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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

UM GUINEENSE FALANDO PARA OS GUINEENSES: CARTA DE REFLEXÃO POLÍTICA.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

A GUINÉ-BISSAU E O
LETRAMENTO POLITICO

                                      JOAQUIM AGOSTINHO DA SILVA 

Caros irmão guineenses,
Sinto um dever patriótico e de cidadania em dirigir esta minha mensagem de reflexão sobre a críse política vigente que vem assolando o país e mantendo os políticos o povo da Guiné-Bissau, já há um ano, sob o obscurantismo, após a tão almejada esperança advinda com as eleições presidenciais e legislativas de 2014.

Caros irmãos guineenses,
É minha convicção, e acredito ser também de todos os guineenses, que para se resolver uma crise, quer política, quer social em primeiro lugar, seria preciso compreendê-la, avaliá-la, criando assim um esquema mental e definindo etapas ou caminhos para obter solução.
Por conseguinte, seriam lançadas as bases propícias para consecução de um consenso plausível.
 Os conflitos têm melhor perspetiva de solução quando o bom senso leva as partes a se esforçarem minimamente em reconhecer a razão da adversária, mas eles podem agravar-se quando as emoções, a falta de visão ou má-fé impedem qualquer reconhecimento das causas e motivações da outra parte.O nosso erro na resolução de qualquer conflito, reside-se na forma como importamos análises acerca da cultura política democrática, o que gera a controvérsia com as nossas leis, histórias e contexto.
Carosirmão guineenses,
Completamos 43 anos da nossa independência: uma independência em que muitos atores políticos não perceberam ainda, que quem quer liderar na sociedade deve perceber que a luta pela liberdade ou luta de libertação nacional não tem limites porque a sociedade não para de evoluir e de se renovar.
Esta luta não se esgota com a independência nacional, uma bandeira e um hino para logo continuarcom a "incivilidade nacional", (mentiras, intrigas, ódios, arte factos e/ ou assassinatos). Mas devemos perceber que o desenvolvimento é a tarefa mais difícil, que temos pela frente, como dizia Amílcar Cabral.
Conquistada a independência o povo da Guiné-Bissau não pode permitir opressão de partidospolíticos, de indivíduos ou grupos, ou outras formas de criar divisão ou clivagens no seio da sociedade.
Estes 43 anos da nossa independência deveria servir de reflexão, hoje, sobre os nossos percursos políticos, nossas açções e para pedir desculpas a este povo marginalizado e cegadoe os heróis da nossa independência (admitir que falhamos), não alegrar com a situação de pobreza extrema e morte lenta que o povo vive enquanto, os outros ainda manipulama verdade dessa independência e/ ou tornar o próprio colonizador do povo.
 Devemos repensar a qualidade da nossa democracia, refletir numa nova pedagogia cívica, aliás, na redemocratização das instituições, e fazer o povo perceber: o que é a política, a democracia,voto,soberania, direitos e deveres docidadão, programa do governo, e ainda o mais importante, contar ao povo o porquê é necessário à sua participação na vida política e como se faz o agendamento políticodos problemas sociais. Assim sendo, pode-se mesmo dizer que há manifestação renovada nas instituições. Na base de valores e princípios democráticos, onde o povo usufruirá, dos seus direitos básicos, como: á educação,saúde,informação, justiça, sendo pilares da matriz da cidadania.
Por isso venho através desta carta desafiar, os partidos políticos, instituições da república e o povo em geral que, para que consigamos a paz, a estabilidade e o desenvolvimento, os políticos precisam de uma NOVA ERA, o chamado,LETRAMENTO POLÍTICO. O letramento político não passa somente em saber, assinar o seu nome, ir ao domínio de escrita, domínio de tecnologia etc, mas sim, saber interpretar as instituições democráticas, respeitar as leis da república, símbolos, valores e princípios democráticos, ter competência e conhecimento democrático, saber unificar vontades e consciências. Isso passa em ter sentimentos positivos, de orgulho. Até o negativo de vergonha. Porque o orgulho está muito centrado no imaginário do "povo".
É o compromisso de cada um de nós, com o nosso letramento político, que garantirá a construção permanente de uma sociedade democrática, uma sociedade em que sejamos livres, iguais, participativos, responsáveis e solidários, compreendendoliberdade como capacidade para ação, igualdade como acesso para todos aos bens e serviços básicos de forma a proteger a dignidade humana, participação como a necessidade de contribuir para o interesse público, responsabilidade por si mesmo, pelos outros e pelo futuro do mundo, e solidariedade entre as pessoas transcendendo barreiras políticas, culturais e sociais.
O letramento político, não devemos esquecer, é um aprendizado que se faz pela democracia e em democracia. Logo, a democracia precisa ser um discurso e ao mesmo tempo uma prática de todos nós individual e coletivamente, todos os dias e em todos os lugares.
É muito importante que o povo tenha liberdade de participação na democracia e isto significa que tem que ser uma prioridade o combate á ignorância, de mesmo modo que é prioritário o letramento politico.
O povodeve ser educado e esclarecido de forma a poder decidir conscientemente (voto de qualidade), apoiar quem entende que melhor vai defender os seus interesses. Não aqueles que fazem "marketing" ou tenha mais meios de distribuir dinheiros de proveniências duvidosas, comida, bebida, camisolas, etc.
As eleições só podem ser realmente livres e justas nas populações esclarecidas e os eleitos só devem estar seguros disso nestas circunstâncias. Só pode dormir sem sobressaltos aquele que for eleito por um povo instruído e esclarecidoe que participa na vida política e nas tomadas de decisões. Por isso, chamo a nossa democracia de disfuncional!Por uma simples razão:POR CAUSA DA CRISE DA CIDADANIA.Nós somos bons em sonhar, mas não somos bons em cumprir àsregras dos jogos políticos.
O poder só pode ser exercido de forma pacífica e equilibrada se a força e a razão estiverem do seu lado e tiver apoio de liderança do povo.
Nesse caso, defendemos que “vida política” e “vida pública” devem ser entendidas em um contexto mais amplo do que aquele que normalmente associamos ao adjetivo político.

Caros irmãos guineenses,
O nosso problema tem aver com duas situações:
1ª A falta de educação (analfabetismo gritante)
2ª A pobreza estrema.
Por isso, a paz, e a tranquilidade e o desenvolvimento do país é de responsabilidade de todos, dos dirigentes e dirigidos. Todos devemos buscar a forma de cooperar para luta contra a pobreza e necessidade extrema, porque elas podem provocar a descida da consciência da cabeça para bariga e fazer-nos passar então a viver num autêntico inferno. O perigo disso é que o povo pode passar a votar com a bariga, os juízes podem passar a decidir com bariga, os jornalistas podem passar a dar informação com a bariga, os militares podem passar a defender bariga e não a pátria e a soberania, e a elite social pode passar a pensar e a decidir políticas públicas com a bariga, as crianças podem passar à não respeitar os pais, por causa da bariga, os professores podem passar a ensinar com à bariga, os médicos podem passar a tratar os pacientes com à bariga.Assim então ficam garantidas todas as condições de segurança para a corrupção, o nepotismo, e os tráficos ilícitos passarem a governar, e para a trapaça, vigarices, assaltos, roubos e companhia limitada passarem a ditar as leis à sociedade (como diz um compatriota na diáspora). E quando o povo perde completamente a cabeça, porque a consciência já desceu toda para a bariga, não vai haver quem resista a fúria, porque ninguém vai estar à salvo, nem políticos, nem militares, nem ninguém.
Caros irmão guineenses,
Para terminar quero dizer-vos para terem coragem e esperança, que um dia tudo há-de mudar. Para que isso, mude é preciso exigir os nossos governantes o respeito pelo nosso voto.
Uma coisa eu tenho a certeza, e é bom percebermos isso: nós, não estamos, condenados a viver na corrupção, intriga, odio, nepotismo e vingança, mas, estamos condenados a viver na unidade nacional e na luta contra à nossa fraqueza que é a corrupção. Porque somos um povo, com valores, padrões ético-culturais e morais capazes de unificar vontades e consciências.Ontem, unimos e lutamos contra o colonialismo, para conseguir a nossa independência, hoje, somos chamado de novo, para lutar, contra comportamentos negativos dos nossos políticose de analfabetos funcionais.
MUITO OBRIGADO!

JOAQUIM AGOSTINHO DA SILVA

PROFESSOR DE COMUNICAÇÃO E JORNALISMO
NA UNIVERSIDADE LUSÓFONA DA GUINÉ


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

«FOTOS/PATCHE DI RIMA» 24 DE SETEMBRO: UM POUCO, POR TODO LADO - A DATA DA INDEPENDÊNCIA DA GUINÉ-BISSAU, FOI CELEBRADA EM MANCHESTER/INGLATERRA COM 'POMPA E CIRCUNSTÂNCIA'

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«FOTOS/PATCHE DI RIMA» 24 DE SETEMBRO: UM POUCO, POR TODO LADO - A DATA DA INDEPENDÊNCIA DA GUINÉ-BISSAU, FOI CELEBRADA EM MANCHESTER/INGLATERRA COM 'POMPA E CIRCUNSTÂNCIA'

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CABO VERDE: JORGE CARLOS FONSECA LIDERA CONTAGEM COM 73,9% DOS VOTOS.

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Jorge Carlos Fonseca

O atual Presidente da República e candidato às presidenciais de hoje em Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, segue à frente na contagem com 73,9% dos votos, segundo os primeiros dados oficiais divulgados após o encerramento das urnas.

Segundo o site oficial www.eleicoes.cv, a candidatura de Jorge Carlos Fonseca conta com 73,9 % dos votos, quanto estavam escrutinadas 56% das mesas de voto.

A abstenção atingia à mesma hora os 64,3 por cento.

Os cabo-verdianos foram hoje às urnas para eleger, de entre três candidatos, o Presidente da República para os próximos cinco anos.

Além de Jorge Carlos Fonseca, que contou com o apoio do partido do Governo (MpD), concorreram o reitor da Universidade do Mindelo, Albertino Graça, e o combatente da liberdade Joaquim Monteiro.

As urnas encerraram às 18:00 (20 horas em Lisboa).

Lusa/Conosaba

JORGE CARLOS FONSECA REELEITO PRESIDENTE EM CABO VERDE.

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O advogado e constitucionalista Jorge Carlos Fonseca foi hoje reeleito na primeira volta das presidenciais em Cabo Verde ao conquistar mais de 70% dos votos numa eleição que registou uma taxa de abstenção histórica acima dos 60%.

O atual chefe de Estado garante assim, cerca de mais 30 mil votos do que os obtidos na segunda volta da eleição para o seu primeiro mandato em 2011.

Segundo os dados provisórios, Jorge Carlos Fonseca venceu nos 10 círculos eleitorais nacionais e nos três no estrangeiro.

O estreante reitor da Universidade do Mindelo, Albertino Graça, foi o segundo candidato mais votado, conquistando 27.397 votos (22, 6%).

O repetente combatente da liberdade Joaquim Monteiro garantiu 4.150 votos (3,4%), aumentando em cerca de 1.300 votos a votação da sua candidatura na primeira volta das presidenciais de 2011.

Conosaba com a lusa 

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Gabão: Presidente Bongo nomeia primeiro-ministro.

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O Presidente Ali Bongo Ondimba do Gabão nomeou nesta quarta-feira Emmanuel Issoze Ngondet como primeiro-ministro, um dia depois que ele foi empossado após sua vitória altamente contestada na eleição 27 de agosto.

Sr. Ngondet anteriormente serviu como o ministro das Relações Exteriores.

"O Presidente da República, Ali Bongo Ondimba, nomeou hoje (ontem) o Sr. Emmanuel Issoze Ngondet como primeiro-ministro e chefe do Governo da República do Gabão, com principal tarefa de formar um governo inclusivo", uma declaração da direcção da comunicação presidencial, lançou comunicado nesta quarta-feira.

A continuidade

O novo premier também irá garantir a continuidade do Plano Estratégico para um Gabão emergente, que os proponentes dizem que tem como objectivo tornar a nação Àfrica Central rico em petróleo e de um país mais justo, mais próspero e mais unido.

O porta-voz do governo Alain-Claude Bilie-By-Nze disse que o governo de unidade não pode ser anunciado antes de domingo.

"Uma vez que este é um governo aberto, é preciso tempo para consultas", disse o Sr. Bilie-By-Nze a AFP.

Durante sua posse, o Presidente Bongo se comprometeu a dedicar seus esforços para o bem do povo do Gabão.

A oposição

A oposição, no entanto, diz que a nomeação do chefe de governo não mudaria nada no país.

De acordo com a gerente de campanha de candidato presidencial Jean Ping, a nomeação e as chamadas para o diálogo e abertura "não mudam nada".

"Ele (Ali Bongo) deve sair", disse Sr John Nambo à AFP.

Ele revelou que o candidato da oposição iria emitir um comunicado nesta quinta-feira.

#africareview.com

Joaquim Chissano diz que sistema político moçambicano deve ser debatido após exigências da Renamo.

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O ex-presidente moçambicano Joaquim Chissano considera que a exigência da Renamo de governar nas províncias onde reivindica vitória nas eleições gerais de 2014 deve ser parte de um debate profundo sobre o sistema político moçambicano.






Maputo - O ex-presidente moçambicano Joaquim Chissano considera que a exigência da Renamo de governar nas províncias onde reivindica vitória nas eleições gerais de 2014 deve ser parte de um debate profundo sobre o sistema político moçambicano, informa a agência Lusa.
"(O debate sobre a nomeação dos governadores) é um assunto que eu penso que devia ser debatido com profundidade e que pode vir até a dar uma coisa boa, não sei, ou vamos chegar à conclusão de que vamos fazer como fazíamos dantes", afirmou Chissano.
Recordando que o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Afonso Dhlakama, já lhe tinha proposto a governação das províncias em que o principal partido de oposição ganhou nas eleições gerais de 1999, quando na altura era chefe de Estado, Joaquim Chissano disse que sempre defendeu que a matéria devia ser estudada com acuidade à luz da Constituição da República.
"Desde 1999, ou mesmo antes, eu disse ao líder da Renamo que eu não estou contra e nunca estive contra a mudança da maneira de fazer as coisas, o que queria é que as mudanças fossem feitas de maneira democrática", acrescentou Chissano.
Uma eventual mudança do sistema de designação de governadores provinciais, prosseguiu o ex-chefe de Estado (entre 1985 e 2005), deve ser estudada de forma clara, de modo a ser previsto na Constituição se tem de haver uma eleição direta dos governadores em cada província ou deve ser através do partido que ganhar o maior número de assentos em cada círculo eleitoral.
"Há várias formas de fazer isso, uma delas é através de eleições para os governadores das províncias e essas eleições são feitas em cada província, mas existe uma Constituição articulada, que diz que como é que vão funcionar os governadores e os governos provinciais, qual será a relação entre o governador e o Presidente da República e entre o governador e o Governo central", acrescentou Joaquim Chissano.
Em relação a opiniões de que a organização política e do Estado moçambicano deve ser reformada, incluindo correntes que defendem o federalismo, Chissano insistiu na ideia de que eventuais mudanças de modelo devem ser feitas através de um debate amplo à luz de uma revisão constitucional.
A Renamo condiciona qualquer acordo para o fim da instabilidade militar no país à aceitação pelo Governo da exigência do principal partido de oposição de governar nas seis províncias do centro e norte do país onde reivindica vitória nas eleições gerais de 2014, acusando a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) de ter cometido fraude no escrutínio.
A governação das províncias em causa é o principal tema da agenda de negociações em curso entre o Governo e a Renamo para o fim da crise política e militar no país.
#africa21digital.com

Comunidade cabo-verdiana no Luxemburgo aguarda com expectativa visita do primeiro-ministro.

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Em declarações à Inforpress, o presidente da Associação Amizade Cabo-verdiana Luxemburgo, José de Burgo, confirmou que o chefe do Executivo terá um encontro com a comunidade no dia 15 de outubro.



Luxemburgo - A comunidade cabo-verdiana no Luxemburgo aguarda a visita do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, com "grande expectativa", já que será a primeira desde que assumiu a liderança do Governo, em abril deste ano.
Em declarações à Inforpress, o presidente da Associação Amizade Cabo-verdiana Luxemburgo, José de Burgo, uma das mais antigas no Luxemburgo, confirmou que o chefe do Executivo, que se desloca àquele país europeu no próximo mês, terá um encontro com a comunidade no dia 15 de outubro.
"Esta visita está a ser aguardada com grande expectativa, porque será a primeira vez que Ulisses Correia e Silva estará no Luxemburgo como governante de todos os cabo-verdianos, depois de ter cá estado como em Novembro de 2013 como "governante apenas dos praienses" e presidente do Movimento para a Democracia – MpD", afirmou.
Segundo àquele presidente, este ano começou um novo ciclo no contexto político cabo-verdiano e a comunidade cabo-verdiana no Luxemburgo espera por  "mundanas", tendo em conta que das várias vezes que o anterior primeiro-ministro, José Maria Neves, visitou o Grão-Ducado, os problemas que lhe eram colocados "eram recorrentes".
"Desta vez, queremos ouvir, o novo primeiro-ministro, sobre estas e outras questões", notou José Burgo, indicando a "alta de segurança em Cabo Verde, demasiada burocracia nas alfândegas, preço elevado nos Transportes Aéreos de Cabo Verde – TACV e má imagem dos serviços administrativos em geral", como sendo as maiores preocupações da diáspora cabo-verdiana naquele país.
Entretanto, o encontro do dia 15 de outubro, conforme o presidente da Associação Amizade Cabo-verdiana Luxemburgo, vai ser, também, marcado pela celebração do Dia Nacional de Cultura e das Comunidades Cabo-verdianas, assinalado a 18 de Outubro.
O memento será, ainda, para homenagens ao Nelson Delgado, uma das figuras de referência do basquetebol luxemburguês, com 20 anos de carreira, e ao João da Luz, dirigente associativo, líder comunitário, dinamizador do programa Morabeza da Radio Latina e correspondente da Radio de Cabo Verde (RCV).
Vitória Sanches, uma das poucas mulheres cabo-verdianas empresárias no Grão-Ducado, com um salão de cabeleireiro cabo-verdiano aberto há mais tempo no Luxemburgo, será a outra homenageada pela associação que ainda não confirma uma possível homenagem ao músico David Brazão, que tem também "dignificado" o nome de Cabo Verde não só no Luxemburgo como noutras paragens.


José Burgo sublinhou que as distinções deverão ser entregues pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, Luís Felipe Tavares, em um encontro que tem no programa, actuação de batucadeiras "Terra-Terra", do grupo de "Contradança", exposição de joalharia do artista Casimiro Rodrigues e quadros de Nelson Neves.
#africa21digital.com

Morreu o antigo ministro cabo-verdiano Armindo Maurício.

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Armindo Maurício morreu no Hospital Agostinho Neto, em cujos cuidados intensivos se encontrava há uma semana.



Praia - Armindo Maurício, o antigo secretário-geral do PAICV e ministro da Defesa de um dos governos liderados pelo primeiro-ministro José Maria Neves, faleceu na manhã desta quarta-feira, no Hospital Agostinho Neto, cidade da Praia.
Natural da Ribeira Grande, ilha de Santo Antão, Armindo Maurício tinha 66 anos, era advogado de profissão e foi deputado pelo PAICV ao longo de várias legislaturas.
Residia há vários anos na cidade da Praia, mas também viveu nas ilhas do Sal e Fogo, por razões profissionais.


Armindo Maurício morreu no Hospital Agostinho Neto, em cujos cuidados intensivos se encontrava há uma semana. Além de diabetes, foi-lhe diagnosticado, estes dias, um enfizema pulmonar e outras complicações, causas prováveis do seu falecimento.

GUINÉ-BISSAU: UE EXIGE APLICAÇÃO DO ACORDO DE RESOLUÇÃO DA CRISE.

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Bissau - A União Europeia (UE) lançou um apelo na sua sede em Bruxelas, a todas as partes na Guiné-Bissau, para a aplicação do acordo de resolução da crise, com vista a uma solução consensual do impasse político.

Num comunicado publicado nesta quarta-feira, a UE presta homenagem ao papel decisivo desempenhado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para a resolução da crise política na Guiné-Bissau.

Para a UE, todos os actores políticos na Guiné-Bissau devem agora comprometer-se de boa fé para a aplicação do acordo, visando garantir a estabilidade, o funcionamento das instituições e o relançamento económico.

O acordo prevê, nomeadamente, “um diálogo inclusivo” para elaborar um plano de resolução da crise de dois anos e a formação de um Governo consensual.

Conosaba

«OPINIÃO» DE REGRESSO À 'NOSTRA CASA' «SETEMBRO VITORIOSO» - DRA. CARMELITA PIRES.

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Ex-Ministra da Justiça da Guiné-Bissau


De derrota em derrota, quando vemos o país eternamente adiado, como podemos cantar com a mesma alegria que em 1973 e 1974?

O que terá corrompido o nosso glorioso «Setembro Vitorioso»?

Muitas coisas…

Como por exemplo, a repetição dos mesmos erros, vezes sem conta. O povo começa agora a aperceber-se que não são simples «erros» mas antes todo um sistema, cujo objectivo é precisamente sujeitar a sociedade à mediocridade, à miséria, parasitando todas as instâncias de poder político, até ao esqueleto nacional de um NÃO ESTADO.

Como por exemplo, continuar na senda da INCLUSÃO GOVERNAMENTAL, expediente inaugurado no pós-guerra civil e que sempre acarretou maus resultados, apenas favorecendo um cliché para estrangeiro ver, e nunca o Estado ou a população.

Como por exemplo, alimentar a hipocrisia, FINGIR DIÁLOGO, quando este não existe.

Como por exemplo, manter o Estado refém de mecanismos de enriquecimento ilegítimo, elevando ao rubro os INTERESSES PARTICULARES e conservando na governação pessoas impreparadas, quer do ponto de vista da capacidade e da competência, quer da idoneidade e da moral, tudo isto apenas na base desses mesmos interesses. Dando assim péssimos exemplos de corrupção, ostentação e delapidação de fortunas do erário público, em proveito próprio.

Como por exemplo, na actual conjuntura do país e num crescendo de DEMAGOGIA POPULISTA, abusar da memória de Amílcar Cabral, quando o actual Partido, e os seus dirigentes, representam a perfeita antítese dos ideais por este defendidos.

Celebrar, comemorar e homenagear? Hoje? NÃO!

Porquê?

Estamos no séc. XXI e estamos num dos PAÍSES MAIS POBRES do mundo, apesar de uma fachada marítima incrivelmente fértil, tal como o são igualmente as terras de aluvião, logo além do tarrafe.

Mas a «Independência» reverteu-se na DEPENDÊNCIA POLÍTICA E ECONÓMICA: chegámos ao ponto de ver a CEDEAO, o Conselho de Segurança da ONU, os «parceiros de desenvolvimento», a cozinhar uma solução política; as instituições da Bretton Woods, a UEMOA e, uma vez mais, os «parceiros de desenvolvimento», a abanar com dinheiro (que, a seguirmos pelo mesmo caminho, se realmente esse dinheiro vier, logo se perderá pelos mesmos meandros); enquanto o Estado, continua a não possuir nem solução política nem, muito menos, qualquer visão económica, que dê consistência a uma política de crescimento e desenvolvimento sustentável.

O poder judicial continua reconhecidamente INOPERANTE E CADUCO, senão mesmo corrupto, conforme os diagnósticos elaborados ao longo do tempo no Ministério da Justiça (e a opinião do Presidente da República, publicamente partilhada), não apenas com Carmelita Pires como titular, mas também quando esta pasta esteve sob a tutela de Djaló Pires, contribuindo para uma percepção de ausência de imparcialidade e de impunidade.

Não havendo perspectivas para o Estado a curto prazo, no âmbito de uma gestão pontual, prevalecerá sempre tendencialmente a LUTA DESMEDIDA PELO PODER e pela sua manutenção, o nepotismo, a clientela, a falta de escrúpulos, o despesismo, a mediocridade, a inércia, a inveja, a não responsabilização, a péssima produtividade, entre mil outras coisas más, que estarão a reforçar a maldita sina que se parece ter apropriado deste nosso país.

Celebrar e comemorar, homenagear? Daqui a uns anos, talvez. Porquê?

Porque continuamos OPTIMISTAS E PRESERVERANTES. Quando?

Quando o Estado recuperar a sua CREDIBILIDADE e for institucionalmente reabilitado, dando passos significativos na consolidação do sistema de governação, no combate à corrupção e à impunidade.

Quando estiver definitivamente estabilizado o fornecimento normal da ELECTRICIDADE E DE ÁGUA.

Quando já não houver SALÁRIOS EM ATRASO e estes forem reajustados ao nível da sub-região.

Quando se encetar o PROGRAMA DE MODERNIZAÇÃO do sector de Defesa e Segurança.

Quando o COMBATE AO ANALFABETISMO registar sucessos significativos, e passarmos a desenvolver conteúdos culturais nacionais.

Quando os hospitais estiverem apetrechados com recursos humanos minimamente qualificados e com materiais e equipamentos indispensáveis para o seu funcionamento e a SALVAGUARDA DA VIDA humana, que para um tratamento simples não seja necessário ir a Dakar ou a Lisboa.

Quando os IDH (Índices de Desenvolvimento Humano) derem um bom pulo, teremos então um bom pretexto e uma boa razão para comemorar.

Até lá, não podemos falar em «VITÓRIA», pois assemelha-se mais a «VERGONHA».

Mas continuo a acreditar que muitos de nós, antes de morrer, ainda iremos, POR DIREITO PRÓPRIO, celebrar esse famoso «Setembro Vitorioso», que para já, não passa de uma miragem.

palantanda.blogspot.pt com Conosaba

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