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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

quinta-feira, 22 de junho de 2017

A Ethiopian Airlines fez uma ordem para comprar 10 aviões Airbus A350-900 adicionais.

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O CEO Tewol de Gebre Mariam disse que a compra adicional destinava-se a expandir a rede de rotas de longa distância da Ethiopian Airlines.

"... Vamos implantar as aeronaves adicionais em nossas rotas de longa distância conectando Addis Abeba com destinos na África, Europa, Oriente Médio e Ásia", disse ele.

"Operar a frota mais jovem da indústria com características de clientes modernas e confortáveis ​​na cabine é um dos quatro pilares do nosso mapa estratégico de 15 anos, visão 2025, e esta colocação de pedidos para A-350 adicionais é um componente desta estratégia, ' ele referiu.

Foram alocados

Ethiopian Airlines no mês passado tornou-se a primeira operadora africana a operar o A350 quando recebeu a entrega da primeira das 12 aeronaves em ordem.
A transportadora atualmente opera uma frota de quatro A350, duas das quais foram alocadas, de acordo com uma declaração de imprensa.

A nova ordem complementa a frota da operadora situada em Addis Abeba, permitindo-lhe prosseguir sua estratégia e objetivos de crescimento nos próximos anos.
Os A350-900 da Ethiopian Airlines estão configurados em um layout de duas classes que ocupam 30 passageiros na Classe Empresarial e 313 na Classe Económica.

Conforto do passageiro

O interior é espaçoso e silencioso e a iluminação e o humor na cabine contribuem para níveis superiores de conforto e bem-estar dos passageiros.

"O desempenho, a eficiência operacional e econômica que conseguimos com nossos A350-900 iniciais resultaram em esta colocação adicional de pedidos de 10 aeronaves e, portanto, é suficiente e a nossa rede global está em constante expansão", disse o Sr. Tewolde.

O A350 apresenta o mais recente design de materiais aerodinâmicos, incluindo a sua fuselagem e asas de fibra de carbono. É alimentado por novos motores Rolls-Royce Trent XWB eficientes em termos de combustível.

Cabine dupla

A Ethiopian Airlines opera a frota mais jovem e moderna com uma idade média da frota inferior a cinco anos.

"A ordem da repetição da Ethiopian Airlines é um ressonante endosso do A350, sua adequação, flexibilidade e economia incomparável. Estamos muito satisfeitos com o fato de que a aeronave inovadora - o A350 - está intimamente associada com os operadores de crescimento mais rápido e lucrativo do mundo", disse John Leahy , Os Clientes do Chefe Operacional Official da Airbus.

Etiópia diz que a sua frota inclui aeronaves ultramodernas e amigas do meio ambiente, como Airbus A350, Boeing 787, Boeing 777-300ER, Boeing 777- 200LR, Boeing 777-200 Freighter, cabine dupla Bombardier Q-400 com uma idade média de frota de cinco anos.

#africareview.com

ANGOLA: Rafael Marques: "Tarde ou cedo, são eles que acabarão na cadeia".

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O jornalista angolano Rafael Marques é acusado pelo Procurador-Geral da República de crime contra a segurança do Estado. Em entrevista à DW, Marques promete não baixar os braços.
fonte: DW ÁFRICA
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O jornalista angolano Rafael Marques conta em entrevista à DW África que recebeu esta terça-feira (20.06) uma acusação formal de crime contra a segurança do Estado por alegadas injúrias ao Presidente da República e ao Procurador-Geral da República. Em causa está um artigo publicado no portal Maka Angola, em outubro, onde Marques denunciava negócios privados do Procurador João Maria de Sousa, em desrespeito da Constituição, com o consentimento do chefe de Estado, José Eduardo dos Santos.
Marques foi ouvido em dezembro a propósito deste caso no Serviço de Investigação Criminal, em Luanda. Mas, de lá para cá, a acusação terá mudado. A DW África tentou entrar em contacto com o Gabinete do Procurador João Maria de Sousa, sem sucesso.
Angolanischer Journalist Rafael Marques vor Gericht
Rafael Marques, jornalista e ativista dos direitos humanos angolano
DW África: Em que consta esta nova acusação?
Rafael Marques (RM): Ontem [20.06] recebi a acusação do Ministério Público segundo a qual cometi crime contra a segurança do Estado por supostas injúrias ao Presidente da República e ao Procurador-Geral da República. Isso tem a ver com um artigo publicado em novembro de 2016 que denunciava uma compra de terreno pelo Procurador, enquanto exercia essas funções, para a construção de um condomínio residencial, embora o tenha comprado como terreno rural e pago por um preço rural. Referi ainda que, ao longo das suas funções, o Procurador tem-se envolvido numa série de negócios, inclusive como sócio-gerente, mas nada acontece porque é apadrinhado pelo Presidente, que lhe ampara o jogo, pois é o Presidente quem o nomeia e demite, e o chefe de Estado sempre ignorou as falcatruas do Procurador-Geral da República.
DW África: Na altura em que publicou o artigo, obteve uma reação do Procurador?
RM: Enviei uma série de questões ao Procurador-Geral da República, tenho um documento assinado pela Procuradoria em como as recebeu, mas o Procurador nunca respondeu às perguntas que enviei.
DW África: Em que difere esta acusação que recebeu agora formalmente de uma outra feita em dezembro pelo Procurador, sobre este caso?
RM: Quando eu fui interrogado em dezembro, o que vi lá era uma queixa por difamação. Nessa altura, a alusão era de que o Procurador não tinha terreno. Agora, já teria terreno mas não pagou os emolumentos. Isto é uma pouca-vergonha. Isto, vindo de um Procurador… não tenho palavras para descrever o estado da Justiça.
DW África: Ou seja, a acusação mudou nestes meses?
RM: Sim. [Em dezembro] não respondi por acusação nenhuma de crimes contra a segurança do Estado. Agora, sou acusado disso por causa de um terreno. De facto, a criatividade destes indivíduos para a 'bandidagem' ultrapassa qualquer marca de bom senso.
DW África: Este caso vai agora para tribunal?
RM: Eu já fui notificado pelo tribunal, o que é também caricato. Quem me veio trazer a notificação foi o Tribunal Provincial de Luanda.
DW África: Já sabe quando será o julgamento ou quando será ouvido em tribunal?
RM: Estou à espera da marcação da data, e espero que o [Presidente] José Eduardo [dos Santos] também apareça lá para justificar como o injuriei – e eu digo que ele é o padrinho da corrupção em Angola. Estão aí tantas provas que apresentei à Procuradoria-Geral da República e o que é que o Procurador-Geral faz? Engaveta-as todas.
DW África: Acha que esta acusação poderá ter alguma coisa a ver com uma decisão deste mês da Justiça portuguesa, que deu "luz verde" para investigar o crime de branqueamento de capitais, a propósito do caso "Tchizé" dos Santos, e depois de uma denúncia sua?
RM: Obviamente, esses indivíduos sonham, todos os dias, com uma estratégia qualquer ou conspiram uma forma de me silenciar. E aproveitam qualquer oportunidade que tenham para o fazer, e estão no seu direito: São bandidos, têm mesmo de agir assim. Mas eu também, como cidadão que defende a integridade e honestidade neste país, também tenho o direito de, todos os dias, descobrir as falcatruas, os saques que cometem, e denunciá-los. Agora, venham com tribunais, com armas, com o que quiserem – de uma coisa podem ter a certeza: Tarde ou cedo, são eles que vão acabar na cadeia.

ANGOLA: TRIBUNAL LEVA MANUEL VICENTE A JULGAMENTO;

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mvicente

O Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa decidiu hoje levar a julgamento os arguidos do processo “Operação Fizz”, no qual constam Manuel Vicente, vice-Presidente de Angola, e o procurador do Ministério Público português, Orlando Figueira.

No processo, que investigou crimes económico-financeiros, o vice-Presidente angolano é suspeito de ter corrompido Orlando Figueira para que o procurador arquivasse dois inquéritos, um deles o caso Portmill, relacionado com a alegada aquisição de um imóvel de luxo no Estoril.
Em causa na “Operação Fizz” estão alegados pagamentos de Manuel Vicente, no valor de 760 mil euros, ao então magistrado do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) para obter decisões favoráveis.
Recorde-se que o Ministério Público (MP) de Portugal enviou para o Tribunal de Instrução Criminal o caso “Operação Fizz”, apesar de Manuel Vicente não ter sido ainda notificado da acusação.
Paulo Sá e Cunha, mandatário do procurador e arguido Orlando Figueira, confirmou no dia 19 de Maio que recebeu um ofício do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa a solicitar aos advogados de defesa para se pronunciarem sobre a decisão do Ministério Público de enviar os autos para instrução.
A decisão do Departamento Central de Instrução Criminal (DCIAP) de enviar os autos para instrução (fase processual seguinte à acusação) surgiu numa altura em que, após um pedido do MP português para notificar Manuel Vicente, o procurador-geral de Angola ter decidido pedir um parecer ao Tribunal Constitucional angolano sobre o assunto, o que atrasou a diligência.
Também o advogado João Correia, mandatário do arguido Paulo Amaral Blanco, confirmou ter sido notificado que os autos chegaram ao TIC de Lisboa, adiantando que tomou a iniciativa de requerer ao TIC que “fixe prazo de abertura de instrução”.
O advogado de Paulo Blanco foi ainda informado que o MP tem o entendimento que o prazo de abertura de instrução começou a contar a partir da execução da carta rogatória para Angola.
Embora existam opiniões divergentes, a lei processual penal permite que o processo siga para instrução quando se frustram as tentativas do MP em notificar um dos acusados, mas estando a notificação de Manuel Vicente ainda em curso em Angola (à espera de parecer do Tribunal Constitucional angolano) é discutível se esta norma está a ser bem aplicada.
Até agora apenas o arguido Armindo Pires (representante de Manuel Vicente em negócios particulares) requereu abertura de instrução, tendo outros advogados de defesa preferido aguardar que Manuel Vicente fosse notificado para, depois disso, pedirem também a instrução.
Em declarações ao jornal português Observador, Rui Patrício, advogado de Manuel Vicente, afirmou que “a defesa manifestará no processo a sua discordância com mais esta inesperada e estranha iniciativa processual do MP” de enviar os autos para o TIC.
Entretanto, na altura Paulo Sá e Cunha disse ter pedido novamente o levantamento parcial do arresto de bens aplicado ao ex-procurador do DCIAP Orlando Figueira, que, exercendo uma profissão liberal na altura da detenção, passou a estar privado de todos os bens e património, o que inviabiliza a sua subsistência.
No processo “Operação Fizz”, o vice-Presidente da República de Angola e ex-presidente da Sonangol, Manuel Vicente, é suspeito de ter corrompido Orlando Figueira quando este era procurador no DCIAP, departamento do MP que investiga a criminalidade mais grave, organizada e sofisticada, designadamente de natureza económica.
Manuel Vicente está acusado de corrupção activa na forma agravada, branqueamento de capitais e falsificação de documentos.
Já o ex-magistrado do Ministério Público, Orlando Figueira, é acusado de corrupção passiva na forma qualificada, branqueamento de capitais e falsificação de documentos.
São ainda arguidos Armando Pires e Paulo Blanco, advogado do antigo presidente da Sonangol.
Em Abril, segundo o jornal português Público, a Procuradoria-Geral do MPLA (se fosse de Angola tudo seria diferente) diz que notícias sobre carta rogatória enviada a Luanda sobre Manuel Vicente são “pura falácia” e que Joana Marques Vidal (a PGR portuguesa) tem o dever moral (coisa que no reino não existe) de repor a verdade. O levantamento da imunidade do governante está agora nas mãos do Tribunal Constitucional do… MPLA.
Ajustiça portuguesa está, segundo o Público, sob suspeita de ter faltado à verdade no caso em que o vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, é suspeito de ter corrompido um procurador português, para este arquivar processos judiciais que o envolviam.
Num recente ofício enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR) portuguesa, a sua congénere (isto é apenas um eufemismo) angolana não é meiga nas palavras: fala em falácia e exige um desmentido. Em causa não estão os crimes de corrupção activa e branqueamento de capitais que o vice-presidente pode ter cometido, mas formalidades processuais que ficaram por cumprir e que podem, segundo os advogados de Manuel Vicente, inquinar o processo “Operação Fizz”.
“É com certa indignação que vemos a imprensa portuguesa noticiar, citando também o Ministério Público português, que a PGR portuguesa terá enviado uma carta rogatória para que o vice-presidente da República de Angola fosse formalmente constituído arguido e interrogado, carta essa cujo cumprimento teria sido alegadamente recusado pela PGR de Angola”, pode ler-se no ofício em questão, datado de 28 de Março passado e que acrescente: “Tais notícias não passam de pura falácia, exigindo um desmentido da PGR portuguesa, não apenas para evitar que se vilipendie o bom nome (…) de uma instituição congénere mas também porque se impõe o dever moral de corrigir o que não corresponde à verdade.”
Para se perceber a sequência dos acontecimentos que fez chegar a este ponto a relação entre Joana Marques Vidal e o seu homólogo (mais um eufemismo) general João Maria de Sousa, que também chegou – note-se – a ser investigado em Portugal por branqueamento de capitais, é preciso recuar até Outubro. As procuradoras encarregadas de perceber se o arquivamento de dois processos pelo seu ex-colega do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) Orlando Figueira – um deles envolvendo a compra pelo vice angolano de um apartamento no condomínio de Estoril-Sol Residence por 3,8 milhões – tinha sido feito a troco de dinheiro decidem interrogar Manuel Vicente, o alegado autor dos pagamentos. E, como o governante vive em Angola, emitem uma carta rogatória para as autoridades angolanas o notificarem da sua condição de arguido e para que ele seja inquirido. A missiva segue os trâmites habituais: vai para a PGR portuguesa, organismo central do Ministério Público, donde devia ter seguido para a PGR angolana.
Só que acaba por nunca sair das fronteiras portuguesas, apesar de todas as informações divulgadas. Joana Marques Vidal optara antes por perguntar ao seu homólogo, em meados de Novembro, se, tendo em conta o cargo que Manuel Vicente ocupa, existe alguma possibilidade de as autoridades angolanas cumprirem o que lhes é pedido na carta rogatória.
“À luz da lei constitucional de Angola existe alguma possibilidade de ser levantado o regime de imunidade de que goza o vice-presidente de Angola? Em caso de um eventual pedido de extradição poderá equacionar-se a hipótese de deferimento?”, questiona, colocando ainda a hipótese de, no que a Manuel Vicente diz respeito, transferir o processo para as mãos da justiça (novo eufemismo) angolana.
Perante a resposta que lhe chega, de que o suspeito está, de facto, salvaguardado por um regime de imunidade que faz com que só responda por crimes alheios ao exercício das suas funções cinco anos após o fim do seu mandato, e ainda por uma amnistia para quem cometeu crimes não violentos até ao final de 2015 que se aplica a todos os cidadãos angolanos, Joana Marques Vidal decide não enviar a carta, “para evitar a prática de actos inúteis e prevenir previsíveis demoras processuais.”
A 30 de Janeiro deste ano, a carta rogatória é devolvida às procuradoras do DCIAP, com a menção de que não foi possível executar o que nela era pedido. Duas semanas depois, na altura em que encerram o inquérito acusando Manuel Vicente de corrupção activa e lavagem de dinheiro, as duas procuradoras escrevem que não foi possível ouvi-lo sobre os factos que lhe imputam, “pese embora tenha sido expedida carta rogatória às autoridades judiciárias da República de Angola.” E acrescentam que, apesar de o terem notificado através dos seus advogados, Rui Patrício e João Cluny, para ser interrogado em Portugal na qualidade de arguido, ele se recusou a comparecer – coisa que o vice-presidente angolano nega.
Ora, segundo a lei portuguesa, é obrigatório interrogar todos os suspeitos na fase de inquérito dos processos, antes de ser deduzida uma acusação. Se não foram envidados todos os esforços para ouvir a sua versão dos factos, o processo corre o risco de ser nulo. E é nisso que se estribam os advogados de Manuel Vicente, quando, num requerimento entregue no final da passada semana, alegam que o Ministério Público “omitiu a prática de actos legalmente obrigatórios”.
Questionada três vezes pelo jornal Público desde Fevereiro passado, a PGR portuguesa nunca se alongou em explicações. Em meados de Fevereiro respondeu não ter sido possível notificar Manuel Vicente para o interrogar, muito embora “tenha sido emitida carta rogatória às autoridades judiciárias angolanas para a realização de tais actos.” Mais tarde invocaria a disposição legal que permite à justiça acusar alguém de um ilícito sem ouvir essa pessoa, quando não é possível entrar em contacto com ela. Só a 7 de Abril admite publicamente não ter, de facto, enviado a carta rogatória para Angola.
No mesmo comunicado em que o faz, anuncia ter mandado uma segunda carta rogatória para Luanda, de modo a informar Manuel Vicente da acusação entretanto deduzida contra ele e pedindo, uma vez mais, às autoridades daquele país que o constituam arguido. Foi logo a seguir que a ministra portuguesa da Justiça, Francisca van Dúnem (uma angolana que é persona non grata para o regime do MPLA), cancelou, sem explicação, uma visita oficial a Luanda, sem dar qualquer justificação: as relações diplomáticas entre os dois países azedaram após a incriminação do vice-presidente a ponto de uma deslocação do primeiro-ministro António Costa agendada para a Primavera ter sido adiada, o mesmo tendo sucedido com uma viagem de deputados portugueses da comissão parlamentar de Defesa.
No seu requerimento, os advogados dizem não compreender por que é que no espaço de dois meses a PGR portuguesa mudou de opinião em relação à utilidade de pedir a colaboração das autoridades angolanas para notificarem o seu cliente. Mas desta vez a PGR de Angola prontificou-se para perguntar ao seu Tribunal Constitucional se existe algum mecanismo de levantamento da imunidade – muito embora tenha respondido ser impossível cumprir esta segunda carta rogatória, que chegou a Luanda a 16 de Março, dois dias depois de Manuel Vicente ter escrito a Joana Marques Vidal pedindo-lhe para “repor a verdade”. Diz que a primeira carta rogatória não chegou a Angola e que só “por lapso grave” pode ser acusado de se recusar a ser interrogado sobre a “Operação Fizz”.
#http://jornalf8.net

Corrupção: Caso do vice-presidente de Angola julgado em Portugal.

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O Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa anunciou que um procurador português vai a julgamento, acusado de aceitar subornos de Manuel Vicente. Advogado diz que vice-presidente angolano "nunca foi constituído arguido".
fonte: DW África
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A juíza Ana Cristina Carvalho concluiu esta quarta-feira (21.06) que o processo em curso na justiça portuguesa transita para a fase de julgamento, envolvendo todos os arguidos.  O caso de Manuel Vicente vai, assim, a julgamento, no âmbito da chamada "Operação Fizz".
O ex-procurador do Ministério Público português Orlando Figueira foi constituído arguido. Em causa estão alegados pagamentos ao antigo procurador pelo ex-homem forte da Sonangol, no valor de 760 mil euros, para obter decisões favoráveis, nomeadamente o arquivamento de dois processos, um deles no caso Portmill, relacionado com a suposta aquisição de apartamentos de luxo no empreendimento Estoril Sol, em Cascais.
Orlando Figueira  é acusado de corrupção passiva, branqueamento de capitais, violação de segredo de justiça e falsificação de documentos. Outros arguidos são os portugueses Paulo Blanco, advogado do vice-presidente angolano, e Armindo Pires, procurador de Vicente em negócios em Portugal.
O nome do vice-presidente de Angola na chamada "Operação Fizz" surgiu de uma denúncia anónima envolvendo várias figuras da elite angolana, entre as quais o próprio procurador-geral da República, João Maria de Sousa, com quem o advogado Paulo Blanco teria trocado alguns e-mails comprometedores.
Na altura, Manuel Vicente estava na eminência de ser escolhido pelo Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder) como candidato às eleições gerais de 23 de agosto e, como tal, queria evitar que o seu nome aparecesse em processos judiciais.
"Nunca foi notificado"
Rui Patrício, o advogado do ex-presidente da Sonangol, afirma que Manuel Vicente "nunca foi notificado da acusação, nunca foi sequer constituído arguido". Segundo o advogado, trata-se de "um problema diferente e à parte".
Rui Patrício insiste que o processo referente a Manuel Vicente, pela sua complexidade, deve ser tratado em separado. "Esta instrução não tem contra ele nenhuns efeitos. E se lerem a decisão, no final é dito claramente que o que se está a analisar é a instrução do arguido Armindo Pires e as eventuais consequências dela relativamente aos arguidos que, notificados da acusação, não recorreram à instrução", afirma.
Paulo Sá e Guerra, advogado de Orlando Figueira, entende que só assume a qualidade de arguido aquele contra quem é deduzida uma acusação. Manuel Vicente foi acusado pelo Ministério Público, embora ainda não tenha sido notificado nem constituído arguido, acrescenta.
"Parece-me inevitável que o faça e aí a lei prevê expressamente que o faça a partir do momento em que se verifiquem os pressupostos da declaração de contumácia [o não comparecimento em juízo] do engenheiro Manuel Vicente. Mas, nesse caso, a lei prevê expressamente essa consequência da separação dos processos", explica o advogado.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Filho de Kadafi 'é a única pessoa capaz de unificar a Líbia e liderar a luta contra os terroristas'.

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Filho de Kadafi 'é a única pessoa capaz de unificar a Líbia e liderar a luta contra os terroristas'. 26754.jpeg 
Filho de Kadafi 'é a única pessoa capaz de unificar a Líbia e liderar a luta contra os terroristas'
Preso em 2011 após a derrubada do governo de seu pai, o recém liberto Saif al-Islam pode liderar a restauração do regime em uma Líbia fragmentada e destruída por seis anos de guerra civil
Eduardo Vasco, Pravda.ru
Saif al-Islam al-Kadafi, filho do ex-líder Muamar Kadafi, foi solto no último sábado (10) da prisão de Zintan, cidade do noroeste da Líbia e próxima da capital, Trípoli. Ele havia sido sentenciado à morte em 2015, mas o grupo de milicianos que o mantinha preso se recusou a entregá-lo à corte em Trípoli. Estava detido há quase seis anos, acusado de atuar na repressão a manifestantes, quando era uma das principais figuras do governo de seu pai.
Após a queda de Kadafi com a ajuda da OTAN, a Líbia se transformou em um país destruído, praticamente sem Estado e com uma guerra civil entre facções com grande atuação de grupos como o Estado Islâmico e a al-Qaeda. A libertação de Saif al-Islam significou um alento aos seguidores de Kadafi. Ele deverá assumir a liderança do movimento pelo restabelecimento de um governo nacional na Líbia, ao estilo do que vigorou até 2011.
"A única pessoa em toda a Líbia capaz de unificar o país e liderar a luta contra os terroristas da Irmandade Muçulmana, al-Qaeda e Estado Islâmico é Saif Kadafi", afirma José Gil de Almeida, ativista brasileiro pioneiro na defesa do sistema político e social que surgiu na Líbia a partir da Revolução de 1969. Ele visitou o país em 19 oportunidades, já esteve três vezes com Muamar Kadafi e é um dos maiores especialistas brasileiros sobre a Líbia, organizando encontros nacionais e internacionais e publicando dois livros sobre o tema.
No último dia 7 de junho, Almeida lançou em Curitiba o livro "A Líbia de Kadafi", que também será traduzido para o inglês, francês, espanhol e árabe. Integrante do Movimento Marcha Verde, ele conversou com a Pravda.ru e afirmou que as forças leais ao antigo governo estão retomando Trípoli e expulsando os grupos terroristas.
Como você recebeu a notícia da libertação de Saif al-Islam al-Kadafi?
Por e-mail de amigos na Líbia. Diversas cidades festejaram a libertação com desfiles de carros e muitos fogos de artifício, disparos de armas de fogo e dança.
Saif ainda tem influência política na Líbia?
Ele é o sucessor natural de Muamar Kadafi, foi preparado para lutar na defesa da Jamahiriya (Poder Popular). Nos últimos dias ele visitou todos os chefes tribais da Líbia e está organizando a luta contra os terroristas financiados pelos EUA e OTAN. Ele foi libertado por kadafistas que estão hoje espalhados nas forças armadas e nos grupos guerrilheiros que atuam em algumas regiões.
Então o kadafismo ainda tem muita influência dentro das forças armadas e entre a população?
Sim. Quando Kadafi se retirou para Sirte, sua terra natal [e onde foi assassinado em 20 de outubro de 2011], levava com ele parte dos oficiais das forças armadas. Ele pediu que eles retornassem a suas casas para no futuro defender a Líbia. Kadafi sabia que não resistiria à maior força militar do planeta e foi para Sirte para ser martirizado ao lado de seus companheiros mais próximos. E foi isso o que aconteceu, para preservar os kadafistas dentro das forças da Líbia.
E até hoje existem grupos fiéis a Kadafi dentro das facções que lutam pelo poder no país?
Sim, aguardando o momento de lutar a verdadeira guerra de libertação da Líbia sob o comando de Saif al-Islam al-Kadafi.
Com a liderança de Saif os guerrilheiros kadafistas ficam mais unidos e fortalecidos?
A única pessoa em toda a Líbia capaz de unificar o país e liderar a luta contra os terroristas da Irmandade Muçulmana na fronteira com o Egito e contra a al-Qaeda e o Estado Islâmico em Benghazi e Trípoli é Saif Kadafi.
Mas eles têm forças para enfrentar os terroristas?
Sim. Mesmo com os terroristas recebendo armas de países ocidentais ligados aos EUA, os kadafistas estavam se preparando para este dia desde 2011.
Então eles pretendem restaurar exatamente o mesmo regime derrubado em 2011?
Sim. A Jamahiriya Árabe Popular Socialista da Líbia [nome do país até 2011] é o regime que atendeu a todas as reivindicações de saúde, habitação, educação etc., do povo líbio. A Líbia de Kadafi tinha o maior IDH da África, maior até que o do Brasil. A Líbia era feliz e vivia em prosperidade. E agora, após a "democracia" dos norte-americanos, o povo está desamparado e sofrendo até com falta de gasolina em postos de combustíveis. Diversos poços de petróleo líbios estão sendo controlados por tropas militares dos EUA, França e Inglaterra, com a desculpa de retirar petróleo para "pagar despesas de guerra".
O petróleo foi o motivo da invasão da Líbia?
Sim, gás e petróleo, como sempre acontece nas guerras do imperialismo norte-americano em diversas partes do mundo.
Na época da intervenção da OTAN também se falou que um dos motivos era que Kadafi visava integrar a África com uma moeda única para todo o continente.
Sim, também. Ele criou um banco forte e isso incomodou os sionistas ligados aos Rotschild.
Você falou que o povo líbio era feliz e vivia em prosperidade. Mas, e os relatos e imagens de opositores sendo reprimidos, torturados e assassinados?
Durante o governo da Jamahiriya Árabe Popular Socialista da Líbia o país foi alvo de ataques do inimigo imperialista. Muitos mercenários e traidores do povo líbio foram presos e detidos, mas as denúncias de torturas foram raras e nunca apoiadas por Kadafi. A maior prova de que o governo líbio era popular e democrático é que Kadafi não tinha cargo no governo. Havia um presidente e um primeiro-ministro, todos eleitos pelos Congressos Populares. Muamar Kadafi era um guia espiritual e filosófico do povo líbio, por isso representava o país em solenidades e encontros internacionais, mas ele, mais do que ninguém, estimulou e criou as bases para a democracia direta através dos Comitês e Congressos Populares. A Líbia kadafista era o paraíso, não fosse pelos inimigos que fustigavam o país a mando do imperialismo norte-americano e do sionismo internacional.
Mas, e Saif al-Islam? Ele é considerado criminoso de guerra pelo Tribunal Penal Internacional devido aos supostos massacres ocorridos em 2011.
Esta acusação é mais uma farsa norte-americana. Ele foi acusado porque lutou heroicamente contra os invasores de seu país. Quatro dias após sua libertação a Irmandade Muçulmana anunciou que está deixando Trípoli. Não só ela, a al-Qaeda e o Estado Islâmico também, porque os kadafistas estão retomando Trípoli com força total e estão expulsando os terroristas, que fogem para a Turquia neste momento. Saif é o sucessor de Kadafi na reconstrução da Jamahiriya Árabe Popular Socialista Líbia. O único que pode reunificar o país.
#pravda.ru

ANGOLA: FNLA E O PAÍS QUE HOLDEN QUERIA MAS QUE NÃO EXISTE.

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fnlaholden

A Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), um dos três partidos históricos do país, apresentou o seu programa de governação, assente em nove eixos e que propõe o afastamento das instituições angolanas do carácter de partido único. Sonhemos, irmãos!

Oprograma de governação, apresentado pelo líder do partido e cabeça-de-lista concorrente à eleição por via indirecta, não nominal, ao cargo de Presidente da República nas eleições de 23 de Agosto, Lucas Nonga, defende a Reforma do Estado, a manutenção da forma Republicana e da Laicidade do Estado angolano, bem como a consolidação do Estado Democrático e de Direito e Reformas Sociais. Sonhemos, irmãos!
A definição de uma Política Cultural para Angola enquanto país africano, a consolidação do Processo de Reconciliação Nacional, as Reformas Económicas do país e a Revisão da Política Externa de Angola são os restantes eixos do programa de governação da quarta força política da oposição angolana. Sonhemos, irmãos!
O documento sublinha que Angola é um país saído “das convulsões sociais resultantes de erros de escolha ideológicas, ditada pelo clima de Guerra Fria, que dominou o século XX”.
Até às eleições de 1992 vigorou em Angola o regime de partido único, com o país a ser liderado pelo MPLA. Depois disso vigora a prática de partido único, numa versão mais “soft”.
“A FNLA entende que as eleições não são um jogo de promessas populistas irrealizáveis. É um compromisso que se assume perante um povo como pacto social que traz consigo a concretização das aspirações mais profundas do povo angolano”, disse Lucas Ngonda. E disse bem, quase parecendo que Angola é o que nunca foi durante os últimos 42 anos: uma democracia e um Estado de Direito.
O político lembrou que a FNLA, na luta de libertação – juntamente com o MPLA e a UNITA foi um dos três movimentos guerrilheiros contra o poder colonial português -, cumpriu o seu programa com a ascensão de Angola à independência.
“Hoje trata-se de abordagem do seu programa maior a longo prazo, o qual seguirá as etapas essenciais pelas sucessivas gerações de patriotas”, disse Lucas Ngonda.
A aprovação de uma nova Constituição, a criação de um parlamento bicameral (Assembleia Nacional e Senado), em que o primeiro-ministro é o chefe o Governo, uma eleição separada do Presidente da República, a criação de um Conselho de Estado, que integrará entidades que exerceram altas funções no Governo ou que tenham prestado serviços relevantes à nação, bem como actuais reis (autoridades tradicionais) são algumas das propostas de governação da FNLA.
A FNLA concorre às eleições gerais de 23 de Agosto com outras cinco formações políticas – MPLA, UNITA, CASA-CE, PRS e APN -, situando-se na quinta posição no boletim de voto.
Angola vai realizar eleições dentro de dois meses, e conta para o efeito com um número de 9.317.294 eleitores, segundo dados oficiais que o Ministério da Administração do Território entregou à Comissão Nacional Eleitoral.

Recorde-se Holden Roberto e Jonas Savimbi

Angola continua a ser (re)construída à imagem e semelhança do MPLA, como se fosse um regime de partido único. E, de facto – que não de jure –, é isso mesmo.
Se o MPLA é Angola e Angola é o MPLA, herói nacional há só um, Agostinho Neto e mais nenhum. Quando o MPLA for apenas um dos partidos do país e Angola for um verdadeiro Estado de Direito, então haverá outros heróis.
Até lá, os angolanos continuarão sujeitos à lavagem do cérebro de modo a que julguem que Agostinho Neto e agora José Eduardo dos Santos sãos os únicos que deram um contributo na luta armada contra o colonialismo português e para a conquista da independência nacional.
O dia 17 de Setembro, instituído feriado nacional em 1980 pela então Assembleia do Povo, um ano após o falecimento de Agostinho Neto, em 10 de Setembro de 1979 na antiga União das Republicas Socialistas Soviéticas, deve-se, segundo a cartilha do MPLA, ao reconhecimento do seu empenho na libertação de Angola, em particular, e do continente africano. Com alguma habilidade ainda vamos ver referências ao contributo para a libertação da Europa. Ou esse será um patamar reservado ao putativo presidente emérito, José Eduardo dos Santos?
Fruto da entrega de Agostinho Neto à causa libertadora dos povos, o Zimbabwe e a Namíbia ascenderam igualmente à independência, assim como contribuiu para o fim do Apartheid na África do Sul, esclarecem os donos do poder em Angola.
Pelos vistos, desde 1961 e até agora que só existe Agostinho Neto. Se calhar até é verdade. Aliás, bem vistas as coisas, Holden Roberto e Jonas Savimbi, FNLA e UNITA, nunca existiram e são apenas resultado da imaginação de uns tantos lunáticos.
“Dotado de um invulgar dinamismo e capacidade de trabalho, Agostinho Neto, até à hora do seu desaparecimento físico, foi incansável na sua participação pessoal para resolução de todos os problemas relacionados com a vida do partido, do povo e do Estado”, diz o MPLA, embora não o considere elegível à categoria de emérito.
Numa coisa a cartilha do MPLA tem toda a razão e actualidade: “como o marxistas-leninista convicto, Agostinho Neto reafirmou constantemente o papel dirigente do partido, a necessidade da sua estrutura orgânica e o fortalecimento ideológico, garantia segura para a criação e consolidação dos órgãos do poder popular, forma institucional da gestão dos destinos da Nação pelos operários e camponeses”.
Como se vê, os destinos da Nação estão entregues desde 11 de Novembro de 1975 aos operários e camponeses do tipo José Eduardo dos Santos & Sonangol Lda.
Em reconhecimento da figura do (suposto único) fundador da Nação angolana, estão erguidas em vários pontos do país estátuas, que simbolizam os seus feitos e legados, marcado pelas suas máximas “De Cabinda ao Cunene um só povo e uma só nação” e “O mais importante é resolver os problemas do povo”.
Pois! Os problemas do povo não foram resolvidos. Mas as estátuas aí estão para serem vistas por um povo que continua a ser gerado com fome, a nascer com fome e a morrer pouco depois com… fome.
Sabemos que em Angola os militares, tal como o resto da sociedade, só têm liberdade para dizer o que sua majestade o rei Eduardo dos Santos deixa. Mesmo assim, quando não se pode dizer a verdade, o bom senso aconselha a que se esteja calado.
Recorde-se, por exemplo, que, no dia 12 de Agosto de 2009, o inspector-geral das Forças Armadas Angolanas, general Rafael Sapilinha “Sambalanga”, considerou na comuna do Icolo e Bengo, Angola como uma “trincheira firme na defesa do continente africano”, pelo percurso árduo nas lutas de libertação nacional, bem como o contributo para a paz na região.
Poderia o general “Sambalanga” ficar-se por aqui e tudo estaria bem. Angola é de facto uma “trincheira firme na defesa do continente africano”.
Rafael Sapilinha que falava durante a visita dos Inspectores de Defesa da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) ao Centro Cultural “António Agostinho Neto”, não se conteve, contudo, em querer agradar ao chefe e vai daí enalteceu o espírito de coragem do fundador da nação MPLA, nas lutas de libertação nacional que culminou com a independência do país.
Para o inspector-geral, António Agostinho Neto teve a capacidade de prever a liberdade e autonomia do povo angolano nos poemas que escrevia. “António Agostinho Neto não é tido apenas como fundador da nação e do MPLA, mas também como um poeta perspicaz”, sublinhou.
Irra! Apre! Chiça! Por que carga de água Agostinho Neto é o único fundador da nação angolana? E então Holden Roberto? E então Jonas Savimbi?
Que país é Angola que tem tanta dificuldade em reconhecer a Holden Roberto, como a Jonas Savimbi, o estatuto de Herói Nacional? Porque razão, o Estado teve e tem tanta necessidade de humilhar Holden Roberto e Jonas Savimbi? Será assim que se luta pela instituição de um Estado de Direito?
#fonte: http://jornalf8.net

PORTUGAL É QUEM MAIS VENDE PARA ANGOLA.

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Portugal voltou a ser o país que mais vende a Angola, em 2016, apesar de o volume de negócios ter sofrido uma redução de 12% face a 2015, sendo superior a 1,6 mil milhões de euros, suficiente para destronar a China.

Os dados constam do anuário do comércio externo de 2016, elaborado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) de Angola, apenas agora divulgado. O documento refere que Portugal atingiu uma quota de 14,89% de todas as importações angolanas, equivalente a 342.517 milhões de kwanzas (1.630 milhões de euros).
Já a China viu as compras angolanas caíram 36% de 2015 para 2016, para uma quota de 12,54%, equivalente a um volume de negócios de 253.884 milhões de kwanzas (1.373 milhões de euros).
Os Estados Unidos da América tornaram-se no terceiro principal país fornecedor de Angola, com um volume de negócios em todo o ano de 2016 superior a 217.719 milhões de kwanzas (1.770 milhões de euros), que corresponde a uma quota de 10,75%.
No plano inverso, a China reforçou a posição de maior comprador de Angola, com uma quota de 45% das exportações angolanas de 2016 (essencialmente petróleo). Traduz-se em vendas globais 2,187 biliões de kwanzas (11,8 mil milhões de euros), um crescimento superior, em valor, a 28%, face às compras realizadas pela China em 2015.
O petróleo bruto representou um peso de 93% de todas as exportações angolanas no último ano.
No segundo lugar, a índia também aumentou as compras (4,92%) a Angola, que em 2016 atingiram os 330.894 milhões de kwanzas (1.789 milhões de euros) e uma quota de 6,89% do total, seguido dos Estados Unidos da América, com uma quota de 5,11% e compraram 245.698 milhões de kwanzas (1.328 milhões de euros) das exportações angolanas, um aumento de 54% face a 2015.
Portugal foi apenas o nono destino das exportações angolanas, representando um volume de negócios de 153.536 milhões de kwanzas (830 milhões de euros), um aumento de 8,28% face a 2015, mas ainda assim uma quota de 3,20%.
Globalmente, as exportações angolanas aumentaram 18,76% em 2016, para um volume de negócios total de 4,803 biliões de kwanzas (25,9 mil milhões de euros), enquanto as importações caíram 22,37%, para 2,024 mil milhões de kwanzas (10,9 mil milhões de euros).
Em 2016 a balança comercial de Angola, incluindo ainda reimportações e reexportações, registou um saldo positivo de 2,779 biliões de kwanzas (15 mil milhões de euros), praticamente o dobro face ao resultado de 2015.
Os resultados definitivos do Comércio Externo (Importação e Exportação) apurados para o ano de 2016, indicam para uma taxa positiva de variação homóloga, do período em análise, de 18,76% para as Exportações, enquanto que para o mesmo período, as Importações tiveram uma diminuição de 22,37%.
Em 2016 a Balança Comercial de Angola, registou um crescimento do saldo positivo de 2.779 Mil Milhões de Kwanzas.
O grupo de produto que teve a maior participação no valor total das Exportações foi fundamentalmente os “Combustíveis” com 92,97%, enquanto que no valor total das Importações os grupos de produtos que mais se destacaram foram: “Máquinas e Equipamentos e Aparelhos” com 24,71%, “Agrícolas” com 10,44%, “Metais Comuns” com 9,52%, “Químicos” com 7,62% e “Combustíveis” com 6,02%.
Os principais Parceiros das Exportações de Angola durante o ano de 2016 foram os seguintes: China com 45,53%, Índia com 6,89%, Estados Unidos da América com 5,11% África do Sul com 4,78%.
Os principais Parceiros das Importações para Angola durante o ano de 2016 foram os seguintes: Portugal com 14,89%, China com 12,54%, Estados Unidos da América com 10,75% e África do Sul com 5,25%.
Os Principais Parceiros Africanos nas Exportações que mais se destacaram foram os seguintes, África do Sul com 81,70%, República Democrática do Congo com 12,93%,São Tomé e Príncipe com 1,15% e Namíbia com 1,12%.
Para as Importações no mesmo Período foram os seguintes, África do Sul com 71,87%, Egipto com 4,97%, Mauritânia com 4,32 e Senegal com 4,21%.
Folha 8 com Lusa

terça-feira, 20 de junho de 2017

Morre estudante americano que foi preso na Coreia do Norte.

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Uma semana após Otto Warmbier, de 22 anos, ser libertado em coma, família anuncia sua morte em hospital de Ohio, nos EUA. Jovem passou 17 meses preso no país asiático. Médicos afirmam que ele sofreu danos cerebrais.
fonte: DW ÁFRICA
Warmbier durante seu julgamento em março de 2016
Warmbier durante seu julgamento em março de 2016
O estudante americano Otto Warmbier, de 22 anos, que esteve preso durante 17 meses na Coreia do Norte antes de retornar aos Estados Unidos em coma há uma semana, morreu nesta segunda-feira (19/06), anunciou sua família num comunicado. A causa da morte não foi divulgada.
"Infelizmente, o maltrato terrível e tortuoso que nosso filho recebeu das mãos de norte-coreanos assegurou que nenhum outro desfecho fosse possível além deste triste que experimentamos hoje", afirmou a família de Warmbier, após a sua morte no Centro Médico da Universidade de Cincinnati, em Ohio.
Warmbier foi detido na Coreia do Norte em janeiro de 2016. Acusado de ter tentado roubar um cartaz de propaganda no hotel no qual estava hospedado como turista, ele foi condenado por subversão a uma pena de 15 anos de prisão e trabalhos forçados.
Em coma, o estudante foi libertado na última terça-feira e transportado de volta aos Estados Unidos. De acordo com médicos, ele sofreu danos cerebrais, mas a causa destes danos não é conhecida.
Pyongyang alegou que Warmbier entrou em coma logo após o julgamento que aconteceu em março do ano passado. O regime disse que o estudante teria contraído botulismo e tomado um remédio para dormir.
Amigos e conhecidos prestam apoio à família de Warmbier em Wyoming
Amigos e conhecidos prestam apoio à família de Warmbier em Wyoming
A família do jovem contesta a versão norte-coreana. Médicos que examinaram Warmbier após sua libertação disseram que não havia sinais de botulismo em seu organismo.
Os pais de Warmbier, Fred e Cindy, disseram à agência de notícias Associated Press que desejam que o mundo sabia o tratamento brutal que seu filho recebeu do regime norte-coreano.
Trump lamenta morte
Após a morte do estudante, o presidente americano Donald Trump classificou o regime norte-coreano como brutal. "Coisas ruins acontecem, mas pelo menos ele voltou para casa para os seus pais", disse o republicano, durante um evento na Casa Branca.
Em comunicado, o presidente ofereceu as condolências à família do jovem e afirmou que a tragédia aprofundou a determinação de sua administração para prevenir que inocentes caiam em mãos de regimes que não respeitam os direitos humanos. "Os Estados Unidos condenam mais uma vez a brutalidade do regime da Coreia do Norte", acrescentou.
Depois da libertação de Warmbier, um funcionário da Casa Branca contou que o enviado dos EUA à Coreia do Norte, Joseph Yun, se reuniu secretamente com representantes de Pyongyang, na Noruega, no mês passado. No encontro, o regime norte-coreano permitiu que diplomatas suecos visitassem os quatros americanos que estavam detidos no país.
Uma semana antes da libertação, Yun foi informado sobre a condição de saúde de Warmbier. O enviado viajou ao país, onde visitou o estudante na prisão na segunda-feira passada e pediu que ele fosse solto por questões humanitárias.
Três americanos continuam presos na Coreia do Norte –  dois professores universitários da Universidade de Ciência e Tecnologia de Pyongyang, detidos neste ano, e um sexagenário de origem sul-coreana naturalizado americano, capturado em uma região de fronteira com a China em 2105. Todos são acusados de atos hostis contra o regime de Kim Jong-un.
Os Estados Unidos acusam o regime norte-coreano de usar os detidos como moeda de troca em negociação com os EUA. A tensão entre os dois países aumentou diante dos repetidos testes balísticos de Pyongyang.  
Desde 2006, a Coreia do Norte já realizou cinco testes atômicos, dois deles só no ano passado. O regime de Pyongyang também trabalha atualmente no desenvolvimento de mísseis de longo alcance, que poderiam levar cujas ogivas nucleares até os EUA.
CN/rtr/ap/afp

Prisão de “Manecas” é "deplorável" e mostra "medo" do poder guineense.

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Detenção de Manuel dos Santos ("Manecas") é "deplorável" e demonstra receio que o poder político da Guiné-Bissau tem "até da própria sombra", afirma escritor e jornalista Tony Tcheka.
Manuel dos Santos (Manecas), Mitglied der PAIGC (casacomum.org/Documentos Amílcar Cabral)
Foto de arquivo: Manuel dos Santos "Manecas" ao lado de Amílcar Cabral (esq.) (1972)
"A detenção de Manecas Santos é deplorável e motivo de uma enorme indignação. Nenhum cidadão guineense, independentemente das suas razões e questões ideológicas, pode estar tranquilo com uma atitude dessa natureza", sublinhou à agência de notícias Lusa o também vice-presidente da Associação de Escritores da Guiné-Bissau (AEGB).
A detenção na segunda-feira (19.06.) de "Manecas" Santos surgiu na sequência de uma entrevista dada em abril ao jornal português Diário de Notícias, em que o veterano comandante, de naturalidade cabo-verdiana, alertou para a possibilidade, face ao impasse político vigente há cerca de dois anos, de um novo golpe militar na Guiné-Bissau.
O veterano da luta armada pela independência da Guiné-Bissau tinha sido ouvido, há cerca de um mês, pelo Ministério Público, em Bissau, para esclarecer as declarações.
Motivações políticas?
Questionado esta terça-feira (20.06.) pela Lusa, Tony Tcheka, afirmou não ver qualquer outra razão para a detenção de "Manecas" Santos que não "motivações políticas".
Buch über Guinea-Bissau Krise (DW/M. Ribeiro)
Tony Tcheka
"Trata-se de uma perseguição feita em lume brando, hoje isto, amanhã aquilo. Qual o mal que tem um homem que, com o passado de Manecas Santos, vivendo na Guiné-Bissau, faça uma análise da situação social e política", questionou. "O grande crime de 'Manecas' Santos é que as circunstâncias, tudo o que envolve a Guiné-Bissau de hoje, pode indiciar situações mais complicadas, entre elas a possibilidade de um golpe de Estado. Temos um passado recente complexo, sabemos como foi o conflito político-militar de 1998/99, como aconteceu, Manecas Santos estava presente no terreno, de maneira que nada melhor do que alertar", acrescentou.
Tony Tcheka salientou, por outro lado, a ideia de que quem pretende levar a cabo um golpe de Estado não o anuncia.
"Quem vai dar um golpe de Estado, quem está alinhado em golpes de Estado, não ameaça nem diz que vai fazer um golpe de Estado. 'Manecas' não disse que vai dar, ou que vai participar ou que faz a apologia do Golpe de Estado. Simplesmente disse que o cenário existente pode conduzir a uma situação de golpe de Estado", explicou.
Guiné-Bissau sob a batuta de Jomav
Para o jornalista, escritor e poeta guineense, os "atuais senhores" da Guiné-Bissau "acabam por ter medo de tudo e todos, até da própria sombra".
Guinea-Bissau Jose Mario Vaz (Getty Images/AFP/Seyllou)
José Mário Vaz, Presidente da Guiné-Bissau
"Têm tudo o que é poder, o que são forças da Nação, ao seu serviço, não em defesa da Constituição da República, não em defesa das leis, mas sim em defesa dos seus próprios interesses. Quem não alinha nesse festim, quem não bate palmas, automaticamente é eleito como inimigo a abater, a eliminar".
"Isso é deplorável, é lamentável, e mostra exatamente os caminhos por que a Guiné-Bissau está a seguir sob a batuta do Presidente da República", José Mário Vaz, concluiu.
PAICV apela à libertação "imediata e incondicional" de 'Manecas'
O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) apelou esta terça-feira (20.06.) à libertação "imediata e incondicional" de 'Manecas' Santos, classificando a sua detenção como um "ato inqualificável" e "injustificado" que configura "violação dos direitos humanos".
Kapverdische Inseln Unterstützer PAICV mit Fahnen (picture-alliance/dpa/M. Cruz)
"A detenção do comandante 'Manecas' Santos, uma figura carismática da luta de libertação nacional de Cabo Verde e da Guiné-Bissau, é um ato inqualificável, que demonstra uma grande falta de respeito e uma vã tentativa de humilhar um alto dirigente do PAIGC", considerou o PAICV em comunicado.
Para o PAICV, mandar deter 'Manecas' Santos, por "ter emitido uma opinião, enquanto cidadão, e numa sociedade que se diz livre, democrática e pluralista, consubstancia um ato injustificável e com laivos de autoritarismo, e constitui, ademais, uma grave violação dos direitos humanos".
Por isso, os responsáveis do partido cabo-verdiano condenam o que consideram uma "detenção ilegal", solidarizam-se com 'Manecas' Santos e apelam "à sua libertação imediata e incondicional". 

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