um combate “militarmente” pronto se for necessário, para intervenção por mar, terra e ar, com combate judicial nos tribunais e, paralelamente, uma política de saúde na intervenção e tratamento multidisciplinar, para os toxicodependentes.

Quem anda a traficar droga sabe a “sorte” que a espera, pelo menos uma destas duas possibilidades é quase certa, vir a ser preso ou ser assassinado.

Quando não acontece nem uma nem outra coisa, é como o sair a sorte grande e passar a pertencer à cúpula mafiosa sem problemas, com influência económica, usando e manipulando um sistema através de Bancos e outras manobras de crime, instalados no País. Uma condição confortável para a lavagem de receitas do tráfico de droga, o que gera muita cumplicidade de vários agentes e membros de uma máfia montada para um esquema como este poder funcionar livremente, sem intercepção da polícia.

Muitas vezes estando eles identificados na relação institucional e com as altas figuras do Estado, já corrompidos ou não, mas bem posicionados para favorecer a máfia e a corrupção no País a troco de “comissões”, o que torna qualquer investigação lenta, inoperante (tanto em África, como na Europa ou América...) ou fracassada, isto é um facto. Facto esse, que a existir, beneficia o criminoso, ainda mais quando os tentáculos do polvo colam suas ventosas no coração do poder institucional, sugando a dignidade da instituição, obrigada a compactuar com o diabo que exerce influência sobre os seus principais agentes e, com isso, ganha uma aparente “segurança” física e financeira garantida nos corredores do poder. Custe o que custar, porque aqui o valor do dinheiro é sagrado e fala mais alto, corrompe quase sempre, vence e convence a maior parte, sem deixar de registar que - HÁ SEMPRE OS INCORRUPTIVEIS NO PAÍS - pois temos bons filhos da Guiné-Bissau, PUROS E DUROS, quando se trata de defender a MÃE, esses camaradas devem ser reconhecidos para chegar ao poder rapidamente, o momento é sério e gritante, só uma união selectiva baseada nos valores nobres da sociedade Guineense, escolhendo bem, para sairmos desta crise!

Mas hoje, estando o caldo entornado com a prisão de um alegado traficante Guineense, a frustração é tanta que não me admira que alguns próximos deste benefício material do tráfico de droga, que agora a vida custe mais a suportar sem o "ouro" do bandido recebido em comissões.

A vida é uma opção constante camaradas, e entrar no tráfico de droga também o é. Sendo que a segunda opção é muito perigosa, sobretudo quando temos Países que já lá estão há décadas e estão muitíssimo bem organizados neste jogo criminoso, são os verdadeiros patrões da droga que vivem na Europa, América e outros…, todos juntos teríamos vários subconjuntos de narco-estados, dentro de um grande conjunto que seria este Planeta.
Mas a Guiné-Bissau, considerada um País narco-estado, só pode ser por aberração de conceito linguístico dos que sacodem primeiro a água do capote, e não admira este desvio de honestidade a penalizar um País pobre como o nosso (sem querer retirar cem por cento de culpas), que muitos dos seus inimigos prefiram ver continuado na pobreza. Criticam mais do que ajudam, nisto, começamos agora a assistir a um controle internacional da Costa Ocidental de África, o que é muito bom, uma vez que a Guiné-Bissau não tem meios materiais e técnicos para o fazer, então, resta ao País agradecer esta ajuda, aproveitar e embarcar na mudança para um Estado capaz de controlar o seu território nacional, mudar o que tem que ser mudado e olhar o futuro deste País nas mãos dos seus bons filhos, capazes de o levantar e de o levar a bom porto, com certeza.

No mundo do tráfico de droga, os kótas traficantes não querem que entrem os mais "novatos" para o mesmo negócio..., por ganância, preferem que esses novos prestem um serviço a baixo custo ou que permaneçam dependentes dos chefes instalados na Europa, América e outros, por isso, os novatos contentam-se com as migalhas vindos dos reais bandidos/padrinhos desta merda (a droga), como pagamento!

Por isso, aqui estamos convencidos duma entrega do peixe miúdo (Bubo Nantchút) para engrossar o argumento na tese moral da antipatia do bandido, o de fazer querer que finalmente estamos no bom caminho, pois era bom, mas ainda falta muito, é triste de imaginar, mas na verdade esta procissão vai no adro, só.

Os interrogatórios lá (USA) são sofisticadíssimos, com ferramentas (por indução química, pressão psicológica e choque psicomotor induzido em busca da verdade) que não sabemos, sabemos apenas que a tolerância à dor tem limites no ser humano, ninguém escapa, por isso imagino que alguém vai dizer o que sabe e, eventualmente o que não sabe, neste interrogatório, apenas para atenuar a exposição à dor quando o sofrimento for insuportável... pense nisso camarada, vale a pena mudarmos e tomarmos conta da Terra com muita seriedade, a vitória é certa, acredite.
Estamos a falar de um espaço militar de interrogatório, que receia os efeitos do terrorismo implícitos no tráfico de droga, e o poder material do narco tráfico no mundo, associados ao crime organizado e tráfico de armas, onde o peixe miúdo é sempre carne para canhão, podendo ser este um dos casos, no jogo de empurra, que termina com a batata quente nas mãos do menos atento ou do mais “burro” do esquema montado a cair nas mãos das autoridades internacionais.

O Bubo terá sido "entregue" ou preso com base nas investigações de anos levadas a cabo pelos USA, só Deus sabe. Mas a verdade é que isto agrada aos que continuam à solta (dentro e fora do País, independentemente da nacionalidade). Devemos aproveitar para continuar a limpar a nossa Casa, despir a roupa suja, que deve ser lavada em Casa e não na rua, ignorando a sujidade à vista de todos quase.

Hoje já podem "deitar" as culpas nos quatro homens, talvez Ele (o Bubo) o menos inteligente nisto, mas com o título de “Barão da droga”, que lhe confere um lugar de destaque. Pouco inteligente mas corajoso, uma substituição da massa cinzenta pela massa muscular, é o exemplo do que está a acontecer, com tendência para o agir e lá se foi o “guerrilheiro” mais básico e primário no meio disto tudo. Aquele que se contentava com "migalhas", de repente quis subir o seu “preço” se é que é verdade toda esta acusação, mas sem um conhecimento profundo deste tráfico e da sua profundidade criminal no plano internacional (negócio de armas), no entanto por enquanto é só suspeito, até prova em contrário, a ver vamos.

Segundo dizem os USA, o negócio da droga encobria o tráfico de armas, com alto valor e peso material e financeiro, o que Eu duvido, que o Bubo tivesse alcance como mentor “cabeça” para tantas contas do género. Alguém mais esperto do que Ele, está fazendo sombra e, encoberto até aqui, ainda escondido, mas certamente, com o rabo de fora e cu tremido.
Daí que se esta investigação desta vez chegar ao “torrado” do fundo do tacho, as surpresas irão atingir várias nacionalidades, “para todos os gostos” e alguns Países Africanos, Europeus e Americanos metidos nisto, a ver vamos, camaradas. É uma questão de tempo, - a Guiné-Bissau, não ofende quem quer – lembrai-vos disto camaradas.

Isto começa a aquecer, se agora começou e pelo fim, com prisões de "bebés" do tráfico internacional na Costa Ocidental de África como pequenos correios, é o que parece, isto. Imagino então que os principais, os grandes cabecilhas nunca terão o mesmo destino (os cabecilhas da produção e, tráfico de droga nesta zona marítima). Vermo-los, a todos eles serem presos e julgados, parece ser o mais difícil desta caçada, porque agora, estão alertados com esta detenção ou talvez não, e não tendo como escapar, ainda serão igualmente presos.

O que quer dizer que esta acção da policia secreta Norte Americana é apenas um sinal com várias interpretações possíveis, indo para além do problema da "droga", para além dos citados "600kg" de cocaína, que pelos vistos desapareceram "dentro" de uma Instituição do Estado da Guiné-Bissau. Mas agora, parece que o dedo só é apontado a um único traficante, se for o caso, será uma conclusão primária, básica, servindo apenas como sentido de humor muito fraco, porque basta recuarmos no tempo em que tudo começou, os primeiros rumores centrados no tráfico de droga no País para pensar melhor. Triste é, se for esta a única hipótese a testar, não sei quem convencia entre nós, tendo em conta o crime organizado que ficou por perceber, para além da corrupção, instalada na Guiné-Bissau desde então.

Esta prisão de Bubo Nantchut (um dos dois Guineenses, indiciados segundo a USA há muito), servirá como "estímulo" agitador de consciências pouco tranquilas nesta matéria (gente ligada ao tráfico nesta zona...) que agora está sobre a mira da polícia internacional (dos caçadores de traficante e do seu tesouro/riqueza), e para mais, pouco se saberá neste mundo tão pequeno, onde os fracos são os mais vigiados por satélite, sendo certo que o crime não compensa, só isto sabemos, e o mal está à vista, é preciso que o Estado tenha muita calma agora e colabore com a DEA, para por termo à agitação do tráfico na costa O. África e, mais concretamente, no que toca os Guineenses metidos nisto, i. é, no que depender da Guiné-Bissau deve ser já, uma actuação firme e de limpeza geral, para limparmos o bom nome do País.

A procissão ainda vai no adro, quando um ex-militar de alta patente é preso, pergunto, seguirá um politico, outro militar, um empresário, um diplomata, um estrangeiro residente no País, um “djyla” de esquina ou também, vários barões na Europa, na América, na Ásia e, quem sabe, é desta que vão os "policias do mundo" ser isentos, a prender por igual, todos estes bandidos espalhados pelo mundo fora.
Por isso vale a pena colaborar para evitarmos uma "caça às bruxas" sem precedente no País. Temos que criar condições de prender e de julgar os nossos criminosos, sob pena de serem caçados pelo julgamento internacional, fora de Casa, porque o menino malcriado na rua é “reeducado” pela polícia se for preciso, sem dó nem piedade, e será tarde, como agora vimos, ouvirmos, políticos falarem do mal que remediado já está, só.

Há que unir esforços com as autoridades mais qualificadas no combate ao crime organizado e tráfico de droga, recriar e organizar espaços de investigação e acção judicial a nível nacional, é urgente no País, para evitarmos que os nossos criminosos uma vez dentro do País, andem à solta no território nacional ou a serem presos e levados próximos de Casa, como se, no nosso País, não fossemos capazes de prender um criminoso de alto “gabarito”, como que cúmplices, pactuando com o recebimento do bolo (dinheiro) eventualmente dividido por muitos com “poder” dentro do mesmo Estado. Isso não, seria uma imagem péssima para este País que nos vê crescer, fingindo-nos cegos, surdos e mudos.

Viva a Guiné-Bissau unida, forte e pronta para avançar para bom porto. Há que ter a coragem de mudar de rumo, afastar os que têm as mãos sujas de sangue, de dinheiro sujo e outros crimes de corrupção, cometidos contra o Povo. Caso contrário, nunca mais sairemos da lama em que nos encontramos, nunca mais nos respeitaremos uns aos outros, nunca mais saberemos distinguir os melhores, pela meritocracia, nunca mais diremos não com convicção, persistência e espírito ganhador, nunca mais aprenderemos a assumir responsabilidades individuais e colectivas, nunca mais aprenderemos a valorizar o trabalho individual e colectivo, nunca mais aprenderemos, de uma vez por todas, a importância do saber escolher o melhor para nós, todos!

QUEM ESCOLHE BEM EVOLUI MAIS RAPIDAMENTE DO QUE QUEM OPTA POR ESCOLHAS MENOS INTELIGENTES. ACREDITEM, SE QUISEREM, OU MELHOR, PENSEM NISTO!

A Guiné-Bissau tem filhos espalhados pelo mundo fora, na dita Diáspora Guineense, que na ausência de uma politica interna centrada numa visão global de reaproximação dos valores humanos que estão fora de Casa, por ausência de politicas de vários governos sem um projecto que gere a estabilidade politica no País, tem mantido esta dificuldade crucial de carácter administrativo, tecnológico, cientifico e político, essenciais num processo de desenvolvimento sustentado do País, importantes para sublinhar a permanência do Estado de Direito, mas que teimam em manter parados à espera de piores dias, pergunto até quando.
Fingindo não-ver, estes líderes que permanecem inactivos, silenciosos, sem se manifestarem com politicas concretas em relação à emigração, quando o retorno à Casa dos emigrantes com especialização em várias áreas de profissões variadas é possível uma vez programado, acredite.

Menosprezam todo este valor que faz muita falta para se conseguir sair desta crise profunda, que mais não é do que a prova inequívoca de que o País precisa de quadros técnicos e superiores que estão a “apodrecer” fora do território nacional, há décadas.

Toda esta mão de obra Guineense que pode regressar, com políticas concretas e a serem canalizadas gradualmente para um retorno programado e sistematizado neste processo, com principio meio e fim transparentes, para todas as partes que querem regressar, não sentindo os mesmos obstáculos subjectivos e objectivos de outrora, ameaçando mais uma vez a sua estabilidade psicológica e sócio-familiar na sua tentativa de reintegração profissional no seu País, baseados na sua competência e que aguardam um fim feliz., pondo fim à falta existente no País.

Pararmos este preconceito em relação à uma Diáspora fobia progressiva de há quarenta anos a esta parte, hoje ainda existente, faz pena, ver um registo destes de acanhamento tendencioso, não só na reflexão que ela tem merecido e não se fez e não se faz, como na frontalidade exigida na resolução que ela merece no momento actual, mas que também tem sido descurada, pergunto o que fazer.

É mais do que necessário Sr. primeiro Ministro e Ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo de Transição e demais lideres político partidários com assento parlamentar e não só, reunirmos uma reflexão conjunta para um pacote de medidas concretas, no que concerne às questões especiais da emigração, tendo como objectivo específico, análise e politicas de reagrupamento profissional e não só, desta emigração, rumo  ao nosso País, com estabilidade politica necessária, como peça fundamental de atracção neste processo.

Muitos problemas que temos tido não acabam de uma só vez, mas é certo que diminuem com certeza absoluta, com o maior número de guineenses possível, a Terra avançará mais depressa, e com maior qualidade nos seus resultados num futuro próximo.

Devo acrescentar e para terminar como no início deste artigo de opinião, na questão desta detenção do Bubo e outros, que paradoxalmente vem trazer uma luz no fundo do túnel, para muitos de nós que dantes não víamos um palmo no escuro, agora temos o mínimo de claridade, infelizmente para reconhecer a cara de vergonha internacional, causada por um Guineense como nós, à Nação que é de todos.
Foi preso e levado para os calabouços no “fim” do mundo, quando todos juntos e em democracia, com ideias diferentes e respeito mutuo, podíamos evitar um acumular de frustrações como tem sido até aqui.

Que isto sirva de exemplo, para aqueles que dantes nunca se importaram com a imagem do País limpa, como um Estado de Direito, preferindo nadar nas águas corruptas com a faca e o “queijo” nas mãos. Pergunto agora, eles neste momento sabem o que devem fazer pelo amigo e antigo combatente ou não, sabem como lhe fazer chegar água do Rio Geba (simbólico) para se sentir em Casa, claro que não, isso é impossível neste momento, e porquê camaradas, pense nisso!

Mais uma vez Camaradas, venho aqui deixar outra opinião, resultado da minha reflexão humilde a pensar Guiné-Bissau, sou o seu único responsável, sendo ou não citado pelos seus leitores, digo aqui que responderei sempre por cada pingo da minha “tinta” derramada nesta partilha que agora fica a vosso dispor…

Djarama. Filomeno Pina.


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Bubo na Tchuto poderá ser condenado a prisão perpétua.

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O almirante Bubo Na Tchuto da Guiné-Bissau, que está preso em Nova Iorque, já compareceu perante um juiz que marcou a audiência formal para o próximo dia 15 de Abril. Caso seja considerado culpado por tráfico de cocaína para os Estados Unidos, Na Tchuto poderá ser condenado à prisão perpétua.

Bubo na Tchuto poderá ser condenado a prisão perpétua
Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, os dois indivíduos - Papis Djeme e Tchamy Yala - que foram encontrados com ele no barco, e cuja nacionalidade não foi divulgada, também poderão ficar o resto da vida em prisões americanas.
Os três são acusados de “conspirarem para distribuir cinco quilos ou mais de cocaína, sabendo ou tendo a intenção de importar a cocaína para os Estados Unidos”. Ao abrigo da lei americana, a pena máxima para este tipo de crime é prisão perpétua.
Ainda de acordo com Departamento de Justiça há outros quatro presos envolvidos no mesmo processo. Trata-se de Manuel Mamadi Mane e Saliu Sisse, cuja nacionalidade também não foi identificada e que foram detidos num país não identificado da África Ocidental. Eles deverão comparecer perante um juiz esta terça-feira, 9.
Os outros são Rafael Garavito-Garcia e Gustavo Perez-Garcia, ambos colombianos, que devem ser extraditados para os EUA e ali serem formalmente indiciados. Todos são acusados de “narco-terrorismo, tráfico de cocaína e de conspiração para fornecer apoio material e recursos a uma organização terrorista internacional”.
Ligação com as FARC
Para a justiça norte-americana, os acusados preparavam uma rede para usar a Guiné-Bissau como ponto de passagem de "várias toneladas" de cocaína que seriam vendidas nos Estados Unidos, em benefício das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) - classificado pelos EUA como grupo terrorista.
A táctica desta rede de tráfico internacional de drogas foi descoberta através de uma missão secreta montada em Bissau em Junho de 2012, por elementos da Divisão Especial de Operações da Drug Enforcement Agency (DEA), que se apresentaram como representantes das FARC.
A missão revelou a cumplicidade entre Bubo Na Tchuto, o actual chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, António Indjai, e as FARC. Na Tchuto terá ajudado Indjai a consolidar o poder, depois de este o libertar na sequência de mais uma acção militar.
Indjai impôs algumas condições para permitir a passagem de droga e armas pelo país, escondida em caixas de uniformes militares, com destino aos EUA. Outra parte seria entregue, em troca de favores, o responsáveis do poder guineense - no caso Bubo Na Tchuto -, que cobrava um milhão de dólares (cerca de 800 mil euros) por cada tonelada.
CD/com agências
fonte: www.asemana.publ.cv

Ghana: GNA sete escolas tiraram zero por cento no Distrito de Denkyembuor.

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Waec Bece Blue


Sete escolas secundárias (JHSs) no Distrito Denkyembuor na Região Leste tiraram zero por cento no ano passado nas provas  de Examinação de Certificado de Educação Básica ( Basic Education Certificate Examinations (BECE)).

Dez outras escolas ficaram abaixo de 45 por cento, o Sr. Kwaku Ofori-Abrokwa, o Chefe do Executivo do Distrito (DCE) tornou conhecida está notícia na primeira reunião ordinária da segunda sessão da Assembleia Distrital de Akwatia na segunda-feira.

"Este é um péssimo desempenho e as medidas devem ser imediatamente instituídas para corrigi-lo", disse ele.

O DCE, tem por isso, a tarefa de orientar a Direcção da Educação do Distrito e a Comissão de supervisão da Educação para aprofundar as causas do péssimo desempenho.

Ele disse que a montagem seria "brainstorm" e prosseguir com medidas pragmáticas para melhorar o desempenho da educação no distrito.

Sr. Ofori-Abrokwa instando as partes interessadas, incluindo os pais e professores para trabalhar assiduamente para melhorar o desempenho dos alunos.

Ele deu a garantia de que o conjunto iria continuar a fornecer a infra-estrutura necessária a educação e instituir um sistema de bolsas para os melhores alunos da BECE de 2013.

fonte: ghanaweb.com

O Presidente Congolês Denis Sassou Nguesso: Ganhos ilícitos - Sassou Nguesso invoca o princípio da não-ingerência.

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Denis Sassou Nguesso, s'adressant à la presse, Paris, 8 avril 2013 / AFP
Denis Sassou Nguesso, dirigindo-se à imprensa, Paris, 8 abril de 2013 / AFP

Em visita a Paris, o presidente congolês nega à justiça francesa o direito de o investigar.


O Presidente congolês Denis Sassou Nguesso, recebido nesta segunda-feira por François Hollande, negou à justiça francesa "o direito" de investigá-lo "ganhos ilícitos", dizendo que foi uma violação do princípio da não-interferência.

"O que queremos é lembrar que o princípio de que todos nós já subscrevemos a nível internacional é o da não-interferência nos assuntos internos", disse o líder do Estado congolês, após uma permanência de mais de uma hora com o seu homólogo francês.

Este princípio deve ser "respeitado por justiça em França não se sentir bem para tratar de questões que afetam os problemas domésticos para outros estados", disse ele.

"Bem, isso é o princípio", concluiu Denis Sassou Nguesso. Em sua chegada ao Palácio do Eliseu, François Hollande absteve-se de descer os degraus da escada para cumprimentá-lo, trocando um aperto de mão breve.

Perguntado por um jornalista que lhe perguntou se este caso estava envenenando a sua vida e impedia o seu sono, Denis Sassou Nguesso, respondeu com um ar lacônico: "Certamente que não."

Dois juízes de Paris investigam as condições em que um importante patrimônio imobiliário e mobílias foram adquiridos na França por Denis Sassou Nguesso, o ex-presidente Omar Bongo, e o presidente da Guiné Equatorial Teodoro Obiang e seus parentes.

As ONGs Sherpa e Transparência Internacional da França estão na origem da queixa que desencadeou a investigação dos três.

fonte: slateafrique

domingo, 7 de abril de 2013

Gana: Melhor acesso à electricidade na África.

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Electricity Connetion Lines

Mesmo que os ganenses estejam passando por crise de energia, o que resultou em uma redução de carga enorme e poder de interrupções, o setor de energia no Gana é alta em comparação com outros países africanos na região subsaariana em termos de acesso e utilização de energia elétrica, diz o Sr. Kwaku Awotwe, Executivo-chefe da Volta River Authority (VRA).

Segundo ele, apesar dos desafios, o acesso de Gana a electricidade continua a ser um dos mais altos da África Sub-Sahariana, acrescentando que "o acesso à eletricidade é atualmente de 74 por cento. Em média, o acesso à eletricidade em Gana é de cerca de 60 por cento. Isso se compara com a média da Nigéria e do Quénia, que é de 30 por cento. "

Falando em uma entrevista com o Al-Hajj, o Sr. Awotwe observou que, apesar de o país passar por algumas dificuldades no setor de energia, que ele prometeu que em breve será coisa do passado ", Gana é, de longe, e está à frente de seus vizinhos no continente Africano nas áreas de acesso à electricidade e utilização. "

"Acredite ou não, em infra-estrutura, Gana é duas vezes melhor que a maioria dos outros países africanos. Então, quando você compara a uma série de países africanos que pode ou não ser surpreendido que o investimento de 1020 (MW) megawatt na represa de Akosombo que foi feita em Gana há 50 anos criou a base para uma infra-estrutura muito mais desenvolvida e que classifica Gana alta em relação a outros países africanos ", afirmou o Sr. Awotwe.

Ele acrescentou que dentro da África sub-saariana, Gana é a segunda depois de África do Sul em termos de acesso à electricidade.

Citando a Nigéria como um exemplo, ele afirmou, o acesso da Nigéria à eletricidade é menor do que Gana, e seu consumo por pessoa por ano também é menor do que Gana, observando, em termos de consumo de energia elétrica e acesso à electricidade, Gana é realmente um líder na África sub-saariana.

"Em Gana, nós reclamamos quando pagamos 11 pesewas (8 centavos de dólar) por unidade de energia elétrica. Nossos vizinhos do norte pagam 25 centavos de dólar e, no caso da Libéria, eles pagam 45 centavos de dólar e eles gostariam de obter alguns do poder de Gana. Então, se podemos obter o gás e obter a energia gerada em Gana e pode obter linhas de transmissão construídas em toda a África Ocidental, que poderia não só fornecer eletricidade para Gana, mas que iria fornecer energia elétrica para toda a sub-região e, o tanto quanto a transmissão linha pode ir ", acrescentou.

E acrescentou: "Esse é o lugar fantástico em que se encontra hoje o Gana. Nigéria ou Costa do Marfim podem desempenhar um papel semelhante, mas o fato no terreno é que Gana já está jogando esse papel. O governo reconhece que para que o Gana desempenhe esse papel eficaz como o hub de eletricidade da sub-região, uma reforma no setor de energia será necessário para atrair investidores privados. "

Como parte das medidas para aumentar a oferta de energia no país, o chefe de VRA sugeriu planos para estabelecer um parque eólico que vai acrescentar entre 50 e 80 megawatts de eletricidade para a rede nacional. Sr. Awotwe acrescentou que, uma planta de 10 MW solar está atualmente em construção no Kaleo e Lawra.

"África tem um potencial enorme de energia, mas muito poucos países africanos estão realmente usando energia eólica. Os três países que utilizam a energia eólica mais são: Egito, Marrocos e Tunísia, mas mesmo esses países têm sido lentos para pressionar por mais investimentos no setor de energia eólica. Atualmente, Gana também construiu uma fazenda de 2 megawatts solar em Navrongo, afirmou "Mr. Awotwe.

fonte: ghanaweb.com

Guiné-Bissau: Bubo Na Tchuto extraditado para os Estados Unidos.

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Combate ao tráfico de droga na Guiné-Bissau tornou-se numa prioridade americana. A detenção do contra-almirante Na Tchuto causou apreensão nas chefias militares. O chefe da Força Aérea poderá ser o próximo na lista.
A verdade por detrás da detenção do Ex-Chefe do Estado-Maior da Marinha guineense, o contra-almirante José Américo Bubo Na Tchuto, provavelmente nunca será conhecida. Há muito que o Departamento do Tesouro norte-americano o tinha na mira e esperava apenas pela melhor ocasião para deter o homem que considera ser uma figura central no tráfico de drogas na África Ocidental.
Esta terça-feira (2.04) numa operação envolvida em grande secretismo Na Tchuto foi detido por agentes do Departamento de Combate ao Narcotráfico norte-americano, DEA, (Drug Enforcement Agency) em águas internacionais, próximo da Zona Económica Exclusiva de Cabo Verde. A bordo do mesmo iate seguiam quatro homens de nacionalidade guineense. A operação só se tornou pública após os detidos terem sido extraditados para os Estados Unidos, num avião privado que saiu da ilha do Sal.
Militares e políticos beneficiam com o tráfico de droga na Guiné
Esta detenção inédita – apesar dos inúmeros alertas das Nações Unidas e outras organizações nacionais e internacionais para o aumento do tráfico de estupefacientes na Guiné-Bissau e o envolvimento neste de políticos e militares, nunca nenhuma figura poderosa havia sido responsabilizada – causou inquietação nos meios militares guineenses. Recorde-se que o Departamento do Tesouro norte-americano  considera que Ibraima Papa Camará, chefe de Estado-Maior da Força Aérea, está envolvido diretamente no tráfico de droga estando ligado ao descarregamento de droga de um avião venezuelanoem Julho de 2008.
A aterragem no aeroporto Osvaldo Vieira desta aeronave que transportava uma "quantidade considerável de droga", foi investigada pela Polícia Judiciária guineense mas a intervenção das Forças Armadas acabaria por obstruir o processo de apuramento de responsabilidades.
Já em 2008 a Liga Guineense dos Direitos Humanos denunciava a intimidação e as ameaças de morte, "pelas suas posições contra o tráfico de droga", feitas à directora da Polícia Judiciária, Lucinda Barbosa, à ministra da Justiça Carmelita Pires e ao Procurador-Geral Luís Manuel Cabral.
Antonio Indjai irritado com operação norte-americana de combate ao narco-tráfico
Na Tchuto e Indjai, destinos cruzados
O contra-almirante Na Tchuto era considerado um dos militares mais influente da Guiné-Bissau. De 2003 a 2008, chefiou a Armada e protagonizou vários golpes e movimentações militares, entre eles a tentativa fracassada de golpe de Estado de 6 de Agosto de 2008, que motivou a sua fuga para a Gambi. Já em território guineense e refugiado no edifício da ONU em Bissau, Bubo Na Tchuto seria o cabecilha de um golpe, apoiado por António Indjai, no qual o então chefe de Governo, Carlos Gomes Júnior e o na altura chefe das Forças Armadas, comandante Zamora Induta foram detidos. Induta seria deposto e substituido por Indjai, o homem que muitos na Guiné terão visto comandar as tropas que entraram na residência do presidente assassinado João Bernardo "Nino" Vieira.
Todo o Estado nas mãos dos barões da droga
Embora o diagnóstico não seja novo o semanário alemão Der Spiegel veio confirmá-lo. "Homens mascarados" foi o título escolhido pelo Der Spiegel para uma extensa e duríssima reportagem dedicada à Guiné-Bissau. Ao longo de seis páginas descrevem-se os bastidores do tráfico de cocaína neste país da África Ocidental. "O escritório das Nações Unidas para o combate ao tráfico de droga, UNODC, vê na Guiné-Bissau o único exemplo a nível mundial de um narcoestado. No Afeganistão e na Colômbia, há províncias inteiras nas mãos dos barões da droga. Aqui é todo o Estado."
A Polícia Judiciária não dispõe de meios para combater o tráfico uma vez que quem de facto governa o país são os militares. "O homem de uniforme personifica o poder, não o direito. O general António Indjai é quem manda na Guiné desde o assassinato de Nino Vieira", escreve o Der Spiegel. 

"Os militares estão convencidos que o país é apenas uma plataforma giratória para o tráfico de droga. Mas começa a desenvolver-se entre a elite guineense um mercado para o consumo de cocaína. Está-se a desenvolver uma geração de toxicodependentes. Os filhos dos generais".
 
A moir fonte de instabilidade na Guiné-Bissau são os seus militares
Indjai nega que esteja em preparação novo golpe e ameaça comunidade internacional
Do quotidiano guineense fazem parte constantes rumores quanto a diferentes cenários de instabilidade, rumores que na maioria dos casos são vistos como isso mesmo: boatos. Porém a virulência na reacção aos mais recentes rumores é interpretada pelos analistas como sintoma do nervosismo militar. Numa conferência de imprensa esta quinta-feira (4.04) António Indjai sublinhou que o o país está calmo e que "não há nada de anormal nos quartéis", e acusou o cônsul honorário holandês, Jan Van Manen, de espalhar boatos sobre instabilidade.
Na mesma ocasião lançou uma ameaça nada velada, "quero avisar a comunidade internacional, sobretudo José Ramos-Horta, que está cá a ver o que se passa, que chame a atenção daqueles que estão a criar esta confusão, porque se um dia atuar contra essas pessoas, que não me venham criticar", afirmou o general.
Quanto a detenção de Bubo Na Tchuto apenas uma reacção em Bissau: "desconhecemos os pormenores da sua prisão", disse Fernando Vaz , porta-voz do Governo de transição, "mas prestar-lhe-emos apoio como a qualquer cidadão guineense".
fonte: DW


Costa do Marfim: Poucos dias antes das eleições regionais e municipais: Youssouf Bakoyoko fez a grande desembalagem.

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Youssouf

© IEC por DR
Youssouf Bakayoko, presidente da Comissão Eleitoral Independente (IEC)
Sexta-feira 5 de abril de 2013, Abidjan, o Chefe da CEI.



O Presidente da Comissão Eleitoral Independente foi o convidado de Abidjan.net. Nesta entrevista, o Sr. Youssouf Bakayoko retorna sobre os contornos diferentes das eleições de domingo, 21 de abril de 2013. Quem pode votar? Que segurança para os candidatos e os eleitores? Qual é o destino dos principais novos e outros rejeitados da lista de eleitores? Como as disputas serão tratadas? O presidente respondeu a todas as perguntas sem hesitar.

Estamos a 12 dias da data de 21 de Abril de 2013, as eleições municipais e regionais acopladas. Em que estado de espírito você trabalha hoje na Comissão Eleitoral Independente?
Gostaria em primeiro lugar de sugerir que futuras eleições locais a serem realizadas em 21 de abril de 2013,  a saber eleições dos Conselheiros Municipais e os conselheiros regionais, são após as eleições presidenciais e legislativas, que marcam o último ciclo eleitoral pós crise. Eles representam, portanto, um grande desafio que a Comissão Eleitoral Independente (IEC) está enfrentando, como fez  no anterior. Com relação ao dotado de estado de espírito em que nós trabalhamos, eu posso lhe assegurar que cada membro de nossa Instituição é habitado pela serenidade, o pedido para a tarefa e disposto a dar sua contribuição ao nosso país na noite de 21 de Abril de 2013, os casos de gestão descentralizada dos assuntos do Estado que as pessoas locais têm livremente escolhido. Serenidade, o trabalho duro, equidade e transparência são as palavras de ordem que orientam a nossa acção.
Estas ações estão acopladas as eleições como todos nós sabemos, mas além disso a primeira vez na história eleitoral do nosso país. Quais são os arranjos para as eleições para serem bem sucedidas?
CIS realmente mantem as duas próximas eleições locais, concomitantemente, isto é, no mesmo dia e nas mesmas assembleias de voto e os horários, em todo o território nacional. Os eleitores terão de escolher ao mesmo tempo, mas duas votações separadas, seus Conselheiros Municipais e Conselheiros Regionais. Este é o acoplamento de duas eleições e vai ser, como você bem disse, a primeira na Costa do Marfim. Um processo eleitoral bem sucedido, como nos preparamos depende de muitos fatores internos e externos na CEI: o ambiente sócio-político, o quadro jurídico para as eleições, o calendário de atividades eleitorais, treinamento de Comissários e os funcionários eleitorais, de informação e sensibilização dos políticos e do público, logística, financiamento, garantir o processo. Em relação às operações e registros sob a jurisdição do SIA (elaboração de calendário legal e orçamento, de atividades, logística, produção de documentos eleitorais, comunicação e sensibilização, formação de comissários e funcionários eleitorais), nós temos trabalhado várias semanas ou mesmo meses, todas as medidas necessárias para garantir o sucesso das eleições. Além disso, sob a autoridade do chefe de Estado, o Governo adoptou todos os textos de um quadro legal para as eleições e colocado à disposição os recursos financeiros solicitados pela CEI, seguindo um calendário. O Governo está engajado em outras ações, o Estado Maior da Forças Armadas e Defesa marfinenses e Segurança e desenvolveu um plano para total segurança do processo eleitoral, em conjunto com a nossa instituição para garantir a realização de eleições futuras em um ambiente pacífico. Para aumentar a conscientização da população local, religiosos e líderes tradicionais do nosso país que se reuniram ontem com o compromisso de apoiar as nossas Comissões locais no terreno. O Governo, através do Ministério de Estado do Interior e do Corpo de Segurança encarregou prefeituras de nosso país a cooperarem plenamente com o IEC, especialmente em termos de consciência pública, a mobilização de funcionários eleitorais e logística. Para a organização de eleições, como em muitas áreas que envolvem fatores humanos, o risco zero não existe. Mas eu quero tranquilizar o público em geral sobre a firme determinação da CEI para concluir essas eleições de forma transparente, justa e profissional.
Ganhou a Costa do Marfim ao realizar eleições acopladas ao invés de separadas, como no passado?
A opção de vincular as duas pesquisas esta no estado de saúde sócio-política, segurança e financeira do nosso país, os benefícios dos "votos em separado", ou seja, custo substancialmente menor (economia de alta escala, cerca de 2 mil milhões de FCFA), criado concomitantemente, as duas entidades de gestão eletiva das autoridades locais no país, em uma única peça, o ciclo eleitoral pós crise.


Concretamente, como poderão vocês esquematizar o diagrama do procedimento utilizado para estas eleições locais acopladas? Locais e estações de voto que sofreram uma mudança com a última divisão administrativa? O que é, neste caso, o feitiço vinculado aos eleitores?
Esquema do procedimento juntamente com realização de eleições são os seguintes: Renovação de lugares e estações de voto utilizados para a eleição presidencial e as eleições legislativas e não há, portanto, nenhuma alteração no conjunto de nível em vez de duas urnas e duas listas de eleitores em cada votação distinta, um para cada eleição ( Conselheiros Regionais e Conselheiros Municipais) e construção de equipes de trabalhadores da eleição (5 em vez de 3) por votação; diferenciação marcada por votos, a votação para Conselheiros Municipais é diferente da utilizada no momento da votação dos Conselheiros Regionais; recolha diferenciada e processamento dos resultados de duas pesquisas; proclamação em cada resultados eleitorais das duas pesquisas, uma após outra.

Alguém que perdeu seus documentos de identidade e os eleitores pode tomar parte na votação? Em que condições?

O eleitor, que quer dizer uma pessoa nos cadernos eleitorais, o que seria, no caso que você menciona (perda da carteira de identidade nacional e do cartão de eleitor) vai participar na votação, apresentar prova de identidade com foto seu da CNI verde.

Estas eleições acontecerão em todo o território ou algumas regiões não são contempladas pela eleição acoplada do escrutínio? Em outras palavras são comuns e quantas regiões?
O acoplamento de duas eleições (municipal e regional) não terá lugar na Câmara de 31 Distrito Autónomos Comuns do país, com exceção do Distrito Autónomo de Abidjan e Yamoussoukro, numeração 14 no total, 13 municípios distritais de Abidjan e a Comuna de Yamoussoukro. Estes dois distritos não são afetados, com efeito, uma decisão do Governo, com a eleição de Conselheiros regionais, apenas a eleição de vereadores será organizado. O acoplamento das duas eleições, portanto, em 183 municípios, com cerca de 3.000 locais de votação e 6.700 mesas de voto.
Há alguns meses atrás, o CIS e o Governo tinham considerado ajustado a lista eleitoral antes das próximas eleições locais, para integrar essas novas categorias principais e certo de peticionários cujos casos foram demitidos durante a fase de identificação da população. Poderia dizer o Sr. Presidente, o que é isso, e que lista de eleitores utilizarão para as próximas eleições autárquicas?
Esta é uma medida que foi recomendado na época pelo Quadro de Consulta Permanente do Acordo Político de Ouagadougou. Durante os preparativos para as próximas eleições locais, o IEC teve discussões com o Governo sobre esta questão. Após estas discussões, o Governo decidiu manter o estado da lista de eleitores do final de 2010, e de modo a usar as próximas eleições locais. Na verdade, a lista tinha sido na época, objecto de um amplo de consenso da classe política marfinense, a sua eventual adaptação, através da integração de novos peticionários: novo passo grande e / ou candidatos rejeitados durante o processamento no computador da lista provisória eleitoral, poderia criar tensões, desconfianças ou mesmo questionando a lista eleitoral, por certos políticos, todas as coisas que têm, sem dúvida, um impacto negativo sobre o bom andamento do processo eleitoral.
Aquando da atualização da lista de eleitores é para garantir que todos têm o direito de participar do processo eleitoral?
Atualizando a Lista de Eleitores em 2010, ou mais precisamente, a sua revisão deverá ter lugar durante o primeiro semestre de 2014. Na verdade, a lei da Costa do Marfim sobre os estados são sujeitos a revisão que deve ocorrer a cada ano. A crise pós-eleitoral de 2011 e as limitações técnicas ou a política financeira não permitiu que o IEC iniciasse essa operação desde a eleição presidencial.
Presidenciais, o litígio após estas eleições necessariamente aconteceu. A legislação prevê que é o Conselho de Estado deve esvaziar essas disputas. No entanto, o Conselho de Estado não existe. Então, de onde pode obter qualquer protesto e que é qualificado para entrar no organismo responsável pela gestão de litígio.
O Código Eleitoral do país tem de fato, nos artigos 127 e 156 o tratamento de disputas eleitorais que possam surgir nas eleições para Conselheiros Municipais e Conselheiros Regionais sob a jurisdição do Conselho de Estado; Instituição ainda não está estabelecida. Pendente este desenvolvimento, a Câmara Administrativa do Tribunal Supremo assegura essa carga. Este tribunal também teve de lidar com litígios relativos à aplicação nas próximas eleições locais e fez várias sentenças que CEI tem realizado com a devida diligência. Quem pode entrar na Câmara de Administração? Qualquer eleitor, candidato ou qualquer formação de grupo político e até mesmo de IRC, desde que o requerente respeite o tempo necessário para o encaminhamento à Câmara de Administração, a saber, Aplicação: 3 dias no máximo, após a publicação da lista de candidatos. Os resultados das eleições: 5 dias no máximo, após a publicação dos resultados.
Sr. Presidente, alguns marfinenses dizem que não têm confiança na CEI. Como você pode explicar a confiabilidade, transparência em seu trabalho para tranquilizar bem aqueles que ainda duvidam da credibilidade de sua instituição?
Como você sabe, a organização viveu a crise na eleição anterior (1 ª e 2 ª rodada presidenciais, legislativas e parcial, votação inicial de 26 de Fevereiro de 2012 e 3 de fevereiro de 2013) foi seguido por muitos observadores nacionais e membros de organizações internacionais, da sociedade civil e organizações não governamentais. Todos os observadores das eleições são credíveis e a grande maioria dos nossos cidadãos têm reconhecido e enfatizado a transparência e a credibilidade dessas eleições. Eles também registrataram com agrado a imparcialidade demonstrada pela CIS. Nosso objetivo e o compromisso é o de manter o curso e de novo para tranquilizar todos da nossa classe política e os nossos irmãos e irmãs. Trabalhamos incansavelmente porque estamos a fortalecer a nossa jovem democracia.
Em muitos países, como Serra Leoa, presidenciais, legislativas, regionais e municipais ocorreram no mesmo dia com o sucesso. Com nós, por isso organizamos eleições locais acopladas. Será que isso significa que o nosso país está a passar gradualmente para a singularidade das eleições, que, como você sabe, é menos dispendiosa para o contribuinte?
Resposta: Vamos todos acompanhar os resultados e as lições desta primeira experiência de eleições acopladas e examinar o estado diferente após esta operação. Em seguida, notificar, em conjunto com o Governo, as perspectivas de continuidade e sustentabilidade de qualquer experiência de emparelhamento.
O nosso país viveu graves problemas no passado. Quais são as medidas tomadas pelo IEC para permitir que os candidatos e seus partidários possam levar a cabo sua campanha para andar livremente e, especialmente, seus eleitores a votar sem medo de represálias ou de combate, antes, durante e depois da eleição?
Resposta: Como já referi, por vezes, estas eleições locais são os últimos elos do ciclo eleitoral aberto em 2010 com a eleição do Presidente da República. É importante que eles ocorram em uma atmosfera pacífica e contribuam para ampliar e consolidar o processo de reconciliação nacional. O Governo tem tomado todas as participações destas consultas e decidiu fazer tudo o possível para protegê-los de forma eficaz. Senhores Ministro de Estado, Ministro do Interior e Segurança, o ministro da Defesa, chefes de equipe e FRCI Forças Imparciais têm repetidamente anunciado. Os candidatos podem começar a campanha de sexta-feira, 5 de Abril 00 horas até sexta-feira, 19 de abril de 2013 à meia-noite, em paz. Os nossos cidadãos, então, irão exercer livremente e sem medo o seu voto em 21 de abril. Os resultados das eleições serão aceitas por todos. Nós sinceramente esperamos e acreditamos neles.

fonte: Abidjan.net com tradução de Samuel Vieira para o português.




sexta-feira, 5 de abril de 2013

José Américo Bubo Na Tchuto, o narcotraficante da Guiné-Bissau, preso em operação policial disfarçada.

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Por Richard Valdmanis e Alvaro Andrade
Jose Americo Bubo Na Tchuto Arrested

DAKAR / PRAIA, 04 de abril (Reuters) - Os agentes americanas infiltrados prenderam o ex-chefe da Marinha da Guiné-Bissau, considerado por Washington como o chefão do tráfico internacional de drogas, ele foi preso em uma operação na costa da África Ocidental, informaram duas fontes familiarizadas com a referida operação.

O Contra-almirante José Américo Bubo Na Tchuto foi detido por agentes anti-narcóticos, juntamente com outras quatro pessoas em um barco em águas internacionais na terça-feira, disseram as fontes à Reuters.

Foi a prisão do mais alto perfil até a data na luta contra o tráfico de drogas na Guiné-Bissau, onde implacáveis ​​cartéis sul-americanos têm usado as ilhas de mangue-alinhados como base para contrabando de cocaína para a Europa por mais de uma década.

Na Tchuto, que esteve envolvido em vários golpes fracassados ​​na ex-colônia Portuguesa, foi transportado para Cabo Verde, e que seria enviada para os Estados Unidos para a acusação, disseram as fontes.

Na Tchuto foi um dos dois guineenses em Bissau designado como o chefão de tráfico, ou um "importante traficante de narcóticos estrangeiro" por parte do governo dos EUA em 2010, o que culminou com a sua proibição para viagens e congelamento de ativos nos EUA.

Ambos Bubo Na Tchuto da Força Aérea e Ibraima Papa Camara Chefe de Gabinete  estavam ligados a uma aeronave suspeita de voar com várias centenas de quilos de cocaína da Venezuela para a Guiné-Bissau, em Julho de 2008, informou  o Departamento do Tesouro dos EUA.

Militares da Guiné-Bissau têm repetidamente feito intervenção na política desde a independência de Portugal em 1974.

Das Nações Unidas contra a droga as autoridades dizem que também há evidências de que oficiais seniores têm ajudado cartéis de cocaína da América Latina com balsa de toneladas de drogas da Colômbia para a Europa, utilizando o labirinto da Guiné-Bissau de riachos costeiras e ilhas para armazenar e transferir-los.

Guiné-Bissau é rica em recursos naturais - incluindo minerais, caju, e algumas das melhores pescarias do mundo - mas a instabilidade política tem dificultado o investimento e mantem a maioria de seus 1,6 milhões de pessoas na pobreza.

O país está em crise desde que soldados assumiram o poder em abril de 2012. Um governo de transição pós-golpe libertou Na Tchuto da prisão em junho, depois que ele foi preso após uma falha na tentativa de assumir o país em dezembro 2011 .

O atual governo interino do presidente Manuel Sherifo Nhamadjo deveria organizar eleições em maio, mas uma reunião de cúpula dos chefes da África Ocidental do mês passado prorrogou o período de transição até o final deste ano.

Chefe do Exército, general Antonio Indjai foi acusado de liderar o golpe de abril e a União Europeia diz que ele ainda domina.

Na quinta-feira última, Indjai acusou o cônsul honorário britânico em Bissau de espalhar falsos rumores sobre a situação no país e disse que os militares não tolerariam qualquer um que tente manchar a imagem do país no exterior. (Reportagem de Daniel Flynn; Editando por Andrew Heavens)

fonte: http://www.huffingtonpost.com

Guiné-Bissau: Ex-chefe da Marinha Na Tchuto Preso como "traficante".

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Cabo Verde - O ex-chefe da Marinha da Guiné-Bissau foi preso e está sendo transferido para os EUA, de acordo com a BBC News.

A emissora RTC em Cabo Verde informou que o contra-almirante José Américo Bubo Na Tchuto foi pego em um barco em águas internacionais perto de Cabo Verde.

Os Estados Unidos descreveu Na Tchuto como um "chefão" no comércio de drogas na Guiné-Bissau, enquanto as Nações Unidas manifestaram preocupação de que o tráfico de drogas aumentou desde o golpe de Estado em abril de 2012 na Guiné-Bissau. O atual governo de transição não é plenamente reconhecido pela comunidade internacional.

A nação Oeste Africana tornou-se uma plataforma para as gangues de contrabando de cocaína da América Latina para a Europa, supostamente em conluio com funcionários superiores do exército.

Segundo o relatório, as autoridades americanas - apoiadas pela polícia de Cabo Verde - prenderam o ex-chefe da marinha que é esperado para enfrentar um processo nos EUA.


fonte: allafrica.com


quinta-feira, 4 de abril de 2013

Ex-chefe de Estado-Maior da Armada da Guiné-Bissau preso e enviado aos EUA.

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bubonatchuto

O ex-Chefe de Estado-Maior da Armada da Guiné-Bissau, contra-almirante Bubo Na Tchuto, foi preso por agentes do gabinete norte-americano contra o narcotráfico à bordo de uma embarcação que navegava em águas internacionais, perto de Cabo Verde.
De acordo com fontes oficiais cabo-verdianas, José Américo Bubo Na Tchuto, apontado pelo governo norte-americano como o principal narcotraficante na Guiné-Bissau, foi transportado, com mais quatro cidadãos bissau-guineenses, para a ilha cabo-verdiana do Sal de onde já foi transportado para os Estados Unidos da América.
Bubo Na Tchuto foi designadamente acusado de envolvimento no desvio, em julho de 2008, de 600 kgs de cocaína intercetada a bordo de um avião proveniente da Venezuela.
O contra almirante foi nomeado Chefe de Estado Maior da Armada em 2003, mas, em 2008, foi acusado pelo então chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, general Tagmé Na Waié, de tentativa de golpe de Estado para destituir e prender o então Presidente João Bernardo “Nino” Vieira.
Na sequência destas acusações, Na Tchuto foi suspenso de funções e fugiu para a Gâmbia, onde esteve exilado cerca de dois anos, tendo regressado a Bissau em dezembro de 2009, refugiando-se nas instalações da ONU na capital guineense.
Saiu a 01 de abril de 2010, na sequência de uma intervenção militar liderada pelo atual chefe das Forças Armadas, major-general António Indjai, destituindo do cargo Zemora Induta, que foi preso.
Em junho desse ano, o Tribunal Militar guineense arquivou as acusações contra ele.
Em outubro de 2010, foi nomeado novamente, por decreto do falecido presidente Malan Bacai Sagná  e sob proposta do governo, Chefe de Estado Maior da Armada.
Bubo Na Tchuto voltou a ser detido, em dezembro de 2011, na sequência de um conflito entre militares, acusado de envolvimento nesta ação, que o chefe das Forças Armadas, António Indjai, qualificou de “tentativa de subversão à ordem constitucional”.
O ex-Chefe de Estado-Maior da Armada da Guiné-Bissau viria, entretanto, a ser libertado em junho de 2012, não tendo na altura sido apontados os motivos para a sua libertação.














Os Estados Unidos oferecem US $ 5 milhões para capturar Joseph Kony, Washington está determinado a capturar o líder rebelde de Uganda.

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Joseph Kony, le leader du LRA, Ri-Kwamba, Sud-Soudan, novembre 2006 / AFP
Joseph Kony, o líder do LRA, Ri-Kwamba, Soudão do Sul, novembre 2006 /

Os Estados Unidos prometeram quarta-feira 5 milhões de recompensa por qualquer informação que leve à prisão de líder rebelde de Uganda, Joseph Kony, anunciou o Departamento de Estado.
O líder e da Resistência Armada do Seigneur (LRA) está sendo procurado nas fronteiras da República Centro Africano, Sudão e Sudão do Sul. Como três de seus assistentes, ele foi acusado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes contra a humanidade e crimes de guerra, incluindo estupro, mutilação, assassinato e recrutamento de crianças.
Washington oferece uma recompensa semelhante para a prisão dos três assistente de Joseph Kony: Okot Odhiambo, Dominic Ongwen e Sylvestre MUDACUMURA, lutando nas Forças Democráticas de Libertação de Ruanda (FDLR).
O LRA é "um dos grupos mais cruéis armados no mundo", disse o embaixador dos Estados Unidos por crimes de guerra Stephen Rapp, durante uma conferência de imprensa.
"Estamos agindo hoje para fazer justiça a esses homens, mulheres e crianças inocentes vítimas de assassinatos, amputações, escravidão, e outras atrocidades", disse ele.
"Ser responsabilizado é um pilar fundamental da iniciativa da ONU para impedir tais atrocidades", disse ele.
O LRA está ativo no norte de Uganda desde 1988, mas seus combatentes se instalaram desde 2005 no nordeste da República Democrática do Congo, bem como República Centro Africana e Sul do Sudão.
Seus ataques causaram o deslocamento de cerca de 450.000 pessoas na RDC, RCA, Uganda e Sudão do Sul, de acordo com a ONU, que investiga também sobre as fontes de financiamento ilegal do LRA, incluindo os relacionados com o comércio de marfim .
Presidente dos EUA, Barack Obama havia autorizado no ano passado para enviar uma centena de forças especiais para ajudar o exército de Uganda para pesquisar na selva para encontrar Kony, um dos homens mais procurados do mundo.
Mas o exército de Uganda disse quarta-feira que suspendeu sua caça para o LRA na África Central, após a tomada do poder pelos rebeldes
Seleka em Bangui, que não é reconhecido pela União Africana (UA). A UA apoia a investigação em Uganda.
fonte: AFP


Paquistanesa analfabeta faz história ao se candidatar ao parlamento.

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Zari Badam, uma dona de casa analfabeta, fez história esta semana ao se tornar a primeira mulher candidata às eleições nas zonas tribais do Paquistão, uma região conservadora onde o simples direito ao voto ainda é uma batalha para muitas paquistanesas.
Ao lado da irmã, Badam Zari (dir.) concede entrevista coletiva na cidade de Bajur, na zona tribal do Paquistão Foto: AP
Ao lado da irmã, Badam Zari (dir.) concede entrevista coletiva na cidade de Bajur, na zona tribal do Paquistão
Foto: AP

Badam, coberta por um longo véu que deixa à mostra apenas os olhos, não tem o carisma de Malala, a menina que milagrosamente sobreviveu a uma tentativa de assassinato pelo Talibã. Mas as duas têm algo em comum: lutam pelo direito à educação das mulheres.

Na esperança de dar um impulso à sua luta, Badam decidiu concorrer como candidata independente nas eleições de 11 de maio em Bajaur, um dos sete distritos tribais semiautônomos no noroeste do Paquistão, na fronteira com o Afeganistão. Algo nunca visto.

As zonas tribais são as regiões menos desenvolvidas do Paquistão e as mais afetadas pela "guerra ao terror", com forte presença de talibãs e alvos constantes de bombardeios de aeronaves não-tripuladas (drones) americanas.

Dos cerca de 1,7 milhão de eleitores nestas áreas remotas, apenas 600 mil são mulheres, ou um terço dos inscritos, a menor taxa do país. Para piorar, as zonas tribais não possuem assento algum dos 60 reservados às mulheres na Assembleia Nacional.

Não fui instruída, fui para a escola da aldeia por um ou dois anos, mas logo a minha família pressionou para que eu abandonasse os estudos.

Badam Zari candidata paquistanesa
 
Desta forma, Badam se apresentada como candidata contra os homens com o objetivo fim de dar às meninas a educação que ela não teve. "Não fui instruída, fui para a escola da aldeia por um ou dois anos, mas logo a minha família pressionou para que eu abandonasse os estudos", contou ela à AFP em pashto, a língua dos pashtuns, um povo que vive no norte do Paquistão e sul do Afeganistão.

"Eu não tenho formação e por isso sou candidata às eleições, para promover a educação de meninas, mulheres e homens", explicou Badam, que é casada com um professor. "O distrito de Bajaur não tem escolas para mulheres, hospitais, energia elétrica, estradas", lista.

Na última eleição geral, em 2008, os candidatos tiveram que provar que tinham um diploma universitário, exigência que desencadeou o escândalo dos "falsos diplomas", já que muitos políticos apresentaram certificados falsos.

Badam Zari deixa a autoridade eleitoral após registrar sua candidatura Foto: AP
Badam Zari deixa a autoridade eleitoral após registrar sua candidatura
Foto: AP
"Badam sabe escrever seu nome, mas não é capaz de ler os jornais. Entretanto, conversamos muito sobre política (...) Na semana passada me perguntou se poderia participar das eleições e eu disse que sim", conta o marido, Mohamad Sultan.

Como as autoridades deixaram de exigir o diploma, o marido apresentou a candidatura de Badam no último fim de semana à Comissão Eleitoral, que a aprovou, confirmaram as autoridades.

Nos últimos meses, islamitas radicais paquistaneses destruíram inúmeras escolas de meninas e mataram professores. Mas Badam não recebeu ameaças. "Ninguém me ameaçou", assegura Badam, que conduz sua campanha com poucos recursos, mas com o apoio de seu marido e sua família.

"Eu não posso realizar comícios, estou concentrada no boca a boca", acrescenta. Sem meios financeiros e sem o apoio de partidos políticos, Badam tem poucas chances de ser eleita. No entanto, já pode declarar vitória.

"Simbolicamente faz estremecer um tabu, mas não o destrói. O fato de que uma mulher tenha se levantado para dizer que pode representar a população melhor do que os homens já é uma grande mudança", acredita Ijaz Janeiro, professor da Universidade de Peshawar, no noroeste do Paquistão, perto das zonas tribais.

E esta mudança parece ser admirada pelos homens de Khar, a capital de Bajaur. "Sua candidatura permitirá dar outra imagem, mais moderada, à nossa região. Durante muitos anos nós fomos equivocadamente associados aos insurgentes, terroristas e aos atentados. Isto vai mostrar ao resto do país que não somos assim", explica Bahadur Khan, 48 anos.

Em um bazar local, Sultan Zeb, um comerciante, concorda: "Os parlamentares de Bajaur não conseguiram resolver os nossos problemas, quem sabe uma mulher consiga".

fonte:AFP

quarta-feira, 3 de abril de 2013

África do Sul: Presidência perturbada com jornalístas por reportagens 'seletivas'.

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Os membros da família acenderam velas de recordação em um serviço memorial para heróis caídos do SANDF, mortos em Bangui, República Centro Africana.
 
A Presidência diz que está perturbada com a "forma seletiva", em que os jornais Mail e Guardian Online informaram sobre a mensagem do Presidente Jacob Zuma sobre condolências ao serviço memorial de 13 soldados, que morreram na República Centro Africana.
Isto depois de o Mail and Guardian disseram em seus relatórios na terça-feira que o discurso do presidente foi proferido de maneira "fina nas condolências, mas fortemente atacados com acusações e aviso".
"The Mail and Guardian deliberadamente não cobriraram a homenagem aos soldados em tudo o seu relatório, a fim de justificar este comentário em seus artigos.
"O fato é que o presidente prestou homenagem aos soldados e declarou posição do governo em seu depoimento. A mídia tem a responsabilidade de informar sobre o que ele disse, mesmo que ele os desaprove, para que o público possa ser capaz de fazer o seu próprio julgamento ", disse a Presidência.
Em seu discurso, Zuma disse: "Estamos aqui reunidos para prestar homenagem a nossos militares jovens, que faziam parte do
contingente da Força Nacional de Defesa Sul-Africana   que perderam suas vidas em combate na semana passada.
"O ataque à nossa base nos arredores da capital da República Centro Africano, Bangui, provocou a perda de 13 homens jovens e corajosos e resultou no ferimento de 27."
A cerimônia para receber seus restos mortais foi realizada na quinta-feira passada, na Base da Força Aérea Waterkloof, enquanto os militares feridos estão sendo tratados em um Hospital Militar.

Uma saudação aos mortos
"Nós saudamos e honramo-los pelo sacrifício supremo que pagaram para o alcance da paz em África. Eles lutaram lado a lado como verdadeiros soldados, lutando contra um grande grupo de rebeldes que atacaram a base militar Sul-Africana", disse Zuma.
O presidente disse que, embora possa parecer como se eles estivessem em menor número, os soldados foram capazes de se organizarem entre si próprios em uma batalha que durou mais de nove horas.
"Como sul-africanos, devemos estar verdadeiramente orgulhosos destes soldados. Há aqueles que simplesmente falam sobre a África do Sul e a nossa maravilhosa liberdade, direitos e privilégios e a necessidade de paz e progresso no continente Africano ...
"As lágrimas de dor das famílias são inevitáveis ​​e merecidas, por causa do calibre de homens que perdemos. Para as famílias, a sua dor é compartilhada por milhares de sul-africanos em muitos cantos do país e do continente.
"Quando as gerações futuras perguntarem que tipo de homens e mulheres eram, que deram muito da sua vida ao serviço do povo da África do Sul e do continente, seremos capazes de corajosamente dizer o quão especial eles foram, ao colocarem as suas próprias vidas em risco para uma missão tão nobre de construção da paz no continente.
"Este é um período de luto, um período em que devemos prestar nossa homenagem e honra estes abnegados compatriotas que permaneceram fiéis ao juramento que tomaram quando aderiram à SANDF ..." Zuma disse no memorial.

A Presidência disse que enquanto advertência contra a partilha de estratégias militares em público, o que é normal em qualquer país, o presidente, no entanto, ainda esboçou as razões para o envio das tropas no carro e que o caminho a seguir será determinada pelo resultado da Cimeira da Comunidade Económica dos Estados Central Africano e também pela União Africano.


fonte: allafrica.com

terça-feira, 2 de abril de 2013

PROPOSTA AO FUTURO PRESIDENTE DO PAIGC.

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É fundamental neste momento uma roupagem nova, por medida, aos seus militantes, definir nova visão e cultura organizacional para dentro do Partido, comprometer-se a arrumar a Casa, como prioridade num compromisso formal assumido com o Partido. Porque hoje, nem toda a gente é do PAIGC, acredite se quiser há “grupos”, mas, passeiam dentro da mesma Casa na hora do “lobo” (bókassynhúz), para não se confrontarem com os demais militantes em igualdade de circunstâncias e de condições, para um debate aberto (critica e auto-crítica), mas juntam-se em grupos para “pactuar”, retirando proveito da sua atitude reaccionária, acabando por manchar a imagem global do Partido, junto do Povo.

Estamos a falar do maior partido político na Guiné-Bissau, aquele de onde tem saído a liderança do governo e do Estado do País na sua maioria até hoje, aquele que quer queiramos quer não, acaba por influenciar este País no seu todo ou em grande escala governativa, que mais uma vez, e sem menosprezar a participação dos demais partidos com assento parlamentar, alerto para uma realidade nua e crua, esta preocupação política nossa de momento em que vem aí, mais uma vez, o PAIGC, mas o que queremos mesmo (o Povo em geral), é melhor politica nacional nestas organizações de massas, que consigam levantar o País do “chão” e pô-lo a marchar no meio da modernidade e de avanços tecnológicos precisos de há muito a esta parte. Todo este desejo nosso, é independente deste ou daquele Partido (que fique claro), com ou sem assento Parlamentar, somos (Eu sou), pela causa da República da Guiné-Bissau, ponto final paragrafo, só.

É preciso reconhecer por dentro e por fora, o estado físico, intelectual e humano duma organização política seja ela qual for. Fazer o diagnóstico da situação em que se encontra todo o seu património humano (corpo ideológico).
Ficar a saber com o que podemos contar dentro de uma organização como esta, com mais de cinquenta anos de existência e consequente desgaste social, tanto na sua cultura política, como no comportamento dos seus militantes actuais.
Assumir os erros cometidos ou falhas dos seus líderes durante décadas de governação do nosso País. Reconhecer no terreno os desvios à norma estatutária e da ideologia do Partido, que levaram a alienação de militantes, gerando líderes impotentes, desmotivados, sem identificação revolucionária e cultural para com o seu fundador Amílcar Cabral.
Qualquer partido deve evitar manter no lugar “chefes” com sinais de atraso político na sua visão do Partido, como moderna organização de massas, “chefes” sem percepção do défice democrático na gestão política do partido, mas que fixaram a fasquia a nivelar por baixo, dormindo um sono profundo do qual é preciso acordar e “arrastar” a organização para junto do Povo.
Qualquer Partido, vivo e a mexer, deve promover desenvolvimento sociopolítico, científico e tecnológico dentro da sua formação partidária, forjando outras mentalidades, mais justas e capazes nos seus militantes e simpatizantes ao nível nacional e na visão internacional, uma cultura necessária a manter actualizada.

Temos, neste momento, uma classe política desnorteada e desgovernada no PAIGC por exemplo, há décadas desvirtuada dos valores de uma cultura politica assente em princípios de lealdade politica, mas que outrora nortearam objectivos alcançados, como por exemplo a gloriosa Luta de Libertação Nacional, hoje (pós-independência) com resultados de há quarenta anos a esta parte, deixam muito pouco a desejar, temos poucas vitórias nos arquivos que orgulhem.
Esta ausência de história positiva marca o nosso nível de desenvolvimento hoje, demonstrou que temos o Barco encalhado na lama, o que também é uma sorte, como um paradoxo, i. é, o que a natureza não faz para ou pelo Povo Guineense, “encalhou este Partido na lama” para não avançar ainda mais nas soluções erradas com que governou este País quarenta anos, atolou-o na lama com o beneficio para o Povo (é bem feito), uma vez que com ritmo lento, também a corrupção não pode roubar e destruir muito mais do que até aqui. Deus é grande e sabe o que faz, Aleluia!

Então Camaradas, há que mudar, há motivos para uma viragem política, de limpeza. Um próximo Homem a tomar os destinos do Partido, não vai ter tempo para se divertir nos próximos anos, terá muito trabalho no sentido de corrigir e reformular os princípios e objectivos programáticos à imagem dum Partido histórico coeso e forte, junto dos seus militantes e simpatizantes no terreno. O seu empenho como prova de amor à causa histórica da Luta de Libertação Nacional, e refundar o comportamento político dos seus militantes, baseado na verdadeira política, filosofia de base de Amílcar Cabral como inspiração, adaptada às exigências actuais, como modelo exemplar num partido moderno, acolhedor/libertador, livre, reformador e formador de uma nova concepção dinâmica de acção política e de militância dentro e fora do Partido, uma acção abrangente ao nível nacional.

Tudo isto pressupõe um trabalho sistematizado a fazer no tempo, no espaço e no terreno, uma acção concertada junto das bases do Partido e em todo o território nacional, o que exige tecnologia moderna dentro da administração dentro de qualquer Partido.
Um trabalho colectivo de informação/formação dentro e fora do partido, levado a cabo por orientadores experimentados (com formação política partidária), aqueles que conhecem e bem a ideologia de Amílcar Cabral, a história visceral neste caso do PAIGC, a sua natureza ideológica, cultural e politica na sociedade Guineense, até hoje.
É oportuno adequar todo este conhecimento teórico interligado aos factores de desenvolvimento sustentado para o País, sem perdermos o estado de espírito nacionalista e patriótico, é necessário em defesa dos valores territoriais do Estado da Guiné-Bissau.

Penso que qualquer partido político tem necessidade teórica e prática de se renovar nesta linha de orientação, de ser realista, a partir da sua própria realidade social, cultural e política do País.

A ideia do candidato à Presidente do Partido, NÃO se candidatar logo a seguir à Presidência da Republica da Guiné-Bissau, ainda assim, podendo (talvez) candidatar-se a Primeiro-ministro, é para evitar que este “trampolim” possa ser aproveitado de modo oportunista, num momento frágil do País, que venha “fabricar” apressadamente um “Jovem” ingénuo politico, para Presidente da República, como candidato “natural”, passar a caminho de vir a ser o próximo Chefe de Estado, neste momento é o que pode acontecer, caso aconteça, é porque queremos, só.

Desde logo a razão desta proposta é muito simples, apresento aqui dois motivos fulcrais num mesmo assunto, o PAIGC na sua acção política para escolha de um candidato (dentro ou fora do partido) a apoiar nas Eleições Presidenciais, e porquê:
Primeiro, porque sendo um Partido maioritário, com probabilidades de eleger um próximo Presidente da República, numa situação real de crise política, social, cultural e económica vivida há vários anos no País, e mais, tendo este Partido uma grande responsabilidade material e moral, associada a esta triste realidade social em que estamos, e o estado em que se encontra o País, logo, este Partido é o centro da questão nos julgamentos pouco abonatórios a recaírem sobre si. Revendo toda a sua imagem como rosto de uma Nação fragilizada pela sua má gestão política e sem desenvolvimento sustentável até hoje.
Uma realidade menos mobilizadora seria este facto, mas este Partido é constantemente “perdoado” e votado nas urnas, daí o Povo ser cúmplice deste atraso global, mesmo que vendo tudo isto como uma “ilusão”, certo é que, um grupo se tem aproveitado dos votos da ingenuidade neste contexto, para a seguir avançar na exploração pessoal, tirando partido do Partido, descaradamente, como mau politico, é o que temos assistido, por isso vale a pena abrir as margens para uma escolha mais alargada do melhor perfil para este alto cargo da Nação.

Segunda razão é, igualmente simples: Numa visão multi-factorial devolvermos a confiança ao Povo (todos os partidos), para se escolher um candidato se necessário fora dum determinado Partido, um nome que não tem que ter a camisola do partido a que pertencer necessariamente, e desde cedo reconhecendo esta democraticidade para além de qualquer ciclo partidário, é possível escolhermos um perfil que traga um pouco de tudo e para mobilizar o nacionalismo, o patriotismo, começando por uma identificação positiva com o candidato independente dos partidos políticos com assento Parlamentar.

Os que não pertencem ao PAIGC, os ex-militantes, os simpatizantes e os ”anti”- PAIGC, um independente, e víamos nisto a quebra de um ciclo viciado nas passagens de testemunho como até aqui na Guiné-Bissau.
Por isso, sugiro que se faça o seguinte para obtermos um bom resultado que deveras seria apaziguador dentro e fora de qualquer Partido ou do País, transferindo boa imagem internacional para os nossos parceiros política, económico e de desenvolvimento:

PROPONHO A ESCOLHA DE UM CANDIDATO PRESIDENCIAL, NUM UNIVERSO ABRANGENTE DO TERRITÓRIO NACIONAL, MAS, ATÉ À DIÁSPORA GUINEENSE ESPALHADA PELO MUNDO!

PARA QUEM QUER ABERTURA TOTAL DE FACTO, UMA NECESSIDADE VITAL E PARA TODOS OS GUINEENSES SEM EXCEPÇÃO, NÃO QUERERÁ UMA PORTA ENTREABERTA HIPOCRITAMENTE, PORQUE CHEGOU A HORA DA ÚNICA MÃE, VOLTAR A SER - PADYDA DY DÚZ MAMA!

Será por tudo isto, que penso no próximo candidato, deve esforçar-se por controlar o desejo ou motivação possível para avançar para candidatura do primeiro Magistrado da Nação.
Tenho passado a pente fino todos os ilustres candidatos presentes até agora nesta “corrida” eleitoral para chefiar o PAIGC. Penso que deviam apenas avançar para o lugar de Secretário-geral do Partido, e ficar por aí, não ir mais além, sem cumprir pelo menos alguns anos, para arrumar o Partido por dentro e por fora e, talvez candidatar-se para primeiro-ministro, mas o mais importante hoje, é alguém disponível a tempo inteiro para chefiar o Partido deixando provas dadas.

Trata-se de uma experiência necessária a encarar de frente dentro de um Partido que anda à deriva, sem trabalhos de casa feitos no terreno desde a independência, uma degradação progressiva comportamental na vida politica nacional, até hoje e levada a cabo pelos mesmos de sempre.
Por isso, quem ganhar estas eleições, deve vestir um “fato-macaco”, munir-se de uma grande vassoura e água em abundância, para lavar muita sujidade e maus comportamentos políticos dos seus membros. É preciso implantar uma nova mentalidade politica, e este é o maior partido, ainda melhor, para aprofundar conhecimentos políticos à volta da sua história e não só, uma visão de futuro na politica nacional já seria muitíssimo bom, porque esta história, traz agarrada a si muito da nossa identidade cultural como GUINEENSES que não deve ser maltratada nunca, embora não sejamos todos do PAIGC.

Penso que o perfil do futuro Presidente do Partido, pela história partidária e identidade revolucionária adquirida nos Anos /60 e 70 deste Partido, forjada na luta contra o colonialismo Português, num combate político e militar, que a ferro e fogo retirou e devolveu duas Nacionalidades de uma só vez aos seus respectivos Povos (República da Guiné-Bissau e República de Cabo Verde), portanto falamos de um continuador e líder para esta organização, deve transportar cultura cientifica, conhecimento, sabedoria e maturidade política reconhecidas, sobretudo no plano nacional e internacional, ter uma postura e um trajecto sociopolítico transparente, reconhecido, ou com uma imagem suficientemente abrangente para liderar um movimento de mudança e, simultaneamente, unindo os militantes dentro do Partido.

Num segundo momento e para um próximo candidato, desta à Presidência da Republica da Guiné-Bissau, não é precoce pensarmos nisto hoje, por isso mesmo, para permitirmos uma “escolha” de um candidato fora de portas por exemplo, torna-se necessário que o novo Presidente do PAIGC eleito, não se candidate ao cargo de Chefe de Estado da Nação, por agora, mais tarde talvez, penso.

Este momento deve ser despido de preconceitos, oportunismos, e outros complexos pessoais egocêntricos, a que nos habituaram os nossos Lideres, alguns há mais de três décadas ocupando várias pastas, desde ministros, conselheiros, etc., na verdade, o País está como está e a olhos vistos, o Pais no seu todo, por isso a maior parte já deu o que tinha a dar, isto é, deu nada. Enquanto individualmente (os mesmos) ou na sua grande maioria estão muito bem na vida, com condições para viverem na Europa, e ainda melhor do que muitos nacionais europeus da classe média/alta…, isto já é evidente para muitos de nós e há muito tempo, basta!

Camaradas, única e simplesmente quero convidar-vos à reflexão “pura e dura” sobre um aspecto da luta pelo poder, mas para fazerem pouco logo a seguir ou nada. Vamos pensar sem fobia política em relação aos nomes ou apelidos, não é necessário e ninguém há-de morrer por isso. Pois muitos destes políticos (dinossauros) neste momento, pregam “fintas” aos olhos do Povo, fingindo-se políticos renovados, mas é mentira, já nem sabem o que é ser-se politico e representante dum Povo, como Guineense, mas quererem ainda mais um mandato em lugares de destaque, no Parlamento, na sociedade civil ou noutros espaços de manobra de liderança. Para quê? perguntamos nós.

OUTRA VEZ, PARA QUÊ?

Mas, paradoxalmente o que mais desejam, tudo indica que é uma vida com “saúde”, para “comerem” o que conseguiram arrecadar ao longo do tempo, deste impasse do País. O que arrecadaram deve chegar aos tetranetos (alguns) não se preocupem, por isso, ficar na política é para desviar as atenções, já estão bem na vida, fingindo-se bem no papel de pobreza envergonhada, só.

Isto dói, só de imaginar, porque é preciso dizer que infelizmente estes “filhos” desobedeceram o Pai da revolução, desviaram-se dos interesses do Povo, e como sempre, egoístas, exibicionistas, complexados e com a mania das grandezas, como alienados, foram-se distanciando da real pobreza do Povo e exclusão social da sua esmagadora maioria de guineenses no território nacional e não só.

Posto isto, Camarada futuro Presidente do Partido, quando vencer as próximas eleições, seja humilde, revolucionário e arrume a Casa, a sua família política precisará de si a tempo inteiro, nada de part time.
Este é meu parecer para qualquer formação politica dentro do território nacional, o de arrumarem a Casa e preparar os objectivos para o embate do futuro do País.
Por sinal este novo secretário-geral, tomará conta do maior Partido com assento parlamentar, e se também for primeiro-ministro trabalhará a dobrar, como organização politica que é. Então imponha ordem desde já, com isenção, terá muitos seguidores sérios e homens de boa vontade, sem os vícios da corrupção como até ao momento, implantados, acredite se quiser.

Este tempo é de ouro, para uma nova geração de mentalidade progressista, capaz de provocar uma mudança positiva, a viragem global rumo (como costumo dizer) a bom-porto e, ainda mais seguro, no futuro.

Penso Eu, e com o único objectivo de reflectir para partilhar, sou responsável pelo que deixo aqui escrito e, doutras vezes já publicado. Procuro isenção como independente que sou, quero o melhor para cada um de nós, apelo à honestidade, trabalho e justiça social para todos, quero ser responsabilizado sempre pelos meus erros e análises e, a posteriori, quando lido, sendo ou não citado como o autor, os meus artigos de opinião, ensaios ou como lhe queiram chamar, sou Eu que os escrevo, o seu único responsável em qualquer parte do mundo.

Votos e continuação de um bom trabalho, estamos juntos Camaradas…

Djarama. Filomeno Pina.

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