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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Por que a crise na Ucrânia é importante?

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Manifestante na Ucrânia
Depois da trégua entre governo e oposição durar menos de um dia, manifestantes voltaram às ruas

Por: Natalio Cosoy

Ao mesmo tempo que ameaçam a Ucrânia com sanções, os Estados Unidos e a União Européia pedem paz e diálogo. Enquanto isso, o presidente russo Vladimir Putin liga para o presidente ucraniano Viktor Yanukovych lhe enviando dinheiro e baixa o preço do gás vendido ao país. Por fim, o vice-presidente americano, Joe Biden, também chama Yanukovych para que pedir que ele não reprima os manifestantes. O que é que a Ucrânia tem para que todos esses atores da cena política global estejam tão dispostos a agir?


Para muitos, o país é o vértice geográfico onde se disputa uma nova versão da Guerra Fria.
O conflito na Ucrânia já deixou ao menos 40 mortos e centenas de feridos nos últimos dias. Os choques entre manifestantes e a polícia se tornaram constantes, especialmente na capital, Kiev. E uma recente tentativa de trégua fracassou.
Tudo começou em novembro, quando Yanukovych decidiu recusar um acordo que aprofundaria os laços do país com a União Europeia (UE) e era negociado havia três anos. Em troca, o presidente preferiu se aproximar da Rússia. Ou tudo teria começado antes?

Pescoço paralisado

Durante quase todo o século 20, a Ucrânia fez parte da União Soviética, até sua independência em 1991.
Desde então, o país passou a olhar em uma outra direção, do Oriente para o Ocidente, da Rússia para a União Europeia, tendo os exemplos de Polônia, Eslováquia e Hungria - todos membros da União Europeia – em seu horizonte.
Mas a Ucrânia não completa esse movimento porque duas forças contrárias o paralisam.
De um lado, está a parte ocidental do país, onde vivem as gerações mais jovens e de onde partiu o movimento de aproximação da UE.
Do outro, está a parte oriental e sul, mais próxima da Rússia, onde se fala russo e não ucraniano e prevalece um sentimento de nostalgia dos anos de integração soviética.
Por fim, de cada um desses lados, existem os interesses e pressões de grandes potências mundiais.

O gás

A Ucrânia depende da Rússia para abastecer-se de gás. Além disso, por seu território passam dutos que transportam os gás russo para a União Europeia.
Muitos analistas acreditam que a crise do gás ocorrida entre 2006 e 2009 foi uma consequência das tensões políticas que já existiam na época na Ucrânia, em razão da divergência quanto a aproximar-se da União Europeia ou da Rússia.
Essas tensões estavam no coração da Revolução Laranja de 2004, na qual o atual presidente Viktor Yanukovych perdeu poder enquanto líderes mais favoráveis ao Ocidente, como os políticos Viktor Yaschenko e Yulia Tymoshenko, subiram ao poder.
Mas esse políticos não conseguiram satisfazer as expectativas populares, o que levou Yanukovych a ganhar as eleições de 2010.
“Eram corruptos, incompetentes. Então as pessoas votaram em Viktor Yanukovych”, disse Edward Lucas, editor internacional da revistaThe Economist e autor do livro “A Nova Guerra Fria: a Rússia de Putin e sua ameaça ao Ocidente”, ao programa PM da Rádio 4 da BBC.
“Infelizmente, isso abriu a porta para a Rússia, e a Rússia forçou a Ucrânia a recusar o acordo comercial com a União Europeia e levou a Ucrânia para o seu lado”, acrescentou Lucas.
Em uma reunião em 17 de dezembro de 2013 entre Putin e Yanukovych, a Rússia se comprometeu a comprar o equivalente a R$ 36 bilhões em títulos do Estado ucraniano e a reduzir o preço do gás vendido ao país.

Parceiros comerciais

Vladimir Putin e Viktor Yanukovych no Kremlin (AP)
Vladimir Putin (dir.), presidente da Rússia, vê na Ucrânia do presidente Yanukovych uma parceira estratégica
A Rússia é o principal parceiro comercial da Ucrânia. Em 2012, segundo informações oficiais, as exportações do país para a Rússia foram de R$ 165 bilhões, enquanto as importações vindas da Rússia somaram R$ 203 bilhões.
Ao mesmo tempo, a UE representa um terço do comércio exterior da Ucrânia.
Em 2012, o país exportou R$ 48 bilhões para o bloco, do qual comprou produtos e serviços num valor total de R$ 78 bilhões, segundo números da Comissão Europeia.
A maioria das exportações ucranianas para o bloco são beneficiadas por um sistema de isenções tarifárias.

Esferas de influência

Mas, para Mark Mardell, editor da BBC para a América do Norte, o assunto vai além do comércio exterior. “A batalha pela Ucrânia é sobre a influência e o alcance do Ocidente no mundo”, diz.
“Desde a queda da União Soviética, a Rússia se enfraqueceu perante o Ocidente”, afirma Mandell. “Não apenas ex-aliados como Polônia ou República Tcheca hoje são parte da UE, mas também ex-membros da URSS, como Lituânia e Letônia, se uniram ao bloco. E agora um aliado histórico russo, a Sérvia, decidiu fazer o mesmo.”
O chanceler russo Sergei Lavrov (AFP)
O chanceler russo criticou a "interferência" do Ocidente na crise da Ucrânia
A Rússia não pretende dar o braço a torcer em relação à Ucrânia. O chanceler russo Sergei Lavrov disse nos últimos dias: “Muitos países ocidentais tentam interferir de todas as formas, encorajam a oposição a agir ilegalmente, até mesmo flertam com os militantes, dão ultimatos, ameaçam com sanções”.
Já em 2010, a Ucrânia firmou com a Rússia um acordo que determinou um desconto de 30% no gás russo vendido ao país. Em troca, a Ucrânia estendeu por 25 anos o arrendamento da cidade de Sebastopol, no Mar Negro, onde a Rússia tem uma importante base naval.
Os manifestantes contrários a Yanukovych acreditam além de tudo que o presidente está encaminhando o país rumo à sua inclusão na União Euroasiática, uma união alfandegária impulsionada por Putin, da qual fazem parte a Bielorrússia e o Cazaquistão.
Tanto Putin quanto Yanukovych negam essa acusação.

Fraqueza Ocidental

Lucas, da The Economist, acredita que Putin e sua equipe no Kremlin “nunca aceitaram os termos do acordo de 1991, após o colapso da União Soviética”.
“Eles querem recuperar uma parte da Europa que eles acreditam pertencer a eles, ser parte de sua esfera de influência”.
Se isso acontecesse, isso “pode abalar o fornecimento de gás e petróleo da Europa”, diz.
“O oeste do país não aceitará o mando de Moscou ou de Kiev, se for em nome de Moscou; eles travaram uma disputa de guerrilha por dez anos entre 1945 e 1955, que foi esmagada brutalmente por Stalin”.
Tanto Lucas quanto Mardell, da BBC, enxergam uma falta de firmeza nas posturas da União Europeia e dos EUA.
Para Mardell, a “Europa exibe fraquezas”, e “Barack Obama dá a entender que não se interessa pelo que acontece no exterior”.

Silêncio

“O som mais inquietante nas ruas de Kiev não é o dos tiros ou das explosões, mas o do silêncio”, disse Steve Rosenberg, enviado da BBC à Ucrânia, na última quarta-feira no rádio.
No centro da cidade, não havia automóveis, apenas pessoas caminhando pelas calçadas.
Era como se as coisas estivessem em suspenso, o ar parado, à espera de uma definição, se o país irá pender para o leste ou para o oeste.
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Encontrar os 25 quenianos mais ricos...

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O presidente-executivo da fabricante de bens de consumo Bidco Vimal Shah encabeça a lista dos mais ricos quenianos. Arquivo

Das 25 pessoas mais ricas do Quênia ele resistiu os fortes ventos políticos do ano passado para aumentar a sua quota do total da riqueza individual do país com uma larga margem, anunciou um relatório de pesquisa recém-lançado sobre a riqueza.

Executivo-chefe e fabricante de bens de consumo Bidco Vimal Shah encabeça a lista dos super-ricos com Sh144 bilhões ( em moeda local ) equivalente a  (US $ 1,7 bilhões) em nome dele ou 36 por cento do total de Sh404 bilhões ( 4,7 bilhões dólar ) no valor de ativos controlados pelo clube dos 25.

Esta é a segunda pesquisa para classificar Sr. Shah como indivíduo mais rico do Quênia após publicação em 2013 pela lista da Forbes África, que classificou-o como 18º mais rico da África.

Não foi, no entanto, possível verificar que com sede em Londres, o grupo New World Wealth escolheu Vimal como o principal beneficiário da empresa que é de propriedade da família Shah.

Shah também questionou os resultados. " É claro que eu não sou um bilionário com dólares. Se você me desse esse dinheiro eu iria vender meu negócio", disse ele ao Daily Nation.

Andrew Amoils, o analista sênior da New World Wealth, disse que Shah se destacou porque ele é o acionista principal e cujo controle da riqueza só pode mudar em caso de herança ou morte.

" Nós só incluímos riquezas sob acionista principal. Riqueza só passa sobre herança ou divórcio ", disse ele.

A lista dos super-ricos é de 16 indivíduos empreendedores, tal como o Equity Bank cujo presidente-executivo James Mwangi, do mesmo banco Peter Munga, industrialistas Manu Chandaria e Chris Kirubi e Prandeep Paunrhana que são classificados como centimillionaires com ativos avaliados entre Sh860 milhões ( 100,000 milhões de dólares ) e Sh86 bilhões (US $ 1 bilhão) .

Os 16 têm uma riqueza média de Sh1.7 bilhões ( 204 milhões de dólares ) em comparação com Sh100, 620 ( $ 1.170 ) para os quenianos comuns.

Kenya dos super-ricos fizeram seus investimentos em imobiliário e construção civil, um setor que tem crescido na última década - ajudado pelo desenvolvimento de mega infra-estrutura que abriram novos locais de investimento. LEIA-SE: 8.300 bilionários controlam dois terços da riqueza do Quênia

Com sede em Londres a Nova Pesquisa de Riqueza Mundial identificou 105 quenianos como indivíduos ultra-ricos que controlam mais de metade da riqueza do país.

Quase 20 por cento deste grupo tem laços políticos profundos sublinhando a forte ligação que existe entre o poder político e econômico do país.

O segredo da riqueza 

Quenianos ricos sempre mantiveram em segredo suas riquezas, formando suas contas secretas através de mandatários para manter suas riquezas em mercado de ações.

Isso resultou em diferenças acentuadas quanto a quem é o mais rico do país ou a variação no ranking dos super-ricos produzidos por diferentes pesquisas.

" Nós só incluímos as pessoas como centimillionaires se temos uma boa idéia de que eles próprios são ", disse Amoils.

No ano passado, o Sr. Chandaria foi classificado como o homem mais rico do Quênia por publicação nigeriana Ventures África, com uma fortuna de $ 1,65 bilhões ( Sh142 bilhões).

O Sr. Chandaria, Sr. Shah e o Sr. Paurana de  Athi River Mining têm construído toda as suas riquezas através de empresas fundadas por seus pais.

Sr. Chandaria disse que tinha a opção de conseguir empregos bem remunerados após seus estudos nos EUA e na Índia em 1951, mas optou por correr o risco de trabalhar com seu pai.

O industrial, que recentemente se tornou mais o top filantropos do Quênia preside o Grupo Comcraft, uma empresa que produz aço e está presente em mais de 40 países.

Vimal Shah e o irmão mais novo geriram Bidco, fundado por seu pai em 1985, para se tornar no Quênia o fabricante líder de bens de consumo da África Oriental que tem ao longo dos anos adquirido uma parcela significativa das empresas de óleo comestível da Unilever.

Sr. Paunrana voltou da Universidade de New York em 1984 para gerenciar a pequena empresa produtora de calcário agrícola de seu pai, transformando-o em um grande fabricante de cimento em que ele passou a deter uma participação de 18 por cento.

Ganhos em existência

A empresa, ARM Cimento, vale atualmente Sh7.9 bilhões pela avaliação de Nairobi Securities Exchange.

A bolsa Nairobi provou que o Quênia é uma boa terra para preparação dos bilionários e de ter sido a principal fonte de riqueza para o Sr. Mwangi e o Sr. Munga e executivo-chefe Scangroup Bharat Thakrar que fez bilhões com a listagem de suas empresas na bolsa.

Equities representaram a maior parte da riqueza detida pelos ultra-ricos em 2013.

Os bilionários colocaram 24,9 por cento de sua riqueza total na bolsa, 24,6 por cento no mercado imobiliário e tinham 20,3 por cento em aplicação em diferentes interesses comerciais.

No ano passado, a NSE registrou uma taxa média de retorno sobre o investimento de 19 por cento, aumentando a riqueza do ultra-ricos.

Em 2004, 7,32 por cento de participação no patrimônio Building Society avaliou o patrimônio do Sr. Mwangi em Sh900 milhões, mas que é multiplicado muitas vezes acima da listagem da empresa na bolsa, onde o valor de sua participação é de 4,88 por cento, desde então, subiu para Sh5.8 bilhões.

Sr. Munga detém 0,42 por cento do banco, ele também preside e também é listado como um dos principais acionistas da Britam Insurance Company com Sh5.8 bilhões.

# africareview

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Angola: Revista questiona enriquecimento multimilionário de general angolano.

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Foto: General "Dino"

Publicação revela que o influente general "Dino" comprou ações de multinacional suíça desembolsando mais de 200 milhões de dólares.


A revista norte-americana Foreign Policy apelida-o de "homem dos 750 milhões de dólares". A investigação do jornalista Michael Weiss revela que, em 2010, o general angolano Leopoldino do Nascimento comprou acções de uma subsidiária da multinacional suíça Trafigura por 213 milhões de dólares.
O negócio poderá ter violado a Lei da Probidade Pública em Angola e terá conferido ao general uma fortuna de 750 milhões. Mas onde o general foi buscar o dinheiro para investir? É o que pergunta Weiss, autor do artigo publicado na Foreign Policy.
Entre as páginas de um prospecto da Bolsa de Valores de Luxemburgo e papéis de uma auditoria, o jornalista encontrou detalhes de um negócio realizado em 2010, quando a multinacional suíça Trafigura vendeu 18,75% do capital da subsidiária Puma Energy International.
Conforme o artigo da Foreign Policy, o influente general angolano Leopoldino Fragoso do Nascimento foi quem comprou as acções. As participações do general terão sido, entretanto, diluídas e ele deterá agora 15% da Puma Energy. As acções do "general Dino", como é conhecido, valeriam hoje 750 milhões de dólares.
A influência de "Dino"
"Onde é que o 'general Dino' arranjou o dinheiro, cerca de 213 milhões de dólares, para comprar uma larga fatia de uma companhia energética? E por que a Trafigura iria vender essa fatia a um dos oficiais mais influentes no Governo angolano?", questiona-se Weiss.
A revista norte-americana publica que, depois do negócio com o general angolano, a Trafigura vendeu à Sonangol, em 2011, 20% da Puma Energy.
Sede da Sonangol em Luanda
Mais tarde, segundo um artigo do Financial Times, repassou à petrolífera estatal angolana outros 10% por 500 milhões de dólares.
Feitas as contas, as acções teriam saído mais caras à Sonangol do que ao general Leopoldino do Nascimento.
"Por que é que a petrolífera estatal Sonangol pagou mais pelas participações na Puma Energy International do que o 'general Dino'? Coloquei estas questões à Trafigura e disseram-me que tinham uma longa relação com o general, que ele era um proeminente homem de negócios em Angola e que ele já não ocupava uma posição no Governo", explica Weiss.
"O novo bilionário"
O jornalista e ativista angolano Rafael Marques contradiz essa informação. Ele diz que Leopoldino do Nascimento continua a exercer funções no Governo como consultor do general 'Kopelipa', ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente angolano.
"As demissões dos altos funcionários do Estado são validadas por publicação em Diário da República porque ele tinha de ser exonerado pelo Presidente da República que o nomeou. Há, nos Diários da República, a publicação da nomeação, mas não há da demissão do general Leopoldino Fragoso", ressalta Marques.
Por outro lado, o jornalista angolano afirma que Leopoldino do Nascimento não foi reformado do exército. "Como é que um general no activo preside negócios dentro e fora do país, negócios privados que se cruzam com negócios do Estado? Isso é ilegal à luz da lei da Probidade Pública em Angola."
O site anti-corrupção "Maka Angola", de Rafael Marques, diz que o general Leopoldino do Nascimento é "o novo bilionário angolano". Conforme Marques, para além de ser apontado como o proprietário da Cochan - a empresa que comprou as acções da Puma Energy - o 'general Dino' detém também participações em outros sectores.
O militar teria acções da UNITEL, Biocom, de uma rede de supermercados e de um grupo de comunicação. Além de, segundo a revista Foreign Policy, deter 50 por cento de uma outra empresa: a DTS Holdings.
A DW África contactou a Cochan, do "general Dino", mas não obteve uma resposta até ao fecho da edição.
# dw.de



Burkina Faso: A reeleição do Presidente pode provocar 'explosão social'.

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Uma foto de arquivo de 23 de janeiro de 2013 mostra o presidente do Burkina Faso Blaise Compaoré sorrindo durante uma reunião no Palácio do Planalto, em Ouagadougou. Atores políticos e sociais alertam que a violência pode sair se Compaoré apresenta sua candidatura para as eleições presidenciais de 2015, depois de exercer o cargo por 26 anos. AFP

Qualquer movimento a favor  do veterano presidente do Burkina Faso, Blaise Compaoré, para ajustar a Constituição e concorrer a um cargo pela quinta vez poderá provocar violência no país no litoral da África Ocidental, dizem especialistas.

O Presidente Compaoré, uma titan muitas vezes controverso à política da África Ocidental, deu a entender que ele pode fazer um referendo para prolongar o seu reinado de 26 anos, em 2015 segundo as pesquisas, apesar de haver um limite constitucional de dois mandatos.

O crescimento da raiva sobre essa perspectiva já levou a protestos em massa na capital Ouagadougou e a renúncia de vários membros do próprio partido do Sr. Compaoré.

Observadores dizem que a oposição é contra qualquer tentativa do velho de 63 anos de idade tentar se manter no poder o que é impulsionado pela juventude em um país onde 60 por cento da população, ou seja, 17 milhões tem menos de 25 anos.

Isso significa que eles passaram a vida inteira sob a liderança de um homem e que de forma pobre a ex-colônia francesa está estagnada em torno de 183 dos 186 países no índice de desenvolvimento humano da ONU - muitos acham o suficiente.

Advogado e analista político Siaka Coulibaly disse que os jovens são " totalmente resistente à idéia de ver o presidente permanecer no poder ".

" Os ingredientes para uma possível explosão social estão lá ", disse Jean-Baptiste Ouedraogo, que liderou Alto Volta, o antigo nome de Burkina Faso, de novembro de 1982 a agosto de 1983.

O Presidente Compaoré tinha apenas 36 anos quando assumiu o poder em um golpe de Estado em outubro 1987 afastando o seu ex-amigo e um dos mais amados líderes africanos, Thomas Sankara, que foi deposto e assassinado.

Ele sempre disse que a morte de seu companheiro pelos braços do exército foi um acidente.

" Imagem Cultivada "

Acredita-se que ele tenha-se treinado ao lado de senhores da guerra Africana, da África Ocidental, como o da Libéria Charles Taylor e de Serra Leoa Foday Sankoh em campos de treinamento do líder líbio Muammar Gaddafi que foi morto.

No entanto o presidente Compaoré - também é acusado de vários níveis de envolvimento em guerras civis desses dois países - tem trabalhado duro para cultivar uma imagem como chefe pacificador da região conturbada nos últimos anos.

Quando a Guiné sofreu um golpe de Estado em 2008, quando a vizinha Costa do Marfim mergulhou na violência depois de uma eleição disputada em 2010 e quando o norte do Mali foi invadida por islamistas radicais em 2012, foi o Sr. Compaoré, que interveio para mediar.

Ele também desempenhou um papel fundamental na libertação de reféns ocidentais raptados pela Al-Qaeda no Magrebe Islâmico.

Mas, enquanto polui a sua reputação no exterior, o presidente Compaoré tem enfrentado aumento de rumores de descontentamento em casa.

Em 2011 ele enfrentou uma onda de protestos populares pelo aumento dos preços dos alimentos no terceiro país mais pobre do mundo.

Um motim de soldados, e mesmo a guarda presidencial, obrigou-o a dissolver seu governo e nomear um novo chefe do Exército, em uma tentativa de apaziguar o país.

Em protesto

No mês passado, milhares de pessoas saíram às ruas em Ouagadougou em protesto depois de um grupo pró-regime ter sido chamado em apoio ao presidente para concorrer a outro mandato.

Blaise Compaoré havia dito em meados de dezembro que ele pode fazer um referendo sobre uma mudança da constituição para levantar o limite de dois mandatos.

Os organizadores disseram que cerca de 100.000 pessoas apareceram para protestar contra qualquer possível alteração à constituição, embora a polícia tenha estimado que havia apenas 10 mil.

"Alterar ou morte ! " manifestantes gritavam, gritando " Estamos cansados ​​de Compaoré. "

Depois de tomar o poder, o presidente Compaoré conquistou dois mandatos de sete anos, em 1991 e 1998. Ele foi capaz de concorrer à eleição de novo em 2005, depois de limites de prazo de cinco anos, as reformas foram introduzidas em uma mudança constitucional que não era retroativa.

Ativista Abdul Karim Ouedraogo disse que não é a gestão do presidente Compaoré que as pessoas contestam, mas sim, da sua "longevidade".

A dissidência cresceu

Durante os protestos de janeiro ", vimos pessoas que marcharam até o palácio presidencial, mas não para falar no palácio presidencial ", disse ele.

A dissidência de dentro do próprio partido do presidente também cresceu.

Nas últimas semanas, vários membros do Congresso do Presidente Compaoré para a Democracia e o Partido do Progresso têm renunciado a criação de um grupo de protesto.

Enquanto isso, grupos de oposição acusam Compaoré de preparar um "golpe constitucional ".

O clamor é uma reminiscência do que houve no vizinho Senegal em 2012, quando houve esforços do ex- presidente Abdoulaye Wade para mexer com a Constituição e permanecem no cargo que saiu pela culatra horrivelmente, provocando protestos em massa e uma perda eleitoral humilhante para o seu principal rival Macky Sall.

O Governo do Sr. Compaoré parece imperturbável pelo clamor, a ponto do primeiro-ministro Luc Adolphe Tiao disser que foi um " sinal da vitalidade da democracia Burkinabé ".

" O chefe de Estado, a par da situação, não fará nada que visa a ameaçar as conquistas do nosso país", disse o chanceler Djibril Bassole, muitas vezes apontado como um possível sucessor do Sr. Compaoré. 

(AFP)

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Cooperação Dakar-Beijing: As trocas comerciais no centro da visita de Macky Sall.

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BEIJING (China) - A visita do presidente Macky Sall a China foi preparada ativamente. Na Embaixada do Senegal em Pequim, os diplomatas fazem os ajustes finais. Ontem à tarde, eles aguardavam a chegada do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Mankeur Ndiaye, que será recebido pelo seu homólogo chinês. Outras autoridades senegalesas, entre os quais os dirigentes de sociedades e outras entidades públicas já estão em Pequim. A chegada do Chefe de Estado está marcada para amanhã e a parte oficial da visita começa quinta-feira nos disse Cheikh Tidiane Sall, Ministro Conselheiro na Embaixada do Senegal na China.

A delegação oficial que acompanha o presidente Macky Sall a China deve contar com o frio congelante que reina sobre Pequim. Próxima quarta-feira, o dia da chegada do chefe de Estado, a previsão é que as temperaturas variam entre  menos 5 e 4 graus Celsius. O mau tempo não diminuiu o entusiasmo dos funcionários, portanto, os da Embaixada do Senegal. Ontem à tarde, durante a nossa visita, nós os encontramos em preparações sólidas. Eles fazem os últimos ajustes antes da chegada do Macky Sall agendada para quarta-feira. O primeiro secretário da embaixada, Moussa Sy, entramos em contato com ele por telefone, antes de chegarmos ao local, também estava no frenesi dos preparativos para a primeira visita Macky Sall à China como chefe de Estado ( que foi lá em 2006, como primeiro-ministro ).
A cidade de Pequim é enorme. Você se perde facilmente. Não é fácil de encontrar neste emaranhado de largas avenidas cheias de carros, motocicletas, pedestres e cercado por arranha-céus e edifícios altos. Mas, graças à magia do telefone móvel, o diplomata Moussa Sy passou ao taxista na língua chinesa ( alguns taxistas falam Inglês ), a informação que permitiu a ele nos levar para a embaixada. As instalações estão localizados no 3 º andar de um prédio à direita na área diplomática. Esvoaçantes tricolor senegalês na brisa, entre outros, serve como uma referência para aqueles que querem chegar lá. No interior, Sophie, secretário chinês, nos recebeu com um sorriso e dirigiu-se para o Sr. Fall, conselheiro cultural, que nos havia prometido uma entrevista com o embaixador. "Eu não acho que é possível que o embaixador vos atenda hoje. Ele foi ao aeroporto para receber o ministro das Relações Exteriores, Mankeur Ndiaye ", explica.

Reunião com o presidente Xi Jinping

Ele nos encaminha ao Ministro Conselheiro, Cheikh Tidiane Sall, que nos deu  mais detalhes sobre o programa da visita do Chefe de Estado à China. "A chegada do presidente Macky Sall está marcada para quarta-feira. Na quinta-feira, ele se reunirá com o presidente chinês, Xi Jinping. Em seguida, um banquete será oferecido à delegação senegalesa ", explica. No dia seguinte, sexta-feira, Macky Sall por sua vez, se reunirá com o primeiro-ministro Li Keqiang, e com o Presidente da Assembleia do Povo (Parlamento chinês). O Chefe de Estado vai deixar Pequim no sábado seguindo para Paris, onde deve se reunir com o Grupo Consultivo.
A Visita Macky Sall, será certamente dominada pelo comércio entre o Senegal e a China. Na embaixada, o aumento do comércio entre Dakar e Pequim é o que deseja coração Mamadou Sarr, Ministro Conselheiro e Chefe do Departamento Econômico. Nós nos encontramos como primeira conselheira, Kemoko Diakité. Eles esperam muitos benefícios econômicos após a visita. Para diversificar a cooperação, Mamadou Sarr acredita que, além de infra-estrutura que são essenciais para o desenvolvimento de um país, seria necessário que os dois países se movimentem em direção a projetos em uma joint venture em que o lado senegalês poderia beneficiar com a perícia chinesa.
O objetivo é alcançar o saldo da balança comercial, que no momento, é favorável para a China. "Senegal exporta para este país, principalmente produtos como peixe, algodão, amendoim, couros e peles, etc . "Ele continua. O grande salto feito por China fascina as pesquisas econômicas de especialistas. " Em 1980, este país não correspondia mais que 1% das exportações mundiais. A partir de 2011, ele conseguiu ser a segunda maior economia, com 11% das exportações mundiais ", analisa Sr. Sarr. Ele acredita que o investimento no Senegal deve ter um impacto sobre a produtividade. " Os projetos devem ser curados e avaliados e seu impacto sobre a vida das pessoas deve ser mais visível ", diz ele. Em Beijing, tudo que nós estamos encontrando gera otimismo e esperança de que a visita de Macky Sall permitirá ao Senegal tirar às desenhar os lucros que que a população aguarda impacientemente.

As ambições africanas de Benjing

BEIJING ( China) - Em março de 2013, em Beijing, quando se anunciou o desejo das autoridades chinesas receberem o presidente do Senegal, Lu Shaye, ex-embaixador em Dakar e diretor geral do Departamento da África no Ministério dos Negócios Estrangeiros, que confidenciou o seguinte: "Com o Senegal, nós temos uma cooperação muito rica. As nossas relações são multifacetadas e envolvem muitos setores. " O Senegal, disse o diplomata, é um dos países mais influentes em África e ocupa um lugar no sistema de cooperação com a china. " As relações entre a China e os países africanos são bem sucedidas e o presidente Xi Jinping vai reforçá-las ," nós tínhamos afirmado.
Ao mesmo tempo, em março de 2013, em um fórum sobre as empresas chinesas em África, o vice- ministro das Relações Exteriores Zhai Jun, tinha também confirmado a boa saúde das relações entre a China e o Senegal. Ele lembrou ter visitado o Senegal várias vezes, nomeadamente em 2009, durante a visita do ex-presidente, Hu Jintao. " Desde a restauração das relações diplomáticas em 2005, há uma diversidade em nossa cooperação. Nós construímos estádios no Senegal, O Grande Teatro e trabalhamos em edução, saúde, energia, infra-estrutura ... A China também concedeu 270 bolsas de estudo para estudantes senegaleses que actualmente frequentam as nossas universidades ", explicou o Sr. Jun.
O presidente chinês, Xi Jinping está particularmente interessado no comércio entre China e África. Ao tomar posse, há um ano, ele fez visitas a África do Sul, Tanzânia e Congo Brazzaville. A Cooperação China- África está baseada nas diretrizes da Plataforma de Acção que Pequim adotou há alguns anos e pretende reforçar o intercâmbio entre as duas partes. "Temos que ajudar a África a realizar seu sonho e permitir que todas as pessoas tenham acesso a uma vida melhor. Para isso, a China quer estabelecer uma cooperação mutuamente benéfica para ambas as partes ", nos explicou Lu Shaye depois do nosso encontro Beijing, há um ano.
Aliás, ele cutucou um pouco o Ocidente e os seus parceiros tradicionais na África. "A China traz em estradas de concreto, hospitais, estádios, teatros, edifícios e escritórios ... Este sucesso desperta a inveja de países ocidentais cujos mídia critica a nossa cooperação. Portanto, o subdesenvolvimento que a África conhece, resulta essencialmente devido à colonização ocidental. Vamos continuar a ajudar os países africanos para completar o seu processo de industrialização e desenvolvimento ", prometeu o ex- embaixador chinês no Senegal.

Do nosso correspondente permanente Modou Mamoune FAYE

# lesoleil.sn

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Etiópia quer papel na sonda de sequestro do avião.

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Da Etiópia o ministro das Comunicações Redwan Hussein declarou a Imprensa em seu escritório em Addis Abeba sobre o avião ET-702 sequestrado a 17 de fevereiro de 2014. Andualem Sisay | GROUPO Nação Media.

O Governo da Etiópia manifestou interesse em cooperar com a Suíça na investigação do co-piloto da Ethiopian Airlines que supostamente sequestrou o voo ET- 702 e forçou-o a aterrar em Genebra.

"Estamos dispostos a cooperar com o Governo da Suíça na investigação e estamos esperando por sua resposta ", disse o ministro das Comunicações Redwan Hussein,nesta segunda-feira à noite.

O jato da Ethiopian Airlines estava seguindo para Roma através de Cartum, quando o co-piloto o desviou para Genebra, depois de trancar o piloto ( o capitão ) no banheiro, de acordo com relatórios da Suíça.

Ele então forçou o avião a pousar em Genebra, e se entregou à polícia, alegando que ele se sentiu ameaçado em seu país e queria pedir asilo na Europa.

Após o desembarque do avião, o co-piloto desceu da janela do "cockpit" usando uma corda (disponível no cockpit ), e entregou-se à polícia.

O co-piloto, o Sr. Hailemedhin Abera Tegegn, de 31 anos, trabalha com a companhia aérea nos últimos cinco anos, de acordo com o Sr. Redwan.

O co-piloto teria dito que ele buscou asilo porque se sentia ameaçado em seu país.

O Governo da Etiópia considerou sua ação como '' uma traição bruta de confiança que desnecessariamente pós em perigo a vida dos próprios passageiros que um piloto é moralmente e profissionalmente obrigado a salvaguardar.''

De acordo com a Convenção de Genebra de 1970, qualquer tentativa de apreender ilegalmente um avião com força e mudar sua direção, é ilegal.

Havia 193 passageiros e sete membros da tripulação a bordo do voo, de acordo com o ministro.

Os passageiros eram 139 italianos, 11 americanos, 10 etíopes, cinco nigerianos, cinco romenos, quatro franceses, dois irlandeses e dois alemães.

Um cidadão de cada um dos seguintes países também estavam a bordo : Argentina, Austrália, Ruanda, África do Sul, Quênia, Tanzânia, Finlândia, Suíça, Quênia, Brasil, Gana, Congoe e Grã-Bretanha.

# africareview

Brasil é o segundo maior mercado mundial de cocaína.

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Brasil é o segundo maior mercado mundial de cocaína, só perde para EUA.
 
Por ANTONIO CARLOS LACERDA
PRAVDA.RU
 
SÃO PAULO/BRASIL - Em relação ao mercado de cocaína, o Brasil fica à frente, até mesmo, de continentes inteiros, como a Ásia, onde 2,3 milhões de pessoas usaram cocaína no período. No Reino Unido, que ocupa a terceira posição no número de consumidores, há 1,1 milhão de usuários.

Além de se destacar pelo tamanho da demanda, o Brasil tem uma oferta que torna o produto bastante acessível. Entre aqueles que consumiram cocaína, 78% acham fácil conseguir a mercadoria no Brasil. Há 30 anos, o mercado de cocaína era quase inexistente. O Brasil foi um dos países com mais rápido crescimento do consumo de cocaína.

Caso seja considerada a proporção da população que já usou cocaína, a situação brasileira se assemelha à dos demais países. Assim como nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Itália e Austrália, 2% da população brasileira usou cocaína inalada ou fumada no último ano. Na Espanha e na Argentina, esse porcentual chega a 3%.

Outros números da pesquisa confirmam o crescimento recente no consumo de cocaína no Brasil. Nos Estados Unidos, por exemplo, quando os consumidores são questionados se já usaram cocaína na vida, o número chega a 15% da população. No Canadá, o total é de 11% e na Argentina e Espanha, 8%.

No Brasil, esse total é de 4%, o que representa 6 milhões de consumidores. Os dados brasileiros só se destacam dos demais quando é considerado o consumo nos últimos 12 meses. Isso mostra que o consumo no Brasil cresceu mais recentemente.
 
ANTONIO CARLOS LACERDA é Correspondente Internacional do PRAVDA.RU 

Brasil: Vigilância e segurança consome mais que a saúde.

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Brasil: Vigilância e segurança consome mais do que saúde. 19820.jpeg

No Brasil, o governo gastou com vigilância e segurança mais do que em saúde.

Por ANTONIO CARLOS LACERDA
PRAVDA.RU


BRASILIA/BRASIL -  No Brasil, o governo federal gastou em 2011 quase R$ 1,7 bilhão em despesas com vigilância, atividade cujo objetivo é o de garantir de modo ostensivo a segurança de locais e pessoas públicas. O valor é mais que o dobro dos investimentos executados (obras e compras de equipamentos no ano) pelo Ministério da Saúde em 2011 (R$ 746 milhões).
Caso os recursos tivessem sido aplicados por um ministério, a Pasta da "vigilância" ocuparia a quarta posição no ranking de investimentos executados em 2011, perdendo apenas para os Transportes, a Defesa e a Educação, que executaram R$ 6,1, R$ 5,8 e R$ 2,8 bilhões, respectivamente. Em junho de 2012, essas despesas já chegaram a R$ 715 milhões.


Confira os gastos em 2011 e 2012
A vigilância ostensiva é caracterizada pela promoção da segurança por meio de vigilantes que são facilmente identificáveis (daí o nome ostensivo), podendo ou não ser feita de modo armado. Como a União abrange inúmeros ministérios, autarquias e fundações, além de órgãos do Legislativo e do Judiciário, situados em centenas de prédios, o valor chega a níveis astronômicos.

Caso os gastos com a despesa de vigilância ostensiva em 2011 tivessem sido utilizados apenas para a contratação de vigilantes patrimoniais, cujo piso atualmente gira em torno de R$ 873, o valor desembolsado seria suficiente para contratar quase 162 mil vigilantes durante o período. O número se assemelha à média de postos de trabalho criados nos meses de junho em 2012 e 2011 (167,9 mil), de acordo com levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e do Emprego.
As administrações públicas contratam empresas privadas especializadas em segurança para realizarem a vigilância de seus órgãos. No entanto, há uma diferença entre a função desses profissionais e das forças do Estado. A vigilância privada não tem poder de polícia, não pode agir como polícia. Ela faz a proteção do patrimônio, a proteção à vida realizada por ela é baseada no pressuposto de que cada cidadão pode intervir caso se depare com algum crime, conforme prevê a Constituição Federal.

Quando alguma instituição pública necessita dos serviços de vigilância, dá início à chamada licitação e, geralmente por meio de pregão eletrônico, é escolhida a empresa que ficará responsável pela mão-de-obra e aparelhamento de suporte para a vigilância na administração.
O órgão que mais gastou com a área em 2011 foi o Ministério da Educação, com cerca de R$ 391 milhões em desembolsos. A Pasta também foi campeã em 2012, quando R$ 140 milhões foram executados de janeiro a junho. A vigilância de todas as instituições educacionais federais, como as universidades públicas, é abrangida pelo programa, o que pode ser um motivo para a alta execução do ministério.

O Ministério da Previdência Social é o segundo que mais desembolsou com o item de despesa no ano anterior. Os gastos alcançaram a R$ 217,9 milhões em 2011. A grande maioria dos gastos do Ministério compreendem despesas nas unidades do Insituto Nacional de Previdência Social (INSS), denominadas gerências executivas, que possuem instalações físicas em vários locais do país. As gerências que mais receberam esses recursos em 2012 foram as do Rio de Janeiro-Norte, de Vitória, do Rio de Janeiro-Centro e do Distrito Federal.
Já no ranking das empresas contratadas, a Confereral - Rio Vigilância foi a que mais recebeu recursos para a execução dos serviços. A empresa, que presta serviços para unidades dos Ministérios da Educação, Saúde, Previdência Social e Transportes no Rio de Janeiro, recebeu em 2011 cerca de R$ 47,3 milhões pela locação de sua mão-de-obra em locais como a Fundação Oswaldo Cruz, o Fundo Nacional de Saúde, a Fundação Universidade do Rio de Janeiro e o Colégio Pedro II, dentre outros.
 
ANTONIO CARLOS LACERDA é Correspondente Internacional do PRAVDA.RU
 

Costa do Marfim: Operado com sucesso em Paris, Alassane Ouattara estará de volta em meados de março, será liberado do hospital.

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A revista pan-africana Jeune Afrique em sua edição mais recente No. 2771 de 16 a 22 de fevereiro fornece os "detalhes" sobre a operação cirúrgica sofridas por Alassane Ouattara, sua convalescênça e seu retorno à Costa do Marfim.
Contrariamente às informações da Carta do Continente, a operação teria sido realizada em outro hospital afirma JA: " É o Hospital Americano de Neuilly, e não no hospital de instrução militar Percy, em Clamart, como afirmada pela maioria dos sites de informação marfinense de que ADO (Alassane Ouattara) foi operado na manhã de 08 de fevereiro ", escreveu Jeune Afrique. Depois de precisar com fortes detalhes que " a operação, que durou quase três horas foi um sucesso. Foi realizado por um cirurgião ortopédico, o Prof. Claude Laville. "

Paciente de 72 anos
JA que parece ter em sua posse o boletim de saúde do " doente " continua com detalhes durante a tentativa de minimizar os efeitos de uma intervenção que durou 3 horas, sob anestesia, em um paciente oficial de 72 anos de idade.
" A Estenose (tamanho reduzido ) do canal lombar sofrida por Alassane Ouattara é uma condição relativamente trivial e sem gravidade, mas cujas consequências, impõe dificuldade para caminhar e de ficar de pé por mais de 5 a 10 minutos, a compressão da raiz nervosa resultante da dor - é dolorosa. O presidente da Costa do Marfim, que especialmente sofreu com a perna esquerda, foi tratado com injeções de corticóide " a revelação de Jeune Afrique não pára por aí. "Os sintomas tornaram-se mais animadas, laminectomia ( alargamento do canal lombar pela supressão da lâmina vertebral ) foi necessária e resolvida ", diz o irmão.

Duas semanas de internação hospitalar e repouso

"É Paris, para que seus médicos possam intervir em caso (pouco comum ) hematoma de infecção pós-operatório, Alassane Ouattara deve deixar o hospital na semana de 17 de fevereiro, vai gozar de sua convalescença. Vai durar duas a três semanas ", continuou o irmão, obviamente bem informado pelos serviços da presidência da Costa do Marfim. Em relação ao retorno de Ouattara nas margens da lagoa Ebrie, a revista JA mantem-se vaga " meados de março ", e nada mais.

Hollande não virá para Abidjan

O colega famoso confirma informações que já soa em tudo, ou seja, o cancelamento da visita oficial do presidente francês, "reportado ". As últimas informações relatadas pelo amigo Béchir Ben Yammed, entre " descanso, visitas de seus colaboradores mais próximos, e apelo de seus amigos" Ouattara fez convite ao  francês Holanda [ antes e depois da cirurgia], sem esquecer a lealdade entre as lealdades com Nicolas Sarkozy ao telefone.

# abidjan.net


Estados Unidos: Projeto de lei anti-gay - Obama adverte o Presidente de Uganda Museveni de laços tensos.

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O Presidente dos EUA, Brack Obama com o Presidente de Uganda, Yoweri Museveni, em um almoço nesta foto de arquivo de 2010.

O Presidente dos EUA, Barack Obama,criticou  no domingo  o projeto de lei anti-homossexual que está prestes a se tornar lei em Uganda, avisando que ele vai " complicar " as relações de Washington com Kampala.

"As pessoas em todos os lugares devem ser tratadas de modo igual, com dignidade e respeito", declarou Obama, acrescentando que " elas devem ter a oportunidade de atingir seu pleno potencial, não importa quem são ou a quem elas amam. "

" É por isso que estou tão profundamente decepcionado que Uganda em breve aprovará uma legislação que criminaliza a homossexualidade ", disse o líder dos EUA em uma declaração.

Os comentários de Obama reforçaram o apoio dos EUA para os direitos dos homossexuais em todo o mundo, inclusive na África, onde alguns países, além de Uganda tomaram medidas para punir os atos homossexuais. Os líderes desses países visualizam a posição dos EUA como impróprio para suas próprias sociedades.

Além de constituir " uma afronta e um perigo para a comunidade gay em Uganda ," a lei pendente será " um passo para trás para todos os ugandeses e refletem negativamente sobre o compromisso da Uganda para proteger os direitos humanos de seu povo", acrescentou Obama.

Ele observou que os EUA indicaram para o presidente de Uganda, Yoweri Museveni, que promulgar a legislação anti- gay " vai complicar o nosso relacionamento valorizado com Uganda. "

O chefe de Estado dos EUA concluiu seu discurso com uma reafirmação de toque de intenção de seu governo para ficar na defesa dos direitos dos homossexuais onde quer que eles são ameaçados ou negados.

" Numa altura em que, tragicamente, estamos vendo um aumento nos relatos de violência contra os membros da comunidade LGBT da Rússia e na Nigéria, saúdo todos aqueles em Uganda e em todo o mundo que permaneçam comprometidos a respeitar os direitos humanos e fundamentais dignidade humana de todas as pessoas ", disse Obama.

# africareview.com

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Primeiro hospital de restauração do clítoris do mundo às vítimas da MGF vai abrir dia 7 de março na África Ocidental.

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Pleasure Hospital
O Primeiro hospital de restauração do clítoris no mundo, em Burkina Faso.


líder espiritual Maitreya Rael

LAS VEGAS, 11 de fevereiro – o Primeiro hospital de restauração do clítoris do mundo para as vítimas da Mutilação Genital Feminina (MGF), localizado em Bobo-Dioulasso, Burkina Faso, vai abrir dia 7 de março, segundo declaração dada hoje pela organização americana sem fins lucrativos Clitoraid. Chantal Compaore, a primeira-dama de Burkina Faso irá presidir a cerimónia.
O hospital foi construído com a ajuda de fundos doados e através do esforço de voluntários de todo o mundo.
“Ter o apoio e a presença de Chantal Compaore no dia 7 de março é uma forma maravilhosa de celebrar esta inauguração!” disse a Diretora de Comunicações da Clitoraid, Nadine Gary. “Ela tem sido uma voz firme contra os horrores da MGF e sentimo-nos honrados com a sua presença”. Nadine Gary informou que centenas de mulheres estão já na lista de espera da Clitoraid para receber a cirurgia, que vai ser gratuita para as mulheres que a queiram.
“A espera está perto do fim”, declara Nadine Gary. A nova instalação chamada de “O Komkaso”, que significa “a casa das mulheres”, foi apelidada de “O Hospital do Prazer”, uma vez que a cirurgia “irá restaurar a sua dignidade como mulheres bem com a capacidade de sentir prazer físico que lhes foi tirado contra a sua vontade”.

Nadine continuou a explicar como surgiu a ideia do hospital.

“Depois do líder espiritual Maitreya Rael ter tido conhecimento de um procedimento de reparação do clítoris inovador, desenvolvido pelo Dr. Pierre Foldes em França, lançou a Clitoraid e a ideia de construir clínicas que proporcionam a cirurgia para qualquer vítima da MGF de forma gratuita. Depois das Nações Unidas terem adotado a decisão de proibição da Mutilação Genital Feminina (MGF), tem havido o acordo universal que tal constitui uma violação dos direitos humanos e da integridade individual. Eliminar a MGF é essencial para a saúde das mulheres, portanto os governos têm que continuar a aprovar leis contra isso. Mas Rael apercebeu-se que é igualmente importante reverter os danos já causados às vítimas que vivem hoje. Este hospital é o resultado da sua visão.”
Nadine informa também que cirurgiões americanos, voluntários da Clitoraid, Dr. Marci Bowers, M.D., e Dr. Harold Henning Jr., M.D., irão não só realizar cirurgias no novo hospital como também treinar outros cirurgiões para o fazer.
“O objetivo é ajudar o máximo de vítimas possível a que tenham esta cirurgia, o que também vai ajudar a desencorajar estas práticas bárbaras da MGF”, disse. “Quando os seus efeitos podem ser revertidos cirurgicamente sem custos, qual será o propósito?”

Para mais entrevistas e informações, ver www.clitoraid.org.

# artigo enviado para publicação por: david_uzal@hotmail.com


Senegal: Fala Xia Huang, o embaixador da China em Dakar - "A visita a Pequim de Macky Sall será altamente político".

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A Poucos dias antes da viagem do Chefe de Estado a China, o embaixador do império do milênio no Senegal argumentou que as relações entre os dois países são baseados em lógica e não em projetos quantitativos. Ele ressaltou que o financiamento chinês é baseado nas demandas e necessidades do lado senegalês.

A visita do chefe do governo senegalês a Pequim será " altamente político", disse ontem, Xia Huang durante uma conferência de imprensa na Embaixada do Império do Milênio em Dakar. Presidente Macky Sall começará, a partir de quarta-feira, uma visita de Estado à China. O diplomata disse que as relações entre os dois países estão em boa forma e são baseadas em " confiança que continua a se aprofundar e intensificar. " Huang disse que o Chefe de Estado vai trocar com o seu homólogo chinês uma ampla gama de temas. "Haverá uma troca de pontos de vista sobre questões bilaterais, questões regionais e internacionais ", disse Huang. " É por meio dessas trocas que os dois lados vão declinar suas identidades, opiniões sobre como eles vão trabalhar juntos para gerar mais serviço às populações chinesas e senegaleses ", acrescentou. O diplomata disse que o financiamento chinês são baseadas nas solicitações e necessidades do lado senegalês. Em questões internacionais, Xia Huang argumentou que os dois líderes vão discutir " como democratizar ainda mais as relações internacionais ", mas também sobre os pontos quentes do continente, incluindo a situação no norte do Mali e na RCA.

Questionado sobre o financiamento do "Plano Senegal Emergente " Xia Huang disse que a cooperação entre a China e o Senegal obedece a uma lógica de projetos. "Entre Senegal e a China, existe um projeto lógico. Não é quantidade de lógica " disse Ele, lembrando que a cooperação entre os dois países abrange diversos campos. Desde início dos anos 80, disse Huang, a China construiu o estádio Leopold S. Senghor e o Grand Theatre e, recentemente, começou a trabalhar no Museu da Civilização Negra. " Será que há um país diferente da China que pode se gabar de ter construído no Senegal infra-estrutura com esta dimensão como o estádio Leopold Sedar Senghor e o Grande Teatro Nacional ? " argumentou Ele.

Xia Huang insistiu que seu país é um "parceiro genuíno " que age no âmbito de uma " cooperação GANHA-GANHA ". Além disso, disposto a ajudar os Estados africanos a alcançar as rampas da emergência e do desenvolvimento, ele disse que os países africanos podem contar com o apoio de seu país. "A China está disposta a partilhar a sua experiência e conhecimentos com os países africanos, incluindo o Senegal ", disse o diplomata.

Por: Mamadou Gueye

# lesoleil.sn

Cuba: Festa literária volta à La Cabaña.

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Durante a jornada de inauguração foi lançado o livro Equador: de Banana Republic a la no República, do presidente equatoriano Rafael Correa, por parte do chanceler Ricardo Patiño
Amelia Duarte de la Rosa

COM a presença do primeiro vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Miguel Díaz Canel Bermúdez; da primeira-secretária do Partido na capital, Mercedes López Acea, ambos membros do Bureau Político, do ministro das Relações Exteriores e Mobilidade Humana da República do Equador, Ricardo Patiño; do ministro da Cultura, Rafael Bernal, e dos escritores Nersys Felipe e Rolando Rodríguez, aos quais é dedicada esta 23ª edição da Feira Internacional do Livro, líderes do Partido e prestigiosos intelectuais, foi inaugurado, na tarde da quinta-feira, 13 de janeiro, na sala Nicolás Guillén, da fortaleza San Carlos de la Cabaña— o maior encontro literário em Cuba.
 A presidenta do Instituto Cubano do Livro, Zuleica Romay anunciou que nesta Feira —que se estenderá até 9 de março ao país todo — o público poderá encontrar mais de 700 novidades editoriais e mais de dois milhões de títulos. Uma ampla gama de gêneros e temáticas encontrarão nos pavilhões de La Cabaña e livrarias os leitores adultos, assim como jovens e crianças, “a cuja disposição está a obratoda de Nersys Felipe”, expressou.
 Romay, ainda, deu as boas-vindas à delegação do Equador, País Convidado de Honra e aos expositores estrangeiros presentes. "Equador ama a vida, por isso prodigaliza amor às mãos cheias, bem-vindos amigos e graças pela sua solidariedade", expressou. Igualmente dedicou palavras de especial admiração aos escritores homenageados.
 Precisamente a Felipe, Prêmio Nacional de Literatura 2011, acompanhia de teatro infantil La Colmenita dedicou um merecido tributo a partir de textos da autora, natural de Pinar del Rio; e acerca da obra de Rodríguez, Prêmio Nacional das Ciências Sociais 2007, foi exibido um material audiovisual que mostrou um dinâmico percurso por sua trajetória intelectual.
 Após as palavras de inauguração da Feira, na qual marcaram presença e foram convidados mais de 500 intelectuais vindos de mais de 40 países, chegou o momento da gala artística na qual desempenhou um papel central a delegação equatoriana, mediante as atuações da cantora Karla Kanora e o conjunto Banda Mocha.

# granma.cu

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