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Dia do Trabalho na Guiné-Conacri: o SNE denuncia condições "sufocantes" para os professores.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Por ocasião da celebração do dia 1º de maio de 2026, que marcou o 14...
domingo, 3 de maio de 2026
Dia do Trabalho na Guiné-Conacri: o SNE denuncia condições "sufocantes" para os professores.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Por ocasião da celebração do dia 1º de maio de 2026, que marcou o 140º aniversário do Dia Internacional do Trabalhador, os trabalhadores guineenses foram mais uma vez chamados a refletir sobre suas condições de vida e de trabalho.
Nesse contexto, o Sindicato Nacional dos Professores (SNE), liderado por seu secretário-geral, Michel Pépé Balamou, publicou um comunicado em seus canais de comunicação, destacando uma situação preocupante para os professores na Guiné.
Nesta mensagem, o sindicato destaca o contraste entre o espírito festivo e a realidade no terreno: “Ao comemorarmos este 140º aniversário, a situação nas nossas salas de aula é desoladora. Apesar das promessas e dos memorandos de entendimento, as condições de vida e de trabalho dos professores na Guiné permanecem precárias, até mesmo indignas da nossa missão republicana.”
O SNE (Sindicato Nacional dos Professores) denuncia, em particular, a erosão do poder de compra dos professores, agravada pela inflação e pelo elevado custo de vida.
“Como podemos pedir a um educador que nutra as mentes das crianças da República quando ele próprio luta para alimentar a sua família?”, questiona o sindicato.
Para além dos salários considerados insuficientes, os professores têm de lidar com difíceis condições de trabalho: salas de aula sobrelotadas, falta de material didático e infraestruturas inadequadas.
“O professor guineense tornou-se um mágico, obrigado a produzir excelentes resultados com recursos escassos”, lamenta o texto.
O SNE (Sindicato Nacional da Educação) reitera que suspendeu a convocação de greve para 1º de dezembro de 2025, em uma tentativa de apaziguamento e diálogo com as autoridades. O sindicato apresenta essa decisão como um ato de responsabilidade, não uma rendição.
"A suspensão não é um fim. A vigilância do sindicato permanece", alerta o comunicado.
Uma longa lista de reivindicações
O sindicato também lista disfunções persistentes que, segundo eles, estão sufocando os trabalhadores do setor da educação:
o congelamento de salários e o não pagamento de bônus e atrasados;
a falta de transparência no processo de reclassificação;
atrasos administrativos relativos a professores aposentados;
a eliminação ou o não pagamento de bônus relacionados ao trabalho.
A situação é considerada ainda mais crítica para os professores das comunidades locais, que enfrentam, em particular:
a dificuldade em contratar funcionários terceirizados municipais, inclusive na zona especial de Conacri;
vários meses de salários atrasados para milhares de professores;
disparidades nos bônus de incentivo dependendo da região; Descumprimento dos compromissos relacionados ao aumento do índice salarial.
Diálogo e advertência ao governo
Apesar dessas dificuldades, o SNE (Sindicato Nacional dos Professores) reafirma sua participação contínua nos comitês técnicos criados para tratar de questões prioritárias no setor da educação, em especial a regularização dos professores contratados e a revisão do estatuto especial dos professores.
Contudo, o sindicato apela às autoridades para que passem das palavras à ação: “Investir nos professores é investir na estabilidade e no desenvolvimento da Guiné”.
O SNE também insta o governo a garantir a neutralidade em relação às organizações sindicais e a respeitar os princípios da liberdade sindical consagrados em convenções internacionais.
Michel Pépé Balamou apela à coesão e à mobilização dos professores, defendendo, ao mesmo tempo, uma reforma fundamental do sindicalismo no país. “A reconstrução dos sindicatos de professores na República da Guiné é um imperativo inegociável”, insiste.
A mensagem conclui em tom combativo e mobilizador: “Pela dignidade dos professores, a luta continua. Unidade de ação – Luta – Vitória!”
fonte: guinee360.com
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Samuel