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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Caos na Líbia é culpa de Kadafi.

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Para não ser surpreendido por golpe, líder líbio enfraqueceu demais as Forças Armadas.

A Líbia parece correr o risco de descambar para a guerra civil com as piores manifestações de violência desde a derrubada de Muamar Kadafi. Homens armados leais ao general da reserva Khalifa Haftar invadiram o Parlamento do país em Trípoli, no domingo, e intensos tiroteios ocorreram em Benghazi durante o fim de semana. A milícia de Haftar combatia grupos islâmicos, incluindo o Ansar al-Sharia, ao qual se atribui o ataque em 11 de setembro de 2012 ao consulado americano.

O estado atual de coisas ou prenuncia um golpe militar de Haftar ou não passa de uma luta entre milícias rivais, dependendo de como se observem os fatos. Este não é o primeiro "quase golpe" que o país enfrenta nos últimos meses e Haftar não é o único ex-comandante militar mercenário no país com sua própria milícia.
Diferentemente de alguns de seus colegas ditadores, Kadafi nunca construiu um setor militar forte na Líbia. Por isso, agora que ele se foi, não há uma força militar central poderosa no país. Como disse à TV Al-Jazira Claudia Gazzini, do International Crisis Group, há um forte contraste entre a Líbia e o vizinho Egito, onde a estrutura de liderança militar permaneceu intacta e parece estar prestes a instalar um novo homem forte no poder.
"O problema é que na Líbia não se tem um segmento militar como o egípcio. Tem-se um cenário político e de segurança fragmentado, o que é uma receita para conflitos intermináveis sem resultados conclusivos."
Como escreveu Robert Haddick, do Small Wars Journal, em 2011, o Exército de Kadafi provavelmente era fraco de propósito. O dirigente líbio sempre teve mais receio de golpes e sublevações internas do que de ameaças internacionais. Para fins de segurança, ele preferiu se apoiar em instituições como a Brigada Khamis, uma "guarda pretoriana" treinada para operações especiais sob o comando de seu filho.
Combinação. Um relatório do Center for Strategic and International Studies, de 2010, descreveu o estado "militarmente absurdo" das Forças Armadas do país. "A Líbia investiu em equipamento e instalações em vez de fazê-lo num sólido potencial humano, em infraestrutura e numa base de apoio. Seus recrutas e 'voluntários' mal treinados sofreram uma derrota decisiva no Chade nas mãos de forças chadianas levemente armadas. Depois disso, suas forças declinaram em qualidade."
A análise fala ainda da compra de armas. "A compra de equipamento militar da Líbia tem sido caótica. Durante a Guerra Fria e o período anterior, a Líbia foi submetida a sanções da ONU e suas compras de armas envolveram desperdícios incríveis e gastos exagerados em equipamentos. Eles eram feitos sem a preocupação de preparar o material humano e as forças de apoio adequadas, além de não refletir um conceito claro de desenvolvimento de força ou armas combinadas. Por piores que sejam as forças militares da Líbia, nenhum país poderia ignorar o vasto arsenal acumulado de equipamentos militares, embora os laços com seus vizinhos sejam mais quentes do que no passado."
"A Líbia precisa manter parados muitos de seus aviões e mais de mil tanques. Suas outras compras de equipamento para o Exército precisam de mais pessoal que seu pequeno Exército na ativa e seus reservistas de baixa qualidade podem oferecer. A relação geral de armas por pessoa no país é militarmente absurda e a Líbia reforçou seus problemas adquirindo uma ampla diversidade de tipos de equipamentos, o que torna quase impossível criar uma base de apoio e treinamento eficazes."
O que a paranoia de Kadafi criou, basicamente, foi um país com uma força militar central desorganizada e subdesenvolvida, carregada de uma quantidade enorme de armamentos pesados. Em outras palavras, tão logo surgiu um vácuo de poder, estava a postos uma combinação perfeita para a violência e o caos. / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK
É JORNALISTA
# estadao.com.br

Reconciliação Marfinense: 150 prisioneiros pro-Gbagbo serão libertados " dentro das próximas horas ".

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Laurent Gbagbo, ancien président ivoirien.
Laurent Gbagbo, ex-presidente marfinense

Cerca de 150 prisioneiros pró-Gbagbo devem ser libertados nesta quinta-feira à tarde. O anúncio foi feito ao meio-dia por Pascal Affi N'Guessan, presidente do FPI, após a retomada das negociações com o governo.

" Cento e cinquenta prisioneiros pró-Gbagbo serão libertados nas próximas horas ", disse Pascal Affi N'Guessan, líder do principal partido da oposição, a Frente Popular Marfinense (FPI ), ao sair de uma reunião com uma delegação governamental, nesta quinta-feira, 22 de maio, a primeira oficial depois de junho de 2013. Essas 150 pessoas devem ser postas em liberdade provisoria nesse dia.

A (FPI ) tinha avançado uma lista de 700 nomes de pessoas que foram, segundo ele, presos durante a crise pós-eleitoral de 2010-2011. Após pesquisa na administração penitenciária, o governo reconheceu o encarceramento de 200 presos e decidiu libertar, portanto, 150.

Estas libertações ocorrem após o descongelamento de cinqüenta contas bancárias de pessoas próximas a Laurent Gbagbo, anunciou quarta- feira, 21 de maio, a justiça marfinense, das quais, de Gilbert Marie Ake N'Gbo seu último primeiro-ministro. De acordo com um comunicado do Ministério Público, apoiado pela Agência de Imprensa Africana (APA), o promotor de Plateau-Abidjan, Christophe Richard Adu, tem, de facto, realizado o " descongelamento no banco de contas de cinqüenta indivíduos cujas contas tinham sido congeladas após a crise pós-eleitoral. "

" A acusação continua a analisar os pedidos apresentados ( ... ) Outras diligências poderão ser incessantemente feitas em breve", acrescentou o comunicado. Cerca de 43 contas tinham sido descongeladas no início de abril.

Reconciliação à vista
Cerca de 300 pessoas tinham visto suas contas serem congeladas subsequentemente após a crise pós-eleitoral, de acordo com a Frente Popular Marfinense (FPI ), a confiscação de bens e de casas de militantes da oposição " e " o congelamento de bens e contas bancárias " de seus líderes dificultam o processo de reconciliação.

" Gbagbo e amigos, uma nova associação para o ex-presidente da Costa do Marfim "
Nos últimos meses, as autoridades de Abidjan intensificaram os esforços para acalmar a tensão que foi levantada com um entalhe após o lançamento da operação de recenseamento geral da população e habitação ( GPHS ), em 17 março e após cinco dias, o ex-líder pró-Gbagbo, Charles Ble Goude foi entregue a TPI.

Retomada do diálogo entre FPI e oposição
Esta medida vem depois que o governo e a Frente Popular Marfinense (FPI ), retomaram nesta quinta-feira, 22 de maio, o diálogo político interrompido há quase um ano. O Presidente da FPI, Pascal Affi N'Guessan, anunciou nesta quinta-feira que o seu partido está " totalmente empenhado " no processo.

" A FPI retorna à mesa de negociações "
"Viemos para responder a este convite para mostrar a nossa disponibilidade constante para participar do diálogo político. Estamos totalmente comprometidos com este caminho, porque é por isso que a Costa do Marfim pode superar suas dificuldades ", ele disse.

# jeuneafrique.com

Nigéria: “Pensei: vão-nos matar a todas”, diz menina que fugiu ao Boko Haram.

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Uma rapariga que conseguiu escapar ao cativeiro do grupo radical, no nordeste da Nigéria, critica a polícia e os professores por não terem feito mais para impedir o rapto de quase 300 colegas em meados de abril.


Esthér (nome fictício) foi uma das vítimas do ataque do grupo radical islâmico Boko Haram contra uma escola na cidade de Chibok, no nordeste da Nigéria. A 14 de abril, membros do grupo raptaram quase 300 meninas e levaram-nas para lugar incerto.
"Quando fui sequestrada, pensei: isto é o fim da minha vida. Vão-nos matar a todas! Só conseguia pensar nisso", diz. Esthér.
"Quando fui sequestrada, pensei: isto é o fim da minha vida"
Mas a jovem conseguiu fugir. Escapou para a floresta num momento de distração dos guardas do Boko Haram. Depois voltou para o colo da família. Mas o trauma é grande e a família não recebeu qualquer apoio das autoridades. "Não consigo dormir, pois estou constantemente a pensar nos malfeitores", conta.
Professores acusados
223 colegas de Esthér estão ainda em cativeiro, em parte incerta. O Boko Haram ameaçou vender as raparigas. As autoridades nigerianas continuam a procurá-las, agora com a ajuda dos Estados Unidos da América, Reino Unido e França.
Na escola em Chibok havia guardas para proteger as meninas, mas eles não conseguiram impedir o seu sequestro. Esthér responsabiliza-os pelo que aconteceu. E responsabiliza também os professores. O diretor-adjunto terá mesmo trancado as portas do estabelecimento de ensino quando chegaram os homens armados do grupo radical.
"Os professores fugiram todos e deixaram-nos abandonadas na escola", diz a jovem em entrevista à DW África.
Sentimento de impotência
Os pais de Esthér não entendem como isso pôde acontecer. Ainda há muitas perguntas por responder. O pai de uma rapariga que está há mais de um mês nas mãos do Boko Haram queixa-se da falta de apoio do Governo nigeriano às famílias afetadas.
"O que sabemos é através da comunicação social. Ninguém do Governo nos abordou, ninguém nos forneceu qualquer informação sobre as nossas filhas", diz.
Os pais das rapatigas dizem ter perdido a confiança no Governo nigeriano. Sentem-se impotentes. Por isso, esperam que alguém os ouça fora da Nigéria. Acreditam que só com apoio internacional poderão encontrar as suas filhas.
Indignação internacional: manifestantes em Paris pedem "tragam as nossas meninas de volta!"

# DW.DE

Vídeo de faíscas frescas sobre a especulação sobre a saúde de Mugabe.

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Presidente do Zimbabué Robert Mugabe. Arquivo | NATION MEDIA GROUP
Um vídeo sobre Robert Mugabe posto a circular no Zimbabwe  teria sido feito no hospital top de Cingapura e gerou especulações recentes sobre a saúde do presidente de 90 anos.
Presidente Mugabe deixou o país na quarta-feira da semana passada para um " check-up de rotina no olho " e que tinha sido obrigado a esperar passar cinco dias no Extremo Oriente.No entanto, na quarta-feira desta semana, ele perdeu o enterro de um general da cúpula do exército que foi declarado um herói nacional e de seu partido Zanu-PF o que adiou uma reunião do seu órgão de decisão superior que ele preside.

O Canal 4 britânico publicou em seu site o vídeo do Presidente Mugabe ao entrar no Parkway Hospital Gleneagles acompanhado de sua esposa Grace.

No clipe, a primeira-dama tenta protestar contra as filmagens de seu marido, que é visto andando com um ligeiro coxear.

Channel 4 diz que Gleneagles Hospital tem um centro de câncer de renome e também tem uma seção que trata de catarata.

O Presidente Mugabe fez operações para remover a catarata em seus olhos, mas ele rejeitou rumores persistentes de que ele tinha câncer de próstata.

Seu porta-voz George Charamba na quinta-feira se recusou a comentar sobre o vídeo.

" Eu não trabalho para o Channel 4 e você quer que eu comente sobre isso ", disse a um jornal local.

Em voz baixa

"Eu não digo que o Presidente está a chegar, uma vez que está em nosso comunicado de imprensa inicial, que foi emitido quando ele viajou para fora do país na semana passada. "

O Presidente Mugabe está no poder desde 1980.

Em fevereiro, ele disse ao seu partido para parar de discutir sua sucessão, e disse ao partido que promove partidarismo.

Ele também alertou aqueles identificados como líderes de facções que corriam o risco de serem expulsos do seu partido Zanu-PF.

O Presidente Mugabe, o mais longo líder servindo em África, prometeu esmagar impiedosamente os adversários de seu partido que vai seguir em frente.

Sucessão do governante veterano tem sido discutido em voz baixa ao longo de décadas e ele tem sublinhado repetidamente que ele não estava pensando em aposentadoria.

No entanto, a portas fechadas, seus seguidores se preocupam que seus problemas de saúde que podem não deixá-lo terminar o seu mandato, que termina em 2018.

Há duas facções no governo Zanu-PF que estariam de olho na sua sucessão.

Zanu-PF vai realizar um congresso eletivo em dezembro, mas é quase que improvável que o presidente Mugabe será desafiado.
# africareview.com

Guiné-Bissau/eleições: Cenário é positivo no país após escrutínio – Investigador.

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O atual cenário na Guiné-Bissau é positivo após a realização das eleições legislativas e presidenciais e vários fatores contribuíram para esta situação de normalidade e estabilidade política, disse hoje um investigador do Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF).
“Eu creio que, pela primeira vez, em muito tempo, o cenário na Guiné-Bissau é positivo”, disse à agência Lusa Fernando Jorge Cardoso.
“O facto relevante dos resultados da segunda volta das eleições presidenciais na Guiné-Bissau é o comunicado emitido pelo chefe do Estado-Maior das forças armadas, o general António Indjai, a dizer que aceita os resultados das urnas”, acrescentou o investigador.
Para Fernando Jorge Cardoso, a posição tomada por Indjai confirma que os resultados das eleições “inauguram uma situação de estabilização da situação política na Guiné-Bissau” e espera-se ainda melhorias “na situação geral do país”.
A Guiné-Bissau – depois do golpe de Estado militar de abril de 2012, liderado por Indjai, e a composição de um governo de transição – realizou eleições legislativas e presidenciais a 13 de abril.
A segunda volta das presidenciais foi realizada no passado domingo e o vencedor, anunciado na terça-feira pela Comissão Nacional de Eleições, foi o candidato do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), José Mário Vaz.
No início de maio, o embaixador dos Estados Unidos para o Senegal e Guiné-Bissau, Lewis Lukens, pediu ao líder das forças armadas guineenses, general António Indjai, que os militares não voltassem a interferir na ordem constitucional do país.
Segundo o investigador, este encontro serviu como “recado” da Administração norte-americana para o general Indjai “ficar quieto, não tentar nenhuma ação de natureza militar” que pudesse desestabilizar a situação do país.
Um antigo chefe da marinha guineense, Bubo Na Tchuto, foi preso em 2013 pelos Estados Unidos por tráfico de drogas. António Indjai também é acusado pela justiça norte-americana de estar envolvido em tráfico de droga, que teria a Europa e Estados Unidos como destino.
“Na verdade, a estabilização da Guiné-Bissau interessa, nesta altura, a um conjunto muito vasto de atores externos, para além dos próprios guineenses”, sublinhou o investigador.
Para o investigador, a estabilização política na Guiné-Bissau interessa à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), porque o grupo africano quer provar que sua intervenção (com um contingente armado) na Guiné-Bissau, depois do golpe militar de abril de 2012, foi um sucesso.
Também interessa, de acordo com Cardoso, à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), pois os candidatos vencedores do PAIGC nas eleições têm uma linha de pensamento positivo relativo ao reforço dos laços com o bloco lusófono e, também, com Portugal.
“Apesar das fricções entre a CEDEAO (que aceitou o governo de transição em Bissau depois do golpe militar) e a CPLP (que não aceitou o governo de transição), as duas organizações estão de acordo em que estas eleições têm de ser respeitadas e o país tem de voltar a normalidade”, referiu.
Para o investigador do IMVF, tudo se conjuga para que haja “uma situação de acalmia, de normalidade no relacionamento da Guiné-Bissau com o mundo”.
“Desde logo, com a União Europeia, com o retomar das ações de financiamento e de apoio dos países europeus e da Comissão Europeia para o desenvolvimento do país e, particularmente, para a estabilização e a continuação do esforço que estava a ser feito para a reforma do setor de segurança”, acrescentou. 
#rtp.pt


quarta-feira, 21 de maio de 2014

Esta "gestante" aguarda o seu 17º filho.

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Na Inglaterra, a mãe da família mais numerosa do país aguarda o seu 17º filho. Ela compartilha sua gravidez com sua filha de 20 anos, que também está grávida.

A mais numerosa família da Inglaterra vai se expandir. Aos 39 anos, Sue Radford está grávida de seu 17º filho, relata o Daily Mail. Ela contraiu sua gravidez em março, um " acontecimento feliz ", que ocorre depois de uma falsa gravidez no final de 2013.

Esta mãe de nove filho e sete filhas saúda a chegada de uma nova criança na família. Especialmente quando ela irá compartilhar esta nova gravidez com sua filha mais velha com 20 anos. Esta última espera, com efeito, o seu segundo filho.

Ambas as mulheres devem dar à luz em novembro e dezembro, com cinco semanas de intervalo.

Uma 18ª gravidez  plausível

O pai, Noel Radford, também está animado com a chegada da 17ª criança.

A família é proprietária de uma padaria, na pequena cidade de Morecambe noroeste do país. É totalmente auto-suficiente, apesar de um consumo impressionante diário: 3 fatias de pão, duas caixas de cereais, 18 garrafas de leite ...

O 17º filho da família Radford poderá ainda não ser o último. Questionado sobre uma possível gravidez , a 18ª, Sue Radford disse: " Nunca diga jamais ".

# seneweb.com

PR de Cabo Verde saúda eleição de José Mário Vaz na Guiné Bissau.

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O chefe de Estado de Cabo Verde saudou hoje o presidente eleito da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, defendendo que, com o fim do processo eleitoral, o "país irmão" inaugura "uma nova fase", balizada pelo reforço da democracia.
António Amaral/LUSA

Cidade da Praia, 21 maio (Lusa) - O chefe de Estado de Cabo Verde saudou hoje o presidente eleito da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, defendendo que, com o fim do processo eleitoral, o "país irmão" inaugura "uma nova fase", balizada pelo reforço da democracia.

Num comunicado da Presidência cabo-verdiana, Jorge Carlos Fonseca salientou o caráter "livre e democrático" da segunda voltas das eleições presidenciais guineenses de domingo, em que, segundo os resultados provisórios, José Mário Vaz, apoiado pelo Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAIGC), obteve 61,9% dos votos
"Firmemente esperançado em que o povo da Guiné-Bissau acaba de inaugurar uma nova fase da sua vida, desejo que ela seja balizada pelo reforço da democracia, do Estado de Direito e do desenvolvimento", afirmou.

Jorge Carlos Fonseca reafirmou o "firme propósito" de trabalhar para o estreitamento das relações de amizade, de entendimento e de cooperação que existem entre os dois países e povos e para a estabilidade e progresso político, económico, social e cultural na sub-região oeste-africana.

José Mário Vaz, candidato apoiado pelo PAIGC, vencedor das eleições legislativas de 13 de abril, derrotou o independente Nuno Nabian, suportado pelo Partido da Renovação Social (PRS), que recolheu 38,1% dos votos.

# JSD // APN

GUINÉ-BISSAU: Depois do Parlamento PAIGC ganha a presidência.

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JOSÉ Mário Vaz venceu as eleições presidenciais na Guiné-Bissau, de acordo com os resultados provisórios anunciados ontem por Augusto Mendes, presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE).
Mário Vaz, apoiado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), obteve 61,9 por cento dos votos na segunda volta das eleições presidenciais, realizada no domingo, enquanto o candidato Nuno Nabian recolheu 38,1 por cento.
O PAIGC já tinha conquistado a maioria absoluta nas eleições legislativas de 13 de Abril (mesma data da primeira volta das presidenciais) e consegue agora eleger o Presidente.
Na contagem total, Vaz conseguiu 364.394 votos contra 224.089 de Nuno Nabian, candidato independente apoiado pelo Partido da Renovação Social (PRS), principal força da oposição, e conotado com os militares autores do golpe de Estado de 2012.
O Presidente eleito venceu em 22 dos 29 círculos eleitorais da Guiné-Bissau.
A nível regional, Nabian venceu nas regiões de Tombali (sul) e Oio (centro), enquanto Vaz venceu nas restantes sete (Bissau, Quinara, Biombo, Bolama, Bafatá, Gabú e Cacheu) e também na diáspora.
A abstenção subiu em comparação com a primeira volta das presidenciais, de 10,71 por cento para 21,79.
AVALIAÇÃO DOS OBSERVADORES
As eleições de domingo, que complementam as realizadas a 13 de Abril, põem fim ao período de transição que sucedeu ao golpe de Estado militar de 12 de Abril de 2012.
Várias organizações internacionais já vieram a terreiro congratular a conclusão com sucesso do processo eleitoral.
As missões de observação eleitoral da União Africana (UA), da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), da União Económica e Monetária do Oeste Africana (UEMOA) e da União Europeia (UE) consideraram que a segunda volta das presidenciais de domingo decorreu num clima de “liberdade, transparência e credibilidade”.
Para o antigo presidente de Moçambique, Joaquim Chissano, que chefia a missão da UA, “o sucesso destas eleições não deve unicamente ser avaliado em relação às disposições tomadas” para a votação, o processo deve ser visto como sendo “um virar de página” na Guiné-Bissau.
A organização africana considere que o povo guineense quis demonstrar a vontade de acabar com a instabilidade e a incerteza política dos últimos anos.
“Pelos esforços envidados até ao presente para abrir um novo capítulo da sua história”, a Guiné-Bissau “deve ser encorajada e acompanhada” pela comunidade internacional, considerou ainda Joaquim Chissano.
jornalnoticias.co.mz

terça-feira, 20 de maio de 2014

Jeune Afrique: José Mário Vaz eleito Presidente da Guiné-Bissau com 61,90% dos votos.

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Jose Mario Vaz, lors d'un meeting de campagne le vendredi 11 avril 2014.
Jose Mario Vaz, durante um comício de campanha, sexta-feira, 11 abril de 2014. © Reuters

José Mario Vaz, candidato do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde ( PAIGC ), foi eleito Presidente da Guiné-Bissau nesta terça-feira. Ele ganhou com 61,90% dos votos contra o seu adversário Nuno Gomes Nabiam, candidato apoiado pelo exército.

José Mario Vaz, de 57 anos, candidato do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde ( PAIGC ) venceu nesta terça-feira, 20 de maio, as eleições presidenciais na Guiné- Bissau.

De acordo com os resultados da Comissão Nacional Eleitoral ( CNE), ele conquistou 61,90% dos votos face a Nuno Gomes Nabiam, de 51 anos, candidato independente, mas sabe-se que ele é apoiado pelas chefias militares, ele obteve 38,10% dos votos.

As eleições presidenciais e parlamentares se destinam a permitir a condução da estabilidade na Guiné-Bissau, após dois anos de um golpe militar em 12 de abril de 2012, que derrubou o regime do PAIGC entre os dois turnos da eleição presidencial daquele ano.

78,10 % de participação no segundo turno
O comparecimento às urnas foi de 78,10% na segunda rodada realizada no último domingo, contra 89,29 % no primeiro turno realizado em 13 de abril, ao mesmo tempo que as legislativas. Ambos os candidatos têm 48 horas para fazer reivindicações para a Suprema Corte, que, em seguida, anunciará os resultados finais.

Quase 800 mil eleitores foram chamados a escolher entre José Mario Vaz, disse Jomav, ex-ministro das Finanças, e Nuno Gomes Nabiam, que foi apoiado pelo Partido da Renovação Social (PRS segunda formação política do país). A instabilidade política e a pobreza por anos facilitou o estabelecimento no país de traficantes de drogas com suposta cumplicidade de altos oficiais militares.

( Com AFP)

"Jomav" vence as presidenciais na Guiné-Bissau e Nabiam quer impugnar os resultados.

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De acordo com os resultados provisórios anunciados por Augusto Mendes, presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), José Mário Vaz, venceu as eleições presidenciais na Guiné-Bissau.

                        Candidato José Mário Vaz

José Mário Vaz, apoiado pelo Partido Africano da Independência da Guiné-Bissau
e Cabo Verde (PAIGC), obteve 61,9 por cento dos votos na segunda volta das eleições presidenciais, realizada no domingo (18.05), enquanto o candidato Nuno Nabiam recolheu 38,1 por cento.
Domingos Simões Pereira, Primeiro ministro indigitado da Guiné-Bissau
Recorde-se que o PAIGC já tinha conquistado a maioria absoluta nas eleições legislativas de 13 de abril e consegue agora eleger um Presidente.
José Mário Vaz, venceu em 22 dos 29 círculos eleitorais da Guiné-Bissau.
"Jomav" promete um novo rumo para o país
Em declarações a imprensa José Mário Vaz já prometeu uma nova Guiné a partir de agora. "Quero dizer aos guineense que chegou o momento para voltarmos a página. A Guiné-Bissau vai conhecer novos rumos e portanto vamos trabalhar para o bem estar do nosso povo e da nossa terra".

Nuno Nabiam anunciou que vai impugnar os resultados
Augusto Mendes, Presidente da CNE
Por seu turno, o candidato derrotado, Nuno Gomes Nabiam, diz que pelas contas que fez é na verdade ele o grande vencedor dessas eleições, pelo que nas próximas horas tomará uma decisão pública se aceita ou não os resultados da CNE. "Os resultados divulgados não estão em conformidade com os nossos. Penso que venci essas eleições, mas iremos falar sobre estes resultados mais tarde". Entretanto, segundo a agência de notícias LUSA, a direção da campanha de Nuno Nabiam anunciou que vai impugnar os resultados anunciados pela CNE.

Com esta posição de Nuno Nabiam, aumentou ainda mais o clima de tensão político-militar que desde dias se vive no país. Mas, Ramos-Horta, representante da ONU, tem garantias dos militares de que não vão intervir no processo. "As chefias militares comprometeram-se a manter a segurança sobretudo dos apoiantes dos candidatos".
José Ramos-Horta

UA pede suspensão das sanções contra a Guiné-Bissau

A União africana (UA), afirma que com a publicação dos resultados está agora aberta a possibilidade de serem levantadas as sanções impostas à Guiné-Bissau aquando do golpe militar de 2012. Para Ovídio Pequeno, da UA, "estamos num processo e estou convencido que o Conselho da Paz e Segurança da UA tomará nota deste proccesso. Aguardamos a tomada de posse dos novos dirigentes e a partir daí iremos falar sobre o levantamento das sanções".

Também, Joaquim Ducai, Chefe da delegação da União Europeia, abre uma nova janela para o país no seio dos 27. "Nunca abandonamos o povo da Guiné-Bissau e vamos continuar a apoiá-lo", concluiu.

Na contagem total, Vaz conseguiu 364.394 votos contra 224.089 para Nabiam, candidato independente apoiado pelo Partido da Renovação Social (PRS), principal força da oposição, e conotado com os militares autores do golpe de Estado de 2012.

A nível regional, Nabiam venceu nas regiões de Tombali (sul) e Oio (centro), enquanto Vaz venceu nas restantes sete (Bissau, Quinara, Biombo, Bolama, Bafatá, Gabú e Cacheu) e também na diáspora.
A abstenção subiu em comparação com a primeira volta das presidenciais: de 10,71 por cento para 21,79 por cento.
José Mário Vaz (esq.) e Nuno Nabiam, vencido e vencedor das eleições presidenciais na Guiné-Bissau

CS da ONU saúda "conclusão bem sucedida"

Os membros do Conselho de Segurança (CS) da ONU saudaram a conclusão bem-sucedida da segunda volta das eleições Presidenciais na Guiné-Bissau, realizada no domingo (18.05), divulgou o Escritório Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau(UNIOGBIS).
De acordo com a nota, os membros do Conselho de Segurança da ONU foram informados sobre a situação política na Guiné-Bissau, na segunda-feira à noite (19.05), pelo representante especial do secretário-geral da ONU para a Guiné-Bissau José Ramos-Horta, e o presidente da Comissão de Configuração da Guiné-Bissau para Construção da Paz, embaixador António de Aguiar Patriota.
O Conselho de Segurança também expressou a sua gratidão pelas contribuições da União Africana (UA), da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), da Nigéria, de Timor-Leste e aos doadores do fundo gerido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em particular a União Europeia (UE).

ONU aplaude o povo guineense pela boa participação no pleito

Os membros do Conselho de Segurança, segundo a nota, exortam às autoridades de transição a cumprirem o seu compromisso, com a conclusão do processo de transição e aplaudiram o povo da Guiné-Bissau, que participaram na eleição em números recordes.
"Apelaram a todas as partes para respeitarem o resultado eleitoral como expressão da vontade democrática do povo da Guiné-Bissau e também exortaram os partidos políticos a resolverem pacificamente quaisquer possíveis reclamações resultantes das eleições, usando as vias apropriados", referiu ainda o documento.
Os membros do Conselho de Segurança pediram ainda "aos serviços de segurança para respeitarem a ordem constitucional, incluindo os resultados das eleições, e reiteram o pedido ao setor de segurança para se submeter totalmente ao poder civil". 
Ovídio Pequeno, representante da UA
O Conselho de Segurança apelou à comunidade internacional para continuar a apoiar os esforços da Guiné- Bissau na construção da nação e expressou ainda o seu apoio ao representante especial José Ramos-Horta, elogiando o seu papel "no sentido de facilitar um ambiente propício à realização de eleições livres e justas".
Na segunda-feira (19.05), o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, já havia saudado a forma globalmente pacífica em que se realizou a segunda volta das eleições Presidenciais na Guiné-Bissau.
# dw.de

Senegal: Macky Sall "preocupado" com a eleição de José Mario Vaz - A Presidência qualificada de enganosa pelas observações retransmitidas na imprensa.

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         Candidato José Mário Vaz
Na sequência da informação transmitida pela revista Jeune Afrique, que falou de "preocupações" do presidente Macky Sall sobre uma possível eleição de José Mario Vaz à frente da Guiné-Bissau, a célula de comunicação da Presidência da República, não demorou muito para reagir.

O candidato do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde, venceu com facilidade o primeiro turno com 40, 9 % dos votos e estaria perto de Angola e de outra forma, teria relações com o MFDC Casamance. Todas as coisas que poderiam aniquilar os esforços do Presidente Sall para o regresso da paz na região. Que a Presidência formalmente nega.

Através de um comunicado, ela chama essas " alegações de falsa e enganosas. " Tais premissas teriam como objetivo " prejudicar as relações de amizade e de fraternidade que o Senegal tem com a irmã República da Guiné-Bissau ", disse o presidente.

" O Presidente Macky Sall tem por princípio nunca interferir nos assuntos internos de um país, sobretudo quando se trata da expressão de uma escolha soberana e democrática e com os cidadãos de um país irmão", a declaração afirma que " o Presidente Sall mantém relações de confiança, amizade e fraternidade com o candidato José Mario Vaz, amizade e sentimento que ele expressou em várias ocasiões e mais recentemente ".

# seneweb.com

Mali: FMI ofendido com os 40 milhões de dólares gastos na aquisição do novo avião do Presidente do Mali.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Presidente Ibrahim Boubacar Keita. ARQUIVO | NATION MEDIA GROUP

O Fundo Monetário Internacional expressou preocupação nesta segunda-feira sobre o luxo exibido com 40 milhões de dólares gastos na aquisição do novo avião do presidente do Mali, apesar de profunda dependência de seu país empobrecido e necessitando da ajuda internacional." Estamos preocupados com a qualidade das decisões recentes, como a compra do avião presidencial de US $ 40 milhões e da emissão de uma garantia de US $ 200 milhões por parte do Estado para permitir que uma empresa privada compre suprimentos ... para o exército ", disse um porta-voz do FMI à AFP.

O porta-voz disse que o dinheiro para a aeronave do presidente Ibrahim Boubacar Keita veio de $ 33 milhões em financiamento de emergência do FMI destinado a este país de África Ocidental no ano passado.

Os recursos foram destinados a um banco privado do Mali, como um empréstimo.

No entanto, o porta-voz do FMI disse que, a compra e a garantia ilustra " deficiências na gestão das finanças públicas. "

Ele também irá atrasar a primeira revisão de um novo programa de empréstimo do FMI, prevista para junho, o que poderia, em última análise restringir ainda mais as finanças do governo.

No âmbito do programa de empréstimo, concedido em dezembro, ”as autoridades comprometeram-se a executar o seu orçamento de acordo com as prioridades destacadas em suas estratégias de redução da pobreza e de promoção do crescimento. "


"Obter informações satisfatórias sobre essas transações e garantia de que as autoridades ainda estão por trás da estabilidade fiscal visando alcançar objectivos de gestão das finanças públicas, de acordo com o FMI, vai levar tempo ", disse o porta-voz.

# africareview



segunda-feira, 19 de maio de 2014

Nigéria: Meninas de Chibok - o avião espião do Reino Unido avariou na rota Nigéria.

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Um avião espião RAF enviado pelo Reino Unido (UK) para participar da caçada internacional para resgatar estudantes seqüestradas por militantes do Boko Haram em Chibok, Estado de Borno, quebrou no caminho.

The Sentinel R1, de acordo com o The Telegraph, foi forçado a desviar para o Senegal por um " problema técnico " e permanecerá estacionado até que os reparos sejam concluídos.

A avaria  inesperada é uma repetição de constrangimento do ano passado para o Ministério da Defesa, quando um  transportador C-17 enviado para ajudar as tropas francesas em Mali também aterrizou temporariamente por problemas técnicos.

O jato jet left RAF Waddington de negócios de executivo  avariado  no domingo e com destino a sua nova base em Acra, Gana, onde ficará estacionado para vôos para o norte da Nigéria.

No entanto, a tripulação relatou problemas técnicos a meio do percurso.

A fonte, de acordo com The Telegraph, disse que "os pilotos tinha escolha de se virar e voltar para casa, ou fazer o desembarque pelo meio do caminho. "

Foi na noite de segunda, claro, quando o jato seria capaz de retomar seu vôo e percorrer os restantes 1.300 milhas para Accra.

# tribune.com.ng

Brasil: O Homem que Encurtou a Ditadura Brasileira.

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O Homem que Encurtou a Ditadura Brasileira. 20337.jpeg

Entre a ampla bibliografia lançada para os cinquenta anos dogolpe militar, o breve ensaio Ditadura e democracia no Brasil [Rio de Janeiro: Zahar, 2014], do historiador Daniel Aarão Reis, destaca-se pela defesa de tese e de proposta surpreendentes, para não dizer mais. Vejamos a tese: literalmente sem enrubescer, o autor encurta a ditadura em seis anos.

ESCRITO POR MÁRIO MAESTRI   
QUI, 15 DE MAIO DE 2014   
Para ele, ao contrário do tradicionalmente proposto, a ordem militar durou apenas 15 anos, e não 21. Ela teria chegado ao fim durante o governo Ernesto Geisel. A revelação de Daniel Aarão Reis não é menos paradoxal. Ele retoma com enorme ênfase a proposta já um tanto velha de que a ditadura não foi regime meramente militar! Com outros historiadores, em suas pesquisas, teria descoberto que a ordem militar foi apoiada também por civis, conhecendo, sempre, apoio entre a população não-fardada! Portanto, mais correto seria denominá-la de ditadura cívico-militar, como se tem proposto.
Entre outras comprovações dessa importante descoberta estariam a "Marcha por Deus, pela Pátria e pela Família" e os índices eleitorais da ARENA durante aqueles anos! Para Daniel Aarão Reis, a ditadura interrompeu-se durante o governo Ernesto Geisel, quando o ditador devolveu à sociedade alguns preceitos constitucionais. Os anos finais de seu governo e toda a presidência do "homem que amava os cavalos" seriam período pós-ditatorial, de "transição democrática". Essa última teria se iniciado "com a revogação das leis de exceção [...] em 1979" e terminado "com a aprovação" da Constituição de 1988. [p.125] A Ditadura Encurtada Envolvido em seu formalismo institucional, o autor vacila na própria qualificação de parte do governo Castelo Branco como ditadura nua e crua.
"Em seus últimos meses de governo, Castelo Branco efetuou ações estratégicas no sentido de institucionalizar a ditadura, dotando-a de um direito autoritário que pudesse, porém, prescindir do recurso continuado a atos de exceção". A materialização desse projeto "significava, objetivamente, a superação do estado de exceção, ou seja, da ditadura". [p.64]
Procederiam, portanto, as propostas dos apologistas de Castelo Branco como um general de foro constitucionalista, ainda que conservador. O certo é que, em 24 de janeiro de 1967, no final do governo castelista, era promulgada Constituição que, segundo Daniel Aarão Reis, punha fim à ordem ditatorial substituindo-a por "estado de direito autoritário". [66] Portanto, parte daquele governo e da administração de Costa e Silva, até o AI 5, seriam governos constitucionais, regidos por preceitos constitucionais, ainda que imperfeitos. Ditadura, mesmo, dura e crua, seria a conhecida de 13 de dezembro de 1968, com o AI 5, até a magnanimidade de Ernesto Geisel.  
Segundo o autor, a restauração da "ditadura aberta" teria sido feita a partir de movimento defensivo do alto mando militar, inquieto, devido a uma conjuntura social e política que "podia eventualmente se condensar e oferecer perigo real de desestabilização da ordem [...]". Como veremos, ele propõe que o próprio golpe foi iniciativa defensiva do alto comando militar diante de perigo real. [p.71] Portanto, não deveremos estranhar caso Daniel Aarão Reis revele, proximamente, que o país conheceu apenas dez anos de ditadura militar [desculpem-me, cívico-militar], ao contrário dos 15 que atualmente propõe. Maldade, mesmo, apenas desde o AI 5, em fins de 1968, até a efetivação do "pacote de medidas liberalizantes" [sic] de setembro de 1978, de Ernesto Geisel.
Para o autor, em inícios de 1979, com a obsolescência dos atos institucionais, "revogava-se o estado de exceção, ou seja, a ditadura". [pp.116, 123].  E pensar que desconhecíamos, naquele então, que não vivíamos mais sob ordem ditatorial! Formalismo Institucional Em processo explícito de substituição da essência dos fenômenos por sua aparência, Daniel Aarão vê a democracia que decresce ou que cresce onde recua ou avança o respeito formal a normas institucionais.
Como nos casos de Castelo Branco/Costa e Silva e Ernesto Geisel/João Figueiredo. Vê o fim da ditadura e início da transição democrática na restauração formal de normas legais, respeitadas ou desrespeitadas ao bel prazer pelo alto comando militar. Devido ao seu formalismo, como não houve modificação constitucional essencial nos anos Geisel-Figueiredo-Sarney, o autor define todo o período como de "transição democrática".
A ruptura de qualidade não teria se dado na entrega do poder pelo último ditador [ditador, não! Presidente ou quase], mas apenas quando da Constituição de 1988.  Geisel e Figueiredo seriam, portanto, quase presidentes e Sarney, o primeiro presidente após 1985, um meio-ditador! Não é difícil compreender por que há consenso historiográfico em torno do fim da ditadura em 1985, quando da assunção de José Sarney, vice-presidente na chapa oposicionista de amplo consenso. E não apenas quando da plena vigência da Constituição de 1988, que formatou constitucionalmente a nova forma do exercício dos poderes republicanos que emergiram da ordem militar. 
Do Poder Militar ao Civil Em 15 de março de 1985, mesmo nos marcos da Constituição ditatorial apenas retocada, com a diplomação de José Sarney, as rédeas do hipertrofiado poder presidencial passaram totalmente para as mãos de um civil, representante do amplo bloco político-social oposicionista, sob a hegemonia dos segmentos democrático-burgueses e conservadores. De 1964 a 1985, o poder de mando sobre a sociedade fora exercido em forma monopólica pelo alto mando militar, através dos poderes executivo, judiciário, legislativo e da coerção direta.
Fossem quais fossem as concessões institucionais formais, elas eram ou podiam ser violadas explícita e implicitamente, segundo a vontade do poder ditatorial. Realidade que se manteve até o último dia do governo de João Figueiredo. A partir da presidência de José Sarney, o feixe de poderes escapou totalmente das mãos da alta oficialidade. Agora, para ela intervir na sociedade, necessitava apoderar-se do poder através de novo golpe e de nova deposição do poder civil. Em verdade, desde então, o alto comando perdeu espaço de gerência da própria instituição militar.
Por exemplo, já não mais determinava o orçamento das forças armadas. Ditadura Militar Burguesa O caráter essencialmente burguês do golpe militar de 1964 é questão patente para a historiografia não formalista. É ideia há muito consolidada que, em 1964, a ruptura da gestão civil e a administração do Estado e da sociedade pelo alto mando militar foi projeto proposto, avançado e sustentado pelo bloco proprietário dominante no país, já sob a direção da burguesia industrial, sobretudo paulista. Um projeto de ruptura institucional já ensaiado quando do suicídio de Getúlio, em 1954; da impugnação da posse de Juscelino Kubitschek e João Goulart, em 1955 e 1956; e do veto a João Goulart, em 1961.
Todos aqueles ensaios anticonstitucionais, apoiados no alto mando das forças armadas, eram expressão de poderosas facções proprietárias que não haviam, porém, alcançado ainda o consenso em favor do golpe, obtido em 1964. Em todos aqueles movimentos, as classes proprietárias arrastaram atrás de si seus partidos, seus movimentos, suas organizações de classes, os múltiplos e amplos segmentos sociais de pequenos proprietários ou assalariados sob sua hegemonia plena ou parcial.
Jamais houve no Brasil ou no exterior golpe militar digno do nome que não expressasse poderosos segmentos civis. Por além das aparências, ditaduras militares ou militarizadas como o fascismo, na Itália, o salazarismo, em Portugal, o nazismo, na Alemanha, o franquismo, na Espanha, chegaram ao poder em representação do bloco social burguês e proprietário dominante, que expressaram enquanto dirigiram o Estado. Mesmo contando com uma maior ou menor autonomia relativa, sobretudo em médio e curto prazo. Quem mandava em Hitler e Mussolini? Nessas ordens ditatoriais, o poder de fato foi mantido, sempre, pelas classes proprietárias hegemônicas. E
m forma geral, as forças burguesas entregaram o poder a aparatos militarizados por não poderem exercer democraticamente sua ditadura, como na Itália e Alemanha, ou por preferirem as formas autoritárias para impor suas necessidades profundas, como no caso do Brasil. Com a ordem ditatorial, o alto comando militar transforma-se em espécie de parlamento uniformizado, que se substituiu ao constitucional, no seio do qual as forças proprietárias concorrentes digladiavam-se para implementar seus interesses.
No Brasil, o rodízio dos generais-ditadores ensejou uma mais fácil expressão das necessidades e vontade das classes proprietárias hegemônicas. Afinado sobretudo com os interesses bancários e financeiros nacionais e internacionais, o projeto liberal-castelista foi rapidamente deslocado e corrigido, sob a pressão da burguesia industrial, sobretudo paulista. Ela impôs como seu delegado direto o jovem economista Delfim Netto, em 17 de março de 1967, defenestrando o neoliberal Octavio Gouvêa de Bulhões. A retomada da oposição popular nas ruas contribuiu certamente para a modificação de orientação. 
Por detrás dos projetos militares divergentes expressavam-se sempre as facções proprietárias que se uniam no escorcho dos trabalhadores e populares e se digladiavam sobre os rumos da intervenção de Estado central em incessante hipertrofia. A definição da ditadura como cívico-militar, sem qualificar essa componente civil, retira e mascara a verdadeira essência de classe da ditadura.
Ou seja, seu caráter burguês. Um Salto para o Passado O conservadorismo que se abateu sobre o mundo após a vitória histórica da maré neoliberal dos anos 1990 ensejou recuo dramático nas ciências sociais e na compreensão do passado. Em retorno ao fenomenismo da história política factualista, procedeu-se a um literal abandono da leitura da história a partir de solução dos confrontos dos interesses sociais profundos, determinados pelos indivíduos, organizações etc., que expressam e os expressam.Ditadura e democracia no Brasil, de Daniel Aarão Reis, constrói-se como encadeamento crescentemente ininteligível de epifenômenos apresentados como fatos sociais e políticos essenciais. Nesse processo, a ordem ditatorial é literalmente obscurecida como expressão da refundação pelos segmentos burgueses dominantes de novo padrão de acumulação de capitais, em detrimento dos segmentos trabalhadores e populares, que se mantém substancialmente até os dias de hoje. Retomando a retórica ditatorial e conservadora, o autor vê o golpe como, inegavelmente, movimento "defensivo", para "salvar a democracia, a família, o direito, a lei e a Constituição", para "garantir a hierarquia e a disciplina" nas forças armadas. [p.48] Proposta que não explica minimamente por que ele já fora tentado, em circunstâncias históricas diversas,  em 1954, 1955-6 e 1961, como proposto. Nessa reconstrução histórica socialmente pasteurizada, o projeto "nacional-estatista" e "corporativista estatal" (sic) varguista e janguista ressurge como política da ditadura, da Constituinte de 1988 e do primeiro governo civil. Recorrência que torna praticamente incompreensível o sentido da instauração e da superação da ordem militar.
Ordem ditatorial, como apenas visto, ensejada por razões totalmente conjunturais que, no livro de Reis, assume dimensão histórica estrutural! Quem Perdeu, Quem Ganhou? A análise quase desconhece a substituição, pela ordem militar, do mercado interno pelo externo como locus privilegiado da realização da produção nacional. Inversão que permitiu a incessante expansão tendencial da exploração absoluta e relativa da força de trabalho, desde então marginalizada como segmento consumidor de produção dirigida agora preferencialmente ao mercado externo. Desde a ditadura, degringolaria a participação relativa do trabalhador na renda nacional. 
O autor desconhece a ditadura militar como lídima expressão da ação das classes dominantes nos anos 1964-1985 e, a seguir, a participação de facções das mesmas na sua desconstrução, conscientes, por um lado, da obsolescência daquela ordem para a gestão da crise social e econômica em curso e, por outro, interessadas em radicalizar a internacionalização da economia e a privatização dos bens estatais. O autor propõe corretamente que, em 1º de abril de 1964, não estava dada a derrota da esquerda "reformista". Ela teria sido devida, essencialmente, à sua "irresolução". Entretanto, não se esclarecem as origens políticas, sociais e ideológicas da dita "irresolução", que jamais se deveu à rendição de João Goulart, igualmente impossível de ser explicada apenas a partir de suas idiossincrasias pessoais.
A apresentação desconjuntada da situação mundial sequer sugere os reflexos no Brasil do embate internacional entre o mundo do capital e do trabalho nos anos 1960-1980. O que facilita apresentação caricatural da esquerda revolucionária após 1964, corolário do encobrimento do caráter de classe da dominação ditatorial. No final, são jovens que partem inconsequentes, sem apoio na população e na realidade, para enfrentarem, armados de algumas pistolas, revolução que ele vê como apenas parte de suas ilusões e fantasmagorias. Jamais Ousar, Jamais Vencer Nesse verdadeiro limbo social, a proposta de Daniel Aarão Reis é clara. Impulsionada apenas por seus desejos subjetivos, a esquerda revolucionária encontrava-se derrotada antes mesmo de partir para a luta.  Portanto, não deveria, em nenhum momento e sob qualquer forma e meio, ter obedecido à consigna de "ousar lutar, ousar vencer". Para o autor, a própria revolução é um sonho desvairado. 
É permanente a deslegitimação da luta revolucionária anti-ditatorial: enfatizam-se os guerrilheiros "delatados pelos camponeses que os revolucionários pretendiam salvar da miséria e da opressão". Delação ocorrida, lembra-se igualmente, por parte de "populares", de "revolucionários e seus esconderijos". [77] O epitáfio da esquerda revolucionária não podia ser mais revelador: "Longe de constituírem forças radicalmente inovadoras [...] não passaram de uma última espuma das ondas levantadas pelos movimentos anteriores a 1964". Portanto, a derrota popular e dos trabalhadores diante do capital, após o golpe, estava, definitivamente, marcada nos astros. Talvez porque não tenha havido, realmente, derrota social, quando da ditadura.
Sugestão que aflora permanentemente no trabalho, sem jamais se materializar de modo tangível. Entretanto, não são poucos os elogios à interação entre a "ditadura e a sociedade" que produziu "um país próspero e dinâmico". [p.78] São recorrentes as referências às obras positivas da ditadura - o Estatuto da Terra, o  BNH, o FGTS, o INPS, o PIS, o Pasep, o Funrural, o fortalecimento do CNPq, da Capes, da Finep etc. E, nessa estrada, já em franca derrapagem, Daniel Aarão Reis define a primeira metade dos anos 1970, que até ele aceita como período da plena vigência da ditadura, mais como verdadeiros anos de "ouro" do que como os propostos "anos de chumbo"! [p. 91] A orelha da contracapa de Ditadura e democracia no Brasil afixa a foto do autor, que se abre em um enorme sorriso, seguida de breve biografia que declara ser ele especialista em história das "revoluções socialistas" e da "esquerda brasileira". Ao terminar a leitura desse sempre instigante ensaio, por um momento, me perguntei se o autor não estaria se rindo de mim e de seus leitores. 
Mário Maestri é historiador e orientador do Programa de Pós-Graduação em História UPF-RS.E-mail: maestri@via-rs.net
# pravda.ru


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