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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...
terça-feira, 15 de novembro de 2022
Salários no Benin: Chadaré aguarda o cumprimento das promessas de Talon.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O porta-voz e vice-secretário-geral do Governo, Wilfried Léandre Houngbédji, durante a sua recente intervenção mediática falou sobre a questão da reavaliação dos salários dos trabalhadores. Segundo o porta-voz do governo, é em novembro de 2022 ou dezembro de 2022 que serão tornados públicos os principais anúncios relativos ao aumento dos salários. O secretário-geral da Confederação das Organizações Sindicais Independentes do Benin (Cosi-Benin), Noël Chadaré, recebeu nesta segunda-feira, 14 de novembro de 2022, no Crystal News, que o prazo dado pelo governo para rever os salários dos trabalhadores está quase acabando.
O secretário-geral da Cosi-Benin especificou que a credibilidade do discurso político é importante. Durante a reunião de Abril passado com o Presidente da República, Patrice Talon, Noël Chadaré declarou que "mantiveram níveis, falaram de pensões de reforma, AMEs" e foi dito no final desta reunião que as três centrais e confederações sindicais representativas, nomeadamente a Cosi-Benin, a Confederação Sindical dos Trabalhadores do Benin (CSTB) e a Confederação dos Sindicatos Autónomos do Benin (Csa-Benin) são informadas de qualquer decisão tomada pelo governo. Para o primeiro gestor da Cosi-Benin, o sócio deve ser respeitado.
Noël Chadaré lembrou que ficou acertado que os sindicatos sejam convocados assim que tudo estiver pronto. É por isso, diz ele, que a consideração pelo parceiro é uma coisa importante em uma parceria. Mas, segundo o secretário-geral da Cosi-Benin, as expectativas foram frustradas. Lembrou que o Chefe de Estado lhes disse que um gatinho será desobrigado e que os dirigentes sindicais serão informados. Para ele, o bom senso ditaria que os chamemos mesmo que não nos demos bem e que ainda deveríamos discutir, mas nada disso foi feito. "É uma falta de consideração e respeito", disse ele.
O primeiro chefe da Cosi-Benin disse que o governo deve discutir com eles as porcentagens e tudo o que envolve. Mas ele disse que você não pode não se dar bem com os trabalhadores quando se trata deles. É por isso que ele quer "acreditar que o porta-voz simplesmente bifurcou a língua em seus comentários". O sindicalista manifestou assim o desejo de que os trabalhadores sejam convocados para que haja trabalhos preliminares antes da elaboração e votação do orçamento. Refira-se que o Secretário-Geral Adjunto do Governo, à margem do relatório do Conselho de Ministros, indicou muito recentemente que o aumento dos salários está dependente da votação do orçamento para o exercício de 2023.
ONU: Rússia terá que compensar Ucrânia de acordo com resolução.
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Na Assembleia Geral da ONU nesta segunda-feira, 14 de novembro, foi votada uma resolução contra a Rússia. É um texto não vinculativo que estima que Moscou terá que compensar Kyiv. O texto intitulado: "agressão contra a Ucrânia: remédio e reparação" é apoiado pela Ucrânia e países como Canadá, Holanda e Guatemala, e aprovado com 94 votos. No total, 14 países votaram contra e outros 73 se abstiveram durante esta votação. Além da Índia, Brasil e Israel, a maioria das abstenções foi registrada na África.
"Um registro internacional de danos"
A resolução “considera que a Federação Russa deve responder por qualquer violação do direito internacional na Ucrânia ou contra a Ucrânia […] e que deve arcar com as consequências legais […] incluindo (reparar) os danos » materiais e humanos. Ainda de acordo com esta resolução, "é necessário estabelecer, em cooperação com a Ucrânia, um mecanismo internacional para efeitos de reparação de danos" e "um registo internacional de danos que será utilizado para identificar, documentos comprovativos" as várias peças de evidência.
Uma alegria para Zelensky...
Esta resolução aprovada pela ONU é muito apreciada pelas autoridades ucranianas. Na rede social do pássaro azul, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky não escondeu a alegria após o trabalho. Para ele, esta é uma nova vitória para o seu país. “Da libertação de Kherson à vitória diplomática em Nova York – a Assembleia Geral das Nações Unidas acaba de dar luz verde à criação de um mecanismo de reparação pela Rússia por crimes cometidos na Ucrânia”, disse.
lanouvelletribune.info
Bambali : l'incroyable geste de 35 imams pour la guérison de Sadio Mané.
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Grandes nuvens escuras cercam a participação de Sadio Mané na Copa do Mundo de 2022. Lesionado no tendão no campeonato, o atacante do Bayern de Munique deve passar por novos exames nos próximos dias para saber a evolução de sua lesão e, assim, saber se será apto para a nomeação ou pacote do Qatar, como já anunciado por vários meios de comunicação internacionais.
Em Bambali, aldeia natal de Sadio Mané, há esperança de ver a criança local se curar e se juntar aos Leões, que já estão no Catar. Os Ecos informam que para isso, no passado domingo, as populações organizaram um grande recital do Alcorão na mesquita construída pelo antigo jogador do Liverpool.
O jornal afirma que 35 imãs de Bambali e aldeias vizinhas participaram da cerimônia. Eles recitaram o Livro Sagrado pelo menos 45 vezes, segundo a mesma fonte.
Les Echos relata que os imãs também rezaram para que o Senegal tivesse uma boa Copa do Mundo.
segunda-feira, 14 de novembro de 2022
[Yoonu Qatar]: De Pelé a Zidane, os onze lendários.
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Do "Rei" Pelé, único jogador tricampeão mundial, a Zinédine Zidane, o feliz e infeliz herói de duas finais, a Copa do Mundo coroou imensas lendas do futebol antes de viver sua 22ª edição, a Copa do Mundo-2022 no Catar ( 20 de novembro a 18 de dezembro).
Gordon Banks (Inglaterra)
O campeão mundial inglês em 1966 é especialmente famoso por uma defesa milagrosa contra Pelé em 1970, gravada na história graças ao aforismo do lendário atacante brasileiro: "Hoje marquei um gol, mas Banks o impediu".
Cafu e Roberto Carlos (Brasil)
Os dois brasileiros juntos revolucionaram a posição de lateral ao levarem muito longe o seu aspecto ofensivo. Cafu venceu as Copas do Mundo de 1994 e 2002, enquanto Roberto Carlos venceu "apenas" a segunda, onde Cafu foi capitão. Perderam juntos a final de 1998 contra a França (3-0).
Franz Beckenbauer (Alemanha)
"Inventor" da posição de líbero, "Kaiser Franz" deixou uma das imagens imortais da Copa do Mundo ao finalizar com o braço na tipoia a "partida do século", a semifinal de 1970 perdida contra a Itália (4-3 a.p.). Mas ele também levantou o troféu quatro anos depois, em casa, quando o realismo da "Mannschaft" quebrou o romantismo da Holanda de Johan Cruyff (2-1), então como treinador em 1990.
Fabio Cannavaro (Itália)
Arquétipo do zagueiro italiano, perfeitamente posicionado, sempre totalmente concentrado e um pouco "desagradável" se necessário, Fabio Cannavaro é o capitão da Itália, campeã mundial em 2006 (1-1, 5-3 nos pênaltis contra a França) e seu símbolo, pelo seu exacerbado senso de competição.
seneweb.com
Cúpula do G20: Macky Sall chegou a Bali.
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Macky Sall em Bali (Indonésia)
O Presidente da República, Macky Sall, chegou à Indonésia para participar na cimeira do G20 prevista para segunda-feira em Nusa Dua (Bali).
O Chefe de Estado @Macky_Sall chegou esta manhã à Indonésia onde participará na Cimeira do #G20 agendada para segunda-feira em Nusa Dua (Bali).
A Cúpula abordará, entre outros tópicos, a arquitetura global da saúde, a transformação digital e a transição energética sustentável. pic.twitter.com/g8z5yEnC1M
— Presidência do Senegal (@PR_Senegal) 14 de novembro de 2022
Durante este encontro serão discutidos vários temas, nomeadamente a arquitetura global da saúde, a transformação digital e a transição energética sustentável (…).
seneweb.com
Senegal: Apreensão de 905 milhões de francos CFA em notas falsas: o cérebro procurado.
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Seis (06) indivíduos já foram detidos durante uma operação realizada em Thiès e depois em Dakar, pelo Grupo Multipropósito de Investigação e Repressão à Fraude (Gpr) da Alfândega Senegalesa, no caso da apreensão de notas pretas de valor equivalente de 905.000.000 francos CFA.
De acordo com Les Echos, um marfinense, suposto mentor da rede de falsificadores, é procurado ativamente em Dakar. O jornal acrescenta que a investigação começou há mais de um mês. Os investigadores conseguiram se infiltrar na rede. Os agentes do Gpr conseguiram frustrar seu plano na sexta-feira passada.
É da Gâmbia que o suposto mentor teria tentado lavar os bilhetes pretos antes de cruzar a fronteira para continuar seu tráfego em Thiès, onde desapareceu do radar.
FALHA DAS SANÇÕES CONTRA AS AUTORIDADES DO CHADE: Quando a UA presta um serviço às autoridades do Chade.
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Mahamat Idriss Déby, o inquilino do Palácio Rosa em N'Djamena, pode esfregar as mãos. De fato, em 11 de novembro, pela grande maioria de seus países membros, o Conselho de Paz e Segurança (PSC) da UA decidiu não pronunciar sanções contra o Chade, conforme exigido por Moussa Faki Mahamat, presidente da Comissão do Corpo Continental. O poder chadiano pode beber isso ainda mais porque existem motivos para sanções. Em primeiro lugar, os militares no poder no Chade não respeitaram o seu compromisso de entregar o poder aos civis no prazo de 18 meses, conforme exigido pela UA. Graças à “inclusiva conferência nacional soberana do Chade”, a transição foi ainda estendida por dois anos com a possibilidade dada ao general Mahamat Idriss Deby, de se candidatar a um mandato eletivo no final do processo. Em segundo lugar, esta possibilidade dada a Déby son de se candidatar às próximas eleições presidenciais, constitui em si um afastamento dos princípios da UA e isso foi observado pelo próprio órgão continental. “No caso chadiano, o PSC lembrou os princípios da UA e tomou a mesma decisão três vezes sobre a inelegibilidade dos soldados e a duração da transição. As autoridades da transição violaram estes princípios e decisões”, sublinha ainda em nota.
Entre o general Mahamat Idriss Déby e o povo chadiano, a UA parece ter feito a sua escolha
Terceiro, o desrespeito pela duração da transição levou a um massacre histórico de chadianos durante uma manifestação em 20 de outubro. Como lembrete, de acordo com dados oficiais, pelo menos 50 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas. Mesmo que as autoridades neguem, esse massacre traz a marca do regime do general Déby, cuja responsabilidade aqui não deve ser discutida. Para essas "obras" que violam os direitos humanos e os princípios da UA, seria de esperar que o CPS infligisse ao governo chadiano a punição que merece. Mas, em vez de punições, os membros do CPS consideraram que é necessário continuar a conceder às autoridades de transição, um tratamento derrogatório e que, em desrespeito aos textos da UA em tais circunstâncias. Por que então tal clemência do CPS em relação a Mahamad Idriss Déby? Por que se recusar a punir, por exemplo, as autoridades chadianas? Não dizemos que a sanção tem um valor educativo? Os países membros do PSC que evitaram sanções contra as autoridades chadianas em face de derivativos, têm suas razões. Mas é de temer que essa tolerância a essa dieta seja uma forma de encorajá-la. Porque, consciente ou inconscientemente, o CPS acaba de posar ali, um ato que presta serviço ao poder chadiano. Obviamente, entre o general Mahamat Idriss Déby e o povo chadiano, a UA parece ter feito sua escolha a favor do príncipe reinante. No entanto, um órgão como a UA tem o dever de servir o povo e não os líderes. A partir de agora, e é um eufemismo dizê-lo, o PSC e a UA serão responsabilizados pelos excessos autoritários a que o povo chadiano está exposto.
Michel NANA
PROMESSA DA CEDEAO DE APOIO A BURKINA: Ações em vez de palavras.
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Como prelúdio para sua cúpula ordinária agendada para 4 de dezembro em Abuja, Nigéria, a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) enviou uma missão de avaliação e acompanhamento ao Burkina Faso. Liderada pelo Comissário para os Assuntos Políticos, Paz e Segurança, Abdel-Fatau Musah, a delegação reuniu-se com as autoridades da transição, neste caso o Ministro dos Negócios Estrangeiros e o Primeiro-Ministro, Apollinaire Kyélem de Tambèla. Destas trocas decorre que a CEDEAO pretende dar “apoio concreto” ao Burkina Faso que, recorde-se, atravessa, no mínimo, um período difícil. “Com a União Africana (UA) e a ONU, mobilizaremos parceiros para ajudar nosso país irmão. Vamos demonstrar que o que está acontecendo aqui é um problema regional e não apenas de Burkina Faso”, disse o Comissário para Assuntos Políticos, Paz e Segurança. Enquanto formos rápidos, somos tentados a dizer. Porque, ajuda, é um truísmo dizer isso, Burkina Faso precisa disso; ele que, há sete anos, luta como um demônio contra grupos armados de todos os tipos que ameaçam sua existência. Como prova, quase ¾ do território do país escapa ao controle das Forças de Defesa e Segurança (FDS).
Esta promessa de apoio não deve ser um efeito de anúncio ou um anúncio sem efeito.
Tanto que muitas pessoas fugiram de suas respectivas aldeias para se refugiar em centros urbanos. Tanto melhor se a CEDEAO decidir ajudar Burkina. Antes tarde do que nunca, dizem. Resta esperar que passe o mais rápido possível, das palavras aos atos. Esta promessa de apoio não deve ser um efeito de anúncio ou um anúncio sem efeito. Isso é tanto mais importante quanto se Burkina, devido à sua localização geográfica, for desestabilizada, toda a sub-região da África Ocidental será severamente afetada. Dito isto, apoiar o país de pessoas honestas é mais um imperativo do que uma magnanimidade por parte da CEDEAO que, na opinião do Comissário para os Assuntos Políticos, Paz e Segurança, perdeu, nos últimos anos, "o espírito de solidariedade que sempre o caracterizou". Diante da ameaça terrorista que não conhece fronteiras, é necessária a conscientização coletiva. Os grandes deste mundo estão engajados em uma guerra com conotações hegemônicas na Ucrânia, os países do Sul não têm escolha a não ser permanecer juntos enquanto não quiserem ser varridos do mapa do mundo. Basta observar a mobilização em torno da Ucrânia para se convencer de que as grandes potências não parecem ter assumido a luta contra o terrorismo na África. Tudo sugere que é a menor de suas preocupações. Ainda nos lembramos dos pedidos de ajuda dos países do G5-Sahel, que, repetidos muitas vezes, ficaram sem resposta favorável a ponto de a própria instituição acabar tendo uma bela morte.
A CEDEAO não deve ficar de braços cruzados
Esta é, portanto, a prova de que, em termos de segurança, os países africanos estariam melhor confiando em suas próprias forças, em vez de perder tempo esperando por qualquer apoio de fora, que muitas vezes não chega. É nisso que devemos já felicitar a CEDEAO, que pretende iniciar a reflexão com vista à operacionalização de uma força regional no âmbito da luta contra o terrorismo. Tem tanto mais interesse em pensar nisso quanto, com exceção de alguns, a maioria de seus países membros está confrontada com a hidra terrorista. Este é o caso, por exemplo, de Mali, Níger, Burkina, Benin, Togo, Nigéria, onde muitas famílias são enlutadas diariamente. Não esquecemos a Costa do Marfim ou Gana, que também registram incursões mortais de grupos terroristas armados. Avaliando o perigo, a CEDEAO não pode e não deve ficar de braços cruzados; sempre foi acusado, com ou sem razão, de estar mais ao serviço dos chefes de Estado do que dos povos. De qualquer forma, o povo de Burkina Faso está esperando. Ele verá se é importante para os líderes da CEDEAO. Se eles querem um retorno à ordem constitucional normal a tempo, eles devem apoiá-lo na luta impiedosa que ele vem travando há vários anos contra o terrorismo.
" O país "
"Sinto-me traído": Ronaldo dá entrevista arrasadora.
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Cristiano Ronaldo disse que se sente traído pelo clube e que não tem respeito pelo treinador, Eirk ten Hag.
críticas ao Manchester United e ao seu treinador.
“Sinto-me traído”, começou por dizer, revelando que tanto o técnico como altos dirigentes do clube queriam que o português saísse do Manchester United.
“Senti que algumas pessoas não me querem aqui, não só este ano, mas também no ano passado”, acrescentou.
O avançado ficou de fora dos últimos dois jogos dos 'red devils', e agora prepara-se para embarcar para o Qatar com a seleção portuguesa, que 'capitaneia', para o Mundial2022.
Ao todo, soma esta época 16 jogos e três golos pelo clube inglês, depois de em 2021/22, época de regresso a Manchester, ter conseguido 24 golos, em 38 encontros.
Na longa entrevista, declarou não ter respeito pelo treinador, por considerar que este não o respeita.
"Não tenho respeito, porque ele não me respeita. Se não me respeitas, nunca te respeitarei", afirmou.
A falta de melhorias nas instalações e de avanços tecnológicos são outros dos defeitos encontrados pelo avançado.
"Não vejo evolução no clube desde que saiu Alex Ferguson, a progressão é zero. (...) O ginásio, a piscina... estão parados no tempo, o que me surpreendeu bastante", lamentou.
As críticas estenderam-se a Ralf Rangnick, um de três treinadores que encontrou nesta segunda passagem por Manchester.
"Se nem sequer és treinador, como podes ser o líder do Manchester United? Nunca tinha ouvido falar dele", declarou.
Ronaldo queixa-se de falta de empatia após morte do filho
Cristiano Ronaldo queixa-se ainda de "falta de empatia" para com ele, quando perdeu um dos filhos no parto de Georgina Rodríguez, nascendo apenas um dos gémeos, e que o clube tenta pintá-lo como "a ovelha negra" do plantel. Quem 'escapa' às críticas são os adeptos dos ingleses.
"São o mais importante do futebol e joga-se para eles. Estão sempre do meu lado, são tudo para mim. Por isso, dei esta entrevista, é o momento adequado para dizer o que penso", acrescentou.
Esta tem sido uma época problemática para o 'astro' madeirense, que regressou ao United, em que jogou primeiro entre 2003 e 2009, após passagens no Real Madrid (2009-2018) e na Juventus (2018-2021), tendo começado a carreira no Sporting.
No verão, a sua possível saída do clube foi o principal tema de discussão do mercado de transferências e, quando não se concretizou, prometeu que daria uma entrevista para esclarecer o assunto.
Desde então, a sua atuação nos relvados tem sido intermitente, entre a titularidade, o banco de suplentes e a ausência dos convocados, como quando foi afastado dos treinos da primeira equipa por abandonar um jogo ainda a decorrer, tendo-se recusado a ser suplente utilizado.
Com 191 jogos pela seleção principal de Portugal, e 117 golos, junta-lhes 145 tentos pelo Manchester United, em 346 partidas, 451 pelo Real Madrid, em 'apenas' 438 encontros, e cinco pelo Sporting, em 31 jogos.
https://www.msn.com/pt-pt/desporto
Detidos 22 suspeitos de atentado em Istambul .
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Ministro do Interior turco acusa os curdos do PKK e do YPG do atentado no domingo que fez pelo menos seis mortos e mais de 80 feridos.
O ministro do Interior turco anunciou hoje a detenção de 22 suspeitos do atentado bombista que causou pelo menos seis mortos, no domingo, na rua comercial Istiklal, em Istambul. O ataque não foi reivindicado mas o Governo turco responsabiliza os curdos do PKK.
Entre estes suspeitos detidos conta-se a pessoa que alegadamente colocou o explosivo, disse Suleyman Soylu.
"A pessoa que colocou a bomba foi presa (...) De acordo com as nossas descobertas, a organização terrorista PKK [Partido dos Trabalhadores do Curdistão, ilegalizado] é responsável" pelo ataque, acrescentou Soylu, citado pela agência de notícias oficial turca Anadolu e pelas estações de televisão locais.
O ministro também acusou as forças curdas que controlam a maior parte do nordeste da Síria, consideradas terroristas por Ancara, de estarem por detrás do ataque.
"Acreditamos que a ordem do ataque foi dada a partir de Kobane", indicou.
Na batalha de Kobane, em 2015, as forças curdas conseguiram repelir o grupo extremista Daesh. A cidade está sob controlo das Forças Democráticas Sírias (SDF), das quais as Unidades de Proteção Popular (YPG), com base no PKK, são uma componente importante.
O ataque, que ainda não foi reivindicado, deixou seis mortos e 81 feridos, metade dos quais foram hospitalizados. Todas as vítimas são de nacionalidade turca.
Fechado imediatamente depois do ataque, o acesso à rua, frequentada por residentes e turistas de Istambul, foi novamente permitido esta manhã, noticiaram os meios de comunicação social turcos.
O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, foi o primeiro a denunciar um "ataque vil", pouco antes de partir para a Indonésia, onde vai decorrer a partir de terça-feira a cimeira do G20 [grupo das 20 economias mais desenvolvidas] em Bali: "as primeiras observações sugerem um ataque terrorista".
"Os perpetradores deste vil ataque serão desmascarados. Que o nosso povo esteja seguro [de que] será punido", prometeu Erdogan, que já enfrentou uma campanha de terror em todo o país em 2015-2016.
O PKK, considerada uma organização terrorista por Ancara, mas também pelos aliados ocidentais, incluindo Estados Unidos e UE, trava uma luta armada contra o Governo turco desde meados dos anos 1980, tendo sido várias vezes acusado, no passado, de perpetrar ataques terroristas em solo turco.
Em dezembro de 2016, 47 pessoas morreram e 160 ficaram feridas num duplo ataque perto do estádio de futebol Besiktas em Istambul, reivindicado pelos Falcões da Liberdade do Curdistão (TAK), um grupo radical curdo próximo do PKK.
O PKK é também alvo regular de operações militares turcas contra bases no norte do Iraque e na Síria.
No mês passado, numerosas acusações transmitidas pela oposição e pelos observadores turcos, mas negadas pelas autoridades, referiam-se à utilização de armas químicas pelo exército turco contra combatentes do PKK que publicaram uma lista de 17 nomes, acompanhados de fotografias de pessoas apresentadas como mártires mortos por gás tóxico.
www.msn.com/pt-pt/noticias/ultimas/
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A Turquia "rejeita" as condolências dos Estados Unidos, que "apóiam os terroristas curdos" de Kobané, disse o ministro do Interior turco, Süleyman Soylu, na segunda-feira, um dia após o ataque que matou seis pessoas em Istambul.
"Não aceitamos, rejeitamos, as condolências dos Estados Unidos. Nossa aliança com um Estado que mantém Kobané e bolsões de terror (...) deve ser debatida", declarou Soylu, que acusa os combatentes do Curdistão Partido dos Trabalhadores (PKK) e alguns de seus aliados apoiados pelos americanos de perpetrar a carnificina em Istambul.
seneweb.com
sexta-feira, 11 de novembro de 2022
Crime no Benin: populações convidadas a serem mais vigilantes.
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Nas últimas semanas, houve um aumento drástico de tragédias e crimes em todo o país. Uma coisa que não surpreende ninguém porque, geralmente, os últimos três meses do final do ano são conhecidos por serem perigosos. É um período em que, por muitas e diversas razões, certos indivíduos cometem atrocidades contra seus vizinhos. A menos de dois meses do final do ano, as atrocidades já estão aumentando.
Durante várias semanas, crimes rituais e sequestros foram registrados em todo o país. Uma situação que cria psicose nas fileiras dos cidadãos honestos. A cada dia o número só aumenta. Esta semana, por exemplo, foram registrados mais de três casos. De fato, um jovem decapitou uma criança em Djoto, na comuna de Klouékanmey. Ele foi preso e levado à delegacia por um ex-chefe distrital da localidade. Ao mesmo tempo, um homem de cinquenta anos tentou sequestrar misticamente uma família inteira de Bohicon.
A isto deve ser adicionado o caso de um feiticeiro preso na semana passada em Hêvié, na cidade de Abomey-Calavi. Este último, oferecido como sacrifício aos seus fetiches, humanos. Deve-se notar que esses crimes são uma legião. As razões por trás da multiplicação desses dramas ao final de cada ano estariam ligadas à busca do ganho fácil, aos ritos de proteção e oportunidades. Perante esta situação, recomenda-se que cada beninense redobre a vigilância para a travessia no resto do ano. Além disso, o governo, através da Direção-Geral da Polícia Republicana (DGPR), é convidado a reforçar as patrulhas durante este período de forma a garantir a segurança dos seus cidadãos.
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Senegal: Presidencial 2024: "A candidatura de Macky Sall é oficializada em abril", (Mbaye Ndiaye).
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Para as eleições presidenciais de 2024, a candidatura de Macky Sall já foi formalizada em abril. A precisão é feita pelo diretor das estruturas do partido presidencial, Mbaye Ndiaye, em entrevista concedida ao jornal LeQuotidien desta sexta-feira, 11 de novembro de 2022.
Ele diz: “É uma obrigação que ele ouça a parte e cumpra sua decisão. Ele é nosso candidato. E, não há plano B, plano C ou plano X. O único plano que existe é a candidatura do presidente Macky Sall à presidência de 2024.
Aliás, chegou a hora de tornar pública esta candidatura, para o Ministro de Estado. Quem anuncia ao mesmo tempo que vai proceder amanhã sábado ao lançamento da venda de cartões de filiação partidária, no âmbito da animação da festa. “Estamos caminhando para uma eleição presidencial em 2024, o partido deve estar pronto para se encarregar da identificação de todos os ativistas e simpatizantes de Apr-Yakaar”, justificou. Sou obrigado a tomar todas as medidas necessárias para que isso seja um sucesso. Assim como fizemos em 2012, por meio da organização de um Congresso para apresentar a candidatura do presidente Macky Sall, estou agora na mesma posição de dar todas as chances à candidatura do nosso presidente. »
Enquanto aguarda o Congresso, Mbaye Ndiaye destaca que 200 supervisores participarão da cerimônia de lançamento no sábado, durante a qual o presidente Macky Sall e o chefe da Apr comprarão o primeiro cartão de membro.
seneweb.com
ANGOLA: BRINCAR À JUSTIÇA PARA EUA E UE VEREM.
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O procurador-geral da República de Angola (do MPLA), general Hélder Pitta Grós, disse hoje que as imunidades atrasaram o processo judicial contra o ex-vice-presidente Manuel Vicente, admitindo que a acusação não está para breve, mas frisou que “o trabalho está a ser feito”. O antigo primeiro-ministro, Marcolino Moco, diz, por outro lado, que a questão das imunidades “é uma grande mentira”.
“O processo existe, veio de Portugal, já constituído, não se trabalhou no processo porque tivemos aquele tempo em que havia imunidade. Tendo passado esse tempo, naturalmente, temos de trabalhar”, afirmou o general Hélder Pitta Grós, depois de questionado pela Lusa sobre o processo contra o ex-vice-presidente angolano e antigo patrão da Sonangol.
Manuel Vicente esteve protegido pela lei angolana de imunidade para titulares de cargos públicos, que limita essa protecção a cinco anos após o fim do exercício de funções, prazo que expirou em Setembro.
Em 2018, o processo-crime iniciado em Portugal, conhecido como “Operação Fizz”, em que o ex-vice-presidente angolano era acusado de ter corrompido o procurador português Orlando Figueira, causou um “irritante” entre os dois países, que ficou resolvido depois de, por manifesta pressão politica sobre a Justiça portuguesa, o caso relativo a Manuel Vicente ter sido transferido para o arquivo morto de Angola.
O procurador-geral, que falava em Luanda à margem de uma cerimónia de tomada de posse de novos subprocuradores, excluiu que haja acusação nos próximos tempos.
“Foi há meses que terminou a imunidade, não temos capacidade para [deduzir acusação] tão rapidamente. Gostaríamos, seria bom, mas infelizmente ainda não”, comentou.
Sobre as diligências feitas ao longo dos últimos anos, indicou que houve outras prioridades nesse período com as quais tinha de se avançar, pelo que “pouco ou nada se fez” em relação a Manuel Vicente, mas garantiu que “o trabalho já começou a ser feito”. Traduzindo para uma língua mal falada, e muito pior escrita, pelo PGR – o português -, a velocidade imposta pelo MPLA (também) neste caso é devagar, devagarinho, parada.
Sobre o antigo homem forte da petrolífera do MPLA e “número dois” do antigo presidente José Eduardo dos Santos recaem suspeitas de estar ligado a esquemas de corrupção e branqueamento de capitais quando exercia funções na Sonangol.
Em Janeiro de 2021, Manuel Vicente foi ouvido na Assembleia Nacional na condição de declarante, no âmbito de um processo que envolvia o empresário luso-angolano Carlos São Vicente (actualmente detido) e a transferência de 900 milhões de dólares (sensivelmente o mesmo em euros) para a Suíça.
O nome de Manuel Vicente é também mencionado no despacho de acusação do Ministério Público angolano relativa aos generais Manuel Hélder Vieira Dias, “Kopelipa”, e Leopoldino Fragoso do Nascimento, “Dino”, próximo do antigo presidente José Eduardo dos Santos, que morreu a 8 de Julho deste ano
O documento refere que Angola vendeu à Sonangol International Holding Limited, empresa detida em 70% por chineses e em 30% pela Sonangol EP, entre 5 de Dezembro de 2004 a 6 de Novembro de 2007, petróleo bruto no valor total de 1,598 mil milhões de dólares “sem qualquer benefício esclarecido para o Estado angolano ou para a própria Sonangol EP”.
O ex-presidente angolano está também associado à CIF, empresa chinesa cujos activos em Angola passaram para a esfera do Estado e a vários negócios que terão lesado o país em milhões de dólares.
Manuel Vicente foi (supostamente) alvo de uma investigação patrimonial por parte das autoridades angolanas, com vista à recuperação de activos, mas desconhecem-se os montantes (ir)recuperados.
MARCOLINO MOCO DIZ O QUE (AINDA) PENSA
Entretanto, o antigo primeiro-ministro de Angola, Marcolino Moco, lamentou hoje que, desde que foi solicitado a Portugal o processo do ex-vice-Presidente Manuel Vicente tudo tenha “ficado por aí”, sendo invocada a questão das imunidades “que é uma grande mentira”.
Segundo Marcolino Moco, “as imunidades nunca impediram ninguém de ser ouvido pela justiça”, lembrando casos como o Presidente brasileiro, Lula da Silva, do ex-Presidente Jacob Zuma, da África do Sul, ambos com imunidades, mas que foram chamados pela justiça para responder a processos criminais.
“O Lula, no Brasil, tinha imunidades, entretanto, as imunidades foram-lhe retiradas para poder ser ouvido e até foi julgado pela justiça. Zuma tinha imunidades e está sendo questionado pela justiça sul-africana”, afirmou Marcolino Moco.
Num delírio dialéctico, normal e salutar nas pessoas íntegras e honradas, o antigo governante defendeu a aposta numa justiça restaurativa no lugar de uma justiça selectiva.
“Admira-me que haja pessoas hoje a insistir ainda que a justiça angolana actual não é selectiva, (que) é uma justiça necessária, (que) é combate à corrupção. Francamente, é preciso ser muito teimoso para insistir nisso”, salientou Marcolino Moco.
De acordo com o também antigo secretário-geral do MPLA (partido que só está no Poder há 47 anos), o caso de Manuel Vicente enquadra-se num sistema que “estimulava desvios de dinheiros, de fabricação de ricos, com somas de dinheiro exagerado, à custa dos recursos do país e que poderiam, pela sua dimensão, na altura que esta situação teve lugar, ser enquadrados”. Daí a tese de “uma justiça restaurativa”.
“Justiça restaurativa não é justiça selectiva de outra natureza, é uma justiça objectiva, uma justiça transicional e que se enquadra numa situação especial, como aquela que nós vivemos, até 2017 e que, infelizmente, por não ter sido aplicada, faz com que continuemos a viver a mesma situação anterior”, sublinhou.
Marcolino Moco frisou que a situação do país é a mesma, com “pessoas que continuam a desviar os recursos do país para as suas contas, especialmente para o exterior do país, sem benefício nenhum para o desenvolvimento do país”.
“Não querem uma justiça objectiva, que é para continuarmos a nadar em águas turvas. Eles, que se beneficiam desse sistema, limitam-se a procurar bodes expiatórios, acusar alguém para que se diga que há combate à corrupção agora, para satisfazer os Estados Unidos da América, a União Europeia, que adora falar em combate à corrupção, aplaudem, mas que, com certeza, ou fingem ou não conseguem ver que isso não é combate à corrupção nenhum”, referiu.
“Eu preferia que esses casos se enquadrassem no âmbito desse tipo de justiça transicional do que vivermos essa mentira”, acrescentou.
Para Marcolino Moco, uma justiça restaurativa, já proposta no seu livro “Angola para uma Nova Partida”, consistiria “num debate organizado, público, com a participação de pessoas abalizadas, de instituições abalizadas, como por exemplo, as igrejas, especialmente a igreja católica, que tem uma grande experiência neste domínio da justiça”.
“Algo que não pudesse ser visto como um monopólio daqueles que estão no poder, mas algo que seria um remédio genérico para um país que viveu situações graves em vários domínios, mas especialmente nesse domínio da justiça e assim tínhamos resolvido o problema”, realçou.
O político destacou a ausência de Manuel Vicente do país, em contraponto com a prisão do empresário Carlos São Vicente talvez “por uma questão de se dar a ideia de que essa justiça não poupa ninguém, até o genro do Agostinho Neto [primeiro Presidente de Angola] também está na cadeia”.
“Mas, entretanto, pessoas actuais que têm sido citadas, continuam bem, não são tocadas, não são sequer exoneradas e estão bem ao lado do Presidente da República”, observou.
“Acho que é muito fácil, há um ambiente de perdão, pelo menos havia em 2017, aceite até pela própria oposição, então, não sei porque é que estamos a insistir nesse tipo de fingimento de que fazemos justiça e não fazemos justiça nenhuma, fazemos que se continue com a dispersão dos recursos, em vez de encaminhá-los para o desenvolvimento”, acrescentou.
No entender do também antigo secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), é preciso harmonizar e criar um ambiente para que “as pessoas que ficaram ricas, com a aplicação de algumas ideias que já foram avançadas” restituam “na medida do possível, o dinheiro que está lá fora”.
“Porque o que interessa é o presente e o futuro, muitas coisas do passado já são irrecuperáveis. Para quê continuarmos neste ambiente de stresse, neste ambiente desagradável, quando o essencial não está a ser corrigido”, rematou.
Folha 8 com Lusa
Golpe planejado na Guiné, tráfico de drogas: revelações explosivas sobre o suposto terrorista polaco-guineense preso em Kolda.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Uma grande reviravolta no caso de um suspeito de terrorismo preso pela polícia de Kolda! A Brigada Antiterrorista da Divisão de Investigações Criminais de Dakar concluiu sua investigação. De acordo com uma fonte da Seneweb, Alpha Yaya Barry foi referido, ontem quinta-feira, pelo Dic por actos de terrorismo e participação num grupo de crime organizado, tráfico internacional de drogas pesadas e construção de edifícios sem autorização administrativa. Detalhes sobre o segredo da investigação!
Suspeita do assassinato de Aminata Touré "Méta", Alpha Yaya Barry foi presa pela polícia de Kolda! Mas resulta da investigação que esta binacional está envolvida em uma rede internacional de terroristas.
Colocado à disposição do DIC, o suposto criminoso acabou confessando após seu confronto com elementos concordantes em poder dos homens do comissário Adramé Sarr.
O polonês-guineense faz parte da Comunidade Internacional Fouta-Djalon liderada por seu pai adotivo Modou Sory Barry. Atualmente está em Bruxelas.
A unificação do antigo império de Fouta-Djalon!
Constata-se da investigação que os membros deste grupo querem criar uma rebelião para unificar o que foi o império de Fouta-Djalon: território que ia da Serra Leoa ao Senegal passando pela Libéria, a República da Guiné, o Mali e parte do Burkina Faso , de acordo com uma fonte Seneweb próxima à acusação.
O projeto para derrubar o poder na Guiné
Alpha Yaya Barry, seu filho adotivo preso no Senegal, e os outros membros dessa rede de criminosos montaram um centro de treinamento em Kolda para derrubar o regime do Coronel Mamady Doumbouya. Segundo eles, os Fulani devem recuperar o poder na Guiné e nos países pertencentes ao antigo império Fouta-Djalon.
O suposto terrorista envolvido no tráfico de drogas pesadas e roubo de veículos
Alpha Yaya Barry também está envolvido no tráfico de drogas pesadas e em um empreendimento criminoso de roubo de veículos de luxo. Ele foi condenado a 2 anos de prisão por tráfico de drogas pesadas na Alemanha em 2008.
fonte: seneweb.com
quinta-feira, 10 de novembro de 2022
COPA DO MUNDO CATAR 2022: Grande incerteza sobre a participação de Sadio Mané.
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É um verdadeiro pesadelo para os Leões do Senegal, onze dias antes de sua entrada na disputa da Copa do Mundo do Catar 2022 contra a Holanda. De fato, enquanto jogávamos, na noite de terça-feira, 8 de novembro de 2022, o vigésimo minuto da partida do campeonato alemão, o atacante senegalês do Bayern de Munique, Sadio Mané, sofreu uma lesão no joelho, frente ao Werder Bremen. Ele foi imediatamente substituído. Todas as informações possíveis invadiram a mídia e outras redes sociais. Alguns alegaram que ele ficou levemente ferido após ter recebido uma pancada na perna, que deveria se recuperar rapidamente e que, portanto, sua participação na próxima Copa do Mundo com o Senegal não seria questionada. . Outros são bastante pessimistas. E este último para declarar que o recente campeão africano, do CAN Camarões 2021, foi atingido no tendão do joelho direito e deve perder várias semanas de competição e, portanto, do mundial do Catar. Eles previram um pacote de Sadio Mané. A partir de então, foi a incerteza total, a dúvida e o ceticismo mais absolutos que conquistaram mais de um senegalês, para não dizer um continente inteiro, que depositou todas as suas esperanças no filho de Bambaly. Aquele que terá conseguido o último pênalti permitindo ao Senegal saborear sua primeira coroação continental, uma noite de 6 de fevereiro de 2022 em Yaoundé. Como podemos acreditar, por um único momento, que o número dois da Bola de Ouro da França de futebol 2022 atrás do francês Karim Benzema, será o grande ausente da Copa do Mundo de 2022! Triste! Incrível!
Senegal prende a respiração
De qualquer forma, os comentários estavam indo bem na manhã de quarta-feira, 9 de novembro de 2022, antes de uma declaração oficial do clube de Munique cair para tentar tranquilizar um pouco. Constata-se que Sadio Mané está dispensado para o próximo jogo do campeonato alemão marcado para este sábado e que muitos outros testes se seguirão antes de decidir. O comunicado de imprensa indica que o clube está em discussão com a equipa médica da seleção senegalesa. Aguardamos, portanto, outro comunicado de imprensa oficial que irá situar um ao outro. Mas há motivos para preocupação, dada a extensão das informações que circulam em torno da lesão do jogador senegalês e vêm de fontes credíveis. Isto é, se todo o Senegal prende a respiração quando sabemos que o seleccionador nacional, Aliou Cissé, deve anunciar esta sexta-feira, 11 de Novembro de 2022, a lista de campeões africanos que terão o pesado fardo de tentar fazer melhor, mesmo se isso continua a ser um grande desafio, então as quartas de final de seus mais velhos em 2002. Os senegaleses acreditam em milagres. Eles esperam que a criança de bom coração, ícone benfeitor, que se tornou o jogador mais emblemático do futebol senegalês, esteja presente para o maior evento esportivo do mundo.
Antoine BATTIONO
ANGOLA: HÁ MAIS DE 50 ANOS A ESCOLA DE JOÃO LOURENÇO TINHA CARTEIRAS.
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O Movimento de Estudantes Angolanos (MEA) solidarizou-se hoje com o professor Diavava Bernardo, suspenso após um protesto para reclamar mais carteiras na escola onde leccionava, e promete manifestar-se contra a decisão nos próximos dias. Quem disse que no reino do MPLA há liberdade de expressão?
Em comunicado, o MEA disse que tomou conhecimento da suspensão do professor por via de fontes oficiais, anunciando que nos próximos dias vai realizar “uma manifestação contra tal decisão aniquiladora”.
O professor Diavava Bernardo liderou, em Setembro passado, uma marcha de protesto (certamente entendida pelos donos do reino, o MPLA, como uma tentativa de golpe de Estado) com mais de três centenas de alunos, com idades entre os 8 e 15 anos, de uma escola primária no distrito da Estalagem, município de Viana (Luanda), para exigir mais carteiras para aquele estabelecimento escolar.
“Fruto deste acto, o Governo angolano com o seu espírito de ditador, opressor e violador principal do Estado democrático e de direito, instaurou um processo disciplinar que culminou com a suspensão do referido professor”, sublinha a nota.
De acordo com o MEA, a decisão é “ilegal, sem fundamentos jurídico-constitucional”, pelo que a associação “repudia esta decisão e solidariza-se ao professor Diavava, vítima da má governação e inexistência de políticas credíveis para a Educação”.
Os alunos que se manifestavam foram dispersados pela polícia, que deteve o professor que terá também sido agredido, de acordo com relatos de alunos.
Os agentes terão também efectuado disparos, segundo vídeos postos a circular nas redes sociais, embora as autoridades nunca tenham confirmado a informação.
A polícia do MPLA disse, na altura, que o professor estava acusado de organizar uma marcha não autorizada e do crime de danos materiais, avaliados em 1,7 milhões de kwanzas (cerca de 4.000 euros), por terem sido danificadas carteiras.
Por sua vez o professor disse que a decisão data de 25 de Outubro passado e que está suspenso por tempo indeterminado.
Diavava Bernardo disse que recorreu da decisão e aguarda por conclusão do processo, escusando-se a fazer mais comentários sobre o assunto.
No dia 17 de Outubro, a ministra angolana da (suposta) Educação, Luísa Grilo, considerou que o protesto contra a falta de carteiras organizado por um professor de uma escola de Luanda, seria alvo de um processo disciplinar, foi uma “precipitação” e defendeu mais diálogo. Como o professor sabe, e nós também, “diálogo” para o MPLA significa estar sempre de acordo com o… MPLA.
Luísa Grilo admitiu, no entanto, a falta de carteiras, indicando que existe um programa de distribuição, que já permitiu o apetrechamento de várias escolas, de acordo com os planos definidos pelos municípios. Há 47 anos no Poder, o MPLA nem consegue dotar as escolas com carteiras, é obra.
“Infelizmente, tivemos esse incidente por precipitação. Era possível, através da direcção da escola, terem conversado, e saberiam do programa de distribuição de carteiras e qual a planificação para solucionar este problema”, afirmou, referindo-se à Escola 5108, no distrito da Estalagem, município de Viana.
A ministra, que falava à margem da apresentação de um programa de bolsas escolares, apontou, além do número insuficiente, a existência de material degradado e indicou que muitas carteiras são vandalizadas, destruídas ou roubadas pela própria comunidade escolar, defendendo mais diálogo entre a escola, família e comunidade para evitar incidentes e conflitos.
No seu entender, o professor foi “imprudente” ao movimentar crianças na via pública, o que “exige cuidados redobrados” e afirmou e que esse momento deveria ter sido articulado com as autoridades para não parecer “uma arruaça”. Arruaça ou, já agora, tentativa de golpe de Estado.
Também o administrador municipal de Viana, Demétrio António Braz, falou de “instrumentalização das crianças” que foram colocadas “numa das vias mais movimentadas do município”, com riscos para a sua segurança, criticando o professor por não ter cumprido os requisitos legais do direito à manifestação.
Quanto ao seu regresso à docência, “tudo vai depender” do desfecho do processo disciplinar. E, é claro, se aceitar fazer – como mandam as regras da democracia “made in MPLA” – um transplante e passar o cérebro para os intestinos.
Os cerca de 300 alunos que saíram à rua para reivindicar carteiras foram dispersados pela polícia e ouviram-se disparos que geraram algumas situações de pânico. Alguns alunos sofreram ferimentos ligeiros enquanto fugiam e outros estiveram desaparecidos até ao início da noite.
A polícia (do MPLA) instaurou, entretanto, um inquérito para averiguar as circunstâncias da intervenção. Segundo o administrador da Viana (do MPLA), “a polícia protegeu as crianças” e tentou controlar o movimento na via pública.
“A polícia é muito responsável, não iria direccionar tiros contra as crianças, mas o som dos disparos produz efeitos, mas felizmente todos foram levados em segurança para a escola e para a casa”, acrescentou, indicando que os ferimentos se deveram à “movimentação” dos alunos na rua.
Disse ainda que todas as escolas “precisam de carteiras, umas mais do que outras”, explicando que são necessárias cerca de 23 mil carteiras para atender às necessidades em Viana, estando o processo de distribuição a decorrer desde Maio.
A ministra da Educação, Luísa Grilo, defendeu em Setembro de 2021, em Moçâmedes, que as tecnologias digitais devem estar ao dispor de todos e o seu uso aproveitado como uma nova forma de alfabetizar. Os 20 milhões de angolanos pobres… agradeceram, assim como os jovens estudantes que nem carteiras têm.
A ministra, que falava no acto central do Dia Mundial da Alfabetização, que decorreu sob o lema “Alfabetizar para aumentar a inclusão digital em tempos de pandemia”, disse que as novas tecnologias devem ser geridas para as áreas da formação, comunicação, informação, trabalho, entretenimento e na aproximação entre as pessoas em todos os enquadrantes.
Luísa Grilo reconheceu na altura que alfabetizar era cada vez mais desafiante, tendo em conta o momento difícil que se vive, por causa da pandemia da Covid-19.
Em função disso, todos os sectores, incluindo o da Educação, estavam a adoptar novos procedimentos e formas de trabalho, através do uso das novas tecnologias e uma combinação entre as técnicas convencionais e as tradicionais.
A ministra reconheceu que as tele e rádio-aulas e o uso da Internet para fins educacionais são recursos usados para se assegurar as aprendizagens. Por isso, em 2021, a UNESCO definiu como lema para as comemorações da alfabetização a recuperação centrada no ser humano e na redução da disparidade digital. É de crer que, na prossecução de mais esta promessa, o MPLA venha a instalar computadores de acesso livre e gratuito nas grandes superfícies que fornecem sem custos alimentos à população – as lixeiras.
“Angola está a dar os primeiros passos para uma massificação tecnológica”, avançou a ministra, assegurando que o Executivo assume, cada vez mais, a importância da utilização de novas tecnologias.
A ministra recorreu os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) para dar conta que, desde 2020, cerca de 14,6 milhões de cidadãos são usuários de telemóveis, outros 8,9 milhões utilizadores de internet e 2,20 milhões recorrem activamente às redes sociais. Os estudantes também, nem que tenham de se sentar em adobes ou em latas de “Nido”.
“Os desafios para aumentarmos as taxas de inclusão digital ainda são grandes. Vimos aqui que o uso da internet ainda é limitativa e estamos conscientes de que tudo não depende só da extensão do sinal das redes de telecomunicação, mas sobretudo, do nível da alfabetização das suas populações, por isso, o lema escolhido para o nosso país é Alfabetizar para aumentar a inclusão digital em tempos de pandemia”, afirmou Luísa Grilo.
A ministra garantiu que o Executivo entende que a alfabetização tem um papel importante em todas as vertentes sociais: ” Se durante a pandemia da Covid-19 fomos obrigados a manter o distanciamento social e recorrer às novas tecnologias, as pessoas iletradas vivenciaram uma dupla maneira: Uma imposta pela pandemia e outra pela sua condição académica”.
Luísa Grilo disse “ser momento de agir perante a recente crise da pandemia da Covid-19, que tem acentuado os problemas da alfabetização e da educação dos jovens e adultos, com repercussões negativas na escolarização e nas oportunidades de aprendizagem ao longo de toda a vida, contribuindo, deste modo, para os níveis de atraso e das taxas do analfabetismo “.
Legenda. Sala de aulas igual à que João Manuel Gonçalves Lourenço frequentou no tempo colonial.
Folha 8 com Lusa
SENEGAL: Um desvio de seis bilhões secos a Orabank.
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Todos os agentes do Orabank Senegal envolvidos na concessão de empréstimos e na abertura de contas são convocados ao DIC, que está a investigar o desvio de seis mil milhões de francos CFA em detrimento do banco. O dinheiro foi bombeado através do estabelecimento de várias linhas de crédito em benefício de um cliente com várias contas no Orabank. Este último recolheu os fundos sem nunca reembolsar um franco.
Fontes do L'Observateur, que fala sobre o caso em sua edição de quinta-feira, suspeitam de cumplicidade interna. "Uma pessoa pode abrir várias contas num banco, mas não pode beneficiar de um empréstimo bancário para todas as suas contas", indica uma delas.
O Orabank Senegal apresentou uma queixa contra o X. Na pendência das conclusões da investigação do DIC, o novo gerente geral do banco, Michel Kofi Dorkenoo, que assumiu o lugar do francês Luc Morio, tomou medidas cautelares. O L'Observateur informa que demitiu quatro executivos do banco envolvidos na concessão dos créditos infratores. Suspendeu o Comitê de Crédito; as decisões de empréstimo são agora submetidas à empresa-mãe em Lomé, Togo. Outros executivos envolvidos em créditos receberam advertências e comparecerão perante os investigadores do DIC.
seneweb.com
ANGOLA: MEIO SÉCULO DE GOVERNOS INCAPAZES E CRIMINOSOS.
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Ao ler o artigo “ANTI-PORTUGUESISMO PRIMATOLÓGICO DO MPLA” do Folha 8 lembrei-me que tinha, esta manhã, acabado de ler o primeiro e até à data, que eu saiba, o único livro escrito por José Severino (Pacaça) e intitulado “Batalhas, Peripécias e Economia Num Recanto de Angola”, edição portuguesa da Guerra & Paz, Fevereiro de 2022.
Por Carlos Pinho (*)
Esta combinação de eventos e de mais algumas notícias sobre Angola que li nos últimos dias merecem-me algumas reflexões.
O autor acima citado, José Severino (Pacaça), discorre sobre alguns assuntos, à laia de pequenas crónicas, sobre eventos ocorridos entre 1961 e 1975. Embora, dando ênfase principalmente às lutas entre as FAPLA de um lado e as FALA mais os sul-africanos, do outro, mormente no trio composto pelas províncias de Benguela, Huíla e Namibe. No decorrer de algumas, senão de muitas das crónicas, refere inúmeras fazendas e indústrias daquelas regiões de Angola, salientando o seu peso e relevância da economia da então Colónia/Província Ultramarina Portuguesa e depois Estado de Angola, e indica claramente a actividade destruidora e de pilhagem desenfreada que nos anos de 1974-1975 arrasou todo aquele potencial económico.
O autor lá vai comentando, através da sua escrita, do enorme dano que se estava a criar para a Angola futura e igualmente na estratégia errada de se despachar os portugueses para fora de Angola com o fito de se ficar com as suas propriedades e haveres. Também refere a opção então tomada de recusar o retorno a Angola daqueles que fugiram nos períodos em que a guerra civil foi mais acesa, no referido intervalo de tempo 1974-1975, quando muitos dos fugitivos, após a independência, mostraram intenções de regressar e retomar as respectivas actividades profissionais.
Vai dando, se bem que de um modo ligeiro, indicações claras da sua discordância quanto ao que se passou e enfatiza reiteradas vezes que Angola iria e está a pagar um preço elevado por tais acções.
Eu diria mais, Angola continuará a pagar por muitas décadas por tais dislates. E verdade verdadinha, quase meio século depois daqueles eventos, não vejo em Angola governantes com capacidades intelectuais e cognitivas para corrigir tal estado de coisas.
No fundo é o continuado anti-portuguesismo primário tão querido do MPLA, e dos outros Movimentos Ditos de Libertação (MDL). MDL como eu gosto de os chamar! É que de boas intenções está o inferno cheio e a evidência experimental tem-me levado a olhar para o tal conceito “de Libertação” de soslaio. Libertação de quê? Só para uns quantos, os ditadores, os donos do poder. O resto de povo, a grande maioria, continua a levar porrada quer refile ou não. É por isso bem mais de que “porrada se refilar”. Libertação de quê, pergunto mais uma vez? Independência em relação a quê? Se não fosse o petróleo iram os angolanos comer o quê?
Mas não pensem que resolvi pegar de ponta o livro do José Severino (Pacaça), longe disso. Achei-o muito interessante. Mas, vejam por exemplo o livro de Manuel Videira, “Um Intelectual na Rebelião” edição portuguesa da Guerra & Paz, Outubro de 2021. Nele o autor fala do espanto do pessoal quando voltaram, a Luanda em 1974. Refere o desenvolvimento da cidade, do seu comércio e indústria e da vivacidade dos seus habitantes. Assim, pé ante pé, vão começando a aparecer textos, nos quais lá pelo meio, se começa a contestar a bondade de muitos eventos de antanho. É pouco, mas é um princípio. Só reconhecendo os erros do passado poderemos criar um futuro melhor. Já escrevi por várias vezes que o regime colonial no afã de se perpetuar foi obrigado a desenvolver Angola e tal aconteceu entre 1961 e 1974. Para eles antes que fosse tarde, para a história, já ia tarde! E no caso dos governos actuais?
Um aspecto relevante da acção dos portugueses foi a de que ao contrário de colónias de outras nações europeias, em Angola e Moçambique, o diferencial entre as dimensões das respectivas capitais e algumas das outras cidades não era tão elevado. No caso de Angola, que é o que interessa para o caso, as cidades de Nova Lisboa (Huambo), Sá da Bandeira (Lubango) e o binómio Benguela-Lobito, ombreavam facilmente com Luanda. Esta logicamente era maior, mas o contraste não era assustador. No seu livro o José Severino (Pacaça) refere o que então se dizia, Lobito, a sala de visitas de Angola.
Hoje em dia o contraste é brutal, o governo só tem olhos para a capital. Não que esta seja actualmente a beleza que foi até 1974, nada disso. Beleza aqui pelos meus olhos de menino e moço, daquele tempo. Havia, contudo, a mancha dos musseques, bem menor do que hoje em dia, e quanto a isso já lá vamos.
Neste quase meio século passado, Luanda tornou-se o refúgio de milhões fugidos à guerra civil, e para mim a grande obra do MPLA nesta cidade foi precisamente o crescimento brutal da mancha de musseques que envolve a cidade de alcatrão. De tal modo que, para que a cidade pudesse crescer de um modo organizado, foi preciso construir para além dessa mancha de musseques, Belas, Morro Bento, Talatona, etc.. Isto mostra claramente a incapacidade do MPLA para resolver os problemas dos mais necessitados e que vivem na dita mancha de musseques, sejam tais problemas, sociais, económicos, de saúde pública, escolaridade, no fundo cobrindo todos os aspectos que rodeiam as necessidades e aspirações daquelas gentes, e não só, de todos nós.
Não! Preferiram uma fuga para a frente, construindo novas zonas de alcatrão para fora dos musseques ao mesmo tempo que descaracterizaram a baixa da cidade com edifícios monumentais, não havendo estruturas viárias, de água, rede eléctrica e saneamento que pudessem suportar a ocupação humana que tais monstros iriam acarretar na referida baixa. Digo iriam, porque muitos deles estão minimamente ocupados. Mas é imponente quando vista da Ilha do Cabo. É assim uma espécie de Manhattan dos pobrezinhos!
A Nova Marginal é outro exemplo, criaram uma avenida fantástica, para estrangeiro e turista ver, com um sistema de iluminação pública autónomo, suportado por geradores dedicados. Como há tempos alguém roubou alguns cabos eléctricos, barraca! E ainda falta a parte até à Corimba. Dinheiro para exibicionismo e farra há sempre, agora para dar uma volta à vida do pessoal dos musseques é que não há. Tal como no tempo colonial, que se lixem, são pretos! No tempo colonial a afirmação “são pretos” tinha um conceito rácico pejorativo, como é do conhecimento geral, mas também um conceito social. Gente de baixa extracção. Agora ficou apenas o segundo conceito, mas usando o termo chique tão ao gosto do Presidente da República, lúmpenes.
É espantoso como os governos dos países independentes de África fazem gala em copiar o que de pior tinham os respectivos regimes coloniais!
Agora consta que se vão investir 11 milhões de euros num novo centro de exposições em Luanda. Muito bem, sem dúvida que vai garantir empregos e incentivar a actividade económica da cidade capital. E as outras cidades? Porque é que o governo não obrigou a contrapartidas que deveriam ser investimentos noutras cidades do país? Porque não colocar esse tal centro de congressos, por exemplo em Benguela? Estou à vontade para referir isto, não há aqui bairrismo serôdio, eu até sou calcinhas! E, para quando um programa orientado para se tentar levar as pessoas para as cidades do interior do país, no sentido de diminuir ao máximo a macrocefalia de Luanda? Certamente que havendo oportunidades de trabalho noutras regiões do país, muito boa gente iria abandonar Luanda à procura de melhor vida.
Porque raio é que os governantes de Angola não seguem aquilo que os títulos das respectivas funções a tal os deviam obrigar. Governar!
(*) Aposentado. Ex docente universitário
Enorme surpresa nos convocados do Brasil para o Mundial 2022 - ÚLTIMA HORA.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Tite anunciou a lista de convocados do Brasil para o Mundial 2022, que arranca no próximo dia 20 de novembro.
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A maior surpresa nas escolhas do selecionador brasileiro é a chamada de Dani Alves, lateral-direito de 39 anos, que atua no Pumas do México. Entre as surpresas destaca-se também a chamada de Gabriel Martinelli, jovem que brilha no Arsenal.
Entre as ausências destacam-se os nomes de Roberto Firmino (Liverpool) e Gabriel Magalhães (Arsenal).
Entre os jogadores que atuam na I Liga também há ausências como Lucas Veríssimo, David Neres e Gilberto, do Benfica, e Pepê do FC Porto.
No entanto a lista integra muitos nomes que passaram passaram pelo futebol português como Ederson, Danilo, Alex Sandro, Alex Telles, Eder Militão, Casemiro, Fabinho ou Raphinha.
Veja também: Seleção Nacional terá ganho importante reforço de ÚLTIMA HORA para o Mundial
Veja abaixo a lista dos 26 convocados da seleção brasileira.
Guarda-redes: Alisson (Liverpool), Ederson (Man. City) e Weverton (Palmeiras)
Defesas: Dani Alves (Pumas), Danilo (Juventus), Alex Sandro (Juventus), Alex Telles (Sevilha), Bremer (Juventus), Éder Militão (Real Madrid), Marquinhos (PSG e Thiago Silva (Chelsea)
Médios: Bruno Guimarães (Newcastle), Casemiro (Man. United), Everton Ribeiro (Flamengo), Fabinho (Liverpool), Fred (Man. United) e Lucas Paqueta (West Ham)
Avançados: Antony (Man. United), Gabriel Jesus (Arsenal), Gabriel Martinelli (Arsenal), Neymar (PSG), Pedro (Flamengo), Raphinha (Barcelona), Richarlison (Tottenham), Rodrygo (Real Madrid) e Vinícius Jr (Real Madrid)
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