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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Michelle Obama inicia turnê solo a África.

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EUA a primeira-dama Michelle Obama em 15 de junho, em Washington, DC. (Win McNamee / Getty Images)
JOHANNESBURG, África do Sul - viagem de Michelle Obama à África do Sul e Botswana tem levantado questões sobre a política de seu marido em direção ao continente Africano.
Em primeira viagem oficial de sua família para a África, presidente dos EUA, Barack Obama fez um discurso histórico no parlamento de Gana no qual ressaltou a importância do continente para o mundo. O primeiro Afro-Americano presidente dos EUA falou do "sangue da África" ​​dentro dele, e prometeu que os Estados Unidos apoiariam a África em sua luta pela prosperidade e liberdade.
Mas dois anos depois, Obama passou pouco tempo na África, que além de viagem inicial rápida de 24 horas para Gana. Como sua esposa, Michelle, chega ao sul da África pelo que a Casa Branca está divulgando como sua primeira grande viagem solo ao exterior, e há questões sobre a ausência conspícua do presidente no continente.
Michelle Obama, que aterrissou em uma base aérea em Pretória, na segunda-feira, vai passar seis dias na África do Sul e Botswana com as filhas Sasha e Malia, sua mãe Marian Robinson, e uma sobrinha e sobrinho a tiracolo.

Visita da primeira-dama incidirá sobre jovens mulheres líderes e o legado da luta anti-apartheid, e ela vai percorrer tais cidades historicamente significativas como Soweto township perto de Joanesburgo e da Ilha Robben, onde Nelson Mandela ficou preso fora da Cidade do Cabo.

"Uma visita à África do Sul é importante para eles como uma família", disse Elizabeth Kennedy Trudeau, porta-voz da embaixada dos EUA em Pretória.
Mas o ambicioso programa da primeira-dama - sem o presidente - também destaca a falta da atenção pessoal de Barack Obama a África subsaariana, uma omissão flagrante que causou decepção em casa e entre os africanos.
Expectativas para as relações americanas com a África eram altíssimas quando Obama tomou posse. Ele já havia visitado aldeia ancestral de seu pai no Quênia, e como um senador dedicou atenção aos países Africanos. Obama chamou o movimento da África do Sul contra o apartheid sua primeira causa política.

"Pela primeira vez, nunca antes um presidente americano podia falar difícil para os líderes Africanos e não ser sendo acusado de ser racista, e não ser sendo acusado de imperialista, colonialista", disse Salim Amin, um jornalista queniano, discutindo a eleição de Obama em 2008.

Mas grande parte da política dos EUA para a África continua a ser a mesma que estava sob administração de George W. Bush 's, que foi elogiado por seu foco em AIDS e questões de saúde pública.
O Melhor grupo de ativistas da África do Sul conhecido de AIDS, a Treatment Action Campaign, tem ainda acusado o governo de Obama de retirada de seu compromisso de combater a epidemia de AIDS, escalando para baixo o aumento de financiamento para programas de tratamento.

África do Sul convidou Obama para assistir à Copa do Mundo no verão passado, a primeira a ser realizada em solo Africano, e ele era amplamente esperado por vir. Mas Obama disse que só iria viajar para a África do Sul se o time dos EUA fizer a final - e eles foram eliminados pelo Gana na rodada de 16.
Enquanto isso, Michelle Obama começa sua aventura Africana, ela está sendo recebido de braços abertos.
"Michelle mágica para Joburg", disse uma manchete em um jornal de Joanesburgo, usando o apelido da cidade.
Ela deve se reunir com um dos três Presidente Sul-Africano: Jacob Zuma esposas, Nompumelelo Ntuli-Zuma, na terça-feira de manhã em Pretória, antes de visitar a Fundação Nelson Mandela, em Joanesburgo, onde será dado um tour pela esposa de Mandela, Graça Machel.
Uma reunião entre a primeira-dama e Mandela, que é de 92 anos, continua a ser considerado possível, mas não está confirmado devido à sua frágil saúde. Em janeiro, Mandela foi hospitalizado por uma infecção respiratória aguda.

Cronograma Michelle Obama também inclui uma visita ao Museu do Apartheid, em Joanesburgo, uma reunião com o Prêmio Nobel da Paz vencedor Desmond Tutu em Cape Town, e uma parada em um memorial em homenagem aos 13 anos de idade, Hector Pieterson, que foi baleado e morto pela polícia do governo durante o levante estudantil de 1976, no município negro de Soweto.
Em Botsuana, por muito tempo considerada um farol para um bom governo na África, ela se reunirá com o presidente Ian Khama e visitará um centro que ensina os adolescentes sobre liderança e HIV / AIDS, antes de terminar a viagem com um safari privado para sua família.

Fonte:  GlobalPost
 

 


 

domingo, 19 de junho de 2011

Perdoar é preciso como referi na matéria anterior... entretanto, o artigo do nosso compatriota Filomeno Pina, divulgado no site didinho.org foi mais além, para chamar sua atenção face aos desafios que adiam o nosso desenvolvimento.

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A matéria do Psicólogo clínico, Filomeno Pina pode ser interpretada como uma consulta gratuita em seu escritório a alguns pacientes seus invisíveis, porém existentes e cujo comportamento é um motivo à parte para muitas preocupações. 


Filomeno Pina *
09.06.2011

GUINEENSE, O QUE FAZES?
 
1 - Real e pobremente, temos vindo a esculpir a nossa própria estátua, de mágoas, estátua do morto-vivo, do símbolo do engano, da ausência de cultura de valores, da cultura negativa e, com muita falta de criatividade e espírito inovador.

2 -  Não nos apercebemos de que outros arquitectos em vida são merecedores de carinho, protecção, divulgação e defesa institucional porque estão “vivos”. Muita coisa ainda nos faz mais pobres do que o facto inevitável, a Morte.

3 -  Há um fundo cobarde, invejoso, maldoso, de uma complexidade doentia, generalizada no perfil de uma "elite" guineense, o que é preocupante e grave, do ponto de vista psico-social e do facto de continuarmos a "não-ver" o que se passa fora de nós (sociedade, país e personalidades), permanecermos numa identificação projectiva negativa, egocêntrica e atrofiada, projectada sobre os outros.

4 - Nunca somos nós os culpados dos nossos próprios actos, dos nossos próprios erros cometidos, porque são sempre os outros. Alimentando o nosso ético-social alienado, vamos adiando o progresso e evolução social de um povo que orgulha-se da sua tolerância, da sua história, do seu civismo e maturidade social, que vezes sem conta, alguma parte dessa "elite" manchou ou adiou a sua esperança, sem a consciência de violação cometida. Sem apurar responsabilidades, o mal é sempre os outros, a sua causa também, tudo vem de fora para dentro, o contrário é nada, e mais, uma cegueira que dura tempo demais, uma doença que certamente tem cura, por um preço que custa três palavras reais: a liberdade de opinião; o respeito pela pessoa humana; e justiça social...

5 - SOMOS UM POVO FEITO DE PARTES DESIGUAIS, CARISMÁTICO E FORTE, sabemos andar e bem, não sabemos porque estamos "parados" ou, porque não continuamos a andar, sorrir e cantar vitórias em todos os sectores do desenvolvimento territorial. Falta-nos praticar uma filosofia existencial de tolerância, do amor ao próximo, do perdão, do reconhecimento de valores humanos sem complexos, de justiça e de igualdade de direito, falta-nos a coragem de virar a página e travar o espírito de vingança entre guineenses há quase cinquenta anos a esta parte, perdoar e, avançar rumo ao sucesso, olhos nos olhos, boca a boca, casa a casa, até fazer chegar definitivamente a PAZ para a nossa gente, povo humilde, respeitador, fiel aos seus "chefes", dando-lhes sempre uma nova oportunidade nas urnas, essa a maior parte das vezes maltratada e abusada, só.
 
6 - É tempo de substituirmos o ódio pelo amor, o azar pela sorte, a perseguição pelo acolhimento, a mentira pela verdade, o roubo pela honestidade, o medo pela liberdade, o crime pelo direito, a injustiça pela igualdade de direitos e de deveres, o oportunismo pela igualdade de circunstâncias e de condições, a doença pela saúde, a ignorância pela educação, a mancha pela verdadeira arte, a desconfiança pela certeza, a fome pela fartura, o abandono pela protecção e cuidados, a corrupção pela transparência, é tempo de parar e pensar definitivamente num projecto de desenvolvimento sustentado para o país.

7 - Quando morrermos, aqui não estamos nunca mais. Vamos tratar de vida que é curta, ninguém vive duzentos anos. Acreditamos que crescemos mais depressa quando aprendemos com os erros, quando reconhecemos os erros, quando a arrogância, ganância, mania de perfeccionismo estão “controlados” e, admitirmos com naturalidade suficiente o erro cometido, sem medos, porque se errar é humano, perdoar é muito mais. Sê superior espiritualmente e perdoa, só.

Es tu aqui em matéria de reflexão, nossa querida Pátria,  a principal razão por que reflectirmos! 
A nossa Guiné-Bissau é Mãe bonita, dentro e fora dela, é o berço dos nossos antepassados, dos nossos filhos, dos netos, dos nossos amigos e vizinhos, sempre terra nossa, amada, que cuida dos filhos, longe, perto ou ausentes. Pergunto, e nós os filhos, o que fazemos com Ela?

Texto original -> fonte: didinho.org
 

sábado, 18 de junho de 2011

O Presidente de Rwanda, SE Paul Kagame fala da África para a diáspora rwandense nos States.

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Perdoar é preciso!

Olhando para trás, o Presidente Paul Kagame não seria assim tão ovacionado como vemos no vídeo, se a imagem do genocídio recobrisse a memória dos presentes na platéia recordando a morte de um irmão, uma mãe, um pai, um vizinho, um primo, etc, etc. Assim como os Rwandenses se perdoam, nós devemo-nos se perdoar, para traçarmos novos rumos para o tão almejado desenvolvimento do país.
 




Prezados leitores,

Eu, Samuel Vieira, sempre levei em consideração que a informação joga um papel preponderante na evolução da sociedade. E quando ela é ilustrada, ou seja, transmitida quer na forma escrita, verbal ou através da imagem, nossa capacidade de absorver essas informações transcendem as expectativas. Os meios de comunicação nos favorecem hoje e de que maneira; a acompanhar o desenrolar da vida em qualquer parte do planeta e muitas vezes em tempo real, pelo que agradecemos os meios de comunicação e a evolução da tecnologia da informação. Não sou jornalista de profissão, porém, uso minha mera capacidade no domínio tecnológico e em meu blog, para favorecer a outros tantos leitores ou curiosos, com informações que na minha óptica são imprescindíveis para favorecer evolução do conhecimento.  
Disponibilizo aqui uma mine palestra proferida em vídeo pelo actual Presidente de Rwanda, Paul Kagame aos seus compatriotas residentes nos States. A palestra é em inglês com tradução para o francês, pelo que acredito que será bem interpretada pela maioria dos guineenses na diáspora e mais ainda, pelos que vivem no país onde uma boa parte usa o francês como língua de trabalho ou de negócios, ou os que viveram e aprenderam o francês em países vizinhos, onde se fala francês.
Kagame falou e falou muito bem sobre perspectivas futuras para o nosso continente e exortou os rwandenses para o regresso à pátria.

Veja o vídeo:

Rússia - Fórum de São Petersburgo Cobrou Força.

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Photo: RIA Novosti
A “Internet” deixou de ser um meio de comunicação, chegando a ser um fator político muito poderoso. Os que ignoram esta mudança nada entendem da vida contemporânea – declarou Dmitri Medvedev durante a discussão sobre as possíveis vias de desenvolvimento da “Grande Rede”. O tema do futuro da WEB esteve no centro das discussões travadas na sexta-feira, 17 de junho, no Fórum Econômico Internacional em São Petersburgo.
Ultimamente, nenhuma discussão internacional importante tem estado contornando os acontecimentos ocorridos no espaço digital. O presidente lembrou que o tema havia surgido pela primeira vez como um tópico dos debates durante a cúpula do “Grupo dos Oito” na cidade francesa de Deauville. E não é para menos, porque presentemente a “Internet” não somente vai mudando ela própria, como também passa a ditar novas regras de jogo – pensa Dmitri Medvedev. E continua:
Se encararmos a “Internet” como um fenômeno integral, se pensarmos no futuro, então saberemos encontrar um lugar russo no meio internético. Em todo caso, estou contente de termos podido alcançar a ideia relacionada ao registro do domínio de nível superior. Estou me referindo à Federação Russa. Ao que me consta, isso criou um certo lugar específico para a “Internet” russa. E também enriqueceu a “Internet” em geral.
Os especialistas estrangeiros entrevistados pela “Voz da Rússia” assinalam que o reconhecimento dado pelo Governo à força da influência da “Teia Mundial” e ao papel por ela desempenhado no desenvolvimento do País é um passo positivo. Em entrevisra exclusiva à nossa emissora, o presidente da corporação “Google”, Eric Schmidt, apontou que os investimentos nas telecomunicações e as tecnologias digitais contemporâneas são um penhor de desenvolvimento do capital humano na Rússia. Ela acha que na Rússia não faltam recursos e potencial para desenvolver ativamente esse ramo. Disse mais adiante:
Confio sinceramente na importância decisiva que tem o desenvolvimento das tecnologias de acesso à banda larga e sem fio à Grande Rede. A “Internet” cria novos postos de trabalho.
Este ano, Eric Schmidt foi uma figura central do encontro em São Petersburgo. Durante seu seminário aberto denominado “Mundo Através dos Olhos da `Google´”, a sala estava á cunha. Entre outras coisas, o palestrante disse que as pesquisas em tecnologias de informação realizadas por Universidades russas têm um nível bastante alto.
Todavia, a Rússia não pode apenas copiar cegamente a experiência ocidental – disse em entrevista à nossa emissora o ministro das Comunicações e Telecomunicações, Igor Chiogolev. Diante dos fatores regionais específicos, um desenvolvimento heterogêneo das diversas regiões e as imensas vastidões do País, o Estado tem de desempenhar um papel regulador importante. E prosseguiu:
Estamos desenvolvendo, por exemplo, um projeto de “Internet” via satélite. Claro que essa modalidade da WEB não permite alcançar as mesmas velocidades que as alcançadas com facilidade através da fibra ótica. Mas, por outro lado, isso permite abarcar com um dinheiro razoável os gigantescos territórios da Rússia e reduzir o hiato informativo digital que hoje existe entre as diversas regiões.
Um projeto inovador com uma envergadura sem precedentes capaz de fundamentar toda a tecnologia de comércio varejista em uma base eletrônica de última geração foi apresentado por Anatoli Tchubais, presidente da corporação governamental “RosNano”. Trata-se das chamadas marcas de radiofrequência. Essa tecnologia está sendo ensaiada em muitos países, entre os quais a Rússia. Disse mais adiante:
É uma loja em que o código de barras tradicional, o qual vai caducando a olhos vistos, é substituído pelo “Radio Frequency Identification”, o cartão que registra sem contato todos os dados sobre o produto e da mesma forma transmite a informação sobre seu preço e sobre o fato de sua compra. Se quisermos simplificar ao máximo a situação, poderemos dizer que em tal loja desaparece a necessidade de caixa registradora. E surge uma tecnologia qualitativamente nova, ou seja, o comprador chega, pega os produtos que deseja e vai embora.
Como se sabe, uma missão principal do Fórum Econômico Internacional em São Petersburgo consiste em entabular contatos negociais com parceiros estrangeiros desejosos de investir na economia russa. Por isso, as palavras de Dmitri Medvedev sobre a necessidade de intensificar o processo de privatização motivou uma discussão ativa entre os financistas. Muitos especialistas logo se puseram a falar sobre uma venda iminente de um pacote de ações do “Sberbank” e VTB, os mais importantes da Rússia. O presidente do banco VTB24, que forma parte do grupo bancário VTB, Mikhail Zadornov, está certo de que é uma medida positiva capaz de atrair um grande volume de investimentos. Todavia, é preciso evitar uma pressa que possa fazer baixar a capitalização de companhias, também uma situação em que a demanda não consegue acompanhar a oferta.

Fonte: vozdarussia

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Economia da Guiné-Bissau cresce com ajuda de Angola.

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Por João Carlos e Carlos Martins, DW

DW -
A economia da Guiné-Bissau deverá crescer este ano 4,3 por cento, contra os 3,5 por cento alcançados em 2010. A previsão é da ministra do Plano e Integração Regional, Helena Embaló.

Em entrevista exclusiva à DW em Lisboa, a ministra Helena Embaló falou da estratégia nacional de combate à pobreza e ao narcotráfico, dos efeitos positivos do perdão da dívida de 283 milhões de dólares e da importância da cooperação com Angola.

Angola é um parceiro crucial para a etapa de estabilidade da Guiné-Bissau, depois das várias crises político-militares que levaram alguns parceiros a suspenderam a ajuda ao país. Reconhece a ministra guineense da Economia, Plano e Integração Regional, Helena Embaló.

Angola ajuda a Guiné Bissau

“Angola tem sido um parceiro fundamental. Quando em 2010, tendo em conta o levantamento militar, alguns parceiros retiraram a sua ajuda, Angola veio apoiar a Guiné Bissau", disse a ministra para em seguida acrescentar "graças a um programa de cooperação militar que abrange várias componentes da reforma do setor de defesa e segurança, tem contribuído muito para a estabilidade no país”, concluiu.

Helena Embaló realça também o apoio financeiro concedido pelo Governo de Luanda para cobrir o défice orçamental da Guiné-Bissau.

“E está em perspetiva uma linha de crédito para apoiar as iniciativas empresarias no montante de 25 milhões de dólares" e explica a governante guineense "isto porque já começa a haver investimentos angolanos importantes no país – refiro-me particularmente à exploração do bauxite, à construção das linhas férreas e à construção do porto de Buba”.

Fazendo parte dos países frágeis, a Guiné-Bissau augura com esse estatuto mobilizar mais recursos dos doadores internacionais para a execução de reformas imprescindíveis para o seu desenvolvimento, abrangendo a administração pública, justiça, ensino, saúde e infraestruturas. Helena Embaló assegura que o país vai continuar a dar mostras de uma gestão mais criteriosa dos fundos que recebe.

“Porque se nós conseguirmos de facto restaurar aquela confiança, a credibilidade junto da comunidade internacional, aí eles sentir-se-ão enconrajados a dar mais ajuda”,destacou a senhora Embaló.

Neste contexto, o alívio da dívida externa em Maio último, através do Clube de Paris, é um impulso a este esforço, frisou a ministra guineense na entrevista exclusiva concedida à DW.

“Foi fundamental e também é uma forma de ajuda. O país poderá utilizar esses recursos obviamente para redução da pobreza e para o seu programa de crescimento económico”.

E quais as perspectivas para este ano?

“Este ano, prevemos um crescimento de 4,3% e tudo leva a crer que esta trajetória positiva se vai manter. Nós acabámos de elaborar a nossa estratégia de redução da pobreza e também elaborámos estudos para melhor analisar as fontes de crescimento"disse a ministra guineense tendo por outro lado sublinhado que " isso é importante porque agora já há uma maior estabilização do ponto de vista fiscal e é preciso agora implementar uma estratégia que permita valorizar todo o potencial económico que o país tem” afirmou.

Mas, o combate ao narcotráfico é outro desafio nacional, regional e intercontinental, para o qual o país também definiu uma estratégia.

“Mas a Guiné-Bissau não conseguiu mobilizar os fundos de que carecia totalmente para a sua implementação", lamentou a ministra do Plano, Integração Regional da Guiné Bissau que acrescentou ... "neste momento há uma revisão dessa estratégia, uma atualização e este plano vai em paralelo com o reforço das próprias instituições judiciárias". Porque, segundo a governante guineense "é muito importante termos um sistema judicial sólido e robusto, que possa agir e reagir de forma firme contra esse tráfico”...concluiu a ministra guineense da Economia, Plano e Integração Regional, Helena Embaló.

Autor: João Carlos (Lisboa) / Carlos Martins
Edição: António Rocha
Fonte: DW

Filho de Presidente angolano suspeito de lavagem de dinheiro.

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Foto: (Reuters)
António Cascais e Cristina Krippahl, DW

DW -
José Filomeno dos Santos, filho do Presidente angolano, tido por alguns observadores um potencial sucessor à chefia do Estado, está na mira da imprensa alemã e suíça por alegados negócios ilícitos.

Zenu, diminutivo pelo qual é conhecido José Filomeno dos Santos, é um homem que já estagiou e trabalhou em várias empresas do regime: foi quadro na Sonangol e foi diretor-adjunto da sua subsidiária AAA, antes de se lançar no mundo dos negócios internacionais: passou pela Suécia, estudou em Inglaterra e participou em vários projetos, como a “Afrikanische Innovations Stiftung”, Fundação para Inovação de África em português, com sede na Suíça.

O jornalista suíço especializado em economia, Lukas Hässig, recentemente publicou um artigo sobre as atividades de Zenu dos Santos naquele país, no qual explica que a fundação foi criada pelo filho do presidente angolano, alegadamente para financiar obras de beneficência em África. “Zenu dos Santos pretende assim criar uma imagem positiva de si próprio”, afirma Hässig.

O dirigente da fundação é um advogado suíço chamado Thomas Ladner, que, ao mesmo tempo, dirige também uma empresa de serviços financeiros de nome Quantum na Suíça. Zenu dos Santos é também um dos promotores do banco Quantum Angola: “Isto para mim é uma teia de empresas - uma rede angolana - sempre com os mesmos protagonistas que trabalham todos em conjunto”, diz o jornalista Lukas Hässig.

O papel pouco claro de um banqueiro alemão

Por trás dos negócios de Zenu dos Santos está Jean-Claude de Morais Bastos, um cidadão suíço originário de Cabinda. Foi através dele que Zenu criou o seu próprio Banco, o “Quantum” recrutando para os seus quadros Ernst Welteke, ex-presidente do Banco Central da Alemanha, que hoje assume as funções de Presidente do Conselho de Administração.

Hässig considera ser “muito peculiar” um ex-presidente do Bundesbank cumprir esta função num banco em Angola, e, ao mesmo tempo, num banco na Suíça com o mesmo nome, mas que - alegadamente - nada têm a ver um com o outro. "Mas olhando para as direções denota-se que são praticamente idênticas. Ernst Weltecke pertence aos dois conselhos de administração e também o cidadão suíço-angolano Basto de Morais está em ambas as empresas".

Acusações de lavagem de dinheiro

Observadores angolanos residentes na Alemanha já lançaram publicamente acusações graves contra esta rede que classificam de máquina de lavagem de dinheiros desviados das finanças públicas angolanas. A lavagem seria feita com a participação e ajuda de personalidades alemãs, como Ernst Welteke, escreve o jornalista angolano residente na Alemanha, Emanuel Matondo, num artigo publicado na revista alemã "afrika Süd". Título do artigo: “Dinheiro sujo procura lavagem”.

O jornalista suíço, Lukas Hässig, diz que apesar de haver indícios, por enquanto não há provas. A Deutsche Welle tentou - em vão - contactar Ernst Welteke, membro do partido Social-Democrata Alemão, que em 2004 foi obrigado a demitir-se do Banco Central Alemão por suspeita de corrupção.

Autor: António Cascais/Cristina Krippahl
Revisão: Helena Ferro de Gouveia
Fonte: DW

Ex-presidente do Banco Central da Alemanha manda retirar artigo de jornalista angolano na Alemanha.

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Foto: Ernst Welteke, ex-presidente do Banco Central da Alemanha (Deutsche Bundesbank). (EFE).
Por António Cascais, DW

DW -
"Dinheiro sujo procura lavagem" foi o título dum artigo do jornalista angolano residente na Alemanha, Emanuel Matondo, publicado pela revista "Afrika Süd". Agora a revista decidiu retirar o artigo cedendo a pressões.

O artigo descreveu as atividades profissionais do ex-presidente do Banco Central da Alemanha (Deutsche Bundesbank), Ernst Welteke, em Angola. Ernst Welteke é acusado de se rodear de (citamos) "pessoas criminosas" e de se ter aceite a chefia do banco Quantum Angola, um banco que o artigo descreve como "banco fundado por ordens do Presidente dos Santos com o objetivo de lavar dinheiro proveniente do petróleo, roubado ao povo angolano".

Também outro jornalista, na Suiça, descreveu em artigos críticos, as atividades consideradas "pouco transparentes" do ex-presidente do Bundesbank, referindo-se ao Banco Quantum Angola SA, assim como da empresa Quantum AG, na Suiça, projetos liderados por Welteke e participados por José Filomeno dos Santos "Zenu", um dos filhos do Presidente angolano.

Welteke nega tudo

Agora o ex-presidente do Bundesbank reagiu. Através dos seus advogados enviou uma carta à pequena revista "Afrika Süd", em Bona, pressionando-a a retirar o artigo de Emanuel Matondo.

A Deutsche Welle tem vindo a acompanhar esta história, pedindo esclarecimentos a todos os intervenientes. O filho do Presidente angolano Zenu dos Santos, que em Abril participou numa conferência sobre negócios com África, na cidade alemã de Frankfurt, não quiz na altura dar uma entrevista à Deutsche Welle sobre os seus negócios na Europa e os seus parceiros suiços e alemães, com destaque para o ex-presidente do banco central alemão.

Ernst Welteke preferiu – nesse dia - apresentar-se ao público em geral, como defensor da transparência e lutador contra a corrupção em Angola e no mundo. Contactado pela Deutsche Welle, Ernst Welteke, sempre se mostrou disponível, manifestando-se indignado e refutando as acusações lançadas por jornalistas contra a sua pessoa.

Welteke entregou o caso a advogados

Pressionado, passou agora ao contra-ataque e contactou um conceituado escritório alemão de advocacia. O objetivo é impedir a publicação de mais artigos críticos sobre os seus negócios em Angola e mandar apagar os que já foram publicados. Palavras de Ernst Welteke: „Na Revista Áfrika Süd, edição número 1, de Janeiro de 2011, foi publicado um artigo com o título 'Dinheiro sujo procura lavagem' e o subtítulo era 'Banco Quantum e o novo emprego de Ernst Welteke em África'. Nesse artigo são feitas várias acusações descaradas contra o Banco Quantum e contra mim pessoalmente. E nós reagimos, recorrendo a um advogado que intimou o editor da revista a distanciar-se do artigo em termos de conteúdo e também a retirá-lo da internet. Foi isso que aconteceu."

Ouvimos também a outra parte. Emanuel Matondo, autor do artigo em questão, nasceu em Luanda. Mas sendo antimilitarista e não querendo participar na Guerra civil angolana, abandonou o país, ainda jovem. Uma odisseia que o trouxe à Alemanha, depois de ter passado pelo Congo e Congo Brazzaville.

Emanuel Matondo não recua...

"Eu vou continuar a trabalhar como jornalista, eu sou autor. Estou a falar contra a injustiça num país rico onde a pobreza é extrema, onde a gente morre por falta de medicamentos, onde as crianças morrem nos corredores dos hospitais. Continuarei porque os dinheiros desviados faltam para o desenvolvimento do pais; é uma forma de roubo. Denuncio a corrupção, porque ela está a destruir mesmo a cultura angolana; porque a elite quer manter-se no poder. Esse sistema já domina o mundo financeiro de Angola".

Matondo diz que tem provas suficientes do que afirma; e que por isso não retira uma virgula do artigo que escreveu, acusando Welteke de tentativa de censura: "Depois de publicar a versäo portuguesa completa em Angola, havia ameaças de morte contra os editores de lá. Os jornalistas foram intimidados, disseram-lhe que tinham que acabar com artigos sobre corrupção. E aqui (na Alemanha) nós também nos encontramos sob ameaça dum processo. Isso é uma forma clara de censura, mas brutal…"

Matondo lança um apelo a Ernst Welteke, membro do partido social-democrata alemão (SPD) e destacado membro honorário da fundação Friedrich-Ebert, ligada ao mesmo partido: "Se ele é membro dum partido que pretende combater as injustiças no mundo, como é que pode dar apoio intelectual no sector bancário a um sistema injusto? Como pode dar apoio ao sistema financeiro despótico angolano, que é conhecido como um sistema corrupto?"

De salientar que os editores da revista alemã "Afrika Süd" retiraram o referido artigo de Emanuel Matondo da sua página na internet. Uma mera medida de precaução que não significa que eles se tenham distanciado do conteúdo, segundo os editores da revista. A revista impressa, essa, continua em circulação e os jornalistas prometem prosseguir com as investigações sobre os negócios em Angola de Ernst Welteke, o ex-presidente do banco central alemão.

Autor: António Cascais
Edição: Carlos Martins/António Rocha/Johannes Beck
Fonte: DW

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