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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Guiné-Bissau: Zé Manel na ONU engrandecendo o nome da Guiné.

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Zé Manel na ONU - OIÇA.

África do Sul tem primeira eleição da geração nascida após apartheid.

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Pesquisas indicam que governista CNA tem apoio da maioria da população. Campanha foi abalada por acusações contra o presidente Jacob Zuma.

Sul-africanos fazem fila para votar em Bekkersdal, perto de Johanesburgo, nesta quarta-feira (7) (Foto: Mike Hutchings/Reuters)
Sul-africanos fazem fila para votar em Bekkersdal, perto de Johanesburgo, nesta quarta-feira (7) (Foto: Mike Hutchings/Reuters).
África do Sul realiza nesta quarta-feira (7) a primeira eleição com a participação da geração nascida após o apartheid, e as pesquisas indicam que o prestígio do partido governista Congresso Nacional Africano (CNA) na luta contra o regime de minoria branca prevalecerá mesmo entre os novos eleitores.
Os 22.263 locais de votação, que abriram as portas às 7h locais (2h de Brasília), fecharão às 21h (16h de Brasília). Muitas pessoas fizeram fila antes da abertura para votar na quinta eleição geral, envolvendo todas as raças, desde o fim do regime do Apartheid em 1994.
A imprensa destacou alguns incidentes isolados, como a falta de urnas em alguns locais ou o fato de que alguns funcionários eleitorais usavam camisas do ANC.
Mais de 25,3 milhões de sul-africanos devem votar para eleger 400 deputados, que designarão o próximo presidente em 21 de maio.
Jacob Zuma, de 72 anos, no poder desde as eleições de 2009, deve obter o segundo mandato de cinco anos.
Em Attridgeville, um acampamento informal em Pretória, a comissão eleitoral teve que montar uma tenda para que os milhares de residentes locais pudessem votar, segundo a Associated Press.
Em Soweto, casa do ex-presidente Nelson Mandela, muitos disseram ter votado pela CNA, partido que liderou a luta contra o Apartheid e tem dominado a política local desde que Mandela foi eleito presidente em 1994.
As pesquisas de opinião do jornal "Sunday Times" ao longo dos últimos dois meses colocam o apoio ao CNA em torno de 65%, levemente abaixo dos 65,9% conquistados na eleição de 2009 que elegeu o presidente Jacob Zumam, segundo a Reuters.
O apoio ao CNA surpreendeu os analistas, que um ano atrás diziam que o partido poderia penar nas urnas, já que o seu passado glorioso virou história e os eleitores se concentraram no lento crescimento econômico e na série de escândalos que caracterizaram o primeiro mandato de Zuma.
A economia mais sofisticada da África enfrentou dificuldades para se recuperar da recessão de 2009 - a sua primeira desde o fim do apartheid em 1994 - e os esforços do CNA para estimular o crescimento e lidar com os 25% de desemprego foram prejudicados por poderosos sindicatos.
O principal organismo anticorrupção do país acusou Zuma neste ano de "se beneficiar irregularmente" de uma reforma paga pelo Estado em sua casa particular em Nkandla no valor de US$ 23 milhões que incluiu uma piscina e um galinheiro.
A taxa de aprovação pessoal de Zuma caiu desde as revelações. Mas, em uma entrevista coletiva nesta semana para concluir a campanha do CNA, o líder de 72 anos minimizou as insinuações de que o imbróglio esteja prejudicando o partido.
"Não estou preocupado com (a casa em) Nkandla", disse Zuma. "O povo não está preocupado com isso. Acho que as pessoas que estão preocupadas com isso são vocês, a mídia, e a oposição".
Zuma votou logo cedo em uma escola em sua cidade natal, Nkandla, encerrando o que ele chamou de campanha "muito desafiadora". Já Helen Zille, líder da Aliança Democrática, principal partido de oposição, votou na Cidade do Cabo.
Helen Zille, líder da Aliança Democrática, principal partido de oposição, votou na Cidade do Cabo nesta quarta-feira (7) (Foto: Sumaya Hisham/Reuters)Helen Zille, líder da Aliança Democrática, principal partido de oposição, votou na Cidade do Cabo nesta quarta-feira (7) (Foto: Sumaya Hisham/Reuters)
Divisão
O escândalo da reforma em sua propriedade expôs a divisão entre líderes atuais e antigos do CNA, em especial Nelson Mandela, primeiro presidente negro do país, que morreu em dezembro.
Também se tornou o grito de guerra daqueles que acham que o domínio do CNA, que inicia a sua terceira década no poder, corrompeu a alma do antigo movimento de libertação de 102 anos de existência.
"Não é necessariamente a enorme quantia paga pelo poder público o aspecto mais corrupto do caso envolvendo a propriedade rural de Zuma", afirmou o jornal Business Day em um editorial nesta semana.
"É a forma como este negócio miserável envolveu tantos outros: ministros, burocratas, autoridades de partido e, à medida que a eleição se aproxima, seguidores comuns."
De acordo com o economista do Standard Bank, Simon Freemantlede, em Johanesburgo, "no geral, a eleição é tediosamente reconfortante... Sabemos quem vai vencer e sabemos que não vai haver nenhuma mudança radical de política. Isso é reconfortante".
O rival mais próximo do CNA, a Aliança Democrática, teve apenas 16,7% dos votos em todo o país em 2009 e, embora tenha ganhado espaço, o partido ainda é visto como a casa política dos brancos privilegiados.
Em vez disso, o maior desafio veio dos ultraesquerdistas Combatentes pela Liberdade Econômica (EFF, na sigla em inglês), liderados por Julius Malema, expulso da Liga Jovem do CNA e que se espelha no ex-presidente da Venezuela Hugo Chávez.
Em seu último comício em um estádio de futebol em Pretoria, Malema, que quer nacionalizar bancos e minas, além de tomar fazendas de propriedade de brancos sem pagar uma compensação, criticou tudo, desde a questão de Nkandla aos investidores estrangeiros e ex-potências coloniais.
No entanto, mesmo o surgimento do barulhento EFF não deverá ter um impacto na eleição, já que as pesquisas mostra o apoio ao movimento entre 4 e 5 por cento. O fato é que de 1,9 milhão de jovens eleitores nascidos após o apartheid, os chamados "Nascidos Livres", com idades entre 18 e 19 anos - o principal eleitorado do EFF, apenas um em cada três está registrado para votar.
As urnas estarão até às 21h locais (16h em Brasília). A expectativa é de que os resultados já estejam disponíveis a partir do meio-dia de quinta-feira (8). Quase 25,4 milhões de eleitores, de uma população de 53 milhões de pessoas, se inscreveram para votar.
# g1.globo.com

Eleições na África do Sul: Deputada do MPLA acredita em eleições livres e justas na África do Sul.

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(D.R)


A deputada da bancada parlamentar do MPLA, Carolina Cerqueira, disse nesta terça-feira que a África do Sul está preparada para que as eleições gerais marcadas para esta quarta-feira sejam justas, livres e transparentes nas nove províncias do país.
Segundo Carolina Cerqueira, que falava à Angop a propósito das eleições gerais na África do Sul, acredita estarem criadas as condições para que os eleitores realizem num clima de paz e transparência o seu direito de voto.
A deputada que chefia uma delegação do MPLA de observação ao pleito eleitoral convite do ANC, frisou que acompanhou o último comício realizado pelo candidato Jacob Zuma, em Joanesburgo, que reuniu cerca de 160 mil pessoas.
De acordo com a fonte, o presidente Zuma no seu discurso incidiu para avanços no crescimento económico dos últimos cinco anos nos domínios da educação, segurança social, saúde, desenvolvimento rural, no combate à corrupção e na luta contra o crime organizado.
“O plano nacional de desenvolvimento, contido no manifesto do ANC, prevê a criação de seis milhões de oportunidade de emprego nos próximos cinco anos”, disse a fonte.
Acrescentou que a terça-feira foi de dia reflexão, prevendo-se que votem 23 milhões de sul-africanos, dos quais 54 % mulheres e mais de 40% homens dos 18 aos 25 anos.
Do total contam cerca de seis milhões constitui a “FREEBORN”, cidadãos que votarão pela primeira vez.
A deputada adiantou que, estão mobilizadas dois mil 600 soldados entre eles forças de segurança e polícias para garantir os serviços de segurança nas eleições gerais.
Nesta segunda e terça-feira, Já votaram 58 mil pessoas em voto especial, 36 mil votaram em casa por doença, segundo dados da comissão eleitoral independente.
Carolina Cerqueira adiantou que estarão abertos 22 mil 265 postos de votação nas 9 províncias do país.
Afirmou que o clima é calmo e acredita que as disputas eleitorais vão ser mais renhidas na região da cidade do Cabo onde o ANC nunca ganhou.
Participam no pleito eleitoral 33 partidos, sendo o segundo com maior expressão é o (EFF) lutadores para a liberdade económica, chefiado por Júlio Malema, antigo presidente da liga da juventude do ANC.
Carolina Cerqueira participou na segunda-feira no debate radiofónico Voz do Cabo, tendo enaltecido a experiência de Angola nas eleições realizadas em 2012, o compromisso da paz na região dos Grandes Lagos, e em particular do empenho do presidente José Eduardo dos Santos, e a participação importante das mulheres nos órgãos de decisão, particularmente, no parlamento e na estrutura do MPLA.
# portalangop.co.ao

terça-feira, 6 de maio de 2014

África do Sul: ANC permanece como favorito.

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Com 60% das intenções de voto, partido de Mandela perdeu força, mas deve continuar no poder

O Congresso Nacional Africano (ANC) vem perdendo terreno desde a vitória de Nelson Mandela em 1994, mas o partido no poder na África do Sul deve sair vitorioso das eleições parlamentares de quarta-feira (07).
Mais de 25,3 milhões de sul-africanos devem votar para eleger 400 deputados, que designarão o próximo presidente em 21 de maio. Jacob Zuma, de 72 anos, no poder desde as eleições de 2009, deve ser reconduzido ao cargo.
O ANC está mostrando sinais de decadência, mas a pequena e dividida oposição não foi capaz de capturar a imaginação popular, exceto em algumas localidades. O primeiro líder negro da África do Sul, Nelson Mandela, afirmou uma vez que o ANC permaneceria no poder até por volta de 2025 – o que parece provável.

Presidente Jacob Zuma 
Todas as pesquisas apontam um pouco mais de 60% de intenções de votos para o ANC, o que garante uma ampla vitória, mas abaixo dos 65,9% votos obtidos há cinco anos. A África do Sul é um “lugar melhor para se viver do que em 1994″, no final do regime segregacionista do apartheid, insistiu o partido durante a campanha. “Nós temos uma boa história para contar”.
De fato, muitos progressos foram realizados ao longo dos últimos 20 anos. Quase 96% das famílias agora têm acesso à água potável, contra 62% em 1994, e 87% das casas possuem energia elétrica, contra 58%. Além disso, a taxa de criminalidade – assustadora na época – caiu, há menos favelas e uma classe média negra crescente.
Mas a África do Sul pós-apartheid continua sendo um país profundamente desigual, onde os brancos ganham, em média, seis vezes mais do que os negros, e onde são menos afetados pelo desemprego (menos de 7%, contra mais de 28%), onde continuam a ter melhor acesso à educação, que permanece ruim para a maioria da população.
Com um crescimento médio de 3,3% ao longo dos últimos 20 anos – e muito menos nos últimos tempos – a África do Sul está longe dos 7% necessários para criar empregos para os 25,2% da população em idade ativa que estão desempregados.
Apesar de Zuma ter ampliado o maior programa de distribuição de antirretrovirais do mundo, os erros de seu antecessor, Thabo Mbeki, que negou o problema da Aids, teve efeitos devastadores. Um sul-africano em cada oito é portador do vírus HIV e a expectativa de vida caiu de 62 para 56 anos em duas décadas anos.
Os primeiros cinco anos de presidência de Zuma foram marcados por vários escândalos, sendo o mais recente o das obras realizadas em sua residência privada em Nkandla (leste) às custas dos contribuintes. Acima de tudo, o chefe de Estado tem sangue em suas mãos desde que a polícia abriu fogo contra os grevistas da mina de Marikana (norte) em agosto de 2012 e matou 34 pessoas.
Os bairros mais pobres são regularmente palcos de distúrbios. Mas para muitos sul-africanos negros – 80% da população – o ANC continua a ser o partido que os livrou do apartheid.
O partido recuperou a imagem de seu mais ilustre militante, Nelson Mandela, que faleceu em dezembro. “Vamos seguir seus passos”, afirmam as páginas de publicidade. “Façam por Madiba, votam ANC”, pedem os cartazes.
Na oposição, a Aliança Democrática (DA) deve ganhar terreno, com pouco mais de 20% dos votos segundo as pesquisas. A imagem de “partido dos brancos” continua muito forte, mas a DA conseguiu unir outras minorias, índios e mestiços, e ataca o eleitorado negro com jovens líderes ambiciosos. “Exigimos mudança, menos corrupção, melhores serviços e mais emprego”, resume sua líder Helen Zille.
No outro lado do espectro político está o partido Combatentes pela Liberdade Econômica (FEP) do jovem populista Julius Malema. As pesquisas apontam para 4 a 5% das intenções de votos.
Reabrindo um debate que a reconciliação dos anos Mandela sufocou, Malema retomou o programa que defendeu quando esteve à frente da juventude do ANC, antes de ser expulso em 2012: a redistribuição da riqueza, nacionalização das minas e bancos e tomada das terras exploradas por agricultores brancos.
As urnas serão abertas na quarta-feira às 7h e fecharão às 21h (2h às 16h no horário de Brasília).
Agência France Presse e BBC

Senegal: Hasteamento da bandeira no Palácio - O Chefe de Estado congratulou-se com a nova consciência dos cidadãos.

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O Chefe de Estado Macky Sall reagiu calorosamente com a nova consciência dos cidadãos que se desenvolve por meio de ações para a proteção do meio ambiente, melhoria da qualidade de vida, a participação nas eleições, etc.

Foi durante a cerimônia mensal de hasteamento da bandeira, ontem, no Palácio da República. Macky Sall voltou para o primeiro festival de crianças organizado no último sábado. Para o Presidente da República, é um importante gesto de solidariedade, a inclusão social e a motivação de todas as crianças.

"Nós queríamos ampliar a excelência, mas sobretudo incentivar as crianças, todos os estratos sociais combinados, de todas as regiões ", disse o presidente Macky Sall. De acordo com o chefe de Estado, são as crianças de todos os estratos sociais, que foram recebidos no Palácio, a fim de incentivá-los a fazer mais em seus estudos. Ele enviou o seu incentivo para aqueles que não vieram para participarem na próxima vez. Além disso, o Chefe de Estado congratulou-se com a nova consciência dos cidadãos que se desenvolve através do interesse pelas questões públicas.

"Percebemos uma nova cidadania com as eleições, a vida, o meio ambiente", disse o Chefe de Estado.
Ele pediu que os senegaleses mantenham essa cidadania.

# lesoleil.sn

Nigéria: Mais meninas nigerianas sequestradas por supostos militantes do Boko Haram.

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Pressionando para a liberação de alunas desaparecidas da escola Chibok - um comício pela sociedade civil em Lagos em 5 de maio de 2014 FOTO | AFP.


Supostos militantes do Boko Haram seqüestraram mais oito meninas no nordeste da Nigéria.

O último seqüestro aconteceu na noite de domingo na aldeia de Warabe, no estado de Borno. As meninas sequestradas tinham entre 12 e 15 anos de idade.

Na segunda-feira, o líder do Boko Haram ameaçou " vender" mais de 230 meninas sequestradas de uma escola, também em Borno, no dia 14 de abril.

A insurgência islâmica por Boko Haram deixou milhares de mortos desde 2009.

A área em torno Warabe, o local dos mais recentes sequestros, é um reduto do movimento islâmico.

Os homens armados chegaram em dois caminhões e também apreenderam animais e alimentos da aldeia.

Comunicações são muito pobres na região, o que explica por que a notícia levou vários dias para ser divulgada.

A vila também está perto da floresta Sambisa, onde se calcula que o primeiro grupo de estudantes foi sequestrado.

Líder Abubakar Shekau Boko Haram divulgou um vídeo na segunda-feira, confirmando que seu grupo havia feito o sequestro.

Existe uma mobilização nacional e internacional contra o fracasso do governo nigeriano para encontrar as meninas.

Os EUA consideraram os seqüestros como uma " indignação " e disseram que estavam oferecendo a assistência ao governo nigeriano na tentativa de encontrar as meninas.

Boko Haram, que significa " a educação ocidental é proibida ", já atacou inúmeras instituições de ensino no norte da Nigéria.

# africareview

Curtas notícias pelo globo.

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Necessários seis biliões de dólares para construção de rede rodoviária que ligue todo o país







O estado moçambicano necessita de seis biliões de dólares para construir uma rede de estradas que consiga fazer a ligação entre todos os distritos do país.

A estimativa foi feita pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Banco Nacional de Investimentos (BNI), Adriano Maleiane. Segundo o responsável, citado pelo jornal O País, Moçambique não tem outra alternativa se não obter financiamento através de parcerias público-privadas.

O total do montante a investir para a construção de vias rodoviárias, dentro do cenário desejado, corresponde a 32 por cento do total de riqueza que se vai produzir no país este ano.

África do Sul realiza amanhã as primeiras eleições pós-Mandela

PRETÓRIA - O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, disse ontem estar confiante na vitória do seu partido, Congresso Nacional Africano (CNA, na sigla em inglês), nas eleições...


PRETÓRIA
presidente da África do Sul, Jacob Zuma, disse ontem estar confiante na vitória do seu partido, Congresso Nacional Africano (CNA, na sigla em inglês), nas eleições gerais de amanhã, as primeiras após a morte do líder Nelson Mandela.
# abola.pt

Eleições no Egito: Sissi garante que se chegar a presidente a “Irmandade Muçulmana acaba”

O principal favorito a vencer as eleições presidenciais no Egito garante que se chegar ao poder vai “acabar com a Irmandade Muçulmana”. Abdel Fattah al-Sissi, numa entrevista a dois canais privados de televisão acusou a Irmandade de incentivar a atuação de grupos terroristas no Sinai.
O ex-chefe militar garantiu que não é ele que quer acabar com a organização, já classificada como terrorista, mas “é o povo egípcio que não quer que a Irmandade exista”. al-Sissi garantiu que” isso foi demostrando quando o presidente Morsi foi derrubado do poder a 30 de junho do ano passado”.
O marechal responsável pela queda do antigo presidente Morsi disse ainda que, se for eleito, as forças armadas não vão ter qualquer participação na governação do país.
Esta entrevista foi vista com interesse por muitos egípcios. Um morador da capital do país garante que “todos adoram Al-Sissi porque ele é o salvador do Egito”. Outro residente explica que durante a revolução do Egito em 2011, “Hamdeen Sabahi, único adversário de Sissi e candidato da esquerda, era o favorito dos jovens. Mas agora querem alguém mais forte. Além disso, diz que o ex-chefe militar foi capaz de enfrentar o regime de Morsi e está a liderar o país neste período difícil em que a violência continua a existir.
As eleições presidenciais estão previstas para 26 e 27 de maio.
Recorde-se que depois da saída do poder de Morsi, mais de 1.400 pessoas foram mortas na repressão desde julho e cerca de 15 mil detidas.
O ex-presidente e a maior parte da direção política da Irmandade Muçulmana têm estado a ser julgados.
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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Rússia: EUA/UE e suas 'sanções apavorantes'.

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EUA/EU e suas 'sanções apavorantes'. 20267.jpeg

EUA/EU e suas 'sanções apavorantes' "Ninguém espanta porco-espinho, só com bunda pelada."[provérbio russo] 

  • A China já criticou fortemente, oficialmente, todas as sanções; disse que não servem para nada. Outras seis cidades no leste da Ucrânia rebelaram-se. Dmitryi Olegovich Rogozin, Embaixador Extraordinário Plenipotenciário e vice-primeiro ministro da Rússia, encarregado da indústria da Defesa, declarou que a Rússia responderá palavras, com palavras; e ações, com ações. Por exemplo, disse que, se os EUA tentarem causar dano à indústria aeroespacial russa, os russos podem mandar astronautas, eles mesmos, para a Estação Espacial Internacional. Oleg Tsarev, uma das figuras políticas mais populares do leste da Ucrânia abandonou oficialmente a corrida presidencial; disse que sua participação é impossível. 

  • Mikhail Dokin, figura destacada do Partido das Regiões, e amigo próximo do prefeito de Carcóvia Gennadi Kermes - que sofreu atentado à bala e está em estado crítico num hospital israelense, declarou que também está pensando em desistir da candidatura à presidência. Pilotos russos informaram que o sinal de GPS sobre a Ucrânia parece ter sido degradado pelos EUA. Os EUA fizeram o mesmo na Líbia, e durante o massacre de 8/8/08 em Ossétia. Por sorte, a constelação de satélites GLONASS operam em plena capacidade (24) e já assumiram todas as frequências.

  •  O secretário de Estado dos EUA John Kerry: "Hoje, que a Rússia tenta mudar a paisagem de segurança da Europa do Leste e Central, temos de deixar absolutamente claro para o Kremlin, que o território da OTAN é inviolável e nós defenderemos cada polegada dele." Em Kiev, o Setor Direita e os maidanistas estão brigando entre eles.Turchinov admite que essa operação falhou: "Gostaria de dizer francamente que no momento as estruturas de segurança não conseguem retomar rapidamente sob seu controle a situação nas regiões de Donetsk e Luhansk. O pessoal de segurança encarregado da proteção dos cidadãos está sem apoio. Mais que isso, algumas dessas unidades ou ajudam ou cooperam com os terroristas. 

  • Nossa tarefa é, antes de tudo, deter a disseminação da ameaça terrorista para todas as regiões da Carcóvia e Odessa." Foi anunciado pelas autoridades militares na Rússia, que dois recém-chegados participarão do desfile do próximo dia 9/5, "Dia da Vitória", em Moscou: uma unidade da Spetsnaz, com os novos uniformes à prova de bala e rifles com silenciador; e uma unidade de Infantaria Naval da Frota do Mar Negro que levará a bandeira da República Russa da Crimeia. 

  • Pode-se facilmente imaginar a fúria dos attachés da OTAN, convidados para assistir ao desfile (como são sempre convidados, anualmente). Boris Nemtsov, ativista neoliberal pró-EUA cometeu suicídio político, ao mostrar-se na TV da Junta de Kiev, e comparar Putin a Stálin. Não que tenha grande coisa a perder, dado que seu partido "Parnas" não descola do 1-dígito, nas pesquisas eleitorais. Nemtsov, Khodorkovsky, Kasparov e Navalnyi e alguns outros, já são, absolutamente, cadáveres políticos. No mesmo programa da TV da Junta de Kiev no qual falou Nemtsov, Iurii Lutsenko, conhecido nacionalista ucraniano, declarou, com ares de máxima seriedade, que "o código genético do povo ucraniano dá aos ucranianos a habilidade de viver longe de mentiras, mas o código genético de filhos de Gengis Khan os faz desejar viver em mentira e disseminar a sífilis patriótica".

Esse comentário sobre a 'genética' soou particularmente cômico, porque Lutsenko estava sentado ao lado de um judeu (Nemtsov), em programa de TV cujo apresentador é judeu (Savik Shuster) e está co-organizando a conferência que convidou Nemtsov a Kiev com outro famoso judeu (Khodorkovsky).  Fico pensando por que esses judeus, que são usualmente super sensíveis a questões "genéticas", mantiveram-se calados e sorridentes enquanto um nacionalista neonazista afirmava, a sério, que os genes asiáticos dos russos os tornariam menos capazes de resistir a mentiras de uma suposta "raça" ucraniana.
  • EUA e União Europeia adotaram mais sanções simbólicas contra a Rússia, que só ajudam numa direção: convencer os russos de que o ocidente não pode tomar e não tomará qualquer medida punitiva significativa contra a Rússia. Os EUA estão noticiando entusiasticamente que as sanções estão fazendo a Rússia sangrar horrivelmente, por efeito de uma fuga de capitais. Há uma certa saída de capitais, mas é capital especulativo, que, como aconteceu em 08/08/08, está sendo sacado por plutocratas ocidentais, em movimento para ser 'noticiado'; e rapidamente o dinheiro voltará para a Rússia. Até aqui não se vê qualquer sinal de desinvestimento, pela simples razão de que os plutocratas ocidentais não têm interesse algum em sofrer as consequências desse movimento.
Talvez eu já tenha escrito sobre ele, mas há um excelente ditado russo sobre ameaças vazias: "Ninguém espanta porco-espinho, só com bunda pelada."
É precisamente o que EUA e UE tentam fazer agora: querem espantar a Rússia com sanções que ferirão muito mais EUA e UE, que a Rússia. E não só isso. 
A simples noção de que impedir 15 ou 30 pessoas de viajar à Eurozona por seis meses abalaria a alma de gente que resistiu por 900 dias contra o cerco de Leningrado pelas forças alemãs (e que passou fome, frio, sede, sob raids aéreos diários da Luftwaffe) é risível.


A boa notícia é que Turchinov já admitiu que perdeu Lugansk e Donetsk Oblast [província], e que agora lhe resta impedir que os mesmos eventos atinjam outras partes da Ucrânia como asregiões de Odessa e Carcóvia [mapaemhttp: // www.ukrainetravel.co / images / REGIONS / ukrain_region.59.jpg Minha sensação pessoal é que a Carcóvia também já foi. Mas Odessa pode ser mais complicada. E a situação em Dnepropetrovsk é ainda mais complexa.
O que pode acontecer é uma desintegração da Ucrânia, em duas etapas. Na primeira etapa, as regiões de Lugansk, Donetsk e Carcóvia separam-se e formam sua própria república independente. Na sequência, uma relativa calmaria, as futuras eleições presidenciais (assumindo-se que venham a acontecer), a questão das aposentadorias, os preços sobem e o fim, completo, do fornecimento de gás russo à Ucrânia. Então, ao longo do verão e início do outono, o resto da Ucrânia explodirá em protestos sociais, que empurrarão regiões como Odessa ou Zaporozhie a romper, enquanto os oligarcas e neonazistas combatem uns contra os outros pelo controle de Kiev.  

Como fator mais poderoso, que afetará o processo de desintegração da Ucrânia, haverá o boom econômico da Crimeia. Se, ano passado, os ucranianos comparavam a prosperidade econômica dos russos e dos cidadãos da União Europeia, esse ano eles compararão a situação econômica na Ucrânia-da-Junta (que chamo de "Banderastão")  e a da Crimeia.
Quanto à República Popular de Donetsk, terá de se integrar á Rússia, mais cedo ou mais tarde, nem que seja por razões de segurança.
Daí que só reste rir, da mais recente ejaculação de conversa fiada, de Kerry. O que, exatamente, significa(ria) "nós temos de deixar absolutamente claro para o Kremlin, que o território da OTAN é inviolável e que defenderemos cada palmo dele"?! 
Será que Kerry acredita seriamente que alguém - qualquer pessoa, mas muito menos, ainda, os russos - acreditaria que os tanques russos estejam prestes a atacar a OTAN? E ainda falta(ria) explicar como, exatamente, a OTAN planeja lutar contra a Rússia, se a Rússia 'já ocupou os Estados Bálticos' (que a Rússia não quer e dos quais a Rússia não precisa)... 
Kerry está-se convertendo em bufão ridículo em tempo integral, que faz Hillary parecer racional.
Uma última coisa: Tenho ouvido que quase 70% dos norte-americanos não estão felizes com Obama nem com o modo como Obama está administrando a crise ucraniana; enquanto a popularidade de Putin não baixa dos 80% de aprovação.
Pode-se concluir que o povo russo e o povo dos EUA têm pontos de vista bem semelhantes. Azar, mesmo, da plutocracia parasitária que pôs no poder uma não entidade do quilate de Obama.
[assina] The Saker
# pravda.ru


Kerry termina visita a Angola com elogios a parceiro “muito importante”.

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O secretário de Estado dos EUA esteve reunido com o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, com quem debateu O papel de Angola na África Central. Fora da agenda de John Kerry ficou o movimento revolucionário.


O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, terminou esta segunda-feira (05.05) uma visita oficial de dois dias a Angola. Em Luanda, afirmou que o país é um parceiro "muito importante" para os Estados Unidos e elogiou Angola na “liderança e participação” nos esforços do continente para por fim aos conflitos em África.
As declarações foram feitas já depois de se ter reunido com o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, com quem debateu o reforço das relações bilaterais e o papel de Angola na África Central.
O papel de Angola na presidência rotativa da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos nos próximos dois anos e os interesses dos Estados Unidos no país são a principal razão que levam John Kerry a tecer amplos elogios a Angola na sua visita ao país.
“Um tema importante é a questão dos Grandes Lagos. Essa é a grande novidade”, afirma Paulo Gorjão, investigador do Instituto Português de Relações Internacionais e Segurança (IPRIS), que salienta o papel do país na região e lembra os “muitos elogios” que Angola tem recebido.
“Na República Democrática do Congo é conhecida há muitos anos o papel influente que Angola tem. E ligaria esta questão à própria candidatura de Angola a um dos lugares não permanentes do Conselho de Segurança da ONU”, para o biénio de 2015-2016, acrescenta o investigador.
“E Angola terá seguramente uma palavra a dizer nessa altura em matérias que dizem respeito a África”, defende Paulo Gorjão, lembrando que estes temas não desaparecerão da agenda até ao final deste ano.

Interesses económicos em foco

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, com o seu homólogo angolano, Georges Chikoti
Por outro lado, os interesses económicos bilaterais terão levado o líder norte-americano a viajar até Luanda para terminar a visita que o levou também à Etiópia, República Democrática do Congo e Sudão do Sul.
“Angola sempre teve em empresas norte-americanas parceiros, mesmo quando as relações entre o MPLA [Movimento Popular de Libertação de Angola] e os Estados Unidos eram inexistentes ou más”, lembra Paulo Gorjão.
Segundo o analista, nos últimos dez aos, as relações entre os dois países deram “um salto enorme do ponto de vista qualitativo” e essa é uma realidade que veio para ficar. “Durante muito tempo, essas relações económicas centraram-se muito na componente energética. Os Estados Unidos são um importador importante do petróleo angolano e essa realidade continuará, apesar de a própria realidade energética norte-americana estar a mudar”, observa.
Mas há ainda outros interesses. “Eventualmente poderá haver vendas de um ou dois aviões, eventualmente da Boeing a Angola. John Kerry traz um pacote financeiro para suportar o aprofundamento das relações bilaterais entre os dois países”, revela o investigador.

Direitos humanos não são prioridade
Apesar das críticas da Human Rights Watch, que apelou ao secretário de Estado norte-americano John Kerry para se preocupar com a "violação de direitos humanos", o líder norte-americano pouco se centrou na questão.
Segundo Paulo Gorjão, a questão não é olhada pelos Estados Unidos como uma prioridade. “Os países ocidentais têm por regra, uma opinião relativamente crítica – ou pelo menos um pouco crítica - relativamente a alguns aspectos de Angola na questão dos direitos humanos, mas o que é um facto é que, nomeadamente na Comissão de Direitos Humanos, Angola não é um recorrente violador de direitos humanos. E, portanto, essa questão tem sempre mais empolamento na sociedade civil e nos media do que propriamente no plano político”, explica.
O secretário de Estado norte-americano defendeu ainda que Angola está empenhada em melhorar o nível de vida dos angolanos. Algo que o investigador do IPRIS defende que é visível nos “investimentos maciços na área das infraestruturas um pouco por todo o Estado angolano”.
Desse ponto de vista, defende, parece “indiscutível que há desde o final da guerra civil há uma vontade de melhorar as condições, de fazer investimentos na área das infraestruturas. Por outro lado, explica, “evidentemente que esta realidade convive com uma realidade em que Angola tem elevados níveis de corrupção, com muito ainda para fazer, com queixas de natureza diversa”, explica.
Na visita a Luanda, o secretário de Estado norte-americano John Kerry salientou que o objetivo dos Estados Unidos não se circunscrevem aos negócios, mas também à construção de uma parceria para o futuro com o país e continente.
O político frisou que África é um continente em mudança, já que oito das dez economias que mais crescem no mundo estão neste continente.
“Vozes descontentes” fora da agenda

Pedrowski Teca (esq.), membro do "Movimento Revolucionário de Angola"
Após a sua chegada a Luanda, John Kerry manteve encontros com a comunidade empresarial norte-americana em Angola. Esteve reunido com seu homólogo angolano, Georges Chikoti, e com o ministro das Finanças, Armando Manuel. Foi também recebido pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.
Quem não teve oportunidade de falar com o chefe da diplomacia norte-americana foram os jovens membros do denominado movimento revolucionário.
Teca Pedrowski, um dos membros do movimento, contou à DW África que contactaram a Embaixada norte-americana para tentar marcar uma audiência com John Kerr, mas a resposta foi não, porque o secretário de Estado já tinha uma “agenda apertada”. “Isso demonstra que não há abertura, não há oportunidades para as vozes descontentes”, lamenta Teca Pedrowski.
Esta visita de Kerry enquadra-se numa ofensiva diplomática do executivo angolano. Recorde-se que na semana passada o chefe de Estado de Angola foi recebido em França, ao mais alto nível, assim como no Vaticano. Teca Pedrowski lamenta que as relações políticas se orientem cada vez mais por interesses económicos. Os Estados Unidos não constituem exceção.
“A história, desde a independência de Angola, em 1975, é sempre de interesses, económicos principalmente, não importando a situação dos direitos humanos, a transparência e a boa governação”, critica.
Liberdade reprimida
Várias organizações de defesa dos direitos humanos apelaram a Kerry no sentido de abordar em Angola problemas como a repressão da liberdade no país. Teca Pedrowski, porém, registou os apelos com algum ceticismo.

Interesses económicos bilaterais marcaram visita de John Kerry a Angola
“Acredito que possa tocar em alguns assuntos, mas são assuntos leves como a exigência de mais transparência, principalmente nas empresas petrolíferas, que devem divulgar os pagamentos feitos e as transacções económicas”, afirma o jovem revolucionário.
Por outro lado, duvida que John Kerry tenha abordado “o que é mais importante neste momento, que é tocar na longevidade no poder de José Eduardo dos Santos, que é um factor de corrupção no país e de má governação.”
No passado sábado (03.05) vários jovens foram temporariamente detidos pela polícia quando tentavam participar, na Praça da Independência, em Luanda, numa manifestação a favor da liberdade de imprensa. O problema foi no entanto rapidamente resolvido antes da chegada do secretário de Estado norte-americano.

# DW.DE



Espanha; O futebolista senegalês Pape Diop respondeu a crise de racismo com dança.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Le milieu de terrain sénégalais de Levante, Pape Diop (c).
O meio-campista, o senegalês, Pape Diop (c). © DR

Poucos dias após o caso do jogador Daniel Alves, um novo ato de racismo marcou o campeonato de futebol espanhol de domingo. Desta vez, foi o senegalês Pape Diop, que foi alvo de gritos de macaco. Ao qual ele respondeu ... com dança. 
Uma semana após atirarem uma banana no brasileiro Daniel Alves - que havia respondido comendo a banana, atraindo uma onda de apoio internacional - um novo incidente racista no domingo, 4 de maio manchou a imagem do futebol espanhol. Pape Diop, meio campo senegalês de Levante, foi vaiado com gritos de macaco por fãs do Atlético de Madrid. Ele respondeu esboçando alguns passos de dança. 


"Isso me afetou muito, reagiu Diop após o jogo. Que eu estava indo para marcar um canto e uma parte dos adeptos do Atlético começou a gritar macaco. Para neutralizar o caso, comecei a dançar, mas eu não insultei ninguém. Eu acho que é uma falta de respeito que ocorre em todos os campos, é uma provocação. Eu não sei se você pode chamar isso de racismo, mas devem para com os gritos de macaco. "

" Por 11 anos, é a mesma coisa "
Uma semana antes, com Daniel Alves disseram isso: " faz 11 anos que eu estou na Espanha, por 11 anos e é a mesma. " Longe da onda de indignação mundial sobre o incidente envolvendo o jogador brasileiro do FC Barcelona, o episódio, segundo Diop, à imprensa espanhola pouco fez para reagir  nesta segunda-feira. " A pequena dança de Diop, para os fãs do Atlético foi muito" até escreveu o El Mundo Deportivo, admitindo, por sua vez que " ... as presumíveis crises de racismo também... como não importa qualquer outro insulto. "
A filmagem do incidente mostrou vários fãs gesticulando cara de macaco para o meio-campista. Na primeira, o gesto de Diop, enquanto o " Atleti " perdeu por 2-0 e queimou um curinga na corrida pelo título, essa dança foi vista como uma provocação por parte de alguns jogadores de Madrid e a partida terminou com um abandono mais cedo de campo. Após a partida, uma delegação de jogadores do Atlético, no entanto, veio ao vestiário para se desculpar com a comunidade senegalesa.

Veja o vídeo: AQUI.

#( Com AFP)



Novo governo da Guiné-Bissau será formado até ao mês de Junho - Ramos-Horta.

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Valença - O representante das Nações Unidas na Guiné-Bissau, José Ramos-Horta, disse sábado que o novo governo guineense deverá estar formado até Junho, mês que "será histórico" para aquele país africano de língua oficial portuguesa.


"Se tinha alguma dúvida há seis meses, depois de muito diálogo, intensos contactos com todos os actores políticos e militares, estou convencido que em Junho teremos governo na Guiné-Bissau", afirmou hoje Ramos-Horta, de visita a Portugal.
Em causa está o resultado das eleições guineenses de 13 de Abril, que deram a maioria absoluta ao Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), liderado por Domingos Simões Pereira, para formar governo dois anos depois de um golpe de Estado.
O representante das Nações Unidas defende a necessidade de "compreensão" para com o primeiro-ministro eleito, dando-lhe "tempo" e "sem pressão de ninguém", para que possa constituir "o melhor governo" para o país.
O ex-primeiro-ministro timorense falava à margem da homenagem que lhe foi feita sábado pela Câmara de Valença, no norte de Portugal, recebendo a medalha do município pelo seu passado político e pela defesa da paz e reconciliação em Timor-Leste.
Além desta homenagem, Ramos-Horta reuniu-se naquela cidade com o secretário de Estado dosNegócios Estrangeiros e da Cooperação, Luís Campos Ferreira, apelando à intervenção da diplomacia portuguesa junto da comunidade internacional para desbloquear um apoio financeiro de "emergência" ao novo governo a formar por Domingos Simões Pereira.
"Há mecanismos de apoio previstos pela União Europeia para o próximo ano, mas o povo guineense não pode esperar até 2015. Precisamos de apoio de Junho até Dezembro deste ano. São algumas dezenas de milhões de dólares necessários para os próximos seis meses", explicou o representante das Nações Unidas.
Além do pagamento de salários a funcionários públicos, a aquisição de medicamentos, de equipamentos de saúde ou a importação de alimentos são áreas prioritárias, disse ainda.
"O povo guineense fez a sua parte, comportou-se (nas eleições) com exemplaridade, com grande civilidade, regressámos à ordem constitucional. Agora cabe à comunidade internacional cumprir com as suas promessas e obrigações, morais e éticas", apontou Ramos-Horta.
# portalangop



domingo, 4 de maio de 2014

Brasil aposta na Guiné-Bissau como nova vitrine internacional.

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Guineense deposita seu voto na urna na eleição presidencial de 2012 na Guiné-Bissau
À medida que o Brasil reduz gradualmente sua presença no Haiti, o governo brasileiro aposta na Guiné-Bissau como nova vitrine internacional do país.

Ex-colônia portuguesa de apenas 1,6 milhão de habitantes, a Guiné-Bissau sofreu cinco golpes desde sua independência, em 1974, e é um dos principais entrepostos da cocaína que sai da América do Sul rumo à Europa.

Em 40 anos, o país nunca teve uma transferência de poder legítima, de presidente eleito para presidente eleito.

O último golpe de Estado foi em 2012. Agora, os guineenses se preparam para voltar à democracia: votaram para presidente em abril, e o segundo turno ocorre em 18 de maio. Isso se os militares deixarem. As Forças Armadas periodicamente interrompem a ordem democrática.

É esse país difícil que o Brasil abraça como seu projeto de reconstrução de nações fracassadas, pós-Haiti.

À frente da empreitada está o ex-chanceler Antonio Patriota, representante do Brasil na ONU, que preside a Comissão de Construção de Paz do organismo. "Após as eleições, temos uma agenda de modernização do setor de segurança que inclui desde cuidar da aposentadoria dos militares até modernizar as Forças Armadas", disse à Folha.

Outro plano é trabalhar com a diversificação da produção no país –mais de 50% das pessoas dependem da castanha de caju. "Os recursos necessários são modestos, por isso a Guiné-Bissau tem tudo para ser um exemplo bem-sucedido de reconstrução pós-conflito", diz.

"Trata-se de um país que pode entrar no rumo com recursos reduzidos, e o Brasil pode cumprir essa função", ecoa Pedro Cardoso, chefe da divisão de África 2 do Itamaraty. "É uma vitrine para nosso trabalho de cooperação internacional."

Mas trata-se de uma aposta arriscada. "Muitos outros já tentaram transformar a Guiné-Bissau e não conseguiram", pondera Adriana Abdenur, professora de relações internacionais da PUC do Rio, que estuda a atuação brasileira na África.

Depois do golpe de 2012, a situação ficou ainda pior. Toda a ajuda externa (que chega a 40% do Orçamento do país) foi suspensa.

No ano do golpe, o PIB do país encolheu 1,5%; em 2013, cresceu só 0,3%. Isso em um país que tem renda per capita de US$ 524 e está em 176º no Índice de Desenvolvimento Humano (entre 186 países).

Os ministérios mal conseguem pagar os salários dos funcionários. A agência de combate às drogas não tem dinheiro para pôr gasolina nos poucos veículos que tem.

"Até agora, os programas do Brasil tiveram pouco impacto para melhorar as instituições do país, e não é culpa do Brasil –trata-se de uma missão impossível", diz uma fonte que acompanha de perto a situação.

A ação do Brasil vai da formação de diplomatas até combate ao HIV, processamento de caju e diversificação de culturas. Mas as ações sofrem com a instabilidade.

No final de 2011, o Brasil abriu um centro para formar forças de segurança. Em caráter experimental, treinou três grupos de policiais. Mas logo veio o golpe de 2012, e o centro foi desativado. Neste ano, foi cedido à ONU.

O país investiu na Guiné-Bissau US$ 7 milhões pela Agência Brasileira de Cooperação desde 2002 e ao menos mais US$ 10 milhões em outros tipos de cooperação. E o Ministério de Defesa deve assumir papel maior na modernização das forças do país.

A própria Comissão de Construção de Paz das Nações Unidas é vista pelo Brasil como projeto importante.

Ela foi criada em 2005, fruto da pressão de países emergentes por reformas na ONU.

Patriota compara: "O Conselho de Segurança é como se fosse a UTI –é acionado para remediar uma emergência", diz. Já a comissão seria um centro de reabilitação para os países que saem da UTI.

Para Issac Murargy, secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, a fase pós-eleitoral na Guiné-Bissau será determinante.

"Eles precisam de uma grande injeção de recursos internacionais", disse à Folha.

Isso depende, em parte, da capacidade de mobilização da comissão de paz. "Além disso, o narcotráfico continua muito presente."

O ex-comandante da Marinha do país José Américo Bubo Na Tchuto foi preso em alto-mar por agentes dos EUA em abril de 2013, por tráfico de drogas.

O comandante das Forças Armadas, general Antonio Injai, patrocinador do golpe de 2012, é acusado de tráfico de drogas e armas.

O Brasil se prepara para retomar os programas de ajuda assim que houver um governo formado. No primeiro turno, José Mário Vaz, do principal partido, o PAIGC, ganhou com 41% dos votos e disputa o segundo turno com Nuno Nabiam, que teve 25%.

O medo é a história se repetir: Nabiam é o candidato apoiado pelos militares. 



# folha.com.br





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