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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Kanye West supostamente revela fotos íntimas de Kim Kardashian para funcionários da Adidas.

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Kanye West criou um "ambiente tóxico" como revelam os depoimentos de funcionários da Adidas coletados pela mídia americana Rolling Stone. E isso, em especial, ao compartilhar fotos e vídeos explícitos de Kim Kardashian, sua ex-mulher. Funcionários da Adidas acusam Kanye West de mostrar fotos explícitas de sua ex-esposa, Kim Kardashian. Como lembrete, o fabricante alemão de equipamentos esportivos encerrou “imediatamente” sua colaboração com o rapper, agora conhecido como Ye, após seus comentários antissemitas. De acordo com vários meios de comunicação americanos, um funcionário afirmou que a artista americana havia mostrado uma foto explícita de Kardashian, durante uma entrevista de emprego em 2018. "Minha esposa acabou de me enviar isso", teria dito Ye após mostrar uma foto "muito explícita e íntima". no telefone dele. Outro ex-funcionário também afirmou que Kanye West mostrou imagens "pessoais" de Kim Kardashian para a equipe criativa de sua marca Yeezy no mesmo ano. Uma terceira fonte, por sua vez, disse à Rolling Stone que o rapper "não tem medo de mostrar imagens explícitas ou falar sobre situações que devem ser mantidas em sigilo". Ex-funcionários da Adidas disseram à Rolling Stone que Ye frequentemente mostrava imagens explícitas, incluindo suas próprias fitas de sexo. “Tenho a sensação de que foi uma tática de desestabilização”, garantiu um deles. O comportamento do artista foi detalhado em uma carta aberta intitulada "The Truth About Yeezy: A Call to Action for Adidas Leadership", que a Rolling Stone obteve. Muitos funcionários de alto escalão da Yeezy culparam os executivos da Adidas por permitir que Kanye West criasse uma cultura corporativa abusiva e por tolerar e ignorar a atitude do rapper. fonte: seneweb.com

quarta-feira, 23 de novembro de 2022

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Em um anúncio feito em 21 de novembro, a junta do Mali decidiu proibir as atividades de ONGs financiadas pela França. Uma decisão que, como sabemos, é uma resposta à medida tomada por Paris, uma semana antes, ou seja, em 16 de novembro de 2022, de suspender sua ajuda oficial ao desenvolvimento de Bamako. Uma resposta que, como podemos ver, é uma resposta do pastor à pastora. A junta do Mali sempre brandiu respeito pela sua soberania e respeito pelas escolhas dos seus parceiros e pelas escolhas estratégicas feitas. É uma decisão corajosa. Mas, ao decidir prescindir da ajuda de todos os sócios que não quer mais ver em seu território, mediu todos os riscos que corre? A crise de segurança não corre o risco de se agravar e provocar uma crise humanitária sem precedentes? Não teme Bamako um efeito bumerangue desta decisão quando sabemos que a conjugação destas duas crises é certamente susceptível de complicar a situação no terreno? Esta medida, que não será isenta de consequências, irá certamente levar as autoridades malianas a criar mecanismos para colmatar o vazio deixado por todos estes parceiros que a assistiram. A junta do Mali se beneficiaria de colocar a bola no chão Mas com que conta Bamako para alienar esta comunidade internacional que sempre a acompanhou para sair da crise? O Mali tem certamente o direito de brandir a sua soberania, de recusar qualquer forma de ajuda se considerar que o parceiro oposto não é sincero. Mas terá ele meios suficientes para rejeitar em bloco tudo o que possa ajudar as bravas populações malianas que beneficiam das ajudas destinadas a tirá-las da precariedade? De qualquer forma, nenhum país do mundo pode viver em autarquia. Além disso, 60% do território maliano está fora do controle do exército maliano, apesar da presença dos auxiliares russos de Wagner. Muitas populações do Mali, vítimas da crise de segurança, são forçadas a fugir de sua área em favor de outras áreas mais seguras. Esta decisão de retirada, se fosse implementada, sem dúvida prejudicaria as bravas populações que não só correm o risco de cair sob as balas assassinas dos terroristas, mas também de morrer de fome por falta de alimentos. Em nome das populações cujos interesses afirma defender, a junta maliana beneficiaria de colocar a bola no chão e de se voltar resolutamente para a reconciliação e para o reatamento do diálogo com os seus parceiros. Ben Issa TRAORE

terça-feira, 22 de novembro de 2022

PRESIDENCIAL NA GUINÉ EQUATORIAL: Teodoro Obiang Nguema para sempre

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Aos oitenta anos, só ele tem 43 anos no poder, detém o recorde mundial de longevidade no poder, se deixarmos de lado as monarquias onde o monarca, como sabemos, reina por toda a vida. Mas ele ainda não está pronto para reivindicar seus direitos de aposentadoria. Teodoro Obiang Nguema, por se tratar dele, é candidato à sua própria sucessão e esta, pela 6ª vez. Com efeito, tendo chegado ao poder graças a um golpe de Estado perpetrado em 1979, o mestre de Malabo conseguiu a proeza de criar um vácuo à sua volta para que lidere o país sem qualquer contra-poder real. Como prova, apenas um partido político da oposição foi autorizado a apresentar um candidato. Quanto aos outros líderes da oposição, eles deixaram o país ou foram presos, acusados ​​pelo regime de terem fomentado uma conspiração. É a síndrome da perseguição que geralmente habita todos aqueles que chegam ao poder por meio de um golpe de estado, tanto dão a impressão de ver o demônio por toda parte. De facto, no papel, Teodoro Obiang Nguema enfrenta outros dois candidatos. Mas, na verdade, ele não está preocupado com a reeleição já que um dos adversários é aliado, e o outro que é adversário, se houver, não pesa. O que leva alguns observadores a afirmar que as eleições presidenciais na Guiné Equatorial não deixam margem para suspense. Ambos os resultados, antes mesmo da votação, são conhecidos com antecedência. O vencedor chama-se Teodoro Obiang Nguema. Longos reinados sempre levam ao caos Dito isso, às vezes nos perguntamos qual é o propósito das eleições na Guiné Equatorial senão para cumprir simples formalidades. Como prova, o partido presidencial, ao final das consultas eleitorais de 2016, controla todo o Senado, e detém 99 das 100 cadeiras da Assembleia Nacional. Assim vai a democracia no país de Teodoro Obiang Nguema que, recorde-se, nunca escondeu o desejo de ser sucedido pelo filho, Teodorin. Infelizmente, este último foi ilustrado por escapadas e travessuras que acabaram manchando enormemente sua imagem, semeando dúvidas na mente de seu pai. Isso se aplica ao filho de inimigos legais em alguns países ocidentais. Em outras palavras, se o pai está na largada para mais um mandato, pode ser porque duvida da capacidade do filho de perpetuar a dinastia. Em todo o caso, se não for para preservar os interesses do clã, não vemos o que Obiang Nguema ainda pode dar à Guiné Equatorial que não tenha conseguido fazer em 43 anos. Mas a natureza, muito ciumenta, deliciando-se em pequenas doses com as forças que nos emprestou, Obiang Nguema não terá escolha senão entregar a uma nova geração tudo o que isso pode acarretar como riscos. Porque todos sabem que longos reinados sempre levam ao caos. E a Guiné Equatorial, bate na madeira, não será exceção. Bondi OUOBA fonte: le pays

O PETRÓLEO QUE OS PARIU!

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A consultora Fitch Solutions considera que a produção de petróleo em Angola vai cair 20% até 2031 devido à maturação dos poços petrolíferos e à falta de investimento crónico em novas descobertas. Será caso para a PGR do MPLA pedir a intervenção da Interpol ou mandar deter esta consultora por atentar contra a segurança do reino? A “principal razão para o crescimento medíocre da produção petrolífera é o efeito do legado da maturação dos poços petrolíferos”, diz a Fitch Solutions numa nota de comentário sobre a manutenção da produção abaixo do limite definido pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). “A queda na produção dos poços actuais de Angola significa que é preciso uma taxa maior de crescimento da produção para manter a produção nos níveis actuais; Angola precisa de cerca de mais 36 mil barris por dia de produção para anular o impacto do declínio natural”, dizem os analistas desta consultora detida pelos mesmos donos da agência de notação financeira Fitch Ratings. No comentário, enviado aos clientes, a Fitch Solutions escreve que “Angola tem assistido a uma pequena subida dos níveis de produção, com a entrada em funcionamento de vários pequenos projectos, mas neste trimestre prevemos que a pequena subida de produção estagne, regressando a um crescimento negativo em 2023, com o efeito do declínio dos poços a materializar-se”. A produção de Angola tem andado em cerca de 1,1 milhões de barris por dia desde o princípio do ano, bem abaixo do limite de cerca de 1,5 milhões de barris por dia imposto pela OPEP. “O novo limite para Angola ao abrigo da produção total da OPEP está muito acima das capacidades de produção e as taxas de crescimento anteriores indicam que há uma probabilidade muito baixa de Angola se aproximar dos limites da OPEP a curto prazo”, concluem os analistas. PETRÓLEO, MEMBRO FUNDADOR DO MPLA A ministra das Finanças de Angola, Vera Daves de Sousa, disse no passado dia 17 de Maio que o Governo reviu em alta a previsão de crescimento económico para este ano, antecipando agora uma expansão de 2,7% devido ao aumento do preço do petróleo. “Sim, revimos a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano para 2,7%, considerando o mesmo ritmo de 1,14 milhões de barris de petróleo por dia e um preço a rondar os 100 dólares”, disse Vera Daves de Sousa, quando questionada durante a conferência da Bloomberg sobre África, que decorreu a partir de Londres. Angola saiu da recessão que durava desde 2016 no ano passado, registando um crescimento de 0,7%, e previa aprofundar a recuperação, com uma expansão económica de 2,4% este ano. Na entrevista concedida durante a conferência ‘Bloomberg Invest: Focus on Africa’, a ministra das Finanças foi também questionada sobre a possibilidade de Angola aumentar as exportações de petróleo e gás para a Europa, compensando a quebra nas vendas à Rússia. “Sim, temos a vontade política e abertura para o fazer, mas precisamos de muito trabalho de casa para conseguir dar resposta a essa necessidade da União Europeia”, respondeu Vera Daves de Sousa, salientando que entre o investimento e o retorno passam anos. “Nós viemos de um cenário de queda da produção, estamos a motivar as companhias a fazerem mais investimentos, através de reformas, e estamos a ver os primeiros resultados, mas demora tempo, entre os investimentos que começam agora e os resultados, demora entre dois e cinco anos, por isso sim, queremos e estamos preparados [para aumentar as exportações para a Europa] mas vai demorar tempo para conseguirmos corresponder às expectativas”, explicou a governante. Novidade? Nenhuma. Em Dezembro passado, o FMI referiu que Angola deveria acelerar o crescimento económico para 2,9% em 2022, o que representava uma revisão em alta face aos 2,6% anteriormente previstos pelo Fundo Monetário Internacional, e registar um crescimento médio de longo prazo em torno dos 4%, disse o FMI, sustentando a previsão “na implementação das reformas estruturais”, que roubam aos milhões que têm pouco, ou nada, para dar aos poucos que têm milhões. Ainda segundo o FMI, na análise – repita-se – do final de 2021, a inflação “deverá começar gradualmente a abrandar em 2022”, enquanto o rácio da dívida pública deverá cair para 78,9% em 2022, ajudada não só pelo regresso ao crescimento económico, mas também pela valorização do kwanza durante este ano. “As políticas prudentes das autoridades angolanas contribuíram para fortalecer a estabilidade e a sustentabilidade ao abrigo do programa, apesar das difíceis condições económicas; ajudadas pela recente subida dos preços do petróleo, esta disciplina nas políticas e o compromisso com as reformas também começaram a melhorar o desempenho económico, colocando Angola no caminho da recuperação dos múltiplos choques e da recessão plurianual que sofreu”, conclui o FMI. Como é para matumbos… E m Outubro de 2021, o mesmo FMI piorou a previsão de crescimento para Angola, antecipando uma recessão de 0,7%, a sexta queda anual consecutiva da riqueza do país, que deveria crescer 2,4% em 2022. De acordo com essas Previsões Económicas Mundiais, divulgadas no âmbito dos Encontros Anuais do FMI e do Banco Mundial, o segundo maior produtor de petróleo na África subsaariana iria registar o sexto ano consecutivo de recessão. Mas como era Natal… Angola tem enfrentado crescimentos negativos do Produto Interno Bruto desde 2016, na sequência da descida dos preços do petróleo, que afectou a receita do Estado, e do abrandamento da produção de petróleo devido à falta de investimento e ao declínio natural das reservas. As previsões (de Outubro de 2021) do FMI surgiram poucos dias depois de o Governo de Luanda ter actualizado o cenário macroeconómico, no qual estimavam uma estagnação (crescimento zero) este ano, apesar de a ministra das Finanças, numa entrevista à Bloomberg, ter admitido que a recessão era ainda uma possibilidade. Por sua vez, o ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, disse na altura que a redução da actividade petrolífera, a par dos efeitos da pandemia, foi um dos principais motivos dos crescimentos negativos dos últimos anos. “Devido ao grande peso que o sector ainda tem na nossa economia, o crescimento negativo deste sector tem afectado negativamente o crescimento global do país”, disse, lembrando que a estimativa do Governo apontava para um crescimento nulo em 2021, depois de cinco anos de recessão, mas já com a economia não petrolífera a crescer significativamente. “Para 2021, prevemos um crescimento global nulo, mas devemos realçar que para este ano a previsão de crescimento do sector não petrolífero é de 5,9%, enquanto o sector petrolífero deverá registar uma taxa de crescimento negativa em 11,6%”, disse o governante, num discurso feito no seminário sobre a economia de Angola, promovido pelo Instituto Real de Estudos Internacionais do Reino Unido (Chatham House). Para 2022, o Governo previa uma expansão económica de 2,4%, sustentada num crescimento do sector não petrolífero de 3,1%, “o que é de grande importância porque este é o sector que cria mais postos de trabalho e está em melhores condições de contribuir para o bem-estar dos angolanos”, concluiu o responsável. Deficiência ou (deliberado) gozo? N o dia 10 de Dezembro de 2019, Marcos Rietti Souto (representante do FMI em Angola), disse que as reformas em curso no país “são do Governo angolano e não da instituição financeira”, defendendo que “apesar de difíceis”, estas trarão “resultados positivos”. Por outras palavras, como faziam os coloniais maus “chefes de posto”, a culpa do que eles mandavam fazer era sempre dos sipaios. “Reconhecemos que muitas dessas reformas, essas medidas, não são medidas fáceis, elas são para a economia e para a população, mas elas são reformas do Governo angolano, não são medidas do FMI, nós estamos aqui, simplesmente, para darmos o nosso contributo do ponto de vista da experiência”, afirmou nesse dia Marcos Rietti Souto, passando aos angolanos um enorme atestado de menoridade intelectual e de matumbez. Segundo o responsável, o FMI iria continuar a dar o suporte técnico ao Governo angolano para implementar essas reformas “que na nossa visão pensamos que no médio e longo prazo terão resultados bastantes positivos para a economia angolana”. No âmbito do programa de ajustamento financeiro, aprovado em Dezembro de 2018, e no domínio económico, financeiro e fiscal estão em curso em Angola (por ordem directa e sine qua non do FMI) com vista à estabilidade macroeconómica e da gestão das finanças públicas. “Todas essas medidas, elas vêm sendo discutidas dentro do contexto desse programa de assistência ao Governo angolano que já vem inclusive sendo apresentado nos relatórios anteriores”, recordou o representante do FMI, em declarações aos jornalistas. O responsável falava na altura na sede do Ministério das Finanças, em Luanda, no final de cerimónia de assinatura do Projecto de Apoio à Gestão das Finanças Públicas de Angola entre o Governo angolano, a União Europeia e o departamento de Assuntos Fiscais do FMI. “Existem algumas iniciativas em curso, inclusive as transferências monetárias para as populações mais carentes é uma iniciativa em coordenação com o Banco Mundial e a intenção é que este mecanismo esteja disponível antes de se começar qualquer remoção de subsídios do petróleo”, explicou. Em relação à, na altura recente aprovação da revisão da Lei de Branqueamento de Capitais e Financiamento ao Terrorismo, com observações sobre pessoas politicamente expostas, o representante do FMI classificou com um “passo importante”, aguardando pela sua efectivação. “Esperamos pela efectivação da aplicação da lei, e da nossa parte o que vemos é que há um compromisso muito forte por parte das autoridades angolanas e enfatizo que essa como tantas outras são iniciativas do Governo angolano”, concluiu. Folha 8 com Lusa

OS POLÍTICOS E AS FRALDAS

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Marcelo Rebelo de Sousa, presidente de Portugal, criticou o Qatar por não respeitar os direitos humanos, mas vai legitimar – com a sua presença – o Campeonato do Mundo de Futebol que hoje começa. O Presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, vai fazer o mesmo. O primeiro-ministro, António Costa, também. Portugal, como muitos outros, não segue o conselho de Eça de Queiroz que dizia: “Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão”. Por Orlando Castro N a verdade, citando Guerra Junqueiro, os portugueses são “um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta”. São “uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não discriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro”. Portugal tem “um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País. A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas”. Portugal é dominado por dois partidos (PS e PSD) “sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar”. NOBEL DA POUCA-VERGONHA PARA MARCELO, SILVA E COSTA A “minha experiência de muitos anos de vida e muitos anos de vida política é que o fundamental é olhar para os povos”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa a propósito do “irritante” com Jair Bolsonaro. Pois é. E quando os povos são os, por exemplo, de Angola? Os ideólogos do regime e os políticos portugueses entendem, em grande parte por culpa nossa, que somos todos matumbos. E se por cá se fomenta o medo, a ignorância, o pensamento único, o mesmo (ainda) não se pode dizer em relação a Portugal. Custa, por isso, a entende que os dirigentes portugueses sejam tão cobardes. Custa a crer, mas é verdade que os políticos fazem um esforço tremendo (se calhar bem remunerado) para procurar legitimar o que se passa de mais errado no mundo, desde que isso ajude a besuntar o seu umbigo. Alguém ouviu Marcelo Rebelo de Sousa dizer que 68% da população angolana é afectada pela pobreza, que a taxa de mortalidade infantil é das mais alta do mundo, com 250 mortes por cada 1.000 crianças? Alguém o ouviu dizer que apenas 38% da população angolana tem acesso a água potável e somente 44% dispõe de saneamento básico? Alguém ouviu Marcelo Rebelo de Sousa dizer que apenas um quarto da população angolana tem acesso a serviços de saúde, que, na maior parte dos casos, são de fraca qualidade? Alguém o ouviu dizer que 12% dos hospitais, 11% dos centros de saúde e 85% dos postos de saúde existentes no país apresentam problemas ao nível das instalações, da falta de pessoal e de carência de medicamentos? Alguém ouviu Marcelo Rebelo de Sousa dizer que 45% das crianças angolanas sofrerem de má nutrição crónica, sendo que uma em cada quatro (25%) morre antes de atingir os cinco anos? Alguém o ouviu dizer que, em Angola, a dependência sócio-económica a favores, privilégios e bens, ou seja, o cabritismo, é o método utilizado pelo MPLA para amordaçar os angolanos? Alguém alguma vez ouviu Marcelo Rebelo de Sousa dizer que, em Angola, o acesso à boa educação, aos condomínios, ao capital accionista dos bancos e das seguradoras, aos grandes negócios, às licitações dos blocos petrolíferos, está limitado a um grupo muito restrito de famílias ligadas ao regime no poder? Alguém ouviu Marcelo Rebelo de Sousa dizer que Angola é um dos países mais corruptos do mundo e que tem 20 milhões de pobres? Ninguém ouviu nem Marcelo, nem António Costa, nem Santos Silva. Dir-se-á, e até é verdade, que esse silêncio é condição “sine qua non” para cair nas graças dos donos do dono do nosso país, até porque todos sabemos que nenhum negócio se faz sem a devida autorização de João Lourenço. Portugal consegue assim não o respeito mas a anuência do regime para as suas negociatas. Esquece-se, contudo, de algo que mais cedo ou mais tarde lhes vai sair caro: o regime não é eterno e os angolanos têm memória. Os angolanos da casta superior que dirige o reino há 47 anos (o MPLA) acreditam que se justifica que Marcelo Rebelo de Sousa agradeça (mesmo que a despropósito) ao Presidente João Lourenço. Se o MPLA dizia que José Eduardo dos Santos era o “escolhido de Deus”, Marcelo Rebelo de Sousa, Santos Silva e António Costa devem dizer que João Lourenço é o próprio “Deus”. Portanto… Marcelo Rebelo de Sousa, ao elogiar o “projecto de paz, de democracia, de regeneração financeira, de desenvolvimento económico, de combate à corrupção” protagonizado pelo Presidente do MPLA, João Lourenço, mostrou várias vezes que não sabe o que diz nem diz o que sabe. Mas não está só. Quando se está no Poder todos são bestiais. Quando deixam de estar são, regra geral, bestas. José Eduardo dos Santos que o diga, José Sócrates que o diga. Todos nos recordamos de, numa intervenção durante um jantar oficial oferecido por João Lourenço, no Palácio Presidencial, em Luanda, Marcelo Rebelo de Sousa saudar como “o vulto cimeiro de um novo tempo angolano”. Não se terá lembrado de o propor para um Prémio Nobel, mas quando “descobrir” que existem 20 milhões de angolanos pobres… vai propor. Justamente, acrescente-se. “Vossa excelência protagoniza-o com um projecto de paz, de democracia, de regeneração financeira, de desenvolvimento económico, de combate à corrupção, de afirmação regional e mundial. Nós, portugueses, seguimos com empenho essa aposta de modernização, de transparência, de abertura, de inovação, de acrescida ambição”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, bem ao estilo dos sipaios coloniais, mas com uma substancial diferença. Estes eram obrigados a bajular, o presidente português não é obrigado a isso. Ou será que é? Segundo o Presidente português, João Lourenço protagoniza “um novo tempo angolano, na lúcida, consistente e corajosa determinação de aproveitar do passado o que se mantém vivo, mas, sobretudo, entender o que importa renovar para tornar o futuro mais possível, mais ambicioso e mais feliz para todos os angolanos”. Continuemos, para memória futura, com o brilhantismo bacoco de Marcelo. Diz ele que, da parte de Portugal, Angola conta com “o empenho de centenas de milhares que querem contribuir para a riqueza e a justiça social” com o seu trabalho, bem como “das empresas, a começar nas mais modestas, no investimento e no reforço do tecido socioeconómico angolano” e também com “o empenho das instituições públicas portuguesas, do Estado às autarquias locais”. “Podem contar connosco na vossa missão renovadora e recriadora. Portugal estará sempre e cada vez mais ao lado de Angola”, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa, fazendo aqui e mais uma vez o exercício de passar aos angolanos um atestado de menoridade e matumbez. Portugal, por sua vez, conta com a “incansável solidariedade” de Angola. “Contamos com os vossos trabalhadores, as vossas empresas, as vossas instituições públicas, a vossa convergência nos domínios bilateral e multilateral. Temos a certeza de que Angola estará sempre e cada vez mais ao lado de Portugal”, prosseguiu Marcelo no seu laudatório e hipócrita exercício de servilismo. De acordo com o Presidente português, este “novo momento na vida de Angola” coincide com “um novo ciclo” nas relações bilaterais. “E nada nem ninguém nos separará, porque os nossos povos já estabeleceram o seu e o nosso caminho”, considerou Marcelo, sentindo o umbigo aos saltos, alimentado pela esperança de que os portugueses não acordem e os angolanos nunca lhe cobrem a cobardia. “Porque estamos mesmo juntos, na parceria estratégica, na cooperação económica, financeira, educativa, científica, cultural, social e política. Porque no essencial vemos o mundo e a nossa pertença global e regional do mesmo modo, a pensar na paz, nos direitos humanos, na democracia, no direito internacional, no desenvolvimento sustentável, na correcção das desigualdades”, argumentou aquele que, em matéria de bajulação, bateu todos os recordes anteriores, desde Álvaro Cunhal a Rosa Coutinho, passando por Vasco Gonçalves, José Sócrates, António Costa, Cavaco Silva, Passos Coelho e tantos outros. No final da sua intervenção, de cerca de sete minutos (que entrará para o “Guinness World Records” por ser o que mais bajulação fez em tão curto espaço de tempo), Marcelo Rebelo de Sousa disse que “a história faz-se e refaz-se todos os dias e nuns dias mais do que noutros”, acrescentando: “Estes que vivemos são desses dias”. folha8

COMO NO MPLA, TUDO NA MESMA NO PAIGC

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Domingos Simões Pereira foi hoje reeleito líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) durante o X congresso do partido, anunciou a presidente da comissão eleitoral, Aminata Silla. D omingos Simões Pereira, que é presidente do partido desde 2014, foi reeleito com 1.162 votos dos 1.268 votantes do congresso, dedicado ao tema “Consolidação da Coesão Interna, a luz do pensamento de Amílcar Cabral, pelo resgate do poder popular e promoção do desenvolvimento”. Domingos Simões Pereira disputou a liderança do partido com Octávio Lopes, que obteve 62 votos, João Bernardo Vieira, que teve 32 votos e Edson Araújo, que conseguiu quatro votos. O PAIGC deveria ter realizado o seu congresso em Fevereiro, mas foi adiado devido às restrições sanitárias impostas pelo Governo para combater a pandemia da covid-19. Questões judiciais, algumas das quais que levaram à intervenção das forças de segurança, impediram o partido de realizar o congresso por mais três vezes. O arranque do congresso, na sexta-feira, ficou marcado com a entrada de polícia armada na sala onde decorria a reunião magna do partido para deter o antigo primeiro-ministro Aristides Gomes, que chegou nesse dia ao país. Aristides Gomes saiu da sala e, segundo fontes partidárias, está em segurança. No dia 26 de Fevereiro de 2020, o então candidato às eleições presidenciais guineenses, Domingos Simões Pereira, acusou, em Luanda, o chefe de Estado do Senegal de querer impor à força na Guiné-Bissau o Presidente que ele apoia, tal como fez na Gâmbia. E foi por isso que veio fazer “queixinhas” ao MPLA. Em declarações aos jornalistas, em Luanda, após uma audiência com o Presidente João Lourenço, Simões Pereira referiu que o Presidente senegalês, Macky Sall, “assumiu num ‘tweet’ pessoal que a CDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) deveria mobilizar as forças para impor o Presidente que ele acha que devia ser colocado na Guiné-Bissau, a exemplo do que já tinha feito na Gâmbia”. “A Guiné-Bissau é um Estado soberano, independente, a proclamação da independência da Guiné-Bissau custou vidas e é importante que todo o mundo compreenda que os guineenses não vão permitir que um Presidente lhe seja imposto, que não corresponda àquilo que é a vontade do povo guineense”, afirmou o candidato apontado pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) como derrotado nas eleições. Domingos Simões Pereira, (também) presidente do PAIGC, histórico irmão do MPLA, referiu que explicou a situação política da Guiné-Bissau ao Presidente angolano, considerando que “há outros interesses por detrás do contencioso eleitoral” e que “a questão que se está a debater neste momento na Guiné-Bissau não se resume à disputa eleitoral”. “Os outros interesses são de países que assumem ter uma agenda para a Guiné-Bissau. Se eu disser que no meio deste contencioso eleitoral há um país vizinho da Guiné-Bissau que assume que vai lançar o leilão de plataformas de exploração petrolífera, incluindo plataformas petrolíferas que estão dentro do território da Guiné-Bissau, acho que isso dá alguma ideia daquilo que está a acontecer connosco”, frisou. Simões Pereira referiu que o Presidente angolano o “ouviu com muita atenção” e “colocou várias questões”. “E tal como eu, quando descobrimos – penso que todo o mundo ficou surpreendido – também ele ficou surpreendido com esta quantidade de evidências, e apesar disso uma determinação em contrariar as leis da Guiné-Bissau”, referiu. O político guineense sublinhou que com a decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), cumprida a questão da abertura das urnas e recontagem dos votos, aceitará “qualquer resultado, mas nunca imposto de fora ou por vontades por outros interesses”. “Somos legalistas, somos democratas, e sendo aquilo que é a escolha feita pelo povo guineense, nós aceitaremos qualquer resultado”, disse. Do MPLA, Domingos Simões Pereira disse esperar o apoio de sempre, “que é o acompanhamento, entre Estados irmãos, como é o caso da relação entre Angola e a Guiné-Bissau”. “O que nós esperamos é que, quando todos se dizem cansados, Angola não esteja cansada de ouvir a Guiné-Bissau, quando todos podem estar cansados de nos acompanhar, Angola demonstre não estar cansada de acompanhar a Guiné-Bissau, é isto que o povo guineense quer ouvir, quer sentir, para que tenha as forças necessárias, as energias necessárias, para fazer valer a sua independência”, salientou. Dias antes a Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau confirmara os resultados das eleições presidenciais e a vitória de Umaro Sissoco Embaló, tendo rejeitado as reclamações apresentadas pelo representante da candidatura de Domingos Simões Pereira. O Supremo Tribunal de Justiça da Guiné-Bissau ordenou à CNE que fizesse um novo apuramento nacional dos resultados após um recurso interposto pelo candidato apontado como derrotado, Domingos Simões Pereira, alegando fraude e irregularidades no processo. A CEDEAO ameaçou impor sanções a quem perturbasse o processo eleitoral e apelou ao diálogo entre a CNE e o STJ para resolver o contencioso eleitoral. Segundo o apuramento nacional da segunda volta das eleições presidenciais de 29 de Dezembro, Sissoco Embaló venceu o escrutínio com 53,55% dos votos, enquanto Domingos Simões Pereira obteve 46,45%. A Guiné-Bissau e a Angola do MPLA N o dia 19 de Outubro de 2019, o Presidente guineense, José Mário Vaz, elogiou o seu homólogo angolano, João Lourenço, pelo combate contra a corrupção, referindo que os dois países “estão juntos” nessa luta. A Guiné-Bissau “não pode ficar refém de caprichos pessoais” do Presidente José Mário Vaz, afirmou em Junho desse ano o ministro das Relações Exteriores de Angola, Manuel Domingos Augusto. “É uma coisa que me é comum com o Presidente João Lourenço, que […] está num combate sério à corrupção. Eu estou mais do que num combate feroz contra a corrupção”, disse José Mário Vaz, em entrevista à agência Lusa em Lisboa. Na altura todos ficaram à espera de ver Teodoro Obiang fazer uma simbiose de José Mário Vaz e João Lourenço dizendo, debaixo de aplausos dessa “coisa” que se chama CPLP, que está a fazer um “combate sério e feroz contra a corrupção”. Referindo que na Guiné-Bissau se diz “dinheiro do Estado no cofre do Estado” em vez de corrupção, o Presidente admitiu que se trata de “uma luta bastante difícil”, mas que “vale a pena esse combate”. “Quando olharmos para trás, vamos dizer que valeu a pena a nossa passagem nesta cadeira porque a nossa passagem permitiu o desenvolvimento do país e permitiu o bem-estar do nosso povo”, referiu. Questionado sobre as relações com Angola, José Mário Vaz disse que se tratava de “um país irmão” e que “por isso não há razão nenhuma para que não haja boas relações”. As relações entre os dois países foram afectadas pela crise de 2012, após o golpe de Estado na Guiné-Bissau. Angola enviou militares para o país, mas a intervenção foi contestada e o Governo angolano acabou por retirar aquela força. Sobre o papel da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na Guiné-Bissau, tendo em conta a influência da Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), o Presidente considerou que as duas organizações “são importantes” para o país. No entanto, reconheceu que a CEDEAO tem uma “presença forte” e que a sua força militar (Ecomib) “contribuiu para a paz e para a estabilidade na Guiné-Bissau”. Referindo que o lugar da CPLP na Guiné-Bissau “é intocável” porque é “a grande família”, sobretudo por causa da língua, José Mário Vaz defendeu, contudo, que a organização lusófona tem de ser mais “a CPLP dos povos e da economia”. Sobre o papel de Portugal, o chefe de Estado defendeu que “pode fazer muito mais” pela Guiné-Bissau e que pode “ter muita contrapartida” se o fizer. O Presidente disse que “gostaria de ter mais empresários” portugueses na Guiné-Bissau e defendeu que Portugal poderá também contribuir mais para a formação de quadros e formação profissional, embora admitisse que o acesso às universidades portuguesas estava mais facilitado. Recordando que fez o seu percurso escolar em Portugal, onde tem “muitos amigos”, o Presidente guineense acusou “algumas pessoas”, sem especificar (como é timbre dos heróicos… cobardes), de terem exercido influência sobre as autoridades portuguesas para prejudicar a cooperação entre os dois países. “Ninguém pode defender mais interesses de Portugal mais do que eu”, conclui. Foto de arquivo: José Eduardo dos Santos aconselhando o jovem Domingos Simões Pereira. Folha 8 com Lusa

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

DIVULGAÇÃO DA ONU SOBRE A DETENÇÃO DE LÍDERES SEPARATISTAS DE CAMARÕES: Como água nas penas de um pato?

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É uma postura que deve trazer um pouco de luz atravessando as janelinhas das celas dos separatistas anglófonos do imaginário estado da Ambazônia detidos. Com efeito, como prelúdio do julgamento de recurso de Sisiku Julius Ayuk Tabé, chefe deste autoproclamado Estado e dos seus camaradas, o Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Detenção Arbitrária fez uma saída que não passou despercebida. Segundo a ONU, “a privação de liberdade” dos dirigentes da luta pela independência da Ambazónia, não tem “base jurídica”. Também preocupados estão o opositor Maurice Kamto e seus companheiros do Movimento para o Renascimento de Camarões, que estão presos há vários meses. Ao fazê-lo, o poder de Paul Biya, segundo a ONU, deve proceder à sua libertação imediata. A força-tarefa da ONU acabou de derramar água nas penas de um pato? Em outras palavras, as autoridades de Yaoundé se recusarão a responder favoravelmente ao pedido da ONU? É muito provável. A prova é que o desembargador rejeitou o recurso da condenada. Também vimos as coisas chegando, pois o governo camaronês já havia dado o tom. “Camarões é um país soberano e aqueles que violam nossas leis são julgados pelos tribunais”, reagiu. Tudo isso não era um bom presságio para o futuro. Isso significa que nem Sisiku Julius Ayuk Tabé nem Maurice Kamto, muito menos seus companheiros, tinham ilusões. É provavelmente o mesmo para as Nações Unidas, várias das quais foram ignoradas muitas vezes na África ou em outros lugares. Estaria na moda para o poder de Biya avançar para um compromisso político Ainda assim, se dependesse do poder de Biya, os prisioneiros de língua inglesa cumpririam integralmente suas sentenças. Num contexto de real separação de poderes, os presos poderiam ter esperado um destino melhor. Mas ninguém é enganado. Porque as decisões judiciais parecem ser ditadas dos corredores do Palácio Etoudi. Claramente, a saída da ONU provavelmente não teria um impacto decisivo no destino dos separatistas em apuros. No entanto, o governo camaronês teria muito a ganhar se levasse em consideração as conclusões do grupo de trabalho da ONU. Especialmente porque, de Kidal a Biafra via Casamance ou Tigray, a história ensinou suficientemente que nem o Kalash, nem a tortura ou a prisão podem extinguir para sempre um foco secessionista ou separatista. E a parte de língua inglesa dos Camarões não será exceção. Estaria na moda quando o poder de Biya caminha para um compromisso político colocando corajosamente e sem pretensões na mesa o debate sobre o futuro da Ambazônia. De qualquer forma, uma coisa é certa, as tendências de independência de Sisiku Julius Ayuk Tabé e seus companheiros têm fundamentos. E Biya faria bem em fornecer uma resposta política a essas fundações, alcançando os falantes de inglês. Mais do que ninguém, o homem do "6 de novembro" é diretamente desafiado; aquele que acaba de completar quarenta anos no poder. Sabendo que vai entregar, Paul Biya deve trabalhar para deixar para seus filhos e netos, um Camarões livre de crises sócio-políticas. Este também é o desafio que mais deveria importar para ele, se ele realmente ama Camarões e seu povo. Michel NANA

CUMPRIMENTO DA FRANCOFONIA EM DJERBA: Que transformação para um espaço atormentado?

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Abre, este sábado, dia 19 de novembro de 2022, durante 48 horas, na ilha de Djerba, na Tunísia, a 18. conforme sugerido pela Organização Internacional da Francofonia (OIF) e pela diplomacia tunisiana em outubro de 2021. Para esta reunião de chefes coroados do mundo francófono, são esperados nada menos que trinta para uma organização que atualmente possui 88 países, incluindo 54 membros, 7 associados e 27 observadores. Para acompanhar estes Chefes de Estado, estarão em torno das mesas de debate, 89 delegações oficiais e representantes de diversos organismos internacionais. O tema escolhido é: “Conectividade na diversidade: o vetor digital de desenvolvimento e solidariedade no mundo francófono”. O mundo francófono continua sendo a classe burra da democracia Embora devamos saudar a realização desta cúpula, que marca o compromisso dos atores que tornaram possível resistir à rajada de Covid-19 e à situação mundial marcada pela guerra na Ucrânia e o ressurgimento da insegurança no país do Na faixa sahelo-saariana, também podemos nos felicitar pela relevância do tema em um contexto hiperconectado, onde os movimentos sociopolíticos e o crescimento econômico são impulsionados pelas novas tecnologias de informação e comunicação. Mas essas conquistas não devem ofuscar as questões existenciais da Francofonia. E a primeira dessas questões existenciais é a própria questão da língua francesa no mundo. Mesmo que o francês ainda tenha 321 milhões de falantes e apresente uma marca de avanço de 7% em relação ao ano de 2018, notamos uma clara queda em relação ao inglês que oferece mais facilidade. Tratar-se-á, portanto, durante esta cimeira, de tomar as medidas necessárias para que a língua francesa "seja ensinada, falada, utilizada" e para que "continue a ocupar o seu lugar" como entende o primeiro responsável pela a organização francófona. Mas imaginamos que além do uso prático da língua francesa, ela implica todos os valores que a acompanham, em termos de democracia, paz, direitos humanos, mas também cooperação econômica e sociocultural. E é nisso que reside a segunda preocupação existencial da Francofonia. De fato, apesar de a organização ter feito da promoção da boa governança e das liberdades individuais e coletivas seu cavalo de batalha, observa-se que o mundo francófono continua sendo a classe dos burros da democracia. Atestam-no os regimes resultantes dos golpes de Estado no Mali, no Burkina Faso ou na Guiné, sem esquecer as ditaduras vermes dos Camarões ou do Congo. Podemos esperar que deste país deixe um novo impulso para a África nas suas relações com a língua francesa. fonte:lepays.bf

O comentário forte de Ronaldo sobre Messi que promete fazer manchetes.

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Na 2ª parte da entrevista que Cristiano Ronaldo concedeu a Piers Morgan, Lionel Messi foi um dos temas abordados. O astro português começou por revelar que este será o seu último Mundial, o 5º da sua carreira. Veja também: Escritor português sobre Ronaldo: “Quem é indiferente ao que nos faz chorar não merece o nosso respeito” Ronaldo abordou as hipóteses de Portugal e aqueles que serão as seleções favoritas à vitória final. "Vai ser provavelmente o último Mundial. Estou muito otimista. Temos um treinador fantástico e grandes jogadores. Estou convicto de que vamos fazer um grande Mundial. Já sonhei em ganhar o Mundial, vai se difícil, mas tudo é possível. Vamos ser competitivos. Nunca somos favoritos. A França, Espanha, Argentina e Brasil são os favoritos", afirmou. Ora neste sentido, Piers Morgan colocou o seguinte cenário ao astro português. Ronaldo marca dois golos, Messi também marca dois golos e depois, já no último minuto, aos 90'+4, o craque luso faz o hat trick e Portugal sagra-se campeão do Mundo. Veja também: Rui Santos arrasa em carta aberta a Ronaldo: “Não dês esse prazer a Ten Hag” Um cenário que Ronaldo assinaria por baixo, nem que fosse outro jogador a marcar o golo da vitória. "Vá lá… isso seria bom demais. Não esperaria um sonho assim tão bom quanto esse. Por mim pode marcar outro jogador, não me importa. Se Portugal chegar à final e alguém marcar que não eu, mesmo que seja o guarda-redes, eu serei a pessoa mais feliz do Mundo. Mas se isso acontecesse, posso dizer que terminaria a minha carreira se isso acontecesse", referiu. O internacional português não teve problemas em reconhecer a qualidade de Messi, ao ponto de apontá-lo como o melhor jogador que alguma vez defrontou. Ronaldo revelou que também não teria problemas em jantar com Messi "Jogador incrível, mágico, de topo. Como pessoa… Partilhámos o topo durante 16 anos, tenho uma grande relação com ele. Não somos amigos, mas é como um colega de equipa. Respeito-o muito pela forma como fala sempre de mim. É argentino, a minha namorada também… É um grande rapaz, faz tudo pelo futebol. Provavelmente o melhor que vi, a par do Zidane. Jantar com ele? Porque não? Adoro conhecer pessoas, partilhar coisas, ideias, aprender, novos pensamentos… Vou fazê-lo, de certeza, daqui a alguns anos", concluiu. fonte: https://www.msn.com/pt

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Tribunal de Justiça da CEDEAO: Yayi confirma a retirada de sua queixa contra Benin.

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Benin não está mais sendo processado pelo ex-presidente da República Yayi Boni como parte de sua prisão domiciliar por 52 dias. O presidente honorário do partido "Democratas" retirou sua reclamação. Ele entregou a informação em sua página do Facebook nesta quarta-feira, 13 de julho de 2022. O ato, disse, visa “contribuir para o processo de paz que leve à libertação de todos os presos políticos, ao retorno de todos os exilados e à organização de um diálogo político sobre o futuro da nossa pátria comum de acordo com a vontade do nosso povo". Leia sua mensagem completa. Meus queridos compatriotas, Após a reunião de 22 de setembro de 2021 entre o presidente Talon e eu, decidi retirar minhas reclamações sobre minha prisão domiciliar por 52 dias para contribuir com o processo de paz que leva à libertação de todos os presos políticos, ao retorno de todos os exilados e a organização de um diálogo político inclusivo sobre o futuro da nossa pátria comum de acordo com a vontade do nosso povo. Repito que esta denúncia diz respeito apenas à minha prisão domiciliar e de minha família sem qualquer decisão judicial. Essa retirada ocorreu alguns meses após esse primeiro encontro. O tempo de Deus é sempre o melhor para os nossos desejos. A paz é um dom de Deus (Romanos 1:7, João 14:7). A paz é um dos pilares do fruto do Espírito Santo (Gálatas 5:22). Vamos todos incorporar os valores de Deus. Deus o abençoe! Glorifiquemo-lo pela sua inesgotável bondade e pela sua infinita misericórdia. fonte: seneweb.com

[Foco] Apreensão recordes, consumo crescente: a África Ocidental, uma nova encruzilhada para o tráfico internacional de drogas?

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Há muito considerada uma mera zona de trânsito, a África Ocidental e Central também se tornou uma região de alto consumo de drogas, de acordo com um relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) publicado em junho. O UNODC especifica que “entre 2019 e 2022 (...) 3,9 toneladas), Côte d'Ivoire (3,5 toneladas), Gâmbia (3 toneladas) e Guiné-Bissau (2,7 toneladas). Recentemente, trezentos quilos de cocaína, no valor de cerca de 24 mil milhões de francos CFA, foram apreendidos no Senegal num camião frigorífico proveniente do vizinho Mali, anunciou a direcção-geral das Alfândegas. "Esta é a maior apreensão de cocaína por terra já feita pela alfândega senegalesa", disse ela em um comunicado divulgado na noite de domingo. Durante vários anos, a África Ocidental tornou-se uma zona de trânsito para drogas produzidas na América Latina e destinadas à Europa. A apreensão ocorreu no sábado em Kidira, localidade na fronteira com o Mali. "Os produtos proibidos estavam num esconderijo equipado com um camião frigorífico registado no Mali e com destino a Dakar", especifica o comunicado de imprensa. Os dois motoristas do caminhão foram presos após a apreensão da mercadoria. seneweb.com

França, um país racista? Para Fary, "não podemos relacionar um país com sua história".

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“Estamos em um país de racistas, temos que aceitar isso juntos”. Essas palavras, lançadas pelo comediante Fary em 2014 no palco do Jamel Comedy Club, haviam participado do lançamento de sua carreira e do destaque de sua caneta acerba e desinibida, ainda que chocante. Oito anos depois, Fary abandona os assuntos sociais para falar de amor e revelar uma parte de sua personalidade que preferiu manter em segredo até agora. Ele, no entanto, lança um olhar crítico sobre nossa maneira de entender o racismo. Em plena promoção de seu próximo show (Love me if you can) com o parisiense, o comediante foi de fato questionado sobre essa famosa frase e sobre sua capacidade de pronunciá-la novamente. “Sim, claro”, respondeu ele. “Cuidado, um país racista, isso não significa que no momento T, a maioria das pessoas que encontraremos seja racista, nuance porém Fary. Devemos diferenciar entre as pessoas que pensam conscientemente “que devem voltar para a África” e aquelas que têm reflexos, padrões de pensamento que o são. » seneweb.com

Turim: traído por uma câmera de vigilância e seu DNA, um senegalês é preso por estupro.

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Turim, na Itália, foi abalada nos últimos dias por um caso de estupro que supostamente ocorreu no campus da universidade Paolo Borsellino. Trata-se de uma estudante de 23 anos, que acusa uma senegalesa de 17 anos de tê-la agredido sexualmente em seu quarto. Les Echos, que assumiu as reportagens da imprensa de Turim e do relatório policial, informa que os fatos ocorreram na noite de 29 para 30 de outubro. O jovem senegalês, que mora com a família em Turim, teria entrado no campus. Ele teria andado pelos quartos, batendo nas portas todas as vezes. A sua suposta vítima abriu-lhe a porta, acreditando, com base no seu testemunho, que se tratava de um camarada. Foi nessas circunstâncias que ela teria sido estuprada. "Depois do seu pacote, o senegalês fugiu", sublinham os investigadores. Estes últimos acrescentam que, antes de se despedir, o suspeito teria ameaçado sua suposta vítima. “Se me denuncias, volto para matar”, teria-lhe lançado. A estudante de 23 anos será examinada duas vezes. Primeiro no centro antiviolência do hospital Sant'Anna e depois pelos médicos do hospital Molinette. Os investigadores coletaram seu testemunho, bem como o DNA de seu carrasco. A polícia de Turim encontrará o senegalês a poucos quilômetros do campus. “Ele estava usando as mesmas roupas da pessoa mostrada pelas câmeras de vigilância naquela noite. É calça escura, moletom e tênis”, descrevem os investigadores, que relatam que seu DNA é compatível com o da vítima. O suspeito, que teria se envolvido em um caso de roubo no passado, foi levado ao primeiro centro de acolhimento em Turim. Ele negou os fatos. O caso está nas mãos do Ministério Público Juvenil. seneweb.com

SENEGAL: Eficácia da redução em todo o país: As garantias do Secretário-Geral do Ministério do Comércio.

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O secretário-geral do Ministério do Comércio, Consumo e Pequenas e Médias Empresas garante que até esta sexta-feira todos os conselhos regionais de consumidores serão obrigados a fixar o diferencial de transporte. Com efeito, a eficácia da redução de receitas é aguardada com expectativa nas restantes zonas do país. As populações das localidades fora de Dakar estão ficando impacientes. "Os preços que estão fixados não saíram ex-nilho, foi depois de longas consultas que nos deparamos com os seus preços. São preços para os quais o Estado cedeu algumas taxas e direitos aduaneiros. Tem havido subsídios, sobretudo ao arroz. É de Dacar que saem os produtos que vão para as regiões, inevitavelmente, os preços devem primeiro ser fixados a nível de Dacar. Depois serão realizados conselhos regionais de consumidores a nível de cada região. As instruções foram dadas aos governadores regionais desde segunda-feira a realizar estes conselhos regionais. Fatick, Matam, Kaolack já confirmaram a realização dos seus conselhos. Mas até esta sexta-feira estarão todos os conselhos regionais de consumo", garante Samba Ndao, secretário-geral do Ministério do Comércio, Consumo e Pequenas e Médias Empresas Empreendimentos. Além disso, mesmo que a implementação dessa redução seja um problema, com os comerciantes de refratários, ele garante que eles explicarão aos comerciantes como está indo. “Têm de fazer um esforço ao seu nível para que as populações sintam esta crise que é menos global”, explica Samba Ndao, que representou o ministro Abdou Karim Fofana, na inauguração do mercado Carrefour em Saly. Com uma inflação global exorbitante, as autoridades senegalesas saúdam a iniciativa do CFAO de instalar sua filial na cidade litorânea. Samba Ndao acredita que esta empresa vai participar na luta contra o custo de vida elevado. Construído em 1500m², o Carrefour de Saly contribui para a geração de empregos porque gera 300 funcionários, participa do desenvolvimento de negócios locais, porque muitos produtos serão Made in Senegal. O mercado Carrefour em Saly trabalha com mais de 200 produtores locais. seneweb.com

CIMEIRA DO G20: O que a África pode esperar?

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A cúpula das 20 economias mais desenvolvidas do mundo, conhecida como G20, foi aberta no dia 15 de novembro em Bali, na Indonésia. A África é representada por três países. Em primeiro lugar, é naturalmente a África do Sul que conseguiu a façanha de fazer parte deste clube dos grandes. Em segundo lugar, temos o Senegal, cujo presidente fala em nome da União Africana (UA), da qual também ocupa a atual presidência. E, finalmente, o Ruanda, que também participa neste encontro na qualidade de país que detém a presidência da Nova Parceria para o Desenvolvimento de África, cujo acrónimo em inglês é NEPAD. A presença da África em Bali é tanto mais importante quanto a cúpula do G20 abre este ano em um contexto global e geopolítico tenso, caracterizado pela guerra na Ucrânia, cujas consequências, como um terremoto planetário, atingiram muitas partes do mundo. Como prova, o continente negro atravessa uma crise alimentar sem precedentes, provocando uma subida exponencial dos preços dos alimentos. Tantas são as economias dos países africanos que sofreram um sério golpe no contexto de uma recessão severa. Em Bali, os dirigentes dos três países que representam África querem fazer ouvir a voz do continente e esperam, em troca, uma melhoria da situação. Eles vão ganhar? Não tenho tanta certeza, especialmente porque os protagonistas do conflito ucraniano não estão presentes no G20. O continente africano gostaria de prescindir da crise alimentar que vive atualmente. Ciente de que, embora não oficialmente no programa, farão parte do debate "operações especiais" lideradas pelas forças russas na Ucrânia, o presidente Vladimir Putin preferiu cancelar a viagem a Bali. Mas isso não deve mudar muito, já que os outros líderes presentes em solo indonésio continuam determinados a emitir uma declaração conjunta condenando a invasão russa da Ucrânia. De qualquer forma, o continente africano, que tenta de alguma forma se recuperar dos horrores da pandemia de Covid-19, gostaria de prescindir da crise alimentar que vive atualmente. Ele aplaudiria muito se conseguisse a prorrogação do acordo sobre exportação de grãos, negociado em julho passado e que vence, a princípio, no dia 18 de novembro, em poucas horas. Haverá a solidariedade esperada pela África? Podemos duvidar. Tanto mais que o G20, visivelmente preocupado com uma guerra de hegemonia, não se dignou a incluir na sua agenda a crise de segurança vivida por alguns países africanos, em particular os do Sahel, cuja existência está ameaçada. https://lepays.bf/

Adesão da UA ao G20: Um marco importante alcançado.

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O Presidente Macky Sall, na qualidade de actual Presidente da União Africana, apoiou formalmente e defendeu a candidatura da União a membro do G20, tendo em conta o peso demográfico (1,4 mil milhões de habitantes e o PIB acumulado de África (2700 biliões de dólares americanos ) Vários membros do Grupo apoiaram a candidatura africana que deverá ser analisada na próxima cimeira do G20 na Índia. Entretanto, os membros do grupo vão acordar os procedimentos e modalidades de adesão à União Africana. De fato, deve ser lembrado que o G20, como o G7, é uma estrutura informal para intercâmbios sem regulamentos internos escritos que definam as condições e procedimentos para ingressar em um novo membro. Suas decisões são adotadas por consenso. seneweb.com

terça-feira, 15 de novembro de 2022

Salários no Benin: Chadaré aguarda o cumprimento das promessas de Talon.

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O porta-voz e vice-secretário-geral do Governo, Wilfried Léandre Houngbédji, durante a sua recente intervenção mediática falou sobre a questão da reavaliação dos salários dos trabalhadores. Segundo o porta-voz do governo, é em novembro de 2022 ou dezembro de 2022 que serão tornados públicos os principais anúncios relativos ao aumento dos salários. O secretário-geral da Confederação das Organizações Sindicais Independentes do Benin (Cosi-Benin), Noël Chadaré, recebeu nesta segunda-feira, 14 de novembro de 2022, no Crystal News, que o prazo dado pelo governo para rever os salários dos trabalhadores está quase acabando. O secretário-geral da Cosi-Benin especificou que a credibilidade do discurso político é importante. Durante a reunião de Abril passado com o Presidente da República, Patrice Talon, Noël Chadaré declarou que "mantiveram níveis, falaram de pensões de reforma, AMEs" e foi dito no final desta reunião que as três centrais e confederações sindicais representativas, nomeadamente a Cosi-Benin, a Confederação Sindical dos Trabalhadores do Benin (CSTB) e a Confederação dos Sindicatos Autónomos do Benin (Csa-Benin) são informadas de qualquer decisão tomada pelo governo. Para o primeiro gestor da Cosi-Benin, o sócio deve ser respeitado. Noël Chadaré lembrou que ficou acertado que os sindicatos sejam convocados assim que tudo estiver pronto. É por isso, diz ele, que a consideração pelo parceiro é uma coisa importante em uma parceria. Mas, segundo o secretário-geral da Cosi-Benin, as expectativas foram frustradas. Lembrou que o Chefe de Estado lhes disse que um gatinho será desobrigado e que os dirigentes sindicais serão informados. Para ele, o bom senso ditaria que os chamemos mesmo que não nos demos bem e que ainda deveríamos discutir, mas nada disso foi feito. "É uma falta de consideração e respeito", disse ele. O primeiro chefe da Cosi-Benin disse que o governo deve discutir com eles as porcentagens e tudo o que envolve. Mas ele disse que você não pode não se dar bem com os trabalhadores quando se trata deles. É por isso que ele quer "acreditar que o porta-voz simplesmente bifurcou a língua em seus comentários". O sindicalista manifestou assim o desejo de que os trabalhadores sejam convocados para que haja trabalhos preliminares antes da elaboração e votação do orçamento. Refira-se que o Secretário-Geral Adjunto do Governo, à margem do relatório do Conselho de Ministros, indicou muito recentemente que o aumento dos salários está dependente da votação do orçamento para o exercício de 2023.

ONU: Rússia terá que compensar Ucrânia de acordo com resolução.

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Na Assembleia Geral da ONU nesta segunda-feira, 14 de novembro, foi votada uma resolução contra a Rússia. É um texto não vinculativo que estima que Moscou terá que compensar Kyiv. O texto intitulado: "agressão contra a Ucrânia: remédio e reparação" é apoiado pela Ucrânia e países como Canadá, Holanda e Guatemala, e aprovado com 94 votos. No total, 14 países votaram contra e outros 73 se abstiveram durante esta votação. Além da Índia, Brasil e Israel, a maioria das abstenções foi registrada na África. "Um registro internacional de danos" A resolução “considera que a Federação Russa deve responder por qualquer violação do direito internacional na Ucrânia ou contra a Ucrânia […] e que deve arcar com as consequências legais […] incluindo (reparar) os danos » materiais e humanos. Ainda de acordo com esta resolução, "é necessário estabelecer, em cooperação com a Ucrânia, um mecanismo internacional para efeitos de reparação de danos" e "um registo internacional de danos que será utilizado para identificar, documentos comprovativos" as várias peças de evidência. Uma alegria para Zelensky... Esta resolução aprovada pela ONU é muito apreciada pelas autoridades ucranianas. Na rede social do pássaro azul, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky não escondeu a alegria após o trabalho. Para ele, esta é uma nova vitória para o seu país. “Da libertação de Kherson à vitória diplomática em Nova York – a Assembleia Geral das Nações Unidas acaba de dar luz verde à criação de um mecanismo de reparação pela Rússia por crimes cometidos na Ucrânia”, disse. lanouvelletribune.info

Bambali : l'incroyable geste de 35 imams pour la guérison de Sadio Mané.

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Grandes nuvens escuras cercam a participação de Sadio Mané na Copa do Mundo de 2022. Lesionado no tendão no campeonato, o atacante do Bayern de Munique deve passar por novos exames nos próximos dias para saber a evolução de sua lesão e, assim, saber se será apto para a nomeação ou pacote do Qatar, como já anunciado por vários meios de comunicação internacionais. Em Bambali, aldeia natal de Sadio Mané, há esperança de ver a criança local se curar e se juntar aos Leões, que já estão no Catar. Os Ecos informam que para isso, no passado domingo, as populações organizaram um grande recital do Alcorão na mesquita construída pelo antigo jogador do Liverpool. O jornal afirma que 35 imãs de Bambali e aldeias vizinhas participaram da cerimônia. Eles recitaram o Livro Sagrado pelo menos 45 vezes, segundo a mesma fonte. Les Echos relata que os imãs também rezaram para que o Senegal tivesse uma boa Copa do Mundo.

segunda-feira, 14 de novembro de 2022

[Yoonu Qatar]: De Pelé a Zidane, os onze lendários.

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Do "Rei" Pelé, único jogador tricampeão mundial, a Zinédine Zidane, o feliz e infeliz herói de duas finais, a Copa do Mundo coroou imensas lendas do futebol antes de viver sua 22ª edição, a Copa do Mundo-2022 no Catar ( 20 de novembro a 18 de dezembro). Gordon Banks (Inglaterra) O campeão mundial inglês em 1966 é especialmente famoso por uma defesa milagrosa contra Pelé em 1970, gravada na história graças ao aforismo do lendário atacante brasileiro: "Hoje marquei um gol, mas Banks o impediu". Cafu e Roberto Carlos (Brasil) Os dois brasileiros juntos revolucionaram a posição de lateral ao levarem muito longe o seu aspecto ofensivo. Cafu venceu as Copas do Mundo de 1994 e 2002, enquanto Roberto Carlos venceu "apenas" a segunda, onde Cafu foi capitão. Perderam juntos a final de 1998 contra a França (3-0). Franz Beckenbauer (Alemanha) "Inventor" da posição de líbero, "Kaiser Franz" deixou uma das imagens imortais da Copa do Mundo ao finalizar com o braço na tipoia a "partida do século", a semifinal de 1970 perdida contra a Itália (4-3 a.p.). Mas ele também levantou o troféu quatro anos depois, em casa, quando o realismo da "Mannschaft" quebrou o romantismo da Holanda de Johan Cruyff (2-1), então como treinador em 1990. Fabio Cannavaro (Itália) Arquétipo do zagueiro italiano, perfeitamente posicionado, sempre totalmente concentrado e um pouco "desagradável" se necessário, Fabio Cannavaro é o capitão da Itália, campeã mundial em 2006 (1-1, 5-3 nos pênaltis contra a França) e seu símbolo, pelo seu exacerbado senso de competição. seneweb.com

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