Em 27 de fevereiro próximo terá lugar em Washington, D.C., uma nova rodada de conversações entre Cuba e os Estados Unidos sobre o restabelecimento das relações diplomáticas.
Djemberém é um blog que aborda temas de carácter social, cultural e educativo; colabore com os seus arquivos, imagens, vídeos, para divulgação. O objectivo principal de sua criação é de divulgar informações privilegiadas sobre a África e o seu povo, assim como outras notícias interessantes. Envie para - vsamuel2003@gmail.com
Postagem em destaque
MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Segunda rodada de conversações Cuba-EUA.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Metade da riqueza do mundo está nas mãos de 80 pessoas.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Por ANTONIO CARLOS LACERDA
Em 2009, o número era de 388. Por outro lado, a parcela do 1% mais rico da população mundial está perto de controlar a maior parte da riqueza global. O grupo detinha 48% de toda a riqueza mundial no ano passado, frente a uma fatia de 44% em 2009.
A previsão da organização é de que a participação deve passar de 50% em 2016. O alerta é direcionado aos participantes do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.
"A escala da desigualdade global está simplesmente excessiva. A diferença entre os ricos e os demais está aumentando em velocidade muito rápida", afirmou, em comunicado, a diretora-executiva da Oxfam, Winnie Byanyima.
Segundo a Oxfam, a crescente desigualdade está restringindo a luta contra a pobreza global e que, apesar do tema estar na agenda mundial, as diferenças estão aumentando. Winnie ressaltou que, embora líderes globais como o presidente dos Estados Unidos Barack Obama e a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) venham defendendo a luta contra a extrema desigualdade econômica mundial, "ainda vemos muitos apenas falando".
"Queremos realmente viver em um mundo onde um por cento é dono de mais do que o resto de nós combinado? Manter os negócios como de costume para a elite não é uma opção sem custos. O fracasso em lidar com a desigualdade vai atrasar a luta contra a pobreza em décadas. Os pobres são atingidos duas vezes com a desigualdade crescente: eles recebem uma fatia menor do bolo econômico e, porque a extrema desigualdade prejudica o crescimento, há um bolo menor para ser compartilhado", disse Winnie.
A Oxfam informou que iria pedir durante o encontro realizado em Davos, este ano, que sejam tomadas atitudes para se lidar com a desigualdade crescente, incluindo a repressão contra a evasão fiscal por corporações e o avanço em direção a um acordo global sobre as mudanças climáticas.
De acordo com o Índice de Bilionários da Bloomberg, os mais ricos do mundo adicionaram US$ 92 bilhões a suas fortunas em 2014. O maior ganhador foi o fundador do site de e-commerce chinês Alibaba, Jack Ma, ao lado de outros ganhadores, como o megainvestidor Warren Buffett e o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg.
ANTONIO CARLOS LACERDA é Correspondente Internacional do PRAVDA.RU
LONDRES/INGLATERRA - Apenas 80 pessoas detêm a mesma riqueza que metade da população mundial, ou 3,5 bilhões de pessoas, aponta relatório DA ONG britânica Oxfam. Os dados, de 2014, mostram um aumento da desigualdade, já que em 2013 eram 85 bilionários.
#pravda.ru
No Brasil, só 32% da população confiam no Judiciário e 33% na Polícia.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Por ANTONIO CARLOS LACERDA
Os dados são de uma pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas para o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e revelam ainda que 32% da população confia no Poder Judiciário. Já a confiança na polícia fica um ponto porcentual acima, com 33%. Apesar de baixos, esses índices já foram menores - 29% e 31% respectivamente - em pesquisa anterior.
O Índice de Confiança na Justiça Brasileira (ICJBrasil) está em sua 8ª edição. Ele faz parte do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. A pesquisa ouviu 7,1 mil pessoas em oito Estados, de abril de 2013 a março de 2014. Elas foram convidadas a assinalar desde "discordo muito" a "concordo muito" nas afirmações propostas.
O Índice de Confiança na Justiça Brasileira (ICJBrasil) está em sua 8ª edição. Ele faz parte do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. A pesquisa ouviu 7,1 mil pessoas em oito Estados, de abril de 2013 a março de 2014. Elas foram convidadas a assinalar desde "discordo muito" a "concordo muito" nas afirmações propostas.
A pesquisa também fez um corte por renda. E, quanto maior o rendimento da pessoa, mais alta é a sensação de que as leis não são cumpridas. De acordo com o estudo, 69% dos entrevistados que ganham até um salário mínimo concordaram que o "jeitinho" é a regra, porcentual que cresce para 86% na população que ganha mais de oito salários mínimos.
Já sobre a polícia, a renda não influencia a má avaliação. Entre as pessoas que ganham até um salário mínimo, 52% concordam que "a maioria dos policiais é honesta". Para quem ganha oito salários ou mais, o porcentual é de 50%.
No entanto, nem Justiça nem polícia são bem avaliadas. Se a polícia faz algo muito errado, isso reflete rapidamente na população, na confiança que se tem da polícia. No Judiciário, como as coisas são muito mais demoradas, esse erro demora mais, não tem reflexo imediato na confiança.
A impunidade faz com que as pessoas também passem a desafiar as leis. Se não tem punição para dar exemplo e fiscalização a sensação para quem faz algo errado é de que nada vai acontecer.
ANTONIO CARLOS LACERDA é Correspondente Internacional do PRAVDA.RU
BRASILIA/BRASIL - No Brasil, a desconfiança da população diante das instituições públicas do País faz com que 81% dos brasileiros concordem com a afirmação de que é "fácil" desobedecer as leis. O mesmo porcentual de pessoas também tem a percepção de que, sempre que possível, as pessoas escolhem "dar um jeitinho" no lugar de seguir as leis.
O levantamento mostra ainda que a ruptura entre os cidadãos e as instituições públicas ligadas à Justiça leva 57% da população a acreditar que "há poucos motivos para seguir as leis do Brasil", segundo o levantamento. Isso está relacionado à desconfiança que as pessoas têm no comprimento das leis.
O levantamento mostra ainda que a ruptura entre os cidadãos e as instituições públicas ligadas à Justiça leva 57% da população a acreditar que "há poucos motivos para seguir as leis do Brasil", segundo o levantamento. Isso está relacionado à desconfiança que as pessoas têm no comprimento das leis.
Os moradores do Distrito Federal, por exemplo, foram os que mais disseram acreditar na saída do "jeitinho" como regra nas relações. No total, 84% dos brasilienses disseram concordar ou concordar muito com a afirmação. Quem menos acredita no desrespeito às regras são os baianos, mas ainda assim, a porcentagem é alta: 71% deles responderam que concordavam com a percepção de que todos dão "um jeitinho", sempre.
#pravda.ru
Senegal: Karim Wade risco de sete anos de prisão e mais de € 380 milhões de euros de multa.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

© Diasporas-News par DR
Karim Wade
Dakar - A promotoria pediu esta terça-feira sete anos de prisão e mais de € 380 milhões em multa contra Karim Wade, filho e ex-ministro do ex-presidente senegalês Abdoulaye Wade, perante um tribunal anti-corrupção senegalês que também o condenou por "Cúmplices".
Cheikh Tidiane Mara, Procurador do Tribunal de repressão de enriquecimento ilícito (CREI, um tribunal especial) solicitou "sete anos de prisão, 250 bilhões de francos CFA de multa" (mais de 380 milhões de euros) contra Karim Wade e aplicação do artigo 34 do Código Penal senegalês, que prevê a proibição de direitos civis de um réu condenado, segundo jornalistas da AFP.
Ele também pediu o confisco de propriedade do Sr. Wade, que foi acusado de "enriquecimento ilícito e corrupção."
Karim Wade, de 38 anos sob custódia desde abril de 2013, é acusado de ilegalmente ter adquirido 178 milhões por meio de acordos financeiros complexos a partir do período que ele era ministro conselheiro do "céu e da terra" de seu pai que dirigiu o Senegal de 2000-2012.
Seus ativos incluem, de acordo com a acusação, os ativos imobiliários, empresas no Senegal e no exterior, contas bancárias e carros.
Segundo a defesa, o património que é de cerca de dois milhões, que ele ganhou principalmente quando ele era comerciante na Europa antes de trabalhar com o seu pai.
A acusação foi proferida na ausência de Karim Wade e seus advogados, que já não assistem às audiências do CREI desde meados de janeiro para reivindicar seus direitos.
"Não há nenhuma possibilidade de que ele (Karim Wade) escapa com convicção", disse nesta terça-feira o procurador-adjunto do CREI, Felix Antoine Diome.
- "Processo de "má governação" -
"Esse julgamento é um dos da má governação e o acusado Karim Wade é a expressão mais completa", disse um advogado do estado de Senegal na segunda-feira, Sr. Moussa Sow Felix, o primeiro dia da articulação dos advogados.
"Karim Wade, embora seu nome não aparece claramente na maioria dos casos (os bens que lhe são atribuídos) tem um papel preponderante " na má governação do Senegal", enquanto seu pai estava no poder, referiu o Sr. Simon Ndiaye, outro advogado no Estado do Senegal.
Karim Wade está em julgamento desde 31 de julho de 2014, com uma dúzia de réus, "os indicados e cúmplices" de seu suposto enriquecimento ilícito, cinco dos quais estão "foragidos" e para os quais o Tribunal solicitou penas que vão de quatro a dez anos de prisão.
- Uma centena de testemunhas -
Este julgamento já viu depois de sua abertura passar quase uma centena de testemunhas.
O ex-Presidente senegalês, Abdoulaye Wade, que completa em breve 89 anos, disse em 4 de fevereiro, em um comício em Dakar, estar "disposto a dar" a "sua vida" para evitar a condenação de seu filho.
Ele acredita que o processo contra seu filho é "político" e é motivado pela vontade do presidente Macky Sall para impedi-lo de concorrer na eleição presidencial marcada para 2017.
Várias manifestações foram dispersas pela polícia, mas foram recentemente organizadas em Dakar por uma coalizão de oposição para exigir a libertação do ex-ministro.
Os defensores e advogados de Karim Wade também acusaram regularmente o presidente Sall de querer a condenação para evitar a corrida para a eleição presidencial de 2017, o que o poder tem defendido.
Chegou ao poder em março de 2012 o Presidente Sall e reativou o CREI, um tribunal criado pelo ex-presidente Abdou Diouf (1981-2000).
Muitos responsáveis do ex-poder são perseguidos no âmbito desta caçada por supostos bens ilícitos. Pelo menos dois deles estão atualmente na prisão, enquanto vários outros, incluindo ex-ministros, são proibidos durante vários meses para deixar o país.
str-mrb / sba
# abidjan.net
© Diasporas-News par DR
Karim Wade
Dakar - A promotoria pediu esta terça-feira sete anos de prisão e mais de € 380 milhões em multa contra Karim Wade, filho e ex-ministro do ex-presidente senegalês Abdoulaye Wade, perante um tribunal anti-corrupção senegalês que também o condenou por "Cúmplices".
Cheikh Tidiane Mara, Procurador do Tribunal de repressão de enriquecimento ilícito (CREI, um tribunal especial) solicitou "sete anos de prisão, 250 bilhões de francos CFA de multa" (mais de 380 milhões de euros) contra Karim Wade e aplicação do artigo 34 do Código Penal senegalês, que prevê a proibição de direitos civis de um réu condenado, segundo jornalistas da AFP.
Ele também pediu o confisco de propriedade do Sr. Wade, que foi acusado de "enriquecimento ilícito e corrupção."
Karim Wade, de 38 anos sob custódia desde abril de 2013, é acusado de ilegalmente ter adquirido 178 milhões por meio de acordos financeiros complexos a partir do período que ele era ministro conselheiro do "céu e da terra" de seu pai que dirigiu o Senegal de 2000-2012.
Seus ativos incluem, de acordo com a acusação, os ativos imobiliários, empresas no Senegal e no exterior, contas bancárias e carros.
Segundo a defesa, o património que é de cerca de dois milhões, que ele ganhou principalmente quando ele era comerciante na Europa antes de trabalhar com o seu pai.
A acusação foi proferida na ausência de Karim Wade e seus advogados, que já não assistem às audiências do CREI desde meados de janeiro para reivindicar seus direitos.
"Não há nenhuma possibilidade de que ele (Karim Wade) escapa com convicção", disse nesta terça-feira o procurador-adjunto do CREI, Felix Antoine Diome.
- "Processo de "má governação" -
"Esse julgamento é um dos da má governação e o acusado Karim Wade é a expressão mais completa", disse um advogado do estado de Senegal na segunda-feira, Sr. Moussa Sow Felix, o primeiro dia da articulação dos advogados.
"Karim Wade, embora seu nome não aparece claramente na maioria dos casos (os bens que lhe são atribuídos) tem um papel preponderante " na má governação do Senegal", enquanto seu pai estava no poder, referiu o Sr. Simon Ndiaye, outro advogado no Estado do Senegal.
Karim Wade está em julgamento desde 31 de julho de 2014, com uma dúzia de réus, "os indicados e cúmplices" de seu suposto enriquecimento ilícito, cinco dos quais estão "foragidos" e para os quais o Tribunal solicitou penas que vão de quatro a dez anos de prisão.
- Uma centena de testemunhas -
Este julgamento já viu depois de sua abertura passar quase uma centena de testemunhas.
O ex-Presidente senegalês, Abdoulaye Wade, que completa em breve 89 anos, disse em 4 de fevereiro, em um comício em Dakar, estar "disposto a dar" a "sua vida" para evitar a condenação de seu filho.
Ele acredita que o processo contra seu filho é "político" e é motivado pela vontade do presidente Macky Sall para impedi-lo de concorrer na eleição presidencial marcada para 2017.
Várias manifestações foram dispersas pela polícia, mas foram recentemente organizadas em Dakar por uma coalizão de oposição para exigir a libertação do ex-ministro.
Os defensores e advogados de Karim Wade também acusaram regularmente o presidente Sall de querer a condenação para evitar a corrida para a eleição presidencial de 2017, o que o poder tem defendido.
Chegou ao poder em março de 2012 o Presidente Sall e reativou o CREI, um tribunal criado pelo ex-presidente Abdou Diouf (1981-2000).
Muitos responsáveis do ex-poder são perseguidos no âmbito desta caçada por supostos bens ilícitos. Pelo menos dois deles estão atualmente na prisão, enquanto vários outros, incluindo ex-ministros, são proibidos durante vários meses para deixar o país.
str-mrb / sba
# abidjan.net
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
ÁFRICA/NIGÉRIA - Atentado em Abuja: "São os pobres trabalhadores as vítimas da aliança entre Boko Haram e Al- Qaeda", disse um sacerdote.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Abuja - Duas fortes explosões ocorridas esta manhã na rodoviária de Nyanya Motor Park na capital nigeriana, Abuja, provocaram dezenas de mortes. Fala-se de mais de duzentos. As autoridades ainda não têm divulgaram, no entanto, um número oficial da explosão que envolveu dezenas de veículos. "O lugar onde o ataque foi perpetrado hoje é um dos maiores subúrbios de Abuja e se encontra a 15-20 km do centro de Abuja", disse à Agência Fides o sacerdote Pe. Patrick Tor Alumuku, Diretor de Comunicações Sociais da Arquidiocese de Abuja. "A rodoviária atingida pela explosão é normalmente utilizada por um grande número de passageiros para chegar ao trabalho no centro da capital. As vítimas são pessoas normais, pertencentes à classe trabalhadora que estavam indo para o seu local de trabalho".
"As autoridades ainda não confirmaram que tenha se tratado de um ataque de Boko Haram, mas o modo de agir do crime faz pensar em Boko Haram", disse Pe. Patrick.No domingo, 13 de abril, Boko Haram matou pelo menos 60 pessoas em várias aldeias no nordeste da Nigéria. "A situação é muito difícil. O Exército está perseguindo os homens de Boko Haram, mas estes em resposta cometem represálias contra os civis", disse Pe. Patrick.
O sacerdote explica que a capacidade da seita islâmica de resistir aos ataques do exército vem da ajuda que recebe do exterior. "Um grande número de combatentes de Boko Haram não são nigerianos, porque Al-Qaeda no Magrebe Islâmico decidiu oferecer apoio à seita islâmica nigeriana", disse Pe. Patrick. Assim, centenas de homens de AQMI provenientes do exterior foram para a Nigéria para reforçar as fileiras do Boko Haram. Por sua vez, AQMI recebe fundos de alguns Estados que desta forma conduzem uma guerra indireta contra a Nigéria. AQMI está, portanto, envolvida no financiamento, suporte e treinamento de combatentes de Boko Haram. Não é mais uma guerra interna".Na Nigéria, circula a notícia de que há helicópteros que lançam do alto fornecimento para Boko Haram . Um fato confirmado por Pe. Patrick que diz: "Estas aeronaves são das regiões do Magrebe onde eles têm suas bases. É um pouco "como se na Itália estourasse uma guerra civil no norte e os rebeldes recebessem reforço de helicópteros da Suíça ou Áustria".
#news.va
Abuja - Duas fortes explosões ocorridas esta manhã na rodoviária de Nyanya Motor Park na capital nigeriana, Abuja, provocaram dezenas de mortes. Fala-se de mais de duzentos. As autoridades ainda não têm divulgaram, no entanto, um número oficial da explosão que envolveu dezenas de veículos. "O lugar onde o ataque foi perpetrado hoje é um dos maiores subúrbios de Abuja e se encontra a 15-20 km do centro de Abuja", disse à Agência Fides o sacerdote Pe. Patrick Tor Alumuku, Diretor de Comunicações Sociais da Arquidiocese de Abuja. "A rodoviária atingida pela explosão é normalmente utilizada por um grande número de passageiros para chegar ao trabalho no centro da capital. As vítimas são pessoas normais, pertencentes à classe trabalhadora que estavam indo para o seu local de trabalho".
"As autoridades ainda não confirmaram que tenha se tratado de um ataque de Boko Haram, mas o modo de agir do crime faz pensar em Boko Haram", disse Pe. Patrick.No domingo, 13 de abril, Boko Haram matou pelo menos 60 pessoas em várias aldeias no nordeste da Nigéria. "A situação é muito difícil. O Exército está perseguindo os homens de Boko Haram, mas estes em resposta cometem represálias contra os civis", disse Pe. Patrick.
O sacerdote explica que a capacidade da seita islâmica de resistir aos ataques do exército vem da ajuda que recebe do exterior. "Um grande número de combatentes de Boko Haram não são nigerianos, porque Al-Qaeda no Magrebe Islâmico decidiu oferecer apoio à seita islâmica nigeriana", disse Pe. Patrick. Assim, centenas de homens de AQMI provenientes do exterior foram para a Nigéria para reforçar as fileiras do Boko Haram. Por sua vez, AQMI recebe fundos de alguns Estados que desta forma conduzem uma guerra indireta contra a Nigéria. AQMI está, portanto, envolvida no financiamento, suporte e treinamento de combatentes de Boko Haram. Não é mais uma guerra interna".Na Nigéria, circula a notícia de que há helicópteros que lançam do alto fornecimento para Boko Haram . Um fato confirmado por Pe. Patrick que diz: "Estas aeronaves são das regiões do Magrebe onde eles têm suas bases. É um pouco "como se na Itália estourasse uma guerra civil no norte e os rebeldes recebessem reforço de helicópteros da Suíça ou Áustria".
#news.va
Estados da África Central para reunir $ 87 milhões para ajudar a combater o Boko Haram.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Presidente da Guiné-equatorial - Teodoro Obiang Nguema
A Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) diz que vai urgentemente levantar 50 bilhões de francos CFA (cerca de 87.000 milhões de dólares) para ajudar na campanha de Camarões e do Chade contra o Boko Haram.
O bloco de dez membros também tem o mandato do Presidentes Teodoro Obiang Nguema da Guiné Equatorial e Denis Sassou-Nguesso do Congo, e devem falar para o líder nigeriano Goodluck Jonathan em aumentar a cooperação de seu país na guerra contra o Boko Haram.
As deliberações foram tomadas durante uma reunião de cúpula da CEEAC sobre terrorismo na capital camaronesa, Yaoundé, na segunda-feira.
Como parte do apoio ao anti-terrorismo, o bloco vai colocar mais soldados no terreno e com cobertura aérea, assistência em saúde e equipamento militar para as tropas.
O Presidentes Obiang Nguema e Sassou-Nguesso também foram convidados a se reunir com o presidente da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) sobre a possibilidade de organizar uma cimeira conjunta CEEAC-CEDEAO que irá "adoptar uma estratégia comum contra a Boko Haram."
O envio de uma força multinacional de 8.700 soldados dos países afetados pela insurgência do Boko Haram ainda está pendente. A força já recebeu as bênçãos da União Africana, mas a implantação está sendo adiada por falta de fundos e de uma luz verde do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Houve também alegações de que a Nigéria está a arrastar os pés sobre a proposta.
#africareview.com
Presidente da Guiné-equatorial - Teodoro Obiang Nguema
A Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) diz que vai urgentemente levantar 50 bilhões de francos CFA (cerca de 87.000 milhões de dólares) para ajudar na campanha de Camarões e do Chade contra o Boko Haram.
O bloco de dez membros também tem o mandato do Presidentes Teodoro Obiang Nguema da Guiné Equatorial e Denis Sassou-Nguesso do Congo, e devem falar para o líder nigeriano Goodluck Jonathan em aumentar a cooperação de seu país na guerra contra o Boko Haram.
As deliberações foram tomadas durante uma reunião de cúpula da CEEAC sobre terrorismo na capital camaronesa, Yaoundé, na segunda-feira.
Como parte do apoio ao anti-terrorismo, o bloco vai colocar mais soldados no terreno e com cobertura aérea, assistência em saúde e equipamento militar para as tropas.
O Presidentes Obiang Nguema e Sassou-Nguesso também foram convidados a se reunir com o presidente da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) sobre a possibilidade de organizar uma cimeira conjunta CEEAC-CEDEAO que irá "adoptar uma estratégia comum contra a Boko Haram."
O envio de uma força multinacional de 8.700 soldados dos países afetados pela insurgência do Boko Haram ainda está pendente. A força já recebeu as bênçãos da União Africana, mas a implantação está sendo adiada por falta de fundos e de uma luz verde do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Houve também alegações de que a Nigéria está a arrastar os pés sobre a proposta.
#africareview.com
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Jeuneafrique: Mas que fazem os "Obiangues" da Guiné-Equatorial no Carnaval do Rio de Janeiro?
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Desfile no Sambódromo, no Rio de Janeiro, 01 de fevereiro de 2015. © Yasuyoshi Chiba / AFP
O financiamento da Guiné Equatorial para uma escola de samba no Rio de Janeiro para o carnaval tem atraído uma pequena controvérsia no Brasil. Mas o interesse de Obiang para os desfiles de carros alegóricos e passistas do Sambódromo não é totalmente altruísta.
Um ar soprando Africa nesta segunda-feira na Avenida do Sambódromo, no Rio de Janeiro no momento do desfile da Beija-Flor, a escola de samba. Esta última, uma das mais bem sucedidas da cidade, fez uma homenagem à beleza natural do continente Africano, em especial as da Guiné Equatorial. Carros alegóricos e passistas (sambistas) ao lado e luxuosamente decorados em desfile na frente de dezenas de milhares de espectadores, Onze artistas da Guiné-Equatorial realizaram um ballet exaltante à cultura de seu país. E no último carro alegórico da escola desfilou o embaixador do país no Brasil, Pedro Benigno Matute Tang, vestindo um traje tradicional, personalizado à moda do carnaval.

Poster anunciando o desfile da escola Beija-Flor.
Até agora nada de novo sob o sol no Rio, onde é comum que as escolas de samba escolhem o tema da África para o seu desfile. Exaltação das raízes africanas no samba e transmissão de uma história que mais da metade dos brasileiros são herdeiros. Mas este ano, o tributo da Beija-Flor para a África e particularmente para a Guiné Equatorial criou controvérsia. De acordo com o jornal O Globo, o presidente Teodoro Obiang - chamado de "ditador" - ofereceu à escola R $ 10 milhões de Reias, e mais de 3 milhões de euros, para financiar o seu show.
Do lado da Embaixada da Guiné Equatorial, dizem que foi menos de 5 milhões de reais (mas não pode estimar um valor exato), como uma "contribuição dos guineenses e agentes culturais para expandir a cultura do seu país." De facto, bela vitrine que é o Carnaval do Rio, um dos maiores espetáculos do mundo. Para a ocasião, quarenta representantes da Guiné Equatorial fizeram a viagem para a "cidade maravilhosa". O filho do presidente Teodoro Obiang Mangue, e vários ministros tomaram seu lugares no bairro no luxuoso Hotel Copacabana Palace, antes de assistir ao desfile e cena de carnaval da Beija-Flor definindo a cultura Bantu no Sambódromo.

Um membro da escola de samba da Beija-Flor em frente do carro de alegorias para o futuro desfile. © Reuters
Mas a atração particular do vice-presidente do Brasil e do Carnaval não explica tudo. Por trás desta promoção da cultura da Guiné-Equatorial chama atenção a crescente influência deste pequeno país do Golfo da Guiné em países de língua portuguesa. Desde meados de 2014, o terceiro produtor de petróleo Africano é membro de pleno direito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com o qual tem intensificado o intercâmbio. De acordo com a Embaixada da Guiné Equatorial criada há 10 anos em Brasília, capital do Brasil, sob a liderança de Lula, tornou-se o principal parceiro econômico do país no sector agrícola e também na área de construção de edifícios. Nada menos que cinco construtoras brasileiras têm contratos com a Guiné Equatorial para ajudar a implementar programas sociais no país: "estradas para todos", "Água para Todos", "uma casa para todos" .. .
Entre 2003 e 2013, o comércio entre a Guiné Equatorial e Brasil passou 3 para 700 milhões de dólares! A ligação aérea direta foi estabelecida entre São Paulo e Malabo para facilitar as viagens entre os dois países, que "[marcham] no caminho da felicidade", como a expressão do primeiro verso do hino nacional ... tomada na Guiné Equatorial como coro pela escola Beija-Flor para o título de seu samba.
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De: Melanie Ferreira, no Rio de Janeiro
#jeuneafrique.com
Desfile no Sambódromo, no Rio de Janeiro, 01 de fevereiro de 2015. © Yasuyoshi Chiba / AFP
O financiamento da Guiné Equatorial para uma escola de samba no Rio de Janeiro para o carnaval tem atraído uma pequena controvérsia no Brasil. Mas o interesse de Obiang para os desfiles de carros alegóricos e passistas do Sambódromo não é totalmente altruísta.
Um ar soprando Africa nesta segunda-feira na Avenida do Sambódromo, no Rio de Janeiro no momento do desfile da Beija-Flor, a escola de samba. Esta última, uma das mais bem sucedidas da cidade, fez uma homenagem à beleza natural do continente Africano, em especial as da Guiné Equatorial. Carros alegóricos e passistas (sambistas) ao lado e luxuosamente decorados em desfile na frente de dezenas de milhares de espectadores, Onze artistas da Guiné-Equatorial realizaram um ballet exaltante à cultura de seu país. E no último carro alegórico da escola desfilou o embaixador do país no Brasil, Pedro Benigno Matute Tang, vestindo um traje tradicional, personalizado à moda do carnaval.
Poster anunciando o desfile da escola Beija-Flor.
Até agora nada de novo sob o sol no Rio, onde é comum que as escolas de samba escolhem o tema da África para o seu desfile. Exaltação das raízes africanas no samba e transmissão de uma história que mais da metade dos brasileiros são herdeiros. Mas este ano, o tributo da Beija-Flor para a África e particularmente para a Guiné Equatorial criou controvérsia. De acordo com o jornal O Globo, o presidente Teodoro Obiang - chamado de "ditador" - ofereceu à escola R $ 10 milhões de Reias, e mais de 3 milhões de euros, para financiar o seu show.
Do lado da Embaixada da Guiné Equatorial, dizem que foi menos de 5 milhões de reais (mas não pode estimar um valor exato), como uma "contribuição dos guineenses e agentes culturais para expandir a cultura do seu país." De facto, bela vitrine que é o Carnaval do Rio, um dos maiores espetáculos do mundo. Para a ocasião, quarenta representantes da Guiné Equatorial fizeram a viagem para a "cidade maravilhosa". O filho do presidente Teodoro Obiang Mangue, e vários ministros tomaram seu lugares no bairro no luxuoso Hotel Copacabana Palace, antes de assistir ao desfile e cena de carnaval da Beija-Flor definindo a cultura Bantu no Sambódromo.
Um membro da escola de samba da Beija-Flor em frente do carro de alegorias para o futuro desfile. © Reuters
A participação no carnaval carioca se tornou uma tradição para a presidência guineense por muitos anos que aluga uma suíte privada no Sambódromo para assistir ao desfile. Em 2013, o vice-presidente Teodoro Obiang Mangue, que tem vários apartamentos no Brasil, já tinha participado em Salvador do desfile de carnaval que teve como o tema a Guiné Equatorial. No mesmo ano, a escola Beija-Flor foi convidada para marchar em comemoração ao 45º aniversário da Independência. É a partir daí que começaram as primeiras negociações sobre uma parceria entre a Guiné Equatorial e a escola carioca.
Mas a atração particular do vice-presidente do Brasil e do Carnaval não explica tudo. Por trás desta promoção da cultura da Guiné-Equatorial chama atenção a crescente influência deste pequeno país do Golfo da Guiné em países de língua portuguesa. Desde meados de 2014, o terceiro produtor de petróleo Africano é membro de pleno direito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com o qual tem intensificado o intercâmbio. De acordo com a Embaixada da Guiné Equatorial criada há 10 anos em Brasília, capital do Brasil, sob a liderança de Lula, tornou-se o principal parceiro econômico do país no sector agrícola e também na área de construção de edifícios. Nada menos que cinco construtoras brasileiras têm contratos com a Guiné Equatorial para ajudar a implementar programas sociais no país: "estradas para todos", "Água para Todos", "uma casa para todos" .. .
Entre 2003 e 2013, o comércio entre a Guiné Equatorial e Brasil passou 3 para 700 milhões de dólares! A ligação aérea direta foi estabelecida entre São Paulo e Malabo para facilitar as viagens entre os dois países, que "[marcham] no caminho da felicidade", como a expressão do primeiro verso do hino nacional ... tomada na Guiné Equatorial como coro pela escola Beija-Flor para o título de seu samba.
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De: Melanie Ferreira, no Rio de Janeiro
#jeuneafrique.com
Ebola 'o preço elevado por negligenciar áreas rurais'.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

A recente crise de Ebola em países da África Ocidental é o preço que o mundo tenha pago por negligenciar da área rural, disse um funcionário da ONU.
"Hoje, o mundo está pagando o preço por anos de inação", disse o presidente do FIDA Kanayo F. Nwanze, na abertura da reunião anual do Conselho de Administração do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), em Roma, Itália, nesta segunda-feira.
"Estamos pagando o preço da inação com Ebola com uma crise que já ceifou mais de 9.000 vidas e afetado perto de 23.000 pessoas ... A insegurança alimentar e a fome estão aparecendo como uma segunda crise.
E tudo porque há 40 anos, Ebola era uma doença do mundo esquecido, o mundo invisível, o mundo rural ", disse ele.
Presidente de Gana John Dramani Mahama parcialmente culpou as últimas políticas das instituições financeiras internacionais para o atual fraco desempenho do setor agrícola da África, na África de hoje.
"Gostaríamos de ter feito muito mais progresso, mas para as políticas das instituições monetárias internacionais durante os anos de ajustamento estrutural dos anos 70 e 80", isso não foi levado em conta, disse o presidente Mahama.
"Este período deslocou agricultores na maioria dos nossos países e criou uma nova classe de pessoas pobres. Sem qualquer trabalho ou esperança, estes migraram para as cidades e criaram uma nova classe de pobres urbanos que povoam as ruas sujas e guetos de cidades em muitos países em desenvolvimento hoje ", disse ele.
Fraco desempenho
O número total de africanos famintos aumentou de 176 para 214 milhões milhões ao longo das últimas duas décadas, enquanto o número a nível mundial diminuiu de 1.15 bilhões para 805 milhões, de acordo com 2014 o Estado da Insegurança Alimentar no mundo segundo o relatório mundial de Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO).
Como resultado, a África passou agora a ser um importador de alimentos apesar de estar dotado de terras férteis que têm o potencial para alimentar o mundo.
Os relatórios mostram que o continente estava gastando 50 bilhões de dólares a cada ano em importações de alimentos.
A dependência da agricultura para os pequenos agricultores, que têm pouco ou nenhum acesso ao financiamento, tecnologia e marketing foram muitas vezes mencionados como razão que obrigou os agricultores africanos a prosseguirem com a dependência há séculos.
Além disso, a falta de vontade política também tem sido um fator para o fraco desempenho do setor.
"A situação da África é muito complexa", disse Nwanze, que mencionou que 20 países da África foram classificados como frágeis e outros 28 precisavam de ajuda alimentar.
"Com a fragilidade em que você também não tem estabilidade, o desenvolvimento é lento, disse ele, destacando Gana, Etiópia e Ruanda como os países que têm melhor gestão para melhorar a sua agricultura e desempenho econômico.
#africareview.com
A recente crise de Ebola em países da África Ocidental é o preço que o mundo tenha pago por negligenciar da área rural, disse um funcionário da ONU.
"Hoje, o mundo está pagando o preço por anos de inação", disse o presidente do FIDA Kanayo F. Nwanze, na abertura da reunião anual do Conselho de Administração do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), em Roma, Itália, nesta segunda-feira.
"Estamos pagando o preço da inação com Ebola com uma crise que já ceifou mais de 9.000 vidas e afetado perto de 23.000 pessoas ... A insegurança alimentar e a fome estão aparecendo como uma segunda crise.
E tudo porque há 40 anos, Ebola era uma doença do mundo esquecido, o mundo invisível, o mundo rural ", disse ele.
Presidente de Gana John Dramani Mahama parcialmente culpou as últimas políticas das instituições financeiras internacionais para o atual fraco desempenho do setor agrícola da África, na África de hoje.
"Gostaríamos de ter feito muito mais progresso, mas para as políticas das instituições monetárias internacionais durante os anos de ajustamento estrutural dos anos 70 e 80", isso não foi levado em conta, disse o presidente Mahama.
"Este período deslocou agricultores na maioria dos nossos países e criou uma nova classe de pessoas pobres. Sem qualquer trabalho ou esperança, estes migraram para as cidades e criaram uma nova classe de pobres urbanos que povoam as ruas sujas e guetos de cidades em muitos países em desenvolvimento hoje ", disse ele.
Fraco desempenho
O número total de africanos famintos aumentou de 176 para 214 milhões milhões ao longo das últimas duas décadas, enquanto o número a nível mundial diminuiu de 1.15 bilhões para 805 milhões, de acordo com 2014 o Estado da Insegurança Alimentar no mundo segundo o relatório mundial de Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO).
Como resultado, a África passou agora a ser um importador de alimentos apesar de estar dotado de terras férteis que têm o potencial para alimentar o mundo.
Os relatórios mostram que o continente estava gastando 50 bilhões de dólares a cada ano em importações de alimentos.
A dependência da agricultura para os pequenos agricultores, que têm pouco ou nenhum acesso ao financiamento, tecnologia e marketing foram muitas vezes mencionados como razão que obrigou os agricultores africanos a prosseguirem com a dependência há séculos.
Além disso, a falta de vontade política também tem sido um fator para o fraco desempenho do setor.
"A situação da África é muito complexa", disse Nwanze, que mencionou que 20 países da África foram classificados como frágeis e outros 28 precisavam de ajuda alimentar.
"Com a fragilidade em que você também não tem estabilidade, o desenvolvimento é lento, disse ele, destacando Gana, Etiópia e Ruanda como os países que têm melhor gestão para melhorar a sua agricultura e desempenho econômico.
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sábado, 14 de fevereiro de 2015
OPINIÃO: NO CIRCULO DE DOADORES, JÁ TEMOS NOVOS "PADRINHOS".
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Filomeno Pina

Filomeno Pina
Sempre ouvi dizer que “ninguém dá nada a ninguém”, será só meia verdade?
Esta ilusão repentina invadiu os líderes Guineenses em dificuldades objectivas e abstractas do ponto de vista material e humano, nesta preparação de confrontos, em Março deste ano, em Bruxelas com Doadores Internacionais, para descolar fundos de ajuda necessários para um arranque “blindado”, que se presume desde já robusto e convincente. Uma preocupação normal que levanta suspeitas de parte a parte, já notadas implicitamente nos preparativos, tanto de um lado, como de outro, olhos nos olhos, presumo que na prova oral, a “nota” final atribuída a Guiné-Bissau vai ser elevada!
Um confronto dos fortes com as nossas fraquezas materiais, mas não políticas, porque teremos voz própria para confrontar os fortes (Doadores) com a nossa realidade e projecto de desenvolvimento sustentado, é para convencer, nesta árdua tarefa de tentar recuperar políticas mais justas para a nossa sociedade. Um sonho de vida digna para o reforço do ego-colectivo do Povo, sem pôr em causa a sua dignidade e prosperidade, tão desejadas, há décadas.
O momento é de saber escolher bem, escolhendo o melhor em alternativa às aparências de ajudas oferecidas do exterior, com segundas intenções por parte dos seus autores.
Por isso, há que estar atento, escolher a oferta que maior AJUDA trará ao País, afinal o Povo é quem mais precisa dessa ajuda para continuar a sua luta.
O Povo é “pobre” nos recursos materiais, mas não é pobre de espírito, e quer melhor projecto de vida, melhor política que ponha fim às suas dificuldades, com vantagens claras e transparentes para o Estado da Guiné-Bissau.
Precisamos de ajuda para o País e vamos conseguir convencer com seriedade e de cabeça levantada, firmar o projecto da Nação. Saberemos defender a necessidade desta ajuda oportuna, mas nunca seremos um “pau-mandado” da confiança dos Senhores de Bruxelas, para fazer apenas e só o que nos ordenam os senhores do dinheiro! Por isso mesmo, há que estudar letra a letra os dossiers/projectos, para serem discutidos e aprofundados de acordo com as vantagens e necessidades do País.
Cuidado com as migalhas gordas, Camaradas, costumam cair e encher os bolsos rasos dos nacionais-receptores.
Enquanto os senhores autores de projectos no estrangeiro, subsidiados com pesados milhares de milhões de euros ou dólares, guardam tudo fora, mantendo os olhos postos dentro da nossa Terra.
Porque, na verdade, este “bolo” foi conseguido à custa da imagem frágil da Guiné-Bissau! Venderam a ideia de que vão “ajudar” os Guineenses, controlando tudo, isso já sabemos. Agora falta ver para crer.
Bruxelas dá a quem entende e, nós fiscalizamos, trata-se de uma exigência importante, verificar a aplicação correcta dos apoios conseguidos para os fins a que foram destinados, só.
Com o argumento de apoiar o nosso País, projectos vêm de fora para dentro, alguns podem não ter credibilidade operacional comprovada no terreno. É preciso sabermos com provas dadas no mundo do trabalho, quem são todos eles, sobretudo se na área industrial ou comercial, etc. têm boas obras feitas a título de referência, já que os temos agarrado na perna para entrarem na Guiné-Bissau. Então vamos controlar tudo. Lembrai-vos, temos o direito de conhecer todos os projectos de trás para a frente e vice-versa, informar, quando algo não corre como o previsto, penso.
Os concursos são anunciados lá fora (em Bruxelas), a maior parte dos concorrentes são europeus, a probabilidade de seleccionar um não Guineense é maior, porque não aparecem projectos de nacionais a concorrerem com os outros, em pé de igualdade no exterior, como há meses atrás se viu em Bruxelas, factos que reuniram interessados em investir na Guiné-Bissau para saber dos apoios possíveis ou não.
Se não temos condições técnicas ou tecnológicas para ganhar os concursos fora e depois trazer para o País a sua execução para o terreno, então há que ter por perto os projectos que entram, para sabermos tudo sobre o seu processamento e aplicação no País, uma aprendizagem necessária neste momento, penso.
Justifica neste momento uma “travagem” deste Governo, para exigirmos apresentação dos projectos, fazer um pró-reconhecimento, saber se há estudos feitos no terreno em todos eles, se devem continuar ou parar, por tempo determinado pelo Governo para alteração se necessário.
Justifica haver supervisão continuada nesta interacção Doadores e o Governo, do primeiro ao último dia que visar a aplicação deste processo. Conhecer a engenharia financeira, os custos dos projectos, como também, verificarmos se efectivamente estão a fazer o que "pomposamente" escreveram no papel. Temos de controlar, porque pode ficar esquecida na gaveta alguma execução e falhas e ninguém sabe do resto ou dos dinheiros que não foram utilizados para o fim a que foram destinados, para a Guiné-Bissau.
Os doadores podem fiscalizar, por seu lado, mas nós somos os mais interessados (Guineenses), por isso, quando um projecto não cumpre no terreno com as tintas que deixou, preto no branco, deve ser punido, travado e devolvido o motivo fraudulento ou corrupto se for o caso, à origem! O País através do Governo pode e deve dar satisfações técnicas, materiais e financeiras à proveniência neste caso, com relatórios oficiais detalhados, assinados pelo Governo e entregues aos Doadores.
Não deixamos por mãos alheias uma escolha pessoal e intransmissível, passar ao lado com uma “sapatilha” na boca, enquanto o País andar descalço, nunca!
Não faz sentido negligenciarmos este aspecto, a acontecer seria permitirmos que a nossa Terra continuasse a fazer milionários à custa das nossas desgraças e descuidos do Estado e do Governo. Vamos controlar, só assim podemos saber o que se faz ou projecta fazer-se a curto, médio e longo prazo (como diz o Governo).
Sem querer ferir susceptibilidades, continuo a pisar neste risco, porque receio que o Governo actual não tenha representação em Bruxelas a acompanhar este processo, para estar ao corrente de tudo que se passa há meses sobre tudo isto, onde parceiros e "amigos" da Guiné-Bissau, já submeteram os seus projectos com destino a intervenção futura no território nacional se forem aprovados!?
O Governo deve ter cópia fidedigna desses mesmos projectos "famosos", avaliados no exterior do País, para logo a seguir, merecer os fundos financeiros atribuídos em nome da ajuda à Guiné-Bissau, e entregues aos autores dos projectos como é normal fazer-se!
Mas alguém sabe tudo sobre isto neste momento, julgo que não, uma coisa é a teoria da forma, outra, será o seu conteúdo. Não vamos ficar pelo formato das coisas, excitados ou influenciados pelas cosméticas apresentadas, apressados para ver o País a avançar, quando não temos noção da totalidade dos seus conteúdos.
Sabermos quem irá beneficiar mais, se nós ou os outros, é preciso, desta vez teremos os olhos abertos, penso que faz todo o sentido estarmos atentos a isto tudo.
Já muitos projectos entraram no País e tiveram início no terreno, mas não se concluíram, por isto ou aquilo. Na verdade nunca mais ninguém perguntou por nada, pergunto hoje mais uma vez, e porquê?
Os projectos que chegaram ao fim foram apenas os que, no final das obras feitas, recebemos - chave na mão - o que significa que só depois de tudo pronto/feito, recebemos o presente! Vai continuar a acontecer ou algo vai mudar?
Há gente séria e capaz (sublinho), mas o contrário não é menos verdadeiro, por isso, o rigor, a responsabilidade séria exige que se criem Gabinete/s de controle e fiscalização de projectos em execução no País. Começar já, desde a primeira hora, a controlar e assim evitar mais corrupção continuada. Para a evitar, temos uma chave secreta - Instalar Burocracia Inteligente - que permitirá controlar documentos oficiais necessários e imprescindíveis ao processo de controlo, se não o fizermos, não iremos conseguir "apanhar" o faltoso e, muito menos, puni-lo, na lei!
Como exemplo: É bom saber o financiamento que terá um projecto "X" aplicado na Guiné-Bissau, saber: as suas despesas técnicas; salários dos seus operacionais (todos). Visto que é prática, os chefes e os gestores auferirem salários milionários, enquanto os nacionais, são pagos dentro dum escalão a condizer com os níveis praticados pelo Estado Guineense.
Esta prática, a ser confirmada, pode significar na prática um método fraudulento de esvaziamento do capital destinado ao projecto através de ordenados milionários (basta haver alguns a ganharem centenas de milhares de euros por ano, quando no seu país de origem, a fazer o mesmo que no projecto, nem se aproximaria a menos de metade do que vai ganhar no nosso País), enquanto outros (os Guineenses) ganham quase nada no seu País.
Mais uma razão para pensar que há projectos e projectos, alguns só servem os interesses dos seus autores e não os interesses do nosso Povo!
Projectos para a Guiné-Bissau devem ser muito bons, ok? São necessários como o pão para a boca, devem beneficiar em primeiro lugar o País. Até porque são financiados por causa do nosso Território, portanto há que ter em conta esta realidade, só.
Estar atentos a isto é pertinente, porque Projectos financiados por Bruxelas rumo à Guiné-Bissau, não foram selecionados para enriquecer os seus "autores/gestores", mas sim para apoiar um País, que se encontra na fase mais difícil do seu desenvolvimento, económico, social e cultural.
Se acontecerem pagamentos de salários milionários, será o mesmo que uma fatia significativa desse dinheiro doado para Guiné-Bissau, acabar por continuar nas mãos dos autores dos projectos.
Será o mesmo que a maior fatia do “bolo” não ter saído sequer da Europa com destino ao nosso País, infelizmente, é assim, pense nisto Camarada!
Sem ofensa Camaradas, mas apenas afirmarem que queremos uma estratégia ambiciosa, para vários anos, isso já é bom, mas não chega!
Algum cuidado deveremos ter, porque um "contracto assinado" é para se cumprir. Logo estes “muitos anos" esperam cláusula implícita que nos permitirá a interrupção do mesmo contrato, caso venha a ser necessário, embora não seja nosso desejo, espero!
Já houve quem assinasse contratos com estrangeiros para o nosso País, para muitos e muitos anos, como quem deseja um feliz aniversário a alguém querido, com logos anos de vida como é costume fazer-se.
Aqui é preciso saber com que linhas se cosem por longos anos ou apenas “um”?
O País não está em saldo, irmãos! Quem esperou quarenta anos pode esperar mais um pouco, ver cada caso como um caso, avançando com melhor precisão no comando e, com dignidade profissional de referência na sociedade, como verdadeiros donos e filhos da Terra. Não seremos mais meninos de recado, somos "pobres", mas sabemos o que queremos, não aceitamos qualquer esmola.
Diz bem o nosso Governo quando refere: “devemos ter uma visão de curto, médio e longo prazo”, ok! Mas acrescento, meus caros compatriotas, sobretudo uma visão mais dinâmica e controladora durante o processo. Não uma visão cristalizada, mas uma visão que acompanhe a constante mutação positiva e saudável do Desenvolvimento Sustentado em vista, e que permita mudanças quando é preciso, só.
Todo o cuidado é pouco Camaradas, sobretudo porque somos Guiné-Bissau, um país virgem e, a "MULHER" mais bonita da Costa Ocidental de África!
Estranhos e perversos circundam a roda da saia grande do território nacional, mas confiamos, que nada está ou estará à venda, nada deste corpo que nos pariu e mimou a todos, que havemos de deixar cada vez mais feliz e saudável, para os vindouros Guineenses e amigos da Guiné-Bissau!
Concordo com os "quatro eixos" de intervenções apontadas pelo Governo. No entanto, queremos saber se já pensou nos “pneus sobresselentes” por causa dos furos, caso venha a ser preciso mudar, durante o percurso?
E mais, camaradas, oiço muita fala e leio alguma escrita sobre a Biodiversidade da Guiné-Bissau, pois muito bem, tudo isso é muito bonito, no entanto, constatamos que muitos desses entusiastas estão igualmente inflamados, quase histéricos com esta ideia da exploração do petróleo na nossa fronteira marítima, então pergunto, em que ficamos!?
Acham que no ambiente da natureza proporcional à biodiversidade (biologia, ecologia e geologia), esta realidade irá conviver com as alterações químicas provocadas no futuro pela exploração do petróleo?
Bem, não vou mudar de assunto agora, porque ficará para mais tarde este assunto, mas vamos pensando nos prós e contras disto. Vejo gente feliz a pensar no petróleo futuro e, quase ninguém neste planeta inteiro, sabe "tapar o buraco” do ozono, ficando cada vez mais largo com o avanço das alterações climáticas, daí que há-de "engolir” tudo e todos, talvez um dia…
Receio, neste momento, que a ideia de "inquietude" esteja a ser vista pelo Governo do nosso lado, mas penso que não, é precisamente o contrário, se "doadores internacionais" não parecem inquietos, será sempre a fingirem como bons actores que são, acreditem sff.
Porque eles (os doadores) também estão a tentar a sorte, a fazerem-se à Noiva!
Cuidado e arranjem “espingardas” que disparem água de cheiros, assim marcados pelo cheiro diferente, ficamos a saber quem vem por mal, visto que há ideias de fora, que não nos interessam cá dentro, pense nisto Camarada!
A maior inquietude está do lado de fora do território nacional, mas todos eles pretendem inverter este efeito psicológico, com o objectivo de ver a Guiné-Bissau em saldo ou a "vender" o que nunca terá sequer um preço, nunca, a nossa Terra!
Estamos a pedir ajuda (sublinho), mas mesmo assim, ainda sabemos escolher a oferta que melhor servirá o Povo, só.
Bom trabalho a todos e, felicidades…
Djarama. Filomeno Pina.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
República Democrática do Congo: Que "constrangimentos" para o calendário eleitoral?
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

O presidente da República Democrática do Congo (RDC), Joseph Kabila, em 03 de fevereiro de 2015 em Bata © AFP
A próxima eleição presidencial, juntamente com as leis, estão agendadas para 27 de novembro de 2016 na RDC. Segundo a Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI), a realização das eleições, no entanto, continua a depender de uma série de "constrangimentos". Quais são eles?
Quinta-feira, 12 fevereiro, a data da próxima eleição presidencial na República Democrática do Congo (RDC) foi definida pela Comissão Nacional Independente (CENI) para 27 de Novembro de 2016. A eleição presidencial, que o chefe de Estado Joseph Kabila não tem mais direito a concorrer, e será realizada no mesmo dia que as eleições gerais.
De acordo com o calendário eleitoral, a organização de eleições locais e provinciais será realizada por voto direto em 25 de outubro de 2015. Em seguida vem a eleição do Senado, a ser realizada indiretamente em 17 janeiro de 2016, e, finalmente, as eleições presidenciais e legislativas. O novo presidente deve ser empossado, o mais tardar, a 20 de dezembro de 2016, depois de cinco anos após o início do segundo mandato de Jospeh Kabila.
Este cronograma está em conformidade com o calendário eleitoral ditada pela Constituição congolesa. Mas até agora ainda há várias questões pendentes, uma vez que a organização das várias eleições realizadas em uma série de restrições ainda a serem levantadas, de acordo com a CENI antes de uma "data crítica".
Joseph Kabila, promulgou a nova lei eleitoral
As restrições financeiras
Para as eleições presidenciais e legislativas, Jean-Pierre Kalamba, o relator do CENI, discutiu "a implementação do plano de fundos de desembolso" necessários para a organização de eleições. Em suma: você tem que conseguir o dinheiro para organizar as eleições. Em entrevista à Rádio Okapi, Abbé Apollinaire Malumalu estimou o custo total da eleição em mais de um bilhão de euros.
Para mobilizar essa enorme quantidade de dinheiro, Kinshasa espera que os parceiros internacionais vão liberar fundos. A comunidade internacional exigiu durante meses a publicação de um calendário para decidir o apoio financeiro que poderá fornecer para o processo eleitoral congolês. Isto deve ser feito agora.
A restrição parlamentar
Segundo a restrição mencionada pela CENI: votação e promulgação da "lei de distribuição de lugares" projecto de MPs no território nacional. A redistribuição dos distritos eleitorais está nas gavetas da Assembleia Nacional durante vários anos, mas nunca foi aprovado.
Logicamente, essa redefinição é esperada antes das eleições parlamentares marcadas para 27 de Novembro de 2016. A lei sobre a distribuição dos lugares de deputados à Assembleia Nacional terá de ser aprovada e promulgada antes. Problema: esta lei é largamente dependente do recenseamento geral, que continua a ser uma condição prévia para a organização do legislativo na nova lei eleitoral.
Lei Eleitoral na RDC, os 10 novos actos que poderão mudar tudo
O estresse dos cadernos eleitorais
Actualização do registo eleitoral é o último grande constrangimento observado pela CENI. Uma auditoria externa em torno deste arquivo está prevista para o final de março. Supõe-se que possa ser encerrada três dias antes da convocação dos eleitores para as eleições locais e provinciais no final de outubro de 2015.
O objectivo desta auditoria é para atualizar a lista de eleitores congoleses antes de embarcar em uma maratona eleitoral que será executada a partir de outubro de 2015 a novembro de 2016.
# jeuneafrique (Com AFP)
O presidente da República Democrática do Congo (RDC), Joseph Kabila, em 03 de fevereiro de 2015 em Bata © AFP
A próxima eleição presidencial, juntamente com as leis, estão agendadas para 27 de novembro de 2016 na RDC. Segundo a Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI), a realização das eleições, no entanto, continua a depender de uma série de "constrangimentos". Quais são eles?
Quinta-feira, 12 fevereiro, a data da próxima eleição presidencial na República Democrática do Congo (RDC) foi definida pela Comissão Nacional Independente (CENI) para 27 de Novembro de 2016. A eleição presidencial, que o chefe de Estado Joseph Kabila não tem mais direito a concorrer, e será realizada no mesmo dia que as eleições gerais.
De acordo com o calendário eleitoral, a organização de eleições locais e provinciais será realizada por voto direto em 25 de outubro de 2015. Em seguida vem a eleição do Senado, a ser realizada indiretamente em 17 janeiro de 2016, e, finalmente, as eleições presidenciais e legislativas. O novo presidente deve ser empossado, o mais tardar, a 20 de dezembro de 2016, depois de cinco anos após o início do segundo mandato de Jospeh Kabila.
Este cronograma está em conformidade com o calendário eleitoral ditada pela Constituição congolesa. Mas até agora ainda há várias questões pendentes, uma vez que a organização das várias eleições realizadas em uma série de restrições ainda a serem levantadas, de acordo com a CENI antes de uma "data crítica".
Joseph Kabila, promulgou a nova lei eleitoral
As restrições financeiras
Para as eleições presidenciais e legislativas, Jean-Pierre Kalamba, o relator do CENI, discutiu "a implementação do plano de fundos de desembolso" necessários para a organização de eleições. Em suma: você tem que conseguir o dinheiro para organizar as eleições. Em entrevista à Rádio Okapi, Abbé Apollinaire Malumalu estimou o custo total da eleição em mais de um bilhão de euros.
Para mobilizar essa enorme quantidade de dinheiro, Kinshasa espera que os parceiros internacionais vão liberar fundos. A comunidade internacional exigiu durante meses a publicação de um calendário para decidir o apoio financeiro que poderá fornecer para o processo eleitoral congolês. Isto deve ser feito agora.
A restrição parlamentar
Segundo a restrição mencionada pela CENI: votação e promulgação da "lei de distribuição de lugares" projecto de MPs no território nacional. A redistribuição dos distritos eleitorais está nas gavetas da Assembleia Nacional durante vários anos, mas nunca foi aprovado.
Logicamente, essa redefinição é esperada antes das eleições parlamentares marcadas para 27 de Novembro de 2016. A lei sobre a distribuição dos lugares de deputados à Assembleia Nacional terá de ser aprovada e promulgada antes. Problema: esta lei é largamente dependente do recenseamento geral, que continua a ser uma condição prévia para a organização do legislativo na nova lei eleitoral.
Lei Eleitoral na RDC, os 10 novos actos que poderão mudar tudo
O estresse dos cadernos eleitorais
Actualização do registo eleitoral é o último grande constrangimento observado pela CENI. Uma auditoria externa em torno deste arquivo está prevista para o final de março. Supõe-se que possa ser encerrada três dias antes da convocação dos eleitores para as eleições locais e provinciais no final de outubro de 2015.
O objectivo desta auditoria é para atualizar a lista de eleitores congoleses antes de embarcar em uma maratona eleitoral que será executada a partir de outubro de 2015 a novembro de 2016.
# jeuneafrique (Com AFP)
Obama tira foto com pau de selfie e grava vídeo cômico para internet.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Quando até o presidente dos Estados Unidos tira foto com um pau de selfie, pode-se dizer que a moda realmente pegou. Em uma brincadeira promovida pelo site Buzzfeed, Barack Obama aparece em um vídeo intitulado Coisas que todos fazemos, mas ninguém confessa. Na produção, Obama faz caretas, treina como falar ao povo americano em frente ao espelho e pede para que eles se cadastrem no plando de cobertura de saúde promovido pelo governo.
#correiobraziliense.com.br
Em uma brincadeira promovida pelo site Buzzfeed, Barack Obama aparece em um vídeo intitulado Coisas que todos fazemos, mas ninguém confessa.
Quando até o presidente dos Estados Unidos tira foto com um pau de selfie, pode-se dizer que a moda realmente pegou. Em uma brincadeira promovida pelo site Buzzfeed, Barack Obama aparece em um vídeo intitulado Coisas que todos fazemos, mas ninguém confessa. Na produção, Obama faz caretas, treina como falar ao povo americano em frente ao espelho e pede para que eles se cadastrem no plando de cobertura de saúde promovido pelo governo.
#correiobraziliense.com.br
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
BCEAO E INSEE ASSINAM UM QUADRO-CONVENÇÃO DA COOPERAÇÃO.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

O governador do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), Sr. Tiémoko Meyliet KONE, visitou a sede do Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos (INSEE), em Paris, onde ele conheceu Jean-Luc Tavernier, Director Geral do INSEE. No final desta sessão de trabalho, eles assinaram uma Quadro-Convenção sobre a cooperação técnica entre as duas instituições.
#abidjan.net
O governador do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), Sr. Tiémoko Meyliet KONE, visitou a sede do Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos (INSEE), em Paris, onde ele conheceu Jean-Luc Tavernier, Director Geral do INSEE. No final desta sessão de trabalho, eles assinaram uma Quadro-Convenção sobre a cooperação técnica entre as duas instituições.
O governador do Banco Central dos Estados da África
Ocidental (BCEAO), Sr. Tiémoko Meyliet Kone, visitou a sede do Instituto
Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos (INSEE), em Paris, onde ele
conheceu Jean-Luc Tavernier, Director Geral do INSEE. Sr. KONE e Sr.
Tavernier tiveram uma sessão de trabalho no final da qual assinaram um Quadro de Acordo de Cooperação Técnica entre as duas instituições.
O BCEAO tem desenvolvido nos últimos anos um amplo
programa para melhorar a sua capacidade estatística para aumentar a sua
eficácia na gestão das suas funções e para desempenhar o seu papel de assessor
econômico e financeiro dos Estados.
Em termos de estatísticas monetárias e da balança de
pagamentos, do qual a produção se reserva ao BCEAO, um programa de assistência técnica foi criada
com o Fundo Monetário Internacional, a fim de cumprir com as mais recentes
normas.
Esta cooperação com INSEE, cuja especialidade é
reconhecida internacionalmente no domínio da recolha, armazenamento e
divulgação de dados deve permitir que o BCEAO possa melhorar o seu dispositivo
de análise económica e estendê-lo para recolha de dados sobre a situação
financeira das famílias e da demanda agregada. Ele também facilitaria a
implementação de bases de dados integradas, de alta performance e beneficiar os Institutos Nacionais de Estados-Membros de Estatística, que produzem
grandes quantidades de dados necessários para o BCEAO.
A assistência técnica será organizado com INSEE em
uma base anual e deve incluir, em relação ao ano de 2015, o
acompanhamento e análise da situação, a produção e elaboração das contas
nacionais trimestrais, a formação e pesquisa.
R. KRA
#abidjan.net
Angola: Contas Bancárias na Suíça Revelam os Novos Angolanos do Regime.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

A informação
bancária de 31 entidades angolanas com contas no banco HSBC, na Suíça, e com um
valor de depósitos de US $36 milhões, revela que grande parte dos seus
titulares são comerciantes de diamantes estrangeiros. A lista dos nomes
relembra as vezes que o presidente atribuiu a nacionalidade angolana a
traficantes de armas e a suspeitos de crimes de corrupção e evasão fiscal. Mas,
em Angola, estes cidadãos são ilustres, alguns são mesmo amigos e sócios de
Isabel dos Santos, condição que em Angola continua a permitir que se esteja
acima da lei e da dignidade dos angolanos.
A lista faz parte da divulgação de informação bancária referente aos anos de 2006 a 2007, obtida pelo jornal francês Le Monde, e que o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) colocou à disposição de colegas em várias partes do mundo, incluindo o Maka Angola.
A lista faz parte da divulgação de informação bancária referente aos anos de 2006 a 2007, obtida pelo jornal francês Le Monde, e que o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) colocou à disposição de colegas em várias partes do mundo, incluindo o Maka Angola.
Os ficheiros do banco,
colocados à disposição dos jornalistas e analisados pelas autoridades
francesas, estão incompletos mas permitem aferir os clientes por país. Sabe-se
que, em muitos casos, o cliente apresenta três a quatro nacionalidades
diferentes, optando o banco por identificá-lo como nacional do pais com o qual
tem maior relacionamento financeiro.
No topo da lista de clientes identificados com a nacionalidade angolana, encontram-se cidadãos judeus originários da Bélgica e de Israel, todos ligados ao sector dos diamantes. A mais importante dessas figuras é Guy Laniado, de 43 anos, então gerente da Ascorp. Esta empresa foi criada em 2000 pelo traficante de armas Arkady Gaydamak, com o objectivo de comercializar exclusivamente os diamantes angolanos. Em troca da exclusividade do negócio de diamantes, Gaydamak assegurou apoio técnico-militar israelita para o combate decisivo contra Jonas Savimbi.
Gaydamak conhecia o negócio das armas, mas desconhecia o negócio dos diamantes, tal como ele próprio declarou, em 2013, a um tribunal londrino. Por essa razão, segundo o seu argumento, associou-se a empresários conhecedores do sector de diamantes, como Ehud Laniado (parente de Guy), Sylvain Goldberg e Lev Leviev. Tudo tem um preço familiar no reinado da presidência de Dos Santos. Não bastava Gaydamak fornecer as armas e a ajuda militar ao governo angolano, a família do presidente fazia também parte da equação do negócio. Gaydamak reservara 24.5 por cento das acções da empresa para Isabel dos Santos, a primogénita do presidente angolano. Gaydamak e Isabel dos Santos oficializavam assim a sua parceria de sócios. E os recursos de Angola eram usados pelo governo de Angola, mas, no mesmo negócio, o presidente garantia que a sua família seria a maior beneficiada.
Para se aferir a influência de Guy Laniado em Angola, o Maka Angola recorre, mais uma vez, ao testemunho de Arkady Gaydamak no tribunal de Londres. Em parelha com outro traficante – Pierre Falcone –, Gaydamak foi um dos grandes pilares do presidente José Eduardo dos Santos nos últimos anos da guerra. Ambos obtiveram a nacionalidade angolana e passaportes diplomáticos pelos seus serviços de fornecimentos de armas e assistência técnico-militar para o aniquilamento dos rebeldes.
Em 2003, para garantir a libertação de Pierre Falcone, que se encontrava detido em França no âmbito do escândalo Angolagate, o presidente nomeou-o ministro conselheiro da embaixada de Angola junto da UNESCO. Protegido pela imunidade diplomática criada pelo Estado angolano, Falcone foi libertado e instalou-se em Angola. O escândalo Angolagate comportava suspeitas de tráfico de armas, branqueamento de capitais, corrupção de dirigentes franceses e angolanos e evasão fiscal. Para não ser apanhado pelo processo nas teias da justiça francesa, Gaydamak rapidamente se refugiou em Israel, conseguindo assim evitar a sua detenção sob o mesmo processo. O petróleo angolano abafou o caso.
Gaydamak declarou que a segurança da Ascorp para o combate ao garimpo ilegal estava sob tutela de Ehud Laniado. A Gaydamak cabia o controlo e a operacionalidade dos ex-comandantes e oficiais do exército israelita e ex-directores e operativos da Mossad, que prestavam assistência ao governo para a eliminação da guerrilha.
Como Ehud Laniado não apresentava resultados satisfatórios, quer para o governo quer para os seus sócios, as autoridades angolanas decidiram terminar o referido contrato.
Tal como disse Gaydamak ,“o seu filho [Guy] operava em Angola e tinha boas relações com Isabel dos Santos, e eu sei que ele [o filho] convenceu a Isabel, a filha do presidente, que a segurança deveria permanecer sob controlo da empresa belga [do seu pai Ehud]”. Um antigo funcionário dos Laniado afirma, ao Maka Angola, que Guy é sobrinho de Ehud.
Quando o juiz inglês perguntou a Gaydamak qual era o envolvimento do presidente José Eduardo dos Santos na gestão da Ascorp e com os seus gerentes, a sua resposta foi directa: “O presidente, em Angola, controla tudo.” A seguir, Gaydamak esclareceu que tudo o que tinha a ver com recursos naturais, sobretudo petróleo e diamantes, estava sob controlo do presidente.
Os Laniado e a família presidencial
Antes da criação formal da Ascorp, entre 1998 e 1999, Gaydamak estabeleceu negociações com Ehud Laniado, para a compra de diamantes em posse de Isabel dos Santos.
Já com a Ascorp em funcionamento, segundo Gaydamak, “os verdadeiros lucros eram obtidos através da Welox [de Laniado e Leviev], a quem a Ascorp vendia os diamantes comprados aos produtores, por Lev Leviev e o Laniado Group”. Os lucros e diamantes da Welox eram divididos a meias entre o grupo controlado por Ehud Laniado (que, por sua vez, dividia os seus lucros com Sylvain Goldberg e Isabel dos Santos), e o grupo controlado por Arkady Gaydamak e Lev Leviev. Ao Estado angolano cabia a fama da sociedade.
Se, por um lado, é possível compreender que o presidente tenha atribuído nacionalidade e estatuto diplomático a Gaydamak e a Falcone, por gratidão pelo seu contributo na guerra, como se pode justificar que Angola proteja Guy Laniado? A única explicação plausível é a sociedade e a amizade de Laniado com Isabel dos Santos. Ou seja, os interesses da família presidencial sobrepõem-se aos do Estado angolano.
Estes exemplos demonstram que a atribuição da nacionalidade angolana tem sido usada como ferramenta de negócio pelo presidente e a sua filha. No entanto, as negociatas dos Laniado com Isabel dos Santos eram ilícitas e, em alguns casos, ambíguas à luz da legislação angolana.
Para dissipar quaisquer dúvidas sobre casos semelhantes, em Setembro de 2014 o presidente orientou seu partido, o MPLA, para a aprovação do anteprojecto de Lei da Nacionalidade. O presidente passa a ter poderes legais exclusivos para atribuir a nacionalidade a quem quiser e como bem entender. Na verdade, é isso que tem acontecido, ainda que à revelia.
Segundo o anteprojecto, o presidente “pode conceder, sem faculdade de delegação da Assembleia Nacional, a nacionalidade angolana, naturalização, aos estrangeiros que tenham prestado ou sejam chamados a prestar serviços relevantes ao Estado angolano”.
Muitos dos indivíduos a quem o presidente tem atribuído a nacionalidade angolana são de idoneidade duvidosa.
Por exemplo, a empresa dos Laniado e de Sylvain Goldberg, na Bélgica, a Omega Diamonds, para onde têm sido canalizados os diamantes de Angola e República Democrática do Congo, está envolvida na maior história de evasão fiscal, branqueamento de capitais e defraudação das autoridades alfandegárias neste país. Em 2013, a Omega Diamonds comprometeu-se a pagar uma multa de US $180 milhões às autoridades belgas para por termos às investigações criminais. O caso continua no Tribunal Supremo da Bélgica
Outros indivíduos que também fizeram os seus depósitos na Suíça como angolanos são Jacob Karko, director da Ascorp; Tal Schechter, financeiro da Ascorp; Jacques Norbert Davids, um dos principais compradores de diamantes da Ascorp, e Eran Nativ, sobrinho de Ehud Laniado.
Há também três comerciantes estrangeiros, listados como angolanos, com contas no HSBC na Suíça, nomeadamente Zulfikarali Adatia, Noureen Jamal-Adatia, Mahmoud Alidina.
No entanto, tratando-se de angolanos, o caricato impera. Quem detém o maior montante depositado no período em apreço é uma cidadã, Elsa Maria Matos Almeida Teixeira, que se apresenta no banco como dona de casa e tem um pecúlio de 7 milhões e 167 mil dólares.
Por sua vez, Guy Laniado instalou-se em Londres, onde fundou e dirige uma empresa destinada a criar oportunidades de negócios para os seus clientes em África, na Ásia e na Europa. Segundo o website da sua empresa Northcross, depois de dez anos de trabalho no sector dos diamantes em Angola, Guy Laniado apresenta-se “como um dos maiores especialistas na indústria e tem trabalhado estreitamente em vários projectos mineiros no país”.
Laniado reclama também ter sido conselheiro do Estado na aprovação de nova legislação “para tornar o comércio dos diamantes mais seguro e mais transparente”. “Actualmente, Guy continua como conselheiro de altos dirigentes no sector diamantífero”, lê-se no seu website.
Sobre o caso, o sociólogo João Paulo Ganga apenas lamenta: “O grande dilema é que o Estado está nas mãos de delinquentes. Há um processo de privatização do Estado. Falar de leis é complicado porque aqui [em Angola] o poder é unipessoal e do presidente”.
“A nacionalidade é atribuída por um órgão de soberania, o presidente, a Assembleia Nacional ou um órgão judicial, mas os órgãos de soberania estão sequestrados pelo vontade e poder de um só homem. As leis são apenas para legitimar a sua vontade”, conclui o sociólogo.
No topo da lista de clientes identificados com a nacionalidade angolana, encontram-se cidadãos judeus originários da Bélgica e de Israel, todos ligados ao sector dos diamantes. A mais importante dessas figuras é Guy Laniado, de 43 anos, então gerente da Ascorp. Esta empresa foi criada em 2000 pelo traficante de armas Arkady Gaydamak, com o objectivo de comercializar exclusivamente os diamantes angolanos. Em troca da exclusividade do negócio de diamantes, Gaydamak assegurou apoio técnico-militar israelita para o combate decisivo contra Jonas Savimbi.
Gaydamak conhecia o negócio das armas, mas desconhecia o negócio dos diamantes, tal como ele próprio declarou, em 2013, a um tribunal londrino. Por essa razão, segundo o seu argumento, associou-se a empresários conhecedores do sector de diamantes, como Ehud Laniado (parente de Guy), Sylvain Goldberg e Lev Leviev. Tudo tem um preço familiar no reinado da presidência de Dos Santos. Não bastava Gaydamak fornecer as armas e a ajuda militar ao governo angolano, a família do presidente fazia também parte da equação do negócio. Gaydamak reservara 24.5 por cento das acções da empresa para Isabel dos Santos, a primogénita do presidente angolano. Gaydamak e Isabel dos Santos oficializavam assim a sua parceria de sócios. E os recursos de Angola eram usados pelo governo de Angola, mas, no mesmo negócio, o presidente garantia que a sua família seria a maior beneficiada.
Para se aferir a influência de Guy Laniado em Angola, o Maka Angola recorre, mais uma vez, ao testemunho de Arkady Gaydamak no tribunal de Londres. Em parelha com outro traficante – Pierre Falcone –, Gaydamak foi um dos grandes pilares do presidente José Eduardo dos Santos nos últimos anos da guerra. Ambos obtiveram a nacionalidade angolana e passaportes diplomáticos pelos seus serviços de fornecimentos de armas e assistência técnico-militar para o aniquilamento dos rebeldes.
Em 2003, para garantir a libertação de Pierre Falcone, que se encontrava detido em França no âmbito do escândalo Angolagate, o presidente nomeou-o ministro conselheiro da embaixada de Angola junto da UNESCO. Protegido pela imunidade diplomática criada pelo Estado angolano, Falcone foi libertado e instalou-se em Angola. O escândalo Angolagate comportava suspeitas de tráfico de armas, branqueamento de capitais, corrupção de dirigentes franceses e angolanos e evasão fiscal. Para não ser apanhado pelo processo nas teias da justiça francesa, Gaydamak rapidamente se refugiou em Israel, conseguindo assim evitar a sua detenção sob o mesmo processo. O petróleo angolano abafou o caso.
Gaydamak declarou que a segurança da Ascorp para o combate ao garimpo ilegal estava sob tutela de Ehud Laniado. A Gaydamak cabia o controlo e a operacionalidade dos ex-comandantes e oficiais do exército israelita e ex-directores e operativos da Mossad, que prestavam assistência ao governo para a eliminação da guerrilha.
Como Ehud Laniado não apresentava resultados satisfatórios, quer para o governo quer para os seus sócios, as autoridades angolanas decidiram terminar o referido contrato.
Tal como disse Gaydamak ,“o seu filho [Guy] operava em Angola e tinha boas relações com Isabel dos Santos, e eu sei que ele [o filho] convenceu a Isabel, a filha do presidente, que a segurança deveria permanecer sob controlo da empresa belga [do seu pai Ehud]”. Um antigo funcionário dos Laniado afirma, ao Maka Angola, que Guy é sobrinho de Ehud.
Quando o juiz inglês perguntou a Gaydamak qual era o envolvimento do presidente José Eduardo dos Santos na gestão da Ascorp e com os seus gerentes, a sua resposta foi directa: “O presidente, em Angola, controla tudo.” A seguir, Gaydamak esclareceu que tudo o que tinha a ver com recursos naturais, sobretudo petróleo e diamantes, estava sob controlo do presidente.
Os Laniado e a família presidencial
Antes da criação formal da Ascorp, entre 1998 e 1999, Gaydamak estabeleceu negociações com Ehud Laniado, para a compra de diamantes em posse de Isabel dos Santos.
Já com a Ascorp em funcionamento, segundo Gaydamak, “os verdadeiros lucros eram obtidos através da Welox [de Laniado e Leviev], a quem a Ascorp vendia os diamantes comprados aos produtores, por Lev Leviev e o Laniado Group”. Os lucros e diamantes da Welox eram divididos a meias entre o grupo controlado por Ehud Laniado (que, por sua vez, dividia os seus lucros com Sylvain Goldberg e Isabel dos Santos), e o grupo controlado por Arkady Gaydamak e Lev Leviev. Ao Estado angolano cabia a fama da sociedade.
Se, por um lado, é possível compreender que o presidente tenha atribuído nacionalidade e estatuto diplomático a Gaydamak e a Falcone, por gratidão pelo seu contributo na guerra, como se pode justificar que Angola proteja Guy Laniado? A única explicação plausível é a sociedade e a amizade de Laniado com Isabel dos Santos. Ou seja, os interesses da família presidencial sobrepõem-se aos do Estado angolano.
Estes exemplos demonstram que a atribuição da nacionalidade angolana tem sido usada como ferramenta de negócio pelo presidente e a sua filha. No entanto, as negociatas dos Laniado com Isabel dos Santos eram ilícitas e, em alguns casos, ambíguas à luz da legislação angolana.
Para dissipar quaisquer dúvidas sobre casos semelhantes, em Setembro de 2014 o presidente orientou seu partido, o MPLA, para a aprovação do anteprojecto de Lei da Nacionalidade. O presidente passa a ter poderes legais exclusivos para atribuir a nacionalidade a quem quiser e como bem entender. Na verdade, é isso que tem acontecido, ainda que à revelia.
Segundo o anteprojecto, o presidente “pode conceder, sem faculdade de delegação da Assembleia Nacional, a nacionalidade angolana, naturalização, aos estrangeiros que tenham prestado ou sejam chamados a prestar serviços relevantes ao Estado angolano”.
Muitos dos indivíduos a quem o presidente tem atribuído a nacionalidade angolana são de idoneidade duvidosa.
Por exemplo, a empresa dos Laniado e de Sylvain Goldberg, na Bélgica, a Omega Diamonds, para onde têm sido canalizados os diamantes de Angola e República Democrática do Congo, está envolvida na maior história de evasão fiscal, branqueamento de capitais e defraudação das autoridades alfandegárias neste país. Em 2013, a Omega Diamonds comprometeu-se a pagar uma multa de US $180 milhões às autoridades belgas para por termos às investigações criminais. O caso continua no Tribunal Supremo da Bélgica
Outros indivíduos que também fizeram os seus depósitos na Suíça como angolanos são Jacob Karko, director da Ascorp; Tal Schechter, financeiro da Ascorp; Jacques Norbert Davids, um dos principais compradores de diamantes da Ascorp, e Eran Nativ, sobrinho de Ehud Laniado.
Há também três comerciantes estrangeiros, listados como angolanos, com contas no HSBC na Suíça, nomeadamente Zulfikarali Adatia, Noureen Jamal-Adatia, Mahmoud Alidina.
No entanto, tratando-se de angolanos, o caricato impera. Quem detém o maior montante depositado no período em apreço é uma cidadã, Elsa Maria Matos Almeida Teixeira, que se apresenta no banco como dona de casa e tem um pecúlio de 7 milhões e 167 mil dólares.
Por sua vez, Guy Laniado instalou-se em Londres, onde fundou e dirige uma empresa destinada a criar oportunidades de negócios para os seus clientes em África, na Ásia e na Europa. Segundo o website da sua empresa Northcross, depois de dez anos de trabalho no sector dos diamantes em Angola, Guy Laniado apresenta-se “como um dos maiores especialistas na indústria e tem trabalhado estreitamente em vários projectos mineiros no país”.
Laniado reclama também ter sido conselheiro do Estado na aprovação de nova legislação “para tornar o comércio dos diamantes mais seguro e mais transparente”. “Actualmente, Guy continua como conselheiro de altos dirigentes no sector diamantífero”, lê-se no seu website.
Sobre o caso, o sociólogo João Paulo Ganga apenas lamenta: “O grande dilema é que o Estado está nas mãos de delinquentes. Há um processo de privatização do Estado. Falar de leis é complicado porque aqui [em Angola] o poder é unipessoal e do presidente”.
“A nacionalidade é atribuída por um órgão de soberania, o presidente, a Assembleia Nacional ou um órgão judicial, mas os órgãos de soberania estão sequestrados pelo vontade e poder de um só homem. As leis são apenas para legitimar a sua vontade”, conclui o sociólogo.
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